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sexta-feira, 23 de março de 2018

O que representa a candidatura de Ciro Gomes

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Ciro Gomes e Leonel Brizola
Por Leonardo Benitz

Diante da grave crise que assola o país, que deixou de ser somente econômica, tornando-se política, institucional e social, onde os grandes poderes da mídia, baronato e bancos digladiam-se oferecendo cada um a sua própria narrativa. Narrativa que oculta um jogo de interesses muitas vezes difícil de ser compreendido até por um estudioso do assunto quanto mais para a grande maioria da população que, fatalmente, torna-se refém das simplificações grosseiras e das reações emocionais a uma situação justamente percebida como insuportável. Uma situação caótica é sempre propícia ao surgimento não somente de arrivistas políticos, mas de ideários estrangeiros propagados por parcela da elite ligada aos interesses internacionais que procura mistificar sua dominação sobre o restante do povo. 

Uma das simplificações mais comuns, com maior adesão por parte de grande parcela da população que está irritada, talvez a mais perigosa dela, é aquela que liga o protagonismo, ainda que atualmente deprimido, que o Estado tem na economia com escândalos de corrupção, ineficiência, burocracia excessiva, e que, portanto, o Estado deveria ser mínimo, isto é, apenas louvar pela aplicação sadia das regras do mercado, e, no máximo, realizar um papel de assistência social, apequenar-se. Acreditar que um país de proporções continentais como o Brasil, com uma das desigualdades mais brutais do mundo, onde 6 pessoas concentram a mesma renda que 100 milhões de pessoas como mostram os dados de pesquisa recentemente realizada pela ONG britânica Oxfam, deve relegar seus problemas a espontaneidade do mercado é inocência ou má-fé. Dentre as duas opções, acredito que a primeira ocorre na grande parte do povo que propaga esse ideário por ignorância e por despercebidamente introjetar valores contrários aos seus próprios interesses através da intoxicação midiática, enquanto a segunda, que tem representantes de peso nos grandes órgãos midiáticos e instituições empresariais e bancos, que age de forma organizada para fazer com que seus interesses tenham aparência de ciência neutra e objetiva, merece ser analisada com mais cuidado. 

Para compreender esse movimento, devemos notar que, no caso específico brasileiro, a ideia já datada do neoliberalismo volta com força, após um breve período de experimentação com os governos de esquerda da América Latina que, na maior parte dos casos, entraram em descrédito. Essa ideia é datada porque os próprios órgãos de governança global que fizeram parte da propagação do ideário do Consenso de Washington, como o FMI, Banco Mundial e Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento, já a criticaram em relatórios recentes. O relatório "Neoliberalism:Oversold?" lançado por três economistas do FMI em junho de 2016, estabelece que as políticas de austeridade defendidas ; com base na ideia de rigidez orçamentária dos gastos do governo prejudicou a demanda e aprofundou o desemprego, a remoção das restrições do fluxo de capital -- abertura financeira -- contribuiu para o aumento da desigualdade e do número de crises financeiras, e, para fechar o caixão dessa ideologia, concluíram que o aumento da desigualdade tem efeitos negativos sobre o crescimento de longo-prazo, observação substanciada por novo artigo escrito em fevereiro de 2017, onde há um gráfico que evidencia uma correlação negativa entre desigualdade e crescimento de longo-prazo. Deve-se atentar para a gravidade dessa observação, ou seja, instituições criadas para (fato brilhantemente demonstrado por John Perkins em seu livro "Confissões de um Assassino Econômico", onde o autor narra a estratégia realizada pelo Banco Mundial que, a serviço dos Estados Unidos, realiza empréstimos para países em desenvolvimento procurando escravizá-los por dívidas, lançando-os, de forma subalterna, na esfera do poderio norte-americano) e por países ricos (em reunião realizada pelos Aliados durante a Segunda Guerra Mundial, que ficou conhecida como Conferência de Bretton Woods em 1944) estão nos alertando sobre os efeitos perniciosos da desigualdade e da liberalização econômica. A indagação que fica é: se os ouvimos no passado (através da doutrina neoliberal do governo de Fernando Henrique Cardoso) por que não os ouvimos agora? 

A ideia de que o Estado não deve ter protagonismo no combate à desigualdade e desenvolvimento econômico e a economia nacional deve ser aberta ao mundo, não é uma ideia antiga. Como habilmente demonstrado pelo economista Ha-Joon Chang, os Estados Unidos, hoje o campeão mundial do liberalismo, já foram submetidos a pressões estrangeiras para liberalizar-se, no seu caso, por ninguém menos do que o ilustre pai da economia moderna Adam Smith. Vejamos suas observações contidas no livro A Riqueza das Nações: 

` "Se os americanos, seja mediante boicote, seja por meio de qualquer outro tipo de violência, suspenderem a importação das manufaturas europeias aos seus compatriotas capazes da fabricar os mesmos bens, desviando uma parcela considerável de capital para esse fim, estarão retardando o futuro crescimento do valor do seu produto anual, em vez de acelerá-lo, e estarão obstruindo o progresso do país rumo à riqueza e à grandeza verdadeiras, em vez de promovê-lo" 

Em outros escritos considera o futuro do país norte-americano como de uma economia agrária como a Polônia, proposta muito similar àquela recomendada atualmente por economistas liberais como Marcos Lisboa à nação brasileira. É preciso ressaltar que os Estados Unidos não apenas sonoramente rejeitaram esse conselho, e seguiram o conselho do Secretário do Tesouro americano Alexander Hamilton, tornando-se os campeões mundiais do protecionismo até meados do século XX, desenvolvendo o ensino público, investindo em infraestrutura através da concessão de terras e subsídios às empresas ferroviárias, como através de golpes de estado e intervenções em países como Havaí, Cuba, Porto Rico, Filipinas, Nicarágua, Honduras, Guatemala, Irã, Vietnã, Chile e mais recentemente Iraque e Líbia, também expandindo seu poderio no Leste Europeu através da OTAN, consolidaram seu lugar como a potência hegemônica ocidental desbancando seu antecessor, a Inglaterra, tudo isso com a presença de um mastodôntico aparato militar que consumiu 611 bilhões de dólares em 2016, valor superior aos 595 bilhões de dólares dos oito países com os maiores gastos em defesa juntos no mesmo ano de acordo com dados da Peter G. Peterson Foundation. Deixa-se sem passar que indústrias nas quais os EUA se mantêm na vanguarda internacional como de computadores, internet e aeroespacial não seriam possíveis sem a P&D militar financiada pelo governo americano, como muito bem apontado pela economista Mariana Mazzucato em seu livro "O Estado Empreendedor": "a maioria das inovações radicais revolucionárias, que alimentaram a dinâmica do capitalismo -- das ferrovias à internet, até a nanotecnologia e farmacêutica modernas -- aponta para o Estado na origem dos investimentos empreendedores mais corajosos, incipientes e de capital intensivo", até mesmo o Iphone que é propalado como fruto da genialidade empreendedora do Steve Jobs não teria sido possível sem a utilização de tecnologias financiadas pelo governo como o GPS, tela sensível ao toque, mecanismo de reconhecimento de voz. O que não falta na sede do pensamento liberal é, ironicamente, Estado. 

Poder-se-ia analisar com tranquilidade a experiência histórica de qualquer outro país desenvolvido, seja a Coréia do Sul com sua reforma agrária radical, a criação da usina siderúrgica POSCO construída à contragosto do Banco Mundial, os planos quinquenais estabelecidos pelo General Park, seja no Japão com a Restauração Meiji de 1868 e seu programa de modernização, até a Alemanha de Bismarck que teve um papel pioneiro na introdução do seguro de acidente industrial (1871), seguro saúde (1883), e as pensões estatais (1889), ou até mesmo a Inglaterra, com as barreiras protecionistas impostas para proteger as manufaturas têxteis de algodão e as reformas protecionistas introduzidas pelo primeiro primeiro-ministro britânico Robert Walpole em 1721, que ao defendê-la em discurso do trono ao Parlamento observou que "é evidente que nada contribui mais para promover o bem-estar público do que a exportação de bens manufaturados e a importação de matéria-prima estrangeira". Os exemplos da experiência histórica comparada são infindáveis, e unanimemente eles atestam para a centralidade do papel do Estado no desenvolvimento econômico, portanto, agora aproximando-se mais da realidade e do futuro brasileiros, acredito ser imperativo que se escolha um candidato ciente desses temas na eleição de 2018, e proposto a restaurar o papel do Estado na economia brasileira. 

Necessita-se contextualizar o momento pré-eleição de 2018; o Brasil enfrenta a maior crise da sua história com diversos estados quebrados, os partidos políticos tradicionais desacreditados pela corrupção, tudo isso deflagrado pela crise econômica que ocorreu com a redução do crescimento da China que provocou uma queda nos preços das nossas principais exportações, as commodities, como minério de ferro, trigo, soja, junto com a queda do preço do barril de petróleo. Em 2016, após um processo de impeachment ilegítimo, o vice-presidente Michel Temer assume a presidência e anuncia reformas de desmonte do Estado brasileiro e de entrega do patrimônio nacional, atendendo aos interesses do empresariado apátrida e dos bancos brasileiros e estrangeiros, aprovando a reforma trabalhista que alterou 100 itens da CLT (a mando de lobistas de bancos, indústrias e transportes), enfraquecendo a Justiça do Trabalho, fazendo com que o negociado prevaleça sobre o legislado, como se o empregado estivesse em posição de igualdade efetiva com o empregador, covardemente vendendo os campos de exploração do pré-sal para multinacionais como a Shell, num momento em que os preços do barril de petróleo estão prestes a subir, anunciando um programa de privatizações de 57 empresas estatais incluindo a Casa da Moeda e a Eletrobrás, e, sua obra magna, a Emenda Constitucional 95 que estabelece o teto dos gastos de acordo com a inflação por um período de 20 anos, contendo apenas as despesas primárias (isto é, as que não incluem os juros), privilegiando os rentistas brasileiros à custa de gastos que atendem, ainda que precariamente, a maioria da população como saúde e educação, tudo isso num cenário de desemprego alto remediado por uma crescente informalidade, que garante um sustento com salários e condições baixas de trabalho a uma parcela crescente da população... 

Diante desse péssimo cenário, nós, eleitores, temos que fazer uma escolha que será fatídica no dia da eleição, definindo, rompimentos antidemocráticos à parte, a forma como país sairá ou tentará sair dessa crise. Com o provável impedimento da participação de Lula, vítima de uma perseguição jurídica que, deixando de lado ódios e paixões, curiosamente não encontra paralelos com qualquer político tucano, representando o candidato mais popular da esquerda, líder nas pesquisas, provavelmente teremos uma predominância de candidatos de centro-direita a direita, com nomes como Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair Bolsonaro despontando, todos adotando uma percepção neoliberal dos problemas do Brasil; Bolsonaro, com uma retórica nacionalista, no entanto, uma prática não condizente com o discurso, exemplificado perfeitamente pelo episódio simbólico da continência batida à bandeira americana em sua viagem aos Estados Unidos, e também por sua provável escolha para ministro da fazenda, Paulo Guedes, um dos fundadores do Instituto Millenium que recebe financiamento do Bank of America e do grupo RBS. E temos, pela centro-esquerda, a candidatura de Ciro Gomes pelo PDT. Ciro Gomes é conhecido publicamente pela sua inteligência e habilidade retórica, mas sua valentia e coerência também são qualidades que devem ser ressaltadas. Já em livro escrito em 1996, em parceria com o professor Roberto Mangabeira Unger, chamado "O Próximo Passo", apresentava uma proposta alternativa ao neoliberalismo, denunciando a utilização peremptória de juros escorchantes e câmbio sobrevalorizado como expediente de combate a um processo inflacionário que já havia sido superado e que havia se tornado um entrave para o desenvolvimento econômico do país. As propostas do Ciro para essas questões seriam, como relevadas recentemente pelo seu assessor econômico Nelson Marconi, trazer a taxa de câmbio para um patamar condizente com a competitividade das exportações brasileiras entre R$3,80 e R$4, e uma taxa de juros mais baixa, espelhando-se nas experiências dos Estados Unidos e Europa em que a taxa de juros real chega a ser negativa. 

Pode-se concluir que muita coisa mudou para não mudar nada, o problema dos juros continua sendo central na economia brasileira, tendo consumido 1.130.149.667.981,00 (1,13... trilhão) de reais que representa 43,94% do Orçamento Geral da União em 2016 de acordo com dados do Tesouro Nacional. Para ter-se uma medida de comparação, gastou-se 3,90% em Saúde e 3,70% em Educação. O povo brasileiro deve tomar conhecimento de quem manda no país. De acordo com dados publicados pelo IBGE, em 2017 a participação da indústria no PIB caiu para 11,8% retrocedendo aos níveis de 1950; parte desse problema foi ocasionado pelo alto custo do capital provocado por altas taxas de juros, e a outra faceta desse problema é o câmbio sobrevalorizado, abordado anteriormente, que torna nossas exportações menos competitivas e aumenta o custo das importações, provocando um déficit na balança comercial, desnacionalizando nossa indústria. 

Em termos mais categóricos, Ciro define-se como um Nacional-Desenvolvimentista, isto é, defende um projeto no qual um Estado fortalecido promove o desenvolvimento econômico de uma sociedade, algo que não seria atingido caso fosse deixado por conta do mercado. Acredita-se que o artigo deixou bem claro que essa é a experiência vivida por grande parte dos países avançados até mesmo aqueles que propagam a retórica neoliberal. Em termos geopolíticos, Ciro Gomes já se manifestou favorável à construção de um mundo multipolar, repudiando as intervenções unilaterais americanas recentes no Iraque, Afeganistão e Líbia, comemorando o surgimento e protagonismo de Vladimir Putin na Síria como uma forma de equilíbrio e alívio para o mundo que assistiu horrorizado à criação de um cenário caótico no Oriente Médio e o renascimento dos movimentos terroristas islâmicos amplamente financiados por governos ocidentais. Ciro Gomes apresenta uma respeitável compreensão de que, a despeito de todo tipo de retórica sobre paz e liberdade, a ordem mundial é assentada na força e na violência, portanto, um mundo multipolar, com a crescente importância da Rússia e a ascensão econômica da China, poderia conter as arbitrariedades cometidas pelos americanos, e beneficiar até mesmo o Brasil, livrando-nos de intervenções e pressões unilaterais de um país que historicamente considerou a América Latina como seu quintal, e o mundo inteiro como seu. 

Portanto, está na ordem do dia uma redução do oneroso encargo da dívida pública através de uma auditoria e da diminuição do nível de taxa de juros a um patamar condizente com a perspectiva de desenvolvimento industrial nacional, uma reforma tributária estabelecendo uma taxação progressiva, recuperando a sanidade fiscal do Estado que, empoderado, possa assumir seus deveres e retomar seu papel de protagonismo no desenvolvimento econômico e combate à desigualdade através de um projeto nacional-desenvolvimentista. O repúdio a qualquer ideologia estrangeira propagada pelo império e seus representantes, isso é o neoliberalismo, que propõe aos estados subdesenvolvidos uma liberalização econômica que ele mesmo não realizou, ou seja, como bem descrito pelo economista alemão Friedrich List, chuta a escada pela qual subiu, deixando os subdesenvolvidos permanentemente no andar de baixo. 

Uma integração da iniciativa privada, universidades e Estado, no desenvolvimento de tecnologias, tornaria o país menos dependente de insumos externos normalmente dolarizados. A luta deve ser pelo estabelecimento de uma ordem geopolítica multipolar, em que o Brasil possui um papel relevante, deixando de ser um celeiro para os países ricos e um reprodutor de manuais propagados pela metrópole e seus órgãos globais, e lute para a formação de polos de poder que distribuam melhor a capacidade de decisão em assuntos internacionais. 

No presente momento o candidato que possui um histórico e um discurso alinhado com esse ideário é o Ciro Gomes, portanto, como se tentou demonstrar no presente artigo, aqueles brasileiros que não se deixam dobrar pelo discurso dominante devem apoiá-lo nas eleições de 2018.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Parque Patriota: Putin constrói "Disney World" militar


Putin atirando em um tigre com um tranquilizador
O faixa-preta em Judô, artilheiro no Hockey, líder russo, Vladimir Putin inaugurou seu último presente ao povo russo na quinta-feira - um parque Disney World militar e patriota, onde famílias podem passear, relaxar e brincar com tanques de guerra e armas. Elas também podem participar de esportes extremos. Tudo por amor à pátria!

O Parque Patriota, como é conhecido, se localiza a uma hora de Moscou, em Kubinka, e é valorado em 20 bilhões de rublos (em torno de 370 milhões de dólares). Andar em doces tanques de guerra, escalar e atirar granadas, tocar e atirar com armamento, os visitantes podem comprar todo o arsenal de Putin que se possa imaginar, até mesmo bolsas de iPhone e jaquetas militares.

"As crianças deveriam vir para cá, brincar com o armamento, escalar em tanques e ver o que há de mais moderno em tecnologia militar, que eles deveriam ter conhecido há tempo", disse o padre ortodoxo russo Sergey Privalov na cerimônia de abertura do parque, de acordo com o The Guardian.

A realização do parque é para 2017 - por ora, visitantes podem se divertir com os tanques, veículos blindados e lançadores de mísseis, e olhar estandes de ímãs de geladeira de Putin, Joseph Stalin, e o mão-direita Lavrenty Beria. Diversão para toda a família!

Deseja saber algo sobre a Rússia?

via vice

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Ameaças ao Brasil: Projeto Triplo A e outros ataques

É sabido que universidades brasileiras estão se reaproximando da Rússia (UFRGS, UFSM, UNB, etc.) a fins de projetos tecnológicos, energéticos e geopolíticos. Este é o motivo pelo qual começam a receber ataques vergonhosos como o feito contra a UFSM recentemente. Ademais, há uma suposta crise financeira que abala as universidades e as dificulta de levar os projetos adiante e de criar outros; tudo não passa de uma reação dos ativistas e espiões da OTAN, que abundam no Brasil, com vistas a derrubar o atual governo e retirar o país do seu rumo para guiá-lo segundo os interesses dos EUA e da OTAN.

As conspirações crescem, os ataques crescem, em todas as frentes: os escândalos da FIFA (detenção de José Maria Marin e afastamento de Blatter) são a maneira que os agentes atlantistas encontraram para dificultar o andamento da Copa e das Olimpíadas, respectivamente na Rússia e no Brasil, que muito temem o "propagandismo político", medo responsável também pelo silêncio de muitas mídias ocidentais sobre os eventos do Dia da Vitória ocorridos na Rússia (os maiores do mundo todo), ofuscados por eventos improvisados e mal-feitos em países da OTAN para ter pretexto de dominar o assunto na mídia. O objetivo social é este: isolar a Rússia, impedir a aproximação cultural/intelectual/geopolítica do povo brasileiro com os russos. O objetivo político é este: manter o país na progressiva decadência anti-tradicional, laica e de ideologia liberal. O econômico é este: dominar os setores mais importantes do país e tomar o controle da "cabeça" (ver: FHC promete entregar parte do Brasil aos EUA).

Abaixo, reportagem retirada de Sputnik:

No Dia Mundial do Meio Ambiente, o Brasil se vê diante de uma proposta do presidente da Colômbia para criar um “corredor ecológico” que iria dos Andes ao Atlântico, passando pela Amazônia. Segundo o professor Rogério Maestri, porém, as preocupações supostamente ambientais do projeto podem esconder interesses estrangeiros bem mais perversos.

“Esse tal corredor ecológico, que pra mim não é um corredor, é uma verdadeira ocupação. É o germe de uma ocupação de uma parte do Brasil com o objetivo de isolá-lo do norte, do Caribe, e a América do Sul da parte norte”, disse o especialista em entrevista à Sputnik.

Professor visitante de Engenharia Hidráulica na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Maestri se preocupa não apenas com os aspectos técnicos da questão ambiental, mas também com os fatores geopolíticos por trás de ideias como a do chefe de Estado colombiano, Juan Manuel Santos, que anunciou publicamente em fevereiro que iria propor ao Brasil e à Venezuela este “ambicioso” corredor ecológico.

“Será o maior corredor do mundo, com 136 milhões de hectares, que batizamos de Triplo A, pois seria andino, amazônico e atlântico, indo dos Andes até o Atlântico, no Brasil”, declarou Santos no programa oficial de televisão Agenda Colômbia, em 16 de fevereiro. Segundo as palavras do presidente colombiano, a proposta serviria para “preservar a área e como uma contribuição da humanidade para a discussão sobre como deter as mudanças climáticas”. No entanto, de acordo com Maestri, é bastante provável que o discurso de Santos esconda intenções menos louváveis.

Em primeiro lugar, conforme aponta o professor, o termo “corredor ecológico” é impróprio para qualificar o projeto do Triplo A. “De acordo com o costume internacional, se fazem corredores com largura de, digamos, no máximo 1 km. (…) O que chamam de corredor ambiental é algo que varia aqui [no Triplo A] de 50km a 500km”, ressaltou.

“Pode ser qualquer coisa, menos corredor ambiental. É um rasgo que se faz no norte do Brasil”.

De fato, segundo lembra Maestri, um corredor ecológico legítimo na Amazônia, a saber, que levasse em conta a necessidade de preservar a integridade de uma determinada extensão de mata a fim de garantir o fluxo genético entre espécies e evitar a endogamia, deveria integrar outras regiões mais prejudicadas pela exploração humana na região, e não teria a necessidade ambiental de ir até o Atlântico.

“Por que ir até o Atlântico? Se é problema ambiental, era pra ir mais para o sul, mais para baixo da Venezuela, por exemplo, e não precisava ir exatamente até o Atlântico. Chegar de um lado a outro é claramente estratégico, e não é por acaso que [o Triplo A] teria dois pontos de acesso”.

Talvez seja interessante notar que a ideia inicial do “ambicioso” projeto de Santos seja atribuída a Martín von Hildebrand, fundador da ONG Gaia Amazonas e membro da Gaia Foundation, organização também não governamental, mas com fortes vínculos com a Casa Real Britânica.

Segundo o site oficial da ONG inglesa, o trabalho na Amazônia começou com a mediação do ambientalista brasileiro José Lutzenberg, que também atuou no ministério do governo Fernando Collor de Mello. Na época, ele sofreu diversas críticas, sendo acusado inclusive de receber dinheiro indevido da Gaia Foundation, como noticiado pela revista Executive Intelligence Review, bem como de isolar os ambientalistas brasileiros das decisões políticas, preferindo o conselho de estrangeiros.

“Todas as cabeças coroadas europeias gostam muito de ONGs – não as que queiram fazer alguma coisa no seu próprio país, mas que queiram fazer nos outros países”, afirmou o professor da UFRGS.

De acordo com Maestri, de fato, o envolvimento da Gaia Foundation na proposta do Triplo A é mais um indício “de uma direção em termos de ocupação de espaço por outros países”.

“Se se olha a tradição europeia, vê-se que eles enxergam muito longe… Não é, por exemplo, como o americano, que é um pouco mais intempestivo, que tenta invadir no momento. Os ingleses, europeus, em geral, têm um raciocínio mais em longo prazo. Então eles vão implantando essas pequenas coisas, esse tal corredor ecológico, que pra mim não é um corredor, é uma verdadeira ocupação”.

Além disso, Maestri também chama a atenção para o fato de a ideia ser patrocinada pela Colômbia, um dos maiores aliados dos EUA na América Latina, onde Washington dispõe de sete bases militares.

“Do lado da Colômbia tem bases americanas, e do lado do Brasil pode ter bases francesas. Então nas duas extremidades ficam países do Norte, com grande possibilidade de ter acesso a esse ‘corredor’… a essa ocupação. Faz sentido dentro de uma lógica estratégica”, explica o professor.

Se efetuado, o Triplo A seria composto em 62% por território brasileiro, 34% por território colombiano e 4% por território venezuelano. Ou seja, a gestão do “corredor” teria que ser tripartite, o que, de acordo com Maestri, facilitaria a dominação estrangeira da região amazônica, especialmente porque o projeto da Gaia Foundation envolve o conceito de autogestão dos povos indígenas.

“Essas tribos estão em um processo de incorporação de tecnologias modernas, algumas ainda bem atrasadas, outras mais evoluídas. (…) Com essa autogestão, eles [os índios] ficam sujeitos à manipulação. É mais ou menos o que acontece em diversos países da África, que foram fragmentados ao extremo e agora são sujeitos a invasões permanentes de tropas neocoloniais. (…) Ou seja, essa visão de uma autodeterminação também serve [a interesses estrangeiros]; pode levar eles, daqui a um tempo, a escolherem o país que vai ser o seu suporte. Isso já contraria o princípio pétreo da Constituição que é a indivisibilidade do Brasil”, adverte o especialista.

“Essas comunidades têm todo o direito e devem ser preservadas (…). Porém, provavelmente com o tempo – e isso é mais ou menos lógico –, essas culturas indígenas não vão ficar satisfeitas em viver na ‘Idade da Pedra’ e vão querer mais. Bem, quem vai fornecer esse mais? Vai ser o Brasil, a Colômbia, a Venezuela, ou os países europeus?”, acrescentou.

A gigantesca área abrangida pelo Triplo A guarda enormes reservas de água, minérios e biodiversidade. Ou seja, seria uma imensa riqueza a ser pretensamente “gerida” por povos indígenas, que, segundo observa o professor, “podem ser enganados por qualquer um, um posseiro qualquer”, assim como “podem ser enganados por outros países”.

Outra evidência dos interesses econômicos por trás da proposta, segundo o professor, é o fato de que o corredor abarcaria a região acima do Rio Amazonas – partes mais altas que, sendo mais secas, seriam mais aproveitáveis para atividades lucrativas, como a criação de gado.

De qualquer forma, o presidente colombiano prometeu apresentar o projeto na próxima conferência ambiental da COP 21, que será realizada entre os dias 7 e 8 de dezembro em Paris. Na opinião de Maestri, entretanto, a ideia não deve dar frutos pelo menos dentro dos próximos cinco anos.

“É um projeto de longo prazo. Depois da COP 21, [a ideia] vai evoluindo, evoluindo, até que vão questionar a própria capacidade do Brasil de gerir essa parte. Como se eles, os europeus, americanos, fossem capazes de gerir. As florestas deles simplesmente foram acabadas. Onde teve colonialismo, acabaram com florestas imensas”, notou o professor.

“Somos tão incompetentes assim? Se a Amazônia existe, é porque tinha um governo brasileiro, que bem ou mal ainda conservou. Qual a moral que têm países que desmataram, que colonializaram ao máximo – e ainda colonizam, agora com o neocolonialismo –, em chegar e falar que o Brasil é incapaz?”

De acordo com Maestri, não se pode negar a importância da conservação da Amazônia, mas a tarefa deve ser levada a cabo “dentro da lógica nacional”. O especialista defende, sobretudo, a “presença forte do Exército brasileiro impedindo o corte dessas matas”, o reforço da ocupação do Estado na região e uma “cobertura de satélites” para melhorar o monitoramento, tarefa que, segundo ele, pode ser feita em parcerias múltiplas com outros países, inclusive com o sistema de navegação GLONASS, da Rússia, que acaba de ganhar sua segunda estação no Brasil.

No entanto, Maestri ressalva que o Estado tem que se fazer presente não só na parte da defesa, mas também na esfera social. “A Amazônia não é um vazio”, diz o professor, defendendo a necessidade de dar assistência em saúde e educação às pessoas que habitam a região amazônica. “Ocupar a Amazônia para evitar ser ocupado”, resume ele.

“Se o Estado brasileiro ocupar aquela região efetivamente, ninguém entra. Ocupar integralmente, desde o médico, da professora, do pequeno hospital, até as Forças Armadas”, concluiu o especialista.

Saibamos escolher nossos parceiros que não querem nos subjugar, mas ajudar a nos erguermos.
LUTEMOS PELO BRASIL!

sexta-feira, 6 de março de 2015

Sobre o Fascismo

 Por Alain de Benoist


Foram propostas inumeráveis definições do fascismo. A mais simples é, no entanto, a melhor: o fascismo é uma forma política revolucionária, caracterizada pela fusão de três elementos principais: um nacionalismo de tipo jacobino, um socialismo não democrático e o chamado autoritário à mobilização das massas.

Apesar de ideologia, o fascismo nasce de uma reorientação do socialismo em um sentido hostil ao materialismo e ao internacionalismo. Dirigindo-se a um eleitorado majoritariamente de direita, ele teve por promotores homens da esquerda. Nem o racismo nem o antisemitismo lhe são consubstanciais (Zeev Sternhell). Em suas encarnações concretas, foi modelado pelos acontecimentos históricos do início do século XX (Primeira Guerra Mundial, revolução soviética), pelo quadro geral da época (modernização da sociedade global) e pela natureza de seu eleitorado (essencialmente as classes médias, as vezes com compomente proletário).

A experiência das trincheiras junto ao desencanto pela técnica, descreveu muito bem Jünger, marcou um corte fundamental. Durante a Primeira Guerra Mundial a sociedade pareceu dividir-se em dois grupos: os combatentes e os outros. Retornados do frente, os primeiros tiveram o sentimento de ter conquistado direitos sobre aqueles outros que não tinham lutado.

Os combatentes acreditaram em uma sociedade onde as virtudes da guerra (coragem, espírito de camaradagem, disponibilidade permanente) reinariam também em tempos de paz. A retórica patriótica, quando ela se desenvolvia sobre o fundo da luta de classes, não poderia ser senão uma ilusão trabalhosa. Depois da Grande Guerra se viu, pela primeira vez, coincidir a exaltação nacionalista e o desaparecimento (relativo) das diferenças sociais. Enfim, é também com a Primeira Guerra Mundial que o espírito antidemocrático "deixa de buscar seus principais apoios no passado" (Georges Valois). Mescla explosiva. A revolução bolchevique, ao mesmo tempo, mostra que um movimento revolucionário pode chegar ao poder mobilizando as massas.

Ela introduz a ideia do homem novo e impõe um modelo de compromisso político de tipo sacerdotal. Um apostolado político. As formas tomadas pelo fascismo para conjurar a ameaça do comunismo serão formas miméticas: elas imitaram mais as do adversário do que puderam eficazmente combatê-lo (Ernst Nolte).

Por detrás de um discurso as vezes tradicionalista, entendido como arcaizante, o fascismo foi fundamentalmente modernista: ele alentou e sustentou todos os desenvolvimentos da ciência e da indústria, favoreceu a tecnocracia nascente, contribuiu para a racionalização da economia e a institucionalização do Estado-Providência. Na medida em que ele vislumbrava a abolição das classes sociais do século XIX, e que, por outro lado, ele tinha portado uma vontade de poder que não podia desdenhar nenhum dos úteis postos a sua disposição pela tecnocracia, ele não poderia atuar de outra maneira. Como Adormo e Horkheimer tinham já observado nas vésperas da Segunda Guerra Mundial, o fascismo, o comunismo e o New Deal representaram diferentes versões de um projeto de reconstrução social do Estado que estava chamado a desempenhar uma função principal na racionalização da economia e na reconfiguração das relações sociais. O fascismo se apoia no fundo sobre a trilogia moderna: Estado-Povo-Nação. Todo seu esforço está dirigido a tornar sinônimos estes três termos, que se separam hoje em dia.

Nascido sobre o signo do Fascio, o fascismo antes de tudo desejou aparecer. Assim quis reunir as classes sociais e as famílias políticas em outra época opostas para consolidar a unidade da nação. Esta foi por sua vez sua força e sua debilidade. Obsessivo pela unidade, foi centralizador.

Pretendendo conjugar o espectro da guerra civil, ele engendrou ódios absolutos, deixando como herança sequelas incuráveis. Seu jacobinismo, seu nacionalismo subjetivo, é fonte de todos seus fracassos: quem tende à unidade exclui necessariamente aquele que não se deixa conduzir à unidade.

É o espírito de comunidade, que marcou profundamente o fascismo, que não permite caracterizá-lo como próprio. Ele não deu senão uma versão particular. No fascismo, a ideia de comunidade está viciada pela convicção de que aquela deve ser animada e dirigida a partir do alto, em uma perspectiva estatista, enquanto que um verdadeiro espírito comunitário é incompatível com o estatismo.

O século XX foi sem dúvida o século dos fascismos e dos comunismos. O fascismo nasceu da guerra e morreu na guerra. O comunismo nasceu de uma explosão política e social e morreu de uma implosão política e social. Não pôde ter fascismo senão em um estado em processo de modernização e de industrialização, estado que pertence hoje ao passado, pelo menos nos países da Europa Ocidental. O tempo do fascismo e do comunismo está acabado. Na Europa do Oeste todo "fascismo" não pode ser hoje senão uma paródia. E o mesmo ocorre com o "antifascismo" residual, que responde a este fantasma com palavras ainda mais anacrônicas. É porque o tempo dos fascismos já passou que hoje é possível falar dele sem indignação moral nem complacência nostálgica, como uma das páginas centrais da história do século que acaba de terminar.

Fonte

domingo, 22 de setembro de 2013

Mídia impulsiona atentados terroristas a Amanhecer Dourado

Antifascistas atacam polícia

QG's e membros do Amanhecer Dourado, da Grécia, estão sofrendo atentados por parte de grupos antifascistas e paramilitares em várias cidades e regiões, impulsionados pela ofensiva política-midiática do governo grego e dos meios de comunicação para culpar o partido nacionalista do assassinato de um rapper na Segunda passada.

Até agora, foram registrados os seguintes atentados:
-Em torno de 100 paramilitares assediam QG's em Pagrati, ao mesmo tempo em que 40 anarquistas se encontram do lado de fora dos QG's em Kozani;

-Ataques com molotovs nos QG's em que se encontram em um edifício administrativo grego, da cidade de Messolonghi;

-QG's de Veria atacados com bombas caseiras, nos quais felizmente não há vítimas;

-QG's de Kavala são atacadas com pedras, e antes de escaparem os agressores incendiaram um contêiner de lixo próximo ao edifício.

Ataques com bombas molotovs nos QG's de Patras

Paramilitares encapuzados com paus, pedras e coquetéis mmolotv atacam as oficinas em Canea

Enquanto grande parte dos ataques contra Amanhecer Dourado foram feitos quando os QG's estavam fechados, neste vídeo se pode ver como um grupo de anarquistas, escoltados pos policiais, evitam atacar os QG's da cidade de Lamia, já que estão presentes vários membros do Amanhecer Dourado. Será que é medo?

Cabe destacar que não é a primeira vez que se desenrola uma onda terrorista contra Amanhecer Dourado, anteriormente o partido nacionalista sofreu ataques também, dos quais se destacam os seguintes:









Policiais assaltam QG's de Amanhecer Dourado
Isso mesmo, a polícia grega executou até o dia hoje 13 quebra-quebras nos QG's de Amamhecer Dourado, não obstante, o partido nacionalista registraram no seu sítio web que não "encontraram absolutamente nada" que os vincule com o assassinato do rapper.

Por que lançaram uma ofensiva desta magnitude contra Amanhecer Dourado?
Pavlos Fyssas, rapper e ativista antifascista de 34 anos, morreu no hospital na Quarta-Feira pela manhã por consequência de duas feridas de arma branca em seu coração e costelas provocados por um homem que confessou "ter simpatias pelo Amanhecer Dourado". Segundo testemunhas, tudo começou quando várias pessoas criaram uma briga por causa de uma partida de futebol televisionado.

O trágico incidente foi usado pelos partidos políticos e pelos meios de comunicação para iniciar uma nova campanha contra Amanhecer Dourado, ainda quando o partido nacionalista condenou energicamente o crime.

"Nosso partido tem um milhão de seguidores", declarou o deputado nacionalista Ilias Kasidiaris, "se em algum restaurante dois idiotas bêbados brigam e alguém é apunhalado, devemos nos voltar para seus apontamentos políticos e culparmo-nos por isso?"

Há que ressaltar que faltam poucos meses para as eleições municipais e as votações destacam, causando grande preocupação na partidocracia grega, nas altas possibilidades de que o movimento nacionalista arrase com elas. Assim, Amanhecer Dourado está em processo de consolidar-se como segunda força política em seu país, rivalizando com SYRIZA. É de estranhar um ataque organizado contra o partido nacionalista quando está fazendo tremer os cimentos da política grega?

Via ANN

domingo, 21 de abril de 2013

Os Imortais: o novo nacionalismo alemão


Depois da especulada proibição e afogamento financeiro que sofre o NPD na Alemanha -por culpa do governo- os patriotas ficam sem presença nacionalista nas eleições. Isso fez com que a base mais idealista e autônoma do socialismo-nacional no país germânico se organizasse para converter-se nos "Imortais". Utilizam frases como "Tu, vida curta, converte em Imortal" ou "Os democratas nos traíram em favor da morte nacional".

O novo coletivo, que está em pleno apogeu na Alemanha, considera que devem deixar um legado imortal de tudo que desejam: um país em que se defenda as tradições e a cultura; um país que não seja destruído pela democracia, e a defesa dos cidadãos nativos para não estarem "em uma segunda posição como cidadãos alemães, atrás dos estrangeiros".

O grupo sempre que se manifestou o fez com máscaras, dificultando à polícia a identificação dos manifestantes. Isso faz com que suas reivindicações sejam multitudinárias, já que nunca os manifestantes serão reconhecidos. "Os Imortais" se organizam de forma rápida, realizando manifestações espontâneas pelas cidades, destacando as cidades universitárias, onde mais apoio têm. Só duram quinze minutos nas ruas, mas suas máscaras brancas, sua roupa negra e suas tochas não passam desapercebidas.

"Os manifestantes são tímidos frente ao público. Tudo se faz muito silenciosamente. Nunca se pode imaginar quem é a pessoa que se manifesta junto a nós, pessoas que podem renegar em público sua ideologia, mas que na hora de se manifestar o faz com máscara. Eles também são grande parte de nossa cena", declarou um de seus integrantes à BBC.

No último primeiro de Maio, Os Imortais se manifestaram em Bauzten sob o lema "Contra a morte nacional!", consideram que os democratas foram um câncer para sua sociedade e que o sistema deveria mudar por completo. A manifestação se anunciou através do Youtube e o vídeo alcançou uma quantidade abismal de visitas.

Os nacionalistas alemães encontraram uma nova via para fazer política, já que enquanto a repressão policial aumenta, o Estado lhes segue asfixiando legalmente desde a Segunda Guerra Mundial, depois da vitória dos "Aliados". Este tipo de ação lhes está resultando muito eficaz já que em vez de lutar desde uma via parlamentária, lutam, criticam e se defendem onde se manejam melhor, em pé nas ruas "pelos seus, para os seus".


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Povo grego pede ajuda ao Amanhecer Dourado diante da onda de insegurança

Impotentes frente ao crescente crime cigano e a indiferença das autoridades, a população de Trapenzoti Laconia, perto de Esparta, pediu auxílio ao Amanhecer Dourado para fazer frente a esse problema.



Líderes comunitários contactaram a divisão regional de Esparta do movimento social nacionalista para que os apoiasse frente ao problema do crime cigano, as agressões sexuais e os roubos com violência, sendo os gregos mais vulneráveis, mulheres idosos e crianças, alvos desses ataques.

A reunião se iniciou com a população local falando dos diversos delitos que eles e seus vizinhos sofreram. Com a implosão econômica, os cidadãos buscam preservar ao menos a beleza de sua cidade, mas os ciganos, afirmam, se negam a colaborar não seguindo nem mesmo as regras mais básicas de higiene, prejudicando não apenas a integridade física da população como também o orgulho da comunidade.



Depois dos discursos, cidadãos de todas as idades fizeram ouvir suas vozes em uma manifestação pacífica mas firme dirigida aos ciganos e à polícia, demonstrando que os gregos se defenderão de seus agressores.

Ao final da marcha a comunidade e o Amanhecer Dourado organizaram um plano de formação de patrulhas comunitárias.


terça-feira, 26 de março de 2013

Noruega se mobiliza contra nacionalismo e a defesa da identidade

Noruega afirmou uma aliança estratégica contra o Conselho Europeu sobre a luta contra o nacionalismo e o que eles chamam de discurso de ódio na internet e outros meios sociais na Europa.



Thorbjørn Jagland, que é Secretário Geral do Conselho Europeu desde 2009, foi ano passado alguém realmente intransigente com os povos da Europa e com os europeus ao acusá-los de estarem obcecados por sua identidade. No último 22 de março, ele lançou uma campanha online dirigida à juventude européia para dissuadir de ser "racista".

"Na Europa estamos obcecados com a ideia de que só temos uma identidade, que pertencemos a uma nação e que apenas aqueles que viveram aqui sempre pertencem à essa nação. Tenho um apelo muito claro aos europeus para que pensem nisso e reconheçam a situação multicultural que se tem e sempre teve na Europa", disse Jagland.

George Soros, acusado de lobbismo e narcotráfico, foi participante na conferência que deu nascimento a essa campanha "No hate speech movement".

Jagland enviou verão passado uma delegação de direitos humanos à Grécia com o objetivo de influenciar as autoridades gregas para que proibissem o partido Nacionalista Amanhecer Dourado. partido esse que vem mostrando atividades frutíferas para com a população local, como combate a incêndios, distribuição de mantimentos e serviço de saúde e preservação ambiental.

Via El Ministerio

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Amanhecer Dourado lança iniciativa para o "despertar do espírito grego"

 
O movimento nacionalista grego, Amanhecer Dourado, lançou uma nova iniciativa para despertar a "consciência nacional" e o "espírito grego" nas crianças de 6 a 10 anos.

Mais de 20 crianças, companhados de seus pais, participaram da primeira sessão na sede central do partido, em Atenas, no Sábado passado, informou o movimento no sítio-web.

No Sábado passado nas oficinas do partido se deu início a um novo momento de despertar espiritual chamado 'Conformação das crianças' focado na parte mais sadia de nossa sociedade: As crianças" salienta o comunicado.

As crianças viram vídeos educativos e participaram em um papel de discussão sobre 'o nascimento do mundo antigo segundo o pensamento grego, os deuses do Olimpo e a fé cristã'. Amanhecer Dourado explicou que busca despertar o interesse das crianças dos "ideais gregos".

Assim, o movimento nacionalista convida os pais a enviar seus filhos, entre 6 a 10 anos, para as sessões para ajudar a realizar "o renascimento do espírito grego".

Via Elministerio

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Amanhecer Dourado disponibiliza assistência médica gratuita

Amanhecer Dourado dá cobertura médica gratuita a gregos necessitados, diz Tribuna de Europa

Amanhecer Dourado, formação política grega que nas últimas eleições obteve um resultado de 21 deputados e 7% de votos, entrando pela primeira vez no Parlamento, decidiu criar mais um meio para ajudar seus compatriotas. Foi anunciado na Tribuna de Europa que o salário de seus deputados é praticamente doado para obra social da formação, pois bem, agora se dá mais um passo na ajuda a seu povo. Muitos gregos que não podem frequentar consultas médicas ou comprar medicamentos, ou simplesmente que a deterioração da cobertura médica na Grécia é absurda, agora podem receber prestação médica digna e gratuita graças ao Partido.

Amanhecer Dourado criou "Médicos com Fronteiras" que oferece assistência médica somente a gregos. Foi posto em marcha uma consulta na sede central do partido para gregos que ficaram sem cobertura médica.

"Nossos serviços estão disponíveis só para os gregos de nascimento", explica o responsável do serviço.

O funcionamento é simples: um médico na sede do partido examina os pacientes que os buscam e os manda a um especialista que logo oferece assistência em sua própria consulta. Na rede participam 150 médicos e a atenção é totalmente gratuita.

Muitas são as críticas que recebem por dirigir sua ajuda só a gregos, mas estes críticos nada dizem quando há serviços e coberturas gratuitas só para imigrantes. E também não dizem sobre o fato de que as grandes corporações de capital internacional deixam morrer ao povo se lhes falta dinheiro.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Grécia: 50.000 marcham com Amanhecer Dourado em homenagem a heróis

Amanhecer Dourado junto com dezenas de milhares de patriotas gregos de todos os rincões da nação grega se reuniram no monumento Imia, a alguns metros do Parlamento, em honra aos heróis caídos em combate Christodoulos Karathanassi, Vlahakis Panagiotis e Hector Gialopso.

A crise de Imia de 1996 foi um conflito territorial que quase levou a Grécia e a Turquia à guerra. Durante os eventos, 3 oficiais gregos morreram quando seu helicóptero caiu de maneira misteriosa em uma das ilhotas de Imia. Ainda que ambos os governos estiveram de acordo que foi um acidente, nunca se deixou de especular a hipótese de que foi derrubado por forças turcas. Naquele momento, só alguns poucos gregos manifestaram seu repúdio pela debilidade mostrada pelo governo. Entre a noite de 30 de Janeiro e a madrugada do dia 31, cem membros do Amanhecer Dourado se reuniram espontaneamente do lado de fora do Parlamento e conceberam a consigna considerada como um de seus lemas mais conhecidos: "Pobres diabos, traidores políticos!".

Com 50.000 gregos, o evento comemorativo aos heróis de Imia foi convertido na maior concentração nacionalista dos últimos anos.

A homenagem contou com a presença de todo grupo parlamentário do movimento social-nacionalista assim como de seu líder, Nicholas G. Michaloliakos. O ambiente estava cheio de bandeiras gregas e estandartes do Amanhecer Dourado, assim como de símbolos vibrantes. O ânimo foi forte entre os participantes e constantemente tinha aplausos contínuos dos transeuntes.

O evento concluiu com uma impressionante marcha do monumento até o centro de Atenas, logo de uma oferenda floral na tumba dos heróis que foi acompanhada do hino nacional grego e do hino do Amanhecer Dourado.
Via Elministerio

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Cresce apoio ao partido nacionalista grego Amanhecer Dourado

Uma nova pesquisa política na Grécia mostra que o apoio a todos os principais partidos diminuiu desde as últimas eleições. O único que cresceu é o Amanhecer Dourado, aumentando sua porcentagem de 6,9% a 8,6%.

A última pesquisa mostra que o apoio para a extrema esquerda diminuiu durante o verão enquanto o nacionalismo cresceu. O Amanhecer Dourado saiu de uma constra luta nacionalista de baixo perfil até se converter na quarta força política da Grécia, com uma base de apoio mais grande que a esquerda democrática, que é parte da coalizão de governo.
Isso acontece apesar do esforço mediático para apresentar o Amanhecer Dourado com um grupo violento neonazi, enquanto cresce o número de pessoas que o vem como um autêntico movimento patriota e não extremista. A distribuição de alimentos, campanhas de doação de sangue e outras ações em benefício dos cidadãos gregos mais necessitados trouxeram muito apoio ao partido. 

As cifras em destaque são as seguintes:
Resultados eleitorais em 17 de junho para Nova Democracia 29,66% (25,8% atuais), SYRIZA 26,89% (22,8%), PASOK 12,28% (9,8%), Amanhecer Dourado 6,9% (8,6%), Gregos Independentes 7,5 (6,8%), Esquerda Democrática 6,26% (5,2), Partido Comunista Grego 4,5% (4,7%).
As objeções dos comunistas e da extrema esquerda a operação anti-imigração 'Zues Xenios' fez cair seu apoio pois a operação gerou grandes expectativas de mudança nos gregos. A respeito disso, o Amanhecer Dourado argumenta que a operação não é efetiva pois nenhum imigrante foi deportado e é só um show midiático para trazer apoio para a coalizão que governa a Grécia.


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Sede do partido 'Amanhecer Dourado' é alvo de ataque terrorista

Um escritório do partido nacionalista grego Amanhecer Dourado, no bairro Pagrati de Atenas, foi objeto de um ataque terrorista por parte de desconhecidos que provocaram um incêndio, denunciou o partido em comunicado.

“É outro ataque terrorista, mas ainda assim a luta continuará igual até que a Grécia pertenca mais uma vez aos gregos" declarou o partido.

O incidente aconteceu às 10 da manhã, felizmente sem vítimas, mas sim com danos consideráveis ainda que o fogo tenha sido rapidamente controlado pelos bombeiros.

"O ataque contra nosso escritório ocorre em um período em que tanto o Estado como a mídia estão empreendendo uma campanha de calúnias e difamações contra nosso movimento".

Esta é a segunda vez neste ano em que sedes do partido foram atacadas. Em março, sua sede na cidade portuária de Patras foi destruída por anarquistas apenas dois dias depois de sua inauguração.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

"Semana de Eva Perón" aos 60 anos de sua morte





Amostras fotográficas, conferências e um desfile com vestidos de época serão algumas das atividades que durante essa semana acolhe Buenos Aires em comemoração do sexagésimo aniversário de morte da mítica Eva Perón, quem marcou e fogo a história política da Argentina.

A "Semana Eva Perón", que morreu de um câncer de útero em 26 de Julho de 1952, aos 33 anos, começou hoje com uma série de atividades na Legislatura portenha, o edifício onde a segunda esposa de três vezes presidente argentina, Juan Domingo Perón, trabalhou os últimos seis anos de sua vida, informaram fontes oficiais.

Desde esta Segunda-Feira, o público pôde visitar os salões do Palácia legislativo nos que "a abandeirada dos humildes" atendia os pedidos de ajuda social e inquietudes de diferentes setores da sociedade argentina daqueles anos.

A Legislatura também será sede esta semana de recreações de discursos de Eva Duarte, de obras de teatro sobre a dirigente e conferências em torno a diversos aspectos da vida de quem era considerada a "chefe espiritual" do país.

Boa parte das atividades se fazem nessa Quinta-Feira, dia do aniversário, com um desfile de réplicas de vestidos de Evita, um concerto, várias negociações e a apresentação de um livro com imagens suas tomadas por Pinélides Fusco, um dos fotógrafos da esposa de Perón.


A comemoração da Legislatura finalizará na mesma Quinta-Feira às 20:25, hora em que morreu Evita, quem chegou à capital argentina procedente da localidade bonaerense de Jun[in aos 15 anos com o sonho de ser atriz, uma carreira que abandonou depois de conhecer o fundador do governante Partido Justicialista (PJ, peronista).


O Senado argentino também inaugurou a mostra fotográfica "Evita, recordos de um militante", que exibe vários documentos sobre a vida da dirigente e fotos cedidas por Ana Laura Rojas, neta de Eduardo Rojas, um ex-colaborador de Eva.


"Evita é a que melhor representa o popular e nacional, Evita foi amor, solidariedade e sobre todas as coisas justiça social", salientou a legisladora oficialista Liliana Fellner, ao inaugurar a mostra que permanecerá aberta até o próximo 31 de Julho.


A uns mil metros do Parlamento, sobre a avenida 9 de Julho, a principal de Buenos Aires, destacam dois imponentes retratos de Evita sobre as fachadas do edifício dos ministérios de Desenvolvimento Social e de Saúde, semelhantes à imagem de Ernesto "Che" Guevara localizada na Praça da Revolução (Cuba).

Os retratos foram colocados no ano passado por iniciativa do Governo de Cristina Fernández, quem geralmente reivindica a figura de Eva Perón em seus discursos.


No entanto, o município bonaerense de Tigre realizará nesta Quinta uma homenagem com a conferência "Eva Perón, Mito e Realidade", que brindará o artista plástico Daniel Santoro no Palácio legislativo da comunidade, a inauguração da mostra fotográfica "Evita, Os Toldos ao Mundo", em referência à localidade bonaerense onde nasceu a dirigente em 7 de Maio de 1919. 
 
Via Eldeber

terça-feira, 3 de julho de 2012

Reprodução de um discurso nacionalista argentino




Queridos amigos,

Queridos compatriotas,

Queridos camaradas de armas

Queridos irmãos e familiares dos mártires que deram sua vida para defender a Soberania Argentina na ação heroica para Reconquistar Las Malvinas por nossa Pátria.

Hoje nos reunimos para rogar pelas almas de aqueles que deram sua vida pela Pátria, e que por Providência de Deus, descansam junto ao General Belgrano, envoltos no mar que reflete nossa bandeira celeste e branca, como o manto de nossa Mãe.

Ainda que passaram 30 anos, jamais poderemos esquecê-los, jamais esqueceríamos, ainda que ao longo destes anos nos queiram fazer esquecer, e queiram estender um manto de silêncio.

Por mais que queiram desmalvinizar, por mais que queiram dizer que isso nunca existiu, que se existiu foi um erro, que foi um tapa de afogamento, de um general desfigurado.

Jamais poderemos esquecer, porque ao longo destes anos, destes tristes e cinzentos anos, em que nossa Pátria sangra, em decadência e desintegração, o gesto heroico dos que ofereceram suas vidas, marcou o único gesto de grandeza com o qual podemos reencontrarmo-nos os argentinos.

Jamais poderemos esquecê-los. Por isso estamos aqui para rezar.

Hoje estamos aqui para recordar aquelas jornadas. Aquelas jornadas nas quais o povo argentino, sem distinção de partidos, sem distinção de bandeiras, se sentiu unido e reagiu como um só homem, em um só coração e em uma só alma.

Porque por cima das falsidades, por cima das promessas que não se cumprem, por cima dos programas falaciosos, por cima dos discursos mentirosos dos políticos da mudança, e dos meios de comunicação, teve um ideal de Pátria, teve algo nobre que fez com que esse povo reagira como um só homem.

Foram momentos de grandeza, de ânimo, de vitória, momentos de dor e de derrota. Isto não podemos esquecer.

Foi um momento de grandeza entre tanta mediocridade. Depois começamos a afundar, novamente nesta mediocridade e desintegração crescente, preâmbulo do caos, anarquia e dissolução nacional.

Por isso nos unimos aqui como argentinos de fé, para rezar, pelas almas de aqueles que foram mortos em combate. Isto é um dever de Piedade Altíssimo, já que deram sua vida por uma causa nobre, uma causa justa, e o fizeram sabendo que estavam cumprindo com seu dever.

Como cristãos devemos amar nossa família, mas também devemos amar a essa família grande que é a Pátria, que é minha família, e as famílias de todos aqueles que estão unidos por laços de tradição, de história, de sangue, de língua, e de fé; pelos que forjaram esse passado comum, e nos legaram um destino comum.

Essa virtude da Piedade é um dever de respeito e honra aos pais e à Pátria, porque nela temos nascido e nos criado, porque dela e nela recebemos tudo o que possuímos.

Por isso hoje ao rezar pelas almas dos mortos, temos que rezar por nossa Pátria e recordar nossa história. Temos que mirar o presente e o futuro. Nós, os que estamos vivos não podemos permitir que tenha sido inútil o sacrifício dos mortos que ofereceram suas vidas por nossa Pátria.

Querem nos fazer esquecer do heroísmo, nos querem fazer esquecer do sacrifício, nos querem fazer esquecer dos grandes ideais, porque tudo isso não lhes convém.

Não lhes convém os covardes, não lhes convém os traidores, não lhes convém os vendedores de pátrias, não lhes convém os que compactuam e entregam nossos recursos ao inimigo, nossa Cordilheira e nosso Mar. Não lhes convém os que querem esquartejar a Argentina em três ou quatro republiquetas.

Não lhes convém os que nomearam no Ministério de Defesa uma cidadã inglesa. Sim! Uma cidadã inglesa, filha de um alto funcionário inglês, da Embaixada do Reino Unido na Argentina.

Não lhes convém os que, por expressa instrução de nossos inimigos, denegriram, humilharam e trancafiaram em verdadeiros campos de concentração os chefes militares que pelearam nas Malvinas.

Não lhes convém os que desintegraram nossas F.A. como o que estão fazendo atualmente com a Gendarmerie e a Polícia Federal, por ordem desta mesma cidadã inglesa. Em síntese, os ingleses conduzem o Ministério de Defesa e o Ministério de Segurança Interior argentinos.

Não lhes convém os políticos da oposição, qualquer seja, já que eles também prosperam com o negócio mortal da droga, do jogo e da prostituição, pelo qual querem destruir a moral e dignidade de nosso povo.

Não lhes convêm  espírito das Malvinas porque é o espírito da pátria, porque é o espírito de Deus, da unidade, do amor. Porque é o espírito de nosso povo, é o espírito de luta, o espírito de sacrifício e dignidade. Porque é o espírito da Nação Argentina.

A quem cabe dúvidas que a ação heroica de Malvinas, última guerra entre duas bandeiras, duas nações, duas linhagens, antes de entrar de cheio nesta modernidade materialista, escravizadora e globalizada, não continua hoje, em todo espaço nacional, com esta perversa Guerra Interna com métodos mais sutis, mas muito mais mortífera que aquela que hoje recordamos.

Por acaso, não provoca mais morto a droga, que penetra sem nenhum tipo de controle pela fronteira norte, onde a comissária inglesa retirou a gendarmeria para leva-la à Grande Buenos Aires, levando o caos e a criminalidade a níveis incontroláveis?

Por acaso, não provoca mais morto no corpo e no espírito de nosso humilde povo, nos jovens e nas famílias, todas estas perversas leis contra a unidade do matrimônio e a família, pedra angular de nosso povo e nossa Nação?

Por isto querem que esquecemos. Nós não podemos trair esse sangue derramado, porque não podemos trair e esquecer o sacrifício de nossos irmãos, nossos amigos, nossos camaradas de luta. Porque não podemos permitir que esse sangue seja derramado inutilmente.

O sangue daqueles que morreram por nossa Pátria são sementes de uma nova Pátria, de uma Pátria que custará mais sacrifício e muitos anos de luta. Mas isso não importa.

Temos que seguir sendo combatentes, cada um no posto que Deus lhe designou, para que, como disse o grande General, “sejamos o que devemos ser, senão, não seremos nada”.

Para que nossa pobre Pátria Argentina, tão ferida e maltratada, possa um dia encher-nos de orgulho, como de orgulho nos encheram aqueles heróis puntanos que hoje recordamos, que foram capazes de dar sua vida como disse o Senhor, “Nada ama mais que aquele que é capaz de dar a vida pelo seu povo”.

Nos aproximamos aos dias santos, aos dias que a Igreja revive a Paixão e a Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Sabemos que para seguir a Cristo temos que estar dispostos a carregar a Cruz.

Cristo é o Rei que nos ama e que nos chama para conquistar nossa Pátria. E Cristo em nenhum momento nos chama com promessas de uma vida fácil, cômoda. Cristo disse com clareza “O que quiser ser meu discípulo, que pegue uma Cruz e me siga”. Quer dizer que para chegar à Glória da Ressurreição e à Vida, ao Triunfo e ao seu Reino, há que passar pela Sexta-Feira Santa, pela Paixão e pela Morte.

Este é nosso caminho pessoal, mas também o caminho de nossa Pátria. O caminho que nos marcaram os que ofereceram sua vida em combate.

Peçamos ao Senhor, nestes dias, que nos ajude a ser fiéis nesta empresa, peçamos ao Senhor nestes dias, para que esta Pátria entregada pelo Judas, humilhada, crucificada, possa alegrar-se um dia com a Ressurreição, com a Vida que não passa, a qual Ele nos Chama, para reinar um dia junto a Ele, e os que deram já sua vida por esta Pátria do Céu e da Terra.

2 de Abril de 2012, Provincia de San Luis - Argentina.

Por Victor Eduardo Vital - Veterano de Guerra, Batalhão de Infantaria da Marinha 5 (BIM5)

Fonte: Fundación Malvinas