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sábado, 8 de março de 2014

Por que as russas recusam o feminismo?

Os papéis de gênero estão muito demarcados na sociedade russa, mas ao contrário de outras partes do mundo, não há um movimento feminista importante. Quiçá a razão de que seja assim esteja no comunismo soviético.


Provavelmente nenhum estrangeiro que tenha visitado a Rússia se surpreenda ao saber que, em um estudo Kinsey realizado em 2004 se afirmou que, na sociedade russa, existia um "sexismo sem sexo" no qual "por um lado, as diferenças de gênero tenham sido teoricamente ignoradas e politicamente menosprezadas", mas, "por outro lado, tanto a opinião pública como as práticas sociais tenham sido extremamente sexistas, tomando todas as diferenças sexuais empíricas como naturais".

Isso significa, na prática e em linhas gerais, que os russos se aderem a papéis de gênero relativamente estritos: se espera que as mulheres cuidem imaculadamente de suas vestes e higiene, desejem ter muitos filhos, atuem como epicentro da família e sejam muito femininas, enquanto que, dos homens, se espera que cumpram com as responsabilidades financeiras, protejam suas mulheres até a morte e caminhem com certo ar de machão arrogante.

Não obstante, o que surpreende apesar dos estrangeiros é que as mulheres da Rússia tendem a defender estas dualidades de gênero a gritos, igual ou mais que os homens. Em um estudo recente de Levada Center, apenas 38% dos homens e mulheres apoiaram o 'igualitarismo abstrato' na vida doméstica; tarefas como cozinhar, limpar, cuidar das crianças, etc., se etiquetaram como exclusivamente femininas, e a única que se adjudicou em exclusiva dos homens foi a guerra.

Segundo outra pesquisa, 78% dos homens e mulheres acreditam que o habitat natural da mulher é a casa; ainda que cabe salientar que, na família russa, a mulher é quem tradicionalmente toma todas as decisões relacionadas com a economia doméstica e outros problemas do lugar ("o homem é a cabeça, mas a mulher é o pescoço", segundo o ditado popular russo).

E o que é mais importante: quando se fala de feminismo, as mulheres russas costumam soltar uma risada que cotem todas as conotações negativas da negligência, vadiagem, agressividade e vulgaridade. "As feministas... agem como homens", disse sempre uma amiga Sveta com desprezo, fazendo eco do pensamento de muitas mulheres russas. "Por que iria eu querer agir como homem? Estou orgulhosa de ser mulher".

Perguntar-se-ão como se desenvolveu esta intensa aversão ao feminismo. A resposta se encontra, como tantas vezes, na Revolução Bolchevique. Em 1917, a Rússia se converteu em um dos primeiros lugares do mundo que garantia o direito da mulher de votar e animava a unir-se à força trabalhadora, e o igualitarismo foi promovido como um dos grandes ideais da revolução.

Não obstante, como muitos desses ideais, se tratava antes de uma ilusão brilhante. Se seguia esperando que a mulher realizasse todas as tarefas domésticas e relacionadas com os filhos, mas agora tiha que assumir ademais a carga do trabalho fora de casa. Uma carga esmagadora que se expressa melhor no ditado russo: "Eu sou o cavalo e sou o touro, sou a mulher e também o homem".

Esta rima transmite as queixas que as mulheres costumavam lançar, cansadas, ao mundo: "Antes do feminismo, bastava com que fosse uma boa esposa e boa mãe. Agora tem que fazer tudo sozinha". O ícone feminino soviético, frequentemente retratado em panfletos nacionalistas com a foice em uma mão e uma colher na outra, era mais minimalista e produtivo que glamuroso.

Com a queda da União Soviética, tal como explica a psicóloga Yulia Burlakova, "as mulheres russas retomaram com os braços abertos os papéis de gênero tradicionais e desejaram compensar aqueles anos de feminidade subjugada".

Existem vários instrumentos com os quais indagar a hora de fazer uma incursão na história. Em primeiro lugar, antes de etiquetar um país como "atrasado" é importante visualizá-lo em seu próprio contexto histórico para se dar conta de que, o que para uma nação significa progredir, para outra é voltar atrás.

Neste caso, as feministas do Ocidente liberaram sempre uma batalha cujo objetivo é receber um tratamento de igualdade no que se refere a direitos com os homens; mas para as mulheres russas pós-soviéticas se trata de recuperar um tratamento 'próprio de uma mulher', dentro de uma sociedade que tem papéis de gênero muito marcados.

No Ocidente também pode ocorrer que a mulher acabe por adotar as responsabilidades tanto masculinas quanto femininas. Isso é o que percebo quando vejo as famílias típicas de comédias e séries norteamericanas: nelas, a mulher trabalha o período completo, cuida das crianças, se encarrega das tarefas domésticas e depois trata de mandar o 'maridinho', um tipo de criança amarrado à televisão e ao sofá, para que lave a louça. Este é o sonho que nossos antepassados feministas tinham em mente? Creio que não.

Via RBTH

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Comunistas clamam pelo renascimento dos valores morais na Rússia

O Partido Comunista Russo (KPRF) responsabiliza a mídia por levar a sociedade a um declínio moral e espiritual e pede que o governo introduzo uma censura mais severa e que preserve a cultura e tradições do país.
 
O Ocidente constantemente acusa a Rússia de falta de liberdade. Pelo contrário – não há controle suficiente, dizem os Comunistas.
 
“A liberdade deixa escaper ambas as melhores como as piores qualidades de uma pessoa”, acredita o KPRF. Devem haver limitações legais para previnir o “escape das piores”, o partido afirmou em uma resolução publicada em seu website oficial.
 
O document foi assinado como resultado de uma mesa-redonda de discussão sobre a proteção das tradições morais e espirituais dos povos russos. Deputados da Duma Estatal, cientistas e ativistas públicos tomaram parte na reunião presidiida por Gennady Zyuganov, o, há muito tempo, líder do KPRF.
 
Assim como seus predecessors, os Comunistas Soviéticos, os membros modernos do partido acreditam que o Estado deva supervisionar a moral da nação. Os métodos sugeridos por eles também são similares àqueles da URSS: censura e rígido controle da mídia. Eles descrevem a última como “a arma mais perigosa atualmente, que danifica as mentes e corações de milhões”.
 
Os participantes do encontro acordaram que o “agressivo” ambiente moderno de informações se coloca como uma ameaça à juventude e às crianças, que não estão preparados para distinguir entre a verdade e os mitos.
 
“Discursos públicos na TV e no rádio abundam em linguagem forte e conversas de ladrões”, a resolução apontou. “Predominância de cenas de violência, vulgaridade, sexo e mau destroem populações inteiras na Rússia”.
 
Além disso, heróis ao estilo Soviético como cientistas, trabalhadores, leiteiras, cosmonautas e policiais foram substituídos por empresários de sucesso, criminosos, gays, dissidentes e pragmáticos.
 
Em grande medida, graças a mídia, pessoas ambicionam por prazeres físicos ao invés de excelência espiritual, apontou o documento.
 
Outras ameaças a comunidade vêm de desenhos estrangeiros que mostram principalmente “monstrous robôs and lutas incessantes entre crianças”, assim como video-games que promovem informação sobre prostituição, pornografia e drogas.
 
Redes sociais também sofrem ataque como instrumentos usados para “deformar a língua russa” e impor uma moral estrangeira na sociedade. O processo da Ocindetalização russa está em pleno andamento como um “disfarce de comunhão com a civilização moderna”, os Comunistas afirmaram.
 
Como meio de melhorar a situação, o KPRF clamou à Duma Estatal para organizar um Conselho sobre a Proteção da Moral na TV e rádio da rússia, desenvolver um programa nacional sobre a questão e formar uma nova política estatal sobre a educação baseada na literatura e cultura clássica da Rússia. Somado a isso, o partido acredita que seja necessário opor a “influência negativa de organizações religiosas estrangeiras”.
 
“Ultimamente, nós temos testemunhado ataques bárbaros contra a fé Ortodoxa e contra nossas tradições históricas,” Zyuganov afirmou na reunião, colocando ainda que tal moda é absolutamente inaceitável.
Enquanto isso, camaradas de partido de Zyuganov continuam divididos sobre o papel da fé religiosa na sociedade e criticam durante o líder do KPRF por ser muito leal à Igreja Ortodoxa e por trair um dos princípios básicos da partido – o ateismo.
 
Na era Soviética, a religião era considerada como “ópio das massas” e não se enquadrava na ideologia Marxista-Leninista. Seguindo a revolução Bolchevique de outubro de 1917, o governo Soviético lançou uma imensa campanha anti-religiosa, destruindo catedrais, mesquitas e templos. Milhares de clérigos foram presos e executados.

Via RT

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Le Pen: eu sempre fui hostil ao comunismo

 Jean Marie Le Pen é o pai de Marine Le Pen, e o fundador do National Front, o partido francês que pretende resistir ao esforço da globalização e sua agenda autoritária. Ele é bem conhecido no mundo por suas posições controsersas contra a imigração, neoliberalismo e contrução europeia. Ele esteve em 2002 presente na segunda rodada das eleições presidenciais francesas. Um feroz anticomunista no passado, agora é favorável à reaproximação com a Rússia, como ele explica a Nicolas Bonnal. Esta entrevista para o Pravda.Ru foi preparada também com a ajuda do historiador francês Jean Centini.

Primeiro ponto, as questões sobre FN e você:

"Sr. Le Pen, quais foram seus ideais juvenis?"

"Meus ideais juvenis foram impregnados pelo patriotismo. Durante a guerra, fui um adolescente, e meu pai morreu na França, quando seu barco afundou depois da explosão de uma mina alemã. Então eu me tornei um defensor da nação. A fórmula pela qual a nação conduziu minha adoção grandemente me influenciou depois e desde minha juventude, eu fui constantemente acostumado a servir meu "pai adotivo" pelo envolvimento no exército, primeiro na Indochina e especialmente na Algéria. Uma vez que as guerras coloniais terminaram, eu constantemente usei da política para defender a França, denunciando os golpes que a ameaçaram e providenciaram medidas salva-vidas, contra todo estrangeiro."

"Quais foram suas razões para a hostilidade contra o comunismo?"

"Eu sempre fui hostil ao comunismo. Cresci sob a fé católica, e esta era sua antítese: a negação de uma liberdade e de uma espiritualidade. Representa o caminho para a alienação. Por trás de seu caráter utópico, manipulou o profundo desejo por mudanças dos trabalhadores e imperindo a sociedade inteira em prisões abertas. Acrescentando, o Partido Comunista Francês ecoou mais os interesses da URSS, "terra do socialismo itnernacional", que aqueles dos trabalhadores franceses e da França em geral."

"Quais ameaças substituíram para você o comunismo?"

"Hoje, a ameaça comunista, colapsada por 20 anos, foi substituída por outra utopia mortal: o globalismo, nova ideologia internacionalista e materialista que tem o objetivo de maximizar o lucro dos grandes capitalistas nos gastos das nações e seus povos.

"Há também o islamismo e seus mártires. Todas essas ideologias tem em comum o objetivo de minar as fundações da civilização helênica-cristã e substituir por outra, que não seja nossa."

"Depois da reeleição de Obama, o que você pensa da civilização americana e como você vê o futuro do Ocidente?"

"A reeleição de Obama não acrescenta nem retrai nada na "civilização" americana. Os EUA são um poder economicamente e estrategicamente decadente (apesar da exploração de gás). São apenas o centro de um império, e os proponentes desse "império" lutam em vão para atrasar o colapso. Economicamente, continua a emprestar e o FED é também atualmente o único a comprar os tesouros estadonunidendes criando mais dólares, que inevitavelmente levarão ao colapso do dólar. Militarmente, continua tentando minar a posição de outros poderes regionais, como a Rússia. Podemos ver hoje o choque sírio que a Rússia e a China defendem concepções de respeito pela autoridade, enquanto os americanos e ocidentalistas apoiam insurgências extremistas e perigosas. Essas revoltas trouxeram o islamismo ao poder na Tunísia, no Egito, e Iraque, resultando em anarquia e ruptura étnica. Se o Ocidente continuar a aceitar em seu meio milhões de imigrantes islâmicos e a apoiar islâmicos nos países árabes-islâmicos, o futuro do bloco inteiro parece ermo. Sua própria sobrevicência está em jogo."

Segundo ponto, a situação da FN na França:

"Você poderia explicar o isolamento da FN? O que explica que o eleitorado francês não apoia mais seu movimento?"

"O isolamento do Front National é essencialmente resultado de propaganda criado contra ele pela grande maioria da imprensa francesa possuída pelos grupos financeiros, políticos e pelo sistema.

"Contra todos os conjuntos financeiros-políticos-midiáticos, o Front National está fundamentado a lutar sozinho, e ainda, sua presidente, Marine Le Pen conseguiu quase 18% dos votos nas últimas eleições presidenciais. A descrição corajosa da situação no país, e as medidas de salva-vidas propostas pelo Front National, trarão rapidamente um bom número de franceses para unir-se conosco."

"Por que você não apoiou o presidente Sarkozy na segunda rodada?"

"Nicolas Sarkozy manteve vários discursos próximos aos do Front National, com algum sicesso em 2007. Mas a política que ele teve durante os cinco anos de sua presidência foi radicalmente diferente. Ele mostrou um desejo em limitar a imigração: ainda que nunca tenha sido de importância durante sua presidência, ele disse que queria romper com as ondas de crimes que têm crescido. Em todas as áreas ele seguiu uma política contrária aos interesses da França, criando impostos maiores, aumentando a integração europeia...nessas circunstâncias, por que deveríamos apoiar Nicolas Sarkozy?"

"Qual sua opinião nos repetidos arrependimentos do Sr. Holland? Para onde ele está rumando?"

"O arrependimento do Sr. Hollande, por exemplo com relação à guerra na Algéria, é somente para agradecer aqueles que elegeram ele: 90% dos islâmicos com nacionalidade francesa preferiram ele a Sarkozy que os serviu na prática, mas teve uma imagem conservadora. Esses arrependimentos são criminosos. Por um lado, eles não estão baseados na evidência histórica; por outro, eles somente levam aos imigrantes a odiar a França. Esses atos de arrependimentos minam a consciência e o orgulho nacional."

Terceiro, a Rússia e a Europa:

"Como você explica a agressividade da Europa contra a Rússia e vice-versa? A Rússia é democrática para você?

"As nações europeias continuam a declinar em todos os assuntos. Eles não veem com bons olhos o dinamismo estratégico russo; todos os especialistas pensaram que a Rússia tinha morrido há 15 anos atrás. A União Europeia é uma verdadeira oligarquia, onde a maioria dos tomadores de decisão não possuem legitimidade democrática. Para esse mostro institucional, é mais fácil dar aulas de democracia ao mundo inteiro do que aplicá-las. Por favor, note que na França o Front National tem somente dois membeors (dos 577 deputados!) no Parlamento, enquanto Marine Le Pen acumulou votos de mais ou menos 1 para 5. Se a Rússia não é uma perfeita democracia (há uma?), a Europa certamente não tem aulas para dá-la neste assunto!"

"S.r Le Pen, que futuro comum você vê entre Rússia e Europa?"

"Estou em campanha pela criação de um grupo harmonioso, animado pela visão de um destino comum da área norte inteira, de Brest a Vladivostok. A Rússia e a Europa Central e Ocidental têm muitas coisas e interesses em comum. Em frente a um mundo cada vez mais instável, e nosso inverno demográfico, quase suicida, é certo que nossa civilização europeua encontraria uma ferramenta de salvação nesta união. Mas não é o interesse do permanente poder mundial, os EUA, e as firmas internacionais, e está claro que as castas se oporão a isto com toda sua força..."

"Como tratar do atlantismo?"

"Eu tenho sido favorável à OTAN quando os tanques soviéticos estacionaram a 500km de nossos limites e representaram um sistema criminoso usando partidos comunistas como cavalos troianos.

"Mas hoje, essa ameaça se ezvaiu.

"O atlantismo portanto não tem razão de existir e apenas continua hoje uma organização dedicada a organizar o poder militar das forças dos EUA e seus auxiliares na Europa. Desde 20 anos, a OTAN interviu também somente contra a estabilidade do mundo: na Ioguslávia, onde a máfia e o islamismo comandam, vejamos a Bósnia e o Kosovo, no Iraque ou Líbia onde o Gaddafi (embora um ditador como Saddam Hussein) assegurou pelo menos a estabilidade deste país. Portanto, longe do atlantismo, porque isto se tornou o doce nome do imperialismo americano!

"Você me perguntou antes por que o Front National não apoiou Sarkozy na segunda rodada das eleições presidenciais; eu acrescentaria que é também porque ele decidiu a inteira reintegração da França na OTAN enquanto o General de Gaulle, nos finais dos anos 60 retirou nossa nação do comando integrado."

Quarto e último ponto: islamismo e multiculturalismo

"Há dois milhões de islâmicos em Moscou...O Estado russo necessita financiar a construção de mesquitas? O que fazer com relação a isto na França ou Rússia?"

"Não é para mim advogar o que o Estado russo tem que ver com os locais islâmicos, por eu ter um respeito de qualquer soberania nacional...em contraste, eu sou visceralmente oposto ao fundamento na França. O islã não é uma religião; é também uma civilização, um sistema legal muitas vezes contrário aos nossos costumes ancestrais e nossas leis seculares. Promover o desenvolvimento do Islã nas nossas nações cristãs é um perigo, porque como pensava o historiador francês Ernest Renan no século XIX, "O islã foi liberal quando era fraco e violento quando se tornou forte". E se hoje os islâmicos pode viver em paz com os cristãos ou descrentes em nosso país, o que acontecerá quando, dado o fator demográfico que emprega em favor deles, eles sendo a maioria, pelo menos fortes o bastante para se impor contra nós seus costumes? Em nenhum lugar na história do Islã, quando seus seguidores foram dominantes, minorias foram respeitadas ou reconhecidas de ter direitos iguais. É o Corão em si mesmo que não somente permite, mas ainda requere tal comportamento."

"A islamização é inevitável?"

"A islamização é simplesmente consequência da imigração em massa em nossos países, da Ásia Central à Rússia, do Magreb e da África islâmica à Europa Central. A Islamização não é inevitável se nós pararmos de deixar entrar em nossos países milhões de islâmicos imigrantes todo ano e mais, e se nós compelirmos aqueles presentes a obedecer nossos costumes. E se eles não aceitarem nossos costumes, estão livres para praticar seu modo de vida em outro lugar..."

"O povo Ocidental não foi ainda usado e resignado?"

"Na França, o povo está começando a temer os Islã porque está mais ráído, visível e massiva, afetando suas vidas cotidianas: mulheres de véu nas ruas, carência de respeito pela liberdade da mulher, proibição de poerco nas cantinas escolares, construção de mesquitas com minaretes...com esse processo de extremistas como de Toulouse na última primavera, que foi ssassinado em nome do Islã 7 pessoas, incluindo 3 crianças."

"O que você pensa da última política Ocidental na Líbia, especialmente agora na Síria? E como você considera a atitude russa?"

"A atitude Ocidental, como eu disse anteriormente, é criminosa porque tenta substituir regimes ditadores (mas certamente estes trazem estabilidade aos seus países e respeito pelas minorias religiosas, incluindo cristãos) pelo caótico crescimento de ditaduras islâmicas que levam aqueles que não são da mesma fé para a mala ou caixão...como um dos lemas dos rebeldes sírios mostra: "cristãos no Líbano e os Alawites no cemitério." Mas os partidários Ocidentais subversivos preferem então encher suas orelhas...

"A política russa neste assunto é mais sensível: respeita a soberania e integridade dos Estados; é sempre realista e prefere a estabilidade ao caos."

Entrevista por Nicolas Bonnal

Via Pravda

domingo, 29 de janeiro de 2012

60% dos romenos pensam que com Ceaucescu se vivia melhor

Depois de 22 anos da execução do ditador, existem nostálgicos que reivindicam sua figura. 60% da população assegura que se vivia melhor sob o comunismo desde o ponto de vista econômico, ainda que reconheça que isso influenciou negativamente no presente, segundo uma pesquisa do Instituto de Investigação dos Crimes do Comunismo (IICCMER), realizada em maio de 2011. "Se Nicolae Ceaucescu continuasse vivo e fosse candidato presidencial, teria muitas possibilidades de ganhar", acredita Mihai Burcea, investigador do instituto.


No Natal de 1989, um tribunal militar condenou a morte o ditador, em um julgamento que carecia de garantia jurídica. Seu regime, um dos mais cruéis e violentos da Europa Oriental, caiu e a Romênia entrou no complexo processo de transição para a democracia. O Cizmar (sapateiro, sua profissão) se converteu em um tirano que martirizou o povo e o castigou até a miséria. A maioria dos romenos comemoraram sua morte e o novo rumo político e econômico do país, que continua sendo o mais pobre da União Européia, junto com a Bulgária.

Burcea adverte que estes nostálgicos não pertencem somente a uma minoria de antigos chefes do regime, mas de outros grupos sociais também "Na Romênia, a pobreza e a falta de perspectiva devido a crise econômica são altos entre os nostálgicos do regime, inclusive entre jovens que desconhecem o período".

Em Bucareste, é fácil encontrar muitos taxistas quer lembram do "Conducator", já que se sentem decepcionados pelas mudanças capitalistas que começaram depois da queda da ditadura. Inclusive, muitos sentem falta da época em que Ceausescu dirigia a Romênia com mãos de ferro.

“Este setor de nostálgicos pertence a grupos sociais que não se beneficiaram da economia de mercado e sofrem de desemprego, miséria e marginalização econômica. Não que sejam nostálgicos do sistema comunista, mas sim de uma época em que a população era pobre, mas bastante igualitária e tinha segurança no emprego", explica Laurent Couderc, redator-chefe da revista Regard.

Muitos cidadãos olham para o passado, deixando para trás os terríveis acontecimentos e criam uma imagem de Romênia comunista quase idílica. "Sua nostalgia provêm dos empregos, apartamentos que podiam ser comprados facilmente e com baixos juros e do grande número de pessoas que se permitia férias no litoral do Mar Negro, muito maior que na atualidade", diz Burcea.

Esse debate ressurge agora que o governo romeno quer fazer um "tour comunista", para atrair turistas, e também porque vários objetos de Ceaucescu foram leiloados recentemente.

Via ElPaís