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sábado, 18 de fevereiro de 2017

Escritora best-seller italiana tem mensagem às mulheres

Constanza Miriano, autora de Case com Ele e Seja Submissa [Marry him and be submissive], discute com Register sobre seu livro e sobre o porquê de ter escrito.

Quando a mãe italiana de quatro filhos, Constanza Miriano, escreveu Case com Ele e Seja Submissa, ela não tinha ideia de que se tornaria tão popular, esperava que seria de interesse apenas da família e dos amigos. Mas o livro se tornou um best-seller na Itália e foi traduzido para muitas línguas.

Uma coleção de cartas endereçadas aos amigos de Miriano, em sua maioria mulheres, trata as diferenças entre homens e mulheres, união, casamento, vida familiar, abertura para a vida, ter crianças, educá-las, experiências sexuais como um presente de Deus.

"Essas cartas podem parecer engraçadas -- em algumas lojas de livros, meus livros são colocados na seção de humor --, mas o conteúdo é muito sério: é de fato o pensamento da Igreja", ela explica em seu site, acrescentando que o título do livro foi inspirado pela carta de São Paulo aos Efésios. "Mulheres deveriam tentar ser submissas, escreve Paulo. Eu penso que isso significa que elas deveriam ser abertas, carinhosas e pacientes. Esta não é uma atitude fraca, pelo contrário, enquanto mulher é forte e firme; bem-vindas e tranquilas, elas são capazes de criar boas relações com as pessoas. Mulheres que são profundamente conectadas com sua natureza são verdadeiramente felizes e podem dar luz a uma nova vida, seja biológica ou espiritualmente".

Nesta entrevistar, Miriano explica mais sobre seu livro, sobre como seu conteúdo pode servir como um antídoto contra o feminismo e de como os maridos e as esposas podem ter um relacionamento mais harmonioso, vivido na fé.

Por que você escreveu o livro?
Eu tive muitos amigas que não conseguiam arrumar coragem para casar com apenas um homem por toda sua vida, então foi mais por causa do meu desejo de ver minhas amigas tão felizes quanto eu. Mas eu não pensei que elas iriam ler. Pensei que só minha mãe, irmã e tia leriam. Nunca esperei tudo o que aconteceu desde então.
O título, e particularmente a palavra "submissa", é provocativo. Por que escolheu-a?
Eu não quis ser provocativa ao escolher esta palavra. Meu diretor espiritual costumava me contar que eu deveria tentar ser como Maria, como a Maria das Medalhas Milagrosas: ela tem suas mãos abertas e dá graças. Ele disse que eu deveria ter minhas abertas para receber o que eu estava recebendo de meu marido, mas minhas mãos deveriam estas abertas; eu não precisava checar primeiro se eram boas o suficiente. Eu apenas deveria receber sem olhar, com as mãos abertas.
Também como Maria, que com seus pés mata a serpente, eu devo matar minha língua -- porque eu não preciso sempre arrumar algum comentário, criticar meu marido. Então ele disse que desse modo eu seria uma boa esposa -- não que eu deveria ser submissa apenas por ser, mas porque eu deveria parar de ser tão crítica, tão intratável como eu era no início do casamento.

Você diria também que, em um nível espiritual, é como que morrer para alguém? Que tanto a mulher quanto o homem devem morrer para seus egoísmos com o fim de que o casamento funcione?
Sim, porque no nível cristão há um processo de morte, de conversão a Deus -- porque na mentalidade corrente, homens e mulheres apenas precisam ter um emprego, alimento, saúde e felicidade, e então eles são felizes. Mas nós não estamos "bem" -- estamos "doentes", feridos pelo pecado original, então mesmo que tudo esteja bem para nós, não estamos felizes. Há algo que não funciona dentro de nós, como uma paralisia no nosso sistema.
Assim, o casamento é uma das maneiras pelas quais esta paralisia pode ser curada. Nós estamos doentes, mas meu marido é minha via para o Cristo, e quando ele me faz sofrer -- bravo -- e eu penso que não posso me comportar como ele, este é o momento em que o "esculpir" acontece. Precisamos encontrar nossa beleza [através deste caminho]. Michelangelo disse que, ao retirar da escultura coisas que não necessitamos no mármore, encontramos a beleza ali dentro.

Você diria que seu livro é como um antídoto contra o feminismo, de muitas maneiras?
 Sim, porque penso que as feministas escolhem os caminhos diferentes para afirmar as mulheres, empoderar as mulheres, porque nós adotamos o modo masculino. Nós tentamos ser como os homens, mas nós não somos homens, então não precisamos de poder, força ou independência. Nós somos diferentes. Mas nós não somos felizes [por causa do feminismo]. Eu sei de muitas mulheres que têm poder, sucesso em suas carreiras, mas no fim do dia não são felizes, estão emocionalmente destruídas. Penso que no início o feminismo era algo como uma reivindicação: nós precisávamos ser olhadas por alguém mais, precisávamos dos olhos de alguém mais sobre nós, e quando implorávamos por isso, implorávamos por atenção, a alguém para nos dizer que somos lindas e amáveis. Então no início o feminismo era uma reivindicação sobre nossa aparência, e era como uma fonte, porque as mulheres queriam ser vistas. Mas então adotamos estratégias masculinas e perdemos nosso caminho -- porque nós chamamos o aborto de "direito", direito de matar nossas crianças, matar através da contracepção. Nós demos aos homens o direito de usar nossos corpos sem responsabilidade. Não é uma vitória. Perdemos.
Diz-se que o feminismo se tornou tão amplamente disseminado que também adentrou a Igreja. Como você vê isto?
Nosso Rei morreu na cruz, então até os homens devem ser cristãos desse modo, mas uma mulher deve ser duplamente deste modo porque é uma mulher -- foi feito uma morada [para a vida] no seu interior. Se precisamos definir uma mulher, a imagem mais apropriada é a de uma morada para outras pessoas. Uma mulher é um espaço vazio, e ela tem o poder de dar luz e, para tanto, fazer [do espaço vazio] uma morada dentro de si. Assim, uma mulher cristã, católica, que esquece sua missão perdeu tudo.
Você diria que todas as mulheres agora têm um sentido distorcido de independência, até mesmo entre as católicas, e que isso é consequência do feminismo? Se sim, como isto pode ser superado?
Penso que ser independente é uma ilusão, porque nós dependemos do nosso chefe no escritório, por exemplo. Dependemos de muitas coisas. Então trata-se de uma ilusão. Nós dependemos um do outro, e especialmente as mulheres dependem de outras pessoas. Eu conheço muitas mulheres que são chefes no trabalho e são interiormente muito fracas e frágeis. Nós podemos ser livres quando sabemos profundamente que somos amadas pelo outro.
G.K. Chesterton costumava dizer que as mulheres no passado estavam em casa, não para serem escravas, mas para estarem livres para seguir seus próprios interesses, porque nós não somos mono-automáticas como os homens. Temos muitos interesses em nossas vidas. Se você vê a agenda de uma mulher, ela tem amigas, seu marido, sua casa; ela toma cuidado de seu lar; ela quer encontrar com pessoas e também ter um emprego.

Mas o homem tem um emprego, e é isso. Não quero dizer que vocês [homens] não têm interesses, mas vocês conseguem dar um on/off. Quando vocês trabalham, apenas trabalham. Nós estamos sempre conectadas com nossas crianças -- nunca estamos longe deles, então sempre dependemos de alguém. E penso que é lindo depender de alguém. Não tenho problema em dizer que, quando me perguntam algo que não sei, eu chamo meu marido e pergunto, por exemplo, "o que você sabe sobre a guerra na Síria?". Porque isso é parte do mundo que eu não sei, preciso dele para explicar certas coisas. Penso que é lindo deixar essa parte com ele.

Os homens não devem ter um passe-livre, claro, cada marido tem a responsabilidade de ser comprometido com sua esposa e tomar cuidado dela. Quão importante é isto para a mulher, de modo que ela possa ser aquilo que supõe-se que ela é? Há tanta responsabilidade quanto da parte dos homens.
Sim, com certeza, mas o mais problema dos homens é o egoísmo. Eles não querem morrer [para o ego] em prol da família, eles querem ter uma parte de sua vida em separado, salvar algo [para si mesmos]. Então eles devem estar no caminho da conversão também. Mas eu apenas questiono as mulheres: o que podemos fazer para ajudar a relação? O que podemos fazer é aprender a observá-los com os olhos radiantes. Nós temos que ver os bons aspectos no homem; devemos ser como um espelho que dá a ele uma imagem bela de si mesmo. Nós temos que dar esta boa imagem. Quando um homem sente-se observado dessa maneira, ele quer morrer, dar sua vida. Se pararmos de criar intrigas, de criticar, de ficar dizendo "você não é digno de minha vida", eu ando vendo milagres.
Fiz muitas apresentações do livro na Itália e eu conheci talvez milhares de pessoas agora. E eu sempre conto a história de um casal vivendo nas montanhas: o marido, Gudbrando, um dia vai ao mercado no vale para vender uma de suas duas vacas, mas ele não consegue. Então começa a trocar a vaca por um cavalo, então o cavalo por um porco, o porco por uma ovelha, a ovelha por um pinto, o pinto por um pato e assim por diante. Finalmente, ele volta para casa sem coisa alguma porque ele sempre trocava o animal por um menor. Então ele volta para sua esposa, mas visita seu vizinho, que lhe diz que não gostaria de estar na sua pele, porque sua esposa ficará muito raivosa. Mas ele diz: "não, minha esposa está sempre contente pelo que eu faço".

Então o vizinho apostou algum dinheiro, e ele ouviu a conversa entre Gudbrando e sua esposa, de modo que pudesse checar e ver se a esposa realmente estava feliz com qualquer animal com o qual ele tivesse trocado. Ele disse que primeiro trocou a vaca por um cavalo, então ela ficou feliz porque ela teria agora um cavalo para ir à missa. É uma longa história, mas no fim a esposa diz: "não importa, Gudbrando, mesmo que você viesse sem coisa alguma, porque, para mim, não é importante o que você faz -- é importante que você volte para mim, que me ame, e assim tudo o que você faz está bom para os meus olhos".

Eu encontrei verdadeiras esposas de Gudbrando, o homem da montanha, ao redor da Itália, de Turim a Palermo, e elas enviaram-se emails. Dizem coisas como "estou no estágio de Gudbrando nº22, e meu marido me ama mais do que nunca porque ele viu isto nos meus olhos". Não é um truque; é o desejo real de ter uma aparência leal diante do marido. Você decide que quer ver todas as boas coisas que ele faz para você, e isto faz milagres na vida. Algumas vezes até os maridos me escrevem para agradecer.

Você também diria que tudo isso realmente vem através da fé, que a fé é central para um bom casamento?
Sim, porque o esposo real é o Senhor. Como dizia o papa São João Paulo II, há uma distância real entre o marido e a esposa que nunca será coberta, e esta distância é o espaço para Deus no par. E em uma relação viva e real com o real Esposo você pode amar o outro com um coração que não é exigente, que não fica fazendo reivindicações. Você está livre para amar porque é profundamente amada por alguém mais. Então diariamente a missa e a oração são a defesa da minha vida em casamento.
Você quer dizer algo mais para terminar?
 Eu apenas gostaria de dizer que eu espero que muitas esposas, como a de Gudbrando, possam se tornar como um exército ao redor do mundo para lutar pelo casamento, que está em perigo.




terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A Mulher como um Símbolo de Cristo

Nosso Senhor descreveu-Se como uma mulher porque as mulheres são mais cuidadosas que os homens com sua propriedade ao manter a casa em ordem e ao receber os visitantes.
 
As Dez Dracmas:
O Senhor na Imagem de uma Mulher
Você pode acreditar que Cristo, o Salvador, retratou-Se na imagem de uma mulher em duas de Suas parábolas? Uma é a da mulher que tomou três medidas de farinha e fez massa. Mas antes falemos de outra, em que o Senhor nos conta sobre a mulher que tinha dez dracmas e as perdeu. Estas são as mais misteriosas de todas as parábolas do Salvador. Já que a parábola das dracmas perdidas é curta, citamo-la por inteiro.

Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas e perder uma, não acende a lâmpada, varre a casa e procura cuidadosamente até encontrá-la? E encontrando-a, convoca as amigas e vizinhas, e diz: 'Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma que havia perdido!' (Lucas 15:8-9).

À primeira vista essa parábola parece simples, ou até mesmo ingênua, que não impressiona o leitor da Bíblia. Na verdade, no entanto, o mistério do universo é revelado nessa simples parábola.

Se a tomamos literalmente, ela evoca espanto. A mulher perdeu apenas uma dracma. Mesmo dez dracmas não representam uma grande soma; na verdade, a mulher que tem apenas dez dracmas deve ser de fato muito pobre. Vamos assumir, antes de tudo, que o ato de encontrar a dracma perdida significa um grande ganho para ela. Assim, ainda apresenta um paradoxo, pois como é que uma mulher tão pobre acende lâmpadas, varre a casa e chama todas suas amigas e vizinhas para compartilhar da sua alegria? E tudo por causa de uma dracma! Que perda de tempo acender uma vela e pôr a casa em ordem! Além disso, se ela convida suas amigas ela é obrigada, de acordo com o costume oriental, a oferecer a eles algo para comer e beber, um custo nada baixo para uma pobre mulher. Falhar nisso seria ignorar um costume inalterável.

Um outro ponto importante a notar-se é que ela não convidou apenas uma mulher a quem ofereceria doces, que não envolveria tanto custo. Mas ela convidou muitas amigas e vizinhas, e, mesmo se ela as divertiu modestamente, o custo excederia muito o valor da dracma que ela encontrou. Por que então ela deveria procurar a dracma tão cuidadosamente e alegrar-se ao encontrá-la, apenas para perdê-la de novo de outra forma? Se tentamos entender esta parábola em sentido literal, não se enquadra no nosso cotidiano, mas deixa a impressão de algo exagerado e incompreensível. Então tentemos descobrir seu sentido místico e oculto. Quem é a mulher? E por que é uma mulher e não um homem, quando é mais comum um homem perder dinheiro na rotina? De quem é aquela casa que ela varre e preenche com luz? Quem são suas amigas e vizinhas? Se olhamos para o sentido espiritual da parábola ao invés do literal, devemos encontrar a resposta para aquelas questões. O Senhor disse: buscai e achareis.

A mulher representa o próprio Jesus Cristo, o Filho de Deus. As dez dracmas são Suas. É Ele Quem perdeu uma delas e parte em busca dela. As dracmas não são moedas de ouro ou prata. De acordo com os teólogos ortodoxos, o número dez representa a completude. As nove dracmas não perdidas são as nove ordens dos anjos. O número de anjos está além do conhecimento dos mortais, pois excede nosso poder de cálculo. A dracma perdida representa a humanidade em sua totalidade. Portanto Cristo, o Salvador, desceu dos céus à terra, para Sua casa, e acendeu uma vela, a luz de Sua sabedoria. Ele limpou a casa - ou seja, Ele purificou o mundo da impureza diabólica - e encontrou a dracma perdida, a humanidade errante e perdida. Então Ele chamou Seus amigos e vizinhos (depois Sua gloriosa Ressurreição e Ascensão), ou seja, todas as incontáveis hostes de querubins e serafins, anjos e arcanjos, e os revelou Sua grande alegria. Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma que havia perdido! significa: encontrei homens para preencher o vazio do Reino dos Céus, causado pela queda dos anjos orgulhosos que se apostaziaram (esqueceram e distanciaram) de Deus. No fim do tempo o número dessas almas encontradas e salvas se tornaram bilhões, ou, na linguagem da Escritura, serão incontáveis como as estrelas no céu e como a areia na praia.

Nosso Senhor descreveu-Se como mulher porque as mulheres são mais cuidadosas que os homens ao olhar por sua propriedade, ao manter a casa em ordem e receber as visitas. Se esta curta parábola, que consiste de apenas duas frases, é explicada desse modo, qual coração não estremece? pois ela contém toda a tragédia do mundo, visível e invisível. Ela explica por que o Filho de Deus veio à terra. Ela lança um raio branco de luz sobre a história da humanidade e sobre a tragédia da existência individual de cada um. Ela nos confronta com uma decisão urgente, porque nossa vida é uma rápida passagem de uma decisão de se queremos ser a dracma perdida encontrada por Cristo, ou não. Cristo nos busca. Esconder-nos-emos dEle ou deixamos que Ele nos encontre antes que a morte nos esconda dEle, do mundo e da vida?

É uma questão vital e ela está dentro de nossa vontade de aceitá-lo ou rejeitá-lo. Depois da morte deixará ela de ser uma questão aberta, e então ninguém mais esperará uma resposta de nós.

Três Medidas de Farinha

E de novo Jesus disse, "A que compararei o Reino de Deus? É semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até que tudo ficasse fermentado" (Lucas 13:20-21).

Esta é outra das misteriosas parábolas de Cristo que muitos acham difícil de entender. O tema real tomado do cotidiano é simples e claro. Desde os tempos mais antigos as esposas eram padeiros; elas tomavam a farinha, colocavam-na em bacias, preparavam fermento, amassavam a massa e a assavam. Esta era uma tarefa diária da esposa no Oriente e no Ocidente por milênios. Mas aconteceu que ninguém tomou este simples trabalho como figura ou símbolo do Reino dos Céus. Apenas o Senhor Jesus Cristo, para Quem nada era muito simples e desimportante, tomou esta tarefa e a usou para explicar algo estupendo e extraordinário. Ele poderia pintar-Se como Sua própria mãe no trabalho.

Colocarei as seguintes questões ao leitor da Bíblia. Por que Cristo toma a mulher como Seu exemplo, ao invés do homem, quando os homens foram padeiros durante séculos? E por que o fermento, quando pão sem fermento também era comum? E por que a mulher toma três medidas, e não uma ou duas ou quatro? Finalmente, que conexão ou semelhança há entre o Reino de Deus e o trabalho de cozinha de uma esposa?

Se essas questões não podem ser respondidas, como podemos entender a parábola? Agora, respondê-las sem uma chave espiritual levaria somente a dificuldades. Todas as parábolas lidam com o superficial, mas seu significado real está nas profundezas. Elas apelam ao olho e parecem bastante óbvias, mas elas referem-se ao espírito e ao espiritual.

Essa parábola tem uma dupla interpretação espiritual. A primeira tem que ver com as três raças principais da humanidade, a segunda com as três faculdades ou poderes principais da alma humana. Em suma, o que é excelente e incomum nessa parábola é o processo histórico e pessoal da salvação humana.

Depois do Dilúvio, provieram dos filhos de Noé (Sem, Cam e Jafé) três raças da humanidade: os semitas, os camitas e os jafetitas. Estes são as três medidas de farinha nas quais Cristo pôs Seu santo fermento, o Espírito Santo. Significa que Ele veio como Messias e Salvador para todas as raças e nações da humanidade, sem exceção. Assim como uma mulher, com fermento, pode transformar a farinha em pão, Cristo, através do Espírito Santo, transforma os homens normais em crianças de Deus, em habitantes imortais do Reino dos Céus. Este é o motivo, de acordo com o ensinamento ortodoxo, de homens santos serem chamados de anjos terrestres ou homens divinos, porque, sendo "fermentados" pelo Espírito Santo, eles não mais são farinha comum ou biscoitos não-fermentados que deitam sobre a terra, mas são pão fermentado que cresce. De acordo com a Bíblia, o pão sem fermento foi o pão dos escravos, enquanto o pão fermentado era para os homens livres, crianças de Deus. Então, por essa razão a Igreja Ortodoxa usa pão fermentado na Santa Comunhão. O processo de fermentar começou no primeiro Domingo da Trindade ou Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu dos céus para os apóstolos. A partir daquele dia em diante esse processo continuou até os dias de hoje, e continuará até o fim dos tempos, quando todos serão fermentados. Isso, então, é a interpretação histórica da enigmática parábola sobre o padeiro mulher. A segunda interpretação é psicológica e pessoal, e concerne às três faculdades ou poderes da alma humana: o intelecto, o coração e a vontade ou, em outras palavras, o poder de pensar, o poder de sentir e o poder de agir. Essas são as três medidas invisíveis da alma do homem interior. Estes três poderes permanecem totalmente sem fermento, como o pão dos escravos, ou são fermentados com o fermento da malícia e da hipocrisia. Portanto, Cristo contou aos Seus discípulos para tomar cuidado com o fermento dos fariseus, que é hipocrisia, porque esse é o fermento mundano e humano, que enfraquece todos os poderes da alma e a deixa aleijada e doente. Mas Cristo, o Salvador, trouxe à terra um novo fermento para elevar os poderes da alma. Aqueles que recebem este novo e divino fermento através do batismo em nome da Santa Trindade são chamados de filhos e filhas de Deus, o gado do Reino eterno. Eles não morrerão, pois mesmo quando deixarem o corpo, estarão vivos e viverão para sempre. Esse divino fermento os preenche com a luz da razão, o calor do amor divino e a glória das boas obras. Todos os três poderes da alma crescem juntos em harmonia, e ascendem aos céus, para a perfeição. Como disse o Senhor, sejais perfeito como vosso Pai celeste é perfeito.

A mulher foi tomada como modelo e não o homem, e Cristo comparou-Se a um padeiro mulher, porque a mulher enquanto esposa e mãe prepara o pão para a família de maneira amável, enquanto o padeiro homem faz pão para vender. Tudo que Cristo tem feito para a humanidade foi feito de puro amor e, portanto, Ele compara-Se a um padeiro mulher. Essa é a segunda interpretação, mas ambas interpretações dessa parábola estão corretas. Os significados histórico e psicológico derivados dessa simples parábola são como ramificações de um carvalho que cresce para fora de uma bolota, pois é realmente majestoso em sua amplitude histórica e profundo em sua profundeza psicológica.


via Pravmir 

Nota do blog: Para a tradução ao português das passagens bíblicas utilizamos a versão da Bíblia de Jerusalém, ed. Paulus, 2002.

sábado, 29 de agosto de 2015

Estudo aponta: mulheres são lésbicas porque não conseguem namorados


Mulheres tendem a ser homossexuais quando não conseguem transar com homens, aponta um estudo feito por Elizabeth McClintock, da Universidade de Norte Dame, na Indiana.

A doutora McClintock disse que as mulheres tendem menos ao bissexualismo se encontram facilmente um parceiro masculino. Ela disse: 'Mulheres que têm sucesso em conseguir um parceiro masculino, como é esperado tradicionalmente, nunca explorará atração por outras mulheres. No entanto, mulheres que possuem as mesmas tendências sexuais (heterossexuais, N. B.), mas são menos favorecidas, terão grande oportunidade de experimentar parceiros do mesmo sexo (relações homossexuais, N. B.).'

Parece, então, que as mulheres incapazes de conseguir namorados se tornam lésbicas. O estudo descobriu que as mulheres menos atrativas tendem a se tornar lésbicas.
 
O estudo conclui: A análise mostrou que mulheres atrativas tendem a se considerar puramente heterossexuais.

Além disso, o estudo falou sobre mulheres que voltaram atrás em sua orientação sexual, como um jogador de tênis que muda a raquete de mão a cada momento. É muito comum mulheres que passam a vida resmungando contra os homens, afirmando seu inabalável lesbianismo, até que alguns velhos carentes lhe deem uma cantada e imediatamente as transformam em donas de casa.

domingo, 31 de maio de 2015

A Redimida Prostituta em Crime e Castigo e Outros Trabalhos de Dostoievsky

por John Barthelette

A prostituta é uma curiosa fixação da literatura na era Vitoriana. Nos trabalhos de William Thackeray e Samuel Richardson era quase clichê para a heroína acabar em casa de prostituição e então para transcender a situação em uma mostra das próprias morais vitorianas. Tendo muitas jovens sido forçadas à extrema pobreza para tomar o ofício de uma mulher perdida, Fiodor Dostoievsky, um pequeno-burguês caído em tempos difíceis, tomou uma diferente abordagem em todo o assunto; ele reconheceu que essas mulheres não são de total sem-mérito como muitas pessoas pensavam na época. Georg Brandes falou muito bem quando disse: "Dostoievsky explorou esses assuntos através dos caracteres da prostituta em muitos dos seus trabalhos. O mais famoso desses caracteres são encontrados em Crime e Castigo, Notas do Subsolo e em 'A Dócil'. Cada um desses apresenta uma abordagem única para a condição das prostitutas e o problema da sua redenção.

Em Crime e Castigo, Dostoievsky usa a personagem Sonia Marmeladov, cujo primeiro nome significa sabedoria, não só para ilustrar a misericórdia divina com relação à mulher decaída, mas para ter dela sua própria salvação e a de Raskolnikov através da misericórdia divina. Como na parábola dada pelo padre Zossima em sua morte na cama, em Irmãos Karamazov, a conexão inicial de Raskolnikov com Sonia no Livro I funciona como uma "semente" que mantém ele seguro de ser abandonado pela graça divina. Como a velha na parábola foi sem-mérito, exceto pelo fato de que ela deu ao mendigo uma semente, Raskolnikov carece de mérito depois de seu assassinato, exceto pelo fato de que ele teve caridade para com a família de Marmeladov. Ele estava totalmente desligado da sociedade por sua caridade para com aquela família necessitada. Assim essa conexão seria pervertida se não fosse pela virtude de Sônia. Quando ele confessa seu abominável crime para ela, ela chora em desconsolo por ele e o incita a salvar-se pela confissão. O ponto de Dostoievsky aqui é que tomando a si como anátema da sociedade e de Deus, Raskolnikov é destruído pelo seu próprio espírito. Ele não está permitindo a si mesmo a função devida que tem-lhe sido dada, e uma casa dividida contra si mesmo não pode permanecer. Então, Raskolnikov não pode sobreviver como um homem em um mundo destruído e rompido além da compreensão pelo seu ato de violência e dissidência social. A Providência está ilustrada aqui: Raskolnikov não pode sobreviver sem a ajuda de Sônia, mas nem a Sônia teria sido salva se Raskolnikov não viesse com intuito de se salvar ele próprio; ela poderia ter continuado no rumo à perdição do qual seu impulso de caridade a arrancou.

O que Dostoievsky está ilustrando aqui? Ele nos mostra a crueldade da luta interior e o fato de que essa luta pode ser vencida somente através do poder da graça e do arrependimento. Sônia luta com o fato de que ela própria é uma casa dividida. Por um lado ela é o epítome da sabedoria e da solidão, e por outro ela é o instrumento do prazer humano. Essa flagrante contradição não pode se sustentar; Sônia deve escolher um caminho ou o outro. Raskolnikov também demonstra sua contradição inerente: ele é um tão puro bondoso quanto um puro malvado. Essa mistura de pecado e sadismo, de pureza e esperança não pode sobreviver, não pode permanecer como um todo coerente. A loucura espera aqueles que deveriam tentar ser nem uma coisa nem outra. A balbúrdia das emoções de Raskolnikov e a culpa o dirigem a confessar-se com a ajuda de Sônia, e com ajuda dele Sônia foge de sua vida depravada a buscar um nível superior de existência na estética Sibéria. O último homem decaído pode apenas ser compreendido por uma última mulher decaída. O tema da mútua redenção é melhor visto através dos olhos de uma Eva e um Adão, e Dostoievsky usa essa ideia para engrandecer o efeito. Henry Miller expõe o âmago por lembrar: "Dostoievsky é caos e fecundidade. Humanidade, com ele, é nada mais do que um vórtice no borbulhante turbilhão".

Em Notas do Subsolo, Dostoievsky revela uma visão sobre prostituição e salvação que é muito mais reminiscente do "Paraíso Perdido" de Milton do que do "Paraíso" de Dante. Essas notas são reflexões de Dostoievsky sobre aspectos mais obscuros dos seus anos de devaneio pelas ruas de São Petersburgo, e ele invoca a esperança de um homem tão atolado em sua própria imundície mental e auto-ódio que regozija-se em sua doença, busca humilhação, e é a criatura mais perversa que se pode imaginar. Depois de tentar jantar com os velhos amigos do colégio, mas simplesmente se embaraçar todo e machucando a todos em torno dele, o Homem do Subsolo encontra uma puta sobre a qual inflige sua vitriólica carência de auto-estima. Ele encontra Liza, uma funcionária de um bordel. Seguindo a conubial atividade do Homem do Subsolo, erigida por um estranho impulso, começa a contar para Liza do fato inevitável de todas as prostitutas: ser usada, usada de novo e abandonada. Ele oferece-se para continuar conversando com ela e ser seu amigo, e ela tentativamente aceita. Essa é a abertura da graça para ambos deles: uma chance tanto de abrirem-se e reviverem o que há de humano neles. No entanto, o Homem do Subsolo está demasiadamente acostumado a usar de imundície, artimanhas e perversões mentais; quando Liza vem, ele rejeita sua amizade com ela violentamente. Duas almas completamente estranhas da humanidade permanecem assim para sempre porque não puderam cooperar um com o outro na graça. Este cenário toma o problema confrontado por Raskonlikov e Sônia e nos incita a considerar um final alternativo: um fim no qual o existencialista Homem do Subsolo "vence" a batalha contra sua humanidade e Liza se permite voltar para a penúria e para a prostituição. Os finais trágicos dessa história considerada à luz do epílogo de Crime e Castigo nos mostra apenas o quão ambos Sônia e Raskolnikov foram sortudos e o quanto ser aberto para a graça, ser honesto com seu próprio estado de ser, é em geral o bastante para Deus ajudar-nos através das crises de consciência.

Para uma mais refulgente compreensão de "A Dócil" vamos primeiro considerar outro caractere em Crime e Castigo, Dúnia, que gasta a maior parte da novela à beira da prostituição de outro tipo: prostituição espiritual. A ela Luzhin propõe casamento, um homem que deseja controlar os pensamentos, as mentes, e os corações de tudo em torno dele. Ele é um aborrecedor do pior tipo. Dúnia fugiu de uma posição sob o cruel Svidrigailov para evitar uma prostituição explícita, mas agora por amor de sua mãe e irmão ela é compelida a vender seu espírito tanto quanto o corpo. Dúnia é um tipo forte que vemos que é forçada em seu engajamento, tanto por seu próprio sentido de obrigação como por outros impulsos, ela vai à loucura e se mata. Esse é um fato terrível que sua família felizmente encontra um meio de inverter. No entanto, a heroína de "A Dócil" não é tão sortuda. Essa jovem moça está na mesma situação de Dúnia, ela só quer casar com seu Luzhin e se matar. Essa é a terceira possibilidade para uma mulher que vendeu sua alma: a "vitória" existencial da auto-destruição e a fuga da esperança. Como Ofélia, ela escolhe seu caminho longe das dificuldades da vida e desiste de sofrer para sofrer, desiste da loucura para loucuras piores, e cai no abismo ou do nada existencial ou da retribuição cristã.

Dostoievsky ilustra algumas ideias importantes quando examina a prostituta nos trabalhos que discutimos. Ele nos mostra que até mesmo os mais baixos dentre os inferiores são amados pelo Pai, e através dos seus sofrimentos ganham mérito. Em segundo lugar, ele nos mostra o fato de que eles também podem se salvar e podem funcionar como instrumentos da graça. Mas, o mais importante, ele nos conta que sem nossa tentativa de transcender nossa natureza pecadora acabaremos decaindo igual o Homem do Subsolo, ou então saltar para nossa morte espiritual e física como a heroína de "A Dócil" fez. Nós todos somos Raskolnikov, todos somos Sônia. A chave é lutar, lutar mais agressivamente e lutar sempre para alcançar a perfeição perdida para nós e inalcançável sem Deus.

Trabalhos citados e consultados:

-Dostoevsky, Fyodor. Crime and Punishment. Trans. Constance Garnett. New York: Bantam, 1981.

-Dostoevsky, Fyodor. The Brothers Karamazov. Trans. Constance Garnett. New York: Signet Classics, 1999.

-Dost. Research Station. Ed. Christiaan Stange. Vers. ? 17 July 1999 - kiosek.com/dostoevsky/quotations.html

-Martinsen, Deborah A., ed. Notes From Underground, The Double, and Other Stories. New York: Barnes and Noble Classics NY, 2003.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Estudo derruba mito de que mulheres ganham 30% menos que homens

Por um motivo simples, sempre desconfiei da estatística da diferença salarial. Se as mulheres de fato ganhassem menos que os homens para realizar as mesmas tarefas, empresas que buscam o lucro só contratariam mulheres. Diante de dois candidatos com o mesmo potencial, o patrão, é claro, contrataria o mais barato. Mas o que ocorre é o contrário: os homens ainda são maioria dos empregados do Brasil.

Portanto ou os donos de empresas são tolos, e colocam o machismo acima do lucro, ou a estatística é furada.

Um novo estudo da Fundação de Economia e Estatística, do governo do Rio Grande do Sul, confirmou essa suspeita. Os economistas Guilherme Stein e Vanessa Sulzbach analisaram 100 mil salários e concluíram que as mulheres brasileiras ganham 20% menos que os homens – mas só 7% não podem ser explicados pela diferença de produtividade.

A pesquisa enfureceu feministas gaúchas, que escreveram artigos e textões no Facebook acusando os autores de machismo e pediram a demissão dos diretores da Fundação. Em resposta, dezenas de economistas assinaram um manifesto defendendo os pesquisadores. “Ficamos surpresos com uma reação tão forte a um estudo que já foi replicado tantas vezes”, me disse o economista Guilherme Stein.

A conclusão do estudo converge com os dados da economista Claudia Goldin, de Harvard, a grande especialista em diferença salarial. Para os Estados Unidos, Goldin encontrou uma porcentagem um pouco menor (5%) que não é explicada pela produtividade.

De acordo com os pesquisadores, principalmente dois fatores puxam o salário das mulheres para cima, mas outros três o empurram para baixo (veja a tabela abaixo). As mulheres têm em média mais anos de estudo e começam a trabalhar mais tarde. No entanto, interrompem a carreira com mais frequência, têm uma jornada um pouco menor que a dos homens e tendem a se concentrar em ocupações que remuneram menos.

Dos 20% de diferença salarial, 13% são explicados por essas razões. Ou seja: se homens e mulheres trabalhassem as mesmas horas e tivessem o mesmo perfil, ainda assim as mulheres ganhariam 7% menos. Como explicar essa diferença? Pode ser preconceito e discriminação por parte dos patrões, ou algum outro fator ainda não revelado. O que se pode dizer é que o machismo dos empregadores diminui o salário das mulheres em no máximo 7%.

O texto acima é da Veja. Ao final, acrescenta: A pesquisa não contraria bandeiras feministas, pelo contrário. “Os dados sugerem que a diferença salarial diminuiria se os homens dividissem os afazeres domésticos com as mulheres”, diz Stein.

No entanto, é bem sabido que a produtividade da mulher é inferior à do homem. E, como se não bastasse, a carreira do homem, que é mais longa, tende a arrecadar mais capital. Outras pesquisas poderiam indicar aqui dados em indústrias, na área de produção, serviços em gerais como rede elétrica, etc. (onde as mulheres não rendem a força e a desenvoltura pragmática naturais ao homem), e comparar com dados de empregos em escritórios, onde as mulheres são supervalorizadas, não pela eficácia, mas pela companhia (aqui podemos salientar não apenas a carência de machismo, mas até mesmo um feminismo ou preconceito no senso comum empresarial de que no escritório deve haver uma mulher). De qualquer modo, eis uma pesquisa que deve abrir outras variadas refutações em cima de refutações, com fim de eliminar os argumentos feministas da esfera pública e privada.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Pesquisa revela que homens e mulheres são realmente diferentes

As mulheres sabiam por gerações - e a prova finalmente chegou. Cientistas descobriram que o cérebro feminino é muito propenso a multitarefas.

O cérebro dos homens, em comparação, são melhores em tarefas que exigem concentração particular - como ler um mapa ou cozinhar.

Os cientistas monitoraram os cérebros de 949 homens e mulheres jovens na maior investigação do tipo. Usando difusão de alta tecnologia MRI, eles mapearam as conexões entre as diferentes partes do cérebro.

Os pesquisadores descobriram que as mulheres têm conexões muito melhores entre os lados esquerdo e direito do cérebro, enquanto os homens possuem uma atividade cerebral bem mais intensa nas partes individuais, especialmente no cerebelo, que controla as habilidades motoras.

Os homens também possuem melhores conexões entre a frente e as "costas" do cérebro, dando a eles mais habilidade para perceber informações e usá-las imediatamente em tarefas complexas.

Isso significa que eles são melhoras em coisas como aprender a nadar ou, como de costume, estacionar um carro. As mulheres, por sua vez, são melhores em, por exemplo, lembrar um rosto, que significa fazer conexões entre diferentes partes do cérebro.

Os resultados são vistos como favoráveis à teoria por trás da psicologia popular best-seller de que os homens são de Marte, enquanto as mulheres são de Vênus - que os sexos são diferentes como raças alienígenas.

A Dra. Ragini Verma, que levou adiante o estudo com colegas da Universidade da Pensilvânia, disse: "Claro, os indivíduos são sempre diferentes". "Mas dissemos, se você tomar mil pessoas e analisá-las estatisticamente, como pareceria o cérebro masculino; e o feminino?"

Ela explicou: "A pesquisa mostra que se dado uma tarefa que envolva tanto pensamento lógico como intuitivo às mulheres e aos homens, as mulheres o farão melhor - elas tem conexões melhores entre o lado esquerdo e o direito do cérebro".

"Se você tiver algo instantâneo para ser feito e precisar disto agora, o cérebro masculino fará melhor porque tem conexões mais intensas entre as partes de trás e da frente."

Falando sobre a atitude dos homens quanto a habilidades motoras, ela disse: "A intensa atividade no cerebelo significa que os homens seriam melhores em aprender a andar de bicicleta, aprender a nadar, ler mapas".

O estudo, envolvendo 428 homens e 521 mulheres com idades entre 8 e 22, descobriu que o cérebro feminino foi melhor em trazer partes variadas de informação juntas.
As mulheres também são mais hábeis a socializar em momentos atordoados, porque suas conexões facilitam lembrar nomes, rostos e fatos sobre determinadas pessoas
A Dra. Verma disse: "Se você tiver que lembrar de um rosto, encontrar alguém em uma festa, isto demandará conexões de muitas partes do cérebro. Onde eu vejo aquele rosto pela última vez, o que eu vi em tal pessoa, relembrarei desta pessoa em algum lugar? Isto demandará a conexão de várias sub-redes do cérebro - uma coisa em que as mulheres são melhores em fazer".

Ela disse que, apesar de que estas diferentes habilidades entre os gêneros sempre foram conhecidas, o estudo mostrou que estas diferenças são muito fortes.

"Essas são conexões que existem no seu cérebro, de qualquer maneira", ela disse.

"Claro, individualmente isso teria variabilidade. O próximo passo seria quantificar esta variabilidade".

Os descobrimentos, publicados no Proceedings of the National Academy os Sciences, também revelaram que a diferença entre gêneros se torna explícita só após a puberdade.

Os participantes foram divididos em três grupos, com idades entre 8 e 13, 13 e quatro meses e 16, e 17 e 22 anos. O grupo mais jovem mostrou terem menos diferença no cérebro que os outros dois.

A reportagem disse: "Os resultados mostraram diferenças fundamentais entre os gêneros na arquitetura do cérebro humano. O cérebro masculino facilita conectividade entre a percepção e a ação coordenada, enquanto o feminino facilita a comunicação entre processos analíticos e intuitivos".