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domingo, 12 de abril de 2015

Para além das Malvinas, o colonialismo moderno no mundo

 Por Frederico Larsen - A reivindicação argentina pela soberania sobre as Ilhas Malvinas não é o único pedido de descolonização pendente no mundo, 17 territórios são hoje monitorados para terminar com o colonialismo a nível global.

Durante o século XX deu-se a grande onda de descolonização a nível global que permitiu o surgimento de novos Estados-Nação em todo o mundo. Se bem a África e a Ásia foram os continentes mais afetados pelo fenômeno, em todas as latitudes se sentiu com firmeza a reivindicação pela autodeterminação dos povos a eleger suas formas de governo e exercer sua soberania.

Depois de acompanhar esse processo e acabar com o colonialismo europeu no mundo, as Nações Unidas instituíram a "Declaração sobre a concessão da independência aos países e povos coloniais", conhecida também como a Declaração sobre a Descolonização, em 1961. Um ano mais tarde se constituiu o Comitê Especial de Descolonização, conformado por 24 países que devem assegurar a aplicação dos princípios fundamentais da declaração. No último fevereiro, Equador foi reeleito na presidência do comitê.

Atualmente existem 17 "territórios não autônomos", como os define a ONU, onde vivem milhões de pessoas. Dez deles são controlados pelo Reino Unido: Anguila, Bermudas, Gibraltar, Ilhas Caimã, Ilhas Malvinas, Ilhas Turcas e Caicos, Ilhas Virgens Britânicas, Montserrat, Pitcain e a ilha de Santa Elena; três pelos Estados Unidos: Guam, Ilhas Virgens dos EUA e a Samoa Americana; e dois em mãos da França: Nova Calcedônia e a Polinésia Francesa. A estes é necessário acrescentar dois mais, que recebem uma atenção especial por parte da ONU, e são Porto Rico, considerado um "Estado livre associado", mas não incorporado aos EUA, e a República Árabe Saharaui Democrática, ocupada por Marrocos depois da cisão espanhola.

Contrariamente ao que se pode pensar, na maioria dos casos estes territórios não constituem nenhuma vantagem econômica direta para os colonizadores. Pelo contrário, o status econômico que conseguiram, especialmente entre os anos 70 e 90, comporta uma série de obrigações administrativas muitas vezes onerosas para as potências administradoras.

Embora os povos "não autônomos" possam eleger um poder legislativo e um primeiro ministro, o Poder Executivo é compartilhado com um governador eleito diretamente da potência colonial, que toma as decisões sobre a política externa, militar e de comércio internacional, e os pressupostos de investimentos em infraestrutura são geralmente cobertos pelo país colonizador.

Não obstante, em sua maioria -10 de 17 - estão incluídas dentro da lista internacional de paraísos fiscais da OCDE, dando conta de um nível altíssimo de vida alcançado sob esta organização ao amparo da especulação financeira a nível mundial. Boa parte destes países são conhecidos por informação "de cor" que as potências difundem em muitos casos para refletir um estado de paz.

Samoa, por exemplo, se tornou famosa recentemente por sua seleção de futebol, reconhecida pela FIFA e considerada a pior do mundo, mas também a primeira a incorporar uma jogadora transexual entre seus homens.

Assim a atualidade destes territórios não se reduz a seu status de paraísos fiscais ou turísticos. Sua submisão aos governos centrais e os movimentos independentistas que surgiram ao longo dos anos trouxeram não poucos conflitos.

Um dos mais ressonantes é o que enfrenta hoje Paris contra a Polinésia Francesa, que reivindica uma boa indenização por ter sido durante 30 anos a zona de provas nucleares da República Francesa.

Entre as 118 ilhas que compõem este enclave colonial no Pacífico, se encontram as tristemente famosas Mururoa e Fangataufa, onde entre 1968 e 1996 França exportou 193 artefatos nucleares deixando, segundo denunciaram as autoridades polinésias ano passado, 3200 toneladas de material radioativo em suas costas.

Paris deve também atender outra frente no âmbito da descolonização nos próximos meses. Trata-se da Nova Calcedônia, que fará cumprir uma das cláusulas do Acordo de Noumea firmado em 1998 entre os moradores das ilhas e França, que prevê a celebração de um referendo independentista "entre 2014 e 2018".

Embora a força política majoritária há 25 anos ali seja a direitista UMP - partido liderado por Nicolás Sarkozy - que se opõe a qualquer reivindicação independentista, o Front de Libération Nationale Kanak et Socialiste (FLNKS), com forte presença indígena, está cobrando cada vez mais força e hoje lidera a campanha em favor da independência.

Os domínios britânicos tampouco estão livres de conflitos. O Primeiro Ministro de Anguilla, Hubert Hughes, voltou no final de 2013 a insistir na celebração de um referendo, de comum acordo com Londres, para definir o status colonial da ilha. A última vez que se levou a cabo uma iniciativa similar foi em 1967 quando 1813 moradores da ilha contra 5 votaram em favor da independência. Dois anos mais tarde os paraquedistas britânicos chegaram para estabelecer a ordem.

A política plebiscitária para resolver este tipo de controvérsias também está sendo fortemente criticada. Existem casos, como o do referendo nas Ilhas Malvinas de 2013, onde o resultado da consulta é evidentemente influenciado pela política colonial da potência administradora.

Este sentou precedentes no âmbito internacional, como no caso de Guam, no Pacífico Ocidental sob o controle norteamericano. Ali em 1982 os 180.000 habitantes da ilha foram chamados a um plebiscito que não chegou ao quórum necessário. Dois anos mais tarde, a ONU culpou a uma das mais imponentes bases militares dos EUA, instalada em 1976, de ser "o maior obstáculo" para que a população possa eleger livremente seu destino.

Em outros casos, as promessas de autodeterminação nunca se cumprem, como na República Árabe Saharaui Democrática, que espera a celebração de seu referendo independentista desde 1991 depois do estabelecimento dos primeiros acordos de paz com Marrocos e Espanha.

O direito internacional tentou estabelecer regras para a descolonização dos territórios não autônomos em várias ocasiões sem obter resultados confiantes. Basta recordar que a resolução da ONU 2708 de 1970 e concordantes -35/119; 36/38; 37/35; 39/91-, estabelecem a proibição de instalar bases militares nestes territórios. Mas a militarização dos mesmos cresce ou decresce em função das necessidades geopolíticas das potências administradoras e não das resoluções internacionais.

A isto se acrescenta que a maioria das ações multilaterais que se levam adiante passam por um Conselho de Segurança da ONU anacrônico, dominado pelas três potências coloniais que se opõem a qualquer discussão sobre a situação atual.

O caso Malvinas resulta então de profunda relevância internacional. É o único - excetuando algum muito débil protesto espanhol pelo Penhão de Gibraltar - onde um Estado decidiu avançar diplomaticamente na resolução do conflito por vias pacíficas. Qualquer avanço que se alcance nesse sentido poderia sentar precedente para as demais populações sob o domínio colonial.

Via paginatransversal

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Uma bandeira Argentina flamulando nas Ilhas Malvinas

"As Malvinas são parte de nosso território e estão em poder de uma potência extrangeira, por isso temos um vínculo afetivo de permanência com o lugar e uma reivindicação histórica", assegurou à Infobae o Prefeito do Partido (Município) de La Consta, Juan Pablo de Jesús, quem recentemente expôs uma bandeira com as cores do país com 15 metros de largura no arquipélago.



O prefeito do município encontrou esta forma particular de expressar a reivindicação da soberania junto a um grupo de ex-combatentes desse distrito que viajaram ao arquipélago para homenagear o combatentes caídos.

Durante sua visita, o prefeito de La Costa percorreu os vários campos de batalha da ilha e hasteou o símbolo nacional sobre o Cemitério Darwin, onde jazem 239 soldados argentinos que perderam a vida durante o conflito bélico.

Entre os soldados ainda não identificados, jazem os corpos de dois dos três soldados costeiros, José Luis Rodriquez e Omar Ferreira, cujas mães vivem em La Costa. Em honra destes, De Jesús deixou uma placa de homenagem em Monte London, lugar onde ambos jovens perderam a vida e ocorreu uma das batalhas mais sangrentas da guerra protagonizada entre Grã-Bretanha e Argentina. O terceiro caído é Heitor Doufrechou, cujo corpo se encontra no cemitério local.

 Na assembléia da ONU, a presidente Cristina Kirchner voltou esta semana a acusar o Reino Unido de "militarização do Atlântico Sul e enviar submarinos nucleares" para a área, e reiterou "o pedido de que país respeite a resolução da ONU em 'sentar e conversar' "sobre a disputa pela soberania das Malvinas.

via Infobae

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Quando não importa a autodeterminação - a moral dúbia do Reino Unido dos Grandes Piratas

Por Emilio Cárdenas

Island of Shame ("Ilha da vergonha"), livro de David Vine, é relevante para todos os argentinos com sua conexão direta com a conduta da Grã-Bretanha, a potencia colonial uma vez ocupante da ilha denominada Diego Garcia. Se trata da primeira investigação acadêmica - completa e bem documentada - sobre o que efetivamente ocorreu, há quatro décadas, na ilha localizada no Oceano Índico, entre a África e Indonésia.

Diego Garcia, com sua forma de arco, é na verdade a maior de um conjunto de sessenta e quatro pequenas ilhas que compõem um grande atol de coral.

O interesse no trabalho de Vine aumenta em especial quando acabamos de testemunhar um referendo ilegal de autodeterminação nas Ilhas Malvinas, em função da qual seus habitantes ratificaram que não têm outra identidade senão britânica. Isso significa ter-se auto-excluído como parte que reclama uma individualidade própria, distinta da potência colonial ocupante, nas futuras negociações sobre a soberania das Ilhas Malvinas. O que naturalmente não quer dizer que os habitantes das Malvinas não devam ser levados em conta ao se discutir o futuro das ilhas. O que chegará em algum momento. mas não serão uma terceira "perna", presumivelmente autônoma, nas negociações sobre a soberania das ilhas. Porque se proclamaram o que sempre foram e todos nós sabíamos o que eram: britânicos. (nota do tradutor: colonos postos para o império garantir sua pretensa legitimidade territorial, vide "O Príncipe" de Maquiavel, capítulo V).

A obra de Vine desmascara claramente o cinismo e a incrível "moral dúbia" da Grã-Bretanha que, apesar de ser consciente de que a população de Diego Garcia teria certamente direito à autodeterminação, optou por expulsá-la sem a menor cerimônia da terra em que viviam, para poder construir ali uma gigantesca base militar estadunidense, de importância estratégica e geopolítica. Desde lá, lembremos, foram organizadas recentemente algumas das mais cruciais operações militares estadunidenses, como as que ocorreram no Iraque e Afeganistão.

Grã Bretanha - segundo prova Vine ao longo de sua investigação muito bem documentada, extensa e minuciosa - expulsou com a maior crueldade todos os habitantes de Diego Garcia. Ou seja, aos chamados "ilois", que no idioma crioulo local significa "ilhéu", "insulano" (habitante da ilha). O fez sem hesitar um único instante frente ao enorme custo humano que os "ilois" tiveram que pagar. Manejando, segundo demonstra Vine, o tema de modo sigiloso, ao fazer os britânicos o "trabalho sujo" por exigência dos EUA, para que os feitos não chegassem ao conhecimento do Comitê de Descolonização das Nações Unidas senão logo após que foram consumados.

Os ilois (também chamados de "chagosianos", expressão que vem da palavra "chaga") chegaram em Diego Garcia em 1783. Ali estiveram por um período de tempo de dois séculos, até que os britânicos (sem consultar-los em nada) decidiram sua expulsão massiva. Para o que inventaram o chamado "Território britânico do Oceano Indico" em 1965, estabelecido por "decreto imperial", de modo a não advertir o que acontecia nem mesmo a seu próprio Parlamento.

Quando os ilois começaram a ser deportados, aproximadamente dois mil deles moravam no atol. Trabalhavam em plantações de cocos e levavam uma existência pacífica, tranquila, quase idílica, certamente sem sonhar qual seria, de repente, seu final trágico.

O processo que conduziu à sua deportação massiva por parte da Grã-Bretanha foi realmente duro. Tremendo, aliás. Até seus cachorros foram - relata Vine - assassinados com gás na frente deles. Para que não deixassem rastro algum de sua presença em Diego Garcia e poder assim entregá-la aos EUA "desabitadas", como haviam se comprometido com o presidente John F. Kennedy.


Base militar da OTAN imposta em Diego Garcia


A obra de Vine descreve - precisa e detalhadamente - as várias atrocidades cometidas pelos britânicos para "limpar" de gente Diego Garcia. Primeiro, não deixaram regressar à ilha aqueles que tinham saído - absolutamente desprevenidos - dela para curar no exterior seus problemas de saúde, na vizinha Maurícia ou nas Seychelles, ou para fazer turismo ou visitar amigos e familiares. Jamais puderam regressar.

Logo foram, passo a passo, desabastecendo a ilha de alimentos, medicamentos, e de serviços mais básicos e elementares, de maneira a tornar impossível seguir habitando-as. Por fim, fecharam os hospitais, escolas e clínicas.

Os últimos ilois que, apesar de tudo, permaneceram em Diego Garcia, foram finalmente forçados a embarcar em um navio (o último) com excesso de passageiros, a empurrões e com falsas promessas de compensação. para não retornarem mais à sua terra.

O livro relata uma história de horror, que denuncia a hipocrisia daqueles que, de repente, se declaram diante do mundo como pretensos campeões do princípio de "autodeterminação" quando o invocam a favor dos próprios britânicos, mas o ignoram - e até pisam em cima - quando esse recurso corresponde a terceiros.

Desde a sua expulsão pelos britânicos, os ilois caíram em miséria. São apenas alguns milhares de refugiados, abandonados por todos. Sem qualquer peso geopolítico.

De nada serviu os brevíssimos debates que puderam provocar no Congresso dos Estados Unidos em 1975. Nem as denuncias das ONGs. Nem as ações judiciais até agora arquivadas.

Todas as portas se fecharam para eles. Uma atrás da outra. No entanto, para os ilois, a luta não acabou. Por isso falam de "la lit chagossien" ("a luta chagossiana"), que alimenta suas esperanças de algum dia à sua própria terra.

Ninguém renuncia à sua própria identidade. A deixar de ser o que é. Mesmo que uma potência afirme, falsamente, que os ilois nunca existiram.

Via La Nacion

Tradução por Conan Hades

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Argentina denuncia que Grã-Bretanha lançará mísseis nas Malvinas

O Ministério de Relações Exteriores Argentino advertiu hoje sobre a "nova demonstração de desprezo do Reino Unido pelas resoluções das Nações Unidas", confirmando que o governo argentino foi informado que, a partir de hoje até 26 de abril, serão realizados novos exercícios militares no território argentino ocupado, incluindo o lançamento de mísseis a partir das Malvinas.



Através de um comunicado, o Ministério advertiu que essa situação "não só constitui uma nova demonstração de desprezo do Reino Unido pelas resoluções das Nações Unidas, que chama ambas partes a retomar as negociações de soberania e absterem-se de introduzir modificações unilaterais na situação enquanto dure a controvérsia, como também uma nova provocação contra a Argentina".

Nesse âmbito, afirmou que "nosso país manifestou sua vocação para encontrar uma solução pacífica e definitiva à disputa mediante negociações bilaterais com o Reino Unido, tendo em conta os interesses dos habitantes das ilhas, em conformidade com o mandato da ONU".

O documento argumenta ainda que ainda que a República Argentina "condene mais uma vez a persistência do Reino Unido na realização de exercícios militares em uma região caracterizada por sua vocação pacifista e que permanece livre de armas nucleares".

Continua que ainda que a Argentina "considere inadmissível essa nova ação unilateral britânica que não faz nada senão confirmar sua força militar justifica sua presença ilegítima no Atlântico Sul, refletindo seu desprezo aos pronunciamentos da comunidade internacional e, em particular, as preocupações manifestadas por toda região, através de vários pronunciamentos do Mercosul e Unasul, assim como a Cúpula Ibero-americana e a Cúpula dos Países Sul-americanos e Países Árabes (ASPA)".

Recorda ainda que, recentemente, a Reunião Ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, realizada em Montevidéu no último janeiro, se "expressou a grande preocupação diante do reforço da presença militar britânica no Atlântico Sul e o desenvolvimento das atividades ilegítimas de exploração de hidrocarbonetos pelo Reino Unido".

Por outro lado, desde o palácio San Martín se refletiu que "o governo argentino transmitiu ao governo Reino Unido seu mais formal e enérgico protesto diante dos mencionados exercícios e manobras militares, exigindo que se abstenha de realizá-los".

Ao mesmo tempo, relembra que "enviou notas para informar o secretário geral das Nações Unidas, o presidente do Comitê Especial de Descolonização do citado organismo internacional, o secretário geral da Organização Marítima Internacional e as presidências Pro Tempore do Mercosul, da CELAC e a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, assim como o secretário geral do Unasul a realização de exercícios militares nas Ilhas Malvinas".

Via Cadena 3

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Argentina é acusada de desenvolver mísseis com Irã e Venezuela

 O governo argentino se mostrou preocupado de que esteja sendo introduzido arsenal nuclear na área das Ilhas, o que violaria um tratado internacional. Por sua parte, o diário britânico assegurou que a Argentina desenvolve "tecnologia de mísseis" que poderia "ameaçar" o arquipélago ao mesmo tempo que se aproxima do Irã.

CIDADE DE BUENOS AIRES (Urgente24). As notícias relacionadas com o conflito bilateral entre a Argentina e o Reino Unido pela soberania das Ilhas Malvinas vão ocupando a agenda de notícias. Tal como informou Urgente24, o governo dos EUA ratificou nesta Segunda ante o chanceler britânico sua posição "neutra" frente à disputa. Ao mesmo tempo a Argentina introduziu o debate sobre a possível presença de armamento nuclear na região quando denunciou que o governo britânico estaria transportando em submarinos. Os tratados estabelecem que as Ilhas e sua área de influência deveriam estar livres de presença nuclear.

A denúncia correu por conta do secretário das Relações Exteriores da República Argentina ante a Conferência de Desarmamento da ONU, Eduardo Zuain. "Nos encontramos em uma etapa precária de implementação do tratado de Tlatelolco, que proibe completamente o armamento nuclear na América Latina e no Caribe. Esta precária implementação é desafiada pelo Reino Unido", disse.

"A República Argentina está especialmente preocupada pela possibilidade, confirmada pela primeira vez pelo Governo britânico em 2003, de que este estado estivera introduzindo armamento nuclear no Atlântico Sul." salientou Zuain, que acrescentou que o governo argentino lamenta profundamente que o Reino Unido tenha ignorado as denúncias formuladas sobre esta situação.

Segundo a agência EFE, Argentina responsabilizou o Reino Unido de uma injustificada e desproporcional presença militar no Atlântico Sul, "que inclui transporte de submarinos com capacidade de portar armamentos nucleares na região desnuclearizada".

Mas o tema armas em relação às Malvinas também foi escolhido na Inglaterra. Neste caso a denúncia correu por conta do trabloide The Sundey Times que assegurou que a Argentina está construindo um míssil que "poderia ameaçar" as "Falklands".

De acordo com o artigo firmado por Mark Hookham e David Leppard, o governo argentino está "desenvolvendo tecnologia de mísseis que poderia ameaçar as Falklands ao mesmo tempo que suas relações com Irã - que tem significantes capacidades em mísseis - parecem ser fortes".

O artigo, ainda que não menciona, faz referência ao memorando de entendimento firmado entre ambos países para a investigação da explosão da AMIA e que significaria um ponto de aproximação nas relações.

O tabloide publicou neste Domingo (24/02) que "foi conhecido que cientistas militares na Argentina estão construindo um foguete capaz de ser disparado a uma altitude de em torno 250 milhas" e agrega que "os especialistas creem que tal tecnologia poderia desenvolver um míssil com classificação de altura de 372 milhas".

Isso "colocaria facilmente na classificação das Ilhas, que estão ao redor de 300 milhas da Argentina e poderia transformar o balanço de poder no Atlântico Sul".

A informação do The Sunday Times - qualificada como "duvidosa" pelo portal Mercopress.com, que a reproduz - aparece uma semana depois de que o diário La Nación salientara a relação entre o país islâmico e a Argentina em um projeto de desenvolvimento de um míssil, com Venezuela como ponto em comum.

De acordo com o diário, em 2009 o governo de Cristina Fernández tentou desencalhar o projeto 'Condor II', fechado pela administração de Carlos Menem, e para isso a estatal Fabricaciones Militares interessou em 2012 à Companhia Anónima Venezolana de Industrias Militares (CAVIM), sancionada uma semana antes da publicação do artigo pelo Departamento de Estado norteamericano a raiz da suspeita de operações vinculadas com tecnologia de mísseis com Teerã.

Por sua vez, o Ministério de Planejamento que conduz Julio de Vido, desmentiu tal informação e decolou o acordo com Irã por AMIA do suposto projeto de mísseis.

"É completamente ridículo e perverso pensar que em realidade nosso país firmou um acordo com Irã para avançar no esclarecimento do brutal atentado à AMIA porque haveria oculto um projeto de mísseis através da Venezuela", sustentou o ministro em um comunicado que antes afirmou que "não existe nenhum acordo para fabricar mísseis com Venezuela e muito menos com Irã".

Não obstante, The Sunday Times salienta em seu artigo que o exministro de Segurança britânico Lord West criou que a única "razão lógica" para o desenvolvimento do suposto míssil "era ameaçar as Ilhas". O exfuncionário foi instado pelos serviços de inteligência a manter "um olho muito em cima" do presente programa, disse o diário britânico.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Histórico reconhecimento da África à soberania argentina nas Malvinas

A postura dos países africanos se reflete na "Declaração de Malabo", que foi aprovada hoje na II Cúpula America do Sul - África.



A declaração "inclui também a reivindicação argentina contra os fundos oportunistas, e contém medidas para promover programas e projetos de cooperação Sul-Sul entre ambas regiões", conforme o informado.

Do Ministério de Relações Exteriores foi interpretado que "o documento constitui uma vitória diplomática para o nosso país, pois é a primeira vez que toda a África se soma ao nosso continente em declarar os legítimos direitos da República Argentina na disputa da soberania das Ilhas Malvinas".

O documento, além disso, "exorta o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte a retomar as negociações com a República Argentina pra encontrar o quanto antes uma solução justa, pacífica e definitiva para a disputa, em conformidade com as resoluções relevantes das Nações Unidas e outras organizações regionais e internacionais".

O chanceler Timerman agradeceu esta manhã de Guiné Equatorial a solidariedade dos Chefes de Estado e de Governo e Ministros de Relações Exteriores que participaram do plenário da III Cúpula do Foro América do Sul - África (ASA), e observou que "a África é hoje prioridade na nossa política externa".

"Ilustrativo disso é a decisão do governo argentino em reabrir e abrir várias sedes diplomáticas. Estamos nos instalando na Etiópia, em breve em Moçambique e seguiremos com a reabertura de outras representações no continente", assegurou.

Via ANN

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Atlântico Sul: Referendo nas Malvinas é uma perigosa farsa jurídica

Os argentinos enfrentarão nas próximas semanas momentos cruciais nos quais estará em jogo a soberania sobre o arquipélago no Atlântico Sul, que por razões históricas e geográficas pertencem à argentina mas foram usurpadas pela Grã-Bretanha.



O referendo convocado pelo governo britânico permitirá aos habitantes das Ilhas Malvinas decidir se querem ser cidadãos britânicos. Se desconhece qual será a formulação exata da pergunta, como também não é descabido supor que Londres tenha conceba a possibilidade de criar alí uma república associada com o nome de Falklands. Se isso ocorrer, as Nações Unidas reconhecerão esse novo país e os direitos da Argentina serão negligenciados por séculos, isso pra não dizer para sempre.

Nestes dias, as negociações estão centradas nos desejos dos habitantes da ilha. Nosso país, defensor tradicional de auto-determinação, não reconhece a atribuição aos chamados "kelpers" por sólidas razões jurídicas: os habitantes das ilhas não são uma população indígena, mas transplantadas da Grã-Bretanha.

Em 1982, depois da guerra, o governo britânico documentou formalmente o status de cidadãos britânicos de habitantes da ilha. Tem razão o governo Argentino quando não aceita a participação de representante dos kelpers nas negociações.

Os ingleses sabem que seu poder sobre a ilha é factual, baseado em seu poderio militar e econômico.

Em 1833, a Inglaterra era a "rainha dos mares", com sua capacidade bélica inigualável até então. O que hoje é a República Argentina tinha então duas décadas de governo próprio e estava muito longe de ser uma nação juridicamente organizada. De todo modo, as ilhas eram nossas e a coro britânica bem o sabia, como também sabe agora.

Postos a buscar argumentos históricos, os ingleses negam que o descobridor das ilhas seja algum dos quatro navegantes espanhóis que chegaram nos primeiros cinquenta anos após a descoberta da América. Asseguram que o descobridos foi John Davis, um marinheiro cujo navio foi desviado para lá por uma tempestade, em 1592. De tal evento não há documentos nem restou vestígio algum. Nem ao menos se sabe se se travada das Malvinas.

Também citam ao corsário inglês Richard Hawkins, quem em 1594 se dirigia ao Oceano Pacífico para saquear populações disse ter visto uma terra que não constava em nenhum mapa. Recém em 1764, com o estabelecimento dos franceses em Port Louis, começa a colonização das ilhas às quais chamavam Malouines.

Não só seus próprios documentos e a história desacreditam as pretensões inglesas. Essas ilhas, despovoadas e que foram utilizadas ocasionalmente por barcos para se prover de carne de foca e pingüim, se encontram na plataforma continental sul-americana, uma região que Londres nunca pôs os pés antes da invasão de 1833.

Em 1494 as ilhas estavam do lado espanhol do Tratado de Tordesilhas. As províncias Unidas do Sul emancipadas em 1810 correspondiam aos mesmos limites do extinto Vice-reinado do Rio do Prata. Desse modo, a Argentina herdou o arquipélago.

Ninguém discute sobre quem era o dono das ilhas antes de 1833. Até o célebre Duque de Wellington, o vencedor de Napoleão, expressou: "revisei todos os papeis relativos às Falklands. De maneira alguma encontrei que alguma vez fomos titulares da soberania de tais ilhas".

Em 1910, o Ministério das Relações Exteriores admitiu que "... a atitude governo do argentino não é totalmente injustificada e nossa ação tem sido um pouco despótica ". Também documentou: "Nós (Londres), não podemos facilmente fazer uma bia reclamação e astutamente temos feito tudo o que podemos para evitar discutir o tema na Argentina."

A resolução 2065 da ONU, de 1965, ao pedir que se descolonizem as ilhas respeitando os direitos dos habitantes, refletiu com clareza que todo o mundo reconhecia a soberania argentina, menos Grã-Bretanha.

Argentina deverá esgotar os seus recursos para esse referendo de março, sem valor legal, se converta em uma manobra que sepulte ,definitivamente, o exercício de nossos direitos soberanos.

Editorial - El Tribuno Fevereiro 2013


Tradução por Conan Hades

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

"A Argentina tem um direito histórico superior" nas Malvinas


Há dois domingos, abordamos a legitimidade da titularidade britânica das Malvinas através do livro “One Man’s Falklands” do escocês Tam Dalyell e os estudos do historiador inglês Peter Beck, ambos baseados na volumosa e transcendental obra do investigador estadounidense Jules Goeble, “The Struggle for the Falkland Islands”. Nesta oportunidade, traremos a opinão do decano da Universidade de Villanova (EUA), Lowell Gustafson, entrevistado por este autor, tendo como base o seu livro “A disputa da soberanía sobre as Falkland (Malvinas) Islands”. Entre citações de Perón e Scalabrini Ortiz,  Gustafson dedica vários capítulos ao estudo detalhado da titularidade inicial da Argentina e Grã-Bretanha sobre o arquipélago. As bicentenárias aspirações piratas no território das Provincias Unidas são explicadas com referências a autores como Rodolfo e Julio Irazusta, experts na “questão da exploração econômica britânica da Argentina”. Na página 57 de seu livro citado, nos lembra: “Juan Perón listaria as Ilhas Malvinas como ‘as primeiras entre as muiats formas de agressão que a América Latina sofreu. O ataque de 1833 às Malvinas por forças britânicas e sua violenta ocupação foram apoiadas pelos EUA pró-britânico, a mais poderosa nação americana’.”

– Quais são os direitos históricos e os títulos legais da Argentina sobre as Ilhas Malvinas?

- A resposta a esta pergunta é complexa. No meu livro as resumo entre as páginas 34 e 36. O título que a Argentina herdou, seja através da herança espanhola ou por própria criação, não pôde perder-se de maneira repentina pela agressão britânica. Tampouco pôde ter-se perdido gradualmente pelo assentamento britânico, em razão de que a Argentina nunca aceitou a usurpação britânica. Em 16 e 22 de janeiro de 1833, a Argentina protestou pelo uso de força britânico. Logo veio o protesto do ministro plenipotenciario argentino, don Manuel Moreno, em Londres, em 24 de abril de 1833, e mais um segundo em 29 de dezembro de 1834. [Os protestos] continuaram, protagonizados por outros funcionários, os protestos de 1841, 1849, 1888, 1908, 1927, 1933 e 1946. Daí em diante e mais praticamente de forma anual, a Argentina continuou suas queixas a nível de Nações Unidas.

– Os britânicos alegam que o período 1849 – 1884 sem protestos formais por parte da Argentina tiram força (total ou parcial) de suas reivindicações.

– A Argentina esteve 35 anos sem objeções, de fato, mas sua última queixa, a de 1849, assinalou especificamente que a ausência de futuros protestos não significa que o país abandone suas reivindicações. A maioria dos principais autores em Direito Internacional, incluindo Hugo Grotius e L. Oppenheim, argumentam que um período de interrupção de 50 a 100 anos é codnição fundamental para a prescrição de um titulo de legaliadde. Neste sentido, o silêncio argentino de 35 anos nãoo é importante, sobretudo desde que a Argentina não subscreveu nenhum tratadoque implique um reconhecimento da reivindicação britânica. De fato, a ausência britânica entre 1774 e 1833 totalizou uns 50 anos e isto não implicou, segundo sua conformidade, na perda da titularidade durante aquele período.

– Pode nos relatar brevemente como começou e por quem a colonização das Malvinas?

– A ocupação britânica data de meados do século XVIII; a espanhola começou nos fins desse século. Houve uma tentativa francesa de restaurar seu impérioo. Antoine Louis de Bougainville funda  Porto St. Louis em Les Malouines (As Malvinas) em 31 de janeiro de 1764. França paga a Bougainville pelo assentamento e Porto St. Louis é cedido à Espanha em 1767. Por sua parte, John Byron funda Porto Egmont em 4 de janeiro de 1765, depois da fundação do assentamento francês. A Espanha desaloja os britânicos a força em 1769. Alguns britânicos, como Lord Chatam, propiciam o uso da força para restaurar o controle britânico em Porto Egmont, caso fosse necessário. O desalojamento britânico finalmente sucede em 1774; deixaram uma placa afirmando a reivindicação da Grã-Bretanha sobre as ilhas.

–O que aconteceu a partir de 1810?

– Em 1810 se estabelece no Cabildo a Primeira Junta, que diz reconhecer Fernando VII. A Grã-Bretanha segue interessada em penetrar no Império Espanhol, ainda que mudada a estratégia: do antiquado enfoque militar de Lord Beresford a respeito do colonialismo, à incitação à independência política da América Latina (neoconialismo econômico). Enquanto isso, a Espanha, preocupada com os movimentos independentistas no continete, abandonou as Ilhas Malvinas em 1811. Surge então o princípio de uti possidetis (aceitação das fronteiras coloniais) frente à fragmentação política causa pela independência: que territórios do antigo Vice-reinado formaram parte das nações recém-independentes? Caçadores e pescadores de diversas nacionalidades utilizam formalmente as Malvinas. A Argentina tenta estabelecer o controle de jure e de facto sobre elas. Na década de 20 acontecem importantes fatos. Em 1825, se assina o tratado de amizade, comércio e navegação entre a Argentina e a Grã-Bretanha. Em 10 de junho de 1829, os britânicos protestam pela concessão e renovam suas reivindicações sobre as Ilhas Malvinas. Vernet se apodera de dois navios dos EUA que foram achadas violando sua concessão exclusiva. Os Estados Unidos envia o U.S.S. Lexington, cujo capitão declarou as ilhas res nullius (propriedade de ninguém). É então que a Argentina nomeia um novo governador. A Grã-Bretanha responde enviando dois navios de guerra, o Clio e o Tyne, que tomam Porto Louis em 2 de janeiro de 1833. A ocupação britânica prossegue desde então e até o presente.

–Você afirmas na página 12 de seu livro: “A Argentina tem um direito histórico superior... sobre a Grã-Bretanha”. Por quê?

– A Argentina tem um direito histórico superior devido a que herdou a soberania da Espanha sobre as ilhas, sob o princípio de uti possidetis, pelo qual as nações recém-independentes da América Latina reivindicavam a substituição das fronteiras administrativas espanholas pelas nacionais, ou seja, estabelecer seu próprio título sobre as ilhas que haviam sido declaradas res nullius, ou propriedade de ninguém. Espanha tinha um título legal sobre as ilhas porque comprou a primeira colônia, que havia sido fundada pelos franceses, e a manteve até 1811. A Grã-Bretanha fundou uma colônia nas ilhas depois dos franceses, mas a abandonou em 1774. Os britânicos deixaram uma placa afirmando sua intenção de manter o título legal, mas não fizeram objeções durante quase 60 anos, enquanto a Espanha e a Argentina reivindicavam publicamente a soberania sobre o conjunto de ilhas. Quando a Argentina declarou formalmente sua independência em 1816, a colônia espanhola havia sido evacuado durante alguns anos. Dado que nenhuma outra nação havia reclamado habitar as ilhas em sua totalidade, a Argentina tomou posse das mesmas, seja em virtude do Vice-reinado ou em virtude de tratar-se de ilhas que não haviam sido reivindicadas por ninguém. Enquanto os Estados Unidos declararam as ilhas res nullius em 1831, a Argentina impugnou esta afirmação e atuou como se houvesse mantido a soberania sobre elas. Deste modo, quando a grã-Bretanha invadiu a pequena colônica argentina em 1833, o fez sem tener nenhuma reivindicação suficientemente fundamentada sobre as ilhas.

– Na página 56 o senhor afirma que “o princípio de auto-determinação não respaldaria os títulos da Grã-Bretanha sobre as ilhas se os os moradores não tivessem se atribuido este direito, dado que eles foram importados por uma potência colonial”. Deste modo, o princípio da auto-determinação é aplicável às Malvinas?

– A ONU tem pensado detalhadamente sobre a auto-determinação de povos nativos, mas não dos povos coloniais. Os colonos europeus haviam vivida na África durante séculos, mas raramento se pensou que pudessem reclamar território sob o princípio da auto-determinação.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

"Os fantasmas arrogantes de Perón sobrevivem"


 "Não deixem que Argentina se convirta em potência. Arrastará com ela toda a América Latina" (Winston Churchill, Yalta, 1945).

"A queda do tirano Perón na Argentina é a melhor reparação ao orgulho do Império e tem para mim tanta importância como a vitória da segunda guerra mundial, e as forças do Império Inglês não lhe darão trégua, quartel nem descanso na vida, nem tampouco depois de morto" (Winston Churchill, Discurso na Câmara dos Comuns, 1955)

"Que te passas, pirara/ Não te esqueças do escárnio/ quando Mansilla e Rosas te deram/ lá em Obligado/ Que te passas, pirata?/ Acorda-te da água fervente/ quando aqui, em Buenos Aires, te sacamos correndo".

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Os fantasmas arrogantes nacionalistas de Perón

Por Enrique Oliva

O fantasma do retorno do peronismo aterrorizava boa parte da Europa colonialista e particularmente Inglaterra. O apoio do povo à recuperação das ilhas o entendia como uma ação da ditadura para perpetuar-se, mas sua derrota levaria à Argentina a mãos peronistas. Dali o apuro de François Mitterand, presidente da França, o principal país colonialista do velho mundo, para ser o primeiro em oferecer solidariedade e colaboração à senhora Tatcher, segundo reconhecera esta. As manifestações populares em Buenos Aires e no resto do território, eram uma preocupação permanente, culpando delas "comunistas e peronistas". Nada se escutou na Grã Bretanha que frente à Casa Rosada, um dos lemas mais repetidos era "as Malvinas são Argentina e a praça é de Perón". Vejamos como se traduzia esta situação na imprensa britânica. Os jornais do domingo 04 de Abril de 1982, já confirmada a ação argentina, repetem numerosas fotos do General Galtieri, mapas das ilhas e tomas de manifestações na Plaza de Mayo. "Por que o povo de Evita volta a alegrar-se?", se pergunta o Sunday Telegraph, e como outros meios, falam de "Galtieri no balcão de Evita". Na Segunda de 5 de Abril, uma das fotos difundidas apresentavam o general Perón e Evita com um epígrafe dizendo: "os fantasmas arrogantes nacionalistas de Perón sobrevivem" (Express). Andrés Graham-Yool, que em nada defende a Junta, no Guardian do 6 de Abril, aporta novos pontos de vista para interpretar os sentimentos argentinos. Insinua que "o golpe de efeito de Galtieri pode convertê-lo em um novo Perón". Também temos visto o caso do perseguido diretor de Buenos Aires Herald, Robert Cox, escrevendo em diversos meios, a favor de uma mais correta valorização das demandas argentinas sobre Malvinas. A Tribuna Herald de 7 de Abril publica uma foto em primeira página do presidente de fato, e seu principal título disse: "Galtieri triunfante e com certos ecos de Perón". Como lema da campanha psicológica, os meios insistem na frequente comparação de Galtieri a Perón. Uma repetida caricatura mostra uma rua de Puerto Argentino cujo noome foi tachado e substituido por outro pintado que disse: "Boulevar Evita". Uma nota vinda de Buenos Aires, escrita por Amit Roy para o Daily Mail, o 8 de Maio traz um título chamativo: "Os peronistas voltam a chorar a sua deusa Evita". Ali disse: "Os peronistas se encontraram com a oportunidade perfeita no aniversário da lendária María Eva Perón, cuja magia se mantém incólume entre os pobres a quem ela amou e explorou" (!). "A terra da mentira virtuosa". É um insólito artigo firmado por V. S. Naipaul, em Daily Mail do 19 de Maio entrando por nossa história recente e utilizando os termos mais grosseiros e insultantes imagináveis. A nota mostra três fotos com um epígrafo único: "Maus governantes de um povo bom? De esquerda a direita os ditadores Rosas, Eva e Juan Perón e o general Galtieri". Disse que os argentinos afirmam: "Somos boa gente, mas temos maus governantes... Em 1972, quase todos os argentinos eram peronistas".

"O peronismo seria pior que a Junta"

Inquieta Washington a mudança da realidade na Argentina, consciente de que "logo do sangue derramado e da calamitosa situação econômica interna e sua enorme dívida externa, será muito difícil evitar desestabilizações se eo governo não ceder a dar lugar a democratização do país". Esta opinião corresponde ao chanceler paralelo Denis Healey e vai acoompanhada pelo termos já manifestado repetidas vezes nos Comuns por membros dos principais partidos políticos: "o peronismo seria pior que a Junta". Então se chega a uma situação muito curiosa. A maioria governante, conservadora, está coincidindo nestes momentos com o general Haig, sem consultar o povo argentino, sugerindo um plano tipo Brasil, onde elegiriam presidentes entre os partidos "democráticos", presididos por um militar. Estas ideias se sustentam a gritos em todos os meios e dizem que se consideram também Buenos Aires, segundo se escreve em 13 de Junho no The Sunday Mail, um tal Toki Theodorocopulos, especialista em chismes sociais, que cita opiniões de seus amigos ali, "entre jogadores de polo". Seu pensamento, que disse compartilhar, o resume assim: "Multipartidária com militares como cães de guarda". Não descarta a inclusão de alguns peronistas, mas "sem Perón nem Evita" (?). A maior inquietude se centra agora na necessidade de que "os militares voltem aos quartéis em desgraça" porque abririam o caminho ao poder ao peronismo, coisa que supõe fará muito mal ao país, "porque com nacionalizações e expropriações de propriedades privadas isolarão a Argentina". Ainda que pareça estranho, Londres e Washington, que dizem lutar pela democracia, liberdade e autodeterminação dos moradores da ilha, estão preparando um governo para Argentina, acomodado a seus interesses. Para eles tudo seria questão de "estilo", disse Theodorocopulos, pois "os argentinos preferem estilo a substância". A tudo isto se agregam as persistentes ideias dos falcões apoiadores de Margaret Tatcher sobre "a necessidade de humilhar Argentina", segundo disse em 13 de Junho um de seus principais oradores, Woodrow Wyatt, em Daily Mirror. Este coincide com Parkinson e também com Winston Churchill. O neto do ex-primeiro ministro foi chamado à discreção por sua mãe Pamela, ex-esposa de Randolhp Churchill e logo casada com o ancião miltimilhonário e político Averell Harriman. Esta senhora vivia a 50 quilômetros de Washington em uma residência onde concorriam poderosos norte-americanos e estrangeiros. em cujos salões se decidiam questões públicas de importância nacional e internacional. Uma destas foi pedir a seu filho, por sugestão da Casa Branca, que fechasse a boca. A ideia repetida por Wyatt, era falar, não de humilhar determinado setor, mas a Argentina toda. Tende a lograr que "até as crianças não voltem a pensar mais nas Falklands, impondo-lhes o pagamento dos danos dessa louca aventura". Não obstante o chamado de atenção materno, Winston Churchill não se cala e declarou aos peronistas, logo da decisão dos conservadores de pedir à Comunidade Europeia o mantimento das sanções econômicas contra Argentina, e disse: "A Comunidade Europeia já deve ter compreendido que a Junta era um trio de pequenos ratos que enfrentou um leão de verdade e a coletividade internacional. Demonstraram que não entendem outra língua que o da força. A causa da liberdade e da justiça deve consolidar-se agora com consições que garantem o acato e uma ordem internacional sem agressões. A prolongação de sanções por parte da comunidade contribuirá para esse fim, para concluir o iniciado em forma segura e definitiva. Este caso prpecisa ser instrutivo, fazendo compartilhar ao povo uma cota de responsabilidade ao respaldar uma ditadura fascista".

Londres e Washington se preocupam com Galtieri

Em 15 de Junho, já confirmada a capitulação do general Ménendez, os temores expressados em Londres tendiam à conveniência de preservar o governo de Galtieri pois "as hordas peronistas nas ruas" podiam desestabilizá-lo. Esta inquietude era compartilhada pelos conservadores da senhora Tatcher, como de boa parte da oposição trabalhadora. Um conservador chegou a recomendar à Junta que "devia impor a lei marcial para evitar o transbordar das massas fascistas". Quer dizer, que os efendosres da liberdade e da democracia agora desejam apoiar "a ditadura apodrecida". Este é um dos qualificativos mais suaves que vieram adjucando-lhe, até chamar o presidente como "pior que Hitler". Naturalmente, se estão mobilizando "cavaleiros razoáveis" amigos da Grã Bretanha para que influam nas Forças Armadas e ofereçam sua colaboração para integrar um "governo confiável". O "Financial Times", porta-voz da City, disse que até hoje (2006) o muito influente trabalhador escocês Tam Dalyell "prognosticou que quando os argentinos tiverem sido repatriados, haveria uma declaração por parte da metade do mundo que reconhecem os reclames argentinos pela soberania. Inspirador por esta declaração os argentinos seguirão combatendo. As vezes não serão mais que escaramuças, mas eventualmente a luta de incrementará. Assim como os norte-americanos se e aproveitaram em Vietnã e a opinião pública norte-americana se opôs ao ponto de que tiveram que trazer de volta seus homens, assim nos veremos forçados a enfrentar o imenso custo em sangue e dinheiro da aventura Malvinas". "O povo nas ruas", disseram em 16 de Junho os correspondentes ingleses de Buenos Aires como um chamado de atenção. A ITV, televisão privada, recomendou como fizera dias atrás, que "o governo deve impor a lei marcial para evitar o transbordar das massas fascistas". Isto demonstra as duas grandes preocupações dos britânicos e de seus aliados ocidentais. Primeiro, que Argentina não se descontrole politicamente como se corresse perigo de cair na "democracia", e segundo que abandonem a guerra e a deem por definitivamente perdida em Puerto Argentino.

Ontem e hoje a mídia inglesa e de seus aliados europeus, Le Monde de Paris entre eles, se inquietaram pelo futuro governo da Argentina. Não preferindo um imediato chamado a eleições democráticas, sugerem entregar o mando "a figuras prestigiosas radicais como o ex-presidente Arturo Illia ou Raúl Alfonsin". Assim destacou como uma boa solução, especialmente em Londres e Washington, o secretário geral da OEA, Alexandro Orfila, que segundo The Guardian, está "disposto a agir como presidente interino da Argentina".

"Perigo de democracia na Argentina"

Sem embargo, a maioria da mídia não oculta sua preocupação pelos massivos distúrbios em Buenos Aires, que se extendem a todo o país, e fazem cambalear o regime militar da Junta. The Daily Telegraph, citando um editorial da New York Times entitulado "Um erro fatal nos cálculos da Junta", disse: "Galtieri pensou que poderia salvara sua cambaleante Junta das turbas peronistas". Ali, no "perigo de democracia na Argentina", se centra a maior preocupação da Grã Bretanha, Estados Unidos e seus aliados. Eles estão acostumados a dominar muitos países impondo e manejando ditadores mutáveis, de cujos delitos contra os direitos humanos não se sabe pela grande imprensa. The Times se opõe em 18 de Junho a "um governo descontrolado pela demagogia". Hoje persiste em sugerir "um presidente de transição". Assim como antes falou de Alejandro Orfila ("disposto a assumir a presidência interina", segundo suas próprias declarações em Washington), se volta a falar de outros civis, incluindo o chanceler Costa Méndez. Agora mais bem se despejam suas preferências por Martínez Raimonda, "muito respeitado nos círculos políticos por sua moderação e homem para o caminho da democracia". Se trata do embaixador na Itália da Junta, "fundador e líder do pequeno Partido Democrático Progressista" (sic). O outro candidato civil é Nicanor Costa Méndez, "um ex diplomata, que não tem base de poder efetivo e a pouca autoridade que tinha se perdeu por seu desempenho nas negociações da disputa das Malvinas". Destas considerações, pode supor-se que em Martínez Raimona pensa o governo britânico, quando disse The Times. Daily Express traz uma nota sobre "Como os machos devem humilhar-se". Uma segunda é entitulada: "A queda de um belicista". Disse: "Implacável até o final...". "Vão e arrogante, Galtieri se via a si mesmo como o novo Juan Perón".

Traduzido por Álvaro Hauschild

Via Pensamientonacional

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Argentina diz que tomará Malvinas em menos de 20 anos

  
As Malvinas estarão sob controle da Argentina em menos de 20 anos, disse o presidente de relações exteriores argentino, à imprensa britânica, falando que o Reino Unido "nunca perdeu uma oportunidade de perder uma oportunidade para encontrar uma solução".

Falando aos repórteses do The Guardian e The INdependent, Hector Timerman expressou que "nenhum único país no mundo" apoia a reivindicação britânica pelo direito de controlar as "Falklands", as Malvinas.

"Eu não acho que levará 20 anos" ele disse, falando sobre a conquista do controle sobre as ilhas. "Eu acho que o mundo está rumando a um processo de compreensão maior e maior que este problema colonialista, um problema de colinialismo, e que o povo habitanye lá foi transferido às ilhas".

Na entrevista, o ministro das relações exteriores argentino excluiu a ação militar para resolver o problema, acusando o governo britânico de militarizar o Atlântico Sul com fim de roubar óleo e recursos naturais.

"Onde quer que cheire óleo, grandes poderes começam a buscá-lo e encontram uma razão para manter-se ali. Eu acho que provavelmente o óleo complicará a solução pacífica que pede as Nações Unidas. Penso na história que a Bretanha tem tido tendência de ficar em lugares onde há recursos naturais pertencendo a outros povos".

Timerman expressou sua pretensão de discutir o assunto com o secretário de relações exteriores britânico William Hague, que recusou encontrar-se com o argentino em Londres. A secretaria de relações exteriores insiste que tal encontro não acontecerá sem os representantes das Malvinas.

Enquanto isso Timerman salientou que "de acordo com as Nações Unidas, há somente duas partes no conflito - o Reino Unido e a República da Argentina", e que por insistir na introdução de uma terceira parte, os habitantes da ilha, Londres está ignorando mais que 40 resoluções da ONU que chamam as duas partes para negociar. 

"Penso que os fanáticos não estejam em Buenos Aires, [mas] no Reino Unido, porque eles estão à 14.000 quilômetros longe das ilhas. E penso que estejam usando o povo da ilha por [razões] políticas e ter acesso a óleo e recursos naturais que pertencem ao povo argentino", disse o diplomata argentino, citado por The Guardian.

Via RT

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Petroleiras britânicas: 'cavalo de Tróia' para militarizar Malvinas?

O jornalista Alberto Rabilotta considera que Reino Unido está criando tensões na disputa com Argentina sobre as Malvinas, que tenta militarizar enquanto as companhias petroleiras britânicas se prestam ao jogo.

Nesta semana a exploradora britânica de petróleo Borders declarou que a exploração de seu descobrimento de gás condensado no arquipélago é comercialmente viável. O achado foi feito em Abril do ano passado e a empresa aclara que o projeto custará entre 1.600 e 3.800 milhões de dólares.

"Reino Unido provoca Argentina"

O jornalista Alberto Rabilotta considera que o fato de que Reino Unido está outorgando licitações para buscar gás e petróleo nas águas territoriais das Malvinas é já uma provocação em si frente à reclamação da presidenta Cristina Fernández e ao direito internacional, tendo em conta -afirma- que o território é argentino.

"O governo britânico está tratando criar uma situação de tensão com o governo argentino, isto é indubitável", argumenta em uma entrevista com RT o analista, que lamenta que Reino Unido esteja militarizando as ilhas e que as companhias petroleiras estejam se prestando a este jogo com interesses comerciais porque - disse - é totalmente ilegal que busquem hidrocarbonetos enquanto há uma disputa territorial.

"Cameron busca controlar os recursos"

O jornalista opina que o primeiro Ministro britânico, David Cameron, não está atuando em benefício dos 5.000 habitantes da ilha que povoam as Malvinas, mas busca "controlar os recursos petroleiros e gás dessa região para benefício do monopólio financeiro e para as empresas petroleiras britânicas".

Por outro lado, Rabilotta recorda que se bem Argentina utiliza todos os meios diplomáticos possívels para levar a cabo negociações, as Nações Unidas não fazem o possível para aplicar as disposições legais para obrigar Reino Unido a negociar.

Argentina busca o diálogo bilateral

Nesta Sexta-Feira, o chanceler argentino Héctor Timerman rechaçou totalmente a proposta de seu homólogo britânico, William Hague, de celebrar uma reunião em Londres com a presença de uma delegação de representantes das Ilhas Malvinas.

O funcionário lamenta que a parte inglesa não possa reunir-se sem a supervisão dos colonos dos territórios em disputa. Yimerman planeja visitar Londres na próxima semana para assistir a uma reunião convocada pela embaixada argentina na que participarão 18 grupos europeus que apoiam a ideia de que se trave um diálogo sobre as ilhas. 

Via RT

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Londres chama Paris para uma possível guerra contra Argentina

 
Um grupo de parlamentários do Reino Unido revelou que o país britânico está apoiando a intervenção militar francesa em Mali em troca de conseguir o respaldo do país franco, em seu eventual conflito com Argentina pelas Ilhas Malvinas.

Atualmente, a Real Força Aérea britânica (RAF), está prestando "um apoio logístico" a França em sua campanha terrestre com o pretexto de deter o avanço dos combatentes no país africano e agora em caso de uma eventual guerra britânico-argentina, França terá que devolver-lhe o favor, segundo informou na Quarta o jornal 'The Bolton News'.

O parlamentário David Crausby, citado pela mesma fonte, informou que um apoio militar francês junto a um aumento dos gastos militares são as únicas vias que possibilitarão Londres levar a cabo uma ofensiva contra Buenos Aires.
 
Enquanto isto, outros meios como a revista semanal de notícias 'The Week' informa que os altos cargos de inteligência do Reino Unido advertiram o primeiro ministro britânico, David Cameron, sobre a possível atuação agressiva argentina em caso de que o referendo previsto pra Março, os moradores da ilha votem a favor de seu pertencimento por parte do país europeu.

Estas notícias, complementam a postura de Cameron, consistente em rechaçar a via do diálogo como solução respeito à soberania das Malvinas.

Cabe mencionar que o vice-presidente de Argentina, Amado Boudon, tinha condenado a decisão do Governo britânico de levar a cabo um referendo sobre o "status político" das Malvinas, assim, o qualificou como uma falta de respeito a inteligência e o direito nacional e internacional.

Desde 1833, as Ilhas Malvinas foram ocupadas pelos britânicos, que expulsaram as autoridades e população argentina autóctona, substituindo-a por cidadãos europeus.

Via Hispantv

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Reino Unido enviará 150 soldados para "proteger" as Malvinas

Os soldados do Segundo Batalhão viajarão para as Malvinas para participar de patrulhas diárias durante o período de dois meses, de acordo com o jornal britânico "Nottingham Post" e confirmado pelo exército do país.



"Um pequeno número de soldados chegou às ilhas, mas a maioria das tropas fará a viagem de 18 horas de avião ao Atlântico Sul nas próximas semanas", informa o diário.

Segundo informou um oficial, permanecerão alí durante dois meses com a missão de realizar patrulhas regulares, proteger pontos estratégicos da ilha e treinar uso de armas leves e pesadas.

O anúncio sobre o envio dos soldados foi feito dias após o primeiro ministro britânico, David Cameron, declarar que lutará para conservar as Ilhas Malvinas.

Cameros fez tais declarações dias após a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, acusar o Reino Unido de colonialismo em uma carta aberta difundida em alguns meios britânicos e reiterar sua solicitação para começar as negociações sobre a soberania das ilhas.

Além disso, Cameron afirmou que o país estaria disposto a entrar em uma guerra com a Argentina para defender novamente as ilhas que contam com "fortes" defesas militares para protegerem o arquipélago. Essas declarações foram mais adiante repudiadas pelo ministro argentino de Relações Exteriores, Héctor Timerman.

"A agressividade das palavras do primeiro ministro britânico ratificam a denúncia realizada pela República Argentina ante às Nações Unidas sobre a militarização do Atlântico Sul e a possível presença de armas nucleares introduzida pela potência colonial", afirmou o ministro.

"Os argentinos pedem que Cameron não use nossas reivindicações legítimas e pacíficas contra a usurpação de parte do nosso território e contra o colonialismo como desculpa para continuar sustentando a industria armamentista ao invés de resolver a severa crise social que atravessa a Europa" agregou.

Via RT

domingo, 6 de janeiro de 2013

Reino Unido afirma estar preparado para defender Malvinas


O primeiro ministro britânico, David Cameron, deixou claro neste Domingo que o Reino Unido lutará para conservar as Ilhas Malvinas e recordou as "fortes" defesas militares que protegem o arquipélago.

Cameron assegura receber informes regulares desde as Malvinas que confirmam que suas defesas militares são "fortes". "É absolutamente fundamental que tenhamos jatos rápidos ali, e tropas estacionadas nas Malvinas", indicou o ministro a um canal de televisão britânico, recordando que seu país conta com "um dos cinco orçamentos de defesa mais importantes do mundo" apesar dos recortes a suas forças armadas.

Por sua vez, a chanceler argentina rechaçou mediante um comunicado as ameaças militares do primeiro ministro David Cameron e condeou "a ocupação ilegal que a Grã Bretanha exerce sobre as Ilhas Malvinas desde 180 anos atrás".

"A agressividade das palavras do primeiro ministro britânico ratificam a denúncia realizada pela República Argentina ante as Nações Unidas sobre a militarização do Atlântico Sul e a possível presença de armas nucleares introduzidas pela potência colonial", denuncia o documento.

As relações entre Londres e Buenos Aires se tornaram mais tensas nos últimos meses coincidindo com o trigésimo aniversário da guerra das Malvinas. Cameron fez estas declarações dias depois de que a presidenta argentina, Cristina Fernández de Kirchner, acusou Reino Unido de colonialismo. Fernández afirmou em uma carta aberta a Cameron que seu país foi despojado das Malvinas pela força e instou a Cameron a travar negociações, petição que foi rechaçada pelo premier.

Os habitantes das ilhas do Atlântico Sul, reclamadas pela Argentina desde 1833, celebrarão no próximo mês de Março um referendo sobre o status político do arquipélago. Londres espera um respaldo esmagador a favor da soberania britânica.


Via RT

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Londres reiterou que não haverá negociação sobre as Malvinas

Londres reiterou que não haverá negociação sobre as Malvinas. Isto foi relatado por um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Inglaterra. "Eles são livres de escolher o seu próprio futuro", disse ele sobre os moradores da ilha.



Um dia após enviar a carta a presidente Cristina Kirchner pediu a Grã-Bretanha para "devolver o Malvinas", o governo britânico disse que não haverá negociação entre os dois países sobre a soberania das ilhas.

A presidente exigiu "um fim ao colonialismo", em uma carta, que também é reproduzida nos meios de comunicação britânicos como The Guardian. Uma porta-voz do Ministério de Relações Exteriores britânico disse hoje que não haverá negociação sobre as Malvinas como os seus habitantes não querem, publicou o jornal La Nación.

"Eles são livres de escolher o seu próprio futuro, tanto política como economicamente, e têm direito à auto-determinação, tal como consagrado na Carta das Nações Unidas", disse a fonte do Ministério das Relações Exteriores sobre a escolha dos habitantes.

"Este é um direito fundamental de todos os povos", enquanto indicando que "há três partes neste debate, não duas, como reivindicado pela Argentina. O moradores não podem ser apagados da história."

Na carta enviada pela chefe de Estado da Argentina, explicou que as ilhas "foram sido tiradas à força" da Argentina "exatamente 180 anos atrás, em 3 de janeiro de 1833", e que as Malvinas estão a 8.700 milhas (14.000 km) de Londres.

Via Perfil 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Pista de pouso britânica na Patagônia Argentina

A pista está localizada a 35 km a sudeste da cidade de Serra Grande, Província de Rio Preto nas seguintes coordenadas:


41º50’34’’ Latitude Sul
65º04’ 56’’ Longitude Oeste


Foi construído em apenas três meses. No final de Fevereiro de 2008 começou a funcionar, sem controle de radar argentino. Está em nome de um argentino, Van Ditmar, mas que é sócio de um grande magnata inglês, Joe Lewis, que possui milhares de hectares em Chubut. Seu custo foi de 20 milhões de dólares, e se desconhece a origem do dinheiro.

A Força Aérea Argentina aprovou a operação do aeroporto, mas não é capaz de garantir o seu controle, não tendo nenhum radar na área e pode aterrissar ou descolar qualquer aeronave sem ser detectada. Inúmeros ofícios foram enviados pela deputada provincial Magdalena Odarda à ministra da Defesa, Nilda Garre, as autoridades provinciais e nacionais, mas nada aconteceu. O governo está ciente do perigo de ter um aeroporto em tais características no coração da Patagônia, mas não faz nada para impedi-lo, pelo contrário, sabendo que autoriza a operação não é capaz de controlá-lo.

Ver informações mais detalhadas em Aviacion Argentina e El Malvinense