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sexta-feira, 7 de março de 2014

Dugin: Horizontes da nossa Revolução de Crimeia a Lisboa

Por Alexandr Dugin

1. Nós não vamos nos limitar em anexar a Crimeia. Isso é uma certeza. Ontem a reunião com a Crimeia foi uma vitória para nós. Hoje isso é uma coisa infinitamente pequena. As proporções aumentam. Os povos da Sul e Leste da Ucrânia estão acordando gradualmente. É exatamente aquela “demorado em arrear” e “suave em cavalgar” (velho provérbio russo).

2. Todo o importante ainda está por vir. Nós não esperamos uma vitória rápida. Tudo será acertado. Agora nós somos testemunhas de uma nova realidade política, é por isso que tudo adiquire um significado especial. Este não é um empreendimento técnico, não é uma barganha. Isto é a história em si mesma. A luta pela Ucrânia – é uma luta para a reunificação dos povos eslavos. Hoje está claro que esta reunião deve ser geograficamente diferente. A Galicia e outras áreas pró-ocidentais, assim como uma grande parte de Kiev, não almejam a União. Nós entendemos isso. Nós não arrastaremos ninguém pela força. Mas nós não deixaremos e nem trairemos os nossos. No entanto, para tudo você tem que lutar e se esforçar para criar uma nova realidade política e histórica.




3. Importante: O poder em Novorossiya (novo estado pró-russo que está em processo de ser criado no momento no Sul e Leste da ex-Ucrânia, também chamado de Ucrânia da Margem-Esquerda) deve ser limpo. Livre de qualquer traço de oligarquia – incluindo russa ou pró-Rússia. Kiev começou a Revolução, mas lá tudo acabou com snipers dos EUA, russofobia suja e exigências de aceitar a Ucrânia na OTAN. Mas tudo poderia ter sido diferente. Oligarcas, magnatas, burocratas corruptos deixaram todos fartos. Se Kiev e Maidan tivessem se rebelado contra eles, sem a OTAN, sem a porca suja Nuland, sem os manipuladores da CIA e a nojenta russofobia, ainda não seria certo em qual lado nós estaríamos hoje. Maidan foi inicialmente por algo bom. Provavelmente. Mas manipulação e a ignorância geral do povo de Kiev (como explicar tudo isso, talvez por um nível baixo de cultura...) transformou tudo em em farsa suja e sangrenta. Mas quando na Praça de Independência apareceu o assassino louco e maníaco russofóbico Sanya Billy com armas automáticas era um sinal irrevogável, uma espécie de última sentença. Ainda havia tempo para escapar daquilo, mas isso não ocorreu. Os Kievanos falharam a revolução. Os gritos de “Rússia” agora na Ucrânia significam o mesmo que “morte aos oligarcas”, “liberdade”, “justiça”. Todas as regiões da Ucrânia não devem agora ser dirigidas por protegidos pró-Rússia, senão as mais honestas, decentes e heroicas pessoas que tiverem o apoio direto do povo. Esta é a democracia direta, sem farça, mediação ou manipulação. Governadores do povo propostos espontaneamente em algumas cidades do Leste da Ucrânia são uma ideia brilhante! Esta é a verdadeira Democracia. E o que a Rada Kievana iria opor a isso? – governadores-oligarcas (Taruta, Poroshenko, o Líder da Congresso Judaico Europeu, Igor Kolomoyskiy...)! O Espírito revolucionário da Maidan vence na verdade no Leste da Ucrânia. Nem mesmo na Crimeia, mas no Leste! Gubarev contra Taruta. Rogov contra o bastardo Kolomoyskiy. Esta é a Revolução – nacional, social e tudo imediatamente! Em Kiev a Revolução falhou, na Novorossiya ela está começando. Em Kiev ela foi pró-EUA, no Sul e no Leste da Ucrânia anti-EUA. Isso explica a cobertura dos fatos no Ocidente.

4. É hora de pensar o que nós faremos em Kiev. É necessário preparar uma nova força. Não necessariamente pró-Rússia. Uma força eslava. Anti-OTAN, anti-oligárquica, uma força realmente popular. Agora nós devemos entender se todos os nacionalistas estão inteiramente engajados pela CIA, oligaquia e russofobia não natural, ou se há alguns dentre eles que podem avaliar a realidade criticamente e objetivamente. Em todo caso, é óbvio que nesta composição, o suposto governo (junta) será demolido antes das eleições. Em tais circunstâncias é impossível conduzir qualquer eleição, já que metade da população ucraniana [está] deixando o antigo país e criando uma nova entidade polítca (Malorossia). Pretensões de preservar as antigas fronteiras da Ucrânia são irrealistas. Nós precisamos de novas pessoas que entendam o que aconteceu e que o aconteceu, aconteceu irreversivelmente e que estejam prontas a se adaptarem rapdamente a novas condições. É na verdade nessas circunstâncias que a Maidan pode se tornar nossa aliada. Se você retirá-la [da vertente] pró-Americana, e de provocadores neo-nazistas que estão movendo rapidamente para o governo (que o povo Ucraniano certamente logo derrubará), a Maidan se torna um centro político interessante. Mas que vai arrumá-la. A Maidan pode, por exemplo, retirar os vampiros como Taruta e Kolomoyskiy do governo e escutar publicamente os argumentos de Paul Gubarev, dos governadores populares de Donetsk, que foram ilegalmente detidos por mercenários. Devem perguntar aos líderes da junta sobre o incidente com os sniper. Podem convidar políticos russos e figuras públicas para aclararem suas posições e suas visões sobre o futuro da Ucrânia. Nenhuma autoridade russaou líder sério vai conversar com a junta ou com cretinos neo-nazistas, mas com o povo de kiev e com a Maidan, por que não... Sendo assim, Kiev não está livre das contas. Não pode ser equiparada com a junta. Existe a junta e existe Kiev. Ela também não é a oradora responsável pela totalidade da Ucrânia da Margem-Oeste, principalmente pela parte de Kiev que está na margem-leste (!). Mas esta (Maidan) ´´e uma entidade política em uma situação emergencial. Agora que está claro que as pessoas foram assassinadas por agentes da CIA e do Mossad, e não por Yanukovich, a história toda parece diferente. Foram líderes da junta que por parte de seus mestres americanos mataram as ”centenas”, mandando-a para o outro mundo (para o céu ou não é uma pergunta aberta).

5. Para o Ucrânia da Margem-Direita também é necessário preparar um projeto político. Chervonaya (Vermelha) Rus. República Ucraniana Ocidental. Muito atraente. Muito carinhoso. Ela também pode não estar com pressa de dar as boas vindas à OTAN, já que isso causará problemas territóriais com os Sub-Cárpatos habitados por certos grupos antigos e particularmente radicais pró-Rússia da etnia Russiny. Mas de qualquer modo, este poderia ser um estado compacto puramente ucraniano, com sua própria língua, sem minorias étnicas ou linguisticas. Um projeto sólido. Seria ainda melhor se este país se tornasse parte do bloco eslavo comum. Mas isso é decisão do povo da Galicia. Ao mesmo tempo, isso iria satisfazer os maiores sonhos dos atuais ultra-nacionalistas. O povo russófono e as pessoas mentalmente normais iriam logo deixar esse lugar. E então seria possível a todos os ucranianos de raça pura se comunicar livremente na sua própria língua e mesmo colocar por todos os lados monumentos a Shukhevych, Bandera, Petlyura ou mesmo Hitler. Da perspectiva da pós-modernidade, tal Estado tem todo o direito de existir. Então lá Yarosh, o líder do Setor Direita, poderia se tornar Presidente, Dmitro Karchinski, chefe do movimento anarco-nacionalista poderia se tornar Ministro da Cultura e o idiota maníaco Sanya “Billy” Musychko o Promotor Geral ou o chefe do Ministério do Interior . Eu sendo completamente sério, a propósito. É uma boa ideia. No próximo estágio historico este enclaveOcidental-Russo de peculiar insanidade pós-moderna pode muito bem vir a existir.

6. No entanto, nossa revolução não irá parar na Ucrania Ocidental. Ela deve ir mais fundo na Europa. Este é o aspecto mais interessante: com o Maidan em Kiev, os EUA abiraram a Caixa de Pandora na Europa. E ela não pode mais ser fechada. Kissinger corretamente disse que o putsch na Praça da Independência de Maidan mostra a Putin o que o está aguardando (Bolotnaya, Eco de Moscou e outros suínos atlantistas domésticos na própria Rússia, a quinta coluna). Mas... é uma ameaça não apenas a Moscou. É uma ameaça e também para a Europa – incluindo a Alemanha, a França, a Itália e todo o resto. Uma vez que os EUA aprenderam a manipular acumplices neo-nazistas, eles podem facilmente repetir o acontecido em qualquer outro país europeu. E eles VÃO REPETIR. Amanhã ou mais tarde. Então já que agora a situação deles está extremamente ruim, é mais provável que seja amanhã.

7. A Europa enfrenta uma Revolução em ambos os casos: se nós, russos, ganharmos e se nós pararmos em algum lugar por pressão da OTAN. Se nós ganharmos, nós começaramos a expansão da ideologia libertadora (contra os americanos) na Europa. É o objetivo do Eurasianismo completo – Europa, de Lisboa a Vladivostok. O Grande Império Eurasiano Continental. E nós o construiremos. Isso significa que a Revolução europeia sera uma Revolução Eurasiana. Este é o nosso último horizonte. E cada passo vitorioso (desde manter a integridade da Rússia no confronto com os separatistas chechenos nos anos 2000 até a libertação da Ossétia do Sul e a Abcásia em agosto de 2008 e até agora na Crimeia em março de 2014) – é um passo em direção à Revolução Europeia. Que será realizada pelo Homem do Destino.

8. Agora o Segundo caso, se nós (Deus nos livre) pararmos. Então a pressão na Ucrânia e o conflito político e civil em seu território e sua repercussão irão se alastrar pela própria Europa. Também será uma Revolução, mas mais próxima àquela que aconteceu no Maidan. Ou seja, ela será salpicada de neo-nazismo à la Breivik e terá a conivência de certos grupos e movimentos identitários. Nos anos recentes na Europa, o Sistema (a oligarquia financeira global e os EUA) mostraram que queriam claramente usar este elemento para uma desestabilização radical da Europa. Se na Ucrânia a energia do Maidan era a russofobia dos neo-nazistas ucranianos, sem a qual a Maidan não iria adquirir uma forma tão radical de encenar um golpe, na Europa o mesmo combustível de ódio se tornará o ódio dos nacionalistas pelos imigrantes, pelo Islã e pelo LGBT. E, da mesma forma, o ódio dos imigrantes, muçulmanos e LGBT’s contra a população nativa representada pelos neo-nazistas em caricatura. Agora o apoio de alguns identitários europeus (muitos, mas não todos) ao Setor Direita está claro – eles possuem os mesmos objetivos estruturais e o mesmo mestre. Deste modo, neste caso também, a Revolução está esperando pela Europa.

Via OpenRevolt

quarta-feira, 10 de abril de 2013

China moderniza seu arsenal nuclear para responder em caso de ataque

China está levando adiante a modernização do seu arsenal nuclear para aumentar sua capacidade de sobrevivência em caso de um ataque, de acordo com um major general chinês.



"A China está modernizando seu arsenal estratégico para melhorar a penetração, aumentar a sobrevivência e melhorar a segurança", disse o major-general Yunzhu Yao, diretor da Academia de Ciências Militares da Libertação do Exército Popular (PLA) da China, durante a Conferência Internacional Política Nuclear do Fundo Carnegie para a Paz Internacional.

Yunzhu Yao, considerado uma voz essencial da comunidade estratégica chinesa, disse que Pequim tem se concentrado nos últimos anos na manutenção de seu arsenal nuclear seguro que já receia uma possibilidade de um ataque para desarmar-lo.

Com relação às questões sobre o propósito das grandes redes de túneis que a China supostamente usa ​​para esconder uma grande quantidade de mísseis, o Estado-Maior disse que é uma especulação "ridícula".

"A China tem uma política de 'não primeiro uso' e seu arsenal deve atender a três critérios: curto alcance, capacidade de retornar um ataque e dissuasão. Sobrevivência é a chave para isso", enfatizando que a China não pretende ser uma superpotência militar.

No entanto, ele sugeriu que Pequim pode precisar reavaliar sua política estratégica se os EUA implantarem mais sistemas de defesa antimísseis no Leste da Ásia, realçando que a introdução desses sistemas pode ter um impacto negativo no processo de desarmamento.

Via CNA

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Dezenas de milhares de norte-coreanos manifestam apoio para a postura de Kim Jong-Un

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Dezenas de milhares de norte-coreanos sairam para as ruas no domingo para mostrar seu firme apoio para a postura de Pyongyang ante Seúl.
 
Durante as manifestações, que se realizaram em várias cidades do país asiático, os participantes expressaram seu apoio para as políticas do Governo norte-coreano a respeito da Coreia do Sul, em meio da escalada de tensões entre ambos países.

Também na sexta o povo norte-coreano protagonizou marchas em apoio a ameaça do líder Kim Jong-Un de atacar bases americanas.

Depois de saber que a Coreia do Sul e EUA utilizarão bombarderos estratégicos B-52 e submarinos nucleares nas manobras militares conjuntas que se realizarão na região, Kim Jong-un ameaçou com atacar as bases norteamericanas tanto em território sul-coreano, como nos EUA e Oceâno Pacifico.

Coreia do Sul anunciou no domingo que em abril realizará novas manobras militares conjuntas en seu território com a Marinha dos Estados Unidos para mostrar sua capacidade. Washington, por sua parte, enviou aviõess de combate F-22 Raptor para a Coreia do Sul para que participem nos exercicios militares anuais conjuntos.

Coreia do Norte qualifica de "provocação imperdoável" a manobra do Pentágono e de seu aliado Seúl. A península coreana é cenário de uma rápida escalada de tensões desde que o Conselho de Segurança das Nações Unidas votou uma resolução e novas sanções contra o Governo de Pyongyang em represália pelo ensaio nuclear do passado 12 de fevereiro. HispanTV

quarta-feira, 20 de março de 2013

Coreia do Norte lança alerta de ataque aéreo


 Corea del Norte anuncia una alerta de ataque aéreo
A Coreia do Norte anunciou um alerta de ataque aéreo e ordena suas forças militares a estar preparadas para responder, informou nesta quinta a agência sul-coreana Yonhap.

O alerta, emitido as 00:32 GMT, enviou uma mensagem para as unidades militares para que estejam preparadas.

No entanto, segundo as últimas informações disponíveis, a ação poderia ser parte de um simulacro de ataque aéreo.

"O exercício poderia ser uma resposta à recente implantação de bombardeiros estratégicos americanos B-52 sobre a península coreana" afirmou um funcionário sul-coreano, citado pela agência. O alerta, adicionou, é similar aos simulacros de proteção civil de ataque aéreo que ocorrem na Coreia do Sul.

O anúncio de alerta se produz pouco depois que o líder norte-coreano Kim Jong-un supervisou um ataque de veículos aéreos não-tripulados contra objetivos simulados da Coreia do Sul.

A tensão na peninsula coreana aumentou depois que o Conselho de Segurança da ONU aprovou novas sanções contra a Coreia do Norte. Pyongyang mostrou sua profunda rejeição contra a resolução, tachando-a de um 'fruto da política hostil dos Estados Unidos' contra a nação norte-coreana. Anteriormente um portafoz do Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte se reserva o direito de realizar um "ataque nuclear preventivo" em caso de se sentir ameaçado.

RT

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Orçamento militar: potências asiáticas se armam até os dentes!

Orçamento chinês triplicou em dez anos


Os gastos militares das principais potências asiáticas aumentaram dramaticamente na última década. China lidera a tendência, tendo quadruplicado seu orçamento bélico desde o ano 2000.

O orçamento total de guerra da China e outros quatro países - Índia, Japão, Coréia do Sul e Taiwan - duplicou nos últimos dez anos até os 224 bilhões de dólares em 2011. Se espera que superem os gastos militares da Europa este ano, segundo um estudo revelado nesta Segunda-Feira.

O Centro de Estudos Estratégicos Internacionais, com sede em Washington, previu que estas estatísticas assegurarão que os Estados Unidos cumpra com seu plano para transferir seu foco estratégico para a Ásia-Pacífico.

O orçamento militar da China atualmente é o segundo depois dos Estados Unidos, país que destina mais de 600 bilhões de dólares anualmente de suas arcas para fins militares.

Os gastos da China para a defesa saltaram dos 22,5 bilhões em 2000 aos 89,9 bilhões em 2011, segundo os dados oficiais proporcionados pelo Governo chinês.

Mas o estudo admite, citando várias avaliações independentes, que os gastos militares do gigante asiático poderiam ser muito maiores. Assim o Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo situou o orçamento de guerra para 2011 em 142,2 bilhões de dólares.

Analistas de ICD Reasearch estimam que nos próximos cinco anos o país asiático manterá o atual ritmo de aumento de seu orçamento militar, podendo alcançar para 2017 os 174,9 bilhões de dólares.

Nos últimos anos, o crescente gasto militar chinês despertou a desconfiança não só do Japão, Coréia do Sul, Filipinas e Vietnã, que o criticam por sua atitude agressiva e por rivalizar diretamente com eles, mas também os Estados Unidos que tenta expandir seu poderio militar na Ásia.

China salientou que o objetivo deste aumento orçamentário é reduzir a lacuna tecnológica que tem respeito com Estados Unidos e insiste que seu desenvolvimento militar não supõe uma ameaça a nada.

Via RT

Texto completo en: h

domingo, 4 de março de 2012

China aumenta orçamento militar em 11,2%

O orçamento de defesa da China vai aumentar em 11,2% neste ano, totalizando 670.270 milhões de yuanes (106,41 bilhões de dólares), disse neste domingo um porta-voz oficial, na véspera da sessão plenária de abertura do Parlamento.

O aumento, mais rápido do que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) chinês em 2011 (9,2%), foi anunciado pelo Presidente do Parlamento Li Zhaoxing.

"Temos um grande país, o que supõe uma despesa grande, mas nossos gastos em defesa são relativamente baixos comparados com outros grandes países", disse Li em uma entrevista coletiva.

A China aumentou seus gastos militares em mais de 10% ao ano durante a maior parte da última década, dizendo que sua tecnologia está defasada entre 20 e 30 anos em relação a dos Estados Unidos.

Pequim afirma que a modernização do seu exército visa apenas a "defesa" do país, uma declaração contraditória à tendência do país de aumentar sua capacidade ofensiva.

Alguns analistas também acreditam que os gastos militares reaais são muito superiores ao valor oficial divulgado.

O exército chinês é o maior do mundo, com cerca de 2,3 milhões de soldados.

Fonte


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Coréia do Norte suspende programa nucler em troca de alimento

A Coreia do Norte confirmou nesta quarta-feira ter aceitado uma suspensão de seus testes nucleares, dos lançamentos de mísseis e do enriquecimento de combustível nuclear em troca de uma ajuda alimentar americana, segundo a imprensa oficial. Segundo Pyongyang, Washington prometeu fornecer 240.000 toneladas de "ajuda alimentar" e estudar uma ajuda adicional durante as negociações em Pequim na semana passada. Washington fez um anúncio similar.

Pyongyang afirmou que permitirá que a agência nuclear da ONU, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), monitore a moratória sobre o enriquecimento de urânio. O governo comunista indicou que o lado americano se ofereceu para discutir a suspensão das sanções e o abastecimento de reatores de água leve para gerar eletricidade como uma prioridade, uma vez que as negociações sobre o desarmamento nuclear entre as seis partes forem retomadas.

As negociações de Pequim tinham por objetivo persuadir a Coreia do Norte a retornar às negociações com as seis partes, que foram abandonadas em abril de 2009. O programa de enriquecimento, divulgado pela primeira vez em novembro de 2010, pode fornecer ao Norte um caminho alternativo para a fabricação de bombas atômicas, em adição ao seu programa de plutônio de longa data.

A Coreia do Norte "concordou com uma moratória sobre os testes nucleares, lançamentos de mísseis de longa distância e atividades de enriquecimento de urânio em Yongbyon e permite que a AIEA monitore a moratória sobre o enriquecimento de urânio enquanto negociações produtivas forem realizadas", informou um porta-voz de chancelaria estrangeiro à agência de notícias oficial. Pyongyang realizou testes nucleares em 2006 e 2009 e acredita-se que tenha plutônio em quantidade suficiente para produzir de seis a oito armas nucleares.

Washington confirma suspensão
O governo americano confirmou que a Coreia do Norte se comprometeu a aplicar uma moratória ao lançamento de mísseis de longo alcance e à realização de testes e atividades nucleares, incluindo o enriquecimento de urânio. Os Estados Unidos "ainda têm profundas preocupações com o comportamento da Coreia do Norte em muitas áreas", mas estes anúncios refletem "importantes, embora limitados, progressos" em alguns assuntos, indicou o Departamento de Estado.


Via Terra