domingo, 29 de março de 2015

Uma menina, a morte e Deus (+Fotos)

 Um ótimo artigo que prova que ainda não morreu no mundo a capacidade de se voltar a Deus, que acontece na simplicidade da vida e na disposição para descobrir o tesouro do silêncio, da introspecção e da oração. Segue, retirado de um site ortodoxo:

Vejo essas pinturas quase todos os dias... conheci sua história há um longo tempo e contei a muitas pessoas sobre ela... É hora de ocupar-se dela... E então, eu quase choro toda vez que as vejo.

Sim, sou sentimental, mas isso é diferente. Estas não são lágrimas penosas, mas doces. Talvez sejam só minhas fantasias, mas essas pinturas me fazem sentir um hálito DAQUELA vida. Não sei nada sobre aquela vida, mas quem desenhou essas pinturas soube. É um hálito de eternidade. Está aqui, diante das pinturas, onde eu posso sentir, como em mais nenhum lugar, que a morte não existe. Uma porta simplesmente se abrirá e terá luz e calor do outro lado. Você dará um passo, girar-se-á, sorrirá em um Adeus e vai para LÁ em direção a Deus... Haverá felicidade, silêncio e calmaria, e não haverá amargura, maldade nem doença. Lá tudo está bem e todos o amam e o esperam... Lá é sua morada...

É uma história muito triste, mas iluminada... A história sobre uma menina, a morte e Deus...e sobre um mistério irresoluto...

...Um dia, cinco anos atrás, levei minha filha mais velha Varenka para uma escola dominical na região da Igreja de Arcânjo Miguel em Troparevo pela primeira vez. Ela tinha três anos de idade.

Nós fomos para lá cedo. Estávamos muito preocupadas e aflitas pensando que tínhamos chegado tarde como todos os novatos. Tiramos nossos casacos e fomos para o corredor. Ninguém estava lá...Estava silencioso...Tateamos o disjuntor na parede e ligamos a luz. Vimos pinturas. Não eram desenhos, mas pinturas de fato, e havia muitas delas, talvez algumas dúzias. Nos aproximamos delas.

"Mãe, lembra das nossas leituras?" sussurrou Varya. "Veja, é Deus. Ó, e Theotokos. Ó, olha!, aqui é Zaqueu em uma árvore..." "Sim, sim, lembro" eu disse também em um sussurro, por alguma razão, embora estivéssemos a sós.

Toda a doutrina de Cristo foi desenhada com lápis de cor de uma forma muito bela e amável. Sim, sim. Eu até mesmo pensei então: "Incrível. É realmente a doutrina para as crianças. Ou para aqueles que não ouvem ou não podem ler. Até mesmo uma criança de três anos reconhece tudo"... Tudo que aconteceu no tempo de Jesus Cristo foi pintado tão cuidadosamente, passo por passo, sem perder um único detalhe. Em minha opinião de amadora, foi feito de um modo muito profissional. "Algum artista", concluí.

Enquanto isso, minha filha puxava minha mão para ir adiante: "Mãe, aqui eles estão afundando, mas Jesus salvará eles, não vai? Aqui um homem doente, mas esqueci quem é... Ó, aqui Ele está carregando a cruz. Está tão triste! Olha, ele está quase chorando". Nós fomos de uma pintura para outra e Varyushka comentava sem parar.

"Vocês gostam delas?" alguém disse atrás de nós. Estávamos tão fascinadas com as pinturas que não notamos quando uma mulher entrou. Mais tarde descobrimos que era uma professora das crianças da "pré-escola", chamada Ksenia Ivanovna. Logo passamos a amá-la muito.

"Incrivelmente, foi uma vida curta, mas tão completa!" ela disse depois de uma pausa. "Maravilho-me toda vez que vejo". "Por que curta?" retruquei. "Por que, vocês não sabem? Ah, vocês são os novatos", Ksenya Ivanovna sorriu tristemente. "Foi desenhado por uma menina. Ela morreu. Estas pinturas são presente dela para nós."

Puxei Varyushka para mais perto por algum motivo, "Como era o nome dela? Ela veio para cá?" "Não, ela não era daqui. Não sabemos no nome dela", Ksenya Ivanovna respondeu. "Nós sequer sabemos alguma coisa dela... alguns dizem que ela tinha quinze anos, outros dizem que tinha doze. Hoje ninguém mais se lembrará exatamente".

... Foi há muito tempo, quase vinte cinco anos se passaram. Serviços divinos tiveram então apenas retomado para manter depois de um período de desolação em nossa igreja. Um dia um homem veio e se dirigiu ao reitor da igreja, Padre Georgy Studenov. O homem pareceu ser o padre da criança. Ele trouxe uma pasta de papeis bem grande, na qual estavam estas pinturas.

"Ele disse que sua filha estava muito doente e morreu. Ela amava a Sagrada Escritura", o reitor lembra. "Ela pintava e pintava... ela pintou Deus e tudo o que leu sobre. Mesmo morrendo, ela continuava lendo e pintando". Depois de sua morte, seus pais decidiram dar as pinturas para a igreja, para a escola domincal. Depois, um pai de um estudante da escola, sendo um artista, fez molduras para as pinturas.

"Por que eles não ficaram com isso? Não sei... talvez, era dolorido demais para eles olhar para as pinturas", notou Padre Georgy. "Talvez eles tiveram esperanças de que o Senhor manteria sua filha viva, mas Ele julgou diferente. Eles rezaram para Ele, enquanto que os Anjos já carregavam sua alma pura para Ele, terna e alegremente".

O homem deixou seus contatos, mas infelizmente eles se perderam durante a restauração da igreja. Os seniores da escola disseram que tentaram encontrar sua família e sonhavam em falar com eles sobre esta menina maravilhosa e saber mais sobre ela. Eles perguntaram a todos sobre ela... "Mas, talvez, o Senhor desejou manter seu nome oculto para nós", disse Tatyana Borisovna (ela foi uma professora na escola antes). "Ainda assim, temos esperanças... embora muitos anos tenham se passado, ainda esperamos que alguém dos seus parentes ou conhecidos venham para nós algum dia..." confessou o Padre Georgy.

... Anos se passaram... as crianças da nossa escola cresceram. Alguns já trouxeram suas crianças para a escola. Todo novato, assim como eu naquele dia, param diante daquelas pinturas e perguntam: "Quem desenhou?" Então eles ouvem a história sobre a curta vida de uma criança que era plena de Deus. Tendo ouvido isto, todos caem em silêncio. Alguns escondem as lágrimas. Quase todo mundo começam a se afligir...

A menina há muito se fora, mas suas pinturas vivem. E de fato, ela não está morta. Ela apenas se foi do mundo, aquele que ela desenhou e pintou. Tendo retornado por um momento e sorrido, se foi para Deus... essas pinturas são seu sorriso compartilhado conosco... e tendo a felicidade do encontro com Deus, com Quem ela tanto amou...


via Pravmir

Sobre Vladímir Putin


Vladímir Putin exerce seu terceiro mandato presidencial desde maio de 2012. Um dos líderes mundiais com a maior taxa de aprovação popular, Putin foi catalogado em muitas ocasiões como a pessoa mais poderosa do mundo, por prestigiosas mídias internacionais.

Nacimento: 7 de outubro de 1952, Leningrado (atual São Petersburgo)
Ocupação: Político
Alma mater: Universidade Estatal de Leningrado.

Partidos:
1975-1991: Partido Comunista da União Soviética.
1991-1995: Independente.
1995-1999: Nosso Lugar é Rússia.
1999-2001: Unidade.
2001-2008: Independente.
2008-2012: Presidente de Rússia Unida.

Datas-chave da sua carreira política:

1991: Presidente do Comitê de Relações Exteriores de São Petersburgo.

1994: Primeiro tenente da prefeitura de São Petersburgo.

1995: Responsável da direção regional do partido Nossa Casa é Rússia em São Petersburgo.

1996: Subdiretor do departamento de Gestião de Bens da Administração do Presidente Borís Yeltsin.

1997: Vicepresidente da Administração do Presidente e chefe do departamento principal de Controle do Presidente da Federação Russa.

Mayo de 1998: Vicepresidente primeiro da Administração do Presidente.

Julio de 1998: Diretor do Serviço Federal de Segurança (FSB).


1999: Secretário do Conselho de Segurança da Federação Russa (combinou este cargo com o de diretor do FSB).

Agosto de 1990: Primeiro ministro da Rússia.

31 de diciembre de 1999: Presidente interino da Federação Russa.

2000: Vitória nas eleições presidenciais na primeira rodada com 52,94% dos votos.

2004: Reeleição para o segundo mandato presidencial depois de vencer na primeira rodada com 71% dos votos.

2008: Primeiro ministro da Rússia.

2012: Eleito para a presidência da Federação Russa até 2018 depois de obter 63,6% dos votos.

Principais realizações:

Desde que Vladímir Putin começou seu primeiro mandato presidencial em 2000, o país registrou uma série de melhorias econômicas e sociais. Já em 2010 a Rússia se converteu em um dos líderes econômicos mundiais e o nível de vida melhorou notavelmente.

Sob o governo de Putin a Rússia se converteu na sexta economia do mundo em termos de paridade do poder aquisitivo do Produto Interno Bruto. No período entre 2000 e 2013, o PIB aumentou 134% segundo o portal vestifinance.ru.

Desde que Putin assumiu a presidência do país, a inflação na Rússia desacelerou. Assim, em 2000 os preços ao consumidor subiram 20,2% e ao final de 2013 a cifra foi tão somente de 6,5%.

A mudança da situação demográfica na Rússia foi uma das principais prioridades da política social de Vladímir Putin. A partir de 1992 a taxa de mortalidade na Rússia foi superior à taxa de natalidade, mas para 2013 se conseguiu mudar essa tendência. Ademais, nos últimos seis anos o aumento da taxa de natalidade acelerou de maneira significativa.

O melhoramento da situação da economia russa e sua rápida expansão provocaram o crescimento do investimento estrangeiro. Se em princípios de 2000 a Rússia nem sequer estava entre os dez primeiros países em termos de atração de investimento, ao fim de 2013 ocupou o terceiro lugar.

Um dos pontos-chave da política econômica de Putin foi a redução máxima da dívida nacional. Em 1999, a dívida externa da Rússia estava em 138 bilhões de dólares, ou 78% do PIB. Para janeiro de 2015, a cifra foi reduzida para 41,5 bilhões de dólares.

Os ingressos reais da população em termos anuais mostraram um crescimento constante desde os princípios do milênio. Assim, devido ao rápido crescimento do nível de vida, para fins da década de 2000, na Rússia se formou uma classe média bastante ampla.

Dados pessoais:
Esteve casado com Liudmila Putina, com quem tem duas filhas, Maria e Yekaterina.

Reconhecimentos:

-Em 2007, Vladímir Putin foi eleito 'Pessoa do Ano' pela revista estadunidense Times.

-Em 2011, sendo primeiro ministro da Rússia, Vladímir Putin foi adjudicado com o Prêmio Confúcio da Paz, por sua firme postura contra a proposta da OTAN de bombardear a Líbia e por ter reforçado durante sua presidência o poder militar e o status político da Rússia.

-Em 2013 e em 2014, ocupou o primeiro lugar na classificação de pessoais mais influentes do mundo elaborada pela revista estadunidense Forbes.

-Em dezembro de 2014, o Grupo de Diários América (GDA) elegeu o presidente russo ao personagem do ano a nível mundial.

-Também em dezembro, Putin foi a pessoa mais influente do ano pelos jornalistas da agência francesa AFP.

-Em outubro de 2013, o presidente da Rússia foi sugerido ao Prêmio Nobel da Paz 2014 por seu papel-chave na resolução da crise síria.

Respaldo popular:
Vladímir Putin é um dos líderes mundiais com maior taxa de popularidade entre a população. Assim, liderou a classificação relativa ao mês de Janeiro de 2015 por registrar 87% de aprovação.

Dados interessantes:
-Putin é amante de esporte e, em particular, de distintas classes de artes marciais. Pratica Judô e luta esportiva russa "sambo" desde os 11 anos de idade. Além disso, monta a cavalo, esquía, pratica bedmington, hockey e pesca.

-A pesca, sobretudo na Rússia, é uma das atividades favoritas do presidente russo durante seu tempo livre.

Em 2013, durante as férias na república autônoma russa de Tuvá, teve a fortuna de pescar um peixe de 20kg.

-O presidente russo é conhecido como um defensor dos animais. Assim, em 2012 participou do programa Voo da Esperança para salvar aves selvagens. O presidente dirigiu uma asa delta para indicar a rota de migração de várias aves criadas em cativeiro.

Também participa em diferentes atividades dedicadas à proteção de tigres e é apoiador de iniciativas contra a venda e caça furtiva de animais selvagens.

-O líder russo mostra interesse pela história, geografia e arqueologia. Em 2011, durante uma visita à península de Taman, conhecida como a Atlântida Russa, mergulhou com uma equipe de mergulho nas águas do golfo que leva o mesmo nome e de suas profundidades tirou duas ânforas antigas.

-Em 2010, tocou uma composição em piano e interpretou uma canção em inglês durante uma campanha em São Petersburgo destinada a arrecadar fundos para a luta contra enfermidades oncológicas e oftalmológicas infantis.

Via RT

sexta-feira, 27 de março de 2015

Dugin: Maoísmo é moderno demais para mim


5 perguntas para Alexandr Dugin

1. Ataques recentes sobre você, especialmente vindos de Glenn Beck dos Estados Unidos, rotulam você de um racista fascista. Eu acredito que você seja um comunista conservador (comunista nacionalista) e antiracista - estou certo?

Dugin: Obviamente que eu não sou "racista fascista". Não sou fascista (terceira posição). Sou um convicto antiracista. Odeio o racismo como parte da ideologia liberal eurocêntrica e imperialista. A maioria dos ocidentais, inclusive os partidários dos Direitos Humanos - são definitivamente racistas no momento em que são universalistas e compartilham da visão da civilização do Ocidente moderno como forma normativa.

Eu defendo a pluralidade das civilizações, a ausência do padrão universal (ocidental) de desenvolvimento social. Fortemente me oponho a qualquer tipo de xenofobia e nacionalismo como construção artificial burguesa e essencialmente moderna.

Não sou comunista nem marxista porque recuso o materialismo de qualquer tipo e nego o progressismo. Assim, é melhor descrever meus pensamentos como a Quarta Teoria Política e como o tradicionalismo.

No nível de Relações Internacionais está traduzido o Teoria do Mundo Multipolar, baseado na visão da arquitetura pluralista do mundo fundamentado no princípio dos grandes espaços (Grossraum). Sou contra o capitalismo, desde que é um fenômeno essencial da modernidade.

Acredito fortemente que a modernidade está absolutamente errada e que a Tradição Sacra está absolutamente correta. Os EUA são a manifestação de tudo que eu odeio - a modernidade, a ocidentalização, a unipolaridade, o racismo, o imperialismo, tecnocracia, individualismo, capitalismo.

Estão nos meus olhos a sociedade do Anticristo. Os EUA me odeiam - repreendendo, pondo-me sanções (apenas por minhas ideias!), blasfemando, mentindo, organizando a difamação em escala global (Glenn Beck é apenas a mínima parte disso tudo).

Mas eu aceito tudo isso pacientemente. Se você está contra a modernidade é lógico que a modernidade está contra você.

2. Na sua Quarta Teoria Política você empresta muito das teorias ontológicas de Martin Heidegger em cujo ser é a pátria, uma teoria que permitiu o reembasamento do neo-fascismo depois da Segunda Guerra Mundial baseada no enraizamento do ser, e não da teoria do "racismo científico" dos nazistas. Essa ontologia dá suporte ideológico ao neofascismo e ao nacionalismo étnico.

Dugin: Eu não posso classificar Heidegger como "neofascista". Ele é simplesmente o maior pensador europeu do século XX. Analiso-o e considero-o como o fundador da Quarta Teoria Política.

Ele foi resolutamente antiliberal e anticomunista, mas também muito crítico do nacional socialismo. Ele deixou a base para uma filosofia política completamente nova que eu tento tornar explícita. Estou convicto de que necessitamos re-descobrir Heidegger, re-ler suas leituras para além de qualquer forma de classificações. Ele é um tipo de profeta metafísico.

3. Até mesmo o nacionalismo civil burguês sobre o modelo escocês oferece um meio melhor de tratar com contradições sociais como classe do que o nacionalismo étnico que simplesmente lida com o outro étnico. O nacionalismo civil oferece um quadro no qual um movimento socialista e comunista podem ser levados adiante. A Ucrânia ocidental é um exemplo de um nacionalismo étnico autodestrutivo.

Dugin: penso que o problema tem dois níveis. Primeiro - as sociedades orgânicas étnicas deveriam ser salvas da ditadura nacionalista modernista do tipo moderno. O eurasianismo é precisamente isto: um sacro império tradicional religioso e espiritual baseado em sociedades étnicas tradicionais orgânicas contra o Estado Nação burguês e contra a globalização (que é a universalização do padrão liberal em escala mundial). Aqui no primeiro nível o nacionalismo étnico pode ser considerado como parte legítima da luta pela liberação contra o imperialismo. Este é o caso dos escoceses (Welsh) que lutam hoje e que eu apoio.

Ademais: eu considero legítimo a vontade dos ucranianos de reafirmar sua identidade étnica. Mas uma coisa é afirmação de identidade e outra é a criação do novo Estado Nacional burguês que necessariamente oprimirá as minorias étnicas. Assim, o Estado Nacional - grande ou pequeno nunca é a solução.

Aqui estamos chegando ao segundo nível. A luta pela identidade étnica histórica é legítima se estiver no contexto correto. Este contexto deveria ser o sacro, o imperial, não o nacional. O Império Russo foi sacro.

Penso que o mito do Sacro Império do Rei Arthur pode ser considerado como um projeto celta para a unificação escatológica da Europa Ocidental. Era a ideia de Henrique VII que foi totalmente invertida pelo Henrique VIII. Então eu sugiro o Império do Dragão Vermelho como um tipo de visão Pan-Celta do grande espaço que deveria substituir o contexto do pequeno nacionalismo étnico.

O passado teve suas raizes na eternidade. E a eternidade é sempre nova e fresca. Assim eu considero Rei Arthur e o Santo Graal como ontologicamente reais.

O Império Inglês foi talassocrático e mercantilista, a nova Cártago. Isto foi anti-imperial - modernista, capitalista e racista. Estava errado não porque era um império, mas porque era um anti-império. Contra isto precisamos opor não somente luta étnica de liberação, mas a alternativa num Império continental e telurocrático. Irlandeses, galeses e escoceses, assim como bretões e francos deveriam criar sua própria visão de império. As figuras do Rei Ambigatos e do Rei Arthur podem ser tomadas como símbolos para isto.

Assim, a Primavera Russa, como é chamada, não é nacionalista. É um renascimento imperial e espiritual das raizes sacras da nossa identidade eurasiana - inclusiva e não exclusiva! Nós somos a Terceira Roma. É nosso projeto escatológico. Não um pútrido nacionalismo ou novo tipo de imperialismo, mas uma visão que recusa o pluralismo do império anglossaxão modernista global e aceita, por outro lado, a pluralidade dos espaços imperiais. Não queremos trocar a dominação americana pela dominação russa. Estamos lutando pela independência dos grandes espaços - eurasiano, europeu, celta, germânico, norte-americano, sul-americano, muçulmano, chinês, indiano, africano e assim por diante.

Então, o primeiro nível - luta anticolonial em base étnica; em segundo nível - visão positiva multipolar baseada no conceito de pluralidade dos impérios sacros (grandes espaços).

4. A teoria de conhecimento de Mao baseada sobre conhecimento através do agir (Sobre a Prática) e sua teoria de contradição (Sobre a Contradição) e marxismo, leninismo, maoísmo oferecem um rumo melhor para o conhecimento que o conhecimento intuitivo de Heidegger através do ser.

Dugin: Mao estava certo ao afirmar que o socialismo não deveria ser exclusivamente proletário, mas também camponês e baseado sobre tradições étnicas. É mais próximo da verdade que a versão universalista, industrial e internacionalista representada pelo trostkismo. Mas eu penso que a parte sacra no maoísmo se perdeu ou ficou por ser desenvolvida. Suas ligações com o confucianismo e com o taoísmo foram fracas. O maoísmo é moderno demais para mim. Para a Chiina seria a melhor solução preservar o socialismo e a dominação política do partido nacional-comunista (como hoje), mas desenvolver mais a tradição sacra - confucianismo e o taoísmo. É muito interessante o fato de que as ideias de Heidegger são atentamente exploradas agora por centenas de cientistas chineses. Penso que a Quarta Teoria Política poderia servir acima de tudo para a China contemporânea.
5. Maoísmo é o reembasamento mais bem sucedido do comunismo no século XXI. O que você pensa do marxismo, leninismo e maoísmo desenvolvido por Chairman Gonzalo no Peru, Ganapathy na Índia e de José Maria Sison nas Filipinas? Todas essas lutas foram sínteses de lutas nacionais e de classes e são lutas patrióticas.

Dugin: amplamente falando, sou muito a favor de tais tendências - antiimperialistas, anticapitalistas e direcionadas para a justiça social. Mas eu recuso o seu materialismo, universalismo e progressismo. Eles poderiam transformar em algo mais próximo da Quarta Teoria Política. A QTP é baseada no Dasein e na Tradição. A QTP recusa a hegemonia ocidental e a modernidade.Nós poderíamos colaborar com a esquerda e com a direita, com os maoístas e com os evolianos, mas sempre seguindo a própria visão. 

Últimas palavras: eu aprecio muito os galeses, irlandeses, escoceses, bretões, pela luta de afirmação da profunda identidade celta. Sou um admirador da cultura e da história celta. Considero isto o grande tesouro da herança indo-europeia.Assim eu penso que o fronte celta é parte muito importante da nossa luta comum.

Traduzido por Portal Legionário via democracyandclassstrugle

quarta-feira, 25 de março de 2015

Das Mulheres Poderosas

Muito se fala que a tradição oprime as mulheres e que, portanto, elas devem "se libertar" (não sabemos ainda do quê), devem "levantar a cabeça" e, com ar de arrogantes, "pisar no mundo opressor". Devem se tornar poderosas, tomar o lugar dos homens no trabalho, nos cargos administrativos, nas finanças, até que por fim "se libertem" sabe-se lá do quê. Que se dê "direitos", que se impulsione os costumes femininos e a "liberdade" de comprar e gastar dinheiro à vontade e como bem quiser, que isso e que aquilo e bla bla bla.

Muito se fala também que o mundo moderno é a excelência, ou que está no caminho de resolver todas as dificuldades da humanidade, em contraposição ao mundo tradicional e em geral oriental. Não se percebe, porém, que o conceito de liberdade deve ser analisado de modo mais profundo, sem tanta limitação da lógica moderna; o que o liberalismo e a modernidade, o progressismo em geral, proporcionaram foi, no entanto, com muita limitação das liberdades, para que "cada um tenha seu espaço no mundo", seja para roubar, matar, traficar, destruir o patrimônio público e perverter as crianças. Acontece que o que se pretendeu como liberdade é, no fundo, uma rede de limitações legislativas e jurídicas, burocráticas e que em verdade atrapalham e dificultam a vida individual, que é reduzida a só mais um número em documento oficial.

O mesmo fenômeno para as mulheres. Quê tipo de liberdade elas buscam? Para fazer o quê? Para trair o casamento, para comprar o que quiserem, etc.? E então, depois de traírem o casamento e de passarem tardes inteiras em shoppings (com seus gatinhos e pouddles) vão fazer o quê: voltar para casa tomar seu antidepressivo para poder dormir e acordar no dia seguinte?

Vejamos isso tudo em fotografias.

QUANTO A ESSAS MULHERES, SÃO PODEROSAS?
Feia, exagerada, dessacralizada, tatuada, masculinizada, com um gesto arrogante de promessa de violência e auto-determinação (para fazer o quê?, perguntamos de novo), típico de personalidades com baixa autoestima.

  
Símbolo feminista, mulher moderna no "controle" do volante. Uau!




Marylin Monroe, arrogância e ambição que terminou em suicídio.


Miley Cyrus. Todo o seu "poder" consiste em liberdade para fazer este tipo de coisa.

NÃO SÃO PODEROSAS. ESTAS QUE SEGUEM, SIM, QUE SÃO PODEROSAS!
Natalya Poklonskaya, Procuradora Geral da Crimeia, enfrentou a morte ao desafiar o governo corrupto de Kiev.
Cadetes russas em marcha.
Ninja iraniana pertencente à tropa de elite do exército.
Soldados norte-coreanas abraçam seu protetor, Kim Jong Un
Traje típico da nobreza chinesa
Acima, no vídeo, moça ensaia uma dança típica cossaca, 100% tradicional!