domingo, 17 de maio de 2015

Conheça Älvdalen, local onde se usava runas até o século XX



Älvdalen na Suécia é tão isolado que as pessoas apenas recentemente deixaram de usar as runas, e ainda falam sua língua influenciada pelo Nórdico Antigo.

Na Escandinávia, segundo informações retiradas de Thornews, o uso das runas terminou durante o século XIII. Na isolada Älvdalen na Suécia, no entanto, os habitantes não apenas continuaram a usar runas, mas também desenvolveram sua própria língua com muitos elementos nórdicos.

O povo em Älvdalen (Vale do Rio, em português) usou runas até o século XX, as tão chamadas runas Dalecarlianas. Profundas florestas e altas montanhas isolam o vale localizado em Dalarna, no centro da Suécia. A área também também sua própria língua, o Elfdaliano, ainda falado pelos locais.

Nos países nórdicos, as runas foram o modo de escrita dominante antes da introdução do cristianismo e do alfabeto latino nos anos 800-900.

Segundo o linguista Henrik Rosenkvist para Forskning, este é provavelmente o último uso de runas na Escandinávia.

É sabido que alguns lugares em Gotland e na Islândia se usou runas até o século XVII.
Runas Dalecarlianas de 1635

As runas em Älvdalen são encontradas em casas, no mobiliário e em coisas semelhantes. São também cravadas em tábuas de madeira enviadas como mensagens entre os fazendeiros.

Herança Viking

Na Era Viking, haviam apenas 16 runas diferentes. Em Älvdalen foram introduzidas novas runas - ou letras emprestadas do alfabeto latino.

(Veja também sobre o alfabeto Futhark)

Os vikings escreviam a letra "i" com uma barra vertical, mas o povo de Älvdalen começou colocando um ponto em cima dele, que mostra uma clara influência das letras latinas.

As runas em Älvdalen são um desenvolvimento das runas usadas na Era Viking em combinação com o alfabeto latino.

Elfdaliano

A língua Elfdaliana é também de grande interesse para os linguístas porque fornece um conhecimento de como os antepassados indo-europeus falavam.

Os pesquisadores salientam que o Elfdaliano foi desenvolvido desde a Era Viking e tem algumas novas e interessantes características.

A Suécia não reconheceu a língua como oficial, mas pesquisadores da língua acreditam que é mais do que apenas um dialeto que soa como uma mistura entre o Faroês e o Islandês.

Hoje, em torno de 2.500 pessoas falam o Elfdaliano, que tem sido fortemente pressionado pelo Sueco. As pessoas no vale isolado são orgulhosas de sua língua única e os habitantes estão tentando mantê-la viva através de cursos de língua e livros, semelhante ao que linguístas germânicos do sul do Brasil estão tentando fazer com o Hunsrükish (uma das línguas faladas entre os descendentes de alemães no Brasil, ao lado do Plattdeutsch [sapato de pau], do Pomerano e outros), que desde as migrações se desenvolveu diferente do original na Alemanha.

Do Alfabeto Futhark













 
A palavra Runa vem do Nórdico rún que significa "mistério". Ninguém sabe exatamente quando, onde e quem inventou as runas. A única coisa que os arqueólogos podem confirmar é que as inscrições rúnicas mais antigas que conhecemos são de 1700 anos atrás, encontradas na Dinamarca e na Noruega.

O alfabeto rúnico foi usado nas línguas germânicas - mas primeiramente nos países nórdicos. Foi um sistema de escrita onde cada caráter marcava um som específico. O alfabeto é chamado Futhark depois das primeiras seis runas. (O leitor observador pode contar sete letras no nome: o motivo é que th é um ditongo - o mesmo som nas palavras em inglês como thing). O nome original é pronunciado como fuþark .

As runas podem ser escritas nas direções direita para a esquerda ou vice-versa. Elas podem também ser invertidas ou postas de cabeça para baixo.

O Futhark antigo foi usado até 600 AD e consistiu de 24 caracteres.

Cientistas encontraram exemplos na Noruega de várias mudanças no Futhark durante o século XVII. No início dos anos 700 AD, um alfabeto rúnico mais curto consistindo de 16 caracteres era predominante. Estas mudanças foram conectadas com o que foi chamado de Anos de Sincopação (500-700 AD), quando a linguagem nórdica teve mudanças maiores. As palavras foram encurtadas (sincopatizadas), e algumas runas ganharam novos sons. A palavra jára (ano) foi encurtada para ár . A letra á eventualmente transformou-se na letra å do alfabeto nórdico atual.

(Veja também sobre as letras Æ, Ø e Å.)

É difícil dizer o que eram as runas para pessoas de classes ou castas mais baixas. No entanto, arqueólogos viram algumas mudanças dentro das inscrições depois do ano 1000 AD. Segundo o site Thornews os achados deste período indicam que não eram apenas profissionais escreviam: pranchas de exercícios mostram duas linhas de texto - uma escrita por um profissional com letras bem delineadas e outra com letras tortas, geralmente por algum estudante. Isso, segundo o site, mostra que a escrita era comum às classes e castas. Mas esta afirmação é descabida: o homem de casta superior também deve aprender a escrita, e até que tenha uma mão firme há muita escrita que errar; logo, não se pode dizer que os sinais tortos significam que foram feitos por pessoas de origem inferior - se isto fosse verdade, esse problema seria visto em documentos oficiais de um povo, e não em tabelas de estudo, o que até hoje não se tem visto.

De qualquer modo, tábuas de runas também eram usadas para mandar mensagens cotidianas e notas. Até mesmo mensagens impróprias eram escritas em madeira. Muitos achados de Bergen e Oslo confirmam que o sexo era um tema popular: Ek kann gilja (eu posso seduzir/dormir com garotas) e Smiðr sarð Vigdísi (o ferreiro dormiu com Vigdis).

No século XI, o cristianismo e o alfabeto latino chegaram à Noruega, mas levaria algumas centenas de anos antes até que as pessoas começassem a usar o novo alfabeto. O principal motivo foram as ferramentas de escrita: a vantagem do alfabeto rúnico é que exigia material barato e disponível facilmente. Com uma faca e um pedaço de madeira ou osso, pode-se escrever. O alfabeto latino, entretanto, já tinha uma forma mais difícil para cravar em materiais duros, de modo que era pintada em pergaminhos. Isso era tão caro quanto desconfortável para fazendeiros noruegueses. Depois da Idade Média, as runas lentamente foram saindo de uso e o alfabeto latino se tornou dominante.


Inscrições rúnicas datadas da Idade Média em Bergen.

Acima: -u mik man ek þik .[tradução: "... ... ...você eu, eu te amo"]

Abaixo: -b þþþ

Da origem das letras nórdicas Æ, Ø e Å

A letra Æ é a primeira das letras 'nórdicas' no alfabeto norueguês, originalmente uma ligação representando o ditongo latino dos fonemas de A e E.

Ela foi promovida ao status completo de uma letra em todos os alfabetos nórdicos. Como uma letra do alfabeto latino do Inglês Antigo, foi chamada de æsc ('freixo') depois da runa Futharc anglo-saxã. Ænão é apenas uma letra típica nórdica. Os romanos escreviam Cæsar ao invés de Caesar . No Latim Antigo, a pronúncia de Cæsar era Kaiser , que significa 'Imperador'. No Norueguês (e também no Alemão), a palavra 'Imperador' é diretamente adaptada do nome Cæsar . Em alguns dialetos, Æ tem um sentido significativo: o pronome da primeira pessoa do singular, Eu, e é assim normalmente falado. Normalmente, esse pronome é escrito com Æ quando estes dialetos são processados na escrita.

Segundo Thornews, a letra Ø vem do caráter Œ , uma ligação romana de O e E. Relembra a vogal U na palavra inglesa hurt. Œ é um paralelo exato ao ditongo AE. Há dúvidas de como a forma moderna Ø ocorreu, mas foi encontrada em textos da Alta Idade Média. Provavelmente, o caráter origina de O e E, onde E é simplesmente imprimido ao lado de O. O caráter Œ é frequentemente usado nos textos de Nórdico Antigo (Old Norse) como um sinal de um longo E, e é também usado nas línguas modernas, inclusive o Francês. A palavra dinamarquesa para 'ilha' é Ø e em norueguês, Øy . Hoje, a letra Ø é usada no alfabeto Norueguês, Faroês (das Ilhas Faroé) e no Dinamarquês.

A letra Å é uma invenção alemã datada do final da Idade Média. Para os falantes de inglês, a letra lembra o O em go e em song. Essa letra veio do sueco com o advento da imprensa nos anos 1500. Em Norueguês, Å foi escrito como Aa até 1917. Foi proposto a ser incluída em todas as línguas escandinavas em 1869. Os dinamarqueses esperaram até 1948 para incluí-la no seu alfabeto.

Um meio comum de demarcar uma longa vogal nas línguas antigas era simplesmente escrever duas vezes, como os finlandeses fazem hoje. Eventualmente, o som da A-longa em Norueguês, Dinamarquês e Sueco se tornou Å e foi necessário por ser uma letra distinguida por seu som especial. A letra Å é composta de dois As, um maior e outro menor. Quando eles designam este novo sinal, eles simplesmente põem o menor no topo do menor - portanto o anel sobre o A.

A despeito das muitas dúvidas quanto à correspondência, vale lembrar que no Alemão moderno se usa o caráter Ö para a junção de sons O e E, e para a junção de A e E se usa também o trema, tornando-se Ä.

sábado, 16 de maio de 2015

Os dez exércitos mais poderosos do mundo


Os especialistas geralmente são unânimes na hora de repartir o pódio do poderio militar entre as potências do mundo. A medalha de ouro é tradicionalmente para os EUA, a prata para a Rússia e o bronze para a China. Mas quanto ao resto da lista há grandes divergências entre os especialistas.

Em várias estatísticas atuais que estimam quais são os exércitos mais poderosos do mundo, há imprecisões, sustenta o portal We Are Mighty. Em muitas, incluída a famosa lista de Global Firepower, o poderio naval de um país está determinado pelo número de navios e não por seu movimento, explica o portal, que refaz o cálculo. O resultado? Coreia do Sul tem Forças Armadas superiores às da Alemanha, enquanto a Turquia perde para o Japão e cai para a décima (e última) posição da lista, segundo reportagem retirada da RT.

1. Estados Unidos

O gasto militar dos EUA supera o total conjunto do resto da lista. Sua supremacia em número de navios e aviões em comparação com qualquer outro país também é evidente.

2. Rússia

As tropas russas contam com o maior número de tanques do mundo. Sua marinha e seu parque aéreo militar são os segundos maiores depois dos EUA.

3. China

Por enquanto, a China ocupa o terceiro lugar no 'top 10', mas realiza grandes investimentos para escalar postos. O país asiático tem o maior número de pessoal militar ativo, o segundo parque de tanques (depois da Rússia), e sua marinha e suas Forças Aéreas são as terceiras a nível global.

4. Índia

O número de pessoal militar índio é apenas um pouco inferior ao dos EUA. A cifra, combinada com os importantes parques de navios e aviões dá um resultado impressionante.

5. Reino Unido

O Reino Unido dispõe de um modesto número de aviões militares e um forte parque de tanques. Além disso, entre os 10 integrantes da lista ocupa o último lugar quanto ao pessoal militar ativo. Mas ao mesmo tempo tem a quinta marinha e o quinto maior gasto militar do planeta.

6. França

Apesar de não liderar em números, França dispõe de um equipamento muito moderno e avançado. Além disso, fabrica grande parte de seus próprios investimentos militares, o que a capacita para se armar em caso de conflito prolongado.

7. Coreia do Sul

Coreia do Sul dispõe do quinto maior número de tropas do mundo, enquanto é a sexta quanto a parques aéreos e de tanques. Os especialistas salientam que, ainda que a marinha sul-coreana (a oitava da lista) é bem menos numerosa que a de sua principal rival potencial, Coreia do Norte, é muito mais poderosa.

8. Alemanha

Os militares alemães são conhecidos por sua boa preparação e o país investe muito em armamento. Não obstante, segundo explica We Are Mighty, que coloca Alemanha só na oitava posição, o país europeu ultimamente experimenta problemas com o equipamento que fornecem os fabricantes nacionais. Além disso, Berlim depende demasiado de fontes externas de combustível.

9. Japão

Japão tem a quarta maior marinha do mundo e o quinto maior número de aeronaves militares. Não obstante, sua Constituição, reformada depois da Segunda Guerra Mundial, lhe proíbe usar suas tropas no estrangeiro.

10. Turquia

Turquia possui o quinto maior número de tanques do mundo e ocupa a sexta posição quanto a militares ativos. Seu investimento militar é o mais modesto da lista e é 32 vezes menor que a dos EUA. Não obstante, com os jihadistas do Estado Islâmico a suas portas, o preparativos bélicos turcos vão se intensificar, adverte We Are Mighty.


Alberto Buela: Quem controla o mundo?

Por Alberto Buela*

Pela primeira vez desde a finalização da segunda guerra mundial (1945) os Estados Unidos tomam uma decisão política internacional à qual se opõe o Estado de Israel e os judeus em geral, como é o acordo nuclear com o Irã com o apoio da Alemanha, Grã Bretanha, Rússia, China e França.

Este acordo que tem que ser feito em forma definitiva em 30 de junho para fechar os detalhes técnicos e jurídicos é explicitamente boicotado pelo Estado de Israel e o lobby judeu estabelecido nos governos dos Estados Unidos, Alemanha, Grã Bretanha, França e, inclusive, Irã. Sobre este último recordemos que nos funerais do Papa João Paulo II, teve só dois chefes de Estado que falavam farsi, o aiatolá Jatami e o então presidente israelita Moshe Katsav, e entre eles se entenderam. A comunidade judia no Irã é a mais forte dentre todos os países árabes.

O Irã é considerado um perigo para a existência do Estado israelita. Os atentados de Buenos Aires há 23 anos se explicam como atentados de falsa bandeira produzidos por serviços secretos de Israel e dos EUA para buscar um motivo pelo qual declarar guerra ao Irã.

Este objetivo depois se deixou de lado e nós, os argentinos, terminamos pagando os pratos vermelhos e medidos em um conflito que não têm nada que ver conosco, mas que pagamos generosamente com o dinheiro de nosso minguado Estado.

Os lobbies judeus estão trabalhando contra o tempo para fazer abortar o pacto final do acordo que acaba de ser feito nesta primeira semana de abril de 2015, e nesse sentido já o chefe supremo iraniano Ali Khamenei acaba de pôr em dúvida que se possa firmar o acordo definitivo em 30 de junho.

Os dirigentes máximos do mundo, em sua maioria, veem com bons olhos o acordo de um pacto nuclear, pois isso traria algo de tranquilidade ao infortúnio internacional que estamos vivendo hoje. Até o Papa Francisco, de quem ninguém pode duvidar que é, por convicção própria, o maior defensor dos interesses judeus, apoiou o pacto.

De modo tal que não fica nenhuma autoridade de peso sobre a terra que se oponha ao acordo de há uma semana atrás, mas, não obstante, há indícios de que o pacto não seja fechado de forma definitiva. E então surge a questão "mas quem manda no mundo? Quem tem o mais poder que a vontade explícita dos cinco poderosos da terra, para anular sua decisão?"

Retorna mais uma vez à nossa memória o velho ensinamento do velho ministro inglês Disraeli quando afirmou: Ignora o mundo quem maneja o poder detrás dos bastidores. Será o imperialismo internacional do dinheiro manejado pelos dois bancos mais poderosos: Rockefeller e Rotschild?

A nós, como convidados de pedra destas grandes medidas geopolíticas e estratégicas, só cabe distinguir que estas são manobras dos homens, mas que outras podem ser as medidas de Deus. Mal de muitos consolos de pobres.

*Filósofo e escritor

via elespiadigital

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Ministro norte-coreano aparece na TV após noticiada sua morte

 
O Ministro da Defesa da Coreia do Norte, Hyon Yong-chol, apareceu em um programa de TV norte-coreano nesta quinta-feira (14), um dia depois que o serviço de inteligência da Coreia do Sul anunciou a sua morte por fuzilamento.

Na quarta-feira (13), o Serviço Nacional de Inteligência (SNI) sul-coreano havia anunciado, sem nenhuma prova, o fuzilamento, ou execução com tiros de canhão antiaéreo, do ministro norte-coreano, apresentando como motivo um "cochilo" do funcionário do governo e falta de respeito com o presidente do país, Kim Jong-un. Rapidamente, a imprensa sul-coreana "noticiou" a suposta execução, o que repercutiu em toda a mídia ocidental, a serviço do grande capital, do imperialismo e do governo dos EUA.

Devido ao aparecimento do Ministro da Defesa norte-coreano em rede nacional no país socialista, o Serviço de Inteligência da Coreia do Sul teve que retificar sua própria declaração e afirmou que seguirá acompanhando o caso, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

A farsa da morte bizarra do alto funcionário do governo norte-coreano durou pouco tempo, mas as mentiras e manipulações orquestradas pelo governo da Coreia do Sul com apoio da imprensa ocidental a serviço do imperialismo estadunidense não cessam, sendo necessário sempre esclarecer e desmentir esse tipo de "informação".

Via diarioliberdade

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Crowdfunding para Nova Rússia: brasileiros levantam fundos para passagens aéreas

Bandeira da Nova Rússia
 A seguir, reportagem retirada de Sputnik: Ativistas organizados em torno da Frente de Solidariedade Brasileira com Ucrânia lançaram nesta quinta-feira uma campanha de crowdfunding para comprar as passagens de avião do primeiro de um grupo de quatro voluntários que se unirão às brigadas internacionais em Donbass, onde já combatem pelo menos quatro brasileiros desde o fim de 2014.

Em entrevista com Sputnik Mundo, o organizador do crowdfunding, Henrique Güntzel, de 26 anos e originário da cidade de Santa Cruz do Sul, no estado do Rio Grande do Sul, explicou que o grupo todavia não decidiu qual dos quatro interessados viajará em primeiro lugar em caso de só obterem R$ 3.500,00 (1.170 dólares) necessários.

"Todos os dias temos pessoas interessadas em lutar por Nova Rússia. Não obstante, o preço das passagens de avião subiram muito por causa do dólar", explicou Güntzel, que, ao notar o apoio da página da Frente de Solidariedade Brasileira com Ucrânia no Facebook, decidiu organizar a iniciativa.
À direita, Lusvarghi, voluntário brasileiro

"Somos quatro os que queremos viajar, não obstante, não acredito que seja o primeiro nem posso assegurar quem será porque estamos todos pendentes de regularizar nossos documentos e conseguir o dinheiro da passagem", salientou o brasileiro que disse crer na "luta a favor de um povo digno que merece sua autodeterminação". Por sua vez, o administrador da página no Facebook da Frente de Solidariedade Brasileira com Ucrânia, Raphael Machado, explicou que o crescimento da mesma foi exponencial nas últimas semanas e que "já soma em torno de 7.500 seguidores de Brasil, Rússia, Espanha, Portugal, México, Itália, Argentina e Venezuela, nessa mesma ordem".

Como o ativista admite, a Frente de Solidariedade Brasileira com Ucrânia informa aos interessados e coordena a chegada de voluntários brasileiros através de contatos em Moscou ligados ao Movimento Eurasiano, os quais, posteriormente, ajudam aos voluntários a entrar na Ucrânia e estabelecer contato com os grupos de brigadas que atuam na Nova Rússia.

"Atualmente já não estamos vinculados à unidade de voluntários da Unidade Continental, mas ao Team Vikernes, que é a unidade de Rafael Lusvarghi" explica Raphael Machado em referência ao mais conhecido dos quatro ativistas brasileiros que desde dezembro de 2014 combatem junto às milícias em Donetzk.

Segundo o ativista, além dos quatro interessados do crowdfunding, na noite de ontem chegou a Moscou um brasileiro do estado do Paraná e ao longo da sexta-feira chegará outro brasileiro procedente da França, onde reside, ao mesmo tempo que destacou que "muitos argentinos e gente da América Latina estão solicitando informação para se unir à luta".

Enquanto espera o resultado do crowdfunding, que seguirá funcionando até o próximo dia 12 de julho, Güntzel relatou seu interesse por ser o primeiro a ter a oportunidade de se unir às milícias para "evitar que o expansionismo imperialista americano siga avançando" e, com isso, "alcançar junto ao povo de Nova Rússia um exemplo de resistência no mundo".

Salientamos que os blogs Portal Legionário e Legio Victrix, que mantêm páginas no Facebook, embora não sejam um único grupo, apoiam este movimento e estão à disposição para auxiliar neste esforço.
Mapa em constante mudança que divide a área dominada pelo governo de Kiev, financiada pelos EUA e OTAN, e a da Nova Rússia, área dominada por rebeldes pró-russos, por sua vez apoiados pelo povo


terça-feira, 12 de maio de 2015

Estudo derruba mito de que mulheres ganham 30% menos que homens

Por um motivo simples, sempre desconfiei da estatística da diferença salarial. Se as mulheres de fato ganhassem menos que os homens para realizar as mesmas tarefas, empresas que buscam o lucro só contratariam mulheres. Diante de dois candidatos com o mesmo potencial, o patrão, é claro, contrataria o mais barato. Mas o que ocorre é o contrário: os homens ainda são maioria dos empregados do Brasil.

Portanto ou os donos de empresas são tolos, e colocam o machismo acima do lucro, ou a estatística é furada.

Um novo estudo da Fundação de Economia e Estatística, do governo do Rio Grande do Sul, confirmou essa suspeita. Os economistas Guilherme Stein e Vanessa Sulzbach analisaram 100 mil salários e concluíram que as mulheres brasileiras ganham 20% menos que os homens – mas só 7% não podem ser explicados pela diferença de produtividade.

A pesquisa enfureceu feministas gaúchas, que escreveram artigos e textões no Facebook acusando os autores de machismo e pediram a demissão dos diretores da Fundação. Em resposta, dezenas de economistas assinaram um manifesto defendendo os pesquisadores. “Ficamos surpresos com uma reação tão forte a um estudo que já foi replicado tantas vezes”, me disse o economista Guilherme Stein.

A conclusão do estudo converge com os dados da economista Claudia Goldin, de Harvard, a grande especialista em diferença salarial. Para os Estados Unidos, Goldin encontrou uma porcentagem um pouco menor (5%) que não é explicada pela produtividade.

De acordo com os pesquisadores, principalmente dois fatores puxam o salário das mulheres para cima, mas outros três o empurram para baixo (veja a tabela abaixo). As mulheres têm em média mais anos de estudo e começam a trabalhar mais tarde. No entanto, interrompem a carreira com mais frequência, têm uma jornada um pouco menor que a dos homens e tendem a se concentrar em ocupações que remuneram menos.

Dos 20% de diferença salarial, 13% são explicados por essas razões. Ou seja: se homens e mulheres trabalhassem as mesmas horas e tivessem o mesmo perfil, ainda assim as mulheres ganhariam 7% menos. Como explicar essa diferença? Pode ser preconceito e discriminação por parte dos patrões, ou algum outro fator ainda não revelado. O que se pode dizer é que o machismo dos empregadores diminui o salário das mulheres em no máximo 7%.

O texto acima é da Veja. Ao final, acrescenta: A pesquisa não contraria bandeiras feministas, pelo contrário. “Os dados sugerem que a diferença salarial diminuiria se os homens dividissem os afazeres domésticos com as mulheres”, diz Stein.

No entanto, é bem sabido que a produtividade da mulher é inferior à do homem. E, como se não bastasse, a carreira do homem, que é mais longa, tende a arrecadar mais capital. Outras pesquisas poderiam indicar aqui dados em indústrias, na área de produção, serviços em gerais como rede elétrica, etc. (onde as mulheres não rendem a força e a desenvoltura pragmática naturais ao homem), e comparar com dados de empregos em escritórios, onde as mulheres são supervalorizadas, não pela eficácia, mas pela companhia (aqui podemos salientar não apenas a carência de machismo, mas até mesmo um feminismo ou preconceito no senso comum empresarial de que no escritório deve haver uma mulher). De qualquer modo, eis uma pesquisa que deve abrir outras variadas refutações em cima de refutações, com fim de eliminar os argumentos feministas da esfera pública e privada.

domingo, 10 de maio de 2015

Estado Islâmico mata 17 mulheres por se negarem a servir como escravas sexuais


O grupo terrorista Estado Islâmico (Daesh, em árabe) mata a pedradas neste domingo 17 mulheres em Mosul, no norte do Iraque, por negar-se a participar do que chamam de "jihad sexual", ou seja, "casamentos" temporários com os terroristas.

Na quinta-feira passada a Organização das Nações Unidas (ONU) denunciou que a violação, a escravidão sexual e o casamento forçado são abusos utilizados com frequência por Daesh como tática de terror na Síria e no Iraque.

Como bem sabemos, o Estado Islâmico é financiado e controlado pelos EUA e pelos países da OTAN (França, Inglaterra, Alemanha, Canadá), como ferramentas para desestabilizar as forças adversárias como o Irã e o governo Sírio de Bashar al Assad.

A prática de estupros e tráfico de pessoas é comum na estratégia da OTAN (rapazes mercenários e meninas do mundo todo acabam parando em suas mãos), que serve tanto ao controle pelo terror como para o abastecimento e o contentamento dos mercenários.

Estas práticas são já utilizadas na Ucrânia. Recentemente, inclusive, o batalhão neonazista Azov, financiado por judeus internacionalistas e pelos governos da OTAN, crucificou e queimou vivo um manifestante pró-russo, divulgando as imagens para causar terror.

E, ao contrário do que fazem pensar os próprios financiadores do terror, seus adversários, iranianos, sírios, russos e Hezbollah, que representam para os ocidentais o "mundo bárbaro", não são os agentes dos atos de terror, pois lutam contra o Estado Islâmico, a Al Qaeda e outros grupos amplamente conhecidos pelo terrorismo e por serem financiados pela própria OTAN.

sábado, 25 de abril de 2015

Brasil: identidades regionais e culturais


O Brasil é uma união de múltiplas belezas, cada qual com seu sistema tradicional, com suas crenças e superstições, seu modo de ver o mundo e de vivê-lo. Mas todas são igualmente belas e sagradas, e absolutamente fundamental para você e para todos nós. Não apenas "porque sim", ou como remédio psicológico, mas como verdade e visão de mundo - querendo ou não, a tradição de cada um de nós permanece na sua alma, e ela dá significado ao mundo que vivemos. Distanciar-se da tradição é distanciar-se do mundo e de si mesmo, é perder-se. Portanto, preserve a sua tradição e seu povo e, principalmente, participe deles! Enraíze-se, prenda-se, entregue-se à beleza da sua tradição. "A beleza salvará o mundo", dizia Dostoievsky, e não há dúvida de que todos nós concordamos com ele.

A maioria das informações deste artigo foi retirada de um fórum e traduzida do inglês. Está claro que ele não abrange todas as variedades culturais da nossa bela e grande pátria; isto não quer dizer que aquelas que não aparecem aqui (como, por exemplo, as comunidades fechadas ortodoxas russas e ucranianas no Paraná, as comunidades germânicas do oeste catarinense, a variedade cultural dos indígenas no norte e centro-oeste do país e no interior nordestino, etc.) são menos importantes. Muito pelo contrário. Em outra oportunidade, esperamos publicar mais sobre elas neste blog. Por outro lado, o que está aqui é uma pequena e breve exposição das diferenças culturais entre alguns povos e tradições do Brasil; a maior parte (música, língua, religiosidade, psicologia, mitologia, lendas e contos populares, etc.), e os fundamentos históricos e culturais mesmos de cada povo e tradição, ficam ocultos.

Mas aí estão algumas identidades regionais e segmentos culturais. Claro que hoje a maioria das pessoas que vivem em cidades tendem à globalização, mas elas ainda retêm muitos aspectos das culturas regionais na qual seus ancestrais viveram antes do êxodo rural nos anos 1950.

Muitos sociologistas dividiram o Brasil em regiões distintas considerando os habitantes e seus hábitos. O trabalho mais conhecido sobre este assunto foi feito por Darcy Ribeiro (O Povo Brasileiro), onde ele dividiu o Brasil em suas maiores regiões culturais: O Caipira, O Caboclo, O Sertanejo, O Gaúcho/Sulino. Outros intelectuais do final do século XIX e início do XX descreveram, sobre as suas regiões ou de outros, traços culturais distintos, como José de Alencar (escreveu sobre o Gaúcho, embora muito tendencioso, desde que ele era do nordeste), Sílvio Romero, Monteiro Lobato (sobre o Caipira) e Euclides da Cunha (do Rio de Janeiro, mas escreveu algo sobre o Caipira de São Paulo, quando viveu em Lorena, no estado de São Paulo, e sobre o Sertanejo do interior da região do Nordeste, quando ele estava cobrindo a Revolta dos Canudos no estado da Bahia).

1 - O CAIPIRA

Originado onde hoje é o estado de São Paulo, o Caipira se espalhou por todas as áreas da região de São Paulo, especialmente no interior, no Triângulo Mineiro (Sul de Minas Gerais), Goiás, Mato Grosso do Sul, partes do Mato Grosso e no Paraná, e em algumas cidades do Rio de Janeiro próximas a São Paulo (Resende, Paraty). Os Caipiras originais foram descendentes de colonizadores brancos misturados aos ameríndios do início da colonização do estado de São Paulo. Mais tarde, os imigrantes nessas áreas foram assimilados na cultura e na identidade Caipira. O folclore Caipira é muito rico e sua música típica é representada pela música Caipira. Seus hábitos são uma mistura de traços arcaicos ibéricos com ameríndios. O dialeto Caipira, falado nas áreas onde vivem os Caipiras, é uma reminiscência de um dialeto antigo Tupi chamado Língua Geral Paulista. As áreas no litoral do estado de São Paulo e algumas cidades do Rio de Janeiro próximas a São Paulo têm uma versão similar do Caipira, o Caiçara, com alguns traços mais peculiares, mas que podem ser postos na mesma matriz.

A localização aproximativa da civilização Caipira, assim como o termo, foram cunhados pelo sociólogo Darcy Ribeiro (em vermelho):



 A área em branco no estado de São Paulo é a Região Metropolitana da cidade de São Paulo (capital do estado). Embora é onde o Caipira se originou no passado, no século XIX e nos fins dos anos 1960 essa área foi fortemente influenciada por imigrantes europeus (principalmente italianos) e perdeu muito do seu caráter Caipira. No fim dos anos 1950, essa região começou a receber migração em massa das outras regiões brasileiras (principalmente do norte de Minas Gerais e do nordeste brasileiro) e atualmente é uma área completamente cosmopolita com em torno de 20 milhões de habitantes.

Alguns ritmos musicais do Caipira:
http://www.youtube.com/watch?v=2Q6Ap_IKmYE
http://www.youtube.com/watch?v=bv3593lmltY
http://www.youtube.com/watch?v=s0SeDOjJBS0
http://www.youtube.com/watch?v=95rp7JlvRdM

Algumas imagens do Caipira:

Amácio Mazzaropi imortalizou o Caipira no cinema brasileiro. Ele nasceu na cidade de São Paulo, mas cresceu em Taubaté, na cidade de sua mãe, uma cidade considerada como um dos berços da cultura Caipira. Por toda sua vida ele foi uma das pessoas que espalharam a imagem do Caipira para outros povos.
Abaixo, pinturas de Almeida Jr.(08/05/1850, Itu - 13/11/1899, Piracicaba), ele próprio um caipira de Itu, do interior do estado de São Paulo.
A Catira (também conhecida como Cateretê) é uma dança tradicional dos Caipiras:

2 - O GAÚCHO

O habitante tradicional do estado do Rio Grande do Sul, o Gaúcho, partilha de alguns traços com os gaúchos da Argentina e do Uruguai, seus "primos", mas também com o Caipira brasileiro. O Gaúcho se espalhou pelo estado do Rio Grande do Sul e por outras áreas do país, ao longo das migrações do século XIX, como Oeste do estado de Santa Catarina e grande parte do estado do Paraná. O Gaúcho tem suas próprias tradições e seu dialeto é repleto de vocabulários distintos, como tchê (semelhante ao ché argentino), barbaridade! (encurtado para o simples bah!), etc.

Região aproximativa da civilização Gaúcha:


A área em branco no estado do Rio Grande do Sul é a Serra Gaúcha, mais influenciada pelos italianos do que pelos Gaúchos. Essa região é uma das áreas mais europeias do Brasil, além das áreas de Santa Catarina, do Paraná e do próprio Rio Grande do Sul onde se estabeleceram imigrantes alemães, poloneses e russos.

Vale notar que o Gaúcho é originado pelos hábitos dos longos campos (pampas), onde o clima, a vegetação, a fauna e a geologia peculiares, misturados pelos elementos ibéricos e ameríndios (dos quais surge a etnia Gaúcha), forma uma tradição que recorda a dos cossacos e dos tártaros, povos que tendem mais ao nomadismo, à cavalaria e à inclinação às artes com espadas e outros elementos de guerra e contemplativos.

Alguns ritmos musicais do Gaúcho:
http://www.youtube.com/watch?v=n47iU8Hj8KY
http://www.youtube.com/watch?v=y-2UfOsneug
http://www.youtube.com/watch?v=o2mWc_48jxE
http://www.youtube.com/watch?v=KI0ppcrK49E

Retrato típico do Gaúcho:


3 - O SERTANEJO

Este um preenche uma grande área no interior da maioria dos estados nordestinos, no nordeste do estado do Goiás e no norte de Minas Gerais. O Sertanejo é um homem de hábitos duros, costuma viver em áreas áridas e difíceis em geral do Sertão Nordestino, como dito pelo escritor Euclides da Cunha. Do gado eles tiram tudo que precisam para viver: alimentação e material para as roupas, que são costumeiramente feitas por couro cru. Sua música tradicional é o forró, que possui uma grande variedade de sub-gêneros.

Na imagem, em vermelho, a área aproximada da civilização Sertaneja:


Alguns ritmos musicais do Sertanejo (Forró/Baião):
http://www.youtube.com/watch?v=cWiJL0_yj9c
http://www.youtube.com/watch?v=LDph1JxVHBM
http://www.youtube.com/watch?v=EpyY_Z797UE
http://www.youtube.com/watch?v=g69wNRtgpic

Algumas imagens do Sertanejo nordestino:

4 - O CABOCLO AMAZONENSE

Este grupo é descendente principalmente da mistura entre europeus e ameríndios, com predominância da cultura ameríndia e da assimilação dos europeus para dentro da tradição ameríndia. Eles desenvolveram uma cultura conhecida como "cultura ribeirinha", que se desenvolveu próxima dos rios dos quais tiram o que precisam. Há muitos ameríndios puros entre eles, grande parte vive em reservas indígenas. Nessa região os traços ameríndios são os mais fortes em todo o território brasileiro.

Local aproximado da civilização "ribeirinha":

Alguns traços e retratos do Caboclo Amazonense:

5 - O CARIOCA ("FLUMINENSE")

Este é formado pela influência cosmopolita do Rio de Janeiro em seus aspectos cultural, linguístico, econômico e social. O Carioca foi fortemente influenciado tanto por culturas europeias como por africanas, e em um grau menor por ameríndias. Esse é o tipo cultural que o Brasil exporta para o mundo todo, sendo tomado erroneamente pela "cultura brasileira". A música popular Carioca é o Samba, mas outros muitos conhecidos ritmos brasileiros, como o Bossa-Nova, são também do Rio de Janeiro. O Samba é a música carioca por definição. Há muitos Sambistas em outras regiões, sendo originado em verdade na Bahia, mas o "centro" do Samba, o lugar onde foi reformado do modo como é conhecido hoje, foi no Rio de Janeiro, sendo exportado então para outros cantos do Brasil e do mundo.

Área aproximada da civilização Carioca:

 

As áreas em branco no Espírito Santo são regiões montanhosas habitadas por imigrantes italianos e alemães (principalmente pomeranos), dos quais se falará em seguida.

O Samba Carioca:
http://www.youtube.com/watch?v=rETSGoLBjjk
http://www.youtube.com/watch?v=DhD5FzoPgdA
http://www.youtube.com/watch?v=2Az0YHEymdU

A Bossa Nova:
http://www.youtube.com/watch?v=-11-YI0EBEs

Alguns retratos e imagens do Carioca e sua cultura:

Acima, imagens do Carnaval Carioca e, a seguir, a Bossa-Nova (que depois se modificou em MPB - Música Popular Brasileira). A música "Garota de Ipanema" talvez seja a música mais famosa da Bossa Nova.
 


 O Zé Carioca é a personificação do Carioca feita pela Walt Disney:

 6 - O CRIOULO

O Brasil Crioulo (o negro brasileiro), de acordo com Darcy Ribeiro, é a área onde a presença negra é mais forte em todo o país, e moldou a cultura mais do que qualquer outra região habitada por negros. Essa região é localizada no litoral da região nordeste do país, em cidades como Salvador, capital do estado da Bahia. Há muitas manifestações culturais dos Crioulos, como os cultos do Candomblé e da Umbanda, a Capoeira, que é uma mistura de artes marciais com música e dança. O Samba foi criado na Bahia, entretanto foi desenvolvido no Rio de Janeiro e foi lá que o segmento se tornou famoso. Outros ritmos típicos desta área costeira são o Axé e o Frevo.

Área aproximada da civilização Crioula:

Alguns ritmos (Frevo):

(Axé):

Alguns retratos do Crioulo brasileiro e dos seus hábitos:

O Frevo de Olinda e Recife, no estado do Pernambuco:
A Capoeira, típica desta região:

O Candomblé:
A Umbanda:

7 - OS AÇORIANOS

Os açorianos não foram representados por Darcy Ribeiro, que supõe que o litoral de Santa Catarina se inclui na região Sulina. Não está de todo errado, mas esta região desenvolveu uma cultura particular à parte das outras regiões brasileiras. Esta cultura foi muito influenciada pelos imigrantes açorianos (Ilha dos Açores, próxima de Portugal) que se assentaram lá no século XVIII. Santa Catarina foi o maior assentamento de açorianos no Brasil. Haviam lá poucos habitantes antes: paulistas, ameríndios, alguns espanhóis e alguns poucos negros escravos. Logo, os açorianos ultrapassaram esta população (haviam 6.071 açorianos contra 4.193 de outras origens no século XVIII). Entre os traços culturais deixados pelos açorianos em Santa Catarina estão o Boi-deMamão, o Terno de Reis e a Dança do Pau-de-Fita. Seu sotaque ainda mantém muitas influências açorianas.

Área aproximada da civilização açoriana:

Alguns retratos dos açorianos:
Um mapa mostrando a colonização de Santa Catarina. Na região costeira está escrito "Vicentistas (como os paulistas eram chamados no século XVI) e Açorianos".

8 - O MINEIRO

Embora todos os nascidos em Minas Gerais são chamados de "mineiros", este grupo se refere aos que vivem no núcleo de Minas Gerais, onde as influências de São Paulo (caipira), Rio de Janeiro (carioca) e Bahia (sertanejo) não são fortes. Esta civilização começou quando os paulistas buscavam ouro no fim do século XVII e no início do século XVIII. Os primeiros habitantes dessa região (excluindo os índios nativos), assim, foram migrantes da região de São Paulo. Uma guerra estalou entre os paulistas e o governo português para decidir quem teria o monopólio das minas de ouro, e os primeiros foram derrotados (Guerra dos Emboabas). Isto fez com que a influência paulista nesta região decaísse drasticamente, com poucos deles restando (mais assentados em regiões como Goiás ou Mato Grosso) na área de Minas Gerais. Durante todo o século XVIII, tanto os portugueses como os africanos migraram para lá. Mais ou menos 700.000 portugueses se assentaram nessa região naquele período. Um alto número de escravos africanos chegaram também. Durante o século XIX e o início do século XX, a imigração italiana também aconteceu, principalmente na nova capital do estado, Belo Horizonte. A cultura dos Mineiros tem um certo parentesco com as culturas próximas (caipira, sertanejo, etc.) e teve também uma forte influência portuguesa no século XVIII (Saint-Hilaire, um viajante francês no Brasil no início do século XIX disse que o Mineiro era bastante português na cultura e que eles, ao mesmo tempo, falavam o melhor português no Brasil, por exemplo). Essa região mantém uma das mais portuguesas arquitetura em todo o Brasil, como Ouro Preto, Mariana, São João del-Rei e assim por diante.

Área aproximada da civilização Mineira:

Algumas imagens e retratos dos Mineiros:
Pessoas em Ouro Preto:

Alguns retratos antigos
Rugendas (1835):

 9 - A REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO (PAULISTANA)

Essa região foi o sítio original da civilização caipira e foi parte dela até as primeiras décadas do século XX, mas devido à imigração em massa da Europa, ela perdeu a maioria dos aspectos da cultura caipira,embora manteve muitas também, mas nada em comparação às regiões que permaneceram Caipiras. A última onda de imigração foi em 1950, quando São Paulo-capital e as cidades vizinhas começaram a receber migrantes de outros estados brasileiros com diferentes culturas (como foi dito, a maioria dos migrantes vieram do norte de Minas Gerais e do sertão nordestino, regiões de predominância sertaneja), transformando essa região em um espaço completamente cosmopolita, um cruzamento de culturas europeias, asiáticas, caipira e sertaneja. Vê-se em São Paulo, hoje, pessoas de todo lugar do Brasil e do mundo. A cultura típica paulistana, aquela entre 1900 e 1960, é predominantemente europeia (italiana e portuguesa) com alguns traços menores caipiras, mas hoje se vê muitas culturas estrangeiras passeando pelas ruas de São Paulo-capital: bolivianos tocando flautas pelas praças, promotores do Forró, bairros asiáticos, locais dominados pelas tribos urbanas como o Funk, o Rap, os festivais de Rock, etc.

Área aproximada desta civilização (ou, mais atualmente, anti-civilização):
Algumas imagens. Na pintura abaixo, resquício da tradição Caipira antes do século XX.

A São Paulo europeia: nas fotos, vê-se trabalhadores italianos, predominante força de trabalho dos anos 1900 até 1920.
Abaixo, a São Paulo cosmopolitana, desprovida de tradição.

10 - O TEUTO-BRASILEIRO

Essas regiões foram habitadas e construídas quase exclusivamente por imigrantes vindos da Alemanha e da Itália desde o século XIX, e mantiveram suas influências até hoje, embora bastante enfraquecidas e em perigo de esquecimento generalizado nos dias de hoje, com a geração nascida no fim do século XX. Suas culturas derivam dos ancestrais da Alemanha, Áustria, Suíça, Polônia, Norte da Itália, etc. No entanto, apesar da forte influência europeia, esses imigrantes construíram, com a mudança climática, política e até pelo isolamento com relação à pátria antiga, uma tradição própria que se distanciou ao longo do tempo das dos seus países de origem. Além disso, enquanto a Itália e a Alemanha, ao longo do tempo, tiveram inúmeras reformas linguísticas, culturais e religiosas, os imigrantes no Brasil permaneceram em uma tradição "parada no tempo", cujos princípios mais arcaicos permitiram uma mais forte e duradoura preservação da tradição.

O problema começou na segunda guerra mundial: o governo brasileiro tratou de cortar todos os laços dos imigrantes com parentes no exterior, e de doutriná-los à força (opressão da língua original, dos costumes, festas tradicionais, obrigação da utilização da língua portuguesa, dos costumes do Estado, do dever civil, etc.) para que se misturassem ao Brasil como um todo e perdessem a identidade e a obrigação tradicional para com sua própria civilização germânica/italiana/polonesa/russa.

Abaixo, áreas aproximadas dos imigrantes da Europa Continental, a civilização Teuto-Brasileira:

Seguem imagens de descendentes de alemães em Santa Catarina (Blumenau, Joinville, Brusque, etc.)

Abaixo, Serra Gaúcha (colonizada principalmente por italianos). Nessa região, Taliano, um dialeto de Veneto, era falado até a Segunda Guerra Mundial, quando as ações nacionalistas tomadas pela ditadura do Estado Novo tornaram um crime os cidadãos brasileiros falarem italiano ou alemão nas ruas, escolas, e até mesmo em casa (casas eram invadidas e livros e documentos escritos em outra língua que não o português, quando encontrados pelos oficiais, provocavam prisão, obrigando uma queima em massa de materiais tradicionais por parte do próprio povo).


Povos de Santa Maria de Jetibá, no estado do Espírito Santo. Esta cidade, juntamente com outras cidades nas montanhas do Espírito Santo, foi colonizada por alemães, italianos e poloneses. Santa Maria é uma grande colônia de pomeranos (alemães).