Mostrando postagens com marcador Gaddafi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gaddafi. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A desintegração da Líbia, à beira de uma catástrofe humanitária

Ameaça de fome, incessante guerra interna, colapso econômico e possibilidade de desintegração do país. Tal é o quadro que apresenta hoje a Líbia, país que recebeu uma "lição de democracia" da coalisão ocidental.



Existe a possibilidade de devolver a esse país a via pacífica os quem devem responder pelas gravíssimas consequências da revolução apoiada pelo exterior?

Dois anos após a chamada revolução líbia a situação do país não pode ser denominada mais que crítica. As atuais autoridades nominais e os líderes da nova onda de protestos bloqueiam as relações econômicas elementais da Líbia com o mundo exterior, das quais dependem se não tudo, ao menos muitas coisas.

Alguns não podem pagar as importações de alimentos, porque os outros bloqueiam a exportação de petróleo, tão necessário à entrada de recursos ao orçamento. Além disso, a extracção do óleo é de dez vezes inferior em comparação aos tempos "prerevolucionários".

E tudo isso porque o país se reuniram novamente forças armadas de diferentes grupos, o que praticamente bloqueou os restos do complexo petrolífero. As autoridades tentam controlar o exército, torná-los parte das forças de segurança , mas os esforços são infrutíferos. Não há dinheiro .

Em tal situação, a pergunta "o que fazer?" torna-se uma questão de uma forma muito concreta. Está em risco o destino de todo um povo . A Voz da Rússia perguntou ao orientalista Anatoly Yegorin se os países ocidentais devem assumir a responsabilidade , inclusive financeira , diante do povo da Líbia. Aqui está a resposta :


"Sim, deveriam. Eles forçaram a aprovação da resolução , segundo a qual interviriam como defensores do povo, que supostamente foi oprimido por Gaddafi . Eles lançaram trinta mil ataques aéreos contra a Líbia e onze cidades ficaram em ruínas. Ocidente prometeu dez bilhões de dólares para reconstruir as cidades, mas permanecem em ruínas.


Os países ocidentais, dado que se importam tanto para a paz na Líbia, devem tomar medidas urgentes, realizar uma conferência ou fazer qualquer outra coisa, para que a Líbia seja pelo menos um Estado federal e não se desintegre.


Mas o Ocidente, como sempre, não se apressa em corrigir seus erros dramáticos. Como resultado, o governo totalmente debilitado não tem chance de financiar até mesmo as necessidades básicas, tais como as importações de cereais . Para o país de seis milhões de habitantes, que não tem um complexo agro-industrial básico, isso envolve uma grande catástrofe humanitária.


Deixam de vigorar até mesmo contratos de importação de cereais previamente selados. Aparentemente, os fornecedores estrangeiros, com razão, do ponto de vista empresarial, exigem o cancelamento da dívida. Mas tal inflexibilidade não promete aos líbios nada de bom. Atualmente corre risco a importação de cinqüenta mil toneladas de trigo, o suficiente para alimentar por vários meses apenas a capital e nada mais."


O co-presidente do comitê russo de Solidariedade com os Povos da Líbia e da Síria, Oleg Fomin, argumenta que a comunidade internacional poderia intervir ativamente na situação.


Se a ONU respondeu a sua predestinação , não por coincidência foi criticada por Gadafi em seu famoso discurso em Nova York, deve responsabilizar aqueles que mergulharam o país numa crise, e obrigá-los a pagar para a reconstrução da economia nacional , educação, medicina e outros setores vitais.


Aqueles que arruinaram o país devem responder . Isso é, em seu tempo, tal responsabilidade foi colocada sobre a Alemanha .


Enquanto isso, na sexta-feira em Trípoli se protagonizou confrontos entre diferentes grupos armados que deixaram dezenas de mortos e feridos. E na situação de "todos contra todos", não parece haver nenhum raio de esperança.

via Soberania argentina

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O que Líbia perdeu com a morte de Gaddafi

Por Ángel Ramírez

Após dois anos da queda de Gaddafi, recapitulemos o que foi arrebatado, talvez para sempre, do povo líbio a custo da sua "libertação".

Onde quer que o anglosionismo apareça, genocídio, destruição, instabilidade e miséria humana sucedem. A Líbia atual reflete o legado deplorável do atlantismo (O Eixo Washington-Buxelas-Tel Aviv). De ser o país mais desenvolvido do norte africano, agora é uma região anárquica devastada e destruída.

Estas seriam algumas coisas que os líbios perderam com a invasão da OTAN e o posterior assassinato de Muammar Gaddafi:

- Eletricidade gratuita;

- Empréstimos sem juros dos bancos de propriedade estatal;

- Direito humano à habitação;

- 60 mil dinares (50 mil dólares) aos recém casados para começar sua vida matrimonial, comprar uma casa e formar uma família;

- Saúde e educação gratuitas;

- Terras, instalações, equipagens, sementes e gado gratuito para os agricultores da Líbia;

-Educação e assistência médica no estrangeiro, financiada pelo governo, além de 2,3 mil dólares mensais para gastos;

- Subsídio de 50% para compra de automóveis;

- Gasolina a 14 centavos de dólar por litro;

- Liberdade da tirania do Fundo Monetário Internacional e da servidão à dívida externa;

- Apoio de um salário médio para os graduados até que encontrassem emprego;

- Uma porcentagem dos ingressos petroleiros automaticamente depositados nas contas bancárias individuais dos cidadãos;

- 5 mil dólares para as novas mamães;

- Pão praticamente gratuito: 40 pães custavam 15 centavos de dólares;

- 25% dos líbios contavam com títulos universitários, a alfabetização durante o governo de Gaddafi aumentou de 25 para 83%;

- P banco central pertencia a Líbia, que emitia dinheiro sem dívida, distinguindo do bloco ocidental cujos bancos pertencem a uma organização dos Rotschild.

- Líbia comercializava petróleo em dinares africanos apoiados em ouro e não em dólares;

- O monumental projeto Grande Rio Artificial (GMMR), que floresceu no deserto e forneceu água gratuita. Gaddafi o chamou de oitava maravilha do mundo, e com grande razão: desenvolveu um aquífero do tamanho de um oceano por baixo das areias líbias.

Agora não há mais que água contaminada com radiação, graças a que em 2011 a OTAN bombardeou a tubulação de conexão e a infraestrutura com armas de urânio pobre, acabando para sempre com o fornecimento gratuito de água potável.

Devido a este capitalismo destruidor que explora o povo comum com fins de lucro, o país mais desenvolvido do norte da África foi substituído por um território caótico com seus recursos a mercê das grandes corporações e com paramilitares e terroristas controlando grande parte do território líbio.

De forma muito triste, a Líbia forma parte da grande lista de crimes de guerra do anglosionismo.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Líbia atravessa crise energética sem precedentes após dois anos da invasão da OTAN

Líbia começou a importar óleo diesel para compensar o aumento no corte de energia, enquanto as filas engrossam frente aos postos de combustível e a vida diária se faz cada vez mais difícil em meio de uma crise sem precedentes.



A maioria das jazidas de gás em sua região oriental, que fornecem os suprimentos para usinas de energia, foram fechadas na pior interrupção do setor energético líbio desde a intervenção militar estrangeira em 2011 na qual participaram os Emirados Árabes, Qatar, Jordânia e a OTAN para derrotar e assassinar Muammar al-Gaddafi.

Grupos armados, guardas privados e trabalhadores petroleiros com lealdades tribais fecharam oleodutos e portos petroleiros em todo o país.

O setor energético está padecendo de um déficit de aproximados 1000 mega-watts devido ao forte consumo no verão, informou um funcionário do setor de eletricidade.

A capital Trípoli sofre cortes de energia regulares que se agravaram nos últimos dias e funcionários afirmam que a Líbia poderá esperar por mais racionamento se a crise se prolongar.

Um importante executivo da Companhia de Petróleo disse que a Líbia importou "pelo menos três vezes a quantidade de combustível líquido" a mais que o normal para manter as usinas operando.

"Todo o gás da região oriental foi detido", disse o executivo, que pediu anonimato.

Ahmad Mustapha Hussein, importante funcionário da Companhia de Eletricidade, disse que as turbinas de gás de ciclo combinado das usinas poderiam demorar semanas para retornar ao gás natural se a crise persistir.

"Houveram muitos problemas como consequência dos ataques e isso está afetando as unidades de produção", disse Hussein, acrescentando que o custo da importação do óleo diesel estava somando pressões fiscais devido à perda das receitas do petróleo.

Autoridades dizem que a capacidade de geração instalada é de aproximadamente 5.600 mega-watts e a demanda atual supera os 6.660 MW, principalmente no consumo residencial.

O executivo aforma que a jazida de gás Wafa que produz aproximadamente 13 milhões de metros cúbicos por dia em um empreendimento conjunto com Eni estava proporcionando algum alívio para as usinas de energia líbias que operam a gás.

Fornecimento de Gasolina

As vendas do petróleo bruto da Líbia baixaram para menos de 10 por cento da capacidade exportadora de menos  de 100 mil barris por dia, segundo a estimativa da Reuters, enquanto o país poupa a produção restante para consumo interno.

A baixa da produção interna também gera filas insuportáveis frente aos postos de combustível na capital, onde vive um quarto da população de seis milhões de habitantes, e por meses sofreu uma forte carência de gasolina "presumivelmente" derivada de um aumento das importações de automóveis. (NdB: não que acreditemos que numa crise energética e em uma situação de conflito bélico os indivíduos se sintam motivados a adquirir e capazes de bancar veículos importados...)

Via Reuters

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Caos Absoluto: 'Democracia' Líbia dois anos após a intervenção da OTAN



Protestos massivos ocorrem por toda Líbia quando o país atravessa o segundo aniversário do começo da guerra civil que derrubou Muammar Gaddafi. Dois anos após o regime de Gaddafi, nenhuma nova constituição foi aprovada.

As novas autoridades obviamente falharam em manter a lei e ordem. O crime se alastra e o descontentamento popular aumenta. O primeiro-ministro Ali Zeidan fechou a fronteira com o Egito e Tunísia de 14 a 18 de fevereiro como medida de segurança.

As principais celebrações da queda de Gaddafi acontecerão no dia 15. Segurança nos aeroportos está sendo intensificada. Enquanto isso, Lufthansa e Austrian Airlines suspenderam todos seus voos para a Líbia até dia 17, citando "tensões". Anteriormente, Alemanha, França, Canadá e outros países pediram para seus cidadãos deixarem Benghazi pela ameaça de ataques terroristas. A segurança foi intensificada na capital Tripoli e também em Benghazi, onde 4 diplomatas americanos foram mortos em um ataque brutal no passado setembro.

Com a anarquia e pilhagem florecendo em áreas de fronteira onde anteriormente a lei reinava sob o governo de Gaddafi, a maioria dos líbios, particularmente no leste, estão furiosos com a inação do governo. Além dos extremistas locais e 'aventureiros', terroristas de todo tipo, incluindo grupos de jihaddistas do Mali, estão entrando. A 'democracia' que o Ocidente impôs na Líbia parece mais com um poder medieval, diz o cientista político egipcio Rifaat Sayed Ahmad.

“Os ataques da OTAN jogaram um país próspero para os padrões africanos de volta para a Idade Média, e pior, o mergulharam em uma guerra civil. O Ocidente usou força militar para instalar um governo obediente mas impopular, incapaz de lidar com as disputas religiosas e tribais que dividem o país. O verdadeiro objetivo da intervenção foi o petróleo e gás líbios"

O infeliz resultado não é surpresa e foi previsto por analistas ainda antes da invasão, diz o cientista político russo Stanislav Tarasov.
libya_militias_terror_400“Não apenas analistas russos mas também ocidentais viram este cenário. A Líbia está fragmentada e pode, em perspectiva, se dividir em dois ou até três estados. Alguns territórios comandados por certos clãs tribais já estabeleceram suas próprias fronteiras. Nesta situação, tentativas do assim chamado governo central de adotar uma lei central, uma constituição aceita por todos, parece estar fadada ao fracasso. O Ocidente que iniciou a 'primavera árabe' na Líbia não pode oferecer nada exceto o uso de força.

Nenhuma melhora deve ser esperada. Boris Dolgov, pesquisador no Centro de Estudos Árabes de Moscou, nota que a Líbia está muito longe da estabilização, sendo atualmente o centro de instabilidade de toda a África do Norte.

“~Estamos testemunhando uma expansão do Islãmismo radical, como no caso do Mali e Argélia. Os eventos no Mali e na Líbia estão intimamente ligados. Gaddafi fez uma guerra contra o extremismo radical e manteve a situação sob controle. Mais de 600 islamistas estavam na cadeia. Depois da queda de Gaddafi, eles ficaram livres e se juntaram a grupos radicais, incluindo aqueles operando no Mali.

A Líbia de hoje é um território absolutamente sem lei, como alguns analistas árabes chamam, ou talvez um barril de pólvora ao qual uma tocha acessa já foi trazida.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

EUA admite que caída de Gaddafi provocou terrorismo



Depois da derrocada de Muammar Gaddafi há um ano, a Líbia praticamente caiu em mãos de grupos extremistas e a situação neste país norte-africano sofreu uma grave deterioração, reconheceu o coordenador da luta antiterrorista do Departamento de Estado dos EUA, Daniel Benjamin.

EUA e outros países ocidentais apoiaram os rebeldes líbios que em Outubro de 2011 derrotaram e assassinaram o ex-líder líbio. Washington tinha admitido anteriormente que as revoluções na região provocaram um aumento do extremismo e a instabilidade, ainda que até o ataque contra o consulado estadounidense em Bengasi e o assassinato do embaixador no último 11 de Setembro evitou falar diretamente do incremento da ameaça terrorista na Líbia.

"Na Líbia a revolução criou condições e grandes oportunidades para as atividades de grupos extremistas. O comprovamos no 11 de Setembro, quando morreu o embaixador Christopher Stevens e três empregados do Departamento do Estado. O debilitamento das instituições encarregadas de velar pela ordem pública criou condições para o aumento do terrorismo", declaou Benjamin.

A situação atual na Líbia permite os terroristas aproveitar os problemas próprios de uma transição, resumiu o responsável da luta antiterrorista, quem apresentou na véspera o último informe do Departamento de Estado sobre a ameaça terrorista no mundo.

Como "outro exemplo deste tipo", o diplomata estadounidense assinalou que a Síria, país onde a oposição armada e apoiada pelo Ocidente luta contra o Governo. Integrande da célula iraquiana da Al Qaeda que combatem na Síria no lado rebelde tentam instalar-se no país a longo prazo, advertiu.

As declarações de Benjamin se produziram no mesmo dia em que a imprensa estadounidense teve acesso á parte pública da informação da comissão que investigou o ataque de Bengasi. Os autores do documento culpam à falta de segurança o trágico balanço do atentado e acusam dele o Departamento do Estado que tinha desatendido a petições de blindar suas missões na Líbia. 

"No escritório consular se registrava uma escasses de pessoal de segurança...O Departamento de Estado confiou a proteção das dependências do consulado aos organismos de ordem locais, sem que se comprovara sua eficácia...O Departamento de Estado desatendeu a petições (da embaixada em Trípoli) de aumentar o pessoal de segurança do consulado e de melhorar a infraestrutura de segurança", sentencia o informe citado pela rede Fox News.

Nesta Quinta-Feira, o Senado dos EUA celebra uma audiência na que comparecerão altos funcionários do Departamento de Estado para informar sobre suas gestões antes e depois do ataque de Bengasi. Tal como se informou anteriormente, a titular da entidade, Hillary Clinton, estará ausente na audiência devido a um vírus intestinal.

Via ANN

sábado, 20 de outubro de 2012

Um ano sem Gaddafi e a Líbia em caos



Passado um ano do 'triunfo' da revolução líbia que finalizou com o linchamento e assassinato do chefe do país, Muammar Gaddafi, a Líbia está todavia muito longe da paz.

Faz um ano as imagens do assassinato do ex-líder líbio Muammar Gaddafi  foram difundidas durante vários dias como um troféu pelos meios de comunicação estadounidenses.

Os líderes ocidentais aplaudiram a morte do coronel. A secretaria de Estado norteamericana, Hillary Clinton, disse a respeito rindo-se: "Viemos, vemos, e ele morreu".

Durante quase quatro dias o corpo de Gaddafi foi exposto em um refrigerador industrial na cidade de Misurata.

Restrições ao invés de liberdades

Estas imagens deviam dar passo a um novo futuro para Líbia; uma abertura de portas à outra época, tão desejada por aqueles manifestantes que durante vários meses exigiam uma mudança no poder e respeito aos direitos humanos.

Sem embargo, quando todos os rebeldes esperavam que chegara a liberdade de expressão com a morte do coronel, na Líbia proibiram criticar a revolução que o derrocou. Um paradoxo total respeito ao que tanto se ansiava e que é somente uma mostra do caos em que está submetido o país. As liberdades foram cortadas tanto que inclusive muitos grupos sociais temem por suas vidas.

Ademais, quando se acreditava que na Líbia eram rebeldes líbios lutando por si contra Gaddafi, na verdade se tinha mercenários vindos de países como Colômbia, Inglaterra, entre outros muitos. No vídeo em que mostrava-se a tortura e a caça contra Gaddafi, os "rebeldes" falavam espanhol e inglês, tendo características físicas nada condizentes com o povo líbio. Em outros casos, os "rebeldes", em fotografias, utilizavam mantos para esconder seus rostos, certamente de países muito longe do qual alegavam ser.

Os conflitos internos estão destruindo o país

"Vimos como derrotaram totalmente a cidade de Tawergha com 30.000 habitantes. Havia muitos líbios negros. Vimos os integrantes das brigadas de Misurata, que segundo que eles mesmos dizem, se dedicam a eliminar a gente negra. Uma ideologia 'maravilhosamente humanitária' e 'libertadora'. Com este pretexto derrotaram a cidade, eles estavam perseguindo a gente de Tawengha". Assim descreve o ativista e jornalista Sukant Chandan a triste realidade da época pós-gaddafista.

Por outro lado, os enfrentamentos entre as tribos, cujo número ascende aos 140, estão aumentando. A maioria destes grupos estão imersos nas relações hostis, o que somando os aproxima de 20 milhões de armas que circulam na Líbia depois das batalhas contra o ex-líder líbio, converte a estas etnias em poeira.

O eco da guerra civil, que guerrearam várias regiões do país, parece formar parte da vida cotidiana da Líbia na atualidade. Em diferentes localidades cresce o número de grupos islâmicos radicais, que buscam aproveitar-se da dúbia política governamental. Bengasi, Misurata, Zintan e Trípoli são só algumas cidades nas que a população arma seus próprios exércitos. Esta medida parece ser a única forma para sobreviver em um país caótico em que, cada vez mais, cada grupo deve defender o seu.

A estes choques de caráter local se somam as dificuldades a nível nacional. Agora as autoridades buscam uma maneira de frear a insubordinação em vários pontos do território líbio como, por exemplo, em um dos últimos baluartes gaddafistas: a cidade de Bani Walid.

Soldados dos Estados Unidos pisarão em solo líbio

A atitude das autoridades líbias se explica pelo apoio estadounidense que recebem. Assim, o Departamento de Estado norteamericano e o Pentágono estão incrementando seus esforços para combater os extremistas islâmicos em solo líbio. No mês passado, o Governo de Obama recebeu a aprovação do Congresso para "redigir" uns 8 milhões de dólares para formar as tropas de elite destinadas à Líbia.

A todos os argumentos que os EUA puderam esgrimir para estar presente em solo líbio, se soma ademais o recente caso da morte de seu embaixador na cidade de Bengasi.

"Vamos descobrir quem o fez e o vamos caçar. Porque uma das coisas que disse durante minha presidência é que se alguém se mete com os estadounidenses nós o caçaremos", prometeu o presidente Obama depois de que se produziu o ataque contra o consulado estadounidense em Bengasi.

As novas ações impulsionadas pelos EUA na Líbia têm o suposto propósito de solucionar os problemas da população deste país. Sem embargo, de cara às eleições presidenciais nos EUA, poderiam estar buscando uns objetivos distintos aos anunciados pela Casa Branca. Poderia ser uma tentativa do Governo estadounidense para aproximar a distância de Obama à reeleição?

Via RT

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Agente secreto francês teria assasinado Gaddafi

A file picture of French President Nicolas Sarkozy (R) and former Libyan dictator Muammar Gaddafi posing during the signature of 10 billion euros of trade contracts between the two countries on December 10, 2007.O ex-líder líbio Muammar Gaddafi foi morto por um agente secreto francês com ordens do presidente francês Nicolas Sarkozy, diz um relatório.

O agente francês teria se infiltrado em um grupo de forças revolucionárias, que capturaram Gaddafi em Sirte e mataram ele, segundo o Daily Mail.

Citando fontes líbias, o jornal diz que o agente matou Gaddafi com ordens de Sarkozy para evitar que o líder líbio revelasse suas ligações suspeitas com ele se fosse interrogado.

Seguindo os ataques da OTAN na Líbia, Gaddafi ameaçou abertamente revelar os detalhes de sua relação com o antigo presidente francês.

Sarkozy, que chamou Gaddafi de 'lider irmão' durante a visita do líbio a Paris, poderia ter recebido 50 milhões de euros do ditador líbio para sua eleição presidencial de 2007.

Enquanto isso, o jornal italiano Corriere della Serra também reportou que fontes líbias afirmaram que um assasino estrangeiro de nacionalidade francesa estava por trás do assasinato.

Um grupo de rebeldes encontrou Gaddafi se escondendo em sua cidade natal de Sirte, situada a 400 km da capital Tripoli no dia 20 de outubro do ano passado, 8 meses depois da revolta que pos fim a uma ditadura de 42 anos. No dia 25 de outubro, Gaddafi e seu filho Mu'tassim foram enterrados em um lugar secreto.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Líbia fornece armas de Gaddafi aos rebeldes sírios

Libia está suministrando armas de los arsenales de Gaddafi a los rebeldes sirios y este contrabando va creciendo cada día, según informan los medios occidentales. Así, por ejemplo, según los datos del diario británico The Sunday Times, el suministro de armas procedentes de Libia al llamado Ejército Libre Sirio ya se realiza a gran escala. El armamento llega a las manos de los rebeldes sirios a través del puerto libanés de Trípoli, según el rotativo. A pesar de que los militares del Líbano han informado sobre la interceptación de solo un barco cargado con armas de origen libio, desde entonces al menos siete embarcaciones con esas armas a bordo han atracado en las costas libanesas, según los medios occidentales. Los rebeldes sirios, integrantes del Ejército Libre Sirio, recogen el armamento de los barcos en la noche. Luego llevan ametralladoras, lanzagranadas, lanzacohetes portátiles, fusiles automáticos etc. a un campamento militar que han creado en el norte del Líbano. De allí las armas se trasladan a través de la frontera al territorio sirio. Los barcos de la ONU que patrullan las aguas internacionales cerca del Líbano son el único obstáculo en el camino de las armas libias hacia el país árabe, pero, por lo visto, sus esfuerzos no son suficientes. No obstante, parece que los arsenales del coronel Gaddafi no son la única fuente de armas para los rebeldes sirios. En los medios aparecen datos sobre el suministro de armas fabricadas en Occidente a la oposición siria a través de terceros países, según escribió en su cuenta de Twitter el viceministro de Relaciones Exteriores de Rusia, Guennadi Gatílov. “Es interesante cómo en estas condiciones nuestros socios occidentales, que se pronuncian por la introducción de sanciones contra Siria, ven su cumplimiento garantizado”, afirmó el diplomático.

Texto completo en: http://actualidad.rt.com/actualidad/view/51894-libia-regala-arsenales-gaddafi-rebeldes-sirios
Libia está suministrando armas de los arsenales de Gaddafi a los rebeldes sirios y este contrabando va creciendo cada día, según informan los medios occidentales. Así, por ejemplo, según los datos del diario británico The Sunday Times, el suministro de armas procedentes de Libia al llamado Ejército Libre Sirio ya se realiza a gran escala. El armamento llega a las manos de los rebeldes sirios a través del puerto libanés de Trípoli, según el rotativo. A pesar de que los militares del Líbano han informado sobre la interceptación de solo un barco cargado con armas de origen libio, desde entonces al menos siete embarcaciones con esas armas a bordo han atracado en las costas libanesas, según los medios occidentales. Los rebeldes sirios, integrantes del Ejército Libre Sirio, recogen el armamento de los barcos en la noche. Luego llevan ametralladoras, lanzagranadas, lanzacohetes portátiles, fusiles automáticos etc. a un campamento militar que han creado en el norte del Líbano. De allí las armas se trasladan a través de la frontera al territorio sirio. Los barcos de la ONU que patrullan las aguas internacionales cerca del Líbano son el único obstáculo en el camino de las armas libias hacia el país árabe, pero, por lo visto, sus esfuerzos no son suficientes. No obstante, parece que los arsenales del coronel Gaddafi no son la única fuente de armas para los rebeldes sirios. En los medios aparecen datos sobre el suministro de armas fabricadas en Occidente a la oposición siria a través de terceros países, según escribió en su cuenta de Twitter el viceministro de Relaciones Exteriores de Rusia, Guennadi Gatílov. “Es interesante cómo en estas condiciones nuestros socios occidentales, que se pronuncian por la introducción de sanciones contra Siria, ven su cumplimiento garantizado”, afirmó el diplomático.

Texto completo en: http://actualidad.rt.com/actualidad/view/51894-libia-regala-arsenales-gaddafi-rebeldes-sirios
Libia está suministrando armas de los arsenales de Gaddafi a los rebeldes sirios y este contrabando va creciendo cada día, según informan los medios occidentales. Así, por ejemplo, según los datos del diario británico The Sunday Times, el suministro de armas procedentes de Libia al llamado Ejército Libre Sirio ya se realiza a gran escala. El armamento llega a las manos de los rebeldes sirios a través del puerto libanés de Trípoli, según el rotativo. A pesar de que los militares del Líbano han informado sobre la interceptación de solo un barco cargado con armas de origen libio, desde entonces al menos siete embarcaciones con esas armas a bordo han atracado en las costas libanesas, según los medios occidentales. Los rebeldes sirios, integrantes del Ejército Libre Sirio, recogen el armamento de los barcos en la noche. Luego llevan ametralladoras, lanzagranadas, lanzacohetes portátiles, fusiles automáticos etc. a un campamento militar que han creado en el norte del Líbano. De allí las armas se trasladan a través de la frontera al territorio sirio. Los barcos de la ONU que patrullan las aguas internacionales cerca del Líbano son el único obstáculo en el camino de las armas libias hacia el país árabe, pero, por lo visto, sus esfuerzos no son suficientes. No obstante, parece que los arsenales del coronel Gaddafi no son la única fuente de armas para los rebeldes sirios. En los medios aparecen datos sobre el suministro de armas fabricadas en Occidente a la oposición siria a través de terceros países, según escribió en su cuenta de Twitter el viceministro de Relaciones Exteriores de Rusia, Guennadi Gatílov. “Es interesante cómo en estas condiciones nuestros socios occidentales, que se pronuncian por la introducción de sanciones contra Siria, ven su cumplimiento garantizado”, afirmó el diplomático.

Texto completo en: http://actualidad.rt.com/actualidad/view/51894-libia-regala-arsenales-gaddafi-rebeldes-siriosLibia está suministrando armas de los arsenales de Gaddafi a los rebeldes sirios y este contrabando va creciendo cada día, según informan los medios occidentales. Así, por ejemplo, según los datos del diario británico The Sunday Times, el suministro de armas procedentes de Libia al llamado Ejército Libre Sirio ya se realiza a gran escala. El armamento llega a las manos de los rebeldes sirios a través del puerto libanés de Trípoli, según el rotativo. A pesar de que los militares del Líbano han informado sobre la interceptación de solo un barco cargado con armas de origen libio, desde entonces al menos siete embarcaciones con esas armas a bordo han atracado en las costas libanesas, según los medios occidentales. Los rebeldes sirios, integrantes del Ejército Libre Sirio, recogen el armamento de los barcos en la noche. Luego llevan ametralladoras, lanzagranadas, lanzacohetes portátiles, fusiles automáticos etc. a un campamento militar que han creado en el norte del Líbano. De allí las armas se trasladan a través de la frontera al territorio sirio. Los barcos de la ONU que patrullan las aguas internacionales cerca del Líbano son el único obstáculo en el camino de las armas libias hacia el país árabe, pero, por lo visto, sus esfuerzos no son suficientes. No obstante, parece que los arsenales del coronel Gaddafi no son la única fuente de armas para los rebeldes sirios. En los medios aparecen datos sobre el suministro de armas fabricadas en Occidente a la oposición siria a través de terceros países, según escribió en su cuenta de Twitter el viceministro de Relaciones Exteriores de Rusia, Guennadi Gatílov. “Es interesante cómo en estas condiciones nuestros socios occidentales, que se pronuncian por la introducción de sanciones contra Siria, ven su cumplimiento garantizado”, afirmó el diplomático.

Texto completo en: http://actualidad.rt.com/actualidad/view/51894-libia-regala-arsenales-gaddafi-rebeldes-sirios
Libia regala los arsenales de Gaddafi a los rebeldes sirios 

A Líbia está fornecendo armas dos arsenais de Gaddafi aos rebeldes sírios e este contrabando vai crescendo a cada dia, segundo informam meios ocidentais.

Assim, por exemplo,  segundo dados do diário britânico The Sunday Times, o fornecimento de armas procedentes da Líbia ao Exército Livre Sírio já se realiza em grande escala. O armamento chega aos rebeldes sírios através do porto libanês de Tripoli.

Apesar de que os militares líbaneses informaram sobre a interceptação de apenas um barco carregado com armas de origem líbia, desde então ao menos sete embarcações com armas atracaram nas costas libanesas.

Os rebeldes sírios recolhem o armamento dos barcos de noite. Levam metralhadoras, lança-granadas, lança-foguetes portáteis, fusis automáticos etc a um acampamento militar que criaram no norte do líbano. Daí as armas viajam através da fronteira síria. Oss barcos da ONU que patrulham as águas internacionais perto do Líbano são o único obstáculo no caminho das armas líbias ao país árabe, mas pelo visto seus esforços são insuficientes.

No entanto, parece que os arsenais de Gaddafi não são a única fonte de armas para os rebeldes sírios. Na mídia aparecem dados sobre o fornecimento de armas fabricadas no Ocidente para a Oposição, através de outros países, como escreveu na sua conta no twitter o vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Guennadu Gatilov. "É interessante como nestas condições, que se pronunciam pelas sanções contra a Síria, veem sua realização garantida" disse o diplomata.




quinta-feira, 3 de maio de 2012

Na Líbia, elogios ao ex-ditador Gaddafi podem levar à prisão perpétua

As autoridades da Líbia criaram uma nova lei que torna crime elogiar ou glorificar o ex-presidente Muammar Gaddafi (assasinado brutalmente em outubro do ano passado), os filhos e o governo dele. Se informações ou propaganda a favor de Gaddafi ou de sua família "causarem prejuízos" ao Estado, a pena é prisão perpétua.

A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional de Transição (CNT), que governa a Líbia desde que Gaddafi deixou o poder no ano passado. Antes de anunciar a medida, o conselho chegou a analisar a proposta de proibir a formação de partidos políticos baseados em religiões. Porém, essa possibilidade foi descartada.

Gaddafi governou a Líbia por quase 42 anos. Com temperamento ímpar, consolidou um governo autoritário e baseado em regras próprias que mesclava aspectos religiosos, o islamismo, e socialismo.

Saif Al Islam, um dos filhos de Gaddafi, está preso na Líbia sob custódia do CNT e aguarda julgamento. O Tribunal Penal Internacional (TPI) também quer julgá-lo por crimes contra a humanidade, mas o conselho rejeita esse julgamento.

Todas as organizações políticas estiveram proibidas na Líbia durante décadas, sob o regime Gaddafi. Depois de o CNT ter anulado, em janeiro, a legislação que impedia as associações políticas, foram formados vários partidos com a intenção de concorrer às eleições para a Assembleia Constituinte, previstas para 19 de junho.

domingo, 29 de abril de 2012

Gaddafi contribuiu com 50 milhões de euros para campanha de Sarkozy em 2008


O ex-líder líbio Muammar Gaddafi concordou em financiar a campanha presidencial do presidente francês, Nicolas Sarkozy, em 2007, com 50 milhões de euros, de acordo com um relatório recente.

O site de pesquisa baseado em Paris 'Mediapart' publicou "provas documentais" que Gaddafi estava disposto a investir dezenas de milhões de dólares para Sarkozy vencesse a corrida presidencial francesa.

Mediapart diz que o documento de 2006, foi fornecido por "antigos ex-funcionários [líbios] que agora estão na clandestinidade" Eles alegam ainda que o documento  veio "a partir dos arquivos dos serviços secretos", e foi assinado pelo ex-chefe de inteligência de Gaddafi e pelo ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros, Moussa Koussa.

No documento, Koussa assina um "acordo para apoiar a campanha do candidato à presidência, Nicolas Sarkozy," uma soma equivalente a 50 milhões de euros.

Em março de Sarkozy negou as acusações semelhantes, quando o ex-médico de um negociante de armas francês alegou ter lançado uma doação para sua campanha.
Políticos franceses estão proibidos de receber contribuições de campanha a partir de Estados estrangeiros, e um juiz francês está agora considerando as acusações.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Milícias que ajudaram a derrubar Kadhafi espalham violência na Líbia

A organização não governamental (ONG) de direitos humanos Anistia Internacional informou hoje (16) que milícias da Líbia, que ajudaram a derrubar o governo do ex-presidente Muamar Kadhafi, espalham uma onda de violência e medo no país.

De acordo com a ONG, os grupos armados ameaçam a estabilidade política da Líbia, que está sob o governo interino liderado pelo Conselho Nacional de Transição (CNT). Segundo os integrantes da organização, as milícias promovem julgamentos sumários, cometendo torturas, e matam antigos colaboradores de Kadhafi.

Pelos dados da ONG, os alvos são os imigrantes de alguns países da África, principalmente o Níger – para onde a família de Kadhafi fugiu quando os embates se intensificaram na Líbia. A Anistia Internacional informou que o governo interino tem responsabilidade nos ataques ao não agir para preveni-los nem para contê-los.


Fonte

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Gaddafi vive! Resistência Verde em Bani Walid

A Resistência Verde em Bani Walid lutou contra rebeldes com armas pesadas, mas agora todas as áreas de Bani Walid são controladas pela tribo Warfala.

Warfala é uma das maiores tribos da Líbia, com 1 milhão de membros distribuidos em muitos distritos líbios, incluindo Bani Walid. A tribo Warfala tem um grande história de luta contra invasores, e é leal a sua pátria e ao líder Muammar Gaddafi. Hoje, o bravo povo de Warfala está escevendo mais um cápitulo da sua grande história, lutando.

Ninguém pode esquecer do discurso do líder Muammar Gaddafi: "Mesmo que venha um tempo em que minha voz não se ouça, não desistam. Não se desesperam. Não parem de lutar por sua liberdade até a vitória!"

Alguns rebeldes clamaram "matem todos os pro-Gaddafi". Isso significa que mais de 70% dos líbios deveriam ser mortos. Grande exemplo de "direitos humanos" e "democracia".

Via Green Star

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Gaddafistas retomam Bani Walid


Partidários de Muamar Kadafi retomaram hoje o controlo sobre a cidade líbia de Bani Walid, matando o chefe da guarnição local, içando a bandeira verde do regime da Jamahiriya (Poder Popular) sobre o quartel. A cidade encontra-se nas mãos dos kadafistas e o Governo está organizando tropas para enviar de Trípoli à reconquista de Bani Walid. O levante ocorreu quando partidários do novo governo quiseram prender partidários do líder martirizado.

A Agência France Press relata que os kadafistas insurretos estavam "fortemente armados", com metralhadoras e RPG, e, segundo um responsável local, M'Barek al-Fotmani, atreveram-se em pleno dia a atacar "a Brigada 28 de Maio, a mais importante em Bani Walid e a única que depende do Ministério da Defesa". Em seguida tomaram o controlo de toda a cidade.

Segundo o mesmo Fotmani, citado pela AFP, "os combatentes gritavam 'Allah, Kadafi, a Líbia é tudo!' Na véspera tinham distribuído comunicado dizendo: 'Vamos voltar em breve e vamos eliminar os ratos'".

Segundo o site SPIEGEL ONLINE, foram mortos cinco e ferido entre 20 e 30 soldados pró-governamentais. Fotmani afirmou à AFP que não foi possível evacuar os feridos porque franco-atiradores colocados na escola e na mesquita impediam as ambulâncias de se aproximarem. E lançou uma apelo a que os partidários do novo Governo viessem do resto do país apoiar os seus correligionários ainda cercados em Bani Walid.

Uma fonte militar do Conselho Nacional de Transição (CNT) afirmou que vão enviar tropas a Bani Walid. As autoridades locais do CNT na cidade parecem, contudo, pouco confiantes nestas informações. Mahmud el-Werfeli, porta-voz do conselho local, citado pela AFP, afirma recear "um massacre" e acrescenta: "Pedimos uma intervenção do Exército, mas o Ministério da Defesa e o CNT traíram-nos, deixaram-nos entre o martelo e a bigorna. Há dois meses que lhes pedimos para encontrarem uma solução".

A crise de Bani Walid vem, assim, somar-se à crise do Governo central, com o vice-presidente do CNT, Abdelhafidh Ghoga, a apresentar ontem a sua demissão na sequência de diversas manifestações, incluindo uma de estudantes da Universidade de Bengazi que o agrediram fisicamente. Em Bengasi, a sede do CNT foi saqueada no sábado.

Estes acontecimentos são apenas o início da vingança do povo árabe líbio ao martírio de seu líder, Muamar Kadafi, que tombou heroicamente lutando pela defesa de seus país, diante da maior força militar do planeta, a Otan e as maiores potências imperialistas.

O regime da Jamahiriya (Poder Popular) criado por Muamar Kadafi não será destruído pelas forças invasoras estrangeiras, e em breve a bandeira verde voltará a tremular em todas as cidades líbias, para honrar a memória e os sangue dos mártires – mais de 200.000 líbios foram covardemente assassinados em bombardeios aéreos pela Otan e países imperialistas.

Via Terceira Teoria

Líbios leais a Gaddafi atacam base em Bani Walid

Pelo menos 4 pessoas morreram depois que leais a Muammar Gaddafi atacaram uma base em Bani Walid. O incidente aconteceu nesta segunda.

"Existem cerca de 100 a 150 homens armados que estão atacando. Nós pedimos para o exército intervir, mas o ministro da defesa e o Conselho Nacional de Transição nos abandonaram", diz Mahmud Warfeli, porta-voz do conelho local de Bani Walid.
Mais cedo, o deputado do Conselho Nacional de Transição, Abdel Hafiz Ghoga, anunciou sua demissão, depois que estudantes de Benghazi atacaram a sede local do CNT.
Seguindo as manifestações na Líbia, a OTAN lançou uma ofensiva aerea contra as forças de Gaddafi no dia 19 de março do ano passado, com o mandato da ONU de "proteger a população líbia". No entanto, a OTAN foi acusada de cometer crimes de guerra e violar os direitos humanos na campanha.
Protestos estão ocrrendo regularmente em Benghazi nas últimas semanas, exigindo a destiuição de oficias da era Gaddafi e mais transparência e mais transparência sobre como o CNT está governando.
Via PressTV