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sábado, 30 de julho de 2016

Huldufólk: crença islandesa em elfos

Elfos dançando sobre um lago no crepúsculo. O conceito nórdico de elfo era muito semelhante às Criaturas da Terra ou espíritos protetores da natureza.
August Malmström, 1866.
 
Religião na Islândia Medieval

Capa de um manuscrito da Prosa Edda,
mostrando Wotan, Heimdallr, Sleipnir e
outras figuras da mitologia nórdica.
Islândia foi estabelecida pelos Nórdicos no século IX. Quando os vikings chegaram da Escandinávia, eles trouxeram com eles sua língua, cultura e religião nórdicas. Devido à localização da Islândia, sendo isolada por uma boa distância da Europa, a religião Nórdica sobreviveu muito mais na Islândia do que em qualquer outro lugar. Mesmo depois da cristianização, o clima cultural na Islândia era de tal modo que os costumes antigos conseguiram sobreviver juntamente da nova religião.

Na verdade, foi um cristão quem relembrou os mitos nórdicos como os conhecemos hoje. Snorri Sturluson reescreveu a Prosa Edda, também chamada de Edda Juvenil, bem como as Sagas dos Reis Nórdicos no século XIII. Embora a Islândia tenha se tornado decididamente cristã muito antes dos tempos de Snorri, o povo não se afastou de suas raízes como aconteceu aos outros europeus.

Embora a Igreja Católica Romana tenha sido responsável pela (frequentemente forçada) conversão da Europa nórdica, o catolicismo, em muitos casos, permitiu que as práticas dos povoados regionais mantivessem seus costumes como se houvessem entes cristãos sendo ali venerados. O culto aos santos é um bom exemplo. As deidades locais eram frequentemente re-rotuladas como santos locais. Assim, os locais puderam continuar venerando-os. Quando a Renascença ganhou força, entretanto, os reformadores investiram contra os aspectos "pagãos" do catolicismo. Crenças populares, vistas como remanescentes do paganismo, foram pisadas com grande fervor. Embora houvessem caçadas às bruxas na Islândia, a população era removida o bastante dos acontecimentos da Europa ao ponto das crenças sobreviverem comparativamente intactas.

Entre as antigas crenças que se mantiveram estava uma forte conexão com o Landvaettir e Huldufólk - as "criaturas da terra" e o "povo oculto".
Parque Nacional Jökulsárgljúfu, Islândia. Foto: Karl Kerling.

A Paisagem Mística
Ilha de Lava no Lago Mývatn.
Foto: Andreas Tille

Enquanto o isolamento da Islândia pôde tê-los separado ao ponto de proteger sua cultura, pode ter havido outra razão pela qual o folclore antigo sobreviveu. A paisagem da Islândia é... bem, é difícil de resumir em uma palavra. A paisagem é drástica, poderosa, dramática, que inspira temor, e você ainda poderá dizer que é mágica.

Apesar do nome da Islândia (N.T.: Terra do Gelo), a terra é bastante fértil, com uma abundância de verde durante partes do ano. Sendo uma nação-ilha, o mar era (e é) uma fonte de renda e sustento. Assim, os laços com a terra e o mar permaneceram fortes.

Ainda mais aguda é a ostentação da Islândia de incomuns fenômenos geológicos. É uma das mais ativas regiões vulcânicas da Terra. A atividade geotermal tal como os geysers (gáiseres) e as fontes termais são também abundantes. O que torna essa região tão única é que os vulcões e as fontes termais estão justapostos com as formações de rocha nevada e com os glaciares.
Gígjökull, glaciar se desprendendo de Eyjafjallajökull, Islândia. Foto: Andreas Tille

Terra de Fogo e Gelo
Erupção vista em Þórolfsfell.
Foto: David Karna

Assim, o que a geologia única da Islândia tem que ver com a sobrevivência da mitologia nórdica? Bem, é quase como se a terra fosse um vivo mensageiro de certos mitos. Fogo e Gelo são uma grande parte do imaginário envolvido no mito de criação nórdico.

Mustpelheim é a terra do calor e do fogo. É são quente que nada pode sobreviver ali exceto criaturas indígenas, como os jötunn (gigantes) de fogo.

Niflheim, por sua vez, é o oposto. É um frio nebuloso, terra do gelo. Nove rios de gelo fluem através desta gélida realidade.

Entre estas duas terras está um grande vazio chamado Ginnungagap. E estava no vazio onde o fogo e o gelo se encontram, faiscando a criação dos Nove Mundos.
Pôr do sol no Goðafoss, Winter, Islândia. Foto: Andreas Tille

A Crença nos Elfos nos Nossos Dias
Casinhas de elfos perto de Strandakirkja,
sul da Islândia.
Foto: Christian Bickel

Uma grande minoria da população islandesa abertamente admite acreditar em elfos e outras Entidades Ocultas nos nossos dias. Estas crenças sobreviveram o máximo possível nas áreas rurais, onde fazendeiros podem ainda comunicar-se com as Criaturas da Terra. Entretanto, a crença é surpreendentemente prevalecente em áreas urbanas também. Muitas casas residenciais prestam homenagem aos elfos do jardim construindo casinhas para eles. Casinhas de elfos podem ser vistas pontilhando o país.

Embora apenas uma pequena porcentagem de pessoas admitirão acreditar neles, uma muito alta porcentagem da população ainda não negará sua existência. Muitas pessoas não abertamente dizem que os elfos são reais, mas ao mesmo tempo tomam precauções para evitar incomodá-los. É algo como que dizer que "os elfos provavelmente não existem, mas eu não quero de qualquer forma me precipitar, caso eles mesmo existam!".

Elfos Moram em Grandes Rochas
Álfaborg, castelo das criaturaspróximo a Borgarfjörður.
Foto: Schorle

Islandeses acreditam que elfos vivem dentro de pedregulhos e grandes formações rochosas. Se um pedregulho é conhecido por ser morada de um elfo, é considerado desrespeitoso escalá-lo ou se intrometer no local de qualquer modo. Má sorte pode cair sobre alguém que incomoda os elfos.

É interessante que mesmo que o número de pessoas que abertamente dirão "eu acredito em elfos" é uma minoria, o público ainda aconselhará a parar projetos de construção que passarão por cima de terra acreditada ser ocupada por elfos.

Estradas e construções de autoestradas foram abortadas e alteradas quando o público soube que as rochas dos elfos iriam ser demolidas.

As bases militares dos Estados Unidos na Islândia foram investigadas pelos locais por pôr em perigo o bem-estar dos elfos indígenas. Em 1982, 150 pessoas apareceram na base naval dos EUA clamando que as atividades militares dos EUA estavam pondo em perigo a vida dos elfos nativos.

Algumas vezes "portas de elfos" foram feitas de madeira e pintadas em colorido pelos locais para serem colocadas em frente a rochas conhecidas por serem povoadas por elfos. Isto serve como uma marca de identificação a fim de que os outros saibam não se intrometer nestas rochas.

Comunicação com os Elfos
Um garotinho fala com uma princesa elfo.
Ilustração: John Bauer

Os elfos islandeses se comunicam com os humanos de vários modos. Eles podem expressar insatisfação de modos que não são verbais, mas nunca menos descaradamente. Por exemplo, eles podem fazer rolar pedras e causar outros desastres naturais a fim de fazer conhecer que a atividade humana está os ameaçando e enraivecendo. Eles podem também causar doenças em humanos, destruição de colheitas e doenças em mantimentos.

Quando os elfos estão contentes, no entanto, eles podem abençoar um fazendeiro com uma abundante safra, ou agraciar sua região com climas agradáveis e mares calmos para a navegação.

Sonhos são outro modo de comunicação do elfo com os homens. Um construtor islandês registrou que estava planejando remover um pedregulho em seu projeto, e uma elfo que nele vivia veio a ele em sonho. Ela suplicou que ele deixasse sua família por um tempo até que recolhessem seus pertences a fim de encontrar alojamento temporário até que o pedregulho fosse realocado, momento em que eles poderiam voltar. O construtor estagnou a realocação do pedregulho por alguns dias, adiando a construção. Quando questionado por isso, o construtor recusou mudar os planos. Tratar os elfos com respeito era simplesmente a coisa certa a se fazer.

Elfos podem falar diretamente com os homens em ocasiões. A maioria das pessoas não são capazes de vê-los, mas indivíduos agraciados com habilidades psíquicas mediúnicas podem ser capazes de ver e se comunicar com os elfos.

Entretanto, se você andar por alguma vila islandesa, você possivelmente encontrará a dona de casa que diz que pode ver e falar com os elfos residentes no seu jardim.
 
via exemplore

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Islandeses derrotam o Governo e reescrevem constituição após fraude bancária - E nenhuma palavra da mídia americana

Por Rebecca Savastio

Você se imagina participando de um protesto frente à Casa Branca e forçando todo o governo estadunidense a recuar? Você pode imaginar um grupo de cidadãos comuns escolhidos aleatoriamente reescrevendo a constituição para incluir medidas proibindo fraudes corporativas? Isso parece incompreensível nos Estados Unidos, mas os islandeses fizeram isso. Os islandeses forçaram todo seu governo a ceder após o escândalo de fraude bancária, derrotando o partido governista e criando um grupo de cidadãos encarregados de escrever a nova constituição que oferece a solução para prevenir que a ganância empresarial destrua o país. A constituição da Islândia foi desfeita e está sendo reescrita por cidadãos comuns; usando a técnica crowdsoursing ("fornecimento pela multidão") via canais de redes sociais como Facebook e Twitter. Esses eventos acontecem desde 2008, e ainda não há nenhuma palavra da grande mídia estadunidense sobre algum deles. Na verdade, todos os eventos que ocorreram foram registrados por jornalistas internacionais, agências de notícias estrangeiras, cidadãos jornalistas e blogueiros. Isso criou uma corrente de acusações de um encobrimento internacional da história pelas fontes de notícia da grande mídia estadunidense.



Um "iReport" no CNN, escrito por um cidadão comum em Maio de 2012 questionou os motivos por que essa revolução não foi largamente coberta nos Estados Unidos, sugerindo que talvez a grande mídia é controlada por grandes interesses corporativos e então se encontra relutante em noticiar as atividades islandesas. Este informe está abrindo caminho pela mídia social. O CNN postou uma declaração em seu site dizendo: "Nós percebemos que esse iReport é largamente compartilhado no Facebook e no Twitter. Por favor note que esse artigo foi postado em Maio de 2012. CNN não verificou as reivindicações e estamos trabalhando para localizar o escritor original." É interessante notar que no CNN Europe já cobriu os protestos e a submissão do governo, levando muitos a questionar por que CNN deveria "investigar" agora as reivindicações.

Além da própria cobertura do CNN Europe do escândalo, os eventos na Islândia foram largamente cobertos pela mídia internacional e são facilmente verificáveis em uma simples busca no Google que leva a uma variedade de fontes de notícias confiáveis que seguem com inúmeros reportes sobre a revolução Islandesa. Todo um documentário foi feito sobre a derrota governamental chamado Pots, Pans and other Solutions, e agora, a discussão se foca em se as ações dos cidadãos realmente cooperam em tornar a Islândia uma nação mais justa.

Para entender a magnitude do que aconteceu na Islândia, o melhor e traçar paralelos entre a fraude bancária inicial que causou o colapso da economia islandesa e a fraude bancária nos Estados Unidos que causou a crise hipotecária seis anos atrás. Na Islândia, banqueiros inescrupulosos inflacionaram o valor dos bancos islandeses a nível internacional o que causou a "bolha" que finalmente estourou em 2008 e viu a maioria dos bancos irem à falência.

Uma situação parecida ocorreu nos EUA apenas um ano antes do colapso na Islândia, com a crise hipotecária em 2007. Os credores hipotecários estadunidenses conscientemente emprestaram dinheiro aos futuros proprietários que não podiam se dar ao luxo de comprar uma casa. Isto, por sua vez, levou a valores de casas falsamente inflacionados e a um ciclo vicioso de muitos empréstimos. Assim como na Islândia, a bolha estourou e muitos banqueiros estiveram prestes a declarar falência. Na Islândia, os cidadãos tomaram as ruas aos milhares, bateram panelas e frigideiras no que foi conhecido como "revolução das panelas e frigideiras" (N.d.T.: o que é conhecido na América do Sul como "panelaço"), levando à prisão e perseguição dos banqueiros inescrupulosos responsáveis pelo colapso econômico. Os cidadãos islandeses também se recusaram a pagar pelos pecados dos banqueiros e rejeitaram qualquer medida tributária para socorrê-los. Nos Estados Unidos o governo socorreu os banqueiros e não prendeu ninguém.

A revolução das panelas e frigideiras não foi coberta pela grande mídia estadunidense. Na verdade, qualquer informação sobre essa revolução se encontra somente nos noticiários internacionais, blogs e documentários online, e não nos artigos de primeira página como seria o esperado de organizações de notícias cobrindo um evento dessa magnitude. O New York Times publicou um pequeno punhado de notícias, blogs e partes de opiniões, mas sobretudo camuflou a narrativa principal dizendo que o colapso financeiro de 2008  causou "caos muito além das fronteiras nacionais" ou invés de apontar que os islandeses tomaram as ruas com panelas e frigideiras e forçaram seu governo a ceder.

Como diz o ditado, "há dois lados para cada história", mas uma versão pais apropriada da frase seria "em qualquer história, há vários lados, opiniões, pontos de vista e perspectivas". A história na Islândia não é exceção. Blogs Socialistas e Marxistas aqui nos EUA afirmam que houve uma grande conspiração dos noticiários que encobriu a revolução islandesa porque a mídia é controlada por corporações, incluindo bancos, e os "poderes constituídos" não querem que cidadãos estadunidenses recebendo nenhuma ideia para uma revolução própria. Alguns blogueiros conservadores islandeses alegam que enquanto houve de fato uma revolução, esta não levou a uma constituição bem sucedida e de ampla aceitação. Eles dizem que a situação na Islândia está pior do que nunca, e que os reportes internacionais de um efetivo levante democrático levando a um melhor governo são simplesmente mitos. Comentaristas de mídia social estão coçando suas cabeças sobre por que eles foram roubados da história da revolução de panelas e frigideiras da Islândia.

Como a maioria das narrativas, a verdade pode estar em algum lugar no meio de todas essas perspectivas. No entanto uma coisa é clara: é impossível encontral algum noticiário da grande mídia estadunidense informando sobre a revolução na Islândia, a resignação do governo inteiro e a prisão dos banqueiros responsáveis pelo colapso econômico por lá. Tenha a revolução levado ou não a um governo viável e a uma constituição eficaz é irrelevante frente ao fato de que a mídia americana simplesmente ignorou esse evento nos últimos cinco anos.

É possível que as fontes da grande mídia tenham encoberto propositalmente os eventos na Islândia para apaziguar seus patrocinadores? Não parece possível, ainda assim, que a explicação poderia ser dada ao porque essas notícias nunca foram parar nas primeiras páginas das nossas mais confiáveis organizações midiáticas aqui nos Estados Unidos?

Como a Islândia luta para recuperar sua fundamentação com um novo governo, os cidadãos norte-americanos podem ou não serem capazes de olhar para a Islândia como um exemplo de democracia perfeita em ação. A verdadeira questão, porém, é por que não foram dadas aos cidadãos norte-americanos a informação sobre a destituição do governo islandês e a prisão dos banqueiros inescrupulosos? Estão os jornalistas no controle dos principais meios de comunicação ou há alguma verdade nas acusações de que as grandes empresas podem, de fato, forçando os jornalistas a manter o silêncio sobre os acontecimentos mundiais que podem inspirar ações semelhantes aqui em os EUA?

Via Las Vegas Guardian Express 

Tradução por Conan Hades

Nota do Blogueiro: Algo muito semelhante pode ser constatado entre as mídias de Língua Portuguesa, alguma informação pode ser encontrada em blogs, sites ou midia alternativa (inclusive publicado pelo próprio Portal Legionário aqui e aqui), porém um silêncio total da grande mídia a respeito dos fatos que ocorreram na Islândia após 2008. Tal qual grupelhos que se entitulam "conservadores" porém criticam manifestações populares sem ao menos apresentar uma única solução viável, ao contrário, pregando a manutenção das estruturas corruptas, isso sem levar em conta a possibilidade destes ultimos estarem veiculando informações distorcidas ou falseadas.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Ártico: Campo de batalha para uma nova Guerra Fria?

Uma espécie de Guerra Fria no Ártico. Isto é o que o aquecimento global poderá conduzir, se os líderes mundiais se interessem diante da perspectiva de acesso a novos campos de petróleo e rotas de navegação.

Atividade militar está acelerarando no Ártico e os especialistas acreditam que pode aumentar significativamente nos próximos anos.

"Nós vemos a abertura de uma área oceânica inteiros antes fechada para o mundo", disse Rob Huebert, professor associado de ciência política da Universidade de Calgary, no Canadá, citado pela revista eletrônica "The Huffington Post.

"Há muitos fatores que se juntam agora e reforçam-se mutuamente, causando o acúmulo de capacidade militar na região. Isso só vai aumentar à medida que o tempo passa", acrescentou.

Recursos significativos

Estima-se que os territórios do Árctico pode conter até 30% de gás, até agora desconhecido e 13% dos recursos de petróleo, mais minerais como o ouro. À medida que cresce o número de navios e especialistas em exploração na região, também aumenta a necessidade de patrulha de fronteira e as forças militares para proteger os interesses de cada país na área.

No mês passado, a Noruega foi palco de um dos maiores exercícios de história Ártica. Participaram 16.300 tropas de 14 países que praticavam no gelo vários tipos de operações, de combate de alta intensidade para a resposta a uma ameaça terrorista.

Estados Unidos, Canadá e Dinamarca também realizadas simulações em grande escala por dois meses. Além disso, os líderes militares dos oito países Árticos -Canadá, EUA, Rússia, Islândia, Noruega, Dinamarca, Suécia e Finlândia se reuniram em uma reunião sem precedentes em uma base militar canadense na semana passada para discutir questões de segurança regional.

Interesses

Considerando que o Ártico está se aquecendo duas vezes mais rápido que o resto do mundo, a Marinha dos EUA. em 2009 anunciou um reforço na rota artica para melhorar a preparação, interação com as nações do Árctico e identificar potenciais áreas de conflito.

"Nosso interesse no Ártico nunca diminuiu. Ainda é muito importante", disse Ian Johnson, o capitão do 'USS Connecticut ", um submarino nuclear EUA deslocado para o Pólo Norte no ano passado.

Seguindo o ritmo do Árctico, EUA admitiu que carece de habilidades específicas, como uma frota de navios quebra-gelo.

No mês passado, Sherri Goodman, vice-presidente da American Marine Research Center, disse que seu país aumentará sua presença no Ártico para proteger seus interesses na região. "É uma questão de segurança nacional", disse ela.

Desafios Civis

Enquanto alguns especialistas alertam que antes dos primeiros confrontos surgem, os militares terá que aprender a reagir a eventuais catástrofes civis.

"Eventos catastróficos, tais como o naufrágio de um cruzeiro ou acidentes ambientais relacionados com a exploração de petróleo e gás, têm um profundo impacto sobre o Ártico", observou Heather Conley, diretor de programas europeus para o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais Londres.

"Não é que a militarização é uma ameaça, mas a falta de recursos, enquanto acelera dramaticamente o desenvolvimento econômico e da atividade humana", disse o especialista.


Via RT