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quinta-feira, 20 de junho de 2019

Homo-Imperialismo: Gayzificando o Mundo em benefício do Capital


por Jonathan McCormack

Há -- contam-nos os políticos com os olhos marejados -- povos primitivos ainda tateando de modo obscuro neste ano sem as bênçãos de nossos próprios e iluminados valores sexuais ocidentais. O presidente Trump, portanto, jurou civilizar estas terras atrasadas, promovendo guerras contra a criminalização da homossexualidade. Seu pronunciamento veio logo depois de um relato sobre o enforcamento feito pelo governo iraniano de um homem de 31 anos culpado por sequestrar e estuprar dois garotos de 15 anos de idade. Uma vez que a sodomia lá é ilegal, muitas agências de notícias pensaram apenas em incluir este estuprador de crianças entre a minoria LGBT perseguida no Irã. Neste caso, é provável que a administração de Trump esteja usando os direitos gays como um pretexto sutil para obter influência sobre o Irã. Afinal, a diferença entre um ato de agressão e um de emancipação é apenas um adesivo com arco-íris. Contudo, os direitos globais LGBT conforma um espectro maior. Mobilizar toda uma campanha ao redor do mundo em nome de uma subdivisão menor da população pode parecer extravagante, mas há uma lógica colonial em jogo aqui. A liberdade sexual é meramente um preâmbulo fundamental para a liberação maior -- a liberação do capital.
O gênero, assim nos dizem, é uma construção social. Certamente, há alguma verdade nisso. Segue-se, então, que arranjos sociais diferentes efetivarão uma variedade de identidades sexuais. Foucault, ele mesmo, o queridinho da Esquerda, documentou a construção da identidade homossexual moderna, nascida, diz ele, no século XIX em meio à medicalização da sexualidade. Foi nesse período, ele concluiu, que a sodomia deixou de ser um ato e passou a ser parte da essência interna da personalidade de alguém.

Sem dúvidas, há indivíduos, no Oriente Médio e em outros lugares, que praticam sodomia, mas -- confusamente -- isso não significa que eles necessariamente constroem identidades em torno de tais atos, e certamente não da mesma maneira que ocidentais fazem. O Ocidente está exportando suas próprias noções culturais determinadas da sexualidade enquanto arrogantemente presumem sua universalidade. É uma sexualidade de estilo euro-americana que tem pouco que ver com identidades sexuais estrangeiras. E, conforme Edward Said nos lembra, "imperialismo é a exportação da identidade".

O homem europeu, no sonho febril rousseauniano, imagina um homem universal abstraído da história, o puro sujeito. E então ele se encaixa no molde de um homem do século XXI, branco, cosmopolita de classe média -- l'homme naturel, primitivo, sem civilização, grunhindo na selva -- que ouve NPR e lê The Washington Post.

Um dos filhos de Columbia, Joseph Massad, professor de Política Moderna Árabe e de História Intelectual, reiterou exatamente isto por anos em seu trabalho. Com um fanatismo que supera o da Igreja Católica no auge do fanatismo evangélico, Massad diz que a pressão pelos direitos gays no Oriente Médio é resultado de uma campanha "missionária" orquestrada pelo que ele chama de "Internacional Gay". Em seu livro Sesiring Arabs, ele escreve que "é o próprio discurso da Internacional Gay que produz os homossexuais, assim como gays e lésbicas, onde eles não existem". Ele acrescenta que "é a publicização das identidades socio-sexuais, e não os atos sexuais eles mesmos, que induzem à repressão", e que ao forçar os árabes que praticam sexo entre mesmo gênero para que vão a público, "A Internacional Gay está destruindo as configurações sociais e sexuais de desejo no interesse de reproduzir um mundo à sua própria imagem".

Embora isso se refira ao mundo árabe, a análise de Massad é aplicável a outros países também. Na Rússia, por exemplo, bares gays operam abertamente e sem perseguição. As paradas gay, contudo, são proibidas. Não é a homossexualidade em si, mas a intrusão dela na esfera pública que os russos pensam ser censurável.

O negócio da liberação gay global oficialmente começou quando o presidente Obama fez dos direitos LGBT um pilar da política externa. Mais de US$41 milhões foram destinados ao complexo industrial do glitter, ao lado de uma porção de U$700 milhões reservados para grupos marginalizados para apoiar as comunidades gays e as causas gays em todo o mundo. Uma quantidade substancial foi destinada para a crise na África subsaariana, aparentemente necessitada de paradas de orgulho gay. Para outros desconfortos menores -- epidemia de fome, altas taxas de mortalidade infantil, AIDS, pobreza descontrolada e assim por diante -- Obama estrategicamente usou a ameaça da descontinuidade da assistência para o desenvolvimento como uma arma para oprimir e forçar os Estados africanos a descriminalizar a homossexualidade. Depois do presidente da Uganda assinar uma dura lei anti-gay, por exemplo, a administração Obama astutamente anunciou que o dinheiro para assistência seria cortado ou redirecionado.

Ao mesmo tempo, o Banco Mundial anunciou que estaria atrasando um empréstimo de US$90 milhões para Uganda, alegando que a lei adversamente afetaria os programas de saúde que o empréstimo visaria apoiar. Uma posição intrigante para um banco. Eles justificaram a decisão afirmando que "quando sociedades promulgam leis que previnem pessoas produtivas de participar plenamente na força de trabalho, economias sofrem". A lei de Uganda não preveniria pessoa alguma de trabalhar, embora tenha demandado que nenhum trabalho houvesse que envolva sodomia.

Este é parte de um padrão de subversão da soberania nacional em nome do que o Papa Francisco chamou de "colonização ideológica". Não é surpreendente que o Terceiro Mundo considere que a imposição de valores sexuais estrangeiros seja outra instância da supremacia branca. Na revista do The African Holocaust Society, um grupo de acadêmicos africanos argumentam que os direitos LGBT são 'a porta de entrada para o controle político ocidental sobre nações soberanas (Uganda etc.) e, mais importante, uma ameaça ao nosso populismo (peoplehood) e ao caminho que nós escolhemos como agentes livres para determinar nossa realidade africana".

Em conjunto com as pressões políticas, corporações têm sido, curiosamente, instrumentais em exaltar os benefícios da sodomia. Poder-se-ia argumentar que eles estão apenas lucrando com o capricho, mas estudos mostraram que há pouca evidência de que as iniciativas de responsabilidade social resultam em lucros positivos para os negócios. A verdade é que os direitos gays foram agressivamente promovidos e defendidos por grandes negócios. Centenas de companhias globais, em uma estranha reversão de sua usual neutralidade social, vieram para assinar cartas de amicus para afirmar o casamento entre mesmo sexo em Obergefell.

De acordo com informações dos Funders for LGBTQ Issues, doações corporativas contam para uma considerável porção do grantmaking LGBTQ. Em 2016, o apoio totalizou US$20,4 milhões. Mais de 500 fundações e agências governamentais deram um total de US$524 milhões para causas LGBT em 2015 e 2016 juntos, quase um quarto mais que nos dois anos anteriores. Muito generosos estes CEOs.

E poder-se-ia questiona por que exatamente republicanos bilionários, como o maior doador do Republican Party Paul Singer, estão doando milhões para grupos de ativismo gay. Singer, a propósito, declara para a BBC que "virtualmente inventou os fundos abutres". O financiamento abutre, como descrito pelo The Guardian, acontece quando o país "está em um estado de caos. Quando o país se estabilizou, os fundos abutres retornam para demandar milhões de dólares em interesse de repagamentos e soldos sobre o débito original".

Aqui nós nos movemos mais próximo da verdade. Os avanços dirigidos pela elite de mudar sexualidades alimentam indivíduos desavergonhados que se definem não pela família, nação, filiação religiosa ou tradição, mas antes através de auto-criação de acordo com a vontade libertária individual. Com este chão de fundo, corporações podem então obter controle da população ao ditar e manipular identidades multiformes baseadas em nada mais que apetites atomizados a partir de redes culturais mais amplas.

O objetivo é não criar mais pessoas gays. O casamento de mesmo sexo tem uma importância simbólica; sua vitória no quadro público valida todas as outras relações sexuais libertadas de gerar filhos e compromissos familiares. Controlar a gramática simbólica da sociedade é um meio incrivelmente efetivo de alcançar o domínio. Casais homossexuais são meramente a ponta de lança contemporânea mobilizada na produção de novos ideais normativos.

Sobre a função social do eros liberador, Zygmunt Bauman escreveu que:

"A grande maior das pessoas, homens bem como mulheres, estão hoje totalmente integrados através da sedução mais do que do policiamento, através da propaganda mais do que da doutrinação, necessidade de criação mais do que da regulação normativa.
O erotismo de livre-flutuação é, portanto, eminentemente útil para a tarefa de tencionar para o tipo de identidade que, como todos os outros produtos culturais pós-modernos, é (nas palavras memoráveis de George Steiner) calculado pelo "máximo impacto e pela obsolescência instantânea."

É um alfaiate de identidade feito para o livre-mercado. O homo-capitalismo global disciplina, e então exporta, estas subjetividades revolucionárias mundo afora.

Em seu famoso ensaio "Capitalism and Gay Identity", o historiador John D'Emillo ilustra como a ascensão do trabalho assalariado e a produção de commodity quebrou os agregados familiares, enfraqueceu as relações de parentesco, e produziu o indivíduo moderno -- sem relações fortes com lugar, história ou comunidade, com o sexo separado da função social. Agora liberados da família como uma fonte de renda, os indivíduos podem voar para a anonimidade das grandes cidades em que novas normas sociais, não mais dependentes da organização familiar, permitiram que as identidades homossexuais distintivas florescessem. O desejo sexual foi agora abstraído das obrigações sociais embutidas, inerentes na criação de crianças, e o desejo homossexual pôde funcionar como fator decisivo para a identidade de alguém.

A homossexualidade é comensurável com a ascensão do capitalismo. Países que são realmente socialistas estão bem abaixo no rank de toda medição de liberdade política, liberdades civis, liberdades individuais, e direitos LGBT. Em nome da liberdade individual, os laços sociais são dissolvidos no ácido da lógica de mercado (escolha consumista expandida, disponibilidade e mutação de objetos, competição impiedosa) aplicada às relações humanas. Volker Woltersdorff, escrevendo no Institute for Queer Theory em Berlim, conclui assim: "A des-solidarização é a precondição histórica do reconhecimento estatal de alguns modos não-heterossexuais de viver".

Além disso, isso requere um enorme apoio estatal, pois o pequeno governo é incompatível com a "homossexualidade oficial". Nós vemos no Ocidente como agências de governo tecnocráticos continuamente expansivos chegaram para substituir as antigas instituições intermediárias como a Igreja e a família, que costumavam vigiar e constranger o discurso de normas. Para assegurar os meios de produção discursiva das identidades gays euro-americanas, são necessárias massivas intervenções institucionais.

A estrutura da família estável baseada em identidades sexuais tradicionais -- na transmissão da herança de geração para geração, inseridas em uma comunidade maior -- deve ser derrubada e reconstruída na imagem do Homem-Homo-Neoliberal, do qual o homossexual -- infantil, auto-determinado e autônomo -- é o arquétipo ideal.

Gundula Ludwig, que explora o nexo da ciência política com a teoria queer, descreve como as demandas do novo fluido pós-moderno de uma economia neoliberal impactam a formação de gênero:

"Imaginar um 'estilo de vida' homossexual no qual os sujeitos são flexíveis, dinâmicos e auto-determinados configura gays e lésbicas como modelos de papeis neoliberais...
A diversificação e a pluralização do que conta como uma forma 'normal' ou 'aceitável' de sexualidade, de desejo, de parceria ou família implica que indivíduos e a população são governados de um modo que os ajuda a integrar a governabilidade neoliberal nas práticas e nos comportamentos cotidianos.
A flexibilização do aparato da sexualidade ajuda a produzir uma realidade social que pressupõe a existência de governabilidade neoliberal."

O objetivo é substituir as subjetividades tradicionalmente constituídas com fim de reconstituir as relações sociais maduras para a exploração neoliberal.

No momento, na maioria das nações do Terceiro Mundo, o casamento gay é uma proposição ininteligível, mesmo para casais de mesmo sexo. Para eles, a autoridade para definir relações sociais é recebida da tradição e da religião. A ideia de que alguém pode redefinir o que significa o casamento pressupõe um conjunto de ideologias ocidentais e práticas sociais que não têm qualquer lógica simbólica nestes lugares. Escrevendo em The Encyclopaedia of African Religion, Molefi Kete Asante, um professor na Temple University, afirma que:

"A filosofia africana em geral é a de que a vida e a reprodução da vida sentam no núcleo da sociedade humana. Homens e mulheres têm crianças que ritualizam seus pais e ancestrais. No processo da construção da comunidade, a cultura africana não tem lugar, nem categoria e nem conceito que possa acomodar a homossexualidade enquanto modo de vida porque isto não se encaixa na visão segundo a qual humanos deveriam se reproduzir com o fim de serem lembrados pela eternidade."

Ele segue adiante e afirma que "nada é mais importante que o ciclo da vida a partir dos não-nascidos até os ancestrais; qualquer coisa que romper este ciclo, tal como a homossexualidade enquanto modo de vida, ameaça o próprio núcleo da sociedade africana e de sua filosofia."

O Ocidente deseja usurpar tal autoridade e entregá-las às maquinarias científicas e políticas que se disseminaram como ervas asfixiantes em nossos países.

Na luz da disrupção potencial para modos de vida ancestrais, afirmações chocantes como essas feitas recentemente por Kingsford Sumana Bagbin, o orador adjunto do parlamento de Gana, se tornaram incompreensíveis. À chamada de Theresa May para a inspeção de leis anti-gays, Bagbin respondeu com desprezo: "a homossexualidade é pior que a bomba atômica", ele disse, acrescentando que "não há modo de aceitarmos isso em meu país". Esta estratégia de catalizar e reforçar a poluição sócio-cultural para a governança neoliberal é o que John Millbank chamou de "tirania biopolítica". Em suas palavras,

"a relação (exchange) heterossexual e a reprodução sempre foi precisamente a 'gramática' da relação social como tal. O abandono dessa gramática implicaria, assim, uma sociedade não mais constituída pelo parentesco estendido, mas antes por um estado de controle e de trocas (exchange) e reproduções meramente monetárias."

Esta Ocidentoxização espalha seu próprio, bem único, conjunto de crenças, significados e prioridades sociais na base dos atos sexuais. Uma vez contraído, ele atacará os laços sociais até que tenham se tornado anêmicos, se rompam e feneçam. Corpos governamentais estrangeiros podem então astutamente invadir, injetando forças de mercado implacáveis na cultura hospedeira.

Instalar a lógica do casamento gay nas sociedades tradicionais, finalmente, é trazer à tona todo um novo cosmos, uma regra neoliberal receptiva. Relações, estruturas econômicas, auto-conhecimentos, mesmo palavras elas mesmas, devem tudo passar por um processo de transvaloração radical. Os mestres da nova colonização usam o chicote da ideologia para recriar o logos de um povo. De fato, o direito humano mais ameaçado, no fim das contas, pode ser o direito natural de uma cultura não-Ocidental.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Putin outorga medalha a pais de 7 ou mais crianças

 
A Ordem da Glória Parental a uma família de cada um dos nove distritos federais.

Este é um evento maravilhoso que promove valores familiares. Você não janta com o presidente russo, Vladimir Putin, todos os dias, mas essas famílias merecem!

A Ordem da Glória Parental é outorgada aos pais (inclusive adotivos) que cuidaram de sete ou mais crianças e deram grande atenção para a saúda da próxima geração, assim como para a educação e para seu desenvolvimento físico, espiritual e moral. A condecoração foi instituída por uma ordem presidencial em maio de 2008 e foi primeiramente condecorada em 13 de janeiro de 2009.

Já existiu uma premiação para o cuidado dos pais na Rússia, em 1914, quando uma medalha em honra à Santa Olga foi outorgada. Seu quadro cavalheiresco foi usado para a nova premiação russa, a Ordem da Glória Parental.

Houve apenas uma vez que a medalha de Santa Olga foi usada. Em 1915 foi outorgada a Vera Panaeva, mãe de quatro filhos que serviram como oficiais do exército, três dos quais foram companheiros da Ordem de São Jorge e caíram em batalhas da Primeira Guerra Mundial. É significativo que o prêmio tenha sido outorgado a uma mulher que, além de ter tido as crianças, ensinou-os a serem heróis.

O principal símbolo da ordem consiste em uma cruz dourado-prateada, igual à Medalha de Santa Olga. No centro da cruz está o medalhão revestido em esmalte com uma água dourada - símbolo principal do Brasão de Armas da Rússia. A cruz é sobreposta a uma grinalda de laurel verde em esmalte.

A fita moiré branca da ordem também é bastante parecida com a Medalha de Santa Olga, com acréscimo das tiras azuis, cores que, assim como as da cruz, simbolizam a tradição cavalheiresca (na educação e do apendizado) na Rússia.

Fontes: aqui e aqui.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Homens desistem do casamento: "as mulheres deixaram de ser mulheres".


Nunca antes os homens nos EUA quiseram tão pouco se casar, enquanto o desejo pelo casamento está crescendo nas mulheres, de acordo com o Pew Research Center.

Pew recentemente descobriu que o número de mulheres entre 18 e 34 anos que dizem que ter um casamento bem sucedido é uma das coisas mais importantes cresceu de 28 para 37% desde 1997. O número de homens jovens dizendo o mesmo caiu de 35 para 29% no mesmo período.

As descobertas de Pew chamaram atenção de uma escritora que sustenta que o feminismo, profundamente enraizado em todos os segmentos da cultura, criou um ambiente no qual homens jovens pensam ser melhor desistir totalmente da relação conjugal.

O artigo de Suzanne Venker, "A Guerra Contra os Homens", que apareceu no site da Fox News nos fins de novembro, se tornou uma pedra-ímã para escritores feministas que atacaram sua posição de que a instituição do casamento está ameaçado, não aprimorado, pelos supostos ganhos do movimento feminista durante os últimos 50 anos.

"Para onde foram todos os homens bons (quer dizer, casáveis)?" é uma questão muito falada ultimamente na mídia secular, Venker afirma, mas sua resposta, apoiada por estatísticas, não faz o tipo dos comentadores da mídia de massa influenciados pelo feminismo.

Ela aponta que pela primeira vez na história dos EUA o número de mulheres na força de trabalho superou o número de homens, enquanto mais mulheres adquirem graus universitários do que homens.

"O problema? Esse novo fenômeno mudou a dança entre homens e mulheres", escreveu Venker.

Com o feminismo empurrando-os para fora do papel tradicional de ganha-pão, protetor e provedor - e as leis de divórcio criando um prospecto financeiro perigosamente precário para os homens os corta do casamento - os homens simplesmente não encontram mais benefício no casamento.

Como escritora e pesquisadora em tendências de casamento e relacionamento, Venker disse que ela "acidentalmente tropeçou na subcultura" dos homens que diz que "em nenhum termo incerto, eles nunca se casarão".

"Quando eu questiono-os por quê, a resposta é sempre a mesma: as mulheres não são mais mulheres." O feminismo, que ensina a mulher a pensar nos homens como inimigos, tornou-as "raivosas" e "defensivas, embora muitas vezes inconscientemente."

"Agora os homens não têm mais para onde ir. É precisamente essa dinâmica - mulheres boas/ homens maus - que destruiu o relacionamento entre os sexos. E de alguma forma os homens ainda são culpados quando o amor vai embora".

"Os homens estão cansados", escreve Venker. "Cansados de ouvir que há algo fundamentalmente errado com eles. Cansados de ouvir que se as mulheres não estão felizes é culpa dos homens".

O feminismo e a revolução sexual simplesmente tornou o casamento "obsoleto" para as mulheres como um refúgio social e econômico, mas essa é uma situação que não deveria ser celebrada por feministas, diz Venker.

"É a mulher que perde. Não só estão seladas com as consequências do sexo, recusando a natureza masculina elas estão interminavelmente em busca de uma vida balanceada. O fato é que as mulheres precisam dos objetivos de carreira lineares dos homens - elas precisam dos homens para pegar uma folga no trabalho - com fim de viver a vida balanceada que elas procuram".

Um cruzamento de dados de pesquisa do Pew Research Center nos últimos meses de 2012 mostra a tendência alarmante para o casamento e a maternidade nos EUA. Uma notícia publicada em meados de dezembro disse que o último censo mostrou que "apenas metade" de todos os adultos nos EUA estão atualmente casados, um "recorde de baixa". Desde 1960, o número de adultos casados vem diminuindo de 72 para 51% hoje e o número de novos casamentos nos EUA diminuiu em 5% entre 2009 e 2010.

Além disso, a idade média para o primeiro casamento continua aumentando com as mulheres casando pela primeira vez aos 26,5 anos e homens aos 28,7 anos. Os declínios no casamento são "os mais dramáticos" entre jovens adultos. Apenas 20% dos jovens entre 18 e 29 são casados, comparado com os 59% de 1960.

"Se a tendência atual continuar, os adultos casados cairão para menos da metade em poucos anos", disse a reportagem.

Ademais, a ligação entre o casamento e a maternidade se tornou desconectada na mente dos tão chamados "geração do milênio", aqueles entre 18 e 29 anos de idade. Enquanto 52% dos "milêniuns" dizem que ser bons pais é "uma das coisas mais importantes" na vida, apenas 30% dizem o mesmo sobre ter casamento bem sucedido, um levantamento de atitude descobriu.

A lacuna, os 22 pontos de porcentagem, entre o valor que os "milêniuns" colocam na parentalidade sobre o casamento, foi apenas de 7% em 1997. A pesquisa descobriu que os "milêniuns", muitos dos quais são crianças de pais divorciados e solteiros, são também menos parecidos com seus pais ao dizer que uma criança precisa tanto de um pai como de uma mãe em casa, que apenas um deles e um casal não-casado são ruins para a sociedade.

via lifesitenews