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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O colapso do euro pode desencadear a guerra na Europa

O Ministro de Negócios britânico, Vince Cable, assegura que um eventual colapso da moeda única europeia seria capaz de arrastar o continente em uma guerra. Seu fracasso pode provocar o ressurgimento do nacionalismo radical.

O veterano democrata liberal afirmou durante a conferência "A austeridade, o Euro e nós" que não há "garantias automáticas" de que un conflito militar não irrompa na Europa visto que as consequencias da eventual queda do euro são "incalculáveis".



"Acredito que devemos ter em mente que, caso a zona do Euro se desintegre de tal maneira a ponto de destruir o projeto europeu, e existe o risco que isso ocorra, as consequencias serão incalculáveis", advertiu.

Seus comentários vêm dias após o Prêmio Nobel da Paz concedido à União Europeia, em reconhecimento por seu suposto sucesso em evitar conflitos desde a Segunda Guerra Mundial.



Via telegraph e ANN

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Caso Timoshenko: Merkel cogita boicotar Eurocopa

A premiê alemã, Angela Merkel, cogita boicotar a Eurocopa na Ucrânia. Segundo o semanário "Der Spiegel", ela planeja orientar seu gabinete a não comparecer ao torneio, o mais importante do futebol europeu.
A chanceler federal alemã, Angela Merkel, cogita boicotar a Eurocopa na Ucrânia, segundo reportagem publicada na mais recente edição do semanário Der Spiegel. Merkel planeja orientar seus ministros a não comparecerem ao torneio, a mais importante competição europeia de futebol.
De acordo com a publicação alemã, Merkel recomendará a seus ministros que não participem do evento, caso a líder da oposição Yulia Timoshenko não seja libertada até o início do campeonato, a ser realizado na Polônia e na Ucrânia daqui a seis semanas. Na sexta-feira (27/04), Merkel havia deixado em aberto, através de seu porta-voz, se viajará à Ucrânia para participar da Eurocopa ou não.
A premiê afirmou, segundo o semanário, que só abriria exceção para seu ministro do Interior, Hans-Peter Friedrich, também responsável pela pasta de Esportes. Friedrich declarou na última semana que deseja assistir à partida entre Alemanha e Holanda, e que aproveitaria a viagem para fazer uma visita a Timoshenko.

Ministro alemão do Interior, Hans-Peter Friedrich
Outros chefes de Estado cancelam ida à Ucrânia
A revista Der Spiegel afirmou, citando fontes governamentais anônimas, que o presidente alemão, Joachim Gauck, não foi o único a cancelar, como forma de protesto, sua presença em uma reunião de chefes de Estado da Europa Central, a ser realizada em meados de maio na Ucrânia. Também teriam rejeitado o convite do governo ucraniano os presidentes da Áustria, Danilo Türk, e da Eslovênia, Heinz Fischer. Os chefes de Estado da Estônia, Toomas Hendrik Ilves, e da Letônia, Andris Berzins, ainda não decidiram se irão ao encontro.
Há dias que políticos alemães discutem sobre um possível boicote à Eurocopa. O líder do Partido Social Democrata (SPD), Sigmar Gabriel, já pediu a todos os políticos que boicotem os jogos na Ucrânia. O presidente do clube alemão Bayern de Munique, Uli Hoeness, pediu que o presidente da UEFA, Michel Platini, proteste em Kiev. E apelou para que os jogadores da seleção alemã se pronunciem criticamente sobre as violações dos direitos humanos na Ucrânia.
Apelo dramático
Em um apelo dramático, Eugenia Timoshenko, a filha da oposicionista ucraniana, de 32 anos, pediu que o governo alemão salve a vida de sua mãe. "O destino da minha mãe e de meu país são agora um só. Se ela morrer, morre também a democracia", disse ela ao jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung. O ministro do Exterior alemão, Guido Westerwelle, afirmou, em entrevista ao mesmo diário, que o governo ucraniano está negando à Timoshenko “um tratamento médico adequado, contrariando todas as obrigações legais e morais”.
Timoschenko mostra hematomas: queixa de maus tratos no presídio
Do ponto de vista da União Europeia, o comportamento da Ucrânia representa um obstáculo no caminho do país a uma possível adesão ao bloco. O tratamento dispensado pelo governo local a Timoshenko é "uma vergonha dolorosa para Kiev", na opinião do comissário europeu para a ampliação da UE, Stefan Füle.
Preocupação com Timoshenko

Fotos recentes mostram Yulia Timoshenko com hematomas, que teriam sido provocados pelos carcereiros da prisão onde ela se encontra. A família da líder da oposição acusa prática de tortura. Timoshenko faz greve de fome desde o dia 20 de abril, como protesto pelas condições na prisão.
Médicos alemães constataram que ela sofre de um grave problema na coluna, mas o governo ucraniano insiste que Timoshenko "está fingindo". A política de 51 anos sofre de uma hérnia de disco e está cumprindo sentença de sete anos de cadeia, por suposto abuso de poder.

Via Deutsche Welle