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sábado, 29 de junho de 2019

Fusaro: 'Tontos de esquerda combatem fascismo inexistente e apoiam o mercado'


Diego Fusaro é um dos intelectuais mais polêmicos da Itália, uma vez que ocupa uma posição ideológica que aglutina posições conservadoras e de esquerda. É marxista e suas referências são Gramsci, Pasolini e Costanzo Preve, ao mesmo tempo que é antiglobalista e soberanista, e isso o levou a sustentar posições com as quais muitos salvinistas não estão em desacordo. Vários livros seus foram editados na Espanha, tanto por editoras ligadas à esquerda, como 'Antonio Gramsci, la pasión de estar en el mundo' (Ed. Siglo XXI) ou 'Todavía Marx' (Ed. El Viejo Topo), ou à direita, como o recém publicado 'El contragolpe' (Ed. Fides). O pensamento de Fusaro é um tanto heterodoxo, que está destinado a receber críticas de um lado e de outro, e em não poucas ocasiões foi tachado de vermelho e de fascista, como também se fez com quem o entrevistou, que acusam de branqueamento. Mas aqui assumimos com gosto este risco, porque as ideias do filósofo na moda na política italiana também merecem ser conhecidas.

PERGUNTA. Acaba de publicar 'La notte del mondo'. Explica-me, por favor, por que estamos em uma noite escura, em que ponto se cruzam Marx e Heidegger.

RESPOSTA. Meu livro 'La notte del mondo. Marx, Heidegger e il tecnocapitalismo' (UTET, 2019) é uma tentativa de raciocinar segundo as categorias de Marx e Heidegger sobre o que o próprio Heidegger, com os versos de Hölderlin, define "A noite do mundo". A noite do mundo é uma época na qual a escuridão está tão presente que já não vemos mais sequer a escuridão em si e, portanto, não somos conscientes desta escuridão. Heidegger o expressa dizendo que "é a noite da fuga dos deuses", na qual já nem sequer somos conscientes da pobreza e da miséria nas quais nos encontramos. Esta é uma situação de máxima emergência. Por sua vez, Marx nos 'Grundrisse' dizia que "o mundo moderno deixa insatisfeito, ou, se satisfaz em algo, é de modo trivial". É outra maneira de dizer que estamos efetivamente na noite do mundo, onde sequer vemos o enorme problema em que nos encontramos. No livro eu emprego as categorias de dois autores muito diferentes, como Marx e Heidegger, para tratar de expressar quais são as contradições de nosso presente em que todo o mundo calcula e ninguém pensa. No qual a razão econômica e técnica, técnico-científica, se impôs como a única razão válida e pretende substituir todas as demais.

P. Insiste que o eixo político não deve ser esquerda e direita, mas os de cima e os de baixo. E que ideologicamente devemos ser conservadores nos valores (enraizamento, lealdade, família, eticidade, pátria) e de esquerda [na economia] (emancipação, socialismo democrático, dignidade do trabalho). Essa é a forma de ser marxista hoje?

R. Sim, creio que a geografia da política atual mudou profundamente. Hoje há uma espécie de totalitarismo liberal que nos permite ser liberais de direita, liberais de esquerda, liberais de centro, sempre e quando formos liberais, sempre, portanto, esquerda e direita se convertem em duas formas diferentes de ser liberais ou, precisamente, em liberalismo político e econômico, em prática libertária nos costumes e, claro, em atlantista na esfera geopolítica. Creio que hoje devemos repensar uma recategorização da realidade política de acordo com a dicotomia alto/baixo ou a categoria elite/povo, que às vezes se utiliza como sinônimo. Isso implica que se a elite, o senhor globalista, é precisamente cosmopolita, a favor da abertura ilimitada da livre circulação, o servo, pelo contrário, deve lutar pela soberania nacional-popular como base da democracia dos direitos sociais. Hoje é necessário restabelecer o vínculo entre o Estado nacional e a revolução socialista. Este é o ponto fundamental.

P. Qual vai ser o futuro da UE? Romper-se-á? Quais opções se abririam? Acredita ser possível uma aliança dos países do norte, como Alemanha, Países Baixos, Suécia e outros e outra [aliança] dos países do sul? Como recompor-se-á a ordem internacional se a UE se tornar ainda mais fraca ou se vier a se romper?

R. Devemos ser muito claros ao dar uma definição da União Europeia. A União Europeia é a união das classes dominantes europeias contra as classes trabalhadoras e os povos da Europa. É a vitória pós-1989 de um capitalismo que se realiza completamente, dissolvendo os últimos bastiões de resistência: os Estados soberanos nacionais com o primado do político e da democracia sobre o automatismo total do tecnocapitalismo. Esta é a União Europeia. Um processo de globalização, de despolitização da economia e da imposição do interesse do capital cosmopolita contra os interesses das comunidades nacionais. Por isso, a luta contra o capitalismo em nosso continente hoje não pode deixar de ser uma luta contra a União Europeia. A tragédia é que a esquerda abandonou esta luta, na medida em que passou do internacionalismo proletário ao cosmopolitismo liberal e, portanto, deixa a luta contra a União Europeia, contra a globalização capitalista, para as forças que, muito frequentemente, não querem a emancipação humana nem a solidariedade dos trabalhadores, tratam simplesmente de reagir, olhando para um passado que já não existe.

P. Como deveriam atuar os países da Europa diante dos EUA e da China?

R. Creio que a Europa pode se salvar apenas se recuperar, por um lado, suas próprias identidades culturais e sua pluralidade estrutural e, por outro lado, se se libertar da ditadura chamada União Europeia, que é a ditadura do capital, dos mercados contra os trabalhadores e os povos, e se se libertar do jugo mortal do atlantismo de Washington. Temos que apontar para um eixo eurasiático que vá desde a Rússia de Putin até a China em função antiatlantista. Devemos nos libertar disso e mudar nosso ponto de vista.

P. Insiste que deve-se combater o globalismo, mas tampouco deve-se apoiar o nacionalismo. Qual é a opção?

R. Creio que hoje devemos ir mais além do globalismo e do nacionalismo. Afinal de contas, o globalismo não é mais que o nacionalismo estadunidense que se tornou mundo e, portanto, é uma forma de nacionalismo levado a seu máximo desenvolvimento. Creio que é necessário fazer valer, contra estes dois opostos, um modelo de internacionalismo entre Estados soberanos solidários, baseados na democracia, no socialismo e nos direitos das classes mais frágeis e, em consequências, em uma espécie de soberania internacionalista, democrática e socialista, distanciada tanto do cosmopolitismo que destrói as nações, quanto do nacionalismo que é um egoísmo pensado a nível da própria nação individual.

P. O Estado é o primado do político sobre o econômico. Por isso o mundo global quer acabar com os Estados?

R. Os Estados nacionais soberanos, na modernidade, não apenas foram os lugares do imperialismo, do nacionalismo e das guerras, como repete a ordem do discurso dominante, que quer destruir os Estados para impor o primado do capital globalista, onde os Estados se converteriam unicamente nos mordomos do capital. Esta é a visão liberal do Estado. Na verdade, os Estados nacionais soberanos também foram lugares das democracias e das conquistas salariais das classes fracas. E por essa razão que hoje o capital quer destruí-los, certamente não para evitar as guerras ou o imperialismo que, de fato, prosperam mais que nunca no marco pós-nacional. Hoje o Estado pode representar o único vetor de uma revolução opositora contra o capital mundialista, tal como demonstram perfeitamente os acontecimentos dos países bolivarianos, como Bolívia, Venezuela ou Equador que, apesar de seus limites estruturais, estão criando formas de populismo soberanista, socialista, patriótico, anti-globalista e identitário [identitário: de identidade étnica].

P. Por ideias como estas você foi chamado de fascista. Suas posturas políticas assustam mais a esquerda que a direita. Por quê? Nessa demonização, que papel desempenham os meios de comunicação e a Academia?

R. Claro, hoje em dia a categoria de 'fascismo' é usada de maneira completamente a-histórica e descontextualizada, para demonizar simplesmente ao interlocutor. Hoje quem reafirma a necessidade de controlar politicamente a economia e, portanto, reintroduzir a soberania contra a abertura cosmopolita, é vilipendiado e tachado imediatamente de 'fascista', 'vermelho-pardo' e 'estalinista'. A categoria de fascismo está, pois, completamente a-historizada, apenas serve para ocultar o verdadeiro rosto do que Pasolini já havia identificado como o verdadeiro fascismo de hoje: o da sociedade de mercado, o totalitarismo dos mercados e das bolsas de valores especulativas. Este é o verdadeiro rosto do poder hoje em dia, e muitos tontos que se intitulam de 'esquerda' lutam contra o fascismo, que já não existe, para aceitar completamente o totalitarismo do mercado. Estes últimos são os que lutam na França contra Le Pen para aceitar de bom grado Macron. Lutam contra um fascismo que já não existe para poder aceitar a nova porrada invisível da economia de mercado. E, claro, a classe intelectual, o circo midiático e o clero intelectual desempenham um papel fundamental neste processo; a tarefa da classe intelectual, acadêmica e periodística é garantir que os dominados aceitem o domínio da classe dominante ao invés de se rebelar. De modo que, como na caverna de Platão, amem suas próprias correntes e lutem contra qualquer libertador.

P. Insistiu que com uma mão nos dão direitos civis e com a outra nos cortam direitos sociais. Nisto consistem as chamadas políticas da diversidade?

R. Os chamados 'direitos civis' [LGBT, feminismo e afins] são hoje em dia, na verdade, nem mais nem menos que os direitos do 'burguês', que Marx havia descrito em 'A questão judaica'. Em outras palavras, são os direitos do consumidor, como diríamos hoje, os direitos do indivíduo que quer todos os direitos individuais que pode comprar concretamente. Estou pensando nos ventres de aluguel, por exemplo, na custódia das crianças segundo a lógica de custo do consumidor. Pois bem, hoje estamos assistindo a um processo mediante o qual o capital nos corta os direitos sociais, que são direitos vinculados ao trabalho, à vida comunitária da pólis; anula estes direitos e, em troca, aumenta os direitos do consumidor, sempre vinculados a um consumo que se leva a cabo de maneira individual, sem questionar nunca a ordem da produção e o fato de que, realmente, terminam fortalecendo o sistema capitalista ao invés de debilitá-lo.

Além disso, criam uma espécie de microconflitualidade generalizada que atua como uma arma de distração massiva e, também poderíamos dizer, como uma arma de divisão massiva permanente. Por um lado, distrai da contradição capitalista que já nem sequer se menciona, e, por outro lado, por assim dizer, divide as massas em homossexuais e heterossexuais, muçulmanos e cristãos, veganos e carnívoros, fascistas e antifascistas, etc. E enquanto isso ocorre de maneira natural, o capital deixa que as pessoas saiam às ruas pelo orgulho gay, pelos animais e por tudo, mas que não se atrevam a fechar as ruas para lutar contra a escravidão dos salários, contra a precariedade ou contra a economia capitalista? De ser assim, aí está a repressão, como aconteceu na França com os Coletes Amarelos.

P. Salienta que os laços estáveis, representados no matrimônio, se converteram hoje em revolucionários. Por quê? Como mudaram as coisas para que algo radicalmente frequente na História se converta hoje em revolucionário? Em que consiste o consumismo erótico?

R. O capitalismo atual é flexível e precarizador. Desagrega toda a comunidade humana e quer ver em todas as partes o indivíduo sem identidade e sem vínculos, o consumir que trava relações descartáveis baseadas no consumo. Por isso, o capitalismo hoje declarou a guerra ao que eu, em meu livro 'Storia e coscienza del precariato. Servi e signori della globalizzazione' (Bompiani, 2018) chamo de raízes éticas em sentido hegeliano; quer dizer, aquelas formas comunitárias de solidariedade que vão desde a família até os organismos públicos como os sindicatos, a escola, a universidade, até se completar no Estado. Tem como objetivo rompê-las para reduzir o mundo a um mercado único, como disse Alain de Benoist: a sociedade se converte em um único mercado global. Esta é a razão pela qual hoje em dia a reetização da sociedade, quer dizer, a revalorização das raízes éticas em sentido hegeliano é um gesto revolucionário.

P. Afirma que deve-se recuperar Gramsci e distanciá-lo das esquerdas liberal-libertárias que hoje dominam e que são quem mais o utilizaram ultimamente e que encarnam exatamente o que Gramsci combateu. Definiria também, por ir ao caso espanhol, a Pablo Iglesias, ou Íñigo Errejón, e a Podemos em geral, como um fenômeno cultural de glorificação do capitalismo globalizado?

R. Sim, no essencial, Gramsci é todo o oposto do que está fazendo a esquerda na Itália e em grande parte da Europa, as esquerdas já não são vermelhas, mas fúcsias, já não são a foice e o martelo, mas o arco-íris. Lutam pelo capital e não pelo trabalho, lutam pelo cosmopolitismo liberal e não pelo internacionalismo das classes trabalhadoras. O caso específico de Podemos em Espanha me parece bastante interessante, porque começou como força soberanista e socialista, mais além da direita e da esquerda, mas me parece que ultimamente está entrando cada vez mais no fronte único do partido único do capital, e é realmente uma lástima porque o partido Podemos originalmente parecia ser um partido de ruptura.

P. Que papel deve desempenhar o intelectual neste cenário?

R. Na minha opinião, o intelectual de hoje deve restabelecer o que Gramsci chamada de 'conexão sentimental com o povo-nação', quer dizer, deve voltar a conectar o povo à política, à intelectualidade mesma, para que o povo saia da passividade e se transforme em subjetividade ativa, como já está acontecendo, na medida em que o povo está se rebelando contra a elite cosmopolita. Isso ele faz votando por Brexit, votando por Trump, votando na Itália contra o referendo constitucional, na Grécia pelo referendo contra a austeridade da União Europeia. Mas o povo, disse Gramsci, deve ser 'interpretado', necessita de uma filologia viva, o povo é um texto que deve ser interpretado e não dirigido de maneira unívoca. Deve-se escutar suas necessidades, suas exigências, o que a esquerda hoje não está fazendo; a esquerda é demofóbica, quer dizer, odeia o povo, odeia o povo porque o povo lhe escapa das mãos, já não se sente representado por uma esquerda amiga do capital e dos senhores, ao invés dos trabalhadores e do povo.

P. Propõe recuperar a utilização do italiano frente ao inglês, e além disso de um italiano bem falado ou escrito. Entende isso como uma batalha cultural imprescindível. Por quê?

R. Sim, eu proponho, contra a neolíngua dos mercados que fala o inglês do 'spread',  do 'spending review', da 'austerity' e da 'governance', uma veterolíngua baseada na recuperação do italiano com toda sua riqueza, o italiano de Dante e de Maquiavel. É uma batalha cultural de resistência á globalização e a este 'genocídio cultural', como chamada Pasolini, que a globalização está levando a cabo ao destruir as culturas em nome do único modelo permitido: o consumidor de mercadorias, apátrida, pós-identitário, que fala o inglês anônimo dos mercados financeiros apátridas.

Tradução: Álvaro Hauschild

via Elconfidencial

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Os princípios do judaísmo e da elite financeira globalista

Rothschild e Rockefeller
A ideologia neoliberal é essencialmente judaica. O secularismo do cristianismo é um retorno ao judaísmo primitivo, que concebe Deus apenas como sujeito criador, ocioso e distante da criação. O judaísmo despreza o amor do criador e da criação inerentes ao cristianismo; para o judaísmo, a criação é apenas uma máquina. E este modo de pensamento é o que criou o neoliberalismo e todas as demais ideologias modernas: a casa é uma máquina de morar, o casamento é um contrato, o Estado é um contrato social, o trabalho obedece leis jurídicas e o mercado se rege por interesses dos "sujeitos" (os indivíduos). Para o judeu, não há amor, não há união, não há sacralidade, não há beleza, não há ideal, e tudo deve ser reduzido a mera disputa de interesses, fundamentada no ódio das partes umas contra as outras. Este não é um pensamento natural, é completamente artificial, antinatural e alheio à natureza humana, à natureza do mundo e à natureza do Criador.
Em uma época em que não se pode falar do judeu, devemos abrir os olhos para o motivo real: ele, embora não carregue uma auréola na cabeça, deve ser idolatrado e respeitado acima de tudo, pois é o "povo escolhido por Deus", o povo coitado que sofreu perseguições no mundo todo, o povo, contudo, em verdade, que mentiu muito até alcançar o posto de manda-chuva, através das crises financeiras e do poder da mídia, da especulação, do internacionalismo, das privatizações, das ideologias de gênero, o individualismo, o igualitarismo, o cosmopolitismo, etc. etc. etc.
Se os Protocolos dos Sábios de Sião foram feitos por mãos cristãs, o foram por mãos extremamente perspicazes e inteligentes que captaram uma estratégia REAL, que EXISTE há séculos na história mundial e sobretudo ocidental. Os Protocolos apenas expressam um pouco da ambição megalomaníaca do povo judeu, enterrado no pecado de Mammon, na avareza.
O que estamos vivendo no Brasil é apenas um episódio dos muitos, nos quais os judeus subjugam poderes soberanos. Ao longo da história, eles derrubaram impérios, depois acabaram com os Estados-nação subjugando-os ao mercado, e agora buscam romper as fronteiras e misturar o mundo todo dentro de um governo mundial orquestrado pelas mesmas mãos que coordenam o sistema bancário e o mercado global. As teorias conspiratórias podem ter muito exagerado e entrado em algumas paranoias cíclicas fechadas em filmes de Hollywood, mas de modo algum estão de todo erradas, as motivações contra a maçonaria, contra a Nova Era, contra os bancos, contra Rockefeller, Rothschild, Soros etc., são óbvias, claras, transparentes, e só não enxerga quem não quer ver.
Abaixo, listamos alguns dos princípios deste povo autodenominado virtuoso, o "coitadinho" da história:
"Os judeus são seres humanos, mas os goyim (gentios) não são seres humanos; são apenas bestas." —Baba Mezia 114a-114b
“O não judeu é um animal em forma humana, e é condenado a servir ao judeu dia e noite.”—Midrash Talpiah 225
"Os não judeus são como cachorros. Deve-se honrar a um cachorro mais do que a um não judeu"— Jalkut Rubeni gadol 12b.
"As almas dos não judeus vêm de espíritos impuros e são chamadas suínas"— Ereget Raschi Erod. 22 30
“Los judios son llamados humanos de condición, pero los no judios no son humanos. Ellos son bestias.” (Baba mezia, 114 b)
-“El no judio es una basura; un excremento”. (Schulkman Arukh, con las palabras del rabino Josef Caro).
“Todos los niños gentiles son animales”. (Yebamoth 98 a).-“Los pueblos de gentiles (no judios) constituyen el prepucio del género humano que debe ser cortado”. (Libro del ohar, s. n. con.).”
-“Vosotros israelitas sois llamados hombres, mientras que las naciones del Mundo no son de llamarse hombres, sino bestias”. (Baba mezia, 114 c. 1)
“El Akum (no judio) es como un perro. Si: la sagrada escritura enseña a honrar al perro mas que a un no judio”. (Ereget Raschi Erod. 22, 30).
-“Jehová creó al no judio en forma humana para que el judio no sea servido por bestias. Por lo tanto, el no judio es un animal en forma humana, condenado a servir al judio de dia y de noche”. (Midrasch Talpioth, 255 1, Warsaw 1.855).
-“Las almas de los no judios provienen de espíritus impuros y se llaman cerdos”. (Jalkut Rubeni Gadol, 12 b).
-“Aunque el no judio tiene la misma estructura corporal del judio, ellos se comparan con el judio como un mono a un humano”. (Schene luchoth haberith, p. 250 b).
-“Si tu comes con un gentil (un no judio) es lo mismo que si comes con un perro”. (Tosapoth, Jebamoth 94 b).
“El mejor de los gentiles debe ser asesinado”. (Tractaes menor, Soferim 15, Regla 10).
-“Cuando el mesias hijo de David venga, exterminará a todos los enemigos”. (Majene jeshua fol. 76, c. 1).
-“Si vemos que un idólatra (gentil) es arrastrado o se ahoga en el rio, no debemos ayudarlo. Si vemos que su vida está en peligro, no debemos ayudarle a él”. (Maimonides, Mishnah Torah, p. 184).
-“El que derrama sangre de los no judios ofrece un sacrificio a Dios”. (Jalkut Simeoni ad Pentateucum, s. n. con.)
-“Al mejor de los no judios, matadlo”. (Abodah Zara, 26 b, Thosephoth, reeditando la enseñanza de Ben Yohai – Nota: en otras versiones se podria traducir como: “Hasta el mejor de los gentiles debe ser asesinado”.
“Si un judio tiene un sirviente o criado no judio que muere, no se le debe dar el ésame al judio, sino que debe decírsele: Dios reemplazará tu pérdida como si uno de tus bueyes o asnos hubiese muerto “. (Jore dea 377, 1).
-“Un gentil hereje puede ser asesinado de inmediato por tus propias manos”. (Abodah Zara, 4 b).”No salves al goyim en peligro de muerte”. (Hilkkoth Akum, z 1).
-“Todo judio que derrame la sangre de los sin Dios (no judios), hace lo mismo que un sacrificio a Dios”.(Bammidber raba c. 21 y Jalkut 722).
-“El judio que derrame sangre de un goyim ofrece a Dios un sacrificio agradable”. (Sepher Or Israel 177 b).
-“Asesinar un goyim es lo mismo que matar a un animal salvaje”. (Sanhedrin 59 a
-Esta permitido tomar el cuerpo y la vida de un gentil (un no judio)”. (Sepher ikkarim III, c. 25).
-“Golpear a un judio es como abofetear la cara de Dios”. (Sanhedrin 58 b).
-“Establecemos que ningún rabino alguna vez pueda irse al infierno”. (Hagigah 27 a
Cuando el mesias llegue, cada judio tendrá 2.800 esclavos”. (Simeon Haddaesen, fol. 56 d).
-“El Santísimo habló así a los israelitas: vosotros me habeis reconocido como el único dominador del mundo y, por eso, yo os haré los únicos dominadores del mundo”. (Chaniga fol. 3 a y 3 b).
-“Solo Israel justifica la creación de la tierra”. (Abramo Seba, “Zeror hammor” fol. 6, c. 4).”Si se prueba que alguien le dió dinero de los israelitas a los goyims, de alguna manera debe ser encontrado, pues es razón suficiente para arrojarle fuera de la faz de la tierra”. (Choschen Ham 388, 15).
-“El mesias no vendrá mientras existe un judio que deba soportar el ser dominado por un no judio”. (Shanhedrin 98 a).”En tiempos del mesias, los judios extirparán a todos los pueblos del mundo”. (Bar Nachmani, “Bammidhar baba”, fol. 172, c. 4 y 173, c. 1).
-“El mesias dará al judio el dominio del mundo y todos los pueblos serán subyugados”. (Sanhedrin fol. 88, c. 2, fol. 99 c. 1).
-“Todas las propiedades de las otras naciones pertenecen a la nación judia, la cual, por consiguiente, tiene derecho a apoderarse de todo sin ningún escrúpulo”. (Schulchan Aruch, Choszen Hamiszpat 348).
-“Informar a un goyim de algo relacionado con nuestra religión seria igual que matar a todos los judios, pues si los goyims supieran lo que enseñamos acerca de ellos, nos matarian abiertamente”. (Libro de David, 37).
-“Que cosa es una prostituta? Toda mujer no judia”. (Eben ha Ezer, 6, 8).
-“Las mujeres no judias son burras”. (Berakoth 58 a).
-“Se obliga decir la oración siguiente a todo judio cada dia: Gracias Dios por no haberme hecho un gentil, una mujer o un esclavo”. (Menahoth 43 b- 44 a).
-“Un judio puede hacerle a una mujer no judia lo que él quiera. Puede tratarla como trataria un trozo de carne”. (Nadarine 20 b, Schulman Aruch, Choszen Hamiszpat 348).
-“Que un adulto copule con una muchacha pequeña no significa nada”. (Kethuboth 11 b).
-“Un kohen (tipo de rabino) no debe casarse con una prostituta, y que es una prostituta?, cualquier mujer no judia”. (Schulkhan Arukh, palabras del rabino Josef caro reafirmando a Eben ha Ezer).
-“Allí donde lleguen los judios deberan convertirse en patrones, y hasta que no logremos el dominio absoluto, debemos considerarnos como exiliados y prisioneros; hasta que no nos hayamos apoderado de todo, no debemos cesar de gritar: ay, que tormento!, ay que humillación!”. (Sanhedrin fol. 104, c. 1).
-“Millones de niños judios fueron envueltos en hojas de pergaminos y se les quemó vivos por los romanos”. (Gittin 58 a).
-“Cuando Roma sea destruida, Israel será redimida”. (Talmud Abadian, s. n. con.)
“Los judios pueden usar mentiras para engañar a un gentil”. (Babha Kamma, 113 a).
-“Proclamamos que es lícito hacer uso de la mentira y del perjurio si se requiere condenar en un juicio a un no judio”. (Baba Kama, 113b).
-“Aquellos judios que hacen el bien a los cristianos nunca resucitarán cuando mueran”. (Zohar 1, 25 b).”Los judios tienen que ocultar su odio por los cristianos”. (Iore Dea 148, 12 h).
-“Serás inocente de asesinato si intentas dar muerte a un cristiano”. (Makkoth, 7 b).
-“La propiedad cristiana pertenece al primer judio que la reclame”. (Babba Bathra 54 b).
-“En vísperas del Passovar, Yeshu (Jesus) fué colgado. Que defensa pudo hacerse entonces? No era acaso un Mesias?”. (Sanhedrin 43 a).
-“Los cristianos y otros quienes desecharon el Talmud irán al infierno y se les castigará allí por todas las generaciones”. (Rosh Hashanah 17 a).
-“Está prohibido prestar a los no judios sin usura”. (Talmud Sanhedrin, fol. 76, c. 2).
-“La hipocresia está permitida cuando el judio la necesite, o cuando tenga motivos por temor. Puede decir al no judio que le ama”. (Schulkan Arukh, palabras del rabino Josef Caro).
-“Los judios pueden jurar falsamente por el medio del uso de palabras de subterfugio”. (Schabouth Hag. 6 b).
-“Si un gentil golpea a un judio, a ese gentil se le debe matar”. (Sanhedrin 58 b).


Para terminar, deixamos um link para um famoso vídeo a respeito de um autodenominado sobrevivente do Holocausto, que desde 2014 está queimando no inferno: https://www.youtube.com/watch?v=bS1ajmjM4kI

domingo, 26 de julho de 2015

Os 'Quatro Grandes' Bancos de Wall Street e as 'Oito Famílias'

por Alfredo Jalife-Rahme
 
A mídia russa expurgou e apontou em forma específica os quatro oligopólios financeiristas - os "quatro grandes megabancos" -que "controlam o mundo", como é o caso de uma perturbadora investigação de Russia Today: Black Rock, State Street Corp., FMR (Fidelity), Vanguard Group.


Resulta também que a "privatização da água" é realizada pelos mesmos "megabancos" de Wall Street, em uníssono do Banco Mundial, que beneficia em seu conjunto o nepotismo dinástico dos "Bush" que buscam controlar o Aquífero Guarani na América do Sul, um dos maiores de "água doce" do planeta.

Já desde 2012 o anterior legislador texano Ron Paul - pai do candidato presidencial Rand; um dos criadores do apóstata "Partido do Chá (Tea Party)", mas um dos melhores fiscalistas dos EUA - tinha salientado que "os Rotschild possuem ações das principais 500 transnacionais da revista Fortune" que são controladas pelos "quatro grandes (The Big Four)": Black Rock, State Street, FMR (Fidelity) e Vanguard Group.

Agora, Lisa Karpova, de Pravda.ru, entra no labirinto das finanças globais e comenta que se trata de "seis, oito ou talvez 12 famílias que realmente dominam o mundo, sabendo que é um mistério (supersic!) difícil de decifrar".

Como pode existir no século XXI ultratecnificado e transparentemente democrático, como pregam seus turiferários também e tão bem controlados, tanta opacidade para conhecer quem são os plutocratas megabanqueiros oligopólios/oligarcas que controlam as finanças do planeta?

Karpova salienta que as oito (supersic!) reduzidas "famílias", que foram amplamente citadas na literatura, não se encontram longe da realidade: Goldman Sachs, Rockefeller, Loeb Kuhn e Lehman (em Nova Iorque), os Rothschild (de Paris/Londres), os Warburg (de Hamburgo), os Lazard (de Paris), e Israel Moses Seifs (de Roma). Haja lista polêmica onde, a meu ver, nem são todos os que estão, nem estão todos os que são!

Karpova empreendeu o "inventário dos maiores bancos do mundo" e percebeu-se da identidade de seus principais acionistas, assim como de quem "toma as decisões". Alguém poderá criticar, não sem razão, que o inventário de Karpova não alcança a sofisticação de Andy Coghlan e Debora MacKenzie, da revista New Scientist, que develam a plutocracia bancária e suas redes financeiristas - o um por centro que governo o mundo -, baseados em uma investigação de três teóricos dos "sistemas complexos", mas que no final das contas coincide de forma surpreendente, apesar de sua simplicidade interrogatória.

Karpova descobriu que os sete megabancos de Wall Street controladores das principais transnacionais globais são: Bank of America, JP Morgan, Citigroup/Banamex, Wells Fargo, Goldman Sachs, Bank of New York Mellon e Morgan Stanley. Karpova descobre que os megabancos de outrora são controlados por sua vez pelo "núcleo" de "quatro grandes" (The Big Four)": Black Rock, State Street Corp., FMR (Fidelity) e Vanguard Group.

Estes são os achados dos controladores de cada um dos sete megabancos: 1) Bank of America: State Street Corp., Vanguard Group, Black Rock, FMR (Fidelity), Paulson, JP Morgan, T. Rowe, Capital World Investors, AXA, Bank of NY Mellon; 2) JP Morgan State Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelity), Black Rock , T. Rowe, AXA, Capital World Investor, Capital Research Global Investor, Northern Trust Corp., e Bank of Mellon; 3) Citigroup/Banamex: State Street Corp., Vanguard Group, Black Rock, Paulson, FMR (Fidelity), Capital World Investor, JP Morgan, Northern Trust Corporation, Fairhome Capital Mgmt e Bank of NY Mellon; 4) Wells Fargo: Berkshire Hathaway, FMR (Fidelity), State Street, Vanguard Group, Capital World Investors, Black Rock, Wellington Mgmt, AXA, T. Rowe e Davis Selected Advisers; 5) Goldman Sachs: os quatro grandes, Wellington, Capital World Investors, AXA, Massachusetts Financial Service e T. Rowe; 6) Morgan Stanley: os quatro grandes, Mitsubishi UFJ, Franklin Resources, AXA, T. Rowe, Bank of NY Mellon e Jennison Associates, e 7) Bank of NY Mellon: Davis Selected, Massachusetts Financial Services, Capital Research Global Investor, Dodge, Cox, Southeatern Asset Mgmt. e os cuatro grandes.

Os "quatro grandes" que dominam os sete megabancos e gozam de sobreposição e interações apenas destróem quem controlam State Street e Black Rock. 

A) State Street: Massachusetts Financial Services, Capital Research Global Investor, Barrow Hanley, GE, Putnam Investment e … os quatro grandes (eles mesmos são acionistas!), e B) Black Rock: PNC, Barclays e CIC.

Dá o exemplo de sobreposições/interações , como PNC, que é controlado por três dos "quatro grandes": Black Rock, State Street e FMR (Fidelity).

Em seu livro Guerra de Câmbios, o autor chinês Song Hongbing no momento catalogava os Rothschild como a família mais rica do planeta, com um descomunal capitão de 5 bilhões de dólares.

Se os Rothschild fossem um país, teriam então o quinto (supersic!) lugar do Ranking global, atrás do PIB de 7,3 bilhões de dólares da Índia (quarto lugar) e maior que Japão de 4,8 bilhões de dólares (quinto) e antes que a Alemanha (sexto), Rússia (sétimo), Brasil (oitavo) e França (nono).

Já havia citado um artigo do mesmo The Economist - também propriedade, como The Financial Times, do grupo Pearson -: todos controlados pela matriz Black Rock, um dos "quatro grandes" - em que se demonstrava as transnacionais que Black Rock controla: principal acionista de Apple, Exxon Mobil, Microsoft, GE, Chevron, JP Morgan, P&G, Nestlé, sem contar os 9 por cento de ações da Televisa.

Segundo Karpova, "os quatro grandes" controlam além disso as maiores transnacionais anglosaxões: Alcoa; Altria; AIG; AT&T; Boeing; Caterpillar; Coca-Cola; DuPont; GM; G-P; Home Depot; Honeywell; Intel; IBVM; Johnson&Johnson; McDonald's; Merck; 3M; Pfizer; United Technologies; Verizon; Wal-Mart; Time Warner; Walt Disney; Viacom; Rupert Murdoch' News; CBS; NBC Universal. Os donos do mundo!

Como se o anterior fosse pouco, Karpova comenta que a "Reserva Federal (a FED) compreende 12 bancos, representados por um conselho de sete pessoas e representantes dos quatro grandes".

No fim do dia a FED está controlada pelos "quatro grandes" privados: Black Rock, State Street, FMR (Fidelity) e Vanguard Group.

A meu ver, é muito provável que existam imprecisões que seriam produto da própria opacidade dos megabanqueiros.

Na fase da "guerra geofinanceira", o que conta é a percepção dos analistas financeiros da China e da Rússia que acusam a existência de "quatro grandes" e oito famílias, entre as quais se destacam os banqueiros escravistas Rothschild: controladores em seu conjunto de outro tanto de megabancos e da FED.

Os donos do universo!

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Obama a Putin: Faça o que eu digo e não o que eu faço...

Por Adrian Salbuchi


A contenda entre os EUA e o Moscou sobre a extradição de Snowden chegou a um novo nível de tensão após Barack Obama cancelar uma reunião há muito planejada com o presidente russo Vladimir Putin, mostrando mais uma vez a tendência dos EUA para políticas de ‘dois pesos e duas medidas’.

Isso se remonta a Putin finalmente ter decidido dar asilo temporário ao denunciante da NSA Edward Snowden, especificamente ignorando a diretiva pessoal de Obama que dizia que Snowden deveria ser entregue aos EUA. Com essa medida, Putin reafirma a crescente fadiga da Rússia e do Mundo sobre a estratégia estadounidense de ‘cenoura-e-vara’ e seu discurso de falsidade.

Ambos presidentes haviam concordado em fazer uma reunião em Moscou no mês que vem para discutir assuntos bilaterais mas, lendo nas entrelinhas, pode-se perceber claramente a crescente frustração por parte dos EUA e seus aliados globais quanto a Rússia e a China, as únicas potências principais que podem fazer frente a eles, trazendo, em alguma medida, o tradicional equilíbrio de poderes ao mundo atual; mesmo que receoso e frágil.

Revelação

Assim como com Julian Assange, o caso envolvendo Edward Snowden é bem conhecido ao redor do mundo:  ambos estavam em uma possível de acessar informações de ‘debaixo dos panos’ com credibilidade, junto com os documentos que as sustentam e ambos vieram bravamente a público revelando-as.

Se a prova está no pudim, então a raiva e a ira dos EUA e dos seus aliados são prova que as revelações são de fato verdadeiras,  que é o motivo pelo qual uma grande parte da opinião pública global louvam Snowden e Assange como verdadeiros heróis e lutadores pela liberdade.

Porque quando falam-se sobre os verdadeiros motives e das atitudes e objetivos inconfessáveis por trás de grande parte das políticas forâneas e domésticas de EUA, Grã-Bretanha e Israel, milhões de Hamlets modernos podem cheirar que há algo definitivamente muito podre, e não precisamente no Estado da Dinamarca.

Se, como acreditamos, as elites globais supranacionais estiverem profundamente enraizadas nas estruturas públicas e privadas de nações chave – notavelmente os Estados Unidos e o Reino Unido – então, claramente, o seu Calcanhar de Aquiles é toda e qualquer revelação dos seus crimes, da sua interferência nos negócios internos de outros países, seu envolvimento direto ou indireto em ataques de falsa-bandeira, seu apoio a regimes genocidas quando estes servem aos seus propósitos, suas invasões assassinas do Iraque, Afeganistão, Palestina e Líbia e seu obsceno financiamento e apoio a terroristas, guerrilhas e máfias na Síria e n’outros lugares, sob nome falso de ‘Primavera Árabe’.

Agora, se dar asilo temporário a um descontente ex-funcionário de 30 anos da Agência de Segurança Nacional (NSA)como Snowden, tem tamanho impacto na estrutura de poder dos EUA – tão grande que fez com que o presidente dos Estados Unidos cancelasse uma reunião chave com o presidente da Rússia – então pode-se questionar sobre o medo e temor que eles devem sentir quando se trata de potenciais ‘brechas na segurança’ muito mais sérias.

E se um grupo realmente organizado de gente realmente poderosa de dentro, transformados em gente de fora, decidisse confrontar Washington, Nova York, Londres e Tel-Aviv com evidências inquestionáveis de seus crimes e criminosos? E se, dizemos, alguém surja com provas totais e inquestionáveis da verdade por trás do 11 de setembro? Ou Iraque e Líbia? Ou de Wall Street em 2008? Ou Londres no 7/7…?

Rússia e China: inimigos estadounidenses do Século XXI


Naturalmente, os hegemônicos globais odeiam qualquer um que faça frente a eles, o que é claramente o que a Rússia vem fazendo na última década. Na ONU, onde a Rússia tem sido mais suportável com os interesses dos EUA, após o monstruoso assassinato do líder líbio, Muammar Gaddafi , apoiado pelos EUA, e transmitido ao vivo na TV, e do estupro da Líbia em 2011, parece que Moscou ficou realmente ‘de saco cheio’.

O assassinato de líderes globais, para a risada de Hillary Clinton na CBS News, definitivamente não esta na agenda de Moscou.

Uma mudança chave na política externa da Rússia pode ser vista claramente nos casos do Irã e, mais significativamente, na Síria, um tradicional aliado russo.

Os EUA, o Reino Unido e Israel sabem muito bem que mesmo que eles continuem a financiar os piores terroristas, mafias, assassinos, traficantes de arma e agentes da Al-Qaeda – a quem eles coletivamente chamam de ‘lutadores pela liberdade’ – contra o governo legítimo de Bashar Assad, a Rússia simplesmente não irá deixar.

A mensagem de Putin é clara: o Ocidente não terá as coisas ao seu modo na Síria. Ponto final.

Muitos leitores estão provavelmente perguntando, e a China? A China não deveria ser um alvo chave para o Pentágono nos anos vindouros, por causa do seu contínuo crescimento e pelo fato de que sua economia logo passará a dos EUA?

Sim, mas é apenas a economia e, sim, a China é dono de quase US$2 trilhões em letras de câmbio do Tesouro Americano, o que os dá o potencial de gerar o caos nos EUA simplesmente os liquidando a curto-prazo nos principais mercados financeiros globais. A China poderia, caso quisesse, derrubar o Dólar americano como as Torres Gêmeas do World Trade Center em 2001.

Mas os EUA sabem que a China não fará isso; não agora, pelo menos, já que eles têm muito mais a perder de um colapso financeiro dos EUA do que a ganhar. A China sabe que acionando a desvalorização em massa daqueles Tesouros, [o ato] iria produzir efeitos negativos e que iria explodir bem nas suas caras.

Além disso, a China nunca teve, nem tem hoje, objetivos de hegemonia global. A China parece bem feliz em ser e continuar sendo o poder inquestionável do Sudeste Asiático e do Leste do Pacífico, algo que é absolutamente contrastante com EUA/Reino Unido/Israel, que juntos insistem em mandar no mundo inteiro: politicamente, territorialmente, financeiramente, até mesmo tentando impor seus tribunais e leis.

Ademais, a China tem poucos problemas para um conflito aberto: Tibet, Taiwan, um par de ilhas disputadas com o Japão, talvez, mas é basicamente isso. A sua luta permanece nos estágios econômicos e de recursos.

Agora, comparem isso aos conflitos permanentes que os EUA e seus aliados agitam no Oriente Médio, África, América Latina, Europa Central, etc.

A China não precisa ser contida; ela é auto-contida. Os EUA e seus aliados, no entanto, devem ser contidos e, vendo como as coisas andam, a longo prazo, eles devem ser parados.

A Rússia pode ter bem menos poder econômico que os EUA, apesar disso, o Kremlin sempre teve objetivos geopolíticos a longo-prazo bem claros; inteligentemente desenhados e planejados desde os tempos dos czares, depois sob os Bolcheviques, e hoje sob a sua liderança madura, coerente e consistente.

Porque a Rússia não tem apenas objetivos globais, ela entende o mundo e suas complexidades multiculturais muito melhor que os EUA. Nisso a Rússia é apenas rivalizada pela Grã-Bretanha... e pela China.

Então os EUA estão voltando à retórica do ‘Império do Mal’, da Rússia se colocando como obstáculo no caminho da ‘democracia’, da Rússia apoiando os ‘vilões’?

A verdade é que a Rússia esta ajudando a desmascarar a decadência social e política dos EUA, sua fragilidade financeira e seu psicótico esgotamento imperialista.

Quando a Rússia faz frente aos EUA, ela demonstra força, personalidade e auto-respeito. O mundo observa e aplaude.

Dois pesos e duas medidas

No dia 7 de agosto, Obama apareceu no popular programa de Jay Leno, o ‘Tonight Show’, lamuriando e reclamando sobre Putin, acusando Moscou de voltar ao “modo Guerra Fria”. Ele listou as queixas dos EUA contra a Rússia: defesa de mísseis e controle de armas, relações comerciais, segurança global, direitos humanos, sociedade civil... e aconselhou o presidente Putin a não olhar para o passado mas para “pensar sobre o futuro, já que não há nenhuma razão de não podermos cooperar”.

Obama não parece entender que para pensar corretamente sobre o future, requer aprender das experiências do passado. Tratando do Assunto Snowden em isolamento não é nada além de outro exemplo dos dois pesos e duas medidas empregado pelos EUA e de seu discurso falso.

Como o jornalista Glenn Greenwalf, do The Guardian londrino lembrou seus leitores naquele mesmo dia, enquanto Obama e a mídia principal expressam tanta aflição sobre o asilo de Snowden concedido pela Rússia, eles parecem esquecer casos passados onde os lados estavam invertidos, e que não envolviam um jovem denuncista de modos simples, mas ao invés disso, onde os EUA protegeram os piores criminosos e assassinos.
Por exemplo, os EUA se negaram a analisar um pedido de extradição da Itália para dois agentes da CIA, indiciados no sequestro de um clérigo egípcio em Milão no ano de 2003 (New York Times, 28 de fevereiro de 2007); depois disso, quando o agente da CIA Robert Seldon Lady foi libertado no Panamá, ele voou direito para os EUA para evitar a possibilidade de ser extraditado para a Itália (Washington Post, 19 de julho de 2013).

Então nós temos a recusava estadounidense em extraditar o presidente boliviano apoiado pela CIA, Gonzalo Sánchez de Lozada – para quem por todas razões práticas foi dado asilo pelos EUA – para que ele fosse julgado por genocídio e crimes de guerra na Bolívia (The Guardian, 9 de setembro de 2012). Ou o caso de Luis Posada Carriles, de quem a extradição para a Venezuela também foi negada pelos EUA, sobre o seu alegado papel na explosão de um avião cubano em 1976, que matou 73 pessoas (El Paso Times, 30 de dezembro de 2010)

A lista não acaba aqui. Em anos recentes, Argentina, Uruguai, Chile e Brasil preencheram repetidos pedidos e citações legais pedindo para que os EUA entregassem um tal Sir Henry A. Kissinger, procurado para questionamento sobre seu envolvimento de uma década com os assassinatos dos governos militares apoiados pela CIA naqueles países durante os anos 70, sob uma estratégia de genocídio em massa que posteriormente ficou conhecida como ‘Plan Condor’.

Mas de novo, a Elite Global sempre apoiam seus filhos problemáticos como o Sir Henry até o final. O juiz espanhol Baltasar Garzón foi tão longe a pedir a Interpol para que prendesse Kissinger para questionamento durante sua visita a Londres mas – Ai de mim! – sem sucesso.

E nem vamos mencionar os repetidos pedidos de extradição das Cortes belgas contra o ex Primeiro Ministro Israelense Ariel Sharon pelos seus crimes de guerra e crimes contra a humanidade, requeridos pelas vítimas libanesas dos seus massacres em 2001.

A lista é grande demais. Mas os dois pesos e duas medidas são chocantemente óbvias, o que não parece chatear demasiadamente os Hegemônicos Globais, já que eles estão bem acostumados a sempre ter as coisas ao seu modo.


E mesmo quando eles tomam algum risco, eles usam sua avassaladora alavancagem para jogar seu jogo com segurança, como se dissessem “vamos tirar cara ou coroa: cara eu ganho, coroa vocês perdem”.



segunda-feira, 29 de abril de 2013

Pobre Itália!


Não dizemos isso somente para solidarizar-nos ao saber da nomeação de Enrico Letta como novo primeiro ministro italiano. Também dizemos para sublinhar o sofrimento do povo italiano que esta cada dia mais pobre graças as políticos que administram seu país. Nesta porta giratória de primeiros ministros italianos: sai o presidente para a Europa da Comissão Trilateral, Mario Monti e entre o membro desta mesma Comissão Trilateral, Enrico Letta. Vida longa à Comissão Trilateral!




A mesma gente segue administrando tudo

Parece que não há nada que possa fazer nenhum país ocidental para liberar-se das cadeias dos Donos do Poder Mundial e seus Megabanqueiros.

Não importam as eleições que se levem a cabo; não importam as manifestações que façam os cidadãos nas ruas; não importam os milhões de carteis que vez ou outra acusam os Megabanqueiros de serem os piores ladrões. A triste realidade se impõe diariamente: os Donos do Poder Global sequestraram os governos, país após país, escravizando todas as nações sob a palmatória dos banqueiros.

Os grandes meios de notícias mostram diariamente; a imprensa alternativa enfatiza a cruel desumanidade de tudo isso até na União Europeia, onde o desemprego chegou a níveis intoleráveis; os bancos são sistematicamente salvos pelos governos ou roubando as poupanças de seus clientes, como vimos recentemente no Chipre; e milhões de hipotecas de cidadãos são executadas. Parece que ninguém em lugar nenhum pode fazer nada a respeito.

Na verdade, a vasta maioria dos trabalhadores em quase todos os países do mundo, hoje sofrem a mais atroz e perversa descriminação que pode imaginar-se: quando minorias não-eleitas por ninguém, minúsculas, ilegítimas e extremamente poderosas descriminam a vasta maioria dos cidadãos ainda desorganizados e não totalmente atentos a esta realidade.

Não se trata de nenhuma ‘teoria da conspiração’ imbecil. Trata-se de algo que todos podemos palpar simplesmente sabendo para onde olhar para ver quem são os que realmente administram este dantesco espetáculo planetário. Logo, cabe a cada um de nós aplicar o sentido comum para entender as coisas como realmente são e não como a CNN ou Rupert Murdoch querem nos fazer crer.
Como primeiro ministro, Silvio Berlusconi afundou a Itália em uma larga decadência em que os trabalhadores estão sendo engolidos por um buraco negro econômico criado pela burocracia da União Europeia. Isso finalmente o obrigou a renunciar em novembro de 2011, oportunidade na qual os megabanqueiros consideraram como a chegada do momento de tomar a frente da Itália de maneira mais direta.

Assim conseguiram que Berlusconi fosse substituído como primeiro ministro por Mario Monti, da Comissão Trilateral, segundo explicamos recentemente no RT.

Agora, logo das recentes eleições italianas, víamos o seu presidente ancião, Giorgio Napolitano, mais uma vez colocar no poder um dos Rockefeller/Rothschild Boys; porque Enrico Letta também é membro da Comissão Trilateral. E para assegurar-se que os robôs dos megabanqueiros vejam-se devidamente consolidados pela tradicional mafia política italiana, o brilhante governo de Letta inclui membros do próprio partido de Berlusconi.

Isso não é surpresa, já que, afinal, seu tio Gianni Letta foi/é a mão direita de Berlusconi.

Então, com efeito: Pobre Itália!

 
Quem são essas pessoas?

A Comissão Trilateral é um dos corpos de planejamento e tomada de decisões chave dentro da complexa matriz global dos Donos do Poder, que opera conjuntamente com a Conferência Bilderberg, o Conselho de Relações Exteriores (Council on Foreign Relations, CFR) e diversas entidades do tipo ‘bancos de cérebros’.

Reúne os interesses bancários globais de Rockefeller, Morgan, Warburg, Rothschild, Lazard, Goldamn Sachs e Soros sob o planejamento estratégico geopolítico de poderosos mentores como Sir Henry Kissinger, Zbigniew Brzezinski, Dominique Moïsi, Richard Perle, Philip Zelikow e Paul Wolfowitz, entre muitos outros.


Tanto o primeiro ministro que sai, Mario Monti, como o que entra, Enrico Letta, servem aos interesses trilateralistas , já que dentro da Trilateral operam ombro-a-ombro com os máximos diretores de megabancos globais como CitiCorp, HSBC, Barclays, Nomura, Banco Santander, BBVA Bank, UBS, NM Rothschild, Deutsche Bank, BNP, Commerzbank, Goldman Sachs, Lazard, Mediobanca, Morgan Stanley, Warburg Pincus, Bank of Nova Scotia, Bank of New York Mellon, Bank of Tokyo-Mitsubishi, e de entidades públicas operativas como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial, a Reserva Federal, o Banco da Inglaterra, o Banco Central Europeu os bancos centrais grego, holandês e japonês. Apenas um exemplo que nos lembra que se trata de um grupo sumamente poderoso.

Com seus 70 anos, Monti é um senhor maior, com seus 46, Letta é um jovem político com um grande futuro. Na política italiana, quando mais as coisas mudam, mais permanecem iguais...

 
O que se pode esperar para a Itália?

No ano passado, Enrico Letta também participou da mui exclusiva Conferência Bilderberg realizada em Chantiilly, no estado da Virgina nos Estados Unidos, junto a personalidades como o atual secretário de Estado, John Kerry, o príncipe Philippe da Bélgica e a Rainha Beatrix da Holanda, junto com, mais uma vez, os máximos empresários executivos dos maiores bancos globais, grandes grupos industriais, empresas petroleiras, impérios midiáticos e poderosos ‘lobistas’.

 
A pergunta chave que novamente deve estar na mente dos italiano é se Enrico Letta governará para melhorar a situação muito difícil dos italianos, ou se irá dedicar-se a promover os interesses dos megabancos.

O ex presidente argentino, Juan Domingo Perón, disse alguma vez que todo presidente e primeiro ministro tem que tomar uma decisão crucial em primeiríssima instância: ou governará para promover e proteger os interesses do povo sobre os interesses dos megabancos globais, ou limitar-se a ser meros peões desses banqueiros, de modo que acabarão governando contra o interesse do povo.

Se trata de uma ‘moeda política’ que vem sendo jogada por líderes e chefes desde os tempos de Jesus Cristo. Aqueles que tomam a decisão correta de defender seus povos frequentemente acabam sendo violentamente derrubados, assassinados e, certamente, satanizados pelas mídias massivas e pela historiografia oficial.
Basta apenas contemplar a lista e as ações dos trilateralistas que têm sido catapultados aos máximos níveis de poder em diversos governos – Papademos na Grécia, Monti na Itália, Cavallo na Argentina, Bill Clinton e George H. W. Bush nos EUA, Horst Kohler na Alemanha, Toomas Ilves na Estônia, Condoleeza e Susan Rice (sim: as duas!) nos EUA – para comprovar que existe um patrão que faz com que vez ou outra se alinhem  a favor dos Donos do Poder Global, seja com respeito a economia, política externa ou assuntos internos.

De maneira que se torna claro que a Comissão Trilateral definitivamente tem enorme poder e influencia para impor sua agenda globalista sobre o interesse nacional de todos os países do mundo.

 
Quem decide?

A ascensão meteórica de Letta ao cargo de primeiro ministro da Itália nos obriga a questionar quem decidiu isso.

Foi o povo italiano que, livre e democraticamente escolheu colocar um burocrata do círculo da elite bancaria internacional para administrar seu pais ou – como vemos na Grécia, França, Reino Unido, Espanha – se trata de uma mão oculta que discretamente catapulta aos próprios operadores às máximas instâncias do poder público e privado?

E mais: deve-se perguntar se os povos alguma vez decidem sobre temas vitais em absoluto ou se as decisões chave são tomadas em outras instâncias para logo fazer com que o povo as ‘legitime’ através encenações eleitorais de alto perfil midiático.

Será que os povos não têm outra opção além de eleger entre dois – quiçá três – candidatos previamente aprovados pelos Donos do Poder Global? Se nos impõem um tipo de eleição entre ‘coca e pepsi’, a verdade é que [isso] não significa eleição alguma?

Se este fenômeno só ocorresse na Itália, então poderíamos dizer que se trata de um “problema italiano”. Mas não: existe um claro patrão mediante o qual os operadores do poder global, parece que primeiro discretamente, promovem os seus operadores, os inserindo nas entidades como a Comissão Trilateral, Bilderberg, o CFR e estes análogos, para logo prepara-los, posiciona-los, treina-los e financia-los para “fazerem cargo” do país que ocasionalmente tenha emitido seu passaporte.

Porque tais indivíduos têm pouca ou nenhuma lealdade para com seus países de nascimento e seus concidadãos, senão que geralmente aliam-se prioritariamente com a agende e interesses dos globalistas, os quais têm planos muito distintos para todos nós.

As vezes até podemos vislumbrar como vão planificando com muita antecedência! Um informe pró-Bush da FoxTV dos EUA, transmitido em 27 de abril passado parece indicar que os poderosos já estão jogando com a ideia de promover Jeb Bush – irmãos de George W. – como possível candidato presidencial pelo Partido Republicano para as eleições presidenciais de 2016 naquele país.

Ao mesmo tempo, alguns conspícuos líderes do ‘opositor’ Partido Democrata já trabalham para posicionar Hilarry Clinton como sua candidata para essas mesmas eleições presidenciais.

Materialmente, isso significaria que em 2016 o povo estadounidense bem poderia ter que eleger como próximo presidente entre Jeb Bush (filho do trilateralista George H. W. Bush) e Hillary Clinton (esposa do trilateralista Bill Clinton). Sim, já sei, já sei... “uma mera coincidência”.

Pensando bem, talvez o título desse artigo não deveria ser “Pobre Itália”, senão, melhor, ‘Pobre Itália e Grécia e Argentina e Alemanha e Estados Unidos e Estônia e...’

Benjamin Disraeli – primeiro ministro britânico da Rainha Vitória no século XIX – disse alguma vez: “O mundo é governado por personagens muito distintos dos quais imaginam aqueles que não enxergam por trás do palco”.

Claramente, essa é uma visão lúcida de alguém que estava em condições de saber sobre essas coisas. Se agregarmos a esta realidade os bilhões de dólares que “por trás do palco” aceita a política nos países ocidentais, então uma vez mais comprovaremos que o dinheiro, efetivamente, faz o mundo girar...

 

Adrian Salbuchi para RT

Adrian Salbuchi é analista político, autor, conferencista e comentarista de rádio e televisão na Argentina -  www.proyectosegundarepublica.comwww.asabuchi.com.ar 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Trans-humanidade e pós-Europa: agenda satânica da inteligência americana

"Sim, isto é uma ciência?"

"Sim, há uma tal ciência... mas.. confesso que não posso te explicar que tipo de ciência é"

Irmãos Karamazov

Por Nicolas Bonnal

Quando eu li pela primeira vez as tendências globais redigidas pela NIA, pensei que estivesse lendo um mal roteiro de um filme de ficção científica de baixo orçamento.

Nós não somos mais cidadãos livres nas nações modernas; pois não há nações e cidadãos livres. Somos apenas peões cinzentos e febris, formigas e ciber-baratas voláteis e nervosas - chame como quiser - alojadas em um grande campo de concentração tecnológico chamado Matrix Americana. Um indivíduo não significa ser a si mesmo, pela velha abordagem cristã ele está morto. Para as nossas elites dominantes, que sempre lamenta a resistência russa e ameaça estrangular o Irã, não há nações, raças, nem espiritualidade nem alma: há apenas uma ciber-personalidade em busca de uma perfeição ergonômica e uma rede global de prisões eletrônicas e vigilância ecológica. Como Jó previu, o homem atual é lançado na rede por seus próprios pés, e ele caminha sobre uma armadilha.

O aquecimento global significa de fato aviso global e mais regras e multas e sentenças no campo ocidental, o chamado mundo livre. O progresso da ciência - ou o assim rotulado - significa que devemos melhorar a nós mesmos, a fim de nos adequar à fria máquina do sistema global ocidental. A tecnologia moderna serviu principalmente para incorporar o pesadelo de um panóptico de Bentham. Uma humanidade regulamentada e submetida, que perdeu qualquer identidade ou até mesmo prioridade de sua própria, é tal preparado para ser gerido e mesmo reduzido em quantidade (muitos idosos, os consumidores muitas, etc) e, claro, aniquilada em qualidade. A sombria sigla NIA significa "negado" em francês.

Dostoyevsky novamente:

"Há um número deles lá, centenas deles no subterrâneo, com martelos em suas mãos. Ah, sim, estaremos em cadeias e não haverá mais liberdade..."

As tendências globais que a National Intelligence Agency sugere aquilo que o filósofo francês Deleuze chama de péssimo roteiro moderno. Para o ocidente a vida é somente um sonho ruim. Não possui raízes e não propaga nenhum objetivo, uma vez que afundou o Cristianismo e a civilização Islâmica com artefatos do progresso e da mais vulgar ganância. Parece que o riquíssimo mundo Indiano foi facilmente neutralizado também; graças à preparação do Império Britânico e do papel do elenco da casta Vaishya o Ocidente está convertendo seis mil anos de civilização em dinheiro.

Deixemo-os falar em sua própria língua. Nossos sonhadores globais e pós-humanos imaginam uma classe média global facilmente controlada pela rude elite:

Uma elite transnacional educada nas mesmas instituições acadêmicas emergentes que lideram os principais atores não-estatais (grandes corporações multinacionais, universidades e ONGs). A opinião pública mundial encontra consenso entre muitas elites e cidadãos de classe média sobre combate à pobreza, meio ambiente, combate à corrupção, Estado de Direito, e a forma pacífica de seu suporte de poder. Países não desaparecem, mas governos enxergam seu papel cada vez mais em organizar e orquestrar coalizões "híbridas" de atores estatais e não-estatais que mudam dependendo do desafio.

Híbrido: o quanto eles gostam dessa palavra! Sua futura esposa, seus filhos no futuro serão um híbrido de planta, máquina e réptil! Nós podemos fazer isso por você e vendê-lo a você!



Mesmo que os dados mostrem o contrário, eles querem minar como o infame Sutherland proferiu o que resta de nossas identidades nacionais:

Cada vez mais, as elites nos países desenvolvidos são propensas a considerar a política de migração como parte de uma estratégia de crescimento econômico, especialmente a concorrência crescendo por funcionários altamente qualificados.

O Banco Mundial estima que um aumento de 3 pontos percentuais no estoque de imigrantes em 2025 levaria a um aumento de 0,6 por cento na renda mundial, um ganho de 368 bilhões, com os países em desenvolvimento e os migrantes de países que beneficiam mais do que os nativos de países de alta renda. Isso é mais do que os ganhos de remoção de todos os obstáculos remanescentes ao comércio livre.

A sociedade nômade e cibernética é liderada por uma agenda puramente quantitativa: como eu já disse antes da publicação destes incríveis documento, Guénon e o Oriente tradicional falharam onde o Ocidente tinha triunfado. Mas Guenon estava certo, enquanto a previsão de um reinado da quantidade. Leia de novo:

Anos a partir de agora eu acho que os historiadores vão ver imigração e mobilidade como base para a crescente cooperação política e tecnológica. Para o bem ou para o mal, uma elite cosmopolita com laços com vários países se formou: essas elites trabalham confortavelmente e vivem em vários lugares. Mesmo o menos qualificado é o mais móvel, preenchendo os vazios em muitas sociedades envelhecidas.

Aqui, pelo menos, sonhadores globais nos dizem a verdade: destruindo as sociedades pelas elites (o peixe morto apodrece pela cabeça, como nós sempre saubemos) e as legiões de estrangeiros não seriam tão ilegais. Eles atravessam e esmagar então povos e classes de idade. Estudantes estrangeiros com lavagem cerebral das universidades americanas confirmam esta verdade se for permitido entre duas partes da moeda...

Mas isso não é tudo. Exterminar a Ásia ou "velha Europa" não é o suficiente. A agenda Illuminati de Inteligência americana quer mais: ele não quer apenas mais iranianos, russos, ingleses ou franceses: ela só não quer deixar nenhum na superfície da terra (estamos muito ativos ecologicamente e ameaçando qualquer vírus ou espécie de mosquito?).

Haverá assim um ciber-monstro ou um Superman Hollywoodiano que pode atrair o novo fantasma de Hitler, mas não o herdeiro de Jesus. Cito em completo a passagem lunática:

Com o avanço da tecnologia de substituição de membros, as pessoas podem optar por melhorar seus corpos físicos como eles fazem com a cirurgia plástica hoje. Futuros implantes oculares da retina poderão permitir a visão noturna, e melhorias neurais poderiam fornecer recuperação da memória superior ou velocidade de pensamento. Neuro-farmacêuticos irão permitir que as pessoas permaneçam concentradas por longos períodos de tempo ou aprimorar suas habilidades de aprendizagem. Sistemas de realidade expandida podem proporcionar experiências aprimoradas de situações do mundo real. Combinado com os avanços da robótica, os avatares podem fornecer feedback na forma de sensores que fornecem o tato e o olfato, bem como informações auditivas e visuais para o operador.

Mas a civilização neuro-algo terá um preço. O que nós sabemos em nossos arruinados velhos países ocidentais é que a tecnociência moderna com todos os seus gadgets e itens sempre teve um preço enorme, mesmo se ele não tem os resultados esperados:

Devido ao alto custo do acréscimo humano, ele provavelmente estará disponível em 15-20 anos apenas para aqueles que são capazes de pagar por isso ... Desafios morais e éticos para acréscimo humano são inevitáveis.

Trazer o Golem - este monstro lendário do gueto de Praga - sempre foi o sonho da ciência moderna. No entanto, será mais fácil de transformar o ser humano em uma máquina do que para tranformar a máquina em um ser humano. Pergunte governador Schwarzenegger e Jean-Claude van Damme!

Interfaces cérebro-máquina em forma de implantes cerebrais estão demonstrando que fazer a ponte entre cérebro e máquina de forma direta é possível. Organizações militares estão experimentando com uma vasta gama de tecnologias de potencialização, incluindo exoesqueletos que permitem que o pessoal transporte cargas crescentes e psico-estimulantes que permitem que o pessoal opere por longos períodos.

Potencialização humana poderia permitir que pessoas civis e militares trabalhem de forma mais eficaz, e em ambientes que antes eram inacessíveis. Os idosos podem se beneficiar de exoesqueletos que ajudam usuários com atividades simples como ficar de pé e levantar, melhorar a saúde e a qualidade de vida das populações em envelhecimento. Próteses de sucesso provavelmente serão integradas diretamente com o corpo do usuário. Interfaces cérebro-máquina poderiam fornecer "sobre-humanos" habilidades, força e velocidade, aumentando, bem como proporcionar funções não disponíveis anteriormente.

A loucura deste script de drama mal feito nos mostra pelo menos uma coisa: América - ou seja lá o que significa que a palavra agora - não vai parar por aqui. Tornou-se uma máquina de impressão de dólares e barbaridades. Deus sabe se podemos ser preservados de tal agenda de techno-prisioneiros conformados ao seu destino com seus cérebros distorcidos. Pergunte Dostoievski, novamente, para o gênio russo que sabe muito sobre Deus e os Illuminati:

O que eu deveria ser subterrâneo lá sem Deus? Rakitin ri! Se eles dirigem Deus da terra, vamos acolhê-Lo no subsolo. Um não pode existir na prisão, sem Deus, é ainda mais impossível do que sair da prisão.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O Mito do Excepcionalismo Americano

Nota do blogueiro: Esse artigo, ainda que esclarecedor sobre a visão estadunidense acerca de seu papel no globo, ainda se apresenta um tanto brando em relação às ações dos EUA ao redor do globo, conforme mostramos em outros artigos e notícias nesse blog. Ainda que haja resquícios de pensamento liberal no texto, não deixa de ser um artigo elucidativo tanto quanto ao papel exercido pelos EUA no globo quanto à sua construção artificial a vários níveis.

A idéia de que os Estados Unidos mantém uma presença unicamente virtuosa no mundo pode consolar muitos americanos, mas Stephen Walt conhece melhor. Ele nos lembra que essa visão de auto congratulação da liderança global dos EUA é em grande parte um mito.

Por Stephen Walt para Política Externa (FP)

Ao longo dos últimos dois séculos, proeminentes americanos descreveram os Estados Unidos como um "Império da Liberdade", uma "brilhante cidade na colina", a "última melhor esperança da Terra", o "líder do mundo livre", e uma nação "indispensável". Essas persistentes alegorias explicam por que todos os presidenciáveis são compelidos a entoar cânticos ritualísticos à grandeza Americana e por que o presidente Barack Obama acabou em maus lençóis - mais recentemente, com Mitt Romney - por dizer que, enquanto acreditava no "excepcionalismo americano", este não diferia no "excepcionalismo britânico", "excepcionalismo grego", ou qualquer marca nacional de um patriota que bate no peito.

A maioria das declarações do "excepcionalismo americano" presumem que os valores americanos, sistema político e sua história são únicos e dignos de admiração universal. Elas também sugerem que os Estados Unidos são tanto destinado quanto sancionado a desempenhar um papel distinto e positivo no cenário mundial.

A única coisa errada com este auto-retrato de congratulações do papel global da América é que ele é sobretudo um mito. Embora os Estados Unidos possuam certas qualidades únicas - de altos níveis de religiosidade para uma cultura política que privilegia a liberdade individual - a realização de política externa dos EUA tem sido determinada principalmente pelo seu poder relativo e pela natureza inerentemente competitiva na política internacional. Ao concentrar-se em suas qualidades supostamente excepcionais, os americanos se cegam para elementos em que eles não são diferentes de todos os outros.

Esta fé incontestável no excepcionalismo americano torna mais difícil para os americanos a compreender por que os outros são menos entusiasmados com o domínio dos EUA, muitas vezes alarmado com as políticas dos EUA e, freqüentemente, irritados com o que eles vêem como a hipocrisia dos EUA, se o assunto é a posse de armas nucleares, de conformidade com direito internacional, ou a tendência da América em condenar a conduta dos outros, ignorando seus próprios fracassos. Ironicamente, política externa dos EUA provavelmente seria mais eficaz se os americanos fossem menos convencidos de suas próprias virtudes únicas e menos ansiosos ao proclamar-las.

O que precisamos, em suma, é uma avaliação mais realista e crítica do verdadeiro caráter da América e suas contribuições. Nesse espírito, ofereço aqui o Top 5 Mitos sobre o excepcionalismo americano.



Mito 1: Há algo de excepcional sobre o excepcionalismo americano.

Sempre que os líderes americanos se referem às "únicas" responsabilidades dos Estados Unidos, eles dizem que é diferente de outros poderes e que essas diferenças os obrigam a assumir fardos especiais.

No entanto, não há nada de incomum sobre tais declarações grandiosas, na verdade, aqueles que as fazem estão trilhando um caminho de bem-vestida. A maioria das grandes potências se consideravam superiores aos seus rivais e acreditavam que eles estavam avançando um bem maior quando impuseram as suas preferências sobre os outros. Os britânicos achavam que estavam tendo o "fardo do homem branco", enquanto colonialistas franceses invocavam "a missão civilizadora" para justificar seu império. Portugal, cujas atividades imperiais foram mal distinguidas, acreditava que estava promovendo um certo Missão civilizadora. Mesmo muitos dos funcionários da antiga União Soviética genuinamente acreditavam que estavam levando o mundo em direção a uma utopia socialista, apesar das muitas crueldades infligidas pelo regime comunista. É claro, os Estados Unidos têm, de longe, o melhor argumento para a virtude do que Stalin ou seus sucessores, mas Obama estava certo para nos lembrar que todos os países prêmio suas próprias qualidades particulares. (*)

Então, quando os americanos proclamam que são excepcionais e indispensáveis​​, são simplesmente o mais recente país a cantar uma canção velha e familiar. Entre grandes potências, pensar que você é especial é a regra, não a exceção.

Mito 2: Os Estados Unidos se comportam melhor do que outros países.

Declarações do excepcionalismo americano recaem na crença de que os Estados Unidos são uma nação única virtuosa, que ama a paz, alimenta a liberdade, respeita os direitos humanos, e abraça o Estado de Direito. Os americanos gostam de pensar que seu país se comporta muito melhor do que outros Estados fazem, e certamente melhor do que outras grandes potências.

Antes fosse verdade. Os Estados Unidos "podem" não ter sido tão brutal quanto os piores estados na história do mundo, mas um olhar desapaixonado sobre o registro histórico desmente a maioria das afirmações sobre a superioridade moral da América.

Para começar, os Estados Unidos tem sido uma das potências mais expansionistas na história moderna. Começou como 13 pequenas colônias agregadas ao litoral leste, mas eventualmente expandiu pela América do Norte, anexando Texas, Arizona, Novo México e Califórnia do México em 1846. Ao longo do caminho, ela eliminou a maior parte da população nativa e confinou os sobreviventes em reservas empobrecidas. Em meados do século 19, ele tinha empurrado a Grã-Bretanha do Noroeste do Pacífico e consolidou sua hegemonia sobre o Hemisfério Ocidental.

Os Estados Unidos já lutou várias guerras desde então - começando várias delas - e sua conduta durante a guerra dificilmente tem sido um modelo de contenção. A conquista 1899-1902 das Filipinas matou cerca de 200.000 a 400.000 filipinos, a maioria deles civis, e os Estados Unidos e seus aliados não hesitaram em despachar 305.000 alemães e 330.000 japoneses (civis) através de bombardeio aéreo durante a Segunda Guerra Mundial, principalmente através de campanhas contra cidades inimigas. Não é de admirar o general Curtis LeMay, que dirigiu a campanha de bombardeios contra o Japão, disse a um assessor, "Se os EUA perdessem a guerra, seriam processados ​​como criminosos de guerra". Os Estados Unidos lançaram mais de 6 milhões de toneladas de bombas durante a guerra da Indochina, incluindo toneladas de napalm e desfolhantes letais como o agente laranja, e é diretamente responsável pela morte da maioria dos cerca de 1 milhão de civis que morreram naquela guerra.

Mais recentemente, a contra-guerra  apoiada pelos EUA na Nicarágua matou cerca de 30 mil nicaraguenses, um percentual de sua população equivalente a 2 milhões de americanos mortos. A ação militar dos EUA levou direta ou indiretamente a morte de 250.000 muçulmanos ao longo das últimas três décadas (e isso é uma estimativa conservadora, sem contar as mortes resultantes das sanções contra o Iraque na década de 1990), incluindo os mais de 100.000 pessoas que morreram após a invasão e ocupação do Iraque em 2003. Drones estadunidenses e Forças Especiais estão indo atrás de suspeitos de terrorismo em pelo menos cinco países no presente e mataram um número desconhecido de civis inocentes no processo. Algumas dessas ações pode ter sido necessárias para fazer os americanos mais prósperos e seguro. Mas enquanto os americanos sem dúvida considerariam tais atos como indefensável, se algum país estrangeiro estavam fazendo a nós, quase todos os políticos norte-americanos questionam essas políticas. Em vez disso, os americanos ainda se perguntam: "Por que nos odeiam?"

Os Estados Unidos fala um bom jogo em matéria de direitos humanos e do direito internacional, mas recusou-se a assinar tratados de direitos humanos, não é integrante do Tribunal Penal Internacional, e tem sido muito disposto a agradar a ditadores - lembre-se o nosso amigo Hosni Mubarak? - Com péssimos registros de direitos humanos. Se isso não fosse suficiente, os abusos em Abu Ghraib e confiança da administração George W. Bush sobre a simulação de afogamento, entregas extraordinárias, e prisão preventiva deve abalar a crença americana de que sempre age de forma moralmente superior. A decisão de Obama de manter muitas dessas políticas sugere que elas não eram uma aberração temporária.

Os Estados Unidos nunca conquistaram um vasto império ultramarino ou causaram milhões de motes por erros tirânicos como o Grande Salto da China ou coletivização forçada de Stalin. E, dado o vasto poder à sua disposição durante boa parte do século passado, Washington certamente poderia ter feito muito pior. Mas o histórico é claro: os líderes dos EUA ter feito o que eles achavam que tinham que fazer quando confrontados com perigos externos, e pouca atenção aos princípios morais ao longo do caminho. A idéia de que os Estados Unidos é o único virtuoso pode ser reconfortante para os americanos; pena que não é verdade.

Mito 3: Sucesso da América é devido ao seu talento especial.

Os Estados Unidos tem tido um sucesso notável, e os americanos tendem a retratar a sua ascensão ao poder mundial como um resultado direto da visão política dos Pais Fundadores, as virtudes da Constituição dos EUA, a prioridade dada à liberdade do indivíduo e da criatividade e duro trabalho do povo americano. Nesta narrativa, os Estados Unidos gozam de uma posição excepcional global de hoje, porque é, também, excepcional.

Há mais do que um grão de verdade nesta versão da história americana. Não é um acidente que os imigrantes vieram para a América em massa em busca de oportunidade econômica, e do mito "caldeirão" facilitou a assimilação de cada onda de novos americanos. Avanços científicos e tecnológicos da América (**) são totalmente merecedores de elogios e devo alguma coisa para a abertura e vitalidade da ordem política americana.

Mas o sucesso do passado da América é devido tanto à boa sorte como a quaisquer virtudes exclusivamente americanos. A nova nação teve sorte que o continente foi ricamente dotado de recursos naturais e atravessado por rios navegáveis. Foi uma sorte ter sido fundada longe das outras grandes potências e ainda mais sorte que a população nativa era menos avançada e altamente suscetíveis a doenças européias. Os americanos tiveram a sorte que as grandes potências européias estavam em guerra há muito tempo da história no início da república, o que facilitou muito a sua expansão por todo o continente, e sua primazia global foi assegurada após as outras grandes potências travaram duas guerras mundiais devastadoras. Esta conta da ascensão dos Estados Unidos não nega que os Estados Unidos fizeram muitas coisas direito, mas também reconhece que a posição atual da América deve tanto a sorte como a qualquer gênio especial ou "destino manifesto".

Mito 4: Os Estados Unidos são responsáveis ​​pelo maior do Bem no Mundo.

Os americanos gostam de se dar crédito para desenvolvimentos internacionais. O presidente Bill Clinton acredita que os Estados Unidos foram "indispensável para a formação de estáveis ​​relações políticas", e o falecido cientista político da Universidade de Harvard Samuel P. Huntington pensava que a primazia dos EUA foi central "para o futuro de liberdade, democracia, economias abertas, e a ordem internacional em todo o mundo. "O jornalista Michael Hirsh foi ainda mais longe, escrevendo em seu livro "A Guerra com nós mesmos" que esse papel global dos EUA é "o maior presente que o mundo recebeu em muitos, muitos séculos, possivelmente, toda a história registrada." Trabalhos acadêmicos, como a "Missão América" de Tony Smith e G. John Ikenberry do "Leviatã Liberal" enfatizam a contribuição da América para a disseminação da democracia e de sua promoção de uma ordem mundial supostamente liberal. Dados todos cinco elogios que líderes americanos se entregaram, não é de surpreender que a maioria dos americanos vêem o seu país como uma força extremamente positiva nas questões mundiais.

Mais uma vez, há algo a esta linha de argumentação, apenas não o suficiente para torná-lo totalmente preciso. Os Estados Unidos fizeram inegáveis ​​contribuições à paz e estabilidade no mundo ao longo do século passado, incluindo o Plano Marshall, a criação e gestão do sistema de Bretton Woods, o seu apoio retórico para os princípios fundamentais da democracia e dos direitos humanos, e sua maioria estabilização presença militar na Europa e no Extremo Oriente. Mas a crença de que todas as coisas fluem bem da sabedoria de Washington exagera a contribuição dos EUA por uma larga margem.

Para começar, embora os americanos assistindo Resgate do Soldado Ryan ou Patton pode concluir que os Estados Unidos desempenharam um papel central em derrotar a Alemanha nazista, a maior parte do combate foi na Europa Oriental e o ônus principal de derrotar máquina de guerra de Hitler foi levado pela União Soviética. Da mesma forma, embora o Plano Marshall e a OTAN desempenharam papéis importantes no sucesso da Europa pós-Segunda Guerra Mundial, os europeus merecem pelo menos o crédito tanto para a reconstrução de suas economias, a construção de uma união romance econômica e política, e ir além de quatro séculos de rivalidade, por vezes, amargas. Os americanos também tendem a pensar que ganharam a Guerra Fria por si mesmos, uma visão que ignora as contribuições de outros adversários anti-soviéticos e os dissidentes corajosos cuja resistência ao regime comunista produziu as "revoluções de veludo" de 1989.

Além disso, como Godfrey Hodgson recentemente observou em seu livro simpático, mas de olhos claros, "O mito do excepcionalismo americano", a difusão dos ideais liberais é um fenômeno global, com raízes no Iluminismo, e filósofos europeus e líderes políticos fizeram muito para promover o ideal democrático . Da mesma forma, a abolição da escravatura e do longo esforço para melhorar a condição da mulher deve mais à Grã-Bretanha e outras democracias do que para os Estados Unidos, onde o progresso em ambas as áreas arrastou muitos outros países. Nem os Estados Unidos podem reivindicar um papel de liderança global de hoje sobre os direitos gays, justiça criminal, ou a igualdade econômica - na Europa tem essas áreas cobertas.

Finalmente, qualquer contabilidade honesta da metade do século passado deve reconhecer o lado negativo da primazia norte-americana. Os Estados Unidos tem sido o maior produtor de gases de efeito estufa durante maior parte dos últimos cem anos e, portanto, a principal causa das mudanças adversas que estão alterando o ambiente global. Os Estados Unidos ficaram do lado errado de uma longa luta contra o apartheid na África do Sul e apoiaram ditaduras desagradáveis ​​- incluindo Saddam Hussein. Os americanos podem se orgulhar de seu papel na criação e defesa de Israel e na luta contra o anti-semitismo global, mas suas políticas unilaterais também prolongaram a falta de um Estado Palestino e mantido brutal ocupação israelense.

Resumindo: americanos tomam muito crédito para o progresso global e aceitar muito pouca culpa para as áreas onde a política dos EUA tem sido de fato contraproducente. Os americanos são cegos para os seus pontos fracos, e de maneiras que têm reais consequências. Lembre-se quando os planejadores do Pentágono pensavam que os soldados americanos seriam recebidos em Bagdá com flores e desfiles?

Mito 5: Deus está ao nosso lado

Um componente crucial do excepcionalismo americano é a crença de que os Estados Unidos tem uma missão ordenada divinamente de conduzir o resto do mundo. Ronald Reagan disse ao público que "há algum plano divino" que tinha colocado América aqui, e uma vez citou o Papa Pio XII disse: "Nas mãos de Deus América colocou os destinos de uma humanidade aflita". Bush ofereceu uma visão semelhante em 2004, dizendo: "Temos um chamado de além das estrelas para defender a liberdade". A mesma ideia foi expressa, embora menos nobre, em piada creditada a Otto von Bismarck, de que "Deus tem uma providência especial para os tolos, bêbados, e os Estados Unidos."

A confiança é um bem valioso para qualquer país. Mas quando uma nação começa a pensar de que goza o mandato do céu e se convence de que ela não pode falhar ou ser desviada por canalhas ou incompetentes, então a realidade é susceptível a produzir uma repreensão rápida. Atenas antiga, a França napoleônica, Japão imperial, e inúmeros outros países sucumbiram a esse tipo de arrogância, e quase sempre com resultados catastróficos.

Apesar de muitos sucessos americanos, o país é quase imune a reveses, desatinos e desacertos estúpidos. Se você tem alguma dúvida sobre isso, apenas reflita sobre como uma década de imprudentes cortes fiscais, duas guerras dispendiosas e mal sucedidas, e um colapso financeiro impulsionado principalmente pela ganância e corrupção conseguiram desperdiçar a posição privilegiada dos Estados Unidos apreciada no final do século 20. Em vez de assumir que Deus está do seu lado, talvez os americanos devem prestar atenção advertência de Abraham Lincoln que a nossa maior preocupação deve ser "se estamos ao lado de Deus."

Dados os muitos desafios que americanos agora enfrentam, desde desemprego persistente ao ônus da de duas guerras mortíferas, é surpreendente que eles acham a idéia de sua própria excepcionalidade reconfortante - e que seus aspirantes a líderes políticos vêm proclamando-a com fervor crescente. Tal patriotismo tem seus benefícios, mas não quando se leva a um mal-entendido fundamental do papel da América no mundo. Este é exatamente o quão mal decisões são tomadas.

América tem suas próprias qualidades especiais, como todos os países fazem, mas ainda é um estado incorporado em um sistema competitivo global. É muito mais forte e mais rico do que a maioria, e sua posição geopolítica é extremamente favorável. Essas vantagens dão aos Estados Unidos uma gama maior de escolha na sua condução dos assuntos estrangeiros, mas elas não garantem que as suas escolhas serão boas. Longe de ser um único estado cujo comportamento é radicalmente diferente do de outras grandes potências, os Estados Unidos se comportam como todo o resto, prossegue o seu próprio interesse em primeiro lugar, buscando melhorar sua posição relativa ao longo do tempo, e dedicar relativamente pouco de sangue ou do tesouro para atividades puramente idealistas. No entanto, assim como passado grandes potências, se convenceu de que ele é diferente, e melhor, do que todos os outros.

A política internacional é um esporte de contato, e até mesmo Estados poderosos devem comprometer os seus princípios políticos em prol da segurança e prosperidade. Nacionalismo é também uma poderosa força, e inevitavelmente destaca virtudes do país e adocica seus aspectos mais salgados. Mas se os americanos querem ser verdadeiramente excepcionais, podem começar por ver toda a idéia de "excepcionalismo americano" com um olhar muito mais cético.

Via ISN

(*) Em redes sociais e discussões e fóruns que proliferam pela internet, tem-se o costume masoquista de "contabilizar" o números de mortes que este ou aquele regime teria cometido, porém o número de assassinatos de civil ao redor do mundo cometidos pelos EUA ainda não foram nem minimamente contabilizados, caso o grande pseudo-argumento liberal "consciência pesada" a favor do imperialismo estadunidense for "ainda sim exterminaram menos".

(**) algum desses vindos de "saques" de tecnologia européia, ou mesmo "fakes", como objetos catapultados serem considerados aviões.