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sábado, 16 de março de 2013

Wikileaks revela fúria americana ao legado solidário de Chávez

Dezenas de milhares de haitianos espontaneamente se dirigiram para as ruas da capital Port-au-Prince, na manhã do dia 12 de março de 2007. O presidente venezuelano Hugo Chavez acabara de hegar ao país.

A multidão, cantando e gritando com alegria, se juntou a ele no seu caminho para o Palácio Nacional (destruído no terremoto de 2010).
 
Lá, Chávez anunciou que a Venezuela ajudaria a pobre meia-ilha caribenha construindo usinas elétricas, expandindo redes elétricas, melhorando aeroportos, fornecendo caminhões de lixo e apoiando as equipes médicas cubanas presentes no país.

Mas o centro dos presentes que Chávez trouxe ao Haiti foram 14 mil barris de petróleo ao dia. Um presente divino em um país que sempre sofreu com blackouts e falta de energia.

O petróleo foi parte do acordo PetroCaribe que a Venezuela assinou com o Haiti um ano antes. O Haiti teria que pagar apenas 60% do petróleo recebido. Os 40% restantes poderiam ser pagos ao longo dos próximos 25 anos a uma taxa de 1%.

Sob acordos similares, a Venezuela fornece mais de 250 mil barris de petróleo por dia a bons preços para 17 países da América Central e Caribe.

O custo do programa é estimado em 5 bilhões de dolares anuais. Mas os benefícios e gratidão dos participantes do PetroCaribe são imensas, particularmente durante o atual tempo de crise financeira.

Resumidamente, Caracas está garantindo a estabilidade e segurança energética da maioria das economias centroamericanas e caribenhas, ao mesmo tempo que desafia, pela primeira vez em um século, a hegemonia americana no seu próprio 'quintal'.
 
A fúria e hostilidade americana ao PetroCaribe são expostas em telegramas diplomáticos obtidas pelo Wikileaks.

A então embaixadora americana no Haiti Janet Sanderson repreendeu Preval por "dar a Chávez uma platforma para jorrar slogans anti-americanos" durante sua visita em 2007. Isso foi revelado em um telegrama citado em um artigo lançado em junho de 2011 como parte de uma série baseada na Wikileaks, produzidas por Haiti Liberte e The Nation.

Revendo todos os 250 mil telegrams diplomáticos secretos revela-se que Sanderson não foi a única diplomata americana preocupada pelo PetroCaribe.

"É notável que nesta disputa atual, estamos sendo ultrapassados por dois países pobres: Cuba e Venezuela", observou o embaixador dos EUA no Uruguai Frank Baxter, em um cabo de 2007 divulgado pelo WikiLeaks. "Oferecemos um pequeno programa Fulbright, eles oferecem mil bolsas de estudos médicos. Nós oferecemos uma meia dúzia de programas breves de "futuros líderes", eles oferecem milhares de cirurgias oftalmológicas para as pessoas pobres, nós oferecemos acordos de livre-comércio complexos algum dia, eles oferecem petróleo a preços favoráveis hoje. Talvez não devessemos estar surpresos pelo fato que Chávez ganha amigos e influencia pessoas as nossas custas", disse o embaixador.


GreenLeft

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Cuba cria 4 vacinas anti-câncer, a mídia ignora


Que Cuba tenha desenvolvido quatro vacinas ou inoculações contra diferentes tipos de câncer é sem dúvida uma notícia importante para a humanidade. A OMS diz que aproximadamente 8 milhões de pessoas morrem de câncer por ano.

No entanto, a grande mídia internacional ignorou quase que totalmente essa notícia.

Ano passado, Cuba patenteou a primeira vacina terapeutica contra câncer de garganta avançado no mundo, chamada CIMAVAX-EGF. Em janeiro, a segunda, chamada Racotumomab, foi anunciada.

Testes clinícos em 86 países mostram que estas vacinas, ainda que não curem a doença, conseguiram reduzir os tumores e permitiram a estabilização da doença, aumentando a esperança e qualidade de vida.

O Centro Imunológico Molecular de Havana, uma institução estatal, é o criador de todas estas vacinas.

Em 1985 ele desenvolveu a vacina para meningite B, a única no mundo, e depois outras contra hepatite B e dengue. Por ano, o centro em conduzido pesquisas para desenvolver vacinas contra a AIDS.

Outro centro estatal cubano, Laboratórios LABOFAM, desenvolveu medicina homeopática para o cancêr com o VIDATOX, criado a partir do veneno do escorpião azul. Cuba exporta estes medicamentos para 26 países, e toma parte em companhias conjuntas com China, Canadá e Espanha.

Tudo isso vai contra o estereótipo, reforçado pelo silêncio midiático sobre todos os avanços alcançados por Cuba e outros países de terceiro mundo, que pesquisas médicas de ponta só acontecem nos países desenvolvidos.

Sem dúvida, o estado cubano obtém um benefício econômico da venda internacional desse medicamentos. No entanto, sua filosofia de investigação e comercialização é totalmente oposta às práticas empresariais da grande indústria farmaceutica.

O Nobel de Medicina Richard J Roberts recentemente denunciou a indústria farmacêutica por orientar sua pesquisa não para curar doenças, mas para desenvolver medicina para tratamentos crônicos, o que é muito mais lucrativo.

Roberts sugere que doenças típicas de países pobres, por sua baixa lucratividade, não são pesquisadas. É por iusso que 90% do orçamento de pesquisa é destinado a doenças sofridas por 10% da população mundial.

A indústri medicinal pública de Cuba, ainda que uma das principais fontes de moeda estrangeira para o país, é guiada por princípios completamente diferentes.

Em primeiro lugar, sua pesquisa é destinada, em grande parte, a desenvolver vacinas que previnem doenças e como consequência, reduzem o gasto da população com medicina.

Em um artículo da prestigiosa revista Science, pesquisadores da Universidade de Stanford, Paul Drain ee Michele Barry, dizem que Cuba tem melhores indicadores de saúde que os Estados Unidos, apesar de gastar 20 vezes menos no setor.

A razão disso é a inexistência, no modelo cubano, de pressões comerciais e de companhias farmacêuticas, e uma estratégia de sucesso em educar a população sobre saúde preventiva.