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sábado, 14 de outubro de 2017

A Cisão entre a Classe Intelectual e o Povo, ou: Um Apelo à União

por Álvaro Hauschild*
Dinarte Silva, pescador e morador de São José do Norte/RS a sofrer com a exploração indevida das mineradoras, conforme notícia abaixo.
Recentemente, saiu a notícia[1] sobre um projeto de uma empresa mineradora privada (a Rio Grande Mineração S/A) em São José do Norte, no Rio Grande do Sul. Nela se descreve uma tragédia que, embora pouco conhecida, expressa um fato deveras corriqueiro não só no Brasil, mas em toda a América Latina: uma empresa privada, com uma propaganda alegre e convidativa, emotiva, busca justificar uma verdadeira extorsão das muitas comunidades locais e da pátria Brasil, a fim de arrancar riquezas de valor inestimável a preço de banana e comercializar no mercado internacional. A empresa ainda, com um vídeo-aula muito bonito, tenta convencer de que não haverá qualquer tipo de sequelas naturais e ecológicas na região.

Contrariando a narrativa da empresa, as comunidades locais, compostas sobretudo de pescadores, agricultores e pequenos comerciantes, desconfiam plenamente das promessas da empresa. E dizem mais: o vídeo-aula não toca em assuntos relevantes, como é o caso do equilíbrio aquífero subterrâneo, que certamente seria violado, causando uma tragédia ecológica que seria impossível reverter. E como os moradores dependem deste equilíbrio para suas atividades e suas necessidades básicas, o fato causaria a fome generalizada em toda a área circundante. Ademais, promessas muito semelhantes já haviam sido feitas por outras empresas que, além de não cumpri-las, causou demais desgraças para toda a região. De modo que as populações locais, tradicionais, se sentem intimidadas e abandonadas pelas autoridades brasileiras, que nada fazem para reverter a expropriação.

A empresa ainda diz que sua atividade trará progresso e desenvolvimento ao país, fazendo-o subir na balança comercial, ao simplesmente exportar todo material bruto recolhido das minas. Mas onde está a lógica nisso tudo? Uma empresa privada que vem, se instala, extrai o material e o embarca em portos para o exterior tem como último objetivo um benefício ao país de onde extraiu o minério. Além de não alimentar a indústria do país, o material será vendido a preço de banana para que indústrias no exterior aproveitem a deixa para crescer e se tornar ainda mais poderosas– sem falar das desgraças que ficam nas entrelinhas, impossíveis de se cobrar pelos meios jurídicos, como é o fato do equilíbrio aquífero omitido pela empresa, mas cuja importância é absoluta.

Assim sendo, também essa promessa de que ajudará na balança comercial é falsa. Estaremos vendendo ouro a preço de banana.

Mas, dados os fatos, o que nossa classe intelectual tem a fazer? Onde estão aqueles que vivem dando atenção ao MBL quando precisamos resolver questões urgentes de maior importância? Nossas comunidades locais estão sendo esquecidas e abandonadas, não apenas por políticos, mas primeiramente por nossos intelectuais.

Um dos fatores-chave da atual crise política, econômica, sociológica, psicológica, moral do Brasil está em uma enorme tragédia ocorrida com nossa classe intelectual nas últimas décadas. Trata-se de uma classe formada no exterior, em época de florescimento do neoliberalismo, no pós-segunda-guerra. Todo tipo de pensamento cosmopolita, urbano, desenraizado, multicultural e internacionalista inculcado nas cabecinhas inocentes dos brasileiros desenvolveu um paradigma neoliberal em toda esta classe, submissa aos ditames dos intelectuais estrangeiros ao invés de produzir teorias com suas próprias mentes. E ela se alimentou disso como uma classe trabalhadora, proletária, que apenas reproduz textos ao invés de criar ideias – tornamo-nos prostitutas. E com esses projetos na vanguarda do pós-modernismo, como é o caso do Black Lives Matter financiado por Soros, FEMEN etc., nossa classe intelectual sai do armário e se afirma orgulhosamente como prostituta.

Com tanta coisa para se fazer, nossa classe preocupada com viagens à Disney e ao Canadá! E assim o Brasil ficou sem uma ciência própria, sem linhas de pesquisa genuinamente brasileiras. Em decorrência disso, ficamos sem uma indústria brasileira, sem um projeto agropecuário, de modo que as consequências mais óbvias são a estagnação da máquina estatal, o aumento das dívidas, a dependência dos empréstimos, a submissão militar e noológica. Enfim, depois de tantos anos, “O Brasil não serve para mais nada”, a não ser para receber gringo nas praias e vender-lhes nossas mulheres como prostitutas, abrir as pernas para quem quiser enfiar em nosso país suas máquinas que sugarão petróleo, água potável e demais minérios, riquezas biológicas para alimentar o mercado farmacêutico, etc.

Cultuando os ideais cosmopolitas e pós-modernos, nossa classe intelectual fomentou o surgimento de uma classe média imensa, de caráter burguês, economicista, neoliberal, corrupta, esquecendo-se do povo no interior, das tradições locais. E hoje, essa classe intelectual, em sua maioria de “esquerda”, embora seja “anti-burguês” na palavra é burguês na alma, neoliberal também, individualista, que preza uma meritocracia baseada na ideologia e não na qualidade da produção. Então quando atacam o MBL, é tão somente para manter as atenções do público para fora da realidade, que é o povo local e tradicional. Servem apenas como distrações, mantendo o país em constante queda moral, em disputas irrelevantes em torno de formas artísticas, quando precisamos de um poderoso projeto estrutural e econômico, desenvolvimentista para salvar o país.

Nosso povo, isto é, os pescadores, pequenos agricultores, quilombolas, tribos indígenas, sertanejos etc., foram abandonados por aqueles que mais deveriam dar-lhes atenção devida, que é a classe intelectual brasileira. Esta classe julga que as comunidades locais são “atrasadas” e impedem o “progressismo”, mas onde está o projeto desenvolvimentista destes progressistas? Querem “progredir” em quê, exatamente? Pelo contrário, o conhecimento prático popular tem muito a colaborar e até ensinar nossa classe intelectual, que deveria ser o cérebro do povo e ajuda-lo a organizar seu conhecimento, ao invés de sabotá-lo. O povo é a alma do país, mata-lo é matar o país, e matar o país é matar cada um de nós dentro dele.

Não há qualquer contradição entre desenvolvimento científico e as tradições populares. Pelo contrário, ambas são complementares. Pensemos na indústria brasileira, que depende da classe intelectual: fortalecendo a soberania do país através da indústria, quem mais se beneficiaria com ela senão o povo, que será amparado pelo desenvolvimento tecnológico, mas também pela segurança militar e política? E quem mais se beneficiará com o folclore e com a força do trabalho populares, que servem de base psico-social e econômica de todo um país, senão a própria classe intelectual, sem a qual viverá em um limbo negro e obscuro, instável e inseguro como um mapa cartesiano, além de sujeita aos interesses científicos de empresas privadas e internacionais?

Podemos comparar o estado do Brasil com o da Rússia no século XIX, quando a classe intelectual russa, eurófila, traiu os interesses populares, desenvolvendo uma instabilidade interna que gerou à dissolução final na Revolução de 1917. Os anos seguintes, as décadas que sucederam, se tornaram um verdadeiro inferno para várias gerações, que ainda hoje sentem muito fortemente o trauma. Mas ainda no século XIX, escritores como Dostoevsky estavam conscientes disso, alardeavam o perigo dessa desunião entre a classe intelectual e o povo, prevendo desde muito cedo o que viria a ocorrer apenas no final da segunda década do século XX.

O Brasil, embora com suas particularidades, está em uma situação muito semelhante à Rússia do século XIX, e poderia aprender com a história. Se nossa classe intelectual se unisse ao povo, encontraria força o bastante para derrubar não só o governo corrupto, mas também retomar tudo o que foi saqueado por “investidores” internacionais. O povo é a força que move montanhas, mas a classe intelectual é o cérebro que orienta essa força para o ponto certo; ambos são partes de um mesmo corpo, por onde corre o mesmo sangue.

E quando falamos “povo”, referimo-nos às comunidades locais, não à imensa classe média aburguesada (a chamada “gentalha” nos livros de filosofia-política) que se formou às sombras da própria classe intelectual. E vejamos ainda que paradoxal: é contra essa massa burguesa, hoje apoiadora de tudo que há de pior na política, a chamada “direita”, contra qual a classe intelectual, em geral de “esquerda”, vive disputando protagonismo. São mãe e filho brigando uma discussão doméstica, histérica, sexual, protagonizando nossas mídias, enquanto toda uma rede popular de pescadores, quilombolas, agricultores alemães, sertanejos, caipiras estão sofrendo um verdadeiro assalto a mãos armadas, às ocultas, pelo que há de pior na pirataria internacional!

Deixaremos isto acontecer com nosso povo? Ou, se ainda pudermos chorar por ele, mudaremos de atitude e, mesmo com lágrimas nos olhos, levantaremos e marcharemos com um novo objetivo em mente?

*06/10/2017


[1] https://rsurgente.wordpress.com/2017/09/26/comunidades-tradicionais-recusam-promessas-da-mineracao-a-primeira-coisa-que-vamos-perder-e-nossa-agua/

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Ameaças ao Brasil: Projeto Triplo A e outros ataques

É sabido que universidades brasileiras estão se reaproximando da Rússia (UFRGS, UFSM, UNB, etc.) a fins de projetos tecnológicos, energéticos e geopolíticos. Este é o motivo pelo qual começam a receber ataques vergonhosos como o feito contra a UFSM recentemente. Ademais, há uma suposta crise financeira que abala as universidades e as dificulta de levar os projetos adiante e de criar outros; tudo não passa de uma reação dos ativistas e espiões da OTAN, que abundam no Brasil, com vistas a derrubar o atual governo e retirar o país do seu rumo para guiá-lo segundo os interesses dos EUA e da OTAN.

As conspirações crescem, os ataques crescem, em todas as frentes: os escândalos da FIFA (detenção de José Maria Marin e afastamento de Blatter) são a maneira que os agentes atlantistas encontraram para dificultar o andamento da Copa e das Olimpíadas, respectivamente na Rússia e no Brasil, que muito temem o "propagandismo político", medo responsável também pelo silêncio de muitas mídias ocidentais sobre os eventos do Dia da Vitória ocorridos na Rússia (os maiores do mundo todo), ofuscados por eventos improvisados e mal-feitos em países da OTAN para ter pretexto de dominar o assunto na mídia. O objetivo social é este: isolar a Rússia, impedir a aproximação cultural/intelectual/geopolítica do povo brasileiro com os russos. O objetivo político é este: manter o país na progressiva decadência anti-tradicional, laica e de ideologia liberal. O econômico é este: dominar os setores mais importantes do país e tomar o controle da "cabeça" (ver: FHC promete entregar parte do Brasil aos EUA).

Abaixo, reportagem retirada de Sputnik:

No Dia Mundial do Meio Ambiente, o Brasil se vê diante de uma proposta do presidente da Colômbia para criar um “corredor ecológico” que iria dos Andes ao Atlântico, passando pela Amazônia. Segundo o professor Rogério Maestri, porém, as preocupações supostamente ambientais do projeto podem esconder interesses estrangeiros bem mais perversos.

“Esse tal corredor ecológico, que pra mim não é um corredor, é uma verdadeira ocupação. É o germe de uma ocupação de uma parte do Brasil com o objetivo de isolá-lo do norte, do Caribe, e a América do Sul da parte norte”, disse o especialista em entrevista à Sputnik.

Professor visitante de Engenharia Hidráulica na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Maestri se preocupa não apenas com os aspectos técnicos da questão ambiental, mas também com os fatores geopolíticos por trás de ideias como a do chefe de Estado colombiano, Juan Manuel Santos, que anunciou publicamente em fevereiro que iria propor ao Brasil e à Venezuela este “ambicioso” corredor ecológico.

“Será o maior corredor do mundo, com 136 milhões de hectares, que batizamos de Triplo A, pois seria andino, amazônico e atlântico, indo dos Andes até o Atlântico, no Brasil”, declarou Santos no programa oficial de televisão Agenda Colômbia, em 16 de fevereiro. Segundo as palavras do presidente colombiano, a proposta serviria para “preservar a área e como uma contribuição da humanidade para a discussão sobre como deter as mudanças climáticas”. No entanto, de acordo com Maestri, é bastante provável que o discurso de Santos esconda intenções menos louváveis.

Em primeiro lugar, conforme aponta o professor, o termo “corredor ecológico” é impróprio para qualificar o projeto do Triplo A. “De acordo com o costume internacional, se fazem corredores com largura de, digamos, no máximo 1 km. (…) O que chamam de corredor ambiental é algo que varia aqui [no Triplo A] de 50km a 500km”, ressaltou.

“Pode ser qualquer coisa, menos corredor ambiental. É um rasgo que se faz no norte do Brasil”.

De fato, segundo lembra Maestri, um corredor ecológico legítimo na Amazônia, a saber, que levasse em conta a necessidade de preservar a integridade de uma determinada extensão de mata a fim de garantir o fluxo genético entre espécies e evitar a endogamia, deveria integrar outras regiões mais prejudicadas pela exploração humana na região, e não teria a necessidade ambiental de ir até o Atlântico.

“Por que ir até o Atlântico? Se é problema ambiental, era pra ir mais para o sul, mais para baixo da Venezuela, por exemplo, e não precisava ir exatamente até o Atlântico. Chegar de um lado a outro é claramente estratégico, e não é por acaso que [o Triplo A] teria dois pontos de acesso”.

Talvez seja interessante notar que a ideia inicial do “ambicioso” projeto de Santos seja atribuída a Martín von Hildebrand, fundador da ONG Gaia Amazonas e membro da Gaia Foundation, organização também não governamental, mas com fortes vínculos com a Casa Real Britânica.

Segundo o site oficial da ONG inglesa, o trabalho na Amazônia começou com a mediação do ambientalista brasileiro José Lutzenberg, que também atuou no ministério do governo Fernando Collor de Mello. Na época, ele sofreu diversas críticas, sendo acusado inclusive de receber dinheiro indevido da Gaia Foundation, como noticiado pela revista Executive Intelligence Review, bem como de isolar os ambientalistas brasileiros das decisões políticas, preferindo o conselho de estrangeiros.

“Todas as cabeças coroadas europeias gostam muito de ONGs – não as que queiram fazer alguma coisa no seu próprio país, mas que queiram fazer nos outros países”, afirmou o professor da UFRGS.

De acordo com Maestri, de fato, o envolvimento da Gaia Foundation na proposta do Triplo A é mais um indício “de uma direção em termos de ocupação de espaço por outros países”.

“Se se olha a tradição europeia, vê-se que eles enxergam muito longe… Não é, por exemplo, como o americano, que é um pouco mais intempestivo, que tenta invadir no momento. Os ingleses, europeus, em geral, têm um raciocínio mais em longo prazo. Então eles vão implantando essas pequenas coisas, esse tal corredor ecológico, que pra mim não é um corredor, é uma verdadeira ocupação”.

Além disso, Maestri também chama a atenção para o fato de a ideia ser patrocinada pela Colômbia, um dos maiores aliados dos EUA na América Latina, onde Washington dispõe de sete bases militares.

“Do lado da Colômbia tem bases americanas, e do lado do Brasil pode ter bases francesas. Então nas duas extremidades ficam países do Norte, com grande possibilidade de ter acesso a esse ‘corredor’… a essa ocupação. Faz sentido dentro de uma lógica estratégica”, explica o professor.

Se efetuado, o Triplo A seria composto em 62% por território brasileiro, 34% por território colombiano e 4% por território venezuelano. Ou seja, a gestão do “corredor” teria que ser tripartite, o que, de acordo com Maestri, facilitaria a dominação estrangeira da região amazônica, especialmente porque o projeto da Gaia Foundation envolve o conceito de autogestão dos povos indígenas.

“Essas tribos estão em um processo de incorporação de tecnologias modernas, algumas ainda bem atrasadas, outras mais evoluídas. (…) Com essa autogestão, eles [os índios] ficam sujeitos à manipulação. É mais ou menos o que acontece em diversos países da África, que foram fragmentados ao extremo e agora são sujeitos a invasões permanentes de tropas neocoloniais. (…) Ou seja, essa visão de uma autodeterminação também serve [a interesses estrangeiros]; pode levar eles, daqui a um tempo, a escolherem o país que vai ser o seu suporte. Isso já contraria o princípio pétreo da Constituição que é a indivisibilidade do Brasil”, adverte o especialista.

“Essas comunidades têm todo o direito e devem ser preservadas (…). Porém, provavelmente com o tempo – e isso é mais ou menos lógico –, essas culturas indígenas não vão ficar satisfeitas em viver na ‘Idade da Pedra’ e vão querer mais. Bem, quem vai fornecer esse mais? Vai ser o Brasil, a Colômbia, a Venezuela, ou os países europeus?”, acrescentou.

A gigantesca área abrangida pelo Triplo A guarda enormes reservas de água, minérios e biodiversidade. Ou seja, seria uma imensa riqueza a ser pretensamente “gerida” por povos indígenas, que, segundo observa o professor, “podem ser enganados por qualquer um, um posseiro qualquer”, assim como “podem ser enganados por outros países”.

Outra evidência dos interesses econômicos por trás da proposta, segundo o professor, é o fato de que o corredor abarcaria a região acima do Rio Amazonas – partes mais altas que, sendo mais secas, seriam mais aproveitáveis para atividades lucrativas, como a criação de gado.

De qualquer forma, o presidente colombiano prometeu apresentar o projeto na próxima conferência ambiental da COP 21, que será realizada entre os dias 7 e 8 de dezembro em Paris. Na opinião de Maestri, entretanto, a ideia não deve dar frutos pelo menos dentro dos próximos cinco anos.

“É um projeto de longo prazo. Depois da COP 21, [a ideia] vai evoluindo, evoluindo, até que vão questionar a própria capacidade do Brasil de gerir essa parte. Como se eles, os europeus, americanos, fossem capazes de gerir. As florestas deles simplesmente foram acabadas. Onde teve colonialismo, acabaram com florestas imensas”, notou o professor.

“Somos tão incompetentes assim? Se a Amazônia existe, é porque tinha um governo brasileiro, que bem ou mal ainda conservou. Qual a moral que têm países que desmataram, que colonializaram ao máximo – e ainda colonizam, agora com o neocolonialismo –, em chegar e falar que o Brasil é incapaz?”

De acordo com Maestri, não se pode negar a importância da conservação da Amazônia, mas a tarefa deve ser levada a cabo “dentro da lógica nacional”. O especialista defende, sobretudo, a “presença forte do Exército brasileiro impedindo o corte dessas matas”, o reforço da ocupação do Estado na região e uma “cobertura de satélites” para melhorar o monitoramento, tarefa que, segundo ele, pode ser feita em parcerias múltiplas com outros países, inclusive com o sistema de navegação GLONASS, da Rússia, que acaba de ganhar sua segunda estação no Brasil.

No entanto, Maestri ressalva que o Estado tem que se fazer presente não só na parte da defesa, mas também na esfera social. “A Amazônia não é um vazio”, diz o professor, defendendo a necessidade de dar assistência em saúde e educação às pessoas que habitam a região amazônica. “Ocupar a Amazônia para evitar ser ocupado”, resume ele.

“Se o Estado brasileiro ocupar aquela região efetivamente, ninguém entra. Ocupar integralmente, desde o médico, da professora, do pequeno hospital, até as Forças Armadas”, concluiu o especialista.

Saibamos escolher nossos parceiros que não querem nos subjugar, mas ajudar a nos erguermos.
LUTEMOS PELO BRASIL!

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Hackers expõem George Soros como o arquiteto por trás da Ucrânia


Apenas alguns dias depois de George Soros anunciar que a Terceira Guerra Mundial é iminente a não ser que Washington recuasse à China para a inclusão no FMI, o hacker collective CyberBerkut expôs o bilionário como o real estrategista por trás das cenas na Ucrânia. Em três esplêndidos documentos, alegadamente hackeados do email de correspondência entre o especulador e o presidente ucraniano, Poroshenko, Soros dispõe "Uma estratégia compreensiva de curto e médio prazo para a nova Ucrânia", expressa sua ousadia que os EUA deveriam providenciar à Ucrânia assistência de militaria letal, "com o mesmo nível de sofisticação em armas de defesa para combater a força opositora", e finalmente explicou que a "primeira prioridade", de Poroshenko, "deve ser retomar o controle dos mercados financeiros", que ele assegura que o presidente poderia ser ajudado pelo FED (Reserva Federal dos EUA), acrescentando que "estou pronto para chamar Jack Lew do Tesouro dos EUA, para então avisá-lo do acordo". O grupo hacker CyberBerkut afirma que penetrou no site da administração presidencial da Ucrânia e obteve correspondências entre Soros e o presidente ucraniano Piotr Poroshenko. O grupo logo depois postou todos os pdfs interceptados na internet no seguinte link. Mais detalhes, conforme a Russia Today:

Os hackers publicaram três arquivos online, que incluem um plano de "curto e médio prazo para a nova Ucrânia", de Soros (datado de 12 de março de 2015); um não datado papel de assistência militar para Kiev; e a carta do bilionário para Poroshenko e o primeiro ministro ucraniano, Arseny Yatseniuk, datada em 23 de dezembro de 2014.

De acordo com os documentos hackeados, Soros apoiou a posição de Barack Obama sobre a Ucrânia, mas acredita que os EUA deveriam agir mais.

Ele crê que os EUA deveriam providenciar à Ucrânia assistência com armas militares letais, "com o mesmo nível de sofisticação em armas de defesa para equiparar com o nível da força opositora".

"Em termos provocadores, os EUA vão 'se adequar, mas não levantar", explicou o lobista de 84 anos, supostamente assinando uma das cartas como "um defensor voluntário da nova Ucrânia".

Os ocidentais querem que Kiev "seja restaurada à capacidade de guerra da Ucrânia sem violar o tratado de Minsk", Soros escreveu.

Entre outras coisas, os documentos hackeados afirmam que as autoridades ucranianas foram também requisitadas para "restaurar alguma aparência de estabilidade e de funcionamento do sistema bancário" e "proteja a unidade entre os vários braços do governo" com fim de receber assistência de aliados estrangeiros.

Soros acredita que cabe à União Europeia o apoio a Kiev com ajuda financeira, salientando que "a Europa deve alcançar um novo tipo de acordo que permitirá a Comissão Europeia mandar $1 bilhão anualmente para a Ucrânia".

Quanto ao atual estado da economia estatal, o bilionário escreveu que o antigo ministro financeiro do Chile, Andres Velasco, depois de visitar a Ucrânia a seu pedido, voltou com "uma visão horrenda da situação financeira".

"A nova Ucrânia está literalmente à beira do colapso" devido ao banco nacional carecer de reservas, Soros disse a Poroshenko.

A correspondência mostra que o bilionário esteve em constante contato com as autoridades em Kiev, consultando-os frequentemente.

Cavando detalhes dos documentos, encontramos um recorte intrigante:

Como você sabe, pedi a Andrés Velasco, um proeminente economista que fora muito bem sucedido como ministro de finanças do Chile de 2006 a 2010, que visitasse Kiev onde se encontrou com o Primeiro Ministro; o presidente esteve em Varsóvia no momento. Velasco voltou com uma horrenda visão da situação financeira. O Banco Nacional da Ucrânia não tem praticamente nenhuma reserva. Isso significa que hryvnia não tem âncora. Se uma pane ocorresse e a reserva atual se esvaziasse como aconteceu na Rússia, o Banco Nacional não poderia estabilizar o nível de troca mesmo se só temporariamente, como a Rússia fez, injetasse $90 bilhões.

Sua primeira prioridade deve ser retomar o controle sobre os mercados financeiros - depósitos bancários e câmbios. Antes que isso tenha sido feito, não terá meio de fazer reformas mais profundas. Eu acredito que a situação poderia ser estabilizada indo ao Conselho Europeu para firmar um comprometimento em princípio de que eles ponham juntos o novo pacote de $15 bilhões que o FMI requer com fim de abrir a próxima tranche de seu pacote original no fim de janeiro de 2015. Baseado no comprometimento, poder-se-ia pedir à Reserva Federal para extender os $15 bilhões em três meses de acordo com o Banco Nacional da Ucrânia. Isso reasseguraria os mercados e evitaria o pânico.

Estou pronto para chamar Jack Lew do Tesouro dos EUA, para então avisá-lo do acordo.

Alguém poderia se perguntar: quais outros assuntos de importância nacional envolvem George Soros com a Secretaria do Tesouro dos EUA que o permite arranjar fundos ilimitados de cortesia da Reserva Federal apenas para promover a agenda de uma pessoa ulterior?

E apenas como isso, a Teoria da conspiração se torna Fato da conspiração mais uma vez.

Os documentos completos estão abaixo:
Ironicamente, o primeiro documento, da "estratégia de curto e médio prazo para a Ucrânia", e assinado por Soros como "um voluntário defensor da Nova Ucrânia", foi criado por Tamiko Bolton, de 40 anos, que se tornou a terceira esposa de Soros poucos anos atrás.

A próxima carta, diretamente enviada por Soros para o presidente ucraniano, Poroshenko, e para o primeiro ministro Yatseniuk, vem de cortesia de um PDF por Douglas York, o assistente pessoal de Soros.


Finalmente, uma carta (de autoria de Yasin Yaqubie do Grupo de Crise Internacional baseado em seu metadata em PDF), cujos lobbies dos EUA "fazem mais".


Para somar: Soros é basicamente o lobbista de interesse da Ucrânia, que usa de dinheiro e armas para se opor a Putin de todos os modos possíveis. Se genuínos, e baseados em seu metadata, parece ser apenas que essas cartas mostram como Soros tenta se adonar dos acordos de Minsk (por exemplo, como treinar os soldados ucranianos sem uma presença real da OTAN na Ucrânia). Os documentos ligam Nuland com Soros, e esclarece que realmente está tentando agitar o Departamento de Estado dos EUA.

Finalmente, enquanto os documentos não mencionem o que Soros tem guardado para a Ucrânia, pode-se usar da imaginação.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Evo Morales denuncia golpe de Estado dos EUA na Venezuela

O presidente da Bolívia, Evo Morales, manteve que os EUA tentam executar um golpe de Estado na Venezuela, e enviou uma mensagem de apoio ao seu companheiro venezuelano, Nicolás Maduro.

Segundo o presidente boliviano, Washington "usa grupos de jovens venezuelanos para desestabilizar" a situação na Venezuela e procura a intervenção nesse país por parte de organismos internacionais.

"Quando já não podem nos dominar politicamente, não só na América Latina, mas em outros países do mundo, financiam grupos violentos de terroristas e depois tratam de justificar uma intervenção de cascos azuis ou da OTAN. Essa é a nova estratégia política intervencionista dos EUA", comentou.

"O que passou em 2008 aqui [na Bolívia] está se passando agora na Venezuela. Aqui grupos violentos tomaram e queimaram oficinas, golpearam policiais e militares. Mas o povo se ergueu e derrotou essa tentativa de golpe de Estado", acrescentou.

Via RT

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

CIA mantém prisões de tortura clandestinas na Polônia


A Agência Central de Inteligência (CIA) utiliza desde 2003 um centro de reclusão oculto no território polonês para torturar os suspeitos do atentado de 11 de setembro de 2001, informou nesta quinta-feira o jornal The Washington Post.

Dois oficiais de alto escalão da agência estadunidense firmaram um acordo com agentes da Inteligência polonesa, a qual a CIA teve que pagar em torno de 15 milhões de dólares por utilizar a prisão secreta exclusiva para amedrontar os prisioneiros trazidos de Guantánamo, por exemplo.

A agência de inteligência começou a transportar réus condenados por seus vinculados ataques às torres gêmeas à prisão localizada em torno dos lados poloneses, antes de pagar em dinheiro que foi destinado desde Alemanha à embaixada estadunidense em Varsóvia (capital polonesa), em um par de caixas de cartão por bolsa.

Esta foi a primeira de três prisões secretas utilizadas pela CIA na Europa para interrogar e torturar terroristas.

O jornal salienta que Jalid Sheij Mohamad, conhecido como autor material dos atentados de 11 de setembro, foi torturado neste local com diferentes técnicas de castigo, desde bofetadas, privação de sono, até afogamento dissimulado.

O Comitê Seleto sobre Inteligência do Senado dos Estados UNidos tem previsto publicar parte dos dados de 6 mil páginas que expõe surpreendentes detalhes sobre os programas de detenções e interrogações da CIA.

Segundo as Nações Unidas, o presidente Barack Obama finalizou o programa de prisioneiros da CIA em sua primeira semana de mandato.

Não obstante, em 2005 a organização de direitos humanos Human Rights Watch acusou Polônia e Romênia, entre outros países de ter permitido que a CIA mantivesse centros de interrogatóio financiados pela Casa Branca (sede do governo dos EUA).

O investigador especial do Parlamento Europeu, Dick Marty, publicou em 2007 a prova da existência de cárceres secretas no leste da Europa, mas todos os governos eslavos rechaçaram esta possibilidade.

O principal objetivo atual da CIA é captar informação no exterior no marco da luta contra o terrorismo internacional. Há alguns anos se estimava que contava com 17 mil trabalhadores e um orçamento anual de 3 bilhões de dólares.

Nota do Blog: Obama recentemente publicou que fechará os programas de espionagem da NSA e diminuirá todos os outros de todas as outras agências. Mas, a luz desta informação das prisões secretas, podemos confiar na sua promessa? De nenhuma maneira. O que vai acontecer, e já está acontecendo, é um ocultamento ainda mais profundo dos interesses dos EUA; a dissolução dos programas existentes apenas será um meio de reformar as agências e filtrar ainda mais as informações que vem e vão.

Via Telesur

domingo, 12 de janeiro de 2014

Dugin: EUA estão por trás dos atentados em Vologrado


Entrevista ao conhecido politólogo e filósofo russo, Alexander Dugin, para o sítio web Algerie Patriotique e no qual compartilha sua análise sobre os terríveis atentados na Rússia cometidos em finais de 2013. Para Dugin, os ataques terroristas não são mais um novo ataque à Rússia de Putin por sua política externa, principalmente por seu papel no Oriente Médio. Retirada de Elministerio.

Entrevista: Que análise faz sobre a deterioração da segurança na Rússia depois dos atos terroristas em Vologrado?

Dugin: Não acredito que seja a deterioração da segurança na Rússia. Alguns atos terroristas são quase incontroláveis quando se trata de regiões com populações mais ou menos homogêneas que apoiam, em certa medida, os grupos terroristas como é o caso no Cáucaso Norte, Rússia. O fato de que a atividade terrorista está aumentando ultimamente demonstra que as forças que querem desestabilizar a Rússia se concentram nos Jogos Olímpicos de Sochi.

Os Estados Unidos e os países da OTAN querem mostrar Putin, que se opõe radicalmente ao liberalismo e à hegemonia estadunidense, como um "ditador" ao comparar Sochi com Munique da época de Hitler. É a guerra midiática. Nesta situação, as forças que apoiam a política hegemônica estadunnidense, especialmente as redes sub-imperialistas locais, como os wahabistas patrocinados pela Arábia Saudita, tratam de confirmar esta imagem convertendo a Rússia em um país onde não há um mínimo de segurança e que estão prontos para instalar a ditadura com atos terroristas dirigidos principalmente aos Jogos Olímpicos de Sochi de Putin.

Sabemos que o chefe da inteligência saudita, Bandar Bin Sultan, propôs a Putin garantir a segurança da Rússia em troca do cessar do apoio russo a Damasco. Putin se enfureceu e rechaçou explicitamente, acusando os sauditas de serem terroristas, que realmente são e pior que os que servem aos interesses dos Estados Unidos.

Assim, os grupos wahabistas ativos na Rússia, guiados pelos sauditas, e através deles por seus amos em Washington, cumpriram a ameaça de Bandar Bin Sultan. Em última instância, são os Estados Unidos que atacam a Rússia de Putin para castigá-lo por sua política independente e insubmissa à ditadura hegemônica liberal estadunidense.

E: Quem está por detrás?

Dugin: Creio que expliquei em minha resposta à pergunta anterior. Enquanto a quem em concreto organizaram este ato terrorista, não sei sobre isso mais que outros. Parece que são as redes wahabistas do Cáucaso Norte e as mulheres de terroristas liquidados pelos serviços especiais russos. Creio que vergonhozamente são utilizados pelos chefes cínicos, consciente ou inconscientemente, trabalhando para os interesses estadunidenses.

E: Alguns creem que estes ataques terroristas são o resultado do contínuo apoio da Rússia à Síria e Ucrânia. Você compartilha desta opinião?

Dugin: Está absolutamente certo. Se trata do "castigo americano" realizado pelos cúmplices dos estadunidenses através dos sauditas.

E: Quais serão as medidas que o Kremlin tomará para evitar uma escalada da violência no país?

Dugin: Creio que o aumento da violência durante o período dos Jogos Olímpicos de Sochi é inevitável. Espero que em Sochi se consiga controlar a situação, apesar de tudo, mas é teoricamente impossível conseguir rodeado de regiões organizamente ligadas a certos grupos de população no norte do Cáucaso, onde de encontram as principais bases dos terroristas. Dessa vez não é Chechênia, que é fundamental para o sistema do terrorismo, mas antes Daguestão e Kabardino-Balkária. Se tratará de fazer o melhor, mas não se deve esquecer que se trata de uma grande potência mundial, os Estados Unidos, que nos ataca. Isto é um desafio muito sério que requer uma resposta simétrica. Assim veremos...

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Irã detém espião do MI6 que executava ataques terroristas


Irã anunciou neste Sábado a detenção de um membro da agência de espionagem britânica, MI6. "Com a ajuda e poder de Deus, o espião foi preso depois de meses de complexos movimentos de inteligência", disse hoje o chefe da Corte Revolucionária de Kerman, Dadkhoda Salari.

Salari salientou que o espião detido teve "20 reuniões" com oficiais da inteligência britânica, tanto dentro como fora do Irã, provendo-os de informação necessária e recebendo instruções para danificar os interesses nacionais iranianos.

O governo do Irã revelou ainda o nome do agente do MI6, mas disse que lhe foi pedido coletar inteligência e atacar diversas áreas culturais, econômicas e políticas do regime. Indicando que o agente teve contato com "cinco oficiais da inteligência britânica", Salari informou a preparação de um julgamento enquanto o detido confessar seus crimes.

Em 2010, o ex-ministro do Interior iraniano, Mustafa Mohammad Najjar, salientou que as agências estadunidense, israelita e britânica de espionagem, tinham estado diretamente envolvidas em realizar ataques contra cientistas iranianos.

 "Com respeito a recentes movimentos terroristas, a participação do Mossad, da CIA e do MI6, pode se ver claramente", disse Najjar aos repórteres. "Neste mesmo sentido, temos detido um número de pessoas e estamos fazendo os seguimentos necessários para prender os principais cabeças por detrás destes atos terroristas", indicou.

No quinto ataque desta natureza nos últimos dois anos, uma bomba magnética foi aderida ao veículo do cientista iraniano de 32 anos, Mustafa Ahmadi Roshan Behdast, em janeiro de 2012. Seu condutor também foi assassinado.

Rosan Behdast foi o quinto cientista iraniano desde 2007. A explosão de janeiro de 2012 teve lugar no segundo aniversário do martírio do professor universitário e cientista nuclear iraniano, Massoud Ali Mohammadi, que foi assassinado por um ataque bomba em Teerã em janeiro de 2010.

O método de assassinato usado no bombardeiro foi similar aos ataques terroristas de 2010 contra o professor Fereidoun Abbasi Davani e seu colega Majid Shahriari. Enquanto que Abbasi Davani sobreviveu ao ataque, Shahriari faleceu. Outro cientista iraniano, Dariush Rezaeinejad, acabou morto com o mesmo modus operandi em 23 de julho de 2011.

Irã culpou reiteradamente a CIA, o MI6 e o Mossad israelita, pelos ataques terroristas que mataram seus cientistas.

Via Laverdadoculta

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Hersh: Obama mentiu sobre ataque químico na Síria


Proeminente jornalista investigador estadunidense, Seymour Hersh, diz que o presidente dos EUA, Barack Obama, não contou a verdadeira história sobre o ataque de armas químicas orquestrado próximo de Damasco em Agosto.

O jornalista, com prêmio Pulitzer, publicou em nova reportagem no London Review of Books [Revista de Livros de Londres] que a administração de Obama estava consciente do fato de que os terroristas que lutam contra o governo sírio viriam a usar armas químicas, mas não informaram.

"Barack Obama não contou toda a história neste outono quando tentou tornar Bashar al Assad culpado pelo caso do ataque de armas químicas próximo de Damasco em 21 de Agosto. Em alguns momentos, ele omitiu inteligência importante, e em outros apresentou suposições como fatos", escreveu no artigo.

Hersh acrescentou que o presidente dos EUA recusou reconhecer que Al-Nasura Front, um grupo filiado da Al-Qaeda, de acordo com reportagens da inteligência dos EUA, ministrou a produção do gás Sarin. Sarin é um nervo agente que baseado em descobertas da ONU foi usado no ataque em Damasco.

"Quando o ataque ocorreu, Al Nasura deveria ter sido suspeito, mas a administração fez o possível para atacar Assad".

Obama, em um discurso televisionado em 10 de setembro, acusou o governador sírio de executar o ataque que matou centenas de pessoas, incluindo mulheres e crianças.

"Nós sabemos que o regime de Assad foi responsável...e isto é o porque, depois de cuidadosa deliberação, eu determinei que está no interesse de segurança dos EUA responder ao ataque com armas químicas feito pelo regime de Assad através de um ataque militar", disse Obama.

O presidente Obama foi à guerra contra a Síria, mas estava indo sem reconhecer explicitamente quem executou o ataque na manhã de 21 de Agosto, Hersh acrescentou.

O investigador-jornalista disse que os oficiais militares e de inteligência estavam irritados com "a manipulação deliberada da inteligência" sobre o incidente.

Hersh disse que um alto-funcionário de inteligência descreveu a arrogância da administração de Obama sobre a responsabilidade jogada sobre a Síria como uma "fraude". O ataque "não foi resultado do regime atual", o jornalista escreveu um email ao colega.

Ele escreveu que outro oficial da inteligência contou a ele que "a administração de Obama alterou as informações disponíveis - em vistas da sequência temporal - para permitir ao presidente e seus secretários fazer a inteligência recobrar dias depois o ataque como se tivesse sido flagrado e analisado em tempo real, como se o ataque estivesse ocorrendo".

O governo sírio veementemente negou as alegações dos EUA. Culpa os militantes estrangeiros Takfiri por executar o ataque químico.

Via Presstv

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Polônia é denunciada por tratos inumanos em prisão secreta da CIA


O Tribunal de Estrasburgo recebeu os processos apresentados pelo palestino Abu Zubaydah e o saudita Abd al Rahim al Nashiri, que denunciaram terem sido torturados e submetidos a tratos degradantes em uma base militar ao norte de Varsóvia.

O Estado polonês foi denunciado diante do Tribunal Europeu de Direitos Humanos por tratamento inumano e torturas em uma prisão secreta da Agência Central de Inteligência (CIA), onde os serviços especiais mantinham detidos "suspeitos de terrorismo".

As denúncias foram feitas pelos torturados através de simulações de afogamento e execução, entre outras coisas, próximo do povoado de Stare Kiejkuty, que fica no norte de Varsóvia.

Os requerentes foram retidos na Polônia entre 2002 e 2003 e depois enviados à Base Naval de Guantânamo, em Cuba, onde permanecem até agora. Ambos apresentaram encargos contra o Estado polonês porque, segundo eles, "com todo conhecimento de causa e de maneira deliberada", autorizou os serviços especiais estadounidenses a atuar em seu território.

O advogado Amrit Singh declarou que seu cliente, Al Nashiri, foi detido e submetido a posições estressantes, com as mãos atadas, durante vários dias. "O submeteram a simulações de execução e o ameaçaram abusar sexualmente de sua mãe diante dele", assegurou. Para isso, o letrado considerou essencial a intervenção do Tribunal Europeu para pôr fim à impunidade. Assim, alegou que amparando-se no "segredo de instrução", o Governo polonês rechaçou realizar qualquer comentário diante do Tribunal sobre os voos da CIA em seu território e a detenção destes dois indivíduos em prisões secretas.

"Varsóvia não deseja confirmar nem validar" os fatos relatados pelos requerentes, pois "são as jurisdições nacionais as que têm a competência para trabalhar" sobre eles, expressou o representante do governo polonês, Artur Nowak-Far.

No entanto, as autoridades polonesas se negam a facilitar informação sobre os voos da CIA em seu território e a detenção de pessoas, argumentando que o Tribunal de Estrasburgo não pode assegurar "a confidencialidade dos documentos classificados" e que "não há motivo algum para que o Tribunal Europeu substitua os organismos internos".

No ano de 2006, o então presidente norteamericano, George W. Bush (2000-2008), revelou a existência de centros de detenção da CIA no estrangeiro. Ainda que não precisou sua localização, vários informantes indicam que os centros secretos de detenção estadounidenses poderiam se localizar na Lituânia, Romênia, entre outros países europeus.

O relator especial da ONU sobre direitos humanos e antiterrorismo, Ben Emmerson, denunciou a impunidade pelos fatos, pela destruição das provas e obstrução da justiça. Acrescentou que um veredito sobre o caso pode surgir nos próximos meses.
Via Telesur

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Brasil constrói satélite em vistas de soberania nacional


Depois do escândalo de espionagem dos EUA, o governo brasileiro decidiu ter seu próprio satélite, de cuja fabricação se encarregará a companhia de telefonia estatal brasileira Telebras.

Um acordo de associação por 560 milhões de dólares entre a Telebras e a Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica) busca a construção do satélite geoestacionário de defesa e comunicações estratégicas (SGDC) que garanta comunicações seguras.

Conforme a Embraer, o satélite será frabricado para 2016 e reforçaria a "soberania do Brasil para as comunicações estratégicas, tanto na área militar como civil".

"O SGDC não só satisfará as necessidades do Programa Nacional de Banda Larga da Telebras (PNBL) e as comunicações estratégicas das Forças Armadas brasileiras, mas também será uma oportunidade para reforçar a soberania de suas comunicações estratégicas, tanto na área civil como militar", explicou o presidente da Telebras, Caio Bonilha.

Embraer denunciou que os satélites que, atualmente, proveem serviços ao Brasil são controlados por postos localizados fora do país ou por companhias dominadas pelo capital estrangeiro.

O ex-empregado de Inteligência estadounidense, Edward Snowden, revelou, entre outras filtros, que a Agência de Segurança Nacional (NSA) interveio nas comunicações pessoais da presidenta brasileira, Dilma Rousseff, assim como as de milhões de cidadãos do país latinoamericano.

Em reação, Rousseff suspendeu uma visita a Washington, prevista para 23 de Outubro, e declarou que a espionagem internacional dos serviços de inteligência norteamericanos constituem uma "grave violação dos direitos humanos".

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

E se televisores pudessem espionar? É o que acontece...


Em que outro lugar você pode se sentir mais seguro que em sua própria casa? Mas hoje até em nossa cama podemos estar sob o controle do ‘olho onipresente’. O culpado é um dispositivo que se encontra em quase todos os lugares: o televisor.

Pode soar mais como o argumento de um filme de ficção científica, mas estas cenas já acontecem todos os dias em povos e cidades de todo o mundo e na maioria dos casos as vítimas não têm nem ideia de que alguém possa estar observando que roupa levam no corpo, que alimentos comem, que programa de TV assistem e cada passo que dão. Estes ‘vigias’ podem ser delinquentes ou trabalhar para grandes corporações e agora sabem seus segredos mais íntimos.

Em poucas palavras, nossas televisões começaram a nos espiar e isso está comprovado.

Na semana passada, um consultor de tecnologia da informação, Jason Huntley, residente no povoado próximo à cidade de Hull, no condado cerimonial de Yorkshire do Leste, Reino Unido, descobriu que sua televisão inteligente de tela plana, colocada na sua sala de estar deste verão, estava invadindo a privacidade de sua família, informa Daily Mail.

Huntley começou a investigar o dispositivo de marca LG que lhe custou 400 libras esterlinas (em torno de 649 dólares) depois de se dar conta de que sua tela de início estava lhe mostrando anúncios baseados nos programas que estava assistindo.

Foi então quando o britânico decidiu controlar a informação que a televisão inteligente que se conecta a internet estava enviando e recebendo. O fez mediante o uso de um computador portátil como ponte entre sua televisão e o receptor de internet, através do que o portátil era capaz de mostrar todas as informações que eram obtidas pelo ‘dispositivo espião’.

Logo Huntley descobriu que não apenas todos os detalhes de cada programa que estava assistindo, mas também cada botão que pulsava em sua mão, estavam sendo anviados de novo à sede corporativa da LG na Coreia do Sul (aliada importante dos EUA, Reino Unido, Israel, Arábia Saudita, Japão, etc.).

Ali, a empresa de eletrônica parecia estar utilizando as informações pessoais de seus clientes para ganhar mais dinheiro, enviando vídeos promocionais de produtos que potencialmente poderiam lhe parecer mais interessantes.

O LG de Huntley tinha enviado à sede da companhia também o conteúdo de sua coleção privada de vídeos digitais que estava assistindo na televisão, incluindo filmagens de celebrações familiares que continham imagens de sua esposa e seus dois filhos pequenos.

Mas o que é mais preocupante é que o dispositivo continuou o envio de tais informações a Coreia, ainda mesmo depois que Huntley tinha ajustado a configuração predeterminada para desativar o intercâmbio de dados.

O britânico escreveu sobre sua experiência em seu blog, depois do que o caso chamou a atenção dos principais meios de imprensa do país, o que obrigou a gigante LG a abrir uma investigação.

“A privacidade do cliente é uma prioridade”, afirmaram os representantes da companhia. “Estamos investigando informações de que certa informação de visualização em televisões inteligentes LG era compartilhada sem seu consentimento”, acrescentaram.

Não obstante, especialistas em informática destacam que a investigação de Huntley provavelmente é só a ponta do iceberg. Segundo eles, as novas televisões inteligentes que se conectam a internet cada dia entram em mais lugares por todo o mundo e cada uma delas pode ser facilmente hackeada, já que a diferença dos computadores, é impossível instalar nela um antivírus pela falta de software necessário.

Assim, por exemplo, um delinquente que em mínimos conhecimentos de informática poderia obter os detalhes das contas de crédito que os usuários sobem à tela para realizar o pagamento de filmes que descarregam o uso de aplicações comerciais.


Outro descobrimento inquietante que recentemente fizeram os especialistas foi que é possível acessar de forma remota as câmeras de vídeo integradas em milhares de televisores inteligentes e receber as imagens de cada passo que dão os usuários em sua própria casa, sempre que estejam ao alcance do objetivo deste dispositivo.

NdoB: lembramos o leitor que as câmeras de computadores seguem a mesma lógica, a partir das quais a tecnologia dos televisores é melhorada e ocultada. Quem nunca se deparou com uma evidência do funcionamento da sua câmera webcam, mesmo enquanto o computador estava desligado?

Via RT

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Universidades alemãs recebem fundos do Pentágono


Uma reportagem mostra que universidades alemãs têm recebido milhões de euros dos militares dos EUA para projetos de pesquisas em munições e programas de drones.

Na segunda-feira, o jornal alemão Suuddeutsche Zeitung reportou que pelo menos 22 universidades e institutos de pesquisa confirmaram receber mais de 10 milhões em euros de benefícios do Pentágono dos EUA desde 2000.

Além disso, a reportagem mostrou que o Pentágono ainda pagou às universidades cujas regras excluem a indústria armamentista.

De acordo com o jornal, a Universidade Ludwig-Maximilian de Munique (LMU) pagou mais de 470 mil euros do Ministério de Defesa dos EUA para pesquisa em explosivos militares.

Mais, os fundos do Pentágono foram dados à Universidade de Marburg, que está pesquisando sistemas de navegação para drones e "munições de aço" e à Fraunhofer Society, uma rede de amplitude nacional de instituições de pesquisa, para pesquisar vidro a prova de bala e explosivos.

A oposição política alemã imediatamente criticou a cooperação entre as universidades nacionais e o Pentágono, clamando por mais transparência das universidades do país com relação aos seus projetos de terceiros.

"É inacreditável que esta cooperação não tenha sido publicada e que algumas universidades recusam dar informação sobre estes contratos", disse o parlamentar Nicole Gohlke, membro de um partido de esquerda.

Outros críticos disseram que essas universidades alemãs estão violando regras étnicas conforme estes projetos têm fins bélicos.

"É problemático quando a ciência foca na guerra, especialmente quando é pelos EUA. Depois de tudo, os EUA impulsionam guerras de agressão, e sem autorização do Conselho de Segurança da ONU", disse Jurgen Altmann, físico e pesquisador pacífico na Universidade de Dortmund.

NdoB: lembramos que em qualquer parte do mundo as universidades são utilizadas para projetos privados que, de uma ou de outra maneira, servem para objetivos antinacionais. Uma pesquisa feita para qualquer área da engenharia pode ser utilizada para fins bélicos. E não apenas pode, como é de fato utilizada. Uma pesquisa da sociologia, por sua vez, é utilizada na manipulação midiática e no manejo público em geral em prol de objetivos privados. O perigo não está, portanto, nos investimentos com fins bélicos, mas na privatização das pesquisas, que colocam os resultados em mãos particulares (e assim estrangeiras).

via Presstv

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

EUA espionou cidadãos britânicos com apoio de Londres


A Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA pelas siglas em inglês) esteve espiando os cidadãos britânicos que não eram suspeitos de nenhum delito, em virtude de um acordo secreto com os funcionários de inteligência do Reino Unido, segundo revelou na Quarta o jornal britânico ‘The Guardian’.

De acordo com os documentos obtidos pelo excontratado da NSA, Edward Snowden, o rastreamento e armazenamento das chamadas telefônicas e correios eletrônicos dos cidadãos britânicos foi autorizado graças a um acordo secreto feito em 2007 entre funcionários de inteligência do Reino Unido e da agência de espionagem dos EUA.

EUA e Reino Unido são dois sócios importantes do clube dos “Cinco Olhos”, uma aliança de intercâmbio de inteligência composta por EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

Neste sentido, se supunha que estes cinco Estados estavam comprometidos a respeitar, entre si, os direitos de privacidade de seus cidadãos. Não obstante, os documentos obtidos por Snowden revelam que em 2007 as regras mudaram, através de cujas mudanças a NSA estava autorizada a espionar qualquer telefone celular dos cidadãos britânicos.

Desde o início do mês de Junho deste ano, os documentos filtrados por Snowden esclareceram as crescentes atividades de espionagem de Washington no mundo inteiro.

Os documentos demonstram como o Governo do país estadounidense recolheu os registros telefônicos de todos os cidadãos estadounidenses.


Outros documentos também mostram que as agências de espionagem dos EUA hackearam os sistemas de informática das missões diplomáticas de outros países e que Washington esteve escutando as chamadas telefônicas de pelo menos 35 líderes mundiais, incluindo as da chanceler alemã Angela Merkel, uma dentre os líderes mais influentes na Europa.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Facebook amplia vigilância


O Facebook, também envolvido no programa de espionagem da Agência de Segurança Nacional estadounidense (NSA pelas siglas em inglês), prova uma nova tecnologia que ampliaria brutalmente a quantidade de dados que recolhe dos seus usuários.

Segundo Ken Rudin, chefe do Departamento de Analítica da rede social com sede em Estados Unidos, se trata de um novo software que entre outras de suas habilidades pode coletar informação sobre as interações dos usuários e ainda estudar o movimento do cursor sobre a página.

Rudin, que revelou a notícia em uma entrevista concedida à revista estadounidense The Wall Street Journal publicada na Quarta, indica que o Facebook coleta dois tipos de dados: demográficos e de comportamento.

Os dados demográficos: onde vive, estuda ou trabalha o usuário, documentam a vida do usuário além da rede. Enquanto que com os dados de comportamento, Facebook segue os usuários em base aos conteúdos que lê, as atualizações que compartilha ou quantidade e qualidade de pulsações sobre o botão “curtir”.

Por enquanto, a companhia está armazenando toda esta informação em um depósito independente e posteriormente decidirá sua integração final.


Cabe salientar que, segundo revelações de Edward Snowden, o ex-técnico da Agência Central de Inteligência (CIA pela sigla em inglês), as grandes tecnológicas, como Google, Microsoft, Facebook, foram usados pela NSA em um programa secreto chamado PRISM, que permite o acesso a mensagens e histórico de buscas de seus usuários.

Maduro denuncia ataque do Twitter contra o governo venezuelano

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, denunciou nesta Quinta-Feira um ataque da rede social Twitter contra representantes de seu Governo.

Segundo fontes locais, Maduro declarou que parte dos ministros de seu Gabinete foi objeto de ataques de internet contra suas contas do Twitter.

A ministra de Comunicação e Informação, Delcy Rodríguez, informou que mais de 6 mil seguidores foram retirados da conta do representante.

Pouco depois, Maduro disse, em declarações à televisão estatal, “agarramos os autores deste ataque massivo às contas Twitter, mas não vão nos deter”.

“A direita está ensaiando alguma coisa, por isso começaram este ataque contra as contas Twitter”, afirmou Maduro no momento em que acrescentou que “a oposição que faça o que quiser, mas em 8 de Dezembro haverão eleições”.


Não é a primeira vez que isto ocorre. Há alguns meses a conta do presidente e a do Ministério de Comunicação e Informação da Venezuela foram hackeadas.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Brasil e Alemanha buscam ação da ONU contra espionagem



Diplomatas do Brasil e da Alemanha se encontraram com representantes de alguns governos latino-americanos e europeus a fim de discutir um projeto de resolução da ONU que promove o direito de privacidade na internet, diz reportagem.

A reunião extraordinária, feita em Nova Iorque, é vista como “o primeiro esforço internacional para restringir as intromissões da Agência Nacional de Segurança dos EUA nas comunicações de rede de estrangeiros”, reportou a revista Foreign Police nesta Quinta-Feira, citando fontes diplomáticas.

Sobre este projeto de resolução, que busca expansão de direitos de privacidade inclusos na Convenção Internacional de Direitos Civis e Políticos para a Internet, pretende-se levar a voto no Comitê de Direitos Humanos da ONU no final de 2013.

O projeto, no entanto, não faz referência direta “a uma agitação de revelações de espionagem estadounidenses que causaram tumulto político ao redor do mundo, particularmente no Brasil e na Alemanha”, de acordo com a reportagem, mas quanto aos vazamentos, acredita-se que impulsionaram o alcance à ONU.

Foreign Police reportou que “o blowback dos vazamentos da NSA continua a agonizar os diplomatas e oficias militares dos EUA com relação a imagem dos EUA no exterior”.

“Isso é um exemplo dos piores aspectos das revelações do [antigo empresário da NSA Edward] Snowden”, um antigo oficial militar estadounidense “com profunda experiência na OTAN” é citado dizendo nesta reportagem.

“Será muito difícil para os EUA desenterrarem isto, embora estamos sem tempo. Os custos do curto prazo na credibilidade en a confiança são enormes”, afirmou o ex-oficial militar.

As revelações sobre os atos de espionagem dos EUA vêm como provisão nas afirmações do  Artigo 17 da Convenção Internacional de Direito Civil e Político, “Ninguém deve ser submetido à interferência arbitrária ou ilegal com sua privacidade, família, casa ou correspondência, nem a ataques ilegais ou sua honra e reputação”.

Também afirma que “todo mundo tem o direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques”.

Via Presstv

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Putin: CIA está por trás das privatizações da Rússia

Por Alfredo Jalife Rahme
(Tradução por Álvaro Hauschild)

Desde sua fundação, a Agência Central de Inteligência (CIA na sigla em inglês) esteve sempre hiperativa e no olho do furacão devido a suas atividades clandestinas extracurriculares.

A lendária agência de espionagem global foi posta no pelourinho com maior intensidade pela revelação de suas práticas pouco ortodoxas, como acaba de acontecer no Afeganistão com seus obscenos subornos ao governo de Karzai (The Guardian, 30/04/2013).

De forma estrujante, Thierry Meyssan, diretor da Rede Voltaire (28/04/2013), acusa a CIA de estar por trás do polêmico atentado da maratona de Boston, cuja montagem hollywoodense apenas começa a exibir sua ponta do iceberg.

Nada deseja entorpecer a notável melhoria das relações entre Washington e Moscou, que tomaram um rumo diferente em sua colaboração frutífera tanto na desativação da escalada na península coreana - em uníssono do desmantelamento da quarta fase do polêmico desenvolvimento do escudo de mísseis antibalístico dos EUA nas fronteiras russas - como no áspero assunto do bombardeio da maratona de Boston que implicou dois jóvens chechenos radicados nos EUA - com efeitos geopolíticos no Cáucaso-Norte: primordialmente, na Ingushetia, Chechênia e Daguestão (principal faixa costeira da Rússia no mar Cáspio: uma das principais reservas de hidrocarbonetos do planeta).

No meio do degelo das relações Rússia-EUA, salpicadas de conversas telefônicas entre seus líderes em pleno romance reconciliatório, o tsar enérgico Vladimir Putin - durante sua sessão anual televisiva Perguntas e Respostas de quase cinco horas com os cidadãos - lançou uma bomba retórica na que falou abertamente que as selvagens privatizações dos 90 - que, por certo, estiveram a ponto de sepultar Rússia - foram dirigidas por conselheiros que, como se sabe agora, trabalharam como funcionários (supersic!) de carreira da CIA (Ria Novosti, 25/04/2013). Super uf!

Putin fulminou que os funcionários da CIA operaram como consultores de Anatoly Chubais, o vice-ministro, que supervisionou a privatização da Rússia em princípios da década de 90 - em semelhança, no México com Joseph-Marie Córdoba e Jacques Rogozinski, cujo resultado foi simplesmente cataclísmico.

Repórteres generosos dos multimídia na Rússia - ocultados por seus homólogos ocidentais - acusaram pontualmente dois membros da enteléquia vilipendiada USAID - que aconselharam ao governo russo sobre sua transição da economia soviética ao capitalismo - de serem os indiciados funcionários da CIA: Andrei Shleifer, professor de economia (sic) de Harvard (supersic!) e protegido do ex-secretário polêmico de Tesoro Larry Summers (anterior diretor da insígne universidade da que teve que renunciar por misoginia), e Johnathan Hay, advogado egresso também de Harvard a cargo do programa patrocinado por USAID para transformar a Rússia em uma economia de mercado pós-URSS.

Perturba a imprescindível cobertura acadêmica (sic) que requerem certo tipo de privatizações estratégicas, como foi o caso de Harvard na Rússia e do ITAM no México (documento infame Novos Horizontes, de Setembro de 2001;http://csis.org/files/media/csis/pubs/newhorizons%5B1%5D.pdf) para encobrir seus crimes.

A propósito, Harvard foi multada na corte dos EUA com 26.5 milhões de dólares por seu enriquecimento ilegal com as privatizações na Rússia. Quanto conseguirá sem multas o ITAM por seu aval à privatização dos hidrocarbonetos do México?

Com justo equilíbrio dialético, Carl Schreck, correspondente de Ria Novosti em Washington, expõe que os especialistas, (sic) sobre o escandaloso caso Harvard nos tribunais, são céticos quanto a que os conselheiros universitários de USAID do vice-primeiro ministro russo Chubais tenham sido operadores da CIA, como denunciou Putin.

Uma especialista do impúdico caso Harvard, Janine Wedel, da Universidade George Mason em Virgínia (curiosamente onde tem sua sede, a CIA) - autora de dois livros a respeito que parecem antes redenção de culpa -, argumenta que não existe evidência da vinculação com a CIA dos dois professores de Harvard, Shleifer e Hay, que operaram o programa de Harvard para as privatizações na Rússia financiadas por USAID. Por que tanto interesse monetário e ontológico da USAID na privatização da Rússia?

Shleifer e Hay foram acusados de ter desfalcado 40 milhões de dólares (nota: hão de referir aos fundos da USAID e não aos extraídos da Rússia infinitamente superiores) para seu benefício pessoal, de suas esposas, amantes (supersic!) e sócios empresariais". Haja promiscuidade financeira!

David Marsh, jornalista e autor veterano em economia, defendeu os acadêmicos Shleifer e Hay e considerou que não necessitavam ser espiões da CIA para ter linha direta com Summers. Que argumento mais estranho!

O relevante radica em que a severa acusação não foi formulada por um qualquer, mas pelo presidente da Rússia, que conhece muito bem os expedientes globais de espionagem da CIA.

Até mesmo Chubais admite que sempre tratou tais acusações como rumores (sic), mas que se o presidente o disse, isso deve ser muito sério (RIA Novosti, 26/04/2013).

Despertou, Chubais, de sua seletiva simplicidade ou simplesmente mudou de bando? Por certo, sempre evidenciei Chibais como o cavalo de Tróia das privatizações e privações da Rússia.

Como era de se esperar, os hipercorruptos acadêmicos espiões Shleifer e Hay, e a própria CIA, evitaram ser interrogados pelo rotativo russo.

O sarcasmo de Putin é infinito: "o mais divertido (sic) é que depois de terem voltado aos EUA (nota: os funcionários da CIA que nunca os identificou por seus nomes) foram desculpados nos tribunais por terem quebrado as leis e terem enriquecido com as privatizações da Federação Russa quando não tinham direito de terem feito como espiões ativos". Uf!

Interessante: Putin os identifica como espiões da CIA ao invés de acadêmicos de Harvard. Como contaminaram as universidades dos EUA e de outros lares certos tipos de crápulas com travestismo acadêmico!

Enquanto as privatizações na Rússia elevaram a uma pleiade de políticos e empresários muito bem conectados, conhecidos como oligarcas (vários deles fugiram para Israel), que enriqueceram com as joias da coroa do império soviético desmantelado, o país desapareceu na miséria e em uma era de turbulência que Putin denomina a selvagem década de 90.

A bomba Putin fará derramar muita tinta em referência a toda a epistemologia das forçadas privatizações estratégicas no mundo, que não poucas vezes estão vinculadas ao controle e aos interesses geopolíticos dos EUA e da OTAN e não têm nada que ver com artificiais supostos de pseudoeficiência econômico-financeira que promovem seus retorcidos centros acadêmicos, como Harvard e ITAM, nas negociações crapulosas do desmantelamento das estruturas estatais, como Rússia, em detrimento da ultrajada soberania e do bem comum degradado.

Via ANN