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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Marine Le Pen: União Europeia não tem direito sobre Ucrânia

Marine Le Pen, líder da Frente Nacional francesa, denunciou a aproximação da União Europeia à crise ucraniana como intervenção em assuntos internos de uma nação, que ela disse ser desnecessária a integração em primeiro lugar. Ela também descreveu como "estranho dizer que a menos" que a União exija que o governo legalmente eleito renuncie só porque algumas dezenas de milhares querem. A chefe do terceiro maior partido francês comparou a situação da Ucrânia com a da França quando mais de 1.5 milhões de protestantes tomaram as ruas para agir contra a decisão de Paris de permitir casamentos gays, e criticou Bruxelas de nunca duvidar da legitimidade de François Hollande.

Segue abaixo a entrevista feita pela Voz da Rússia:

Voz da Rússia: Durante a visita à Sevastopol no último verão, você falou sobre a integração da Ucrânia à União Europeia, cujo país você tem como amigo, mas acrescentou "amigos não são bem-vindos a um pesadelo". Mudou sua opinião?

Marine Le Pen: Não, claro que não. Primeiro, penso que não há argumento para a Ucrânia entrar para a União Europeia. Segundo, penso que não há motivo para a UE continuar sua expansão no momento em que está a beira da ruína e do colapso.

V.d.R.: Você segue os desenvolvimentos da Ucrânia?

M.L.P: Sim - mas só através da imprensa francesa que dificilmente é imparcial.

V.d.R: Qual sua avaliação do presidente Viktor Yanikovich?

M.L.P.: Não estou falando no papel de um administrador de assuntos internos de países soberanos. Mas o que me surpreende é que a União Europeia declarou o presidente ucraniano como ilegítimo, contando com a opinião de apenas alguns milhares de manifestantes. Acho ainda mais surpreendente que, se estou lembrada, um milhão e meio de franceses tomaram as ruas contra François Hollande um ano atrás, mas a União Europeia falhou em acusá-lo de ilegitimidade. Se há diferença entre parte da população ucraniana e o presidente, isso pode ser resolvido com eleições. Mas exigir a renúncia do presidente por causa das manifestações eu acho muito estranho. Houve manifestações em massa na França no último ano, mas nenhuma exigência foi feita [ao presidente Hollande].

V.d.R.: Você diz que considera não ter direito de julgar outros Estados em questões internas. No entanto, alguns líderes da Europa e dos EUA agora vêm a Kiev e publicamente advogam por independência. Você pensa que é interferência em assuntos internos de um Estado soberano?

M.L.P: Claro, e fiquei chocada quando Sr. Fabius, ministro das relações internacionais da França, tentou se encontrar com a oposição ucraniana. Vejo, no entanto, que cancelou seu encontro, mas ainda acho isso chocante. Não se deveria fazer uma coisa dessas. Ou isto significa que a lei internacional não existe mais?

V.d.R: O que você pensa sobre as últimas exigências de Kiev, que anunciaram que o acordo será assinado com a UE no caso da Ucrânia receber assistência financeira da Europa na soma de 20 bilhões de euros?

M.L.P: Eu não sei o nível de sinceridade desta proposta.

V.d.R: Mas não é a UE quem oferece à Ucrânia, é Yanukovich que está exigindo...

M.L.P.: Eu sei. Alguns analistas acreditam que o presidente Yanukovich formou suas exisgências para assegurar que a UE rejeitaria, com fim de demonstrar ao povo ucraniano que a assistência financeira esperada pela União Europeia é, na verdade, uma mentira. Então eu não sei qual foi a natureza desta exigência, se foi sincera ou uma jogada tática... eu não sei, não tenho informação o bastante sobre isso.

V.d.R: Na sua opinião, a União Europeia realmente aceita a Ucrânia? Apesar do fato do primeiro ministro britânico, David Cameron, alertar que ele não deixará irem ao Reino Unido para trabalhar bulgários e romenos que recentemente entraram para a UE, mesmo se isto viola os princípios da UE?

M.L.P.: A União Europeia hoje não está pronta para aceitar qualquer país. A União Europeia está quase arruinada e está experimentando os problemas mais severos com a entrada dos últimos países, Bulgária e Romênia. Qualquer nova "janela" para novos países apenas contribuirá para a aceleração do enfraquecimento da UE.

V.d.R.: Mas, por exemplo, a Polônia se uniu à UE 10 anos atrás, e 10 anos atrás o nível de desenvolvimento da Ucrânia e da Polônia eram o mesmo, ademais, o povo polonês veio à Ucrânia por dinheiro. Hoje, o nível de desenvolvimento da Polônia é incompatível com o da Ucrânia.

M.L.P.: O problema é que os "novos países" que tiveram o nível de desenvolvimento econômico diferente dos países "antigos" da UE receberam centenas de bilhões de euros de ajuda. Uma tal assistência dura por alguns anos. Mas então o pão branco é substituído pelo pão preto. Hoje a União Europeia não tem mais dinheiro. Não tem mais nível de prosperidade como dez anos atrás. Do que se segue que a esperança ucraniana em se juntar à UE e receber a ajuda que a Polônia recebeu é um erro.

V.d.R.: Qual, na sua opinião, é a melhor forma para a Ucrânia tratar esta situação?

M.L.P.: O melhor jeito de sair de qualquer crise política é as eleições. Pelo menos resolve o problema. Na minha opinião, se o processo de diplomacia entre a oposição e a maioria parlamentária não levar à saída da crise, é necessário reconhecer um referendo.

V.d.R.: É exatamente o que a oposição exige de Yanukovich - eleições.

M.L.P.: Isso é muito bom! Uma coisa é quando acontece dentro do quadro de acordos entre o governo atual e a oposição que decidiu organizar eleições, uma outra coisa é a UE exigir a eleição. A UE não tem nenhum direito de exigir nada.

V.d.R.: 'Forbes' reconheceu o presidente Vladimir Putin como "o homem mais poderoso do mundo" em 2013. O que você pensa de Vladimir Putin?

M.L.P.: Indubitavelmente, Vladimir Putin trouxe a Rússia de volta ao grupo de países que tem forte influência no mundo. E isso é novo. Penso que no momento da crise síria a Rússia de novo tomou um muito importante lugar no mundo da diplomacia, um lugar que a Rússia, talvez, perdeu no passado. Claro, em 2013 Vladimir Putin falou da arena política como uma personalidade bastante influente.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Frente Nacional sobe no ranking e lidera o país nas pesquisas


Pela primeira vez o Frente Nacional supera significativamente os partidos da esquerda e da direita. Uma pesquisa publicada pelo jornal Le Nouvel Observateur mostra que o partido nacionalista lidera a intenção de voto para as eleições ao Parlamento Europeu, que acontecerão em Maio de 2014.
Se os comícios europeus fossem hoje, O Frente Nacional receberia um quarto dos votos: em 24%, dois pontos mais que a União por um Movimento Popular (UMP, direitas), e cinco mais que o Partido Socialista (PS, socialdemocracia), que fica em 19%.

O jornal francês que publicou a pesquisa tratou de acalmar a opinião pública sobre os resultados ao salientar que o estudo não é uma previsão, mas não pôde evitar de admitir que o lugar do Frente Nacional "já não está a margem, mas no centro do jogo político".

Resultados da pesquisa de Le Nouvel Observateur

Esta pesquisa vem um dia depois que o Frente Nacional conseguiu um surpreendente 40.4% dos votos nas eleições parciais em Brignoles, eliminando a esquerda na primeira etapa, para logo enfrentar a UMP na segunda etapa nesta semana.

Pelos resultados, o Partido Socialista entrou em pânico e chamou seus eleitores a votar pelo candidato da direita da UMP para deter o Frente Nacional.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O Frente Nacional é cada vez mais aceitável entre os franceses

Um ano após Marine Le Pen surpreender o mundo ao obter 17,9 por cento dos votos no primeiro turno das eleições presidenciais maio passado, a influência do Frente Nacional (FN) na cena nacional se mantém forte.



Segundo o indicador anual de TNS Sofre, encarregado pelos jornais Le Monde, France Info e Canal Plus, 32 por cento dos franceses dizem que estão "absolutamente" (6%) ou "bastante" (26%) de acordo com as idéias do partido.

Essa cifra representa um aumento de 14 pontos percentuais desde 2010. A última vez que a enquete mostrou tais níveis de apoio ao partido foi em outubro de 1991.

"Acredita que o Frente Nacional representa um perigo para a democracia?" 47 % responderam que não.

"O que surpreende é que não houve uma queda após as eleições, como o visto após as eleições presidenciais de 1995 e 2002", assinala Emmanuel Riviere, chefe de opinião do TNS-Sofre à AFP.

As propostas defendidas pelo Frente Nacional as quais mais compartilham os cidadãos são, em primeiro lugar, que "não se defende suficientemente os valores nacionais franceses" (72%), que "a justiça não é severa o bastante com pequenos delinquentes" (65%), que "há muitos imigrantes na França" (54%), que "se deve dar mais poder à polícia" (54%), e que "se dá direitos demais ao Islã ou aos muçulmanos" (54%).

A pesquisa também revelou que 35 por cento dos franceses acreditam que o FN, que ganhou dois assentos nas eleições parlamentares no ano passado, "tem a capacidade para participar do governo". Em outro registro, 47% dos entrevistados acreditam que o partido não representa um perigo para a democracia, um mínimo histórico na pesquisa.


"O que pensa sobre Marine Le Pen hoje?" 44% acredita que ela representa uma direita patriótica unida aos valores tradicionais.

A pesquisa do TNS-Sofre foi feita duas semanas após uma outra pesquisa de opinião que revelou que a maioria dos franceses acreditam que "há estrangeiros demais na França" e 74 % deles acreditam que o fundamentalismo islâmico "não é compatível com os valores franceses".

A líder do partido nacionalista, Marine Le Pen considerou hoje em algumas declarações à emissora France Info que esses resultados demonstram "que temos razão, sozinhos contra todos, em defender uma série de propostas que eram demonizadas pelo conjunto da classe política".

"Cada vez mais os franceses se dão conta que o FN se ocupa de suas preocupações cotidianas", em particular o emprego e as dificuldades das famílias ao chegar o fim do mês, comentou Le Pen em algumas declarações à emissora.

"Essas são as verdadeiras preocupações dos franceses, para as quais nem Governo socialista nem a UMP (o principal partido da oposição de direita) apontam alguma resposta pois levam meses se enfrentando sobre um projeto de matrimônio homossexual e continuarão três meses mais com essa piada."

Via El Ministerio

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Le Pen: eu sempre fui hostil ao comunismo

 Jean Marie Le Pen é o pai de Marine Le Pen, e o fundador do National Front, o partido francês que pretende resistir ao esforço da globalização e sua agenda autoritária. Ele é bem conhecido no mundo por suas posições controsersas contra a imigração, neoliberalismo e contrução europeia. Ele esteve em 2002 presente na segunda rodada das eleições presidenciais francesas. Um feroz anticomunista no passado, agora é favorável à reaproximação com a Rússia, como ele explica a Nicolas Bonnal. Esta entrevista para o Pravda.Ru foi preparada também com a ajuda do historiador francês Jean Centini.

Primeiro ponto, as questões sobre FN e você:

"Sr. Le Pen, quais foram seus ideais juvenis?"

"Meus ideais juvenis foram impregnados pelo patriotismo. Durante a guerra, fui um adolescente, e meu pai morreu na França, quando seu barco afundou depois da explosão de uma mina alemã. Então eu me tornei um defensor da nação. A fórmula pela qual a nação conduziu minha adoção grandemente me influenciou depois e desde minha juventude, eu fui constantemente acostumado a servir meu "pai adotivo" pelo envolvimento no exército, primeiro na Indochina e especialmente na Algéria. Uma vez que as guerras coloniais terminaram, eu constantemente usei da política para defender a França, denunciando os golpes que a ameaçaram e providenciaram medidas salva-vidas, contra todo estrangeiro."

"Quais foram suas razões para a hostilidade contra o comunismo?"

"Eu sempre fui hostil ao comunismo. Cresci sob a fé católica, e esta era sua antítese: a negação de uma liberdade e de uma espiritualidade. Representa o caminho para a alienação. Por trás de seu caráter utópico, manipulou o profundo desejo por mudanças dos trabalhadores e imperindo a sociedade inteira em prisões abertas. Acrescentando, o Partido Comunista Francês ecoou mais os interesses da URSS, "terra do socialismo itnernacional", que aqueles dos trabalhadores franceses e da França em geral."

"Quais ameaças substituíram para você o comunismo?"

"Hoje, a ameaça comunista, colapsada por 20 anos, foi substituída por outra utopia mortal: o globalismo, nova ideologia internacionalista e materialista que tem o objetivo de maximizar o lucro dos grandes capitalistas nos gastos das nações e seus povos.

"Há também o islamismo e seus mártires. Todas essas ideologias tem em comum o objetivo de minar as fundações da civilização helênica-cristã e substituir por outra, que não seja nossa."

"Depois da reeleição de Obama, o que você pensa da civilização americana e como você vê o futuro do Ocidente?"

"A reeleição de Obama não acrescenta nem retrai nada na "civilização" americana. Os EUA são um poder economicamente e estrategicamente decadente (apesar da exploração de gás). São apenas o centro de um império, e os proponentes desse "império" lutam em vão para atrasar o colapso. Economicamente, continua a emprestar e o FED é também atualmente o único a comprar os tesouros estadonunidendes criando mais dólares, que inevitavelmente levarão ao colapso do dólar. Militarmente, continua tentando minar a posição de outros poderes regionais, como a Rússia. Podemos ver hoje o choque sírio que a Rússia e a China defendem concepções de respeito pela autoridade, enquanto os americanos e ocidentalistas apoiam insurgências extremistas e perigosas. Essas revoltas trouxeram o islamismo ao poder na Tunísia, no Egito, e Iraque, resultando em anarquia e ruptura étnica. Se o Ocidente continuar a aceitar em seu meio milhões de imigrantes islâmicos e a apoiar islâmicos nos países árabes-islâmicos, o futuro do bloco inteiro parece ermo. Sua própria sobrevicência está em jogo."

Segundo ponto, a situação da FN na França:

"Você poderia explicar o isolamento da FN? O que explica que o eleitorado francês não apoia mais seu movimento?"

"O isolamento do Front National é essencialmente resultado de propaganda criado contra ele pela grande maioria da imprensa francesa possuída pelos grupos financeiros, políticos e pelo sistema.

"Contra todos os conjuntos financeiros-políticos-midiáticos, o Front National está fundamentado a lutar sozinho, e ainda, sua presidente, Marine Le Pen conseguiu quase 18% dos votos nas últimas eleições presidenciais. A descrição corajosa da situação no país, e as medidas de salva-vidas propostas pelo Front National, trarão rapidamente um bom número de franceses para unir-se conosco."

"Por que você não apoiou o presidente Sarkozy na segunda rodada?"

"Nicolas Sarkozy manteve vários discursos próximos aos do Front National, com algum sicesso em 2007. Mas a política que ele teve durante os cinco anos de sua presidência foi radicalmente diferente. Ele mostrou um desejo em limitar a imigração: ainda que nunca tenha sido de importância durante sua presidência, ele disse que queria romper com as ondas de crimes que têm crescido. Em todas as áreas ele seguiu uma política contrária aos interesses da França, criando impostos maiores, aumentando a integração europeia...nessas circunstâncias, por que deveríamos apoiar Nicolas Sarkozy?"

"Qual sua opinião nos repetidos arrependimentos do Sr. Holland? Para onde ele está rumando?"

"O arrependimento do Sr. Hollande, por exemplo com relação à guerra na Algéria, é somente para agradecer aqueles que elegeram ele: 90% dos islâmicos com nacionalidade francesa preferiram ele a Sarkozy que os serviu na prática, mas teve uma imagem conservadora. Esses arrependimentos são criminosos. Por um lado, eles não estão baseados na evidência histórica; por outro, eles somente levam aos imigrantes a odiar a França. Esses atos de arrependimentos minam a consciência e o orgulho nacional."

Terceiro, a Rússia e a Europa:

"Como você explica a agressividade da Europa contra a Rússia e vice-versa? A Rússia é democrática para você?

"As nações europeias continuam a declinar em todos os assuntos. Eles não veem com bons olhos o dinamismo estratégico russo; todos os especialistas pensaram que a Rússia tinha morrido há 15 anos atrás. A União Europeia é uma verdadeira oligarquia, onde a maioria dos tomadores de decisão não possuem legitimidade democrática. Para esse mostro institucional, é mais fácil dar aulas de democracia ao mundo inteiro do que aplicá-las. Por favor, note que na França o Front National tem somente dois membeors (dos 577 deputados!) no Parlamento, enquanto Marine Le Pen acumulou votos de mais ou menos 1 para 5. Se a Rússia não é uma perfeita democracia (há uma?), a Europa certamente não tem aulas para dá-la neste assunto!"

"S.r Le Pen, que futuro comum você vê entre Rússia e Europa?"

"Estou em campanha pela criação de um grupo harmonioso, animado pela visão de um destino comum da área norte inteira, de Brest a Vladivostok. A Rússia e a Europa Central e Ocidental têm muitas coisas e interesses em comum. Em frente a um mundo cada vez mais instável, e nosso inverno demográfico, quase suicida, é certo que nossa civilização europeua encontraria uma ferramenta de salvação nesta união. Mas não é o interesse do permanente poder mundial, os EUA, e as firmas internacionais, e está claro que as castas se oporão a isto com toda sua força..."

"Como tratar do atlantismo?"

"Eu tenho sido favorável à OTAN quando os tanques soviéticos estacionaram a 500km de nossos limites e representaram um sistema criminoso usando partidos comunistas como cavalos troianos.

"Mas hoje, essa ameaça se ezvaiu.

"O atlantismo portanto não tem razão de existir e apenas continua hoje uma organização dedicada a organizar o poder militar das forças dos EUA e seus auxiliares na Europa. Desde 20 anos, a OTAN interviu também somente contra a estabilidade do mundo: na Ioguslávia, onde a máfia e o islamismo comandam, vejamos a Bósnia e o Kosovo, no Iraque ou Líbia onde o Gaddafi (embora um ditador como Saddam Hussein) assegurou pelo menos a estabilidade deste país. Portanto, longe do atlantismo, porque isto se tornou o doce nome do imperialismo americano!

"Você me perguntou antes por que o Front National não apoiou Sarkozy na segunda rodada das eleições presidenciais; eu acrescentaria que é também porque ele decidiu a inteira reintegração da França na OTAN enquanto o General de Gaulle, nos finais dos anos 60 retirou nossa nação do comando integrado."

Quarto e último ponto: islamismo e multiculturalismo

"Há dois milhões de islâmicos em Moscou...O Estado russo necessita financiar a construção de mesquitas? O que fazer com relação a isto na França ou Rússia?"

"Não é para mim advogar o que o Estado russo tem que ver com os locais islâmicos, por eu ter um respeito de qualquer soberania nacional...em contraste, eu sou visceralmente oposto ao fundamento na França. O islã não é uma religião; é também uma civilização, um sistema legal muitas vezes contrário aos nossos costumes ancestrais e nossas leis seculares. Promover o desenvolvimento do Islã nas nossas nações cristãs é um perigo, porque como pensava o historiador francês Ernest Renan no século XIX, "O islã foi liberal quando era fraco e violento quando se tornou forte". E se hoje os islâmicos pode viver em paz com os cristãos ou descrentes em nosso país, o que acontecerá quando, dado o fator demográfico que emprega em favor deles, eles sendo a maioria, pelo menos fortes o bastante para se impor contra nós seus costumes? Em nenhum lugar na história do Islã, quando seus seguidores foram dominantes, minorias foram respeitadas ou reconhecidas de ter direitos iguais. É o Corão em si mesmo que não somente permite, mas ainda requere tal comportamento."

"A islamização é inevitável?"

"A islamização é simplesmente consequência da imigração em massa em nossos países, da Ásia Central à Rússia, do Magreb e da África islâmica à Europa Central. A Islamização não é inevitável se nós pararmos de deixar entrar em nossos países milhões de islâmicos imigrantes todo ano e mais, e se nós compelirmos aqueles presentes a obedecer nossos costumes. E se eles não aceitarem nossos costumes, estão livres para praticar seu modo de vida em outro lugar..."

"O povo Ocidental não foi ainda usado e resignado?"

"Na França, o povo está começando a temer os Islã porque está mais ráído, visível e massiva, afetando suas vidas cotidianas: mulheres de véu nas ruas, carência de respeito pela liberdade da mulher, proibição de poerco nas cantinas escolares, construção de mesquitas com minaretes...com esse processo de extremistas como de Toulouse na última primavera, que foi ssassinado em nome do Islã 7 pessoas, incluindo 3 crianças."

"O que você pensa da última política Ocidental na Líbia, especialmente agora na Síria? E como você considera a atitude russa?"

"A atitude Ocidental, como eu disse anteriormente, é criminosa porque tenta substituir regimes ditadores (mas certamente estes trazem estabilidade aos seus países e respeito pelas minorias religiosas, incluindo cristãos) pelo caótico crescimento de ditaduras islâmicas que levam aqueles que não são da mesma fé para a mala ou caixão...como um dos lemas dos rebeldes sírios mostra: "cristãos no Líbano e os Alawites no cemitério." Mas os partidários Ocidentais subversivos preferem então encher suas orelhas...

"A política russa neste assunto é mais sensível: respeita a soberania e integridade dos Estados; é sempre realista e prefere a estabilidade ao caos."

Entrevista por Nicolas Bonnal

Via Pravda