O presidente da
Bolívia, Evo Morales, manteve que os EUA tentam executar um golpe de
Estado na Venezuela, e enviou uma mensagem de apoio ao seu
companheiro venezuelano, Nicolás Maduro.
Segundo o presidente
boliviano, Washington "usa grupos de jovens venezuelanos para
desestabilizar" a situação na Venezuela e procura a
intervenção nesse país por parte de organismos internacionais.
"Quando já não
podem nos dominar politicamente, não só na América Latina, mas em
outros países do mundo, financiam grupos violentos de terroristas e
depois tratam de justificar uma intervenção de cascos azuis ou da
OTAN. Essa é a nova estratégia política intervencionista dos EUA",
comentou.
"O que passou em
2008 aqui [na Bolívia] está se passando agora na Venezuela. Aqui
grupos violentos tomaram e queimaram oficinas, golpearam policiais e
militares. Mas o povo se ergueu e derrotou essa tentativa de golpe de
Estado", acrescentou.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou essa quarta-feira a expulsão do país a representação da Agência dos Estados Unidos para o desenvolvimento Internacional (USAID), informa AP.
"Decidimos expulsar a USAID da Bolívia, que se vá a USAID", proclamou Morales em um discurso na praça de Armas em La Paz em ocasião do Dia Internacional do Trabalhador.
O presidente boliviano acusou a agência, que operava desde 1964, de interferência em assuntos políticos internos.
"Não faltam algumas instituições da embaixada dos Estados Unidos que seguem conspirando contra esse processo, contra o povo e em especial contra o governo nacional", afirmou Morales.
Motivos semelhantes levaram o Governo de Morales a expulsar em 2008 o embaixador dos EUA ea agência anti-drogas DEA.
"Nunca mais USAID, manipuladora, que utiliza nossos irmãos dirigentes, que usa alguns companheiros de base com esmolas" disse o presidente a milhares de pessoas que participaram da celebração do Dia do Trabalhador.
Em seu discurso, Morales criticou duramente as recentes declarações do secretário de Estado norte-americano John Kerry, quem descreveu a região latino-americana como o "quintal" de seu país.
"Seguramente [os Estados Unidos] pensam que aqui ainda podem manipular politicamente, economicamente: Isso foi em tempos passados", afirmou o presidente boliviano.
Já em fevereiro passado o presidente boliviano comentou em uma entrevista exclusiva a Eva Golinger, apresentadora do programa "Por trás da notícia" do RT, que "se for necessário e a USAID seguir conspirando" ele "não hesitaria em expulsá-la".
"Lamentavelmente essas instituições (...) onde chega suas influências chantageiam as comunidades para nos enfrentarmos com elas. Conheço como as fundações manejam algumas ONGs, a serviço do império", disse.
Em setembro de 2012, a Rússia também pôs fim ao trabalho da USAID em seu território, onde a agência gastou aproximadamente 2,7 bilhões de dólares nas últimas duas décadas.
Não cessam as suspeitas de que os EUA tiveram um papel-chave na morte de Chávez. Enquanto líderes e especialistas creem que o "império" o envenenou, documentos desclassificados recordam que o país estudou como matar líderes da Guerra Fria.
O comandante da Bolívia, Evo Morales, afirmou neste Sábado que Chávez pôde ter sido envenenado pelo "império" como parte de uma estratégia para "derrotar governos que estão contra o capitalismo".
"O império tem todos os instrumentos para planificar ações, para derrotar governos e líderes de movimentos sociais que estão contra o capitalismo", salientou Morales, o último político a deixar manifestado que os EUA poderia estar por trás do falecimento do líder venezuelano.
Também nesta semana a advogada e escritora Eva Golinger insistiu na RT que existem evidências concretas de que os EUA contam com a tecnologia necessária para ter podido atentar contra a vida de Chávez.
Incluso grupos de direitos civis nos EUA apresentaram alguns dias atrás uma solicitação, amparando-se na Lei de Liberdade de Informação, demandando dados vinculados com os planos de envenenar ou assassinar o líder recentemente falecido.
Os EUA, por detrás de uma arma de ataque "subversivo"
De acordo com informação desclassificada obtida pela agência AP em 2007, o Exército dos EUA esudou a possibilidade de utilizar venenos radioativos para assassinar "pessoas importantes" da Guerra Fria, como líderes militares ou civis.
Entre seus planos se incluía o de trabalhar na criação de uma "arma de ataque subversivo de indivíduos ou grupos pequenos".
Um dos textos publicados então, que datava de 1948, destacava ademais que um ataque letal contra uma pessoa utilizando material radioativo se deveria fazer discretamente, quer dizer, de modo que fosse impossível rastrear a participação do governo dos EUA. "A origem da munição, o fato de que um ataque foi feito, e o tipo de ataque não deve ser determinante, se for possível", afirmava o documento. "A munição deve ser discreta e facilmente transportável", acrescentava.
"Esta classe de munições se proporia para o uso de agentes secretos ou unidades subversivas em ataques letais contra grupos pequenos de indivíduos importantes, por exemplo, durante as reuniões de líderes civis ou militares", asseguravam os documentos.
Em 1976, o presidente Gerald F. Ford firmou uma ordem executiva para proibir explicitamente o assassinato de personalidades estrangeiras por parte de agentes do governo dos EUA. O fez em resposta às revelações de que a CIA tinha planejado na década de 1960 o assassinato do presidente cubano Fidel Castro, incluso por envenenamento.
Os documentos não apontam provas sobre se os EUA realmente usou uma arma radiológica para assassinar indivíduos de alto cargo oi inclusive de o fato a chegaram a criar. Sem embargo, os especialistas insistem que os EUA poderiam estar por trás do câncer que acabou com a vida de Chávez.
Por sua vez, o governo venezuelano também pediu uma investigação sobre as circunstãncias da enfermidade de Chávez e especificamente sobre se foi envenenado ou deliberadamente exposto aos elementos causantes do câncer.
"Seria estranho que tivessem desenvolvido uma tecnologia para induzir o câncer e ninguém soubesse até agora e se descubra dentro de 50 anos?" disse o próprio Chávez em 2011.
O terrorismo, a democracia e o narcotráfico se converteram em uma desculpa para as potências mundiais que pretendem intervir nos assuntos interior de outras nações, seu objetivo: saquear suas riquezas naturais para "benefícios próprios", assim declarou nesta Sexta o presidente boliviano Evo Morales.
"Alguns impérios e potências com qualquer pretexto nos usam para benefício deles mesmos (...) Usam a democracia, o terrorismo e o narcotráfico para realizar intervenções e se adonar de nossos recursos naturais", sustentou Morales da III Cúpula da América do Sul e África (ASA), que se realiza na Guiné Equatorial.
Segundo suas palavras, o mandatário latinoamericano citou o saque praticado no passado na África e América Latina.
"Depois de tantos anos de saques na Bolívia, por exemplo, começamos a nacionalizar estes recursos naturais", salientou a autoridade para logo acrescentar: "Na Bolívia teve uma longa luta por parte de nossos antepassados pela soberania da Bolívia".
Do mesmo modo, o máximo responsável do Governo no país andino destacou as condições de seu país depois de que ele chegou ao poder no ano de 2006. Morales ressaltou a expulsão do embaixador estadounidense na Bolívia, Philip Goldberg, quem a seu juizo, tentava planejar um golpe de Estado.
"Quando cheguei à Presidência da Bolívia (em 2006) o Estado Maior dos Estados UNidos estava nas Forças Armadas bolivianas e depois de distanciarmo-nos destas instâncias internacionais, militar, política e econômicamente estamos bem e melhor do que antes", enfatizou.
Em outra parte de suas declarações na cúpula, Morales fez referência à capacidade dos países pequenos de organizar grandes eventos internacionais, tal como está fazendo o governo de Guiné Equatorial como organizador da III Cúpula ASA.
A III Cúpula do Foro de Cooperação América do Sul-África (ASA) começou na Quarta com uma reunião de especialistas e ministros e continua nesta Sexta a nível de chefes de Estado e de Governo, sob o lema "Estratégias e Mecanismos para fortalecer a Cooperação Sul-Sul".
O foro estabelecido a iniciativa de Nigéria e Brasil, oficializou sua primeira reunião em 2006, na capital nigeriana, Abuya, e a segunda em Caracas, capital de Venezuela, em 2009.