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terça-feira, 30 de abril de 2013

Perigo da fragmentação do território Argentino

Por Horacio Ricciardelli

Ainda não chegou o pior. Os anglo-saxões ainda não nos aplicaram tudo o que usaram na construção de seu império. Todavia faltam as "guerras sociais", guerras não convencionais que arrastam às grandes massas sociais a uma guerra de pobres e como consequência da miséria e necessidade de sobrevivência. A miséria será o terreno fértil onde o narcotráfico poderá, a baixo custo, ter seu próprio território.



Um Estado tem território, população, forças armadas e de lei própria. Em muitos países existe uma soma de narco-estados que, ainda que não reconhecido em lei, são de fato Estados. Eles são o tipo de estados que estão olhando para Argentina. A hipocrisia e a desinformação mundial encobrirão todo o resto.

As guerras serão de secessão territorial, onde províncias de menor miséria se separarão do resto. Primeiro promoverão a descentralização em regiões, algumas delas serão as províncias patagônicas, logo que o governo regional promova a secessão, a ONU reconhecerá a "República Patagônia-Andina" e sua "soberania" sobre a Antártida como prolongamento geopolítico.

Para a Nova Ordem Mundial são necessários os pequenos Estados para controlar o Atlântico Sul - Mar Antártico, como Djibuti, Iêmen, ou Omã o são para controlar as entradas do Mar Vermelho ou o Golfo Pérsico.

Via Soberania Argentina

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Argentina denuncia que Grã-Bretanha lançará mísseis nas Malvinas

O Ministério de Relações Exteriores Argentino advertiu hoje sobre a "nova demonstração de desprezo do Reino Unido pelas resoluções das Nações Unidas", confirmando que o governo argentino foi informado que, a partir de hoje até 26 de abril, serão realizados novos exercícios militares no território argentino ocupado, incluindo o lançamento de mísseis a partir das Malvinas.



Através de um comunicado, o Ministério advertiu que essa situação "não só constitui uma nova demonstração de desprezo do Reino Unido pelas resoluções das Nações Unidas, que chama ambas partes a retomar as negociações de soberania e absterem-se de introduzir modificações unilaterais na situação enquanto dure a controvérsia, como também uma nova provocação contra a Argentina".

Nesse âmbito, afirmou que "nosso país manifestou sua vocação para encontrar uma solução pacífica e definitiva à disputa mediante negociações bilaterais com o Reino Unido, tendo em conta os interesses dos habitantes das ilhas, em conformidade com o mandato da ONU".

O documento argumenta ainda que ainda que a República Argentina "condene mais uma vez a persistência do Reino Unido na realização de exercícios militares em uma região caracterizada por sua vocação pacifista e que permanece livre de armas nucleares".

Continua que ainda que a Argentina "considere inadmissível essa nova ação unilateral britânica que não faz nada senão confirmar sua força militar justifica sua presença ilegítima no Atlântico Sul, refletindo seu desprezo aos pronunciamentos da comunidade internacional e, em particular, as preocupações manifestadas por toda região, através de vários pronunciamentos do Mercosul e Unasul, assim como a Cúpula Ibero-americana e a Cúpula dos Países Sul-americanos e Países Árabes (ASPA)".

Recorda ainda que, recentemente, a Reunião Ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, realizada em Montevidéu no último janeiro, se "expressou a grande preocupação diante do reforço da presença militar britânica no Atlântico Sul e o desenvolvimento das atividades ilegítimas de exploração de hidrocarbonetos pelo Reino Unido".

Por outro lado, desde o palácio San Martín se refletiu que "o governo argentino transmitiu ao governo Reino Unido seu mais formal e enérgico protesto diante dos mencionados exercícios e manobras militares, exigindo que se abstenha de realizá-los".

Ao mesmo tempo, relembra que "enviou notas para informar o secretário geral das Nações Unidas, o presidente do Comitê Especial de Descolonização do citado organismo internacional, o secretário geral da Organização Marítima Internacional e as presidências Pro Tempore do Mercosul, da CELAC e a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, assim como o secretário geral do Unasul a realização de exercícios militares nas Ilhas Malvinas".

Via Cadena 3

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Atlântico Sul: Referendo nas Malvinas é uma perigosa farsa jurídica

Os argentinos enfrentarão nas próximas semanas momentos cruciais nos quais estará em jogo a soberania sobre o arquipélago no Atlântico Sul, que por razões históricas e geográficas pertencem à argentina mas foram usurpadas pela Grã-Bretanha.



O referendo convocado pelo governo britânico permitirá aos habitantes das Ilhas Malvinas decidir se querem ser cidadãos britânicos. Se desconhece qual será a formulação exata da pergunta, como também não é descabido supor que Londres tenha conceba a possibilidade de criar alí uma república associada com o nome de Falklands. Se isso ocorrer, as Nações Unidas reconhecerão esse novo país e os direitos da Argentina serão negligenciados por séculos, isso pra não dizer para sempre.

Nestes dias, as negociações estão centradas nos desejos dos habitantes da ilha. Nosso país, defensor tradicional de auto-determinação, não reconhece a atribuição aos chamados "kelpers" por sólidas razões jurídicas: os habitantes das ilhas não são uma população indígena, mas transplantadas da Grã-Bretanha.

Em 1982, depois da guerra, o governo britânico documentou formalmente o status de cidadãos britânicos de habitantes da ilha. Tem razão o governo Argentino quando não aceita a participação de representante dos kelpers nas negociações.

Os ingleses sabem que seu poder sobre a ilha é factual, baseado em seu poderio militar e econômico.

Em 1833, a Inglaterra era a "rainha dos mares", com sua capacidade bélica inigualável até então. O que hoje é a República Argentina tinha então duas décadas de governo próprio e estava muito longe de ser uma nação juridicamente organizada. De todo modo, as ilhas eram nossas e a coro britânica bem o sabia, como também sabe agora.

Postos a buscar argumentos históricos, os ingleses negam que o descobridor das ilhas seja algum dos quatro navegantes espanhóis que chegaram nos primeiros cinquenta anos após a descoberta da América. Asseguram que o descobridos foi John Davis, um marinheiro cujo navio foi desviado para lá por uma tempestade, em 1592. De tal evento não há documentos nem restou vestígio algum. Nem ao menos se sabe se se travada das Malvinas.

Também citam ao corsário inglês Richard Hawkins, quem em 1594 se dirigia ao Oceano Pacífico para saquear populações disse ter visto uma terra que não constava em nenhum mapa. Recém em 1764, com o estabelecimento dos franceses em Port Louis, começa a colonização das ilhas às quais chamavam Malouines.

Não só seus próprios documentos e a história desacreditam as pretensões inglesas. Essas ilhas, despovoadas e que foram utilizadas ocasionalmente por barcos para se prover de carne de foca e pingüim, se encontram na plataforma continental sul-americana, uma região que Londres nunca pôs os pés antes da invasão de 1833.

Em 1494 as ilhas estavam do lado espanhol do Tratado de Tordesilhas. As províncias Unidas do Sul emancipadas em 1810 correspondiam aos mesmos limites do extinto Vice-reinado do Rio do Prata. Desse modo, a Argentina herdou o arquipélago.

Ninguém discute sobre quem era o dono das ilhas antes de 1833. Até o célebre Duque de Wellington, o vencedor de Napoleão, expressou: "revisei todos os papeis relativos às Falklands. De maneira alguma encontrei que alguma vez fomos titulares da soberania de tais ilhas".

Em 1910, o Ministério das Relações Exteriores admitiu que "... a atitude governo do argentino não é totalmente injustificada e nossa ação tem sido um pouco despótica ". Também documentou: "Nós (Londres), não podemos facilmente fazer uma bia reclamação e astutamente temos feito tudo o que podemos para evitar discutir o tema na Argentina."

A resolução 2065 da ONU, de 1965, ao pedir que se descolonizem as ilhas respeitando os direitos dos habitantes, refletiu com clareza que todo o mundo reconhecia a soberania argentina, menos Grã-Bretanha.

Argentina deverá esgotar os seus recursos para esse referendo de março, sem valor legal, se converta em uma manobra que sepulte ,definitivamente, o exercício de nossos direitos soberanos.

Editorial - El Tribuno Fevereiro 2013


Tradução por Conan Hades

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Reino Unido enviará 150 soldados para "proteger" as Malvinas

Os soldados do Segundo Batalhão viajarão para as Malvinas para participar de patrulhas diárias durante o período de dois meses, de acordo com o jornal britânico "Nottingham Post" e confirmado pelo exército do país.



"Um pequeno número de soldados chegou às ilhas, mas a maioria das tropas fará a viagem de 18 horas de avião ao Atlântico Sul nas próximas semanas", informa o diário.

Segundo informou um oficial, permanecerão alí durante dois meses com a missão de realizar patrulhas regulares, proteger pontos estratégicos da ilha e treinar uso de armas leves e pesadas.

O anúncio sobre o envio dos soldados foi feito dias após o primeiro ministro britânico, David Cameron, declarar que lutará para conservar as Ilhas Malvinas.

Cameros fez tais declarações dias após a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, acusar o Reino Unido de colonialismo em uma carta aberta difundida em alguns meios britânicos e reiterar sua solicitação para começar as negociações sobre a soberania das ilhas.

Além disso, Cameron afirmou que o país estaria disposto a entrar em uma guerra com a Argentina para defender novamente as ilhas que contam com "fortes" defesas militares para protegerem o arquipélago. Essas declarações foram mais adiante repudiadas pelo ministro argentino de Relações Exteriores, Héctor Timerman.

"A agressividade das palavras do primeiro ministro britânico ratificam a denúncia realizada pela República Argentina ante às Nações Unidas sobre a militarização do Atlântico Sul e a possível presença de armas nucleares introduzida pela potência colonial", afirmou o ministro.

"Os argentinos pedem que Cameron não use nossas reivindicações legítimas e pacíficas contra a usurpação de parte do nosso território e contra o colonialismo como desculpa para continuar sustentando a industria armamentista ao invés de resolver a severa crise social que atravessa a Europa" agregou.

Via RT