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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Equador chama boicote mundial contra a petroleira Chevron

O presidente do Equador, Rafael Correa, chamou a um boicote internacional contra a principal companhia petroleira dos Estados Unidos por sua culpa pela contaminação da Selva Amazônica.



"Este é um dos maiores desastres ambientais no mundo", disse Correa esta quarta-feira enquanto iniciava uma campanha para denunciar a contaminação da Amazônia pelas companhias petroleiras estadunidenses que costumavam ter influência dominante no país sul-americano.

"As ferramentas que vamos utilizar para lutar contra a Chevron são a verdade e um chamado à solidariedade dos cidadãos do mundo a não comprar produtos da Chevron", acrescentou o presidente equatoriano.

Equador espera que figuras da música e cinema, assim como renomados eco-ativistas, visitem o Amazonas e ofereçam apoio à causa.

Correa iniciou sua campanha contra a contaminação do meio ambiente na cidade de Aguarico, na província amazônica de Sucumbíos onde a Texaco, gigante petroleiro dos Estados Unidos que se fundiu à Chevron em 2001, operou entre 1964 e 1990.

A Chevron afirma que nunca operou "diretamente" no Equador, portanto não teria "herdado" a acusação de contaminação da Texaco, a qual ainda não pagou a multa de 19 milhões de dólares procedente da acusação.

Assim, durante sua campanha contra a Chevron em Aguarico, Correa pôs sua mão dentro de uma poça de lodo oleosa que se encontrava na região e a ergueu alto diante das câmeras dos meios de comunicação.

"Para poupar alguma quantia em dólares, a Chevron Utilizou as piores técnicas de mineração. Existem cerca de mil poços desse tipo na nossa selva amazônica e que nunca foram assistidos, apenas foram escondidos com uma camada de terra para enganar o Estado equatoriano", disse.

Por sua vez, a Chevron emitiu um comunicado acusando Correa de "proporcionar uma denúncia distorcida e vaga da história desses campos de petróleo e quem é responsável pelo impacto ambiental".

No entanto, grupos indígenas e agricultores locais do Equador processaram a Texaco pela contaminação ambiental depois que abandonou o país em 1990.

Depois de anos de litígio, a Chevron foi condenada em 2012 a pagar 19 milhões de dólares, mas a desisão ainda espera a revisão do Supremo Tribunal do Equador, em resposta a uma ação legal pelo gigante petroleiro.

Via ANN

quinta-feira, 7 de março de 2013

Um patrimônio estratégico na America do Sul, o Aquífero Guarani

Desde 4 bilhões de anos atrás não muda a quantidade de água que temos na Terra. O ciclo da água ilustra maravilhosamente a frase de Lavoisier: Nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.

O Aquífero Guarani, conhecido como a terceira maior reserva de água doce subterrânea do planeta, abarca quatro países sul-americanos (Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina) e é capaz de abastecer todo o planeta por 200 anos de água potável.

O Aquífero Guarani, devido a suas potencialidades sócio-econômicas estratégicas, é considerada a "menina dos olhos" pelos países a ele sobrepostos, de muitas empresas internacionais que veem um grande negócio do qual podem tirar proveito e de alguns países desenvolvidos interessados nos usos dessas águas.

Pela inexistência de uma lei específica quanto a utilização das águas subterrâneas, ocorre a falta de controle e fiscalização fazendo com que este seja utilizado de forma irracional podendo ser degradado pelas atividades humanas que se encontram acima do aquífero ou para uso excessivo de poços clandestinos. Com isso aumentam os riscos de contaminação do aquífero.



Cabe lembrar que a água é um bem público, direito humano, patrimônio de todos os seres vivos. Tratar de controlar a água é tentar controlar a vida, pois nenhum ser vivo consegue viver sem esta.

Torna-se imprescindível estimular políticas educacionais que permitam uma maior participação da sociedade civil, das ONGs e das universidades para estimular a construção da consciência a fim de uma preservação mais efetiva desse imenso manancial de águas subterrâneas e na implementação de políticas públicas mais adequadas à proteção das águas subterrâneas, pois estas se encontram insuficientemente protegidas.

Se calcula que para os 6,25 bilhões de habitantes do planeta se necessitaria de 20% a mais de água. A água brota como maior conflito geopolítico do século XXI já que hoje é um bem escasso na Europa e EUA, e se espera que em 2025, a demanda por esse elemento seja 56% maior que o fornecido e os que possuam água possam se tornar alvos de saques forçados.

Nesse contexto, de todos os cenários possíveis, os especialistas elegem dois. Primeiro, a apropriação territorial através de compras de terras com recursos naturais. Segundo, no futuro e na pior das hipóteses não se descarta uma invasão militar.

Essa hipótese traça um paralelo com a última guerra no Iraque e a atual apropriação pelas grandes petroleiras americanas da riqueza iraquiana. O escritor norte-americano Norman Mailer acrescentou algo mais: "A administração de George W. Bush não foi ao Iraque apenas pelo seu petróleo, como também pelo Tigre e Eufrates, dois rios caudalosos em uma das zonas mais áridas do planeta".

A luta é entre os que acreditam que a água deve ser considerada um bem comercializável e aqueles que afirmam que é um bem social relacionado ao direito à vida.

Desde Novembro de 2001, o Banco Mundial, através do GEF (um de seus braços, especializado em questões de meio ambiente) financia o pertinente a investigação e a trabalhos que visam alcançar o "desenvolvimento sustentável" do aquífero. A partir desse momento os governos que compartilham o depósito puseram em mãos extra-nacionais o estudo do recurso, o que, para um olhar mais desconfiado, é como ter servido de bandeja o tesouro. Organismos alemães, holandeses e programas da ONU participaram do projeto.

A base jurídica

O direito internacional nos permite reconhecer que não há um vazio jurídico na matéria e que existem normas jurídicas aplicáveis à gestão dos recursos naturais compartilhados e o SAG é um desses recursos. É certo que não temos normas específicas criadas ad hoc para o Sistema Aquífero Guarani. A consequência disso, não é que não tenhamos norma jurídica alguma aplicável a este sistema de águas subterrâneas, mas ainda não temos regras aplicáveis a esse sistema em particular, são aplicáveis as normas gerais do direito internacional consuetudinário e as normas convencionais que sejam aplicáveis entre os Estados nos quais se encontra o aquífero.

O fato de que o recurso pertença aos quatro Estados não quer dizer que haja condomínio sobre o recurso. Este é um recurso nacional sujeito a um regime de aproveitamento e de gestão de caráter multilateral restrito aos titulares. Não se trata de um regime de co-titularidade, mas de co-gestão.

Em agosto de 2010 os quatro países assinaram em San Juan, Argentina, o "Acordo Sobre o Aquífero Guarani", levando em conta a resolução 1803 da Assembléia Geral das Nações Unidas referente à soberania permanente dos recursos naturais, resolução 63/124 do mesmo organismo sobre o "Direito dos Aquíferos Transfronteiriços" e outros mencionados no acordo.

Desenvolvimento e Conteúdo
Lic. Manoela Carvalho de Andrade

Via Equilibrium Global

Post scriptum: o número de 6,25 bilhões para a população se encontra desatualizado, conforme o último levantamento. Provavelmente já ultrapassou a marca dos 7 bi.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Amanhecer Dourando trabalha em limpeza de áreas contaminadas

Membros do Amanhecer Dourado realizaram tarefas de limpeza na zona norte de Eubeia.

O trabalho mostrou aos membros do AD o quão perigoso é para a saúde pública estar exposto a escombros com resíduos de amianto, elemento extremamente cancerígeno.



Na estrada principal para a praia de Kanatadika havia uma instalação de cultivo de fungos, propriedade de uma empresa que fechou a vários anos, e as instalações foram adquiridas pelo Banco Agrícola. Há alguns meses atrás, no início do verão, alguém provavelmente comprou os prédios do banco, teve atividades onde o amianto foi utilizado essencialmente, um material altamente cancerígeno quando quebrado, os proprietários não se preocuparam em retirar o perigo para a saúde r pública e não enterram os restos, conforme exigido por lei grega.



Desde então as ruínas ainda estão lá, com um aviso simples por escrito do risco. As autoridades competentes em resposta às queixas exigindo a remoção dos restos, dizem "vamos fazê-lo em breve", mas que nunca acontece. Devemos notar que está também poluindo a água (na área vários poços a uma profundidade inferior a 10 metros), também a paisagem circundante, campos agrícolas, de propriedade de pequenos agricultores.



Apelamos aos órgãos governamentais responsáveis ​​por criar consciência ambiental quee cuidado não é sem importância, também está preocupada em proteger a saúde das pessoas e lembrar as autoridades que foram eleitos para servir o povo.

 via Tribuna de Europa

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Economia mundial perde US$ 160 bilhões por calamidades naturais em 2012






La economía mundial perdió $160.000 millones por calamidades naturales en 2012
As calamidades naturais ocasionaram para a aeconomia mundial em 2012 um dano de 160 bilhões de dólares, dos quais 65 bilhões devem ser resarcidos por companhias de seguros, segundo a seguradora alemã Muenchener Rueckversicherung AG (Munich Re).

Pelas calamidades morreram 9500 pessoas, muito menos que em 2011, quando morreram quase 30000 pessoas.

O maior dano econômico, de 25 bilhões de dólares, foi causado pelo furacão Sandy, nos Estados Unidos. Uma seca duradoura custou para a economia desse país mais 20 bilhões, dos que as seguradoras devem compensar de 15 a 17 bilhões. São percas recordes para a agricultura americana.

O dano econômico sofrido em escala mundial resultou ser menor que os 400 bilhões de 2011, dos quais as seguradoras indenizaram 119 bilhões. Mas o número de catástrofes aumentou: 900 em comparação das 820 em 2011.

O tufão Bopha, que atingiu as Filipinas, levou o maior número de vidas, mais de um milhar.

Munich Re, com mais de 47 mil trabalhadores, é um dos líderes do mercado mundial de seguradoreas.

RIANovosti

domingo, 7 de outubro de 2012

Petroleiras podem ter provocado terremotos no Texas

Uma atividade sísmica incomum foi registrada aos arredores da cidade americana de Dallas (Texas) na semana passada. Um cientista universitário atribui os três tremores consecutivos ao elemento humano.

Conforme relatado pelo Serviço Geológico dos EUA, dois terremotos de magnitude 3,4 e 3,1 na escala Richter aconteceram por volta de meia-noite de sábado no sudeste do aeroporto internacional Dallas-Fort Worth (DFW). Entre os tremores houve um intervalo de quatro minutos e algumas dezenas de metros entre os dois epicentros. O terceiro tremor, de magnitude 2,1, ocorreu menos de 24 horas depois, e seu epicentro foi localizado a vários quilômetros do anterior.



Embora houvesse várias chamadas para serviços de emergência, não se registrou incidente que realmente ameace a vida dos moradores.

O Instituto Geofísico da Austin não descarta a hipótese de que o terremoto foi causado pela atividade humana. O vice-diretor do instituto universitário, Cliff Frohlich, observa que, desde 2008 pelo menos um terremoto de magnitude 3,0 atinge todo o condado todos os anos, exceto em 2010.

Na sua opinião, não é uma coincidência que a crosta da Terra começou a tremer depois que as companhias de petróleo introduziram uma prática de mover o óleo de seus depósitos naturais que transportando os maciços geológicos milhões de litros de águas residuais. Isso é feito sob pressão muito elevada, que é impulsionada por uma reação potente química.

"Assim pretendem se livrar da água suja", disse Frohlich. "Uma maneira que se usa é bombeá-la para baixo." Além disso, a técnica de fraturamento hidráulico das rochas libera o petroleo. Mas estas operações não são seguras.

Em um ensaio Frohlich analisou ​​67 terremotos registrados entre novembro de 2009 e setembro de 2011 em toda a área de 70 por 70 quilômetros que abrangem a formação de xisto de Barnett no norte do Texas. Estudos revelaram que 24 deles estavam centradas perto (dentro 3,2 km) de um ou mais poços conhecidos de injecção de águas sujas. Além disso, não foi possível estabelecer uma ligação de qualquer um destes casos, com actividade tectônica normal.



Via ANN 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Todos os lugares do mundo que estão ficando sem água

Cerca de 1,7 bilhão de pessoas dependem de aqüíferos que estão sendo rapidamente esgotados e que levaria milhares de anos para reabastecer, de acordo com um novo estudo na revista Nature.

O relatório, "o equilíbrio de água dos aquíferos mundiais reveladas pela captura de águas subterrâneas", identifica em aqüíferos os EUA, México, Europa Oriental, Oriente Médio, Índia e China como zonas de crise, onde os recursos de água subterrânea e/ou ecossistemas dependentes de fontes subterrâneas estão sob ameaça porque a utilização de água excede largamente a taxa a que estão a ser reabastecido aquíferos pela chuva.

O reservatório subterrâneo no noroeste da Índia, por exemplo, seria necessário 54 vezes mais chuvas para repor a água que está atualmente sendo utilizada por agricultores e da população local.

No mapa abaixo, as áreas azuis marcam onde a chuva pode reabastecer a quantidade de água a ser utilizado por seres humanos. Áreas de cor laranja ou vermelho indicam locais onde as pessoas optam mais para a irrigação e água potável do que a chuva pode reencher.

As áreas em cinza indicam a extensão da "captada de água subterrânea", representando o quanto as pessoas estão tirando água dos aqüíferos em comparação com a quantidade de água cada um detém.



 Via Business Insider

domingo, 24 de junho de 2012

Presidente uruguaio critica sociedade de consumo na Rio+20

O presidente do Uruguai, José Mujica, criticou a cultura do consumo como mecanismo para estimular a economia e alertou que é o Estado quem deve controlar o mercado, e não o contrário, ao realizar seu discurso na abertura da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

O mandatário uruguaio afirmou que "a crise da agressão ao meio ambiente não é uma causa", porque "a causa é o modelo de civilização, no qual temos que revisar nossa forma de viver", defendeu.

Ele alertou que, em uma sociedade de consumo, "é preciso fabricar coisas que durem pouco para ter mercado, um círculo vicioso". "Não se trata de voltar às cavernas, mas não podemos ser governados pelo mercado", argumentou.

Para Mujica, o debate que está sendo feito é "filha do mercado e da competência", e é preciso "ter outro tipo de discussão".

A abertura da fase de alto nível da Rio+20, com presença de chefes de Estado e de Governo e representantes, ocorreu ontem à tarde, no Rio de Janeiro.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Degelo na Groenlândia se acelera, mas não está descontrolado

De acordo com estudo, previsão é que com perda de gelo na região, mar subirá 0,8 m até 2100, menos que os dois metros previstos


Foto: Science/AAAS De acordo com novo estudo, foi observada aceleração de 30% em média no derretimento das geleiras
Análise do degelo nos principais geleiras da Groenlândia mostrou que o nível do mar não deve subir dois metros no próximo século, ao contrário do que prevê boa parte da comunidade científica. De acordo com pesquisadores da Universidade de Washington, se a perda de gelo na região continuar a acelerar, o nível do mar pode subir no máximo 80 centímetros até 2100. Isto porque existem diferentes tipos de geleiras – como as de terra ou sobre o mar – que apresentam padrões muito diferentes de degelo, dependendo de onde estão.

“Até agora, em média, vimos uma aceleração de 30% no derretimento em 10 anos”, disse Twila Moon, da Universidade de Washington e autora do estudo publicado no periódico científico Science. Os pesquisadores combinaram dados de satélites para produzir mapas da velocidade de mais de 200 geleiras da Groenlândia entre 2000 e 2010. As alterações na velocidade com que o gelo viaja pelo oceano indicam que a contribuição do país para o aumento do nível do mar deve ser menor que o limite máximo de 2 metros previsto anteriormente.

Leia mais:
Pesquisadores dizem que iceberg se desprendeu da Groenlândia
Ano de 2010 teve recorde de derretimento na Groenlândia
Novo estudo confirma aceleração do derretimento do Ártico
Nasa monitora desprendimento de iceberg gigante na Antártida

Os pesquisadores concluíram que quanto mais rápido as geleiras se movem, mais gelo e água eles liberam para o oceano. Em estudos anteriores, cientistas que tentavam entender a contribuição do degelo no aumento do nível do mar consideraram um cenário no qual o derretimento dobraria de velocidade entre 200 e 2010 e então se estabilizaria na velocidade máxima, e outro cenário, ela cresceria dez vezes e então se estabilizaria.
Com o novo estudo, foi possível observar que existe um complexo padrão de comportamento no degelo da Groenlândia. Os cientistas descobriram que quase todas as maiores geleiras que terminam em terra se movem a uma aceleração de 9 a 99 metros o ano, e suas alterações de velocidade são pequenas. Geleiras que terminavam em fiordes se movimentavam de 300 metros a 1.600 metros, mas não ganharam velocidade ao longo da década.

“Nós não podemos analisar uma geleira por 100 anos, mas podemos olhar duzentas por dez anos e ter alguma ideia sobre o que está acontecendo”, disse Ian Joughin, glaciólogo e autor do estudo.

Via Ultimo Segundo

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Planeta não é sustentável sem controle de consumo e população , diz relatório

O consumo excessivo em países ricos e o rápido crescimento populacional nos países mais pobres precisam ser controlados para que a humanidade possa viver de forma sustentável.

A conclusão é de um estudo de dois anos de um grupo de especialistas coordenados pela Royal Society (associação britânica de cientistas).

Entre as recomendações dos cientistas estão dar a todas as mulheres o acesso a planejamento familiar, deixar de usar o Produto Interno Bruto (PIB) como um indicativo de saúde econômica e reduzir o desperdício de comida.

O relatório da Royal Society será um dos referenciais para as discussões da Rio+20, cúpula que acontecerá na capital fluminense em junho próximo.

"Este é um período de extrema importância para a população e para o planeta, com mudanças profundas na saúde humana e na natureza", disse John Sulston, presidente do grupo responsável pelo relatório.

Para onde vamos depende da vontade humana - não é algo predestinado, não é um ato de qualquer coisa fora (do controle) da humanidade, está em nossas mãos".

John Sulston ganhou renome internacional ao liderar a equipe britânica que participou do Human Genome Project, projeto responsável pelo mapeamento do genoma humano.
 
Em 2002, ele foi ganhador, junto com outro cientista, de um prêmio Nobel de Medicina, e hoje é diretor do Institute for Science Ethics and Innovation, na Manchester University, em Manchester.

Discussão retomada

Embora o tamanho da população humana da Terra fosse no passado um importante ponto de discussão em debates sobre o meio ambiente, o assunto saiu da pauta de discussões recentemente.

Em parte, isso aconteceu porque alguns cientistas chegaram à conclusão de que a Terra seria capaz de suportar mais pessoas do que o imaginado. Além disso, países em desenvolvimento passaram a considerar a questão como uma cortina de fumaça criada por nações ocidentais para mascarar o problema do excesso de consumo.

Entretanto, o tema voltou à pauta de discussões após novos estudos terem mostrado que mulheres em países mais pobres, de maneira geral, desejam ter acesso ao planejamento familiar, o que traria benefícios à suas comunidades.

Segundo a projeção "média" da ONU, a população do planeta, atualmente com 7 bilhões de pessoas, atingiria um pico de pouco mais de 10 bilhões no final do século e depois começaria a cair.

"Dos três bilhões extra de pessoas que esperamos ter, a maioria virá dos países menos desenvolvidos", disse Eliya Zulu, diretora execuriva do African Institute for Development Policy, em Nairóbi, no Quênia. "Só na África, a população deve aumentar em 2 bilhões".

"Temos de investir em planejamento familiar nesses países - (desta forma,) damos poder às mulheres, melhoramos a saúde da criança e da mãe e damos maior oportunidade aos países mais pobres de investir em educação".

O relatório recomenda que nações desenvolvidas apoiem o acesso universal ao planejamento familiar - o que, o estudo calcula, custaria US$ 6 bilhões por ano.

Se o índice de fertilidade nos países menos desenvolvidos não cair para os níveis observados no resto do mundo - alerta o documento - a população do planeta em 2100 pode chegar a 22 bilhões, dos quais 17 bilhões seriam africanos.

Ultrapassando fronteiras

O relatório é da opinião de que a humanidade já ultrapassou as fronteiras planetárias "seguras" em termos de perda de biodiversidade, mudança climática e ciclo do nitrogênio, sob risco de sérios impactos futuros.

Segundo a Royal Society, além do planejamento familiar e da educação universal, a prioridade deve ser também retirar da pobreza extrema 1,3 bilhão de pessoas.

E se isso significa um aumento no consumo de alimentos, água e outros recursos, é isso mesmo o que deve ser feito, dizem os autores do relatório.

Nesse meio tempo, os mais ricos precisam diminuir a quantidade de recursos materiais que consomem, embora isso talvez não afete o padrão de vida.

Eliminar o desperdício de comida, diminuir a queima de combustíveis fósseis e substituir economias de produtos por serviços são algumas das medidas simples que os cientistas recomendam para reduzir os gastos de recursos naturais sem diminuir a prosperidade de seus cidadãos.

"Uma criança no mundo desenvolvido consome entre 30 e 50 vezes mais água do que as do mundo em desenvolvimento", disse Sulston. "A produção de gás carbônico, um indicador do uso de energia, também pode ser 50 vezes maior".

"Não podemos conceber um mundo que continue sendo tão desigual, ou que se torne ainda mais desigual".

Países em desenvolvimento, assim como nações de renda média, começam a sentir o impacto do excesso de consumo observado no Ocidente. Um dos sintomas disso é a obesidade.

PIB

A Royal Society diz que é fundamental abandonar o uso do PIB como único indicador da saúde de uma economia.

Em seu lugar, países precisam adotar um medidor que avalie o "capital natural", ou seja, os produtos e serviços que a natureza oferece gratuitamente.

"Temos que ir além do PIB. Ou fazemos isso voluntariamente ou pressionados por um planeta finito", diz Jules Pretty, professor de meio ambiente e sociedade na universidade de Essex.

"O meio ambiente é de certa forma a economia... e você pode discutir gerenciamentos econômicos para melhorar as vidas de pessoas que não prejudique o capital natural, mas sim o melhore", completa.

O encontro do Rio+20 em junho deve gerar um acordo com uma série de "metas de desenvolvimento sustentável", para substituir as atuais metas de desenvolvimento do milênio, que vem ajudando na redução da pobreza e melhoria da saúde e educação em países em desenvolvimento.

Não está claro se as novas metas vão pedir o compromisso de que os países ricos diminuam seus níveis de consumo.

Governos podem ainda concordar durante o encontro no Rio a usar outros indicadores econômicos além do PIB.

Via UOL

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Greenpeace chumba "ecologia" dos serviços na nuvem

A Greenpeace publicou ontem um relatório em que avalia, de acordo com critérios ecológicos e de impacto ambiental, os servidores que alimentam a nova vaga de serviços alojados na nuvem. Gigantes como a Apple, Amazon ou Microsoft "chumbam" no teste, mas a responsável pelo iCloud já veio contestar os números da associação.

A Apple é destacada como um dos "piores" exemplos no grupo devido à forte dependência de energias poluentes como o carvão, "e carvão que é extraído das montanhas de Appalachia" (nos EUA), escreve Gary Cook, que assina o estudo, entitulado "How Clean is Your Cloud?".

De acordo com a análise 55,1% da energia usada pelos servidores de serviços cloud da empresa provém do carvão. A este valor somam-se 27,8% de energia nuclear, com a fabricante do iPhone a sair da análise com um "nível de energia limpa" de 15,3%.



Em reação às críticas, a empresa de Cupertino contestou os valores apresentados e disse, em entrevista ao Guardian, que os servidores do iCloud gastam um quinto da energia mencionada no estudo.

Um porta-voz da fabricante do iPhone acrescentou ainda que o seu centro de dados na Carolina do Sul será "o centro de dados mais amigo do ambiente alguma vez construído" e que "eventualmente" cerca de 60% da energia usada será proveniente de fontes renováveis.

Mas a Apple não foi a única "castigada" pela avaliação da Greenpeace. Das 14 empresas, consideradas pioneiras na migração para a computação na nuvem, há mais seis que apresentam "níveis de [recurso a] energia limpa" inferiores a 20%: Amazon, HP, IBM, Microsoft, Oracle e Salesforce.

A Oracle, Amazon e a Microsoft destacam-se também pela forte dependência do carvão. A avaliar pela tabela fornecida com o estudo, 48,7% da energia utilizada pela gigante das bases de dados provêm desta fonte altamente poluente e não renovável. No caso da Microsoft a percentagem é de 39,3 e na Amazon de 33,9%.



É também realçado, pela evolução negativa, o caso do Twitter, que surge com um "nível de energia limpa" de 21,3%, mas 35,6% de utilização de carvão. Os números revelam que a empresa se terá "desleixado" nas suas preocupações ambientais, mudando os seus servidores de áreas onde eram usadas energias renováveis para zonas onde é predominante o recurso a energias fósseis, aponta a Greenpeace.

Via Tek