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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

América do Sul culpa EUA por espionagem

Mercosul criticou fortemente os programas de vigilância global dos EUA.

“Condenamos a rede global de espionagem que o governo dos EUA desenvolveu, que incluiu a bisbilhotice sobre a presidente brasileira Dilma Rousseff”, disse nesta Quarta-Feira o Ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Elias Jaua, em encontro com diplomatas dos países membros do Mercosul na capital Caracas.

“Concordamos em condenar a espionagem mundial feita pelos EUA e discutimos que medidas seriam melhor tomadas pelos governos e sociedades como um todo”, acrescentou Jaua.

O Mercosul é uma união econômica e um acordo político entre Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela, fundado em 1991. Seu propósito é promover mercado livre e o fluido movimento de bens, pessoas e dinheiro. Bolívia tornou-se membro em Dezembro de 2012.

O mercado combinado envolve mais de 250 milhões de pessoas e conta com mais de três quartos da atividade econômica no continente, ou um GDP combinado de $1.1 trilhão.

Sua afirmação veio depois de reportado que os EUA andavam bisbilhotando as comunicações da Dilma Rousseff. Os ministros de relações exteriores também discutiram como responder às espionagens massivas dos EUA.

O governo dos EUA ficou sob fogo da comunidade internacional depois das revelações que mostram que andou espionando muitos países, inclusive seus próximos aliados.

Na última semana, Te Guardian reportou que a Agência Nacional de Segurança (NSA) monitorou as conversações telefônicas de 35 líderes mundiais.

“Um oficial estadounidense proveu a NSA com 200 números telefônicos de 35 líderes...apesar do fato de que a maioria é provavelmente disponível via open source, os PCs (centros de produção de inteligência) notaram 43 telefones anteriormente desconhecidos. Estes números, além de muitos outros, foram requisitados”, de acordo com um documento providenciado pelo denunciante Edward Snowden.

“Esses números providenciaram informações importantes a outros números que também foram logo requisitados”, acrescentou.

Snowden, um ex-empregado da CIA, revelou dois programas secretos de espionagem dos EUA sob o qual a NSA e o Serviço Federal de Investigação (FBI) escutam milhões de telefones estadounidenses e europeus e buscam informações das maiores companhias de internet como Facebook, Yahoo, Google, Apple e Microsoft.

O escândalo da NSA tomou dimensões ainda maiores quando Snowden revelou informação sobre suas atividades de espionagem sobre países aliados.

O presidente da Junta de Chefes dos EUA, o General Martin Dempsey, admitiu em Julho que as exposições de Snowden provocaram danos sérios nas ligações dos EUA com outros países. “Houveram danos. Não penso que nós seremos capazes de calcular o declínio dessa imagem”.

via Presstv/

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Fraude nos alimentos: adulteração de leite no RS causa tumulto

Mais uma confusão feita por fraude no leite, desta vez no Rio Grande do Sul. Empresas, produtores e transportadores acrescentam produtos cancerígenos no alimento básico com fim de aumentar o volume e, consequentemente, o lucro na venda.

Os estados do sul do Brasil sofrem de inúmeras fraudes no setor econômico, que cresceram desproporcionalmente além do crescimento da economia. O leite é apenas uma das fraudes que foram postas em público. A grande maioria das fraudes empresariais ficam cobertos pelo sistema político do país, que tende a dar liberdade a investimentos estrangeiros.

Podemos citar um caso muito próximo do setor alimentício e que abrange grande parte da economia e influencia também a política, que é a Monsanto, que provocou um golpe de Estado no Paraguai e escraviza milhares de agricultores na América do Sul, tanto na agricultura quanto na pecuária e laticínios. Muitas destas redes de fraudes circulam na região sul do país, em que o investimento econômico tende a ser foco de globalização com fim de sufocar a liberdade dos povos do Cone Sul.

Com estas fraudes, também acompanham as imigrações ilegais que abundam tanto nas capitais como no interior do país. Tudo para o controle do sistema liberal. As redes de fraudes são internacionais, e atacam os setores mais fundamentais da sociedade, que são o alimentício e o farmacêutico. Abaixo, reportagem com Rachel Sheherazade:

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Argentina denuncia que Grã-Bretanha lançará mísseis nas Malvinas

O Ministério de Relações Exteriores Argentino advertiu hoje sobre a "nova demonstração de desprezo do Reino Unido pelas resoluções das Nações Unidas", confirmando que o governo argentino foi informado que, a partir de hoje até 26 de abril, serão realizados novos exercícios militares no território argentino ocupado, incluindo o lançamento de mísseis a partir das Malvinas.



Através de um comunicado, o Ministério advertiu que essa situação "não só constitui uma nova demonstração de desprezo do Reino Unido pelas resoluções das Nações Unidas, que chama ambas partes a retomar as negociações de soberania e absterem-se de introduzir modificações unilaterais na situação enquanto dure a controvérsia, como também uma nova provocação contra a Argentina".

Nesse âmbito, afirmou que "nosso país manifestou sua vocação para encontrar uma solução pacífica e definitiva à disputa mediante negociações bilaterais com o Reino Unido, tendo em conta os interesses dos habitantes das ilhas, em conformidade com o mandato da ONU".

O documento argumenta ainda que ainda que a República Argentina "condene mais uma vez a persistência do Reino Unido na realização de exercícios militares em uma região caracterizada por sua vocação pacifista e que permanece livre de armas nucleares".

Continua que ainda que a Argentina "considere inadmissível essa nova ação unilateral britânica que não faz nada senão confirmar sua força militar justifica sua presença ilegítima no Atlântico Sul, refletindo seu desprezo aos pronunciamentos da comunidade internacional e, em particular, as preocupações manifestadas por toda região, através de vários pronunciamentos do Mercosul e Unasul, assim como a Cúpula Ibero-americana e a Cúpula dos Países Sul-americanos e Países Árabes (ASPA)".

Recorda ainda que, recentemente, a Reunião Ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, realizada em Montevidéu no último janeiro, se "expressou a grande preocupação diante do reforço da presença militar britânica no Atlântico Sul e o desenvolvimento das atividades ilegítimas de exploração de hidrocarbonetos pelo Reino Unido".

Por outro lado, desde o palácio San Martín se refletiu que "o governo argentino transmitiu ao governo Reino Unido seu mais formal e enérgico protesto diante dos mencionados exercícios e manobras militares, exigindo que se abstenha de realizá-los".

Ao mesmo tempo, relembra que "enviou notas para informar o secretário geral das Nações Unidas, o presidente do Comitê Especial de Descolonização do citado organismo internacional, o secretário geral da Organização Marítima Internacional e as presidências Pro Tempore do Mercosul, da CELAC e a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, assim como o secretário geral do Unasul a realização de exercícios militares nas Ilhas Malvinas".

Via Cadena 3

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Uruguai e Brasil trabalham para eliminar suas fronteiras a partir de 2014

Enquanto o conflito diplomático entre Argentina e Uruguai pelo último deslize do presidente José Mujica sobre Cristina Kirchner parece se silenciar após o pedido de desculpas de Montevidéu, o pequeno país vizinho avança em passo firme alcançar com o Brasil a eliminação de fronteiras comuns para a livre circulação de bens e pessoas.



Nas últimas horas, Mujica pôs em palavras um acordo firmado com Dilma Rousseff para alcançar esse objetivo.

"Muitos anos atrás o país votou e fizemos o Mercosul, que teve seus altos e baixos, mas nós trabalhamos deliberadamente com o Brasil para que em 2014 não exista mais fronteiras para mercadorias e pessoas", afirmou Mujica em uma conferência aos sindicalistas uruguaios na última quarta-feira.

"É uma política concreta e deliberada, devido a circunstâncias políticas que atravessa o Brasil; não são os documentos que assinaram muito tempo atrás em Assunção", afirmou o presidente ao diferenciar o atual acordo do Tratado de Assunção de 1991, primeiro passo para a criação do Mercosul.

Mujica disse que a iniciativa vai mais além do bloco regional, e que hoje é possível pois há "um vento favorável" ao acordo político que existe com o governo de Rousseff. O presidente confessou que falou com o ex-presidente brasileiro, Lula, dias atrás, quando visitou Montevidéu.

Uma amostra deste tentativa de acordo entre os dois países parece ser a criação de uma Comissão Bilateral de Comércio em 11 de março, sob o acompanhamento da Associação Latino-americana de Integração (Aladi). O corpo vai manter pelo menos uma reunião por semestre a nível de vice-ministros e foi apresentado como objetivos "solucionar dificuldades legais, normativas e operacionais pontuais sobre o acesso a mercados, o estabelecimento de procedimentos de consulta em matéria de origem, defesa comercial, medidas sanitárias e do estabelecimento de um rápido processo de desalfandegamento", conforme publicado pelo site da Presidência uruguaia.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Maioria ausente em reunião da OEA que pretendia honrar Franco


Vinte e um dos trinta e quatro Estados da OEA, entre os onze integrantes da União de Nações Sul-Americanas (UNASUR), se ausentaram hoje da reunião protocolária organizada pelo organismo em honra ao presidente Paraguai, Frederico Franco.

Os representantes do Canadá, Costa Rica, México, Estados Unidos, Barbados, Guatemala, Honduras, Bahamas, Trinidad y Tobago, Belice, Saint Kitts e Nevis, Panamá e Paraguai são os únicos sentados no Salão das Américas da Organização dos Estados Americanos (OEA) no início da recepção.

Franco, que era vice-presidente, assumiu o poder em Junho do ano passado em substituição ao presidente Fernando Lugo, que foi destituído em juizo político no Senado, o que motivou a suspensão do Paraguai na Unasur e no Mercosul.

Os representantes da Venezuela, Bolívia, Nicarágua e Equador enviaram uma carta de protesto ao presidente de turno do Conselho Permanente da OEA, o representante panamenho Artur Vallarino, pela organização da reunião.

A carta, publicada em sua conta do Twitter pelo embaixador boliviano, Diego Pary, indica que o debate na OEA sobre a situação do Paraguai "não foi concluída, e a data presente, é um tema pendente nesta organização".

"Expressamos nosso profundo repúdio à realização da sessão protocolar, assim como às declarações do senhor Frederico Franco, e comunicamos que não participaremos em tal sessão e nossas cadeiras estarão vazias", salienta a missiva.

Franco quis "esclarecer" os comentários que fez durante sua estadia nesta semana em Madrid, "por ter sido mal-interpretado, ou por talvez o chanceler venezuelano não lhe tenha chegado a informação", disse.

Durante sua visita nesta semana a Madrid, Franco qualificou de "milagre" o falecimento do comandante da Venezuela Hugo Chávez.

Em um ato na Quinta-Feira em Washiington, Franco matizou seus comentários ao salientar que "não deseja a morte a ninguém", ainda que "evidentemente, o fato de que o presidente Chávez não esteja hoje como presidente faz com que a relação da América, pelo menos o Paraguai, com respeito a Venezuela seja diferente".

Via Cubadebate

sábado, 23 de junho de 2012

América Latina está com Lugo

Os presidentes de países latino-americanos apoiam o ex-presidente do Paraguai e são hostis ao novo governo do Paraguai, país ao qual propõem expulsar dos blocos regionais.  

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff disse que o Paraguai poderia ser expulso de grupos internacionais, como Mercosul e Unasul, e propôs que os países membros dos blocos para implementar esta medida. Fontes de Exteriores da Argentina ministério no país disseram que também apóiam a expulsão. 

A presidente Cristina Fernandez anunciou que seu país "não irá validar o golpe de Estado no Paraguai." A presidente da Argentina descreveu como "inaceitável" o que aconteceu em Assunção, e confirmou que seu país não vai reconhecer o novo governo do Paraguai, hoje chefiado pelo vice-presidente, Federico Franco. "Sem dúvida houve um golpe de Estado", disse Fernandez. 

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse que Caracas "não reconhece esse vazio e governo ilegal e ilegítimo que foi instalado em Assunção." Com estas palavras, Chávez se juntou a sua voz com o seu homólogo equatoriano, Rafael Correa, que atingiu a demissão de Lugo pelo parlamento de "greve ilegal" e disse que não reconheceria qualquer outro presidente do Paraguai.  

"Independentemente da sessão Fernando, independentemente da decisão da Unasul, a decisão do governo equatoriano não é reconhecer qualquer presidente paraguaio que o presidente legitimamente eleito, Fernando Lugo", garantiu Correa.  

O líder equatoriano da Unasul insistiu em "aplicar a cláusula democrática" do grupo regional, que afirma "não reconhecer governos e fechar as fronteiras" com países que não podem ser considerados democráticos.  

O presidente boliviano, Evo Morales, disse que não reconhece "um governo que não surge das urnas e o mandato do povo" e condenou o "golpe parlamentar" no Paraguai". Morales acrescentou que Lugo "estava destruindo as lojas, com proprietários de terras e grupos de poder", que, segundo ele, "sempre tem um custo."  

O bloco regional Unasul também emitiu um comunicado observando que a demissão de Lugo é "fora de qualquer constituição e fora de qualquer ordem estabelecida."  

Novo presidente do Paraguai, o ex-vice-presidente Federico Franco, pediu aos países vizinhos para "entender" a situação e disse que está empenhado em "fazer todos os esforços para normalizá-lo." O impeachment de Fernando Lugo começou após a morte de 17 pessoas durante a expulsão dos camponeses da terra, segundo as autoridades, tinha ocupado ilegalmente. Entre os mortos 17, 11 eram agricultores e 6 representantes das forças de segurança.  

A câmara baixa do parlamento votou a favor da destituição de Lugo com apenas um voto contrário. Um dia depois, o Senado aprovou a renúncia do presidente com o voto negativo de apenas 4 parlamentares.  

A demissão reuniu cerca de 5.000 pessoas na Praça de Armas de Assunção, capital paraguaia. Os mais ativos tentaram invadir o edifício do parlamento, mas foram dispersados ​​com balas de borracha e gás lacrimogêneo. Um pouco mais tarde, Fernando Lugo chamou seus partidários a protestar de forma pacífica. Após os combates cessaram declaração.


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez (esq.) conversa com Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, a respeito da crise política no Paraguai, em Caracas, Venezuela. Nesta sexta-feira, o presidente paraguaio Fernando Lugo sofreu impeachment e teve de deixar o poder. Em seu lugar assumiu o vice-presidente,


Via RT

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Espanha proporá ao Brasil acordo UE-Mercosul sem a Argentina

O ministro de Relações Exteriores espanhol, José Manuel García-Margallo, afirmou nesta segunda-feira que abordará com as autoridades brasileiras, na viagem que fará ao país nesta quarta-feira, a possibilidade de seguir negociando um acordo de associação entre a União Europeia (UE) e o Mercosul sem a Argentina devido ao polêmico caso da petrolífera YPF.

"O Brasil é uma potência emergente de um interesse enorme para nós. Quem tem que contemplar se quer uma negociação de uma maneira ou de outra é o Brasil", declarou García-Margallo ao término de um Conselho de Ministros de Exteriores da UE em Bruxelas.

"O que digo é que, para alcançar um acordo de associação, que tem que estar ratificado pelo Parlamento Europeu e por todos os Parlamentos nacionais, é preciso cumprir as regras do jogo. E é evidente que neste momento a Argentina não parece cumpri-las", continuou o ministro, que propôs a seus colegas europeus em abril a possibilidade de seguir negociando com o Mercosul, mas sem os argentinos.

O Executivo espanhol considera que a decisão do governo de Cristina Kirchner de expropriar da YPF a companhia petrolífera espanhola Repsol impede a negociação de um convênio comercial entre a UE e os países que integram o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), se as autoridades de Buenos Aires não aceitam oferecer à empresa uma compensação justa.

Na opinião de García-Margallo, tanto os 27 membros do bloco europeu como os países do Mercosul devem refletir agora sobre se devem continuar a negociação com a Argentina, um país que, assinalou, "não segue as regras do jogo" nem em nível comercial nem no campo dos investimentos.

O ministro lembrou que a Argentina tem "casos pendentes" no organismo internacional encarregado de dirimir disputas por investimentos (Ciadi) e que o Senado americano "se propôs a considerar a expulsão da Argentina do G20 como consequência do que fez com a Repsol".

Além disso, apontou que a Comissão Europeia deve descartar a Argentina de seu sistema de vantagens tarifárias (o Sistema Geral de Preferências, SGP), a partir de 2014, por considerar que o país sul-americano alcançou um nível de renda médio-alto.

"O que têm que fazer (as autoridades argentinas) é que, se expropriam, têm que pagar. Me parece razoável. E se não, se expõem a sérias consequências. No Banco Mundial está sendo considerada a possibilidade de que um país que descumprir um laudo, que tem uma sentença que não executa, tenha seu financiamento cortado", assinalou.

O ministro espanhol insistiu que a decisão sobre a desapropriação da companhia petrolífera "causa dano a uma empresa espanhola, mas, no final, prejudica à economia argentina. É preciso buscar uma solução que evite esses danos".

"Acho que o caminho tomado pela Argentina é um mau caminho, e me preocupa muito a Espanha, mas me preocupa enormemente a Argentina também", concluiu.

A UE e o Mercosul negociam desde o ano 2000 um amplo acordo de associação que inclui um tratado de livre-comércio.

Após as negociações permanecerem bloqueadas desde 2004, foram retomadas em 2010, mas, desde então, não avançaram no importante capítulo do acesso dos produtos aos respectivos mercados.

Fonte