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domingo, 6 de janeiro de 2013

Reino Unido afirma estar preparado para defender Malvinas


O primeiro ministro britânico, David Cameron, deixou claro neste Domingo que o Reino Unido lutará para conservar as Ilhas Malvinas e recordou as "fortes" defesas militares que protegem o arquipélago.

Cameron assegura receber informes regulares desde as Malvinas que confirmam que suas defesas militares são "fortes". "É absolutamente fundamental que tenhamos jatos rápidos ali, e tropas estacionadas nas Malvinas", indicou o ministro a um canal de televisão britânico, recordando que seu país conta com "um dos cinco orçamentos de defesa mais importantes do mundo" apesar dos recortes a suas forças armadas.

Por sua vez, a chanceler argentina rechaçou mediante um comunicado as ameaças militares do primeiro ministro David Cameron e condeou "a ocupação ilegal que a Grã Bretanha exerce sobre as Ilhas Malvinas desde 180 anos atrás".

"A agressividade das palavras do primeiro ministro britânico ratificam a denúncia realizada pela República Argentina ante as Nações Unidas sobre a militarização do Atlântico Sul e a possível presença de armas nucleares introduzidas pela potência colonial", denuncia o documento.

As relações entre Londres e Buenos Aires se tornaram mais tensas nos últimos meses coincidindo com o trigésimo aniversário da guerra das Malvinas. Cameron fez estas declarações dias depois de que a presidenta argentina, Cristina Fernández de Kirchner, acusou Reino Unido de colonialismo. Fernández afirmou em uma carta aberta a Cameron que seu país foi despojado das Malvinas pela força e instou a Cameron a travar negociações, petição que foi rechaçada pelo premier.

Os habitantes das ilhas do Atlântico Sul, reclamadas pela Argentina desde 1833, celebrarão no próximo mês de Março um referendo sobre o status político do arquipélago. Londres espera um respaldo esmagador a favor da soberania britânica.


Via RT

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Argentina: dezenas de milhares protestam contra o Governo



Poucas praças há no mundo que tenham a transcendência política para um país como a Plaza de Mayo na Argentina. Foi ali onde em 17 de Outubro de 1945 dezenas de milhares de trabalhadores se encontraram para pedir liberação do general Juan Domingo Perón, detido pelos militares. Foi ali onde começaram a manifestar-se as mães e as avós dos desaparecidos sob a última ditadura (!976-1983). E foi onde, pela terceira vez em seis meses, se concentraram na Quarta dezenas de milhares de trabalhadores, muitos deles peronistas, para exigir melhoras salariais ao Governo peronista de Cristina Fernandez. E não somente melhoras salariais.

"É inacreditável que nesta praça que tem história tenhamos que vir a reclamar por nossos velhos e por nossas crianças", se queixou Hugo Moyano, líder do poderoso sindicato dos caminhoneiros e da opositora Confederação Geral do Trabalho (CGT). Na praça se tinham concentrado três ramos gremiais que até poucas semanas andavam enfrentados. Mas foi Moyano o último orador e o que mais dano infligiu ao governo. Era Moyano o que podia disputar Fernandez com bandeira de sua luta contra o FMI e dizer, como disse já "O Governo aplica as receitas mais ortodoxas do FMI. Ela não necessita que lhe deem ordens, o faz por próprias convicções. Em nosso próprio país está passando um ajuste encoberto que, como todos os ajustes, pagam os trabalhadores."

É Moyano quem mais impacto tem no eleitorado peronista quando declara, como disse: "Se o general (Perón) se levantara, não sei o que faria com estes que agora falam de peronismo". Moyano chegou à mesma Plaza de Mayo onde Fernández tinha festejado dias atrás o dia dos direitos humanos e se queixou de que o Governo está ficando com o dinheiro da saúde dos trabalhadores e de que não acata com as falhas da Justiça que ordenam pagar as dívidas aos jubilados: "Parece que estão esperando que se moram para não pagá-los. Depois nos falam dos direitos humanos".

Moyano terminou seu discurso dirigindo-se a Cristina Fernández com estas palavras: "Senhora presidenta, ocupe-se da inflação que come os argentinos. E ocupe-se da insegurança. Tem todos os instrumentos a seu alcance para ocupar-se da insegurança, a insegurança que preocupa a todos os argentinos". Inseguranças, insegurança, insegurança...O líder sindicalista empregada a mesma palavra que Fernández tinha tratado de evitar nos mais de 200 discursos que pronunciou neste ano, até que na semana passada encontrou a forma de culpar dela os juízes.

Por suposto, antes de mencionar a inflação e a insegurança, os oradores reclamaram melhoras nas pensões e a eliminação de impostos para os trabalhadores. Mas aproveitaram para golpear o Governo onde mais se dói: nas eleições legislativas de 2013, as que podem abrir ou fechar a porta a uma maioria dos terços no Congresso, a necessária para reformar a Constituição e permitir que Fernández opte a um terceiro mandato. Moyano avisou: "Vamos votar em quem garantir os direitos, não podemos nos equivocar mais!".

Via Elpais

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Cristina sobre o #8N: "provocadores ultraconservadores"



Resposta oficial - "Os manifestantes do 8n seriam 'provocadores' que querem a volta de um regime ultraconservador" disse Cristina Kirchner sobre os protestantes, sindicalistas e a mídia.

A presidenta "atendeu" aos que protestam, aos sindicalistas e aos mídia. "Não há que cair em provocações dos que desejam voltar ao regime ultraconservador". Assim afirmou um ato em Villa Constituición, Santa Fe, onde inaugurou uma planta produtiva da firma Laminados Industriales SA, onde pareceu responder a reclamação popular do 8#N, voltando a distorcer o 'leitmotiv' da imponente manifestação popular.

A presidenta voltou a atacar os meios de comunicação fazendo referências tácitas aos manifestantes do 8N quando falou dos "provocadores" que querem "voltar a um regime ultraconservador". Em relação aos mídia, a presidenta propôs: "Aprendamos a olhar, não ao que nos mostram".

Em uma mensagem para os sindicalistas a presidenta se referiu aos "confrontos" de grêmios e ao impacto que geram entre os trabalhadoras. Cristina pegou duro com os sindicalistas, justo no dia em que se confirmou a greve nacional da CGT e a CTA em 20 de Novembro. A chefa de Estado disse que "nos querem correr pela direita e pela esquerda" e questionou os que "agora se fazem os combativos".

Esta parece ter sido a resposta oficial ao #BN, distorcendo o objetivo do protesto popular ao apelidá-lo como "ultraconservador". Cristina decidiu se fazer de surda aos reclames de milhões de argentinos?

Via Laopinionpopular e Soberaniaargentina