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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Sunitas versus Shiitas: quem está por trás do conflito?

 
Nos últimos anos pudemos observar um agravamento no conflito Sunita-Shiita no Oriente Médio, que tomou forma de guerra fratricida na Síria, em ataques terroristas no Iraque e no Líbano, e protestos, agitação pública e confrontos violentos envolvendo represálias contra ativistas no Bahrain e na Arábia Saudita. O que está por trás da próxima onda de violência na região e quem está provocando uma guerra entre os islâmicos? Uma breve excursão na história de relações entre as duas principais denominações do Islã mostra que hoje não existem razões óbvias ou precondições objetivas para a guerra entre eles.

As diferenças entre os Sunitas e os Shiitas tê suas raizes no passado distante. Depois da morte do Profeta Muhammad em 632 surgiu uma disputa entre seus seguidores sobre quem deveria herdar sua autoridade política e espiritual sobre as tribos árabes. A maioria apoiou o candidato da companhia do Profeta e pai de sua esposa - Abu Bakr, que subsequentemente formou a dominação dos Sunitas, que hoje são em torno de 85% dos islâmicos. Entretanto, outros apoiaram o candidato do primo e genro do Profeta - Ali, declarando que o Profeta apontou ele como sucessor. Este grupo depois se tornou conhecido como Shiita que, em arábico, literalmente significa "seguidores de Ali". Os Sunitas venceram a disputa, e permaneceram no poder no califado árabe (islâmico) por centenas de anos, enquanto que os Shiitas permaneceram às sombras. Na história posterior de relações entre Sunitas e Shiitas não houveram sérios conflitos.

Hoje os Shiitas, divididos em pequenos movimentos (Ahmadiyya, Alawitas, Islaelitas, etc.) são em torno de 15% do número total de islâmicos. Os seguidores deste ramo do Islã são grande maioria na população iraniana, dois terços do Bahrain, mais da metade no Iraque, uma porcentagem significativa no Líbano, Azerbaijão e no Yemen.

Além do Alcorão, os Sunitas vivem de acordo com a "Sunnah" - um conjunto de regras e práticas baseadas em exemplos de vida do Profeta Muhammad. Apesar disso, os Sunitas geralmente compreendem seus textos sagrados literalmente, não deixando espaço para alegorias. Em alguns ramos do islã Sunita isso chega ao extremo. Por exemplo, durante o reinado Talibã no Afeganistão muita atenção foi prestada para o tamanho da barba dos homens, cada detalhe de vida foi estritamente regulamentado de acordo com a Sunnah.

Por causa das contradições mencionadas os Sunitas costumam acusar os Shiitas de heresia, e o último por sua vez expõe o excessivo dogmatismo da doutrina Sunita, que dá origem a vários movimentos extremistas como o Wahabismo.

A mídia ocidental está tentando convencer-nos de que o esparramamento de sangue no Oriente Médio é resultado do conflito Sunita-Shiita baseado em suas diferenças religiosas. Esta versão remove a responsabilidade do Ocidente na interferência de relações internacionais de países na região, bem como a aplicação de padrões duplos e alianças dúbias com os regimes mais reacionários e grupos radicais, incluindo os extremistas. O conflito (fomentado pelo estrangeiro) entre os Sunitas e Shiitas ameaça engolir a região no caos e violência por muitos anos. O conflito Sunita-Shiita está sendo manipulado por jogadores externos, que de tal forma realizam seus próprios interesses nacionais e corporativos (controle de recursos, militarização da região, enriquecimento dos "senhores da guerra" etc.).

Não apenas os Sunitas se opõe aos Shiitas, mas as elites políticas conectadas com o Ocidente por dúzias de vínculos econômicos, políticos, militares, financeiros e outros. Ademais, mitos sobre o "fanatismo Shiita" foram fabricados por motivos de propaganda, bem como os mitos sobre "ditaduras sangrentas dos aiatolás", "povo anti-Bashar al Assad", uma base ideológica inteiramente nova foi criada para esta "caça às bruxas". Os objetivos de longo prazo do conflito Sunita-Shiita são muito transparentes: a destruição ou enfraquecimento dos aliados do Irã na região, como o governo do Assad na Síria, bem como o "Hezbollah" no Líbano; o aumento da pressão sobre o governo da maioria Shiita no Iraque; e o isolamento do Irã no Golfo Pérsico e em toda a região.

O fundador da República Islâmica do Irã, Imam Khomeini precisamente estabeleceu: "O conflito entre os Sunitas e Shiitas é uma conspiração do Ocidente. O desacordo entre nós é financiado somente pelos inimigos do Islã. Aquele que não compreender isto - não é um Sunita nem um Shiita."

Dever-se-ia notar que o "front Sunita" contra os Shiitas é encabeçado pela Arábia Saudita e pelo Qatar (aliados regionais dos EUA). O Bahrain, Kuwait, Emirados Árabes Unidos estão também envolvidos nisto, mas em um nível menos. Quais são as razões para a boa vontade de Riyadh e seus aliados no Golfo para seguir a política tradicional "dividir e governar"?

Primeiramente, Riyadh e seus aliados não estão satisfeitos com o aumento do prestígio e influência do Irã na região e no mundo islâmico (o regime Shiita no Iraque, Alawi na Síria, o papel e importância dos Shiitas no Líbano) em geral.

Segundo, as monarquias do Golfo se amedrontaram com os eventos da "Primavera Árabe" que chocou o mundo árabe no seu núcleo e causou uma onda de protestos nos países do Golfo. A maioria dos protestos de maior escala aconteceram na Província Oriental da Arábia Saudita, que é densamente povoada por Shiitas. Apoiados pelos poderosos Sunitas, os governantes do Golfo não quiseram compartilhar poder e renda com a população Shiita e se utilizaram de métodos violentos para oprimir as demonstrações.

Os monarcas destes países acreditam que o confronto abertamente armado entre os Sunitas e Shiitas não apenas ajuda a se manter no poder, mas também os ajuda a assumir a absoluta liderança do mundo islâmico. Além disso, os monarcas não dispensam gastos na guerra e não hesitam em recrutar soldados mundo a fora e cooperar com grupos terroristas como Al-Qaeda, Jahbhat al Nusra, etc.

O contínuo conflito Sunita-Shiita não pode ser interrompido por quaisquer encontros internacionais ou conferências que servem como véu para cobrir crimes internacionais na Síria. Milhões de vidas de civis poderiam ser salvos se o Conselho de Segurança da ONU adotasse uma resolução para banir qualquer intervenção estrangeira nestes conflitos, e se os países que apoiam terrorismo forem submetidos a sanções como as que estão sendo aplicadas contra o Irã.

Via Globaldiscussion

domingo, 8 de setembro de 2013

Judeus utilizam velho mito do Holocau$to para culpar Síria

 
Apesar das muitas provas de que foram as forças da oposição que usaram armas químicas, tenta-se justificar por todas as maneiras uma invasão contra Síria.

Se não fosse suficiente o incidente anterior com uma congressista judia, rabinos estadounidenses de alto escalão, líderes judeus, o poderoso lobby sionista AIPAC e a Liga Antidifamação, estão usando o Holocausto para pressionar o Congresso para que autorize o presidente Barack Obama a atacar o Estado soberano da Síria por um suposto ataque químico.

Rabinos e líderes judeus realizaram uma petição, feita na véspera do Ano Novo judeu, dirigida aos líderes do Congresso invocando o holocausto com o pretexto de "salvar milhares de vidas" e para impedir futuras atrocidades na "Síria e outros locais".

A petição diz o seguinte: "Escrevemos-lhe como descendentes dos refugiados e sobreviventes do Holocausto, cujos antepassados foram gaseados à morte em campos de concentração. Escrevemos-lhe como pessoas que sofreram perseguição durante muitos séculos, e nos alegramos de ter encontrado um refúgio seguro onde podemos prosperar nos Estados Unidos".

"Como pessoas que enfrentaram os horrores do genocídio e sobreviveram, esperávamos que nunca ao abrir os jornais vessemos imagens de fossas comuns cheias de crianças pequenas sufocadas. Agora que vimos as imagens procedentes da Síria, os clamamos a agir".

"Tememos que se este ataque não receber uma resposta decisiva, poderíamos encontrar em nossos jornais mais imagens de fossas comuns da Síria - e em outros lugares - em um futuro próximo. Aprendemos de nossa própria história que a inação e o silêncio são os maiores facilitadores da atrocidade humana", diz.

E continua: "Por essa razão, fazemos-lhe um chamado com grande urgência para autorizar o presidente a usar a força na Síria 'com relação ao uso de armas químicas e outras armas de destruição massiva', como se inidica no projeto de lei de 31 de Agosto. Através desta lei, o Congresso tem a capacidade de salvar milhares de vidas".

Como se vê, para salvar milhares de vidas os rabinos propõem liquidar milhares de vidas. Por que quem em seu completo juizo acreditará que existe um ataque 'limitado' e 'quirúrgico', sem consequências desastrosas para toda a região?

Por sua vez, AIPAC fez uma declaração pedindo ao Congresso autorizar o presidente Obama um ataque a Síria para "proteger os interesses dos Estados Unidos" e ao mesmo tempo "mandar uma forte mensagem" ao Irã e ao Hezbollah. Assim, a organização mandou 250 ativistas para pressionar o Congresso para este ataque.

Como se observa, o lobby sionista teve cuidado de assegurar que a palavra "Israel" tivesse fora desta declaração, algo peculiar para um grupo que orgulhosamente se declara a si próprio como "pró-israelense". Terá medo que a opinião pública culpe os judeus se ocorresse um desastre militar em caso de uma agressão a Síria?

Quanto à Liga Antidifamação, seu presidente Abraham Foxman relacionou a necessidade dos Estados Unidos de responder à "utilização de armas químicas por parte de Assad" com o "sofrimento dos judeus durante o holocausto", como se vê a seguinte declaração:

"Nosso povo foi exterminado pelo uso de gás. Não podemos permanecer impassíveis sem reagir quando vemos que se usa gás para matar outros".

Se você, leitor, se perguntar onde estiveram estes líderes durante as invasões do Iraque, Afeganistão e Libia, agressões infames nas quais se usaram materiais tóxicos e radioativos... não será o único. A indústria do holocausto não parece ter fim.

Como se não fosse o bastante a mentira sobre o Holocausto ocorrido na Alemanha, realizado, na verdade, pelo batalhão aéreo das forças Aliadas, agora fazem o mesmo contra Síria. Estados Unidos e Israel organizam massacres e utilizam a mídia ocidental para culpar seus inimigos. Esta estratégia maligna é tão antiga quanto o povo judeu.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

OTAN abre fogo contra civis afegãos

Pelo menos três agricultores afegãos foram feridos nesta Quinta-Feira depois que as forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) abriram fogo contra eles.
 
O incidente ocorreu na cidade oriental de Kunar quando os agricultores afegãos trabalhavam em seus campos.
 
De acordo com os reporteres, os soldados da OTAN, liderados pelos EUA, pediram desculpas pelo tiroteio.
 
Fazem duas semanas, duas crianças e duas mulheres mortas foram resultados dos disparos de forças estadounidenses contra um grupo de civis afegãos no distrito de Shindand, situado no sul da província ocidental de Herat.
 
A cifra das vítimas civis por disparos indiscriminados das forças estrangeiras provocou um sentimento antiestadounidense entre os afegãos. Ademais, é o principal motivo porque aumento a tensão nas relações entre Kabul e Washington.
 
Apesar da presença das tropas estrangeiras no Afeganistão, a violência continua neste país devastado pela guerra, que lançaram em 2001 EUA e seus aliados sob pretexto de lutar contra o terrorismo e restabelecer a segurança.

Via Hispantv

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Pentágono quer impedir que "LA Times" divulgue imagens de soldados no Afeganistão

Após o jornal Los Angeles Times divulgar fotos de soldados americanos ao lado de cadáveres afegãos, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos tenta reagir ao escândalo. O Pentágono quer impedir que novas imagens sejam divulgadas, informou a Band.
O Pentágono enviou um pedido à direção do LA Times para que não divulguem nenhuma outra imagem. A argumentação parte da violência que as fotos podem incitar contra os soldados e lembra que “vidas já foram perdidas por causa de medidas semelhantes”.

O jornal recebeu 18 fotos mas publicou apenas duas. As imagens mostram soldados americanos posando para a câmera ao lado de pedaços de corpos de insurgentes afegãos. A direção do LA Times criticou a posição adotada pelo Departamento de Defesa dos EUA alegando que o órgão deveria se preocupar com a fiscalização da disciplina das tropas, não com o que é divulgado na imprensa. 

 
Jornal divulgou fotos de soldados com corpos de afegãos