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domingo, 2 de dezembro de 2018

Alexandr Dugin: "Síria é importante para acabar com a hegemonia ocidental de destruição de países árabes"

Alexandr Dugin (nascido em Moscou, 7 de janeiro de 1962) é um dos grandes ideólogos da Rússia contemporânea. Analista político, filósofo político e historiador de religiões com estreitas conexões com o Kremlin e os militares. É um homem vinculado à alta política há anos sendo, além disso, o grande ideólogo da Quarta Teoria Política, do Neo-eurasianismo, com uma grande e crescente influência e autoridade entre o povo russo, dentro do Kremlin e, cada vez mais, fora da Rússia. Teve a graça de conceder uma entrevista para a Oltracultura.com.(Tradução: Álvaro Hauschild)
1- Quais foram os desafios internos que Rússia teve que operar, particularmente desde a chegada de Vladimir Putin ao poder depois da década dos anos noventa (a década Yeltsin) na qual a Rússia teve uma brutal crise econômica, viu-se nas mãos de oligarquias ou de países estrangeiros (Estados Unidos enviava grandes quantidades de dinheiro para a Rússia), viu-se com um gravíssimo problema na Chechênia e com grande descrédito internacional. Quais foram os desafios que Putin teve que superar e como se chegou a essa situação tão delicada e perigosa para a Rússia de aberto comprometimento com a grande superpotência internacional que são os Estados Unidos? Como a Rússia se recuperou nestes quinze anos de governo de Putin?
Dugin: Sim, este foi o momento mais difícil, mais dramático da história da Rússia atual. Quando Putin chegou ao poder, foi o momento de mudança total do curso, mas, paradoxalmente, Putin foi posto lá por Yeltsin, não veio de fora do sistema, era membro do grupo dos liberal-democratas de São Petersburgo, trabalhava com Anatoly Sobchak, que era figura simbólica do liberalismo ocidentalista demagógico russo, dos piores; interessante que Putin chegou ao poder não como a alternativa a Yeltsin, mas como o representante de seu sistema, de seu grupo. Desde os anos noventa, [este grupo] era chamado "a família" de Yeltsin, não no sentido de sua família real, natural, mas no sentido da gente, dos oligarcas que sustentavam Yeltsin.
O liberalismo, esta ocupação do país pelo Ocidente, precisamente porque nos anos noventa foi a ocupação... Gorbachov quis fazer um acordo com o Ocidente para deixar a Guerra Fria, mas Ocidente entendeu isto como uma capitulação da Rússia, e a resposta foi a expansão da OTAN, da pressão sobre a Rússia para acelerar seu término, seu fim. Brzezinski declarou abertamente que se deveria destruir totalmente a Rússia. Era a política geral do unipolarismo ocidental nos anos noventa. A elite que chegou ao poder, liberal-democrata, era uma elite pró-ocidentalista que ajudava o Ocidente com a destruição do país, eles venderam quase tudo, e Putin era um deles; é muito importante compreender, entender, o que se produziu no momento de sua chegada ao poder.
Era uma parte deste sistema. Este sistema rumava no sentido da destruição total do país, a posição era fraca, não se pôde opor em nada contra este caminho dos liberais, dos oligarcas, dos traidores, e Putin era parte deste grupo. Mas quando ele chegou ao poder, ele mudou tudo de supetão, completamente. Sendo o homem de Yeltsin desde seus primeiros passos no poder, Putin começou a seguir uma linha completamente oposta à linha de Yeltsin.
Yeltsin não pôde nem quis acabar com a guerra na Chechênia, o que ele quis era continuar colaborando com o Ocidente, e Putin transformou tudo isso imediatamente, com vontade e decisão acabou com a guerra na Chechênia, começou a reconstruir a Rússia, saindo do Fundo Monetário, dos preceitos do Banco Mundial, e começou a reafirmar, reconstruir a soberania nacional da Rússia. Nisso ele foi apoiado completamente pelo povo russo, totalmente; faltava a Putin o partido, a estrutura, a ideologia, a elite também lhe faltava; foi apenas posto pelos liberais, os oligarcas e Yeltsin mesmo, mas mudou tudo, era uma forma.
Não era a oposição que vencera as eleições; pelo contrário, era integrante do grupo de Yeltsin nos anos noventa que se revoltou, depois de chegar ao poder, contra tudo isso e, desde então, começa outra história para a Rússia. A história de Putin com o conservadorismo, a soberania nacional, o patriotismo, com o curso em geral, com a multipolaridade, com a integração do espaço pós-soviético no sistema eurasiático. Uma mudança completa e radical com respeito ao curso de Yeltsin. Putin era o oposto, mas há que compreender que Putin não mudou a elite; a elite é a mesma. É a elite liberal dos anos noventa que não pode se revelar abertamente contra Putin, mas conserva suas opiniões e ideias liberais. Putin não criou outra elite, não criou instituições para o apoio de seu decurso.
Por isso devemos considerá-lo um líder solitário, um Czar solitário, que tem o apoio do povo geral, mas da elite nas instituições não têm qualquer apoio nem mesmo estrutura, exceto talvez o exército, o círculo dos militares, do Estado profundo russo, mas no nível da elite não tem apoio.
2- Há um tema muito interessante, falando sobre os liberais na Rússia, como muitos desses oligarcas como, por exemplo, citando nomes, Abramovitch (que comprou o Chelsea, um time de futebol britânico), como Berezovsky; eles abandonam a Rússia e se refugiam no Reino Unido, assim como Ahmad Zakaev, que foi presidente da Chechênia quando foi independente e que obviamente fugiu da Rússia para o Reino Unido; e do Reino Unido quero falar porque há pouco, há apenas uma semana se difundiu uma notícia sobre uma operação do Estado profundo britânico na Europa, cuja função consistia, precisamente, em evitar através de diferentes lobbys na Europa continental (entre eles Espanha) que a influência russa fosse avançando. Por acaso estamos agora mesmo na Europa, evidenciando o caso da Ucrânia, sobre o qual falaremos depois, por acaso estamos assistindo a uma guerra entre um eixo que é o Reino Unido e os Estados Unidos, de um lado, e a Rússia por outro?
Dugin: Sim, você perguntou muitas coisas em uma só questão; para começar, falemos dos oligarcas. Putin não destruiu os oligarcas, ele apenas fez uma diferenciação, uma divisão entre os oligarcas. Uns aceitaram sua inclinação, como Abramovitch, os outros se revelaram contra Putin, como Berezovsky. Putin não é anti-oligarquista, sua política consiste na promoção dos oligarcas leais à sua inclinação, à ideia da soberania da Rússia; o reconhecimento dos valores conservadores soberanos lhes deixa viver. Os que se revelam contra esta inclinação, contra Putin e os valores que esta inclinação representa, saem do país, como Berezovsky.
Berezovsky foi assassinado, creio eu, pelos britânicos porque quis voltar à Rússia. Ele tinha saudades, pensava que tinha cometido o erro de se mostrar contra Putin, quis voltar e foi assassinado; ele tinha os contatos com os serviços secretos britânicos e americanos, e foi assassinado porque enviou uma carta a Putin com a explicação de sua saudade pela Rússia, com o reconhecimento de seus erros etc. etc., e foi assassinado por isso.
Sobre o Reino Unido agora. A Inglaterra sempre foi o inimigo geopolítico da Rússia, o ponto central do imperialismo anglosaxão, e esta tradição continua. No Reino Unido, recentemente se publicaram documentos que mostram que Reino Unido quis apresentar a Rússia como agressora, apresentá-la também como influenciadora das eleições na Catalunha para destruir a Europa, apoiando os elementos extremistas. Tudo era mentira, tudo era completamente falso e foi organizado com fakenews e propaganda pelos britânicos.
Não creio que as relações com os Estados Unidos sejam muito diferentes das relações com o Reino Unido, porque, apesar de certa simpatia entre Trump e Putin, Trump não pode sair dos limites do atlantismo e da elite americana. A elite norte-americana não deixa Trump se aproximar de Putin e ele entende isto perfeitamente, por isso [Putin] busca o apoio mais a oriente, na China, no Irã, na Turquia e outros países orientais e com alguns representantes conservadores alternativos antiglobalistas europeus de esquerda ou direita. Por isso, apesar de que Putin não faz grandes coisas para o apoio do movimento alternativo no Ocidente, creio que este movimento de esquerda e de direita vê em Putin precisamente este símbolo da luta contra a globalização, o globalismo, contra a hegemonia das elites liberais mundiais que destroem não apenas o mundo asiático, africano ou latino-americano, mas também a própria Europa.
A Europa começa pouco a pouco a se revelar, como os gilets jaunes na França atual. Putin, como o defensor da ordem multipolar, é o inimigo geopolítico do globalismo e da hegemonia americana, e representa um símbolo nesta luta. Os britânicos estão em pânico precisamente porque a autoridade de Putin cresce no mundo e na Europa. A Europa quer um líder como Putin, forte, popular, que defenda a sociedade e que luta contra os que querem debilitar as sociedades. Creio que hoje Putin seja o líder mais popular em toda a Europa; apesar das pretensões dos liberais e dos oligarcas europeus que querem demonizar Putin, ele não é um demônio, é um líder muito querido na Rússia precisamente porque representa o povo, não tanto as elites, mas o povo.
3- Sobre isso eu quis falar. Durante muitos anos na Europa os líderes se encontraram distanciados dos diferentes povos da Europa porque se encontram ao serviço de organizações internacionais, em muitos casos dentro desta ordem mundial também imposta pelo liberalismo estadunidense, falo de presidentes que seguiam diretamente as diretrizes do Banco Central Europeu, do FMI etc...o domínio dos Estados Unidos sobre a União Europeia e, agora, o fato de que Reino Unido saiu da União Europeia também levou a que os países da União Europeia se encontrem sob controle dos Estados Unidos, evita boas relações de dependência entre Rússia e a União Europeia a nível financeiro, a nível econômico, enquanto Europa necessita de recursos naturais que Rússia possui, e Rússia precisa do financiamento que a Europa tem. Essa ruptura, completamente artificial, é devido ao liberalismo vindo dos Estados Unidos, o atlantismo. Qual é a opção que a ideologia, o movimento Eurasiático, que você tem desenvolvido em seus textos para salvar estas relações entre União Europeia e Rússia, oferece?
Dugin: Sim, estou de acordo que Rússia e Europa têm todos seus interesses regionais comuns ao serem aliados, porque a Rússia contemporânea não tem mais ideologia radical comunista ou socialista, não é mais imperialista ou colonialista como nos tempos passados. A Rússia contemporânea é bastante fraca para representar perigo para a Europa.
Essa fraqueza é muito importante para compreender que Rússia não representa perigo, mas que representa a possibilidade positiva, os recursos, grande mercado para os produtos, investimentos, frandes recursos naturais para apoiar a economia europeia. Graças ao desenvolvimento das relações normais, naturais, entre a Europa contemporânea e a Rússia, que não representa mais este perigo para a Europa, lutam com esta elite liberal dos americanos, porque as elites europeias lutam contra os interesses regionais de seus povos, são não tanto antirussos, mas sobretudo antipopulares e antieuropeus estas elites, são traidores dos interesses regionais dos europeus, e por isso querem trazer mais e mais imigrantes para destruir esta classe média europeia e destruir as sociedades tradicionais e democráticas europeias, querem destruir a Europa essas elites, os governantes atuais da Europa não são europeus, não são representantes dos povos.
Macron, Merkel e todos os demais. Creio que com líderes com responsabilidade, que defendam os interesses da Europa, seria necessário um pacto comum com a Rússia, desenvolver as relações. Contra isso estão mobilizadas as forças antieuropeias e antirussas. Querem mostrar a Rússia como o perigo, como o poder autoritário e totalitário, e creio que o problema com a Ucrânia foi criado artificialmente, precisamente para destruir essa imagem (positiva da Rússia) e provocar a guerra civil dentro da Rússia. Nós somos o povo eslavo, cristão, eslavos orientais. Creio que os líderes europeus que apoiaram o Maydan, este golpe de Estado dos ultranacionalistas, ultraliberais ucranianos contra Rússia, quiseram precisamente destruir completamente as relações entre Rússia e Europa.
Sobre a ideologia, a Rússia atualmente não tem qualquer ideologia, não tem ideologia comunista, nacionalista ou liberal. O Eurasianismo, sobretudo a Quarta Teoria Política, está se desenvolvendo como a teoria política do Estado profundo ou da corrente nacional patriótica independente da Rússia contemporânea, porque no nível das elites a Rússia está na situação de confusão com muitos aspectos do liberalismo dos anos noventa, os restos do comunismo e socialismo, e não está organizada intelectualmente, mas o grupo dos patriotas desenvolveram esta ideia do eurasianismo. A teoria do mundo multipolar, a Quarta Teoria Política, fora do liberalismo, fora do comunismo e do fascismo.
(A Quarta Teoria Política) propõe superar estas teorias do mundo moderno para unir a pré-modernidade com a pós-modernidade, a fim de criar uma crítica radical da modernidade ocidentalista. A Europa precisa desta nova ideologia para sair da modernidade política, no interior da qual o liberalismo mostra sua essência niilista, sua essência suicida; porque o liberalismo, depois de vencer o comunismo e o fascismo, mostrou a essência da própria modernidade na Europa moderna, que representa, como disse Heidegger, o niilismo puro, total.
O liberalismo hoje se mostra como a ideologia totalitária que impõe os princípios da correção política como a forma necessária junto com a política de gênero ou a imigração, que não correspondem em nada aos interesses dos europeus normais, concretos. Contra esta ideologia liberal há que lutar, mas sem cair no comunismo ou no fascismo, que são duas formas superadas desta visão antiliberal. Precisamos de uma forma mais atualizada e totalmente diferente, totalmente fora do comunismo e do fascismo, porque ambos são, também, produtos da modernidade, da Europa moderna e do niilismo que operam com os sujeitos artificiais de classe, nação ou raça, que são artificialmente compostos na mesma medida em que o conceito de indivíduo, que é o conceito central do liberalismo.
Não existe, na verdade, indivíduo nem raça nem classe. Tudo isso são abstrações; existe homo, existe o Dasein heideggeriano, existe a existência pensante, a presença pensante como Heidegger dizia. Precisamos construir a Quarta Teoria Política, baseando-a nesta instância nova e ao mesmo tempo eterna.
4- Sobre esta Quarta Teoria Política, e na verdade que foi muito interessante sua resposta, eu gostaria de lhe perguntar: quais seriam as respostas desta Quarta Teoria Política para os problemas que transcorrem agora mesmo na Europa ocidental, por exemplo, respostas do Eurasianismo frente à problemática migratória que está acontecendo agora na Europa, frente aos movimentos homossexuais e feministas histriônicos que estamos encontrando desproporcionalmente belicosos, frente à questão econômica; falo de salários muito baixos, vida muito cara que cada vez mais está destruindo a classe média que, em muitos casos, se perdeu -- qual seria a resposta para estes problemas citadinos concretos que seriam resolvidos pelo Eurasianismo na Europa ou na América Latina?
Dugin: sim, para começar em ordem, primeiramente deve-se compreender que o problema é o liberalismo, o liberalismo é o mal absoluto. Todos os problemas que afetam hoje as sociedades ocidentais provêm diretamente da ideologia liberal, que traz os imigrantes, que destrói a classe média pela política liberal, que faz com que os ricos se tornem mais e mais ricos enquanto os pobres se tornem mais e mais pobres, sem pensar na justiça social, porque o liberalismo leva ideologicamente, dogmaticamente, a ideia da justiça social. Quando não há mais justiça social. Não se deve estranhar que quando aceitamos os liberais de esquerda e direita, a ambos, votamos para que não haja justiça social.
Deve-se entender que a política de gênero também é consequência direta do liberalismo, porque o liberalismo é a ideologia que insiste que devemos liberar o homem, o ser humano, de todos os vínculos com a identidade coletiva. A identidade coletiva da igreja, da nação, mas também a identidade coletiva do sexo, porque o sexo também é coletivo, identidade coletiva. Os homens e as mulheres são tais como são enquanto coletivos, não individualmente. A política de gênero é a política liberal; em breve, o último passo será o de que ser humano também é uma opção, assim como hoje é a respeito do gênero, da nação, da religião. Isso é liberalismo.
Temos o mesmo a respeito dos imigrantes; são indivíduos iguais aos demais, não há qualquer diferença entre os imigrantes europeus tradicionais, aos olhos dos liberais, porque não existe qualquer identidade coletiva (neles). Esta é a ideia dos Direitos Humanos, que é uma forma de ideologia que destrói o ser humano. É uma ideologia totalitária a dos Direitos Humanos, porque insiste sobre a identificação entre os direitos dos cidadãos e a dos não-cidadãos. Desta maneira, os liberais destroem os Estados, as nações e as identidades, destroem os povos.
O povo começa a compreender que se trata de uma forma de política completamente destrutiva e começa a se revoltar, mas não pode encontrar a ideologia correspondente para explicar e dar um apoio a esta revolução, porque a ideologia de direita, o fascismo, perdeu sua luta historicamente e é muito fácil demonizar os que estão a favor do Estado fascista e acabar com eles; a mesma coisa ocorre com os comunistas, socialistas tradicionais, uns são traidores e aceitaram ser liberais como muitas da esquerda tradicional, e os outros são marginalizados como os stalinistas etc. etc.
A esquerda anticapitalista e a direita conservadora perderam a possibilidade de estarem presentes na estrutura política, e não podemos, nem devemos, salvá-los. A Quarta Teoria Política propõe lutar contra o liberalismo sem se apoiar no fascismo ou no comunismo. Como salvar a situação? Por exemplo, deve-se mudar o poder na Europa, deve-se mudar as elites que estão contra o povo, para que o poder seja tomado por um governo popular, como na Itália.
A Itália é um exemplo. Se a elite não quer sair, deve-se organizar os protestos e as revoluções como na França hoje, com os gilets jaunes, mas é muito importante que a exemplo do êxito ocorrido na Itália, a revolução popular dos gilets jaunes na França não seja nem de direita nem de esquerda. O governo italiano está criado com os populistas de direita e os populistas de esquerda, a fim de criar o populismo integral; os gilets jaunes também não são de esquerda ou de direita, são os representantes do povo. A Quarta Teoria Política quer dar o apoio ideológico, a doutrina ideológica, para que o povo se revolte contra as elites; tudo deve ser mudado, todo este dogmatismo liberal, em todos os aspectos, na economia, na política cultural, na política de gênero, mas não deve ser o retorno para trás, e sim o passo em direção ao futuro.
Podemos imaginar a vida depois do liberalismo, depois dos liberais, depois do fim do dogmatismo e do totalitarismo contemporâneo. Podemos encontrar respostas fáceis para salvar a situação, porque a raiz do problema está precisamente no liberalismo. O liberalismo deve ser aniquilado completamente, os liberais não porque não são responsáveis. Precisamos lutar contra a ideologia, contra a ideia, mais que contra a pessoa; não deve ser brutal, deve ser a mudança ideológica e política acima de tudo, e só depois podemos salvar o problema de quem deve governar, não as identidades dos políticos, dos grupos ou partidos, mas as ideias. Precisamos começar com as ideias e mudar o idealismo.
Somente depois poderemos salvar os problemas, quando os liberais deixarem de estar em seus cargos; enquanto nada puder ser mudado, nada absolutamente, este sistema não tem a possibilidade de evolução. Insistirá sobre seus princípios, imigração ilimitada, política de gênero mais extremista, o enriquecimento dos mais ricos até o momento último da catástrofe; esta elite catastrófica leva a Europa ao abismo; para salvar a Europa desta situação devemos destruir o liberalismo, não os ideais, mas a ideologia e a dogmática.
Com isso, também, devemos entender que as raízes desta situação está na modernidade política europeia, o modernismo; a modernidade que destruiu os vínculos com a tradição, o sagrado, a identidade profunda europeia era o começo do fim.
5 De fato, temos visto, durante um tempo, tentativas por parte de diferentes organizações internacionais vinculadas a serviços secretos ocidentais de introduzir esta ideologia na Rússia com a mão das famosas Pussy Riot, por um lado, FEMEN por outro. De fato, FEMEN foi um dos elementos desestabilizadores nos protestos contra Viktor Yanukovitch. Em chave geopolítica, como poderíamos ler a situação na Ucrânia, a ruptura da Ucrânia, a aparição do Estado da Novorrússia, por um lado, e, por outro, a reintegração da Crimeia ao território da Federação Russa, as relações diplomáticas e de inteligência entre Rússia e Europa, isto é, entre Quarta Teoria Política e liberalismo?
Dugin: Na Rússia, os que se opõem a Putin diretamente, como o Pussy Riot ou outros, não representam o perigo, não são perigosos, são muito pouco conhecidos e sua importância é exagerada demais no Ocidente, são nada. Pussy Riot não representa coisa alguma. Neste sentido, nós chamamos isto de quinta coluna e não representa perigo; um perigo maior representa a sexta coluna, que são os liberais que estão em torno de Putin e que não compartilham de seus princípios, seu conservadorismo ou a ideia da soberania. Eles calcularam que não é possível se voltar contra ele diretamente, sem Putin não é possível conservar sua posição, por conformismo são leais, porém são os representantes da rede ocidentalista-liberal pró-atlantista e representa mais perigo do que a quinta coluna.
A quinta coluna não representa tanto perigo, já a sexta sim é perigosa de verdade. Contudo, mais perigosa é a forma geopolítica. Por exemplo, o fato de que temos vencido a situação na Chechênia não apenas com armas, mas que propusemos aos chechenos uma lealdade à Rússia e, ao mesmo tempo, permitimos que conservassem e desenvolvessem sua própria identidade islâmica e étnica etc. etc.
Kadyrov é leal a Putin, não por sua servidão, mas, pelo contrário, pelo cálculo lógico de que Putin é a única possibilidade de assegurar a independência e a identidade dos chechenos, e porque o Ocidente nunca poderia assegurar o mesmo porque está contra a religião, a tradição, a etnicidade e a cultura tradicional. O Ocidente utiliza as minorias para destruir as grandes identidades, mas depois de destruir as grandes identidades, as grandes nações, acabará com as pequenas, após usar os pequenos nacionalismos contra os grandes nacionalismos. Os chechenos entenderam isto perfeitamente, são leais baseando-se no entendimento de seu futuro, porque são tradicionalistas, são muçulmanos, querem conservar sua identidade, e a Rússia, tradicional, eurasianista, permite esta possibilidade.
O que acontece na Ucrânia? Na Ucrânia, a situação é muito difícil, porque, depois do Maydan, começou a guerra civil entre os povos irmãos, que são dois ramos do mesmo povo dos eslavos orientais, pequenos russos e grandes russos. É catastrófica a tragédia organizada pelos ocidentais atlantistas e os elementos extremistas da Ucrânia ocidental; depois da reunificação com a Crimeia e a declaração de independência das repúblicas do Donbass, a situação é muito, muito difícil. Não é a vitória do eurasianismo, a Quarta Teoria Política, não, de modo algum; é uma tragédia, porque a maioria da Ucrânia permaneceu sob o controle da junta de Poroshenko, dos pró-ocidentalistas liberais e neonazistas ucranianos, e a maioria da população sofre esta pressão de Kiev.
Nós libertamos uma parte pequena da Ucrânia, mas seria muito melhor não libertar, e sim ter uma Ucrânia integral, inteira e unificada, porém neutra ou aliada da Rússia. Não obstante, depois do Maydan não era possível contar com sua neutralidade ou amizade, e era necessário realizar os passos que Putin fez, embora não fosse o ideal. Devo reconhecer que teve muitos erros por parte da própria Rússia, que não entendia a importância da Ucrânia e que não desenvolvera uma política efetiva para salvar a Ucrânia como um país neutro ou irmão. A situação de hoje não é boa para os dois povos, porque não corresponde à visão natural, nem é harmônica, porque a Ucrânia está separada internamente.
Estão os que aceitam a junta e os que estão contra a junta ucraniana, que hoje declarou o estado de emergência e a militarização plena em sua guerra contra a Rússia. Mas é uma provocação, porque Poroshenko perde suas posições e não há qualquer possibilidade de ser reeleito, por isso precisa de um estado de emergência para salvar sua posição política; mas, apesar disso, nada está de verdade decidido na Ucrânia, a situação catastrófica está congelada, mas não está, ainda resolvida.
6- O papel de Lukashenko foi muito interessante nas conversações entre Rússia e Ucrânia. Mas me chama muito a atenção uma coisa, e eu gostaria de perguntar sobre isso, e é o fato de que com Crimeia, a Rússia assegura uma posição de superioridade no Mar Negro, porém, realmente, também Sebastopol é o início de uma rota muito interessante que termina em Tartous, na Síria. Estaríamos dizendo que Sebastopol era necessário para assegurar o interesse russo tanto no Mar Negro quanto no no leste do Mediterrâneo, e para poder ter uma rota segura para a Síria, a fim de ajudar o presidente legítimo Bashar al Assad dentro da guerra que está lutando contra os mercenários e grupos terroristas pagos pelo Ocidente?
Dugin: Sim, acredito precisamente nisto, e que a Síria era necessária não apenas para assegurar os interesses estratégicos da Rússia, mas também para acabar com esta hegemonia ocidental de destruição de países árabes; era necessária para poder fim ao unipolarismo, porque os americanos destruíram Afeganistão, destruíram Iraque, sem quaisquer explicações, e depois interviram na Líbia e mataram o presidente Gaddafi, depois começaram a fazer o mesmo no Egito e na Síria.
Era necessário, era absolutamente necessário acabar com isso e demonstra que existem outras potências que não estão de acordo com estas maneiras de intervir onde bem entenderem, matando líderes, querendo impor sua visão vem perguntar as população, criando massas de refugiados, imigrantes, criando o caos, governar com o caos. Rússia interveio na Síria não tanto para assegurar seus interesses nacionais egoístas, mas para pôr fim ao caos organizado ou manipulado que os Estados Unidos e o Ocidente, os liberais globalistas usaram em toda parte com as revoluções coloridas, com as redes apoiadas pelo fanático, totalitário, maníaco, terrorista Soros, cuja organização Open Society é criminosa. Ele apoiou feitos ilegais e se trata de uma organização terrorista, sendo reconhecida em alguns países como organização terrorista, George Soros é mais perigoso que Bin Laden.
É o perigo à estabilidade dos países, à liberdade, à lei, e deve ser julgado. Deve ser preso e julgado por seus feitos, seu apoio ao terror e às mortes da gente, milhões de pessoas que são vítimas das revoluções organizadas com seu apoio, suas redes, seus grupos de influência e financiados por este grande capitalista, é um criminoso número um.
Isso acontece na história: se começas a lutar contra Hitler, pouco a pouco surge um Hitler em ti mesmo. Esta velha história da transformação do herói que luta contra o dragão e se converte ele mesmo em dragão. Soros é a demonstração desta forma de loucura, porque seu antifascismo e anticomunismo pouco a pouco se tornaram fascistas e comunistas, totalitário. Sua luta contra o totalitarismo é totalitária e se transformou na nova forma de totalitarismo. Por isso creio que nossa intervenção na Síria foi a intervenção contra esta forma de governo pelo caos imposta aos países árabes pelo Ocidente.
E era o caminho necessário para a afirmação da ordem multipolar das coisas, e Putin é a forma e a garantia não tanto para o presidente Assad, mas também para todos os povos árabes para elegerem. Podem optar pelos Estados Unidos, pela Rússia ou pela China, com isso obtêm a liberdade de escolha, creio que a Rússia se torna mais e mais o polo mais atraente, simpático quase a todos os grupos no mundo. Os árabes eu vejo, mais e mais, os representantes dos países muçulmanos que vêm para Moscou para encontrar com os representantes russos e estabelecer contatos conosco, e estão muito interessados na Quarta Teoria Política, no Eurasianismo e na Teoria do Mundo Multipolar.
7- De fato, isso explica as boas relações entre a Rússia e outro Estado do Oriente Médio, como o Irã. É mais para os muçulmanos em geral o exemplo da Chechênia como comentávamos há pouco, o respeito que se oferece desde Moscou em relação a Grozny, e como Ramzan Kadyrov responde a este respeito com uma lealdade total. Pois também está penetrando nos países islâmicos, porque, obviamente, a diplomacia russa é muito mais sofisticada, muito menos agressiva que a norte-americana ou liberal, mas, ao mesmo tempo, consegue muitas más coisas; ganha a adesão destes países e, para is terminando, gostaria de perguntar sobre George Soros e sua implicação nesta onde de imigrantes que atravessaram os balcãs desde a Turquia e chegaram no centro da Europa, falamos de entre um e dois milhões de pessoas. Como Soros instrumentalizou este problema dos refugiados e como ele e certos serviços de inteligência penetraram em países europeus e nos submeteram a seus planos de introdução destes refugiados que vêm de fora da União Europeia?
Dugin: Seria, a meu ver, um erro identificar gentes como George Soros como estando a favor do islã e que desejam desenvolver ou fortalecer a influência muçulmana na Europa. Soros é o inimigo jurado de todas as religiões e tradições, dos valores verticais transcendentes do cristianismo, do islã, mas também do judaísmo, porque Soros está muito mal visto em Israel também.
Soros é um fanático dogmático do liberalismo que quer destruir todas as identidades coletivas, todas. Precisamente o livro que é mais caro a Soros é o livro de Karl Popper, que Soros considera seu mestre, que se chama "A Sociedade Aberta e seus Inimigos"; os inimigos da sociedade aberta é a gente que tem religião, pátria, identidade, consciência de classe, nação, valores tradicionais. Todos são representantes para esta ideia do liberalismo radical extremista, eles são os inimigos.
Para destruir a Europa com os valores tradicionais e sua identidade, Soros quer, praticamente, organizar esta corrente de imigração artificial para destruir a identidade europeia, mas com os imigrantes, que representam outras sociedades tradicionais religiosas como islã e outras tradições. Os curdos tradicionalistas, e tenho visitado o Curdistão, são profundamente tradicionalistas, mas quando chegam na Europa, os curdos, afegãos, árabes, africanos, sírios, todos, todos perdem sua identidade e começam a se dissolver em sociedade pós-moderna, liberal, de gênero, perdem sua religião ou transformam esta religião na forma radical, na caricatura do islã.
Porque o islã, sem o ambiente cultural oriental, se transforma em uma caricatura, um simulacro. Precisamente esta é a ideia de Soros e suas redes, destruir ambas as identidades. Destruir a identidade da sociedade europeia com os imigrantes de identidades opostas ou diferentes, e assim também destruir a identidade dos povos tradicionais do Oriente, como muçulmanos principalmente, ou ainda africanos, com esta confusão na sociedade pós-moderna europeia. Depois de voltar da Europa para seus países, os imigrantes levam com eles também os aspectos desta pós-modernidade que destrói sua identidade. Soros quer destruir todas as sociedades tradicionais, todas as identidades coletivas, porque a identidade coletiva é o inimigo maior da sociedade aberta.
É seu fanatismo, mas Soros é muito forte que representa parte do governo mundial, sua força não é tanto seu dinheiro, mas seus princípios liberais. O liberalismo é uma ideologia criminosa, e Soros é um dos manipuladores, por detrás dele estão Rothschild, Rockefeller, os grandes monopólios globais, o governo mundial que em sua campanha eleitoral Trump declarou que esta era a coisa mais poderosa, maior que o presidente dos Estados Unidos. A organização é mais forte que os Estados Unidos, seu exército... sua estrutura é mundial, a seita dos globalistas, e Soros é um dentre os quais controlam toda a terra atualmente.
Por isso têm também relações com os serviços secretos, governos e chefes dos Estados que são seus escravos. Macron foi posto por Rothschild, Macron é um algoritmo. O homem é um servo, uma forma de ordenador, é virtual, criado por gente como Rothschild e Soros, por isso a maioria dos deputados europeus estão pagos por Soros, para promover a agenda de destruição das identidades coletivas, por isso é muito perigoso.
Os povos não são livres até o momento em que este governo mundial caia, precisamos lutar todos contra este governo em todos os países. Temos o governo italiano, temos na Hungria a Orban, temos Vladimir Putin com o apoio do povo russo, temos Irã, temos em novo curso Erdogan, temos a grande China que representa a potência, a segunda economia do mundo, que rechaça e nega esta hegemonia unipolar, este globalismo ocidental. Temos Trump, Bannon, temos a revolução da América profunda que se mostrou nas eleições de Trump, temos muito, mas não devemos subestimar sua força atual.
Os grupos do Soros são muito poderosos, podem influenciar os governos. Tenho esperança de que um dia na Espanha também apareça a frente populista comum entre a direita populista e a esquerda populista, mas precisará superar o antifascismo e o anticomunismo, porque servem aos liberais para dividir entre os populistas de direita e de esquerda, portanto em luta comum contra os liberais, os populistas podem ter vitória.
8- Para ir terminando, por exemplo, desde a frente liberal, desde a União Europeia, existe uma tendência de alarmar a população sobre o papel da Rússia, sobre a infiltração da Rússia na U.E., o papel da Rússia no movimento de extrema direita, movimentos de extrema esquerda, no nacionalismo catalão etc...., mas quando nos atemos aos fatos, vemos que o peso dos lobbys em Bruxelas recai sobre os Estados Unidos, apenas Rússia tem presença em Bruxelas ou Londres. Temos que ver, por exemplo, que a União Europeia está fagocitada pela CIA e pelo MI6. Ao mesmo tempo, qual é a maneira que a Rússia terá de aumentar sua presença na Europa Ocidental? por exemplo, temos o canal Russia Today, mas essa presença da Rússia aumentando na Europa Ocidental não pode fazer com que os liberais busquem uma guerra com a Rússia, que estão desejando-a, atendendo aos fatos que estamos vendo com a expansão da OTAN em direção a leste, a presença da OTAN na Estônia, Letônia e Lituânia e a situação na Ucrânia?
Dugin: Sim, é tradicional para os criminosos dizer que as vítimas são os criminosos eles mesmos, por isso os serviços secretos britânicos que se ocupam das fakenews, de acusar a Rússia de intervir nas eleições, apoiar os movimentos radicais. São eles que fazem estas coisas, que se ocupam da desinformação, da propaganda, das provocações etc. etc. isso é tradicional.
Eles querem fazer da Rússia o monstro ou o inimigo, dizendo que a Rússia quer dominar a Europa Oriental e Ocidental etc. etc., todos estes mitos existem para não mostrar diante dos olhos dos europeus o verdadeiro inimigo, que são os liberais. Querem mobilizar a consciência europeua contra a Rússia porque não representa qualquer perigo, não representa tampouco a salvação nem a alternativa, entretanto, o que é seguro é que a Rússia não representa perigo.
Se não representa o perigo, qual é o grande problema? Pois é o governo que é completamente incapaz de satisfazer os interesses dos povos, e Rússia não têm nada que ver com tudo isso, por isso creio que os europeus conscientes devem compreender que se trata de propaganda pura, mas não de propaganda russa, porque os russos não estão promovendo propaganda. Russia Today e outros meios dizem mais verdades, mas não se trata de propaganda. Não dizem que Rússia é o melhor de tudo ou que as ideias da Rússia devem ser aceitas pelos demais, nada que ver com a propaganda liberal, a propaganda comunista ou fascista.
A Rússia se defende com esses meios e também mostra outra versão, outra posição, não é propaganda. É muito neutro. Creio que importa compreender mais e mais uma coisa: o que de fato a Rússia pode ser -- não é amiga da Europa ainda, não é inimiga nem o perigo. O perigo maior são os liberais. Depois de entender isto, amar ou odiar a Rússia não importa nem para os russos nem para os europeus. A Rússia é uma civilização à parte, ao lado.
Pode provocar interesse, simpatia, amor, ou pode ser totalmente indiferente para os europeus, mas qual é a verdade concreta? que Rússia não representa perigo. Não quer e não pode invadir a Europa ou submeter a Europa Oriental, não temos tantos desejos ou capacidades. Não queremos e não podemos fazer isto. Não somos mais comunistas nem imperialistas, somos russos que queremos defender nossa identidade e nossa soberania nacional -- e isso é tudo.
Isso é mais importante, mas é verdade que, depois disso, o problema europeu se tornará totalmente diferente, o problema serão os liberais, o governo mundial da maneira que não corresponde aos interesses de seus próprios povos. Por isso creio que não são o problema os grupos extremistas. Os verdadeiros extremistas são a gente do Soros, são os liberais que organizam e utilizam, às vezes, estes grupos como utilizam o radicalismo islâmico, wahabismo, salafismo, fundamentalismo, muçulmano para chegar a seus próprios interesses e ter a razão de intervir em todos os países para desestabilizar a situação nas sociedades. Eles são os verdadeiros criminosos, a Rússia é o poder neutro que luta para sobreviver e pelo mundo multipolar -- não bipolar, mas multipolar, o que é muito importante.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Soros para "terrorista" arrecada 140mil assinaturas


Uma petição feita à Casa Branca para declarar o bilionário húngaro-americano George Soros como terrorista arrecadou mais de 140.000 assinaturas, muito além do exigido 100.000 para ser considerada pela administração.

A petição, que também pede o confisco de todos os ativos de Soros, argumenta que o bilionário "voluntariamente age com o fim de desestabilizar e comete atos de sedição" contra os Estados Unidos. Também que "ele desenvolveu uma influência doentia e indevida sobre todo o Partido Democrata e uma larga porção do governo federal dos EUA".

A Influência Indevida

Está mais do que certo que Soros mantém uma influência doentia sobre o Partido Democrata, bem como sobre os sistemas políticos ao redor do mundo (tráfico de drogas, ONGs e Fóruns dissolvedores de tradições, financiamento de ativismo feminista como o FEMEN, tráfico de órgãos, de pessoas, envolvimento com prostituição massiva, pedofilia e rituais de sacrifício; além disso, o golpe contra Yanukovitch e o massacre na Ucrânia sob Poroshenko, por exemplo, jamais teria acontecido sem o esforço de Soros).

Soros foi o maior doador à campanha de Hillary Clinton nas eleições de 2016, superando as doações milionárias da Arábia Saudita, e por décadas usou sua vasta riqueza para influenciar a política, provocar descontentamento generalizado e financiar o caos em países ao redor do mundo sob o disfarce de filantropia e humanitarianismo. Mas Soros (e muitos dos seus beneficiários) representa uma hipocrisia alarmante. Sob a desculpa de apoiar e promover a democracia ao redor do mundo, as ações de Soros consistentemente a destroem. Ou, como um escritor para o The Observer afirmou: "não há nada de filantrópico em afogar uma democracia em dinheiro".

Afogar uma democracia em dinheiro é exatamente o Soros faz -- e isso tem pouco que ver com filantropia, justiça ou consciência social. Os Democratas financiados por Soros rotineiramente atacam qualquer um que realmente ousa enfrentar o sistema que permite um bilionário manter um controle sobre as "democracias" que supera os povos legais que vivem e votam nelas. Observemos os ataques viciosos deles sobre Bernie Sanders -- um candidato que ao menos teve a integridade de evitar os Super PACS que ele acreditava estarem infectando a democracia estadunidense.

Mesmo depois da derrota para Doland Trump, Clinton ainda continua mirando em Sanders -- um homem que a aprovou, apesar das revelações de que o suposto neutro Comitê Democrático Nacional trabalhava secretamente para minar sua campanha popular.

Soros foi elogiado pela esquerda e satanizado pela direita. Como tal, muitas das críticas contra ele são encontradas em websites e blogs de direita, enquanto o mainstream liberal permanece inerte -- um contraste distintivo em relação ao qual eles tratam bilionários como os irmãos Koch, que enchem os bolsos dos Republicanos.

Dois Pesos, Duas Medidas

Os estadunidenses assinantes da petição estão descontentes com o financiamento de Soros de movimentos como Black Lives Matter (que se espalha pelo Brasil através de programas universitários, que sempre dão preferência a LGBTs e meninas mimadas e egoístas com sede de sucesso, mostrando o baixíssimo nível da nossa academia brasileira, sempre subserviente ao que manda o american-way-of-live) e suas ligações com os grupos de esquerda. Há ainda aqueles que acreditam que Soros está por trás de ambos os lados que lutaram entre si nos protestos violentos de Charlottesville mês passado, o que não é de modo algum absurdo, quando se tem que o mesmo ocorreu na Ucrânia, na Líbia, na Síria, na Venezuela, e em 2013 no Brasil, em suma, todo lugar onde Soros põe a mão.

Muitos críticos de Soros acabam atacando-o muito agressivamente, motivo que lhe dá para acusá-los de antissemitas, uma vez que Soros é judeu ashkenazi. Além disso, Soros culpa o presidente russo Vladimir Putin por todos os males do mundo, o que, não obstante, parece ser um tipo de retórica muito comum entre judeus, que adoram culpar os outros por aquilo que eles fazem (Holodomor e Holocausto são apenas alguns exemplos: os próprios termos vêm de tradições judaicas de sacrifício sanguinário, completamente estranhas aos povos pagãos indo-europeus e sobretudo eslavo-germânicos).

Mas há, realmente, uma hipocrisia evidente por parte dos estadunidenses que acusam Soros. Por um lado, estão de pleno direito de se ofender com os esforços de Soros para influenciar a política nos EUA, mas não têm direito de permanecer calados quando isto acontece no estrangeiro, que é o que fazem. Eles sequer estão interessados em saber o que seu governo faz (através de Soros, em grande parte das vezes) para promover a "revolução" e minar governos estrangeiros.

Na verdade, quando Washington se empenha neste tipo de comportamento, os críticos de Soros até mesmo o apoiam aqui. Acusar Soros de financiar "notícias falsas" nazistas em Charlottesville é uma coisa, mas quando ele ajuda o governo dos EUA a instalar nazistas de verdade na Ucrânia em 2014, pouquíssimos estadunidenses, tanto da esquerda quanto da direita, se sentem incomodados. Eles certamente não assinaram as petições para considerar seu próprio governo como terrorista, de modo algum. É estranho como "atos de sedição" são tomados a sério apenas quando pensam estar minando a si e sua agenda política.

Mas Soros, famoso por sua política liberal, não tem escrúpulos em usar $25 bilhões (+- R$85 bilhões) de sua fortuna para financiar conservadores também. Tomemos como exemplo os $100.000 (R$350.000,00) que ele doou à fundação do ultra-belicista senador John MacCain, que também aceitou $1 milhão (R$3,5 milhões) da Arábia Saudita. Uma coleção interessante de filantropistas amantes da democracia!

Um cético pode conjecturar de que Soros não é realmente um liberal de coração sanguinário, mas um altruísta de algum modo. Contudo, não se pode negar que um bilionário usa seu dinheiro para preservar os meios que mantêm ele rico.

A Resposta de Trump

As chances da Casa Branca levar esta petição a sério são basicamente zero. Esquerda e direita, progressistas e conservadores são todos liberais. A imensa esmagadora maioria deles (além da totalidade do Estado Profundo, isto é, o Pentágono, quem controla todo o sistema estadunidense) está totalmente afundada na mesma lama. Soros e Trump podem se odiar naquilo que seus projetos superficiais diferem, mas o que importa para eles acima de tudo é o dinheiro.

Confrontos públicos mascaram os tapinhas nas costas feitos em privado. Soros se uniu a Ivanka Trump e seu marido Jared Kushner em uma recepção dos Hamptons feita por um editor da Washington Post. Kushner, por sua vez, fundou uma start-up imobiliário que recebeu $250 milhões de linha de crédito de Soros. O bilionário e financiador dos Republicanos David Koch estava presente. O mesmo acontece entre Trump e Clinton.

Quanto às petições em geral, há uma extensa história de petições requisitando ações implausíveis que alcançam os números de assinaturas necessários para um parecer oficial. Em 2012, a Casa Branca recebeu petições de secessão de 50 estados através do "We The People", uma iniciativa fundada pela própria administração Obama.

A iniciativa requeria inicialmente que uma petição recebesse apenas 25.000 assinaturas para uma resposta oficial da Casa Branca -- uma subestimação infantil de quantas pessoas assinam petições como brincadeira. Da mesma maneira, por exemplo, foi uma sugerindo que a sexta-feira fosse considerada final de semana, outra pedindo que o governo trouxesse de volta Doritos 3D.

Engraçado ou não, Trump não é um fã de petições. Desde que ele tomou seu posto em janeiro, em torno de uma dúzia de petições alcançou a assinatura de 100.000 e permaneceu sem resposta. Na verdade, Trump está até considerando acabar com a operação em geral. Talvez por causa dos "custos de manutenção", mas talvez também porque a maior das petições, com mais de 1.1 milhão de assinaturas, requisita um retorno dos impostos, ou quem sabe porque ele não gosta mesmo da transparência da Casa Branca.

Contudo, o caso de Trump é mais complicado do que parece. Sua campanha e seu discurso na tomada de posse tiveram grande influência de Steve Bannon, que manteve uma direção explicitamente populista e socialista. No primeiro mês de serviço de Trump, foi Kushner e o próprio John McCain quem pressionaram Trump a abandonar sua linha anterior. O resultado foi imediato: a amizade com os russos e as promessas de paz com iranianos, sírios e norte-coreanos desfaleceu e Bannon foi despedido. A partir de então, Trump apenas segue os mandamentos do Pentágono, que é a mesma de Soros, de Clinton, McCain etc.

Olavo de Carvalho

Sabe-se que as ligações de Soros são com quem menos se espera. Financia ambos os lados de uma guerra para desestabilizar países, continentes ou partidos políticos. O objetivo é claro: aumentar a potencialidade de arrecadar poder, isto é, dinheiro.

Assim, tanto esquerda quanto direita, também no Brasil, só brigam nas redes sociais. Olavo faz o papel da desinformação generalizada, do emburrecimento massivo da população brasileira, tanto quanto qualquer formador de opinião em vloggers que abundam no país, inspirados no Mephstre e nos doutorzinhos da esquerda.

Olavo com Soros, Rockefeller, Luciano Huck, FHC, ONGs feministas e muito mais, confiram neste links:



quinta-feira, 4 de junho de 2015

Hackers expõem George Soros como o arquiteto por trás da Ucrânia


Apenas alguns dias depois de George Soros anunciar que a Terceira Guerra Mundial é iminente a não ser que Washington recuasse à China para a inclusão no FMI, o hacker collective CyberBerkut expôs o bilionário como o real estrategista por trás das cenas na Ucrânia. Em três esplêndidos documentos, alegadamente hackeados do email de correspondência entre o especulador e o presidente ucraniano, Poroshenko, Soros dispõe "Uma estratégia compreensiva de curto e médio prazo para a nova Ucrânia", expressa sua ousadia que os EUA deveriam providenciar à Ucrânia assistência de militaria letal, "com o mesmo nível de sofisticação em armas de defesa para combater a força opositora", e finalmente explicou que a "primeira prioridade", de Poroshenko, "deve ser retomar o controle dos mercados financeiros", que ele assegura que o presidente poderia ser ajudado pelo FED (Reserva Federal dos EUA), acrescentando que "estou pronto para chamar Jack Lew do Tesouro dos EUA, para então avisá-lo do acordo". O grupo hacker CyberBerkut afirma que penetrou no site da administração presidencial da Ucrânia e obteve correspondências entre Soros e o presidente ucraniano Piotr Poroshenko. O grupo logo depois postou todos os pdfs interceptados na internet no seguinte link. Mais detalhes, conforme a Russia Today:

Os hackers publicaram três arquivos online, que incluem um plano de "curto e médio prazo para a nova Ucrânia", de Soros (datado de 12 de março de 2015); um não datado papel de assistência militar para Kiev; e a carta do bilionário para Poroshenko e o primeiro ministro ucraniano, Arseny Yatseniuk, datada em 23 de dezembro de 2014.

De acordo com os documentos hackeados, Soros apoiou a posição de Barack Obama sobre a Ucrânia, mas acredita que os EUA deveriam agir mais.

Ele crê que os EUA deveriam providenciar à Ucrânia assistência com armas militares letais, "com o mesmo nível de sofisticação em armas de defesa para equiparar com o nível da força opositora".

"Em termos provocadores, os EUA vão 'se adequar, mas não levantar", explicou o lobista de 84 anos, supostamente assinando uma das cartas como "um defensor voluntário da nova Ucrânia".

Os ocidentais querem que Kiev "seja restaurada à capacidade de guerra da Ucrânia sem violar o tratado de Minsk", Soros escreveu.

Entre outras coisas, os documentos hackeados afirmam que as autoridades ucranianas foram também requisitadas para "restaurar alguma aparência de estabilidade e de funcionamento do sistema bancário" e "proteja a unidade entre os vários braços do governo" com fim de receber assistência de aliados estrangeiros.

Soros acredita que cabe à União Europeia o apoio a Kiev com ajuda financeira, salientando que "a Europa deve alcançar um novo tipo de acordo que permitirá a Comissão Europeia mandar $1 bilhão anualmente para a Ucrânia".

Quanto ao atual estado da economia estatal, o bilionário escreveu que o antigo ministro financeiro do Chile, Andres Velasco, depois de visitar a Ucrânia a seu pedido, voltou com "uma visão horrenda da situação financeira".

"A nova Ucrânia está literalmente à beira do colapso" devido ao banco nacional carecer de reservas, Soros disse a Poroshenko.

A correspondência mostra que o bilionário esteve em constante contato com as autoridades em Kiev, consultando-os frequentemente.

Cavando detalhes dos documentos, encontramos um recorte intrigante:

Como você sabe, pedi a Andrés Velasco, um proeminente economista que fora muito bem sucedido como ministro de finanças do Chile de 2006 a 2010, que visitasse Kiev onde se encontrou com o Primeiro Ministro; o presidente esteve em Varsóvia no momento. Velasco voltou com uma horrenda visão da situação financeira. O Banco Nacional da Ucrânia não tem praticamente nenhuma reserva. Isso significa que hryvnia não tem âncora. Se uma pane ocorresse e a reserva atual se esvaziasse como aconteceu na Rússia, o Banco Nacional não poderia estabilizar o nível de troca mesmo se só temporariamente, como a Rússia fez, injetasse $90 bilhões.

Sua primeira prioridade deve ser retomar o controle sobre os mercados financeiros - depósitos bancários e câmbios. Antes que isso tenha sido feito, não terá meio de fazer reformas mais profundas. Eu acredito que a situação poderia ser estabilizada indo ao Conselho Europeu para firmar um comprometimento em princípio de que eles ponham juntos o novo pacote de $15 bilhões que o FMI requer com fim de abrir a próxima tranche de seu pacote original no fim de janeiro de 2015. Baseado no comprometimento, poder-se-ia pedir à Reserva Federal para extender os $15 bilhões em três meses de acordo com o Banco Nacional da Ucrânia. Isso reasseguraria os mercados e evitaria o pânico.

Estou pronto para chamar Jack Lew do Tesouro dos EUA, para então avisá-lo do acordo.

Alguém poderia se perguntar: quais outros assuntos de importância nacional envolvem George Soros com a Secretaria do Tesouro dos EUA que o permite arranjar fundos ilimitados de cortesia da Reserva Federal apenas para promover a agenda de uma pessoa ulterior?

E apenas como isso, a Teoria da conspiração se torna Fato da conspiração mais uma vez.

Os documentos completos estão abaixo:
Ironicamente, o primeiro documento, da "estratégia de curto e médio prazo para a Ucrânia", e assinado por Soros como "um voluntário defensor da Nova Ucrânia", foi criado por Tamiko Bolton, de 40 anos, que se tornou a terceira esposa de Soros poucos anos atrás.

A próxima carta, diretamente enviada por Soros para o presidente ucraniano, Poroshenko, e para o primeiro ministro Yatseniuk, vem de cortesia de um PDF por Douglas York, o assistente pessoal de Soros.


Finalmente, uma carta (de autoria de Yasin Yaqubie do Grupo de Crise Internacional baseado em seu metadata em PDF), cujos lobbies dos EUA "fazem mais".


Para somar: Soros é basicamente o lobbista de interesse da Ucrânia, que usa de dinheiro e armas para se opor a Putin de todos os modos possíveis. Se genuínos, e baseados em seu metadata, parece ser apenas que essas cartas mostram como Soros tenta se adonar dos acordos de Minsk (por exemplo, como treinar os soldados ucranianos sem uma presença real da OTAN na Ucrânia). Os documentos ligam Nuland com Soros, e esclarece que realmente está tentando agitar o Departamento de Estado dos EUA.

Finalmente, enquanto os documentos não mencionem o que Soros tem guardado para a Ucrânia, pode-se usar da imaginação.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Soros e o Império Britânico pela legalização das drogas



O aparato internacional em prol da legalização das drogas, patrocinado e financiado por George Soros, acelerou a marcha para impor à América Latina a política do império britânico de descriminalização e legalização das drogas, alegando que "fracassou" a guerra contra o narcotráfico, e que se necessita de um novo "paradigma contra a proibição".



(EIR) - Já no México, o Conselho de Coordenação Política da Câmara de Deputados aprovou com unanimidade a proposta do deputado Fernando Belaunzarán do PRD, para levar adiante um "debate nacional" sobre a legalização da maconha. Entre os meses de maio e agosto de 2013, a Câmara de Deputados realizará audiências sobre esse tema e convidará a participar um grande número de "especialistas" de todas as partes do país.

De modo mais amplo, a IV Conferência Latino-americana de Política sobre as Drogas, sediada em Bogotá, Colômbia, de 5 a 6 de dezembro, teve como principal patrocinador a Open Society Institute de George Soros, e trouxe organizações não-governamentais (ONGs) e as organizações da "sociedade civil" de diversos lugares do hemisfério para que promovam a legalização das drogas. O homem de Tony Blair na Colômbia, o presidente Juan Manuel Santos, animou aos participantes do evento lançando a ideia  de que é necessário um paradigma "anti-proibição", supostamente para reduzir as mortes e a violência causada, segundo ele, pela guerra contra o narcotráfico.

Todo esse debate vai direto ao núcleo da política de genocídio e despovoamento da rainha britânica: destruindo a mente humana - especialmente as mentes dos jovens - argumentando que as sociedades "democráticas" só pode desenvolver-se quando "se respeita" o direito de pessoas de destruir o seu potencial criativo como se fosse uma questão de "direitos humanos". Como levantou o líder de uma organização não-governamental colombiana, "é impossível conceber um mundo sem drogas" e, portanto, o Estado deve garantir que o seu consumo "seja o menos prejudicial possível." A abstinência não é uma opção, o que é a "redução de danos".

Entre os quais "convocaram" esta reunião há todo um rebanho de instituições financiadas por Soros: a Aliança para a Política de Drogas, o Escritório de Washington sobre a América Latina (que é favorável às drogas) e do Instituto Transnacional. Mas a conferência também arrastou grupos, tais como a instituição de caridade católica Caritas Alemanha, a Federação Internacional das Universidades Católicas (FIUC sua sigla em Inglês), e da Organização Pan-Americana da Saúde, entre outros. O bem conhecido grupo de choque de Soros, a Associação Cívica de Intercâmbios de Argentina, foi uma das principais organizadoras.

Uma das estrelas do evento foi o ministro das Relações Exteriores da Guatemala, Edgar Gutiérrez Girón, que agora é o enviado especial para a política de drogas da Organização dos Estados Americanos (OEA), e que está promovendo a política para legalizar o tráfico de drogas que propõe seu presidente, Otto Perez Molina. Cabe ressaltar que o carro-chefe da monarquia britânica, da Fundação Beckley, escolheu Guatemala como a única sede estrangeira baseado de sua fundação fora da Inglaterra, obviamente, para melhor coordenar a política de legalização das drogas de Otto Perez Molina. Seus escritórios na Guatemala começaram a operar no último verão.

Victor Ivanov: bancos globais precisam mais de drogas do que os carteis de drogas.

17 de dezembro de 2012 - O chefe da Agência Federal de Controle de drogas da Rússia, Victor Ivanov, que se realizou na semana passada uma visita de três dias a Boston, Massachusetts, durante a 7 ª Sessão do Grupo de Trabalho sobre Controle de Drogas ilegais, que opera sob a comissão presidencial bilateral EUA-Rússia. Em um discurso público que deu após a reunião e, em resposta a uma pergunta de EIR, Ivanov apresentou seu argumento devastador apontando que o "beneficiário final" do narcotráfico que mata milhões de pessoas todos os anos é o sistema bancário internacional, que busca voraz por liquidez.

A reunião do Grupo de Trabalho foi realizada na Biblioteca Presidencial John F. Kennedy, e foi presidida pelo Ivanov, e seu colega dos EUA, o diretor do Instituto Nacional de Controle de Drogas, Gil Kerlikowske. De acordo com o portal eletrônico AFCD, entre autoridades russas que participaram do evento esteve o primeiro vice-diretor do Rosfinmonitoring, a agência russa responsável por monitorar transações financeiras. O programa da reunião incluiu o narcotráfico como tal, as medidas para reduzir a demanda, o combate à lavagem de dinheiro de drogas e a promoção virtual de entorpecentes. A onda recente de medidas a favor da legalização nos EUA não foi contemplada oficialmente no programa, embora Ivanov falasse sobre a influência de "novos modelos de quase-cultura de drogas." Ivanov citou várias operações conjuntas bem sucedidas entre a AFCD e a Agência Antidrogas dos EUA (DEA, por sua sigla em Inglês) com as forças anti-droga no Afeganistão entre 2010 e 2012 como exemplos da importância da cooperação internacional no combate ao narcotráfico.

Na quarta-feira dia 12, Ivanov e Kerlikowske lideraram uma reunião pública com o tema "Drogas e Segurança", realizada no Centro Belfer da Universidade de Harvard.

Em seu discurso, Ivanov disse que "o mundo inteiro está coberto de rotas de tráfico de drogas e de infra-estrutura logística para a transferência e venda". A matéria-prima da droga é produzida em alguns países, mas no tráfego de várias há dezenas de países envolvidos. No mundo de hoje, disse ele, "qualquer processo social pode ser visto longe do fluxo de drogas, nem os políticos, militares e até mesmo os culturais, porque  estão sendo constantemente desenvolvidos modelos quase-culturais a favor das drogas" .

Ivanov mencionou casos mais escandalosos de lavagem de narco-dinheiro, do banco Wachovia e HSBC, e mostrou a sua agora famosa apresentação de slides sobre a enorme bolha financeira está a esmagar a economia real. Aqui enfatizou que os bancos internacionais necessitam dos fluxos criminais do dinheiro do narcotráfico mais que os carteis necessitam dos bancos.

Victor Ivanov explicou esta idéia, em resposta a uma pergunta de Myles Robinson e a Executive Intelligence Review, sobre o tráfico de drogas como a realização do sistema financeiro. Ivanov disse:

"Se vemos o componente financeiro dos crimes do tráfico de drogas, há, de fato diversas áreas. Considere um país produtor, Afeganistão. Produz heroína vendida em mercados estrangeiros para cerca de US$ 100 bilhões por ano. Não mais que cerca de 4 bi permanece no Afeganistão, enquanto o resto representa vendas externas. Agricultores no Afeganistão recebem cerca de $ 1,5 bilhões. O Talibã leva cerca de 150 milhões. Todo o resto é vendido nos países de distribuição ou nos países da trânsito, mas o resultado é que o beneficiário final é o sistema bancário global. Todo esse dinheiro não fica dormindo debaixo do travesseiro de alguém, ele vai para o sistema bancário."

"Se vemos uma pirâmide que mostra a distribuição do fluxo de narcóticos, podemos ver que a nível da distribuição têm uma vasta camada, em seguida, o trânsito regional envolvendo os cartéis de drogas, e acima são os fluxos globais de drogas . Considerando a distribuição de dinheiro envolvido, temos exatamente as proporcionalidades para ao contrário. A pirâmide se volta de ponta cabeça. Aqui você pode ver que a menor parte do dinheiro permanece no Afeganistão e então acima estão se multiplicando esse dinheiro de origem criminosa."

"Assim, o produtor, que recebe uma quantidade relativamente pequena de dinheiro, organiza essencialmente instabilidade do processo de exportação, o dinheiro do crime e crescimento do próprio crime organizado. Se a comunidade global está preocupada com o que acontece, mas não concentra seus esforços aqui no ponto da pirâmide, mas aqui [onde é global], então nós temos que ver que isso representa uma enorme sombra projetada em uma grande região do mundo, e é claro que é extremamente difícil eliminar este problema . Mas, se desde o início, focamos nossos esforços em direção ao centro da questão [apontando para a área de produção], em ovos de pato Koshchey o imortal [um monstro de histórias infantis russas que só pode ser morto entrando em sua "morte", que reside em uma agulha no ovo de um pato] e agarrá-lo e esmagá-lo, então nos libertaremos por completo do dinheiro do crime."

"No entanto, estamos trabalhando em todas as áreas ao mesmo tempo. E, no mesmo sentido, há também a questão de interceptar os fluxos de dinheiro e capturar os criminosos seguindo o rastro do dinheiro através do sistema bancário, que circula e se lava. Mas esta é uma tarefa trabalhosa, porque o nível de capturas não é superior a 1% do dinheiro que é lavado. Isso tem a ver tanto com o sigilo bancário e da forma como está organizada em torno do sistema financeiro. Assim estamos trabalhando muito estreitamente com os nossos parceiros americanos, o que nos permite compreender aspectos específicos das fases de lavagem de dinheiro, e tentar perseguir de forma mais eficaz ".

Os britânicos lançam uma nova onda de propaganda a favor das drogas

08 de dezembro de 2012 - A Condessa de Wemyss e March (Amanda Feilding), George Soros, e o não tão virgem bilionário Sir Richard Branson - patrocinaram um filme intitulado "Quebrando o Tabu", que Branson espera que fará pela legalização da drogas em geral que o aquecimento global pelo filme de Al Gore, "Uma Verdade Inconveniente", ou seja, atrelar a opinião popular por trás de uma mentira que leva à morte da massa espécie humana. (NdT: os articuladores da NOM parecem interessados em pseudo-soluções ao problema de aquecimento, o que acaba levando muitos a aceitar a hipótese negacionista, outra ala da mesma propaganda).

O filme de uma hora, produzida pelo filho de Branson para distribuir  no Youtube, com um site e uma petição em favor da legalização das drogas patrocinada pela Fundação Beckley - a senhora do "trepanação" Feilding, o consumidora LSD - se apresentou pela primeira vez em Londres em 05 de dezembro, e na noite seguinte se apresentaou na sede do Google em Nova York. Sua intenção manifesta e forçar os governos em todo o mundo a parar a guerra às drogas, e em vez disso se tornem parte do tráfico de drogas no Império Britânico, sob o nome sofista de "regulação" da produção, do tráfico e no consumo de drogas.

O filme é apoiado por polidas retórica agentes britânicos nas guerras culturais ao longo de décadas, e foi construído em torno de impacto tão incrível e esmagador que um "grupo de líderes mundiais" estão pedindo publicamente aos governos para acabar com a guerra às drogas e, para participar do programa do Império Britânico. Esse "grupo" consiste simplesmente dos presidentes e outros "notáveis" que formaram a comissão para a reforma da política de drogas, financiado e dirigido pelo britânico traficante especulador George Soros. Dois presidentes, por sua vez se juntaram a eles, em primeiro lugar, o Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, um discípulo orgulhoso de seu bom amigo e conselheiro de Tony Blair, e o presidente da Guatemala Otto Perez Molina, controlado pela condessa Feilding.

A propaganda da Beckley Foundation destaca que o presidente Bill Clinton também se juntou a esta campanha. Em uma entrevista para o filme, Clinton renegou uma decisão importante que ele tomou como presidente, de rechaçar o acordo de Wall Street para legalizar o cartel de drogas das FARC - que foi negociado em junho de 1999 por Richard Grasso, presidente da Bolsa de Valores em Nova York, com o apoio de Madeleine Albright no Departamento de Estado - e em vez do governo proporcionar ao governo da Colômbia o apoio necessário para recuperar o controle soberano de seu país, que estava nas mãos de traficantes de drogas. O "Plano Colômbia", adotado por Clinton, que agora ele afirma que não funcionou, salvou a desintegração iminente que Colômbia a enfrentava.

Rússia, e em particular, Victor Ivanov, diretor anti-drogas, observou no filme como a mosca na sopa da debandada global de drogas, por causa da pressão que se faz para os Estados Unidos e outras potências ocidentais adotem uma posição dura sobre a política de drogas como a chave para ajudar o Afeganistão. Ivanov disse em uma entrevista que está incluído no filme, as potências ocidentais, juntamente com a Rússia, devem emular o programa de sucesso do Plano Colômbia. Esta pressão da Rússia, que foi tomada com apreço por sectores-chave dentro das Forças Armadas dos EUA, enfurece os produtores do filme, em que oficiais do Exército britânico tinham sido enviados ao Afeganistão, denunciam irritados a mera menção em atacar o comércio de ópio.

A condessa britânica é a promotora de drogas para a rainha

27 de novembro - A edição de domingo do jornal londrino The Observer publicou em 25 de novembro uma generosa reportagem para promover a condessa britânica, Amanda Feilding, que lidera a campanha mundial para a legalização das drogas, sobre os ombros de outros agentes da coroa como George Soros. Feilding, condessa de Wemyss e march, é o fundador da Fundação Beckley, uma instituição britânica de "caridade" (sic) dedicada à legalização das drogas, cujo papel na campanha da monarquia britânica foi lançado em da revista EIR de 05 de setembro de 2008, "oligarcas britânicos Soros Addiction Run Drive" (Oligarcas britânicos dirigem a campanha Soros pelo vício) e novamente identificado na EIR edição de 16 de novembro de 2012, no artigo intitulado "Política do Império Britânico: A vitória de Obama abraça a  legalização das drogas".

No próximo 05 de dezembro, Fielding está lançando um novo filme de propaganda, intitulado "Quebrando o Tabu" para promover a legalização das drogas. O filme de propaganda foi financiado pela Virgin e o também promove a Avaaz, uma rede internacional de ativistas, que afirmam ter 16 milhões de membros. O projeto do filme também tem o respaldo da coleção de ex-presidentes de George Soros, da Colômbia, Brasil, México, Suíça, Polônia e Estados Unidos, que estão promovendo a legalização e um fim à guerra contra as drogas como panaceia.

De acordo com o perfil apresentado pelo Observer, Feilding é maconheira desde 1960, desde que começou a usar drogas na Universidade de Oxford. O Observer não informa no entanto, que "Lady Amanda" e seu marido fizeram buracos na cabeça em 1970, com a esperança de "expandir a consciência", em uma adaptação bizarra da prática da trepanação da Idade da Pedra.

A Fundação Beckley financia seu próprio projeto MK-Ultra para promover as virtudes de drogas psicodélicas, através de bolsas de investigação para o Imperial College e o University College, de Londres, e John Hopkins University, nos Estados Unidos, com o objetivo de mostrar que o MDMA, LSD e psilocibina a melhoria da saúde mental. Feilding afirma que cortes orçamentais na área da saúde, serviços de saúde, especialmente mentais, tornam necessário o uso de drogas psicodélicas ao invés de tratamento de longo prazo, e que os psiquiatras devem ser autorizados a prescrever psicotrópicos.

Não é nenhuma surpresa que um dos maiores doadores da Fundação Beckley é George Soros. Em um evento de Beckley recentemente, um assessor de política sobre drogas do governo Cameron, David Nutt, disse à platéia que tomar a droga ecstasy é mais seguro do que andar. Quando o discurso veio para as manchetes ele se fiu forçado a renunciar.

Entre as propostas de Feilding para a Inglaterra está a formação de um mercado de agricultores de cannabis, dar heroína como receita médica,  e sessões de drogas psicodélicas como uma nova forma de aconselhamento matrimonial.

Via El Malvinense


Tradução por Conan Hades

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Projeto IIRSA, plano de mega-saqueio da América do Sul

IIRSA (Iniciativa para a Integração da Infra-estrutura Regional Sul-Americana) é um conjunto de mais de 500 projetos organizados em dez Eixos de Integração e Desenvolvimento (EID).

Com um custo aproximado de 75 bilhões de dólares, busca eliminar as "barreiras" naturais que impedem a livre circulação de mercadorias entre as diferentes "ilhas" que compõem a região.

Os EID, ademais, se estruturam em sete "processos setoriais" que buscam organizar o espaço geográfico em base ao desenvolvimento de uma infra-estrutura física de transporte terrestre, aéreo e fluvial - projetos que representam 87% do IIRSA - e de oleodutos, gasodutos, portos marítimos e fluviais, linhas de energia e fibra ótica, usinas hidroelétricas, mineração, soja e transgênicos (Monsanto mediador) entre outros.

Segundo dados fornecidos em dezembro de 2010, 75% dos projetos apresentam avanços concretos, com 22% concluídos, 39% em execução e 25% em preparação.



Na realidade e sob esse roupagem de desenvolvimento blabla, se escondem os grandes grupos de poder econômico representados por: Paul Wolfowitz, presidente do Banco Mundial; Donald Rumsfeld, ex-secretário de Defesa dos Estados Unidos; David Rockefeller, ex-responsável pelo Chase Manhattan Bank; Henry Kissinger, ex-Secretário de Estado dos EUA; Alan Greenspan, governador do Banco da Reserva Federal dos EUA; Rodrigo Rato, diretor gerente do FMI; Jacques Chirac, ex-presidente da França; o multimilionário húngaro George Soros; a Rainha Sofia da Espanha e os Rothschild, uma dinastia européia de origem judaico-alemã alguns de cujos integrantes fundaram bancos e instituições financeiras no final do século XVIII, e acabou convertendo-se, no final do século XIX, em uma das mais influentes linhagens de banqueiros e financistas da Europa; e Bill Gates, os quais são os gestores desse plano sistemático mundial (a famosa Nova Ordem Mundial) de extrativismo, apropriação de bens comuns como água e territórios, para seguir a saga acumulativa, especuladora e elitista que só busca o bem-estar dessa minoria (1%) do mundo "civilizado", em detrimento dos pobres do mundo.

Para o ano de 2008 o IIRSA contava com 51 projetos concluídos, 196 em fase de execução e 107 em fase de preparação e estudos. IIRSA (2008) A construção de infra-estrutura é realizada através do método de mega-projetos que implicaria um custo de 37 bilhões dólares aumentando em 6% a dívida externa da América do Sul. Bartesaghi, et Ali (14:2006).

A ideia da iniciativa é reduzir os custos de produção da EXTRAÇÃO dos recursos naturais do continente. A infra-estrutura (fibra óptica, telecomunicações, etc) é distribuída pelas áreas ricas em recursos estratégicos e é encaminhada através de transportes multimodal até os portos que permitem o comércio extra-regional.

Se privilegia os acesso ao petróleo, os minerais, a água, à produção agrícola e à biodiversidade (o tráfico para os EUA, Canadá, especialmente no contexto americano, e a países de maior consumo mundial como Índia, China, França, Itália, Alemanha e Japão, e em menor medida, o mercado internacional).

É instrutivo a este respeito o anúncio criado pela empresa Syngnta intitulado "República Unida da Soja", no qual mostra um mapa com a região do Cone Sul de soja verde pintado com território autônomo inclusive com uma bandeira que representa uma semente no fundo verde.

O valor da natureza é dirigida diretamente para o mercado e não para serviços ambientais ou sua importância cultural. Projetos anteriores envolveram uma mobilização significativa dos povos indígenas, camponeses a mercê do aumento da concentração de terras e o deslocamento da produção ineficiente.

A biodiversidade é um produto para se apropriar ou como um destino para populações de altos recursos ou por patentes e biopirataria sobre os corpos e os conhecimentos utilizados pelos povos nativos.

O impacto econômico nas grandes cidades será o grande diferencial, por um lado, a burguesia local vai experimentar um aumento dos lucros, graças às suas ligações com o capital internacional. A classe trabalhadora e média se verá beneficiada em primeiro momento pela construção de infra-estrutura por mais mão de obra, mas a medida que começar operar será gerada uma queda na demanda de trabalho, aumentando a eficiência da produção.

Por sua vez, os setores "ineficientes", que exigem grande número de trabalhadores, perderão para a concorrência de novas empresas aumentando a desigualdade e o desemprego. A isso soma-se o aumento das populações urbanas criadas pelo êxodo rural e a inclusão forçada no mercado grandes quantidades de população.

Os impactos podem se dividir segundo as diferentes etapas de implementação do projeto, aumentando o grau dos impactos do mesmo até o fim de sua vida com o esgotamento de recursos e o abandono da região.

Via Unidos X Peron

terça-feira, 26 de março de 2013

Noruega se mobiliza contra nacionalismo e a defesa da identidade

Noruega afirmou uma aliança estratégica contra o Conselho Europeu sobre a luta contra o nacionalismo e o que eles chamam de discurso de ódio na internet e outros meios sociais na Europa.



Thorbjørn Jagland, que é Secretário Geral do Conselho Europeu desde 2009, foi ano passado alguém realmente intransigente com os povos da Europa e com os europeus ao acusá-los de estarem obcecados por sua identidade. No último 22 de março, ele lançou uma campanha online dirigida à juventude européia para dissuadir de ser "racista".

"Na Europa estamos obcecados com a ideia de que só temos uma identidade, que pertencemos a uma nação e que apenas aqueles que viveram aqui sempre pertencem à essa nação. Tenho um apelo muito claro aos europeus para que pensem nisso e reconheçam a situação multicultural que se tem e sempre teve na Europa", disse Jagland.

George Soros, acusado de lobbismo e narcotráfico, foi participante na conferência que deu nascimento a essa campanha "No hate speech movement".

Jagland enviou verão passado uma delegação de direitos humanos à Grécia com o objetivo de influenciar as autoridades gregas para que proibissem o partido Nacionalista Amanhecer Dourado. partido esse que vem mostrando atividades frutíferas para com a população local, como combate a incêndios, distribuição de mantimentos e serviço de saúde e preservação ambiental.

Via El Ministerio