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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Um Chamado ao Povo Brasileiro


O Portal Legionário está acompanhando o cenário de protestos por todo o país devido à greve dos caminhoneiros e reafirma, como já o fizera em nota no Facebook, que está de pleno acordo e está colaborando para que ela atinja seus objetivos.

Estamos cientes e comunicamos a falsidade de grande parte das informações promovidas pelo governo e pelas maiores mídias do país. Os protestos não estão diminuindo, a greve NÃO ACABOU. Muito pelo contrário, os caminhoneiros em todo o país estão mantendo as avenidas bloqueadas e, além disso, aumentando o contingente.

O exército e a Força Nacional ainda não decidiram sobre intervenção, e dificilmente poderão conter um país inteiro, mesmo que quisessem [1]. Quanto às polícias, elas declararam total apoio às manifestações, unindo-se à população [2].

O TRE de Pernambuco declarou paralisação, e a tendência é isto se disseminar em outros estados.

Para quarta-feira, dia 30/05/2018, está declarada a paralisação da Federação dos Petroleiros [3], que pedem a expulsão do diretor da Petrobras, Pedro Parente, e a força estatal para controlar os impulsos do mercado de controlar os preços conforme seus interesses. No Whatsapp o povo clama por uma greve geral, que pode vir a se avolumar juntamente com estes últimos.

O Portal Legionário espera que as paralisações estejam apenas começando, e clama a todos a se preparar para um cenário anárquico, caso isso tudo se estender. E isso é bom? Afirmamos que SIM. O que á anárquico sob um governo que não é outra coisa senão um posto avançado de potências internacionais e escravistas é, sob a nossa perspectiva, uma chance de tomarmos o controle de nosso país enquanto povo.

Mas devemos nos perguntar, enfim, como tomar este controle?

Muitos do povo clamam pela intervenção militar, mas nós do Portal Legionário afirmamos que isto seria uma medida benéfica ao próprio Temer, Pedro Parente e demais bandidos que estão no poder. As FFAA não têm um plano de governo soberano e jamais saberiam fazer outra coisa além de manter a "ordem", isto é, o caos controlado orquestrado pela CIA, NSA, OTAN, Israel na América Latina.

O objetivo das manifestações deve ser a convocação geral para uma marcha em direção à Brasília e a posse popular dos prédios e do poder. O objetivo deve ser a expulsão da atual gestão e uma imediata guinada nacionalista nas escolhas econômicas e políticas, externas e internas, rumo a um projeto de nacional-desenvolvimentismo soberano, que desenvolva uma indústria nacional independente do FMI e do mercado financeiro, robusto, poderoso. Exatamente o oposto do que a atual gestão está fazendo, primando pelo sucateamento dos serviços, o corte dos gastos públicos, em benefício de algumas famílias milionárias, bilionárias e trilionárias, que lucram com o alto preço e os subsídios estatais, como lucrariam também com esse imundo acordo proposto pelo governo com os caminhoneiros[4].

Clamamos a todo o povo, de todas as classes, a se unir às manifestações. Aqueles que se colocarem contra as manifestações só porque alguns que participam estão pedindo intervenção militar, ao invés de participar e colaborar para o conhecimento popular, devem ser tratados como traidores da pátria.

Esses protestos não devem ser mais em vista de interesses particulares de tal ou qual classe. É uma missão que o povo brasileiro deve tomar para si de fazer o necessário para retomar tudo o que dele foi tirado ao longo dos anos.

Escolhemos a imagem do Mad Max porque é este o cenário que deve nos chegar. Chega de levar nas costas, povo brasileiro, precisamos mostrar para o mundo que estamos prontos para ir ao inferno e resgatar de lá nossa dignidade raptada! Mostraremos que, embora as ameaças contra nós sejam grandes, somos capazes de ir ainda mais longe, de mergulhar águas ainda mais escuras, lá onde o inimigo será incapaz de nos vencer.

Viva Brizola, e vamos para a guerra, povo!
Salve o Brasil!

[1] General diz que efetivo da Força Nacional é insuficiente. http://www.gazetadopovo.com.br/politica/republica/general-diz-que-efetivo-da-forca-nacional-e-pequeno-para-atuar-nas-liberacoes-das-rodovias-9hfq59fzshwljqeyguk2sq1ch
Notícias veiculam a fragilidade do Exército e das polícias com relação aos combustíveis.

[2] Polícia Rodoviária Federal se une aos caminhoneiros http://arede.info/cotidiano/215098/sindicato-da-prf-manifesta-apoio-a-caminhoneiros

[3] https://www.diariodobrasil.org/petroleiros-anunciam-paralisacao-nacional-a-partir-de-quarta-feira-agora-e-pelo-povo/

[4] O governo cortaria 3,8 biliões de gastos para custear o valor alto que o mercado está cobrando na importação. Cortará onde, se não for DE NOVO na educação, na saúde, etc.? NÃO TERÍAMOS ISTO CASO O PRÉ-SAL NÃO TIVESSE SIDO SUCATEADO E OS SERVIÇOS PRIVATIZADOS. https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2018/05/28/diesel-mais-barato-vai-exigir-corte-de-r-38-bi-do-orcamento-diz-ministro.htm

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Os princípios do judaísmo e da elite financeira globalista

Rothschild e Rockefeller
A ideologia neoliberal é essencialmente judaica. O secularismo do cristianismo é um retorno ao judaísmo primitivo, que concebe Deus apenas como sujeito criador, ocioso e distante da criação. O judaísmo despreza o amor do criador e da criação inerentes ao cristianismo; para o judaísmo, a criação é apenas uma máquina. E este modo de pensamento é o que criou o neoliberalismo e todas as demais ideologias modernas: a casa é uma máquina de morar, o casamento é um contrato, o Estado é um contrato social, o trabalho obedece leis jurídicas e o mercado se rege por interesses dos "sujeitos" (os indivíduos). Para o judeu, não há amor, não há união, não há sacralidade, não há beleza, não há ideal, e tudo deve ser reduzido a mera disputa de interesses, fundamentada no ódio das partes umas contra as outras. Este não é um pensamento natural, é completamente artificial, antinatural e alheio à natureza humana, à natureza do mundo e à natureza do Criador.
Em uma época em que não se pode falar do judeu, devemos abrir os olhos para o motivo real: ele, embora não carregue uma auréola na cabeça, deve ser idolatrado e respeitado acima de tudo, pois é o "povo escolhido por Deus", o povo coitado que sofreu perseguições no mundo todo, o povo, contudo, em verdade, que mentiu muito até alcançar o posto de manda-chuva, através das crises financeiras e do poder da mídia, da especulação, do internacionalismo, das privatizações, das ideologias de gênero, o individualismo, o igualitarismo, o cosmopolitismo, etc. etc. etc.
Se os Protocolos dos Sábios de Sião foram feitos por mãos cristãs, o foram por mãos extremamente perspicazes e inteligentes que captaram uma estratégia REAL, que EXISTE há séculos na história mundial e sobretudo ocidental. Os Protocolos apenas expressam um pouco da ambição megalomaníaca do povo judeu, enterrado no pecado de Mammon, na avareza.
O que estamos vivendo no Brasil é apenas um episódio dos muitos, nos quais os judeus subjugam poderes soberanos. Ao longo da história, eles derrubaram impérios, depois acabaram com os Estados-nação subjugando-os ao mercado, e agora buscam romper as fronteiras e misturar o mundo todo dentro de um governo mundial orquestrado pelas mesmas mãos que coordenam o sistema bancário e o mercado global. As teorias conspiratórias podem ter muito exagerado e entrado em algumas paranoias cíclicas fechadas em filmes de Hollywood, mas de modo algum estão de todo erradas, as motivações contra a maçonaria, contra a Nova Era, contra os bancos, contra Rockefeller, Rothschild, Soros etc., são óbvias, claras, transparentes, e só não enxerga quem não quer ver.
Abaixo, listamos alguns dos princípios deste povo autodenominado virtuoso, o "coitadinho" da história:
"Os judeus são seres humanos, mas os goyim (gentios) não são seres humanos; são apenas bestas." —Baba Mezia 114a-114b
“O não judeu é um animal em forma humana, e é condenado a servir ao judeu dia e noite.”—Midrash Talpiah 225
"Os não judeus são como cachorros. Deve-se honrar a um cachorro mais do que a um não judeu"— Jalkut Rubeni gadol 12b.
"As almas dos não judeus vêm de espíritos impuros e são chamadas suínas"— Ereget Raschi Erod. 22 30
“Los judios son llamados humanos de condición, pero los no judios no son humanos. Ellos son bestias.” (Baba mezia, 114 b)
-“El no judio es una basura; un excremento”. (Schulkman Arukh, con las palabras del rabino Josef Caro).
“Todos los niños gentiles son animales”. (Yebamoth 98 a).-“Los pueblos de gentiles (no judios) constituyen el prepucio del género humano que debe ser cortado”. (Libro del ohar, s. n. con.).”
-“Vosotros israelitas sois llamados hombres, mientras que las naciones del Mundo no son de llamarse hombres, sino bestias”. (Baba mezia, 114 c. 1)
“El Akum (no judio) es como un perro. Si: la sagrada escritura enseña a honrar al perro mas que a un no judio”. (Ereget Raschi Erod. 22, 30).
-“Jehová creó al no judio en forma humana para que el judio no sea servido por bestias. Por lo tanto, el no judio es un animal en forma humana, condenado a servir al judio de dia y de noche”. (Midrasch Talpioth, 255 1, Warsaw 1.855).
-“Las almas de los no judios provienen de espíritus impuros y se llaman cerdos”. (Jalkut Rubeni Gadol, 12 b).
-“Aunque el no judio tiene la misma estructura corporal del judio, ellos se comparan con el judio como un mono a un humano”. (Schene luchoth haberith, p. 250 b).
-“Si tu comes con un gentil (un no judio) es lo mismo que si comes con un perro”. (Tosapoth, Jebamoth 94 b).
“El mejor de los gentiles debe ser asesinado”. (Tractaes menor, Soferim 15, Regla 10).
-“Cuando el mesias hijo de David venga, exterminará a todos los enemigos”. (Majene jeshua fol. 76, c. 1).
-“Si vemos que un idólatra (gentil) es arrastrado o se ahoga en el rio, no debemos ayudarlo. Si vemos que su vida está en peligro, no debemos ayudarle a él”. (Maimonides, Mishnah Torah, p. 184).
-“El que derrama sangre de los no judios ofrece un sacrificio a Dios”. (Jalkut Simeoni ad Pentateucum, s. n. con.)
-“Al mejor de los no judios, matadlo”. (Abodah Zara, 26 b, Thosephoth, reeditando la enseñanza de Ben Yohai – Nota: en otras versiones se podria traducir como: “Hasta el mejor de los gentiles debe ser asesinado”.
“Si un judio tiene un sirviente o criado no judio que muere, no se le debe dar el ésame al judio, sino que debe decírsele: Dios reemplazará tu pérdida como si uno de tus bueyes o asnos hubiese muerto “. (Jore dea 377, 1).
-“Un gentil hereje puede ser asesinado de inmediato por tus propias manos”. (Abodah Zara, 4 b).”No salves al goyim en peligro de muerte”. (Hilkkoth Akum, z 1).
-“Todo judio que derrame la sangre de los sin Dios (no judios), hace lo mismo que un sacrificio a Dios”.(Bammidber raba c. 21 y Jalkut 722).
-“El judio que derrame sangre de un goyim ofrece a Dios un sacrificio agradable”. (Sepher Or Israel 177 b).
-“Asesinar un goyim es lo mismo que matar a un animal salvaje”. (Sanhedrin 59 a
-Esta permitido tomar el cuerpo y la vida de un gentil (un no judio)”. (Sepher ikkarim III, c. 25).
-“Golpear a un judio es como abofetear la cara de Dios”. (Sanhedrin 58 b).
-“Establecemos que ningún rabino alguna vez pueda irse al infierno”. (Hagigah 27 a
Cuando el mesias llegue, cada judio tendrá 2.800 esclavos”. (Simeon Haddaesen, fol. 56 d).
-“El Santísimo habló así a los israelitas: vosotros me habeis reconocido como el único dominador del mundo y, por eso, yo os haré los únicos dominadores del mundo”. (Chaniga fol. 3 a y 3 b).
-“Solo Israel justifica la creación de la tierra”. (Abramo Seba, “Zeror hammor” fol. 6, c. 4).”Si se prueba que alguien le dió dinero de los israelitas a los goyims, de alguna manera debe ser encontrado, pues es razón suficiente para arrojarle fuera de la faz de la tierra”. (Choschen Ham 388, 15).
-“El mesias no vendrá mientras existe un judio que deba soportar el ser dominado por un no judio”. (Shanhedrin 98 a).”En tiempos del mesias, los judios extirparán a todos los pueblos del mundo”. (Bar Nachmani, “Bammidhar baba”, fol. 172, c. 4 y 173, c. 1).
-“El mesias dará al judio el dominio del mundo y todos los pueblos serán subyugados”. (Sanhedrin fol. 88, c. 2, fol. 99 c. 1).
-“Todas las propiedades de las otras naciones pertenecen a la nación judia, la cual, por consiguiente, tiene derecho a apoderarse de todo sin ningún escrúpulo”. (Schulchan Aruch, Choszen Hamiszpat 348).
-“Informar a un goyim de algo relacionado con nuestra religión seria igual que matar a todos los judios, pues si los goyims supieran lo que enseñamos acerca de ellos, nos matarian abiertamente”. (Libro de David, 37).
-“Que cosa es una prostituta? Toda mujer no judia”. (Eben ha Ezer, 6, 8).
-“Las mujeres no judias son burras”. (Berakoth 58 a).
-“Se obliga decir la oración siguiente a todo judio cada dia: Gracias Dios por no haberme hecho un gentil, una mujer o un esclavo”. (Menahoth 43 b- 44 a).
-“Un judio puede hacerle a una mujer no judia lo que él quiera. Puede tratarla como trataria un trozo de carne”. (Nadarine 20 b, Schulman Aruch, Choszen Hamiszpat 348).
-“Que un adulto copule con una muchacha pequeña no significa nada”. (Kethuboth 11 b).
-“Un kohen (tipo de rabino) no debe casarse con una prostituta, y que es una prostituta?, cualquier mujer no judia”. (Schulkhan Arukh, palabras del rabino Josef caro reafirmando a Eben ha Ezer).
-“Allí donde lleguen los judios deberan convertirse en patrones, y hasta que no logremos el dominio absoluto, debemos considerarnos como exiliados y prisioneros; hasta que no nos hayamos apoderado de todo, no debemos cesar de gritar: ay, que tormento!, ay que humillación!”. (Sanhedrin fol. 104, c. 1).
-“Millones de niños judios fueron envueltos en hojas de pergaminos y se les quemó vivos por los romanos”. (Gittin 58 a).
-“Cuando Roma sea destruida, Israel será redimida”. (Talmud Abadian, s. n. con.)
“Los judios pueden usar mentiras para engañar a un gentil”. (Babha Kamma, 113 a).
-“Proclamamos que es lícito hacer uso de la mentira y del perjurio si se requiere condenar en un juicio a un no judio”. (Baba Kama, 113b).
-“Aquellos judios que hacen el bien a los cristianos nunca resucitarán cuando mueran”. (Zohar 1, 25 b).”Los judios tienen que ocultar su odio por los cristianos”. (Iore Dea 148, 12 h).
-“Serás inocente de asesinato si intentas dar muerte a un cristiano”. (Makkoth, 7 b).
-“La propiedad cristiana pertenece al primer judio que la reclame”. (Babba Bathra 54 b).
-“En vísperas del Passovar, Yeshu (Jesus) fué colgado. Que defensa pudo hacerse entonces? No era acaso un Mesias?”. (Sanhedrin 43 a).
-“Los cristianos y otros quienes desecharon el Talmud irán al infierno y se les castigará allí por todas las generaciones”. (Rosh Hashanah 17 a).
-“Está prohibido prestar a los no judios sin usura”. (Talmud Sanhedrin, fol. 76, c. 2).
-“La hipocresia está permitida cuando el judio la necesite, o cuando tenga motivos por temor. Puede decir al no judio que le ama”. (Schulkan Arukh, palabras del rabino Josef Caro).
-“Los judios pueden jurar falsamente por el medio del uso de palabras de subterfugio”. (Schabouth Hag. 6 b).
-“Si un gentil golpea a un judio, a ese gentil se le debe matar”. (Sanhedrin 58 b).


Para terminar, deixamos um link para um famoso vídeo a respeito de um autodenominado sobrevivente do Holocausto, que desde 2014 está queimando no inferno: https://www.youtube.com/watch?v=bS1ajmjM4kI

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

O Ensaio de Golpe da Direita Globalista no Brasil

por Amarílis Demartini & Caimmy de Sá

Após os primeiros meses do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, intensos ataques à sua gestão começaram a ser disparados pela oposição e logo adquiriram o semblante de golpismo. Aécio Neves, recém-derrotado nas eleições, assumiu o papel de garoto propaganda das manobras e FHC veio à tona conclamar seus partidários. Logrou-se até derrubar alguns peemedebistas de cima do muro e convocar manifestações que, se não foram bem o que se esperava, conseguiram encher avenidas por todo o país e gerar apreensão. Em meados do ano já cogitávamos seriamente a possibilidade de que o governo do PT fosse derrubado, trazendo algo ainda pior do que o seu “neodesenvolvimentismo” alinhado com os usurários[1], e essa impressão se intensificou na última semana com a aprovação de um pedido de impeachment pelo presidente da Câmara dos Deputados. Mas, apesar de tudo, ficamos com a sensação de que a concretização das ameaças não será tão simples.

           Uma pista de qual seria a ponta solta da trama golpista está na série de declarações públicas contra a derrubada da presidente, vindas de notórios representantes dos interesses atlantistas[2], de bancos a órgãos de mídia[3]. Se o povo já não se levantar com o ímpeto necessário para defender o governo após o “pacote de maldades”, outros atores – os quais na democracia ocidental são, obviamente, muito importantes: os próprios beneficiários das medidas de austeridade, isto é, os credores do Estado – podem vir a evitar a sua derrocada. As questões que se colocam, então, e às quais tentaremos buscar respostas, são: por que a finança globalista, já estando em uma posição vantajosa com o PT, alimentou a possibilidade de golpe? Como se explicam os recentes desenvolvimentos dessa ofensiva? Quais são as possíveis estratégias por trás deles? E, mais importante, qual a posição mais adequada a ser tomada nessa
conjuntura por aqueles que, como nós, buscam um Brasil soberano?

            Achamos que as respostas estão em boa parte nas condições políticas particulares do Brasil. Dentre as dezenas de partidos políticos ativos, poucas são as figuras interessantes, com projetos diferentes e condizentes com a nossa realidade, e essas poucas (poucas mesmo) são quase sempre desconhecidas do grande público. As instituições políticas no geral e aqueles que as compõem são alvo de desanimador (embora compreensível) descrédito por parte da população, e se é verdade que esta está insatisfeita com o PT, o PSDB não goza de maior prestígio. Assim, o jogo democrático torna-se para o brasileiro cada vez mais um amontoado propagandístico sem capacidade representativa, sofremos com a carência de líderes e ideias autênticas, enquanto, por outro lado, isso se traduz num movimento de maior acirramento e envolvimento das pessoas com questões políticas, especialmente por parte dos jovens. Isto caracteriza uma tendência à instabilidade, que poderia muito bem resultar favorável para uma dissidência organizada, mas que carrega em si uma alta dose de imprevisibilidade. Tendo isso em mente, passemos a analisar os meios aventados para um golpe.

O Golpe Militar
            A sanha oposicionista parecia tanta, que chegou a ser considerada por muitos a ideia de uma intervenção direta das Forças Armadas no plano político federal. É bem verdade que existem grupos de oligarcas nacionais que trabalham para isso desde a derrubada do Regime Militar, os quais se agitam esperançosamente a cada momento de efervescência política no Brasil e se tornam mais impacientes a cada ano do Partido dos Trabalhadores no poder. Entretanto, estes elementos da burguesia interna vêm perdendo forças mesmo dentro das corporações militares, seu poder de mobilização é débil e estão já obsoletos para influenciar decisivamente os funcionários do governo americano, que ingenuamente consideram seu parceiro.Isso porque ao longo do regime militar essa oligarquia foi suplantada pelo aparelho midiático e a presença de corporações multinacionais agindo com muito mais liberdade no cenário político brasileiro. Embora ela mantenha sua influência local em alguma medida, o imperialismo pode agora, quase sempre, dispensar o emprego de intermediários nas questões de interesse externo.Tal situação apenas se agravou durante a vigência do neoliberalismo pós-Constituição de 1988.

Analisando as condições históricas, parece-nos que um golpe nos moldes de 64, ou seja, perpetrado pela intervenção direta das forças armadas, dificilmente se repetiria. No tempo de João Goulart não havia margem para uma alternativa democrática, legal ou institucional, que representasse um alinhamento com o poder anglo-americano que naquele momento exigia colaboração de todos os países da América, iniciando a Operação Condor com aval e apoio de setores políticos, militares, e associações civis ligadas, diretamente ou não, aos interesses da burguesia (e podemos citar com certa importância no caso brasileiro, a Opus Dei, a Maçonaria e outros círculos do tipo).

            Naquela situação, além do Ministério da Fazenda nas mãos de um economista do naipe de Celso Furtado, tínhamos um Darcy Ribeiro, ambos expoentes da corrente trabalhista.Não só isso, como se tinha um nacionalista feroz no governo do Estado do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, que estava disposto a reunir e convocar todo o III Exército a uma guerra anti-imperialista que se daria em solo brasileiro. Ou seja, a perspectiva de instaurarem-se projetos nacionalistas que poderiam vir a contrariar ou se indispor com os EUA era algo muito palpável, mesmo porque, no contexto de então, muito pouco era preciso para ser alvo de suspeitas.

           Com a vitória do modelo estadunidense sobre a antiga União Soviética, a ordem bipolar da Guerra Fria desmoronou e os representantes do Ocidente puderam avançar em muito com suas expectativas de uma ordem unipolar, sabendo que países que buscassem se livrar da sua influência não teriam mais outra potência à qual recorrer para sua sustentação no cenário geopolítico. Nós, na Ibero-América, logo sentimos os efeitos da nova postura dos EUA e da onda neoliberal que se sucedeu. Hoje no Brasil, temos um defensor de grandes conglomerados financeiros ocupando a pasta da economia, o governo faz privatizações, concessões, e até apoia na ONU a demonização do governo sírio de Assad.

           A própria oposição política, que caracteriza o maior veículo da ameaça golpista contra o PT, não gostaria de dividir seu protagonismo com os militares e correr o risco de ver o sistema democrático liberal enfraquecido. Para os atlantistas estrangeiros, tampouco é desejável que se abale esse sistema que tem garantido tão bem seus interesses no nosso continente – um fechamento político nas mãos das Forças Armadas poderia significar maior investimento na área de defesa, mudança de atitude com relação à cultura e até arroubos patrióticos, o que para aqueles seria puro retrocesso.

Além disso, dentre os oficiais do Exército já são poucos os que aspiram a meter-se pela política, a atitude legalista é enfatizada na instituição desde as primeiras lições e a discussão ideológica desencorajada. Isso vem em boa parte do fato de que os militares sofrem até agora as amargas consequências do antigo golpe, em um duplo sentido. Por um lado, há uma política que tende a condenar os militares não como traidores da Pátria(que de fato foram), mas como violadores dos "direitos humanos", política que leva a processos, sindicâncias, assédio e ações vexatórias vindas de movimentos de esquerda (principalmente, mas não só de esquerda).  A Comissão da Verdade,criada por Dilma Rousseff e pautada por uma moral "humanitária",quase nada falou do papel representado pelo empresariado envolvido com multinacionais nas manobras que levaram ao colapso de Jango, mas trouxe uma série de incômodos ao meio militar e poderia ter sido bem pior, se fossem instaurados processos criminais tal como certos movimentos cobravam. Digamos que as recentes provocações certamente irritaram muitas pessoas ligadas à caserna brasileira, mas ao invés de incitara uma reação revanchista,fizeram essas pessoas quererem manter-se longe de dores de cabeça por algum tempo.

           Por outro lado, o próprio processo de golpe instalou uma cultura de despolitização das Forças Armadas ao distanciá-las do amplo debate público. No momento que precedeu o golpe, era comum ver os militares divididos entre grupos nacionalistas, comunistas e liberais filo-atlantistas. Com a vitória da ala liberal através do golpe, os elementos militares pertencentes aos outros dois campos foram purgados do aparato de defesa, levando à hegemonia de um único grupo e, por consequência, à despolitização. Basta pensarmos na exclusão de Ivan Cavalcanti Proença e Nelson Werneck Sodré, respectivamente um nacionalista e um comunista.

O Golpe Institucional
           A forma mais cômoda para um golpe da direita contra Dilma seria a via institucional, jurídica ou parlamentar. Isso poderia acontecer através da anulação das eleições, o que foi tentado quando Gilmar Mendes, ministro do STF(Supremo Tribunal Federal) requisitou a investigação das contas de campanha da chapa eleita, alegando o possível uso de dinheiro proveniente do esquema de corrupção da “Lava Jato”[4]. Mas o pedido foi arquivado pelo procurador-geral eleitoral, que alegou falta de indícios suficientes e expiração do prazo para a entrada com recursos. Desde então, Mendes vem tentando outros caminhos para invalidar o pleito, mas até agora nenhum logrou progresso.

           Outra forma de atacar pela via institucional é através da abertura de processos de impeachment, e Eduardo Cunha (deputado eleito pelo PMDB e presidente da Câmara) finalmente aceitou um pedido depois de ter recebido uns 15 deles. Os antecedentes deste acontecimento envolvem toda uma trama de denúncias e negociações políticas que vem se desenvolvendo entre o governo e sua base, pressionada pela oposição. Já em setembro havia sido criado um movimento congressista oficial pelo impeachment unindo deputados oposicionistas e os rebeldes da base, ao que a bancada governista reagiu com um movimento “anti”. Cunha vem sendo acuado por investigações de corrupção e lavagem de dinheiro, e o fato de o PT ser o principal partido que pretende levar adiante o processo de cassação que corre contra ele no Conselho de Ética certamente influenciou sua ação de ataque à presidência.

           Para que o processo de impedimento da presidente tenha sucesso, é necessário que seja analisado por uma comissão parlamentar especial e aprovado na Câmara por mais de dois terços dos deputados, com o que Dilma Roussef seria afastada por 180 dias, assumindo o vice-presidente Michel Temer (PMDB). A partir daí, o processo se encaminha ao Senado e, havendo a condenação de dois terços dos senadores, Dilma deixa a função. Entretanto, essas maiorias não são fáceis de conseguir, pois exigiriam uma ruptura total da base com o governo e aqui vemos a necessidade de falar do principal componente dela, o PMDB.

           O chamado Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) protagoniza a situação politicamente escorregadia e imprevisível na qual nos encontramos. A sigla representa o maior partido do país, o qual tem sido essencial para o que se convencionou chamar “governabilidade”: sem nunca ter elegido um presidente, a legenda está profundamente arraigada em todo o aparelho estatal, influencia toda decisão abrangente e é afamada por seu oportunismo. Dilma vem negociando com o PMDB constantemente, os favoreceu na nomeação dos ministérios, mas ainda assim o partido mostra-se pouco interessado em colaborar e nenhuma declaração de apoio contra o impeachment veio até agora, nem sequer do vice-presidente Michel Temer, de quem Roussef disse esperar “integral confiança”. Muito pelo contrário, uma embaraçosa carta de Temer à presidente foi divulgada na mídia essa semana, e Eliseu Padilha, homem próximo àquele, acaba de pedir demissão do Ministério da Aviação Civil. O partido ainda lançou, no final de outubro, um documento contendo críticas às políticas econômicas dos petistas e reforçando seu compromisso com o liberalismo econômico. Porém, não seria surpresa nenhuma se esta organização grande, ideologicamente débil e com tantos interesses conflitantes, acabasse dividida, o que inviabilizaria os planos golpistas.

           O cenário de golpe institucional é possível, mas lhe falta respaldo de importantes setores. O ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto, entre outros especialistas do Direito Constitucional, manifestou-se anteriormente ressaltando que não há base jurídica para um impeachment. Há também diversas entidades de pressão popular que se mantêm do lado do governo, pela sua ligação histórica com o Partido dos Trabalhadores. A capacidade de apaziguar as demandas classistas dos trabalhadores tem sido, na verdade, um dos pontos positivos para o capital nos anos de PT, mas também vem gradualmente se desgastando. Apesar de toda a insatisfação que as medidas deste mandato têm suscitado entre os seus apoiadores mais à esquerda (ou simplesmente mais conscientes), em uma situação de golpe da direita, provavelmente eles iriam às ruas e não seriam facilmente reprimidos. O mesmo não se pode esperar dos partidários da oposição.

O que é que está acontecendo?
            A disputa pelo Estado que nos aparece na forma básica de PT versus PSDB se digladiando corresponde a projetos concorrentes, em ambos os quais atores econômicos saem ganhando e o país sai perdendo, mas um deles se destaca como potencialmente mais nocivo do que o outro. Este se caracteriza pela alternativa deliberadamente atlantista encabeçada pelo PSDB.

            É notório que o governo petista tem cedido terreno ao grande capital e garantido seu lucro em detrimento do nosso desenvolvimento (não apenas econômico, mas também cultural e moral), quando não abertamente, por seu envolvimento em práticas de corrupção que, além de constituir alta traição em si mesmas, tornam nosso Estado vulnerável aos ataques do interesse globalista.  O escândalo da Petrobrás, por exemplo, não obstante se tenha tornado um “escândalo” com um empurrãozinho da influência externa e da mídia sua serviçal, resultou na desvalorização da nossa principal estatal, com a venda de ativos a investidores privados e a abertura do precedente para maiores concessões do pré-sal a gigantes internacionais. Esta perda é incalculável para o Brasil.

            Se, no entanto, o capital internacional tem avançado sobre os bens brasileiros e o setor financeiro tem quebrado sucessivos recordes de lucro por aqui[5], o fato é que nunca se dão por satisfeitos e sabem que estariam em situação mais vantajosa com o PSDB no poder. Esta afirmação é corroborada pela análise dos financiamentos de campanha das últimas eleições[6]. O PT aparece atrás do PMDB, como o terceiro colocado com relação ao montante arrecadado e uma receita total de $385,993,122.54, enquanto o PSDB, campeão de arrecadação, tem um total de $629,323,035.76. Ao sondar-se a proveniência das doações, nota-se a aberta preferência do setor bancário e de serviços financeiros pelo PSDB. Ora, qualquer um que esteja a par da importância da geopolítica para se compreender o mundo atual e agir nele, sabe que o setor bancário não é simplesmente mais um braço qualquer do capital[7], servindo como o principal instrumento de submissão das nações pelo projeto liberal globalista. É quando a atuação dos bancos é rechaçada por governos resistentes que o atlantismo passa a lançar mão de outros tipos de intervenção, suscitando guerras e “revoluções laranjas”, como vimos recentemente na Líbia, na Síria e em um bocado de outras nações, nesses tempos de ofensiva da unipolaridade.

            No Brasil, bem menos que isso foi necessário para incomodar aqueles que se sentem os donos do mundo: a presença dos bancos estatais na nossa economia vem irritando os banqueiros. Ao disponibilizar linhas de crédito acessíveis, a Caixa Econômica Federal tirou deles uma fatia importante do mercado, e isso se traduziu em ataques à instituição, ao que o governo respondeu sinalizando a privatização[8]. O BNDES, ainda mais incômodo por financiar os grandes projetos do PAC, foi o alvo seguinte, com a abertura de uma CPI debaixo de intensas críticas da mídia. Além disso, outras movimentações do governo também contribuíram para exasperar os financistas, são algumas delas: a intenção de não mais operar com o manejo da taxa SELIC, que beneficiava os bancos; a sanção da lei de superávit primário que privilegia as empreiteiras em detrimento daqueles; a taxação sobre o lucro dos bancos que, ao estender o ajuste fiscal aos mais ricos, aumentaria em 3 a 4 bilhões a arrecadação estatal; e o esforço para restabelecer a CPMF.

            Como toda ação que leve ao desabono de empresas nacionais abrirá espaço para o capital internacional, e ainda com base nos financiadores do PSDB e o projeto de enfraquecimento do aparelho estatal ao qual esse partido se propõe, podemos afirmar que a disputa política entre PT e PSDB reflete em boa medida a disputa levada a cabo entre capitais internos e externos, não se limitando ao setor financeiro. Com isso, temos de onde saíram, em termos econômicos, os incentivos ao golpismo e não há dúvidas de que foram seguidos de perto pela intrusão política e ideológica dos EUA[9].
            Então, por que duvidamos do sucesso da empreitada golpista?
  1. Em parte, pelo fracasso da oposição em conseguir apoio popular e político.As bases impulsionadas pelos thinktanks americanos e que lideraram as manifestações de rua anti-PTtem se enfraquecido, sofrendo seguidos rachas por discordâncias entre os líderes e também porque setores mais propensos ao conservadorismo, usados como idiotas úteis pelos liberais, têm começado a ressentir-se[10]. Por mais que a população esteja descontente com a crise financeira e desaprove a administração de Dilma Roussef, não há indícios de um movimento massivo e disposto a sair às ruas pelo impeachment.
  2. Além disso, as medidas de austeridade impostas pelo Ministro da Fazenda, Joaquim Levy,garantirão que o Brasil continue pagando as dívidas regularmente, com os juros abusivos de sempre, subsídios para o agronegócio, a deterioração dos direitos trabalhistas para a burguesia industrial (turbinada pela imigração direcionada pelos capitalistas aos municípios industriais) e a alegria do setor exportador com a alta vertiginosa do dólar. Sendo assim, para o capital atlantista pode ser mais seguro evitar a instabilidade e tentar manter os níveis de insatisfação das massas contra Dilma para serem usados em uma derrota eleitoral em 2018.
            Temendo o trunfo Lula, a oposição emplacou ainda certas alterações legislativas que inviabilizariam o financiamento da campanha petista, já prejudicado de todo modo pelo desmonte dos esquemas com empreiteiras. Nesse sentido, os oposicionistas sofreram uma derrota com a aprovação do fim do financiamento de empresas nas campanhas. De toda forma, a ofensiva liberal não está derrotada e o Brasil precisa de um movimento que não se acue diante dela para livrar-se do jugo imperialista de uma vez por todas. A nós está muito claro que esse movimento não virá do PT.
 
Conclusão
            Queremos deixar claro que repudiamos o PT, por toda sua condescendência para com o globalismo no campo da economia e também pela adoção de um programa completamente afeito às piores degenerações liberais nos âmbitos social e cultural, com grande prejuízo para a tradição brasileira. Entretanto, em política a neutralidade é impossível e pretender refugiar-se nela é apoiar um ou outro lado, conscientemente ou não. Com a crise política instalada no Brasil este ano, vimos partir tanto de círculos da extrema-esquerda quanto de nacionalistas o reforço ao coro golpista anti-PT por vários motivos. Essa atitude pode ser fruto de legítima revolta, mas, no momento, não ajuda o Brasil, nem a classe trabalhadora brasileira.

Não estamos dizendo, com isso, que o governo petista (especialmente o de Dilma Rousseff e ainda mais nesse segundo mandato) seja minimamente contra- hegemônico. Por muito do que dissemos nesse texto, é evidente que não é esse o caso. A questão que faz com que nos oponhamos à derrubada do governo é a falta de qualquer alternativa que ofereça melhores perspectivas no curto prazo – o fiasco nacional que é o sistema partidário atual não acabará sem trabalho árduo e revolucionário, de conscientização, desconstrução e conquista de espaços. A ascensão de figuras do PSDB ou PMDB, partidos que não se preocupam em manter sequer uma imagem de resistência, representaria uma vitória ainda maior para o capital financeiro por aqui, causando danos que, mesmo com a construção de uma alternativa realmente dissidente não poderiam ser reparados sem muita dificuldade. O PT, por querer manter-se no poder, sabendo que não tem a confiança do atlantismo e que pode perder o apoio das próprias bases militantes, fica na defensiva e para isso precisa amparar-se em algumas das posições que serão importantes para retomar uma política soberana.A postura do PT contra a pilhagem do aparelho e empresas estatais é fraca demais para impedir a rapina, mas ela não seria nem encontrada com a oposição no poder, e o processo seria acelerado. Talvez, tentando ser otimistas em uma situação bem pouco propícia a isso, poderíamos pensar que uma pressão vinda das ruas lograria uma postura mais incisiva do governo. Foram formadas frentes de esquerda com esse propósito, ainda que por um viés com o qual temos muito desacordo[11].

            Assim, reafirmamos nossa ruptura com toda a política moderna, com as direitas e as esquerdas, mas sem nunca tirar os pés do chão. Porque queremos uma revolução real,será preciso saber valer-se de tudo o que puder se tornar um recurso contra o inimigo e agir no mundo que ele mesmo construiu para implodi-lo. Assim, buscamos no momento de crise a oportunidade para inserir no debate público nacional uma opção autêntica pautada pela Quarta Teoria Política[12] e não por falsas dicotomias como petismo ou anti-petismo, dicotomias essas calcadas namodernidade a ser ultrapassada e que podem distrair tanto dos pontos fundamentais sobre os quais devemos estar atentos quanto do poder real de escolha que temos.

Notas:
[1]As aspas são porque a versão de que os governos de Lula e Dilma foram neodesenvolvimentistas é contestável. Falta à política petista uma série de características centrais do desenvolvimentismo de Celso Furtado, do qual a versão “neo” procederia. Furtado tinha em vista a soberania nacional, através da internalização das decisões políticas e econômicas, portanto, a condescendência atual para com as instâncias estrangeiras já seria uma contradição, daí a ironia. Para maiores detalhes referentes ao questionamento de tal tese, conferir:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-66282012000400004&script=sci_arttext

[2] “Atlantismo” é um termo importante para nós. Ele foi sucintamente definido por Aleksandr Dugin da seguinte forma:
“Atlantismo – termo geopolítico significando:
- sob o ponto de vista histórico e geográfico, o setor ocidental da civilização mundial;
- sob o ponto de vista estratégico-militar, os países membros da OTAN (em primeiro lugar, os EUA);
- sob o ponto de vista cultural, a rede unificada de informações criada pelos impérios midiáticos Ocidentais;
- sob o ponto de vista social, o ‘sistema de mercado’, afirmado como sendo absoluto e negando todas as formas diferentes de organização da vida econômica.”
Texto completo e traduzido em: http://evrazia.info/article/4436

[3]Aqui podemos citar Itaú, NY Times, Globo, entre outros.
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/08/1672332-nao-ha-motivos-para-tirar-dilma-do-cargo-diz-presidente-do-itau-unibanco.shtml
http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/08/impeachment-sem-evidencia-concreta-traria-dano-diz-new-york-times.html
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/08/em-editorial-surpreendente-globo-pede-sustentacao-ao-governo-dilma.html

[4]Esta Operação mereceria um texto inteiro e é certamente a antessala da estratégia golpista.

[5]http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2015/08/mesmo-diante-de-crise-lucro-dos-bancos-nao-para-de-crescer.html

[6]Devemos os créditos dessa análise e outros dados, referentes à conjuntura econômica, ao artigo de Pablo Polese (Mestre em Sociologia pela UNICAMP, doutorando em Serviço Social pela UERJ e UFRJ) no blog esquerdista Passa Palavra.

[7] Ao que parece, a maior parte dos marxistas se esforça para ignorar peremptoriamente este fato.
8http://www.valor.com.br/politica/3833616/vou-abrir-o-capital-da-caixa-mas-processo-demora-adianta-dilma

[9]http://mundo.sputniknews.com/americalatina/20150414/1036371835.html

[10]Por exemplo, o desentendimento entre “libertários” e “liberais” no Instituto Mises Brasil, e entre o Movimento Brasil Livre e os seguidores de Olavo de Carvalho, etc.

[11]É o casoda Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo. Embora essas iniciativas tenham muitas pautas válidas, infelizmente, se desviam do foco e valem-se de um discurso de cunho liberal em questões não econômicas, defendendo degenerações absolutamente impopulares, como é comum às esquerdasnos nossos dias.

[12]Quem não conhece os fundamentos da Quarta Teoria Política, neste vídeo pode ver uma breve explicação do Professor Aleksandr Dugin com legendas em português: https://www.youtube.com/watch?v=YpRykFhRlIA

domingo, 6 de setembro de 2015

Dostoievsky: Racionalismo Demoníaco

Em seu trabalho Dostoievsly e a Metafísica do Crime, o sociólogo dr. Vladislav Arkadyevich Bachinin analisa a aparentemente única correlação contraditória entre o racionalismo iluminista e o surgimento de forças infernais na obra Os Demônios de Dostoievsky. Segue abaixo:

A Razão Imoral de um Automaton Vivo

Pyotr Verkhovensky, o cínico sangue-frio que facilmente ultrapassa quaisquer obstáculos morais, representa um tipo especial de criminoso, ao qual é aplicável a metáfora de "homem-máquina".

Na França de 1748, o livro de Lematrie sob aquele título foi lançado. Seu autor molda o homem como uma máquina auto-regulada que se move por linhas perpendiculares. Na concepção de Lametrie um ser humano foi a direta semelhança a um relógio ou cravo, e ao mesmo tempo uma necessidade natural. Mas possuindo instintos, sentimentos e paixões, ele é privado de uma alma. Lametrie assumiu que o termo alma carecia de qualquer substância essencial qualquer que seja. O mundo no qual o homem-máquina habita é antropocêntrico; não há lugar para Deus. A realidade é arranjada de acordo com os princípios da mecânica newtoniana, e o mundo se apresenta como um conglomerado mecânico de elementos inanimados. Os processos naturais e sociais são movidos por uma e mesma força mecânica.

A filosofia da racionalidade mecânica se abre como único resultado da evolução do racionalismo clássico. A eliminação de todo conteúdo metafísico prepara o fundamento tanto para a chegada do positivismo quanto para a realização de planos a fim de construir a futura sociedade estritamente racionalizada com parâmetros calculados inteiramente sob o controle de uma vontade diretora. O homem-máquina e o Estado-máquina, que precisam um do outro, surgem como algo que lembra as razões télicas de Aristóteles, e direta e gradualmente determinarão o desenvolvimento de esquemas antropocêntricos positivistas.

De acordo com a pintura mecanicista do mundo, sempre existe a ameaça de deformações intencionais nas estruturas da ordem cósmica. Objetivamente existem possibilidades de violação da medida e da harmonia, da destruição da ordem e ascensão do caos. Um assassino pode realizar a possibilidade objetiva da morte que existe para sua vítima. Um ladrão ou bandido é capaz de realizar a possibilidade objetiva de alterar valores materiais no espaço social de umas mãos para outras, etc. Ou seja, fica apenas para o homem aplicar certos esforços para a possibilidade de desintegração das estruturas existentes, seu movimento para a realidade. Em tempos as forças mecânicas foram suficientes para isto. Ademais, quanto maior o grau de mecanismo de tais empresas, menor o espiritual, ético, religioso e de outros componentes similares, e mais efetivas provarão ser as ações destrutivas.

Dostoievsly tem a filosofia do homem-máquina aplicável primeiro e acima de tudo aos caracteres que representam o prático homem de negócio junto de tipos comerciais do modelo ocidental, i.e., a tais homens como Luzhin, Rakitin, Epanchin, Totsky, Ferdyschenko, etc. Indiferentes à realidade metafísica, eles subscrevem aos "ideais de Geneva" de Rousseau permitindo a possibilidade da "virtude sem Cristo". Imersos no orgulho de uma existência sem graça, prosaica e pragmática, "tendo ouvidos, eles não ouvem, e tendo olhos eles não veem". Tudo que vem de cima, das esferas da realidade metafísica, não chega às suas almas, e portanto estão imersos na escuridão da ignorância e incompreensão das coisas mais significativas da vida. Os pensamentos e sentimentos destes "Bernardos" carregam um caráter mundano e não diretamente dirigidos além. Eles não gostam de pensamentos abstratos, considerando um passa-tempo inútil. Para eles, como para Lametrie, Deus e a alma são magnitudes de falsa moral. Para eles todo o mundo habita no estado "desencantado" de um gigantesco conglomerado de elementos inanimados. Em nenhum deles Deus brilha faiscante. Todos estes homens são espiritualmente máquinas vivas empobrecidas, doentes, no entanto, por uma mão misteriosa, mas como Lev Shestov diria sobre eles, não são conscientes que suas vidas não são vidas, mas mortes.

Em suas descrições Dostoievsky expôs sua crítica da mente longe-da-limpeza, inteiramente imunda e imoral, mais precisamente a razão banal e básica "euclidiana" que é que são surdos à metafísica das morais absolutas, a mente que vê na alma "só vapor", que é governada por razão fria solitária e vê todo o mundo como aglomerado de ferramentas para alcançar seus insípidos objetivos.

Entre os espécimes do homem-máquina replicados por Dostoievsky, Pyotr Verkhovensky representa o exemplar mais odioso. Ele é calculista, impiedoso, e está pronto a ir toda a distância para alcançar seus objetivos, sem parar diante das mais vis infâmias e crimes.

A realidade criminal, dentro do que existe a verdade de Verkhovensky, o "eu", é distinguida por características tais como um duro distanciamento de outros mundos valorativos, e acima de tudo do mundo dos absolutos religiosos, morais e das leis naturais. Em segundo lugar, inerente a isto está uma aguda tensão nas relações com a realidade valorativa oficial. E sua terceira particularidade é uma vulnerabilidade para o desmaio, explicada pelo fato de que por toda sua posição antagônica, aspira copiar as estruturas das realidades legais em seu próprio estilo. Assim como o mal parodia Deus, tentando imitá-lo, o mundo criminoso busca, por toda sua natureza caricatural de seus esforços, reproduzir estereótipos normativo-valorativos dos mundos legítimo e sacro, tentando adquirir vitalidade adicional a seu custo.

Não é acidental que o assassinato de Chatov em Os Demônios traz as marcas de um sacrifício ritual. Juntamente com isto toma a forma de uma monstruosa paródia de um ritual antigo: ao invés da solenidade de um rito sagrado, há a imunda baixeza de toda a cena; ao invés da aberta oficialidade, há a covardia, o ato secretamente cerrado; ao invés de clamar em favor de forças superiores, há um jogo sobre elementos obscuros do mal, uma comiseração de todos os participantes do assassinato através do sangue derramado da vítima e do medo mútuo de um diante do outro.

O Espaço Normativo da Associação Político-Criminoso

Verkhovensky deliberadamente forma um espaço normativo-valorativo de "moralidade" corporativa-criminosa com princípios ásperos de auto-organização e auto-preservação. Ele requer aquela atitude de membros associados para que suas tarefas e objetivos sejam extremamente sérias, sem permitir ceticismo, auto-ironia ou crítica. Violadores são imediatamente punidos. Violência aplicada preenche uma função protetora, atuando como meios de soldadura e auto-defesa para seu micro-mundo artificial.

À parte da similaridade na estrutura e nas formas da atividade político-criminosa e organizações puramente criminosas, entre as duas há distinções essenciais. E assim, se os fins últimos de um grupo criminoso são limitados à resolução de tarefas mercantis auto-interessadas, então os fins das associações político-criminosas ultrapassam os limites dos interesses mercantis e são orientadas em direção ao alcance de domínio político, através do qual os membros da associação passam a uma posição de elite reinante.

Se criminosos associados, como regra, não emitem um desafio ao Estado e ao sistema estatal, mas preferem lidar com cidadãos individuais, uma associação político-criminosa audaciosamente caminha a um antagonismo com o poder estatal e suas instituições.

Se um grupo criminoso representa uma única forma de "coisa em si" e não esconde seu egoísmo corporativo, então uma associação político-criminosa mascara seus interesses fundamentais com a cortina de fumaça de mentiras sobre os interesses do povo que supostamente concernem a ele.

A última circunstância, notada por Dostoievsky, permite homens tais como Verkhovensky recrutar apoiadores não apenas do espectro de "perdedores" pouco-educados e fanáticos com um desejo doente por intrigas e poder, mas também envolver jovens com bom coração, mesmo que com "vibrações" nas suas visões. O fato da última provar-se genuinamente trágica, desde que estes encrenqueiros confidentes, que estudaram o lado magnânimo do coração humano e foram capazes de mexer em suas cordas como se fosse um instrumento musical, ultimamente transformaram estes jovens em criminosos.

Dostoievsky lamentava que a juventude contemporânea, em caminho da maturidade de firmar convicções e dureza morais, estava indefesa contra o "demonismo". Entre muitas unidades materiais elas dominam uma ideia superior, e uma educação genuína é substituída por estereótipos de negação impúdica através da voz de alguém, da insatisfação e impaciência. Como resultado "mesmo o menino honesto e puro, mesmo aquele estudioso, poderia de repente se tornar um Nechaevita... ou seja, de novo, se ele se cruzasse com Nechaev..." (21, 133). Para tais garotos, os atos criminosos de Nechaev e Verkhovensky se pintam como proezas políticas.

As transformações fatais que tomaram lugar nas almas de muitos "garotos russos" foram facilitadas por um "momento de tormentas", que forçou a civilização russa em primeiro lugar calmamente, e depois mais rápido, a escorregar por uma superfície lisa rumo ao caos.

"Em minha novela Os Demônios", escreveu Dostoievsky, "eu tentei expressar aqueles vários e diversos motivos pelos quais mesmo o mais puro dos corações e a mais sincera pessoa pode ser levada a cometes a mais monstruosa vilania. O terror está em que aí pode-se fazer a coisa mais infâmia e horrível, algumas vezes completamente sem ser um canalha! E não é algo apenas entre nós, mas por todo o mundo é assim, sempre e no início das eras, durante tempos de transição, em tempos de descontrole na vida das pessoas, de dúvidas e negações, ceticismo e instabilidade nas convicções sociais fundamentais. Mas temos mais do que em qualquer lugar, e especialmente em nossos tempos, e esta característica é a característica mais dolorosa e triste de nosso tempo presente. Na possibilidade de ver a si mesmo, e até mesmo, quase por vezes,  como uma questão de fato, não como um canalha, ao trabalhar em uma abominação clara e indefensável - eis nossa tragédia contemporânea!" (21, 131).

Racionalidade de "Máquina" de um Programa Político

Verkhovensky, possuindo um poder forte e mecanicamente voluptuoso, encontrou um programa político mecanicista que corresponde à sua natureza. Suas posições básicas remontam aos seguintes pontos:

- Um novo tipo de Estado com formas predominantemente totalitárias de governo é necessário.
- Este Estado deveria manter seus súditos em constante terror, sem cessar, conduzindo a vigilância de todos "a qualquer hora e a qualquer minuto".
- Desde que gênios, talentos e indivíduos admiráveis representam uma ameaça ao poder dos "líderes-máquinas" por sua natureza extraordinária, todas as pessoas serão levadas a um nível padrão de desenvolvimento através de terror ideológico e político, no curso do qual Cícero terá suas línguas cortadas, Copérnico seus olhos arrancados, Shakespeare amarrado em pedras, etc.
- Para o decreto deste programa, é necessário começar com a total destruição de tudo, na prática levando à transição da ordem ao caos.

Dois vetores uniram-se nesse programa político-criminoso - a racionalidade "de máquina" dos vilões desalmados com a irracionalidade demoníaca dos maníacos em fúria.

Um dos paradoxos mais impressionantes da personalidade de Verkhovensky é aquela combinação surpreendente do "tipo máquina" com um entusiasmo maníaco por destruição. Isto concede à figura do demônio político um caráter especialmente sinistro. Com a direta participação da insensível "máquina" em produzir desordem, eventos na novela tomam a forma de uma vindoura tempestade, um caos entronado, quando uma dúzia de assassinatos e suicídios são cometidos, ao lado de muitas lutas de loucura e fogo grandioso de um incêndio. Como resultado, o mundo fechado no quadro da novela começa a se parecer com um monstruoso covil de bestas, onde há ausência de amor e misericórdia, onde há somente lutas impiedosas de todos contra todos.

Dostoievsky viu uma das fontes desse caos nas mentalidades filosóficas de conteúdo racionalista, materialista e ateu que penetraram [na Rússia] do Ocidente. Caindo em solo russo, as doutrinas de Darwin, Mill, Strauss e outros representantes do pensamento "progressivo" europeu, como regra foram tomados na consciência eslava, não experiente de tantos séculos de escolas filosóficas, como axiomas filosóficos adamantinos. Ademais as conclusões práticas foram frequentemente tiradas deles, conclusões de possibilidade das quais os professores ocidentais não suspeitavam.

Claro, o conhecimento positivo não diretamente ensinou qualquer vilania. E se Strauss, Dostoievsky nota com ironia explícita, negou e brincou com Cristo, por sua vez ao homem e à humanidade ele demonstrou o amor mais carinhoso e desejou o futuro mais radiante.

Mas então isto é o que me parece indubitável - dar a todos estes professores superiores contemporâneos a completa oportunidade de destruir a antiga sociedade e construir uma nova - então virá uma tal escuridão, um tal caos, algo tão cru, cego e desumano, que toda a construção colapsaria sob o curso da humanidade antes que ele pudesse ter sido completado. Uma vez rejeitado Cristo, a mente humana pode chegar aos resultados mais espantosos. Isto é um axioma. A Europa, pelo menos nas representações superiores de seu pensamento, rejeita Cristo, e como é sabido, estamos obrigados a imitar a Europa. (21, 132 - 133)

Para Dostoievsky, a atividade valorativa-orientadora e prática-transformadora da consciência moral, legal e política deve ser fundamentada em princípios do teocentrismo. Ele dissemina o espírito da Teodiceia sobre todas as esferas da vida social e espiritual, sem exceção. A consciência legal ocidental é predominantemente antropocêntrica, e como regra não aceita fundamentos normativos-valorativos religiosos ou metafísicos.

Estes fundamentos são desnecessários para o homem-máquina, que descobre por suas ações que a imoralidade aberta, o crime e o maquiavelismo político são tudo de uma e mesma natureza. Todas elas começam com a negação dos princípios superiores do ser, dos valores e normas absolutos.

via souloftheeast

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Maduro: EUA estão por trás da crise migratória na Europa


O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pensa que os EUA é o principal causador da atual crise migratória que transtorna a Europa.

Em uma entrevista concedida à agência russa de notícias Russian Today, o presidente venezuelano assegurou na quinta que as políticas aplicadas por Washington no Oriente Médio e no Norte da África provocaram a crise migratória europeia.

"O desastre no Iraque quem causou foram os EUA na época de Bush (ex-presidente estadunidense) com um falso propósito; com uma mentira se meteram e destruíram um país que é origem da civilização. Agora Iraque está esquartejado em 20 pedaços", salientou Maduro. 

Do mesmo modo, recordou que a situação passou na Líbia e depois na Síria, onde os EUA, mediante o financiamento de terroristas, busca destruir o país.

A seu ver, todas estas intervenções estadunidenses foram planejadas para se apropriar do petróleo destes países através de transações ilegais no mercado negro.

Assim, salientou que a Europa está pagando as consequências destes desastres gerados por EUA no Oriente Médio, pelo que atualmente as nações europeias não podem confrontar a terrível crise migratória que estão sofrendo.

"A Europa está recebendo milhares de migrantes e não sabem o que fazer. E os perguntei (a vários chanceleres europeus) quê medidas vão tomar, e não sabem o que vão fazer com os pobres da terra que chegam do Afeganistão, do Iraque, da Síria, da Líbia e de Tunis", comentou.

Para finalizar, o presidente venezuelano considerou que os EUA, a parte do Oriente Médio, pretende criar caos em outras regiões do mundo, em referência às ações subversivas da ultradireita venezuelana que, segundo Maduro, estão apoiadas por Washington.

No último 19 de agosto, Katerina Konecna, deputada tcheca no parlamento europeu, asseverou que as políticas dos EUA no Oriente Médio e no norte da África provocam "em grande medida" a crise migratória europeia.

Segundo um informe da Organização Internacional para as Migrações (OIM), mais de 2000 pessoas foram mortas no ano de 2015 ao tentar cruzar as águas do Mediterrâneo rumo à Europa.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Crises: as explanações convencionais e a marxista

 por Valentin Katasonov

Não muitas pessoas corretamente desvendam sinais enviados de cima chamados "crises". Essas crises econômicas pelos dois últimos séculos já surpreendente e periodicamente têm atormentado a humanidade. Algumas pessoas consideram-nas como uma variedade dos desastres naturais como secas e tsunamis. Ao mesmo tempo, as pessoas frequentemente se negam a ver as razões humanas por trás das crises - razões condicionadas, acima de tudo, pela mudança de consciência do homem, e então por suas ações e por seu comportamento.

A doutrina de William Jevons, economista inglês, estatístico e filósofo (1836-1882), é considerada um exemplo de uma abordagem natural e física à explanação das crises periódicas. De acordo com sua opinião, o fator do desenvolvimento cíclico é um processo conectado ao movimento de manchas sobre o sol (que, por sua vez, influencia a condição da agricultura, e assim o cientistas arranjou uma corrente de causas e efeitos que explicam as mudanças de todos os aspectos da vida em sociedade).

Aliás, Alexander Chizhevsky (1897-1964), nosso cientista doméstico, é muito mais conhecido na Rússia como um dos representantes dessa abordagem. Ademais, ele não foi um economista, mas um bio-físico. De acordo com Chizhevsky, a atividade solar tem uma amplitude definida de oscilações que se encontram nos 11 anos de amplitude de oscilações da indústria.

A abordagem subjetiva-psicológica não é menos popular durante os dois últimos séculos. O ponto é que o fator de todas as mudanças na economia são as mudanças no humor do homem (otimismo, desânimo, desapontamento, pânico, etc.).

Por exemplo, Arthur Pigu (1877-1959), economista inglês, acreditou que a crise foi causada por acumulação de "erros de otimismo". Pigu explicou essas ideias em 1929 em seu trabalho Flutuações Industriais.

John Keynes (1883-1946), um conhecido economista inglês, também viu uma repetição do desenvolvimento da economia nas mudanças dos humores psicológicos das pessoas e usou tais conceitos que pouco tem que ver com as ideias exatas da ciência, como "inclinação para salvamentos", "inclinação para investimentos", etc. "O Psicologismo" de Keynes é revisado em sua obra-prima Teoria Geral da Apreensão, do Interesse e do Dinheiro.

As razões da ordem demográfica são frequentemente tomadas como razões da crise de superprodução. A lógica do raciocínio dos "deterministas demográficos" é assim: a produção de bens (serviço) cresce até a saturação da demanda no mercado dos tais bens (serviço). A capacitação do mercado, de acordo com eles, é especificada, antes de tudo, pela população do país. No entanto, as dadas razões não explicam coisa alguma. Primeiro, porque pode ajudar a explicar apenas a interrupção do crescimento de produção, mas não sua queda e progresso cíclico. Em segundo lugar, porque não está nada claro o porquê precisamos de crescimento permanente da economia se todas as necessidades da sociedade por bens e serviços é satisfeita. Basicamente, a produção deveria crescer na economia com a demanda saturada, mas deveria encontrar crescimento demográfico e nada mais.

A análise de tendências do crescimento econômico e dos processos demográficos demonstra que os ritmos do incremento de renda bruta para o século XX como um todo sobre o mundo são orientados por uma lei além e maior do que o nível de aumento populacional. Isso prova apenas que a dinâmica econômica (ao menos na economia moderna) não é determinada pela demografia. Um tal rápido desenvolvimento da economia no século XX difere de uma sociedade medieval, onde a demografia e a economia tiveram trajetórias muito similares.

Provavelmente, é possível e necessário estudar as ligações entre a dinâmica da economia e as tendências demográficas, mas você deve entender que a) a dinâmica econômica e das tendências demográficas podem ter ainda direções distintas (por exemplo, a recessão econômica pode ocorrer em condições de rápido crescimento da população); b) na ligação "economia-demografia" o ciclo de negócios é primário, e os processos demográficos são secundários, a dinâmica da economia é derivativa (mas não o contrário). Particularmente, a recessão da economia causa processos demográficos desfavoráveis; a expansão da economia melhora os processos demográficos.

Em uma palavra, explicando o ciclo da economia pelas mudanças na demografia, os "deterministas demográficos" confundem causa e efeito.

Um grande grupo de economistas consideram as crises um inadvertido "pagamento" pela engenharia e pelo progresso econômico da humanidade. A ciclicidade é posta no desenvolvimento da ciência, da engenharia, das forças produtivas. É a abordagem tecnocrata.

As ideias tecnocráticas sobre a natureza das crises prevalece entre os economistas modernos. Por exemplo, a teoria do "desenvolvimento de onda da economia" de Nikolai Kondratiev (1892-1938), nosso economista doméstico, é muito popular. As chamadas "longas ondas de Kondratiev" são explicadas por um certo mecanismo misterioso de desenvolvimento da ciência e da tecnologia: periodicamente (uma vez a cada 50-60 anos) há descobertas causando mudanças revolucionárias na engenharia e em todas as forças produtivas da sociedade. No entanto, as ideias similares foram populares no século XIX quando o Ocidente enfrentou a primeira crise de superprodução. Aqui podemos nos lembrar da teoria do "desenvolvimento cíclico da economia" de Karl Marx (1818-1883); as gerações velhas e adultas se lembram dessa teoria muito bem devido aos livros de economia política capitalista. O comprimento dos ciclos de Marx é muito menor que o comprimento dos ciclos de Kondratiev.

No Ocidente, os trabalhos de Josef Shumpeter (1883-1950), economista austríaco, são ampplamente conhecidos entre os trabalhos sobre explanação do desenvolvimento cíclico da economia. Antes de tudo, é seu trabalho publicado em Business Cycles, 1939.

Todas as teorias tecnocratas, apesar da diferença na linguagem utilizada, a estimativa do comprimento do ciclo, entre as fases do ciclo e algumas outras partes têm semelhança no geral. Seus autores tomam como as razões do desenvolvimento cíclico da economia (e de acordo com isso a periodicidade das crises) os "avanços tecnológicos", mais estritamente a ciclicidade dos processos de deslocamento dos fundos financeiros com uma nova base de engenharia. Por diferentes variações os autores de teorias similares demarcam as seguintes fases do ciclo:

1) explosão da produção baseada em novas tecnologias e larga escala de investimentos em indústrias "locomotivas";
2) expansão do mercado e elevação da demanda efetiva em todas as indústrias (as fontes de dinheiro originadas nas indústrias "locomotivas" espalhadas em toda a economia);
3) O multiplicativo aumento em todas as indústrias das despesas da crescente demanda efetiva agregada;
4) a exaustão do efeito multiplicativo e decréscimo da produção (crise de superpopulação, recessão) com todas as consequências (dificuldade em vendas de produtos, quebra de negócios, redundância, desmoronamento de preços para os bens e ativos etc.).

Os "tecnocratas" como Kondratiev têm pouca consideração em aspectos antropológicos, sociais e políticos da atividade econômica, e sua estrutura lógica é como um esboço astrológico ou cabalístico. Tais autores, voluntariamente ou não, atribuem algumas propriedades místicas do desenvolvimento em "cíclico", "onda", "espiral", à ciência, à engenharia, às forças produtivas como se o assunto fosse sobre nascer do sol ou crepúsculos ou mudanças de estação. Esse misticismo lembra um pouco o panteísmo - uma filosofia e concepção religiosa da existência de uma certo Deus impessoal identificado com a natureza.

O paradoxo está no fato de que antes que a humanidade transferisse a economia para a civilização capitalista realmente teve uma natureza sazonal de progresso desde que era predominantemente agrária. Mas nessa economia não havia crises econômicas de superprodução (logo mais as crises de subprodução como um resultado das secas e outros desastres naturais). Na civilização capitalista, a atividade trabalhista do homem foi concentrada na indústria, i.e., se afastou das influências dos fatores sazonais. No entanto, desde aquele tempo a sociedade experimentou crises cíclicas na economia, e com surpreendente periodicidade.

Para os partidários das diferentes abordagens dos economistas "profissionais" em relação à explicação das crises (tecnocratas, subjetivas, psicológicas, monetaristas, etc.), a medida moral e espiritual da vida econômica parece estar além das teorias. De acordo com isso, as propostas "construtivas" de tais "profissionais" são combinadas para corrigir o atual modelo (capitalista), não tocando na fundação espiritual e moral da sociedade. Por exemplo, impulsionar ou, pelo contrário, refrear a regulação estatal da atividade econômica. Ou corrigir a política monetária por meios de aumento de fornecimento de moeda (ou, pelo contrário, retirar uma parte do dinheiro de seu movimento). Ou substituir o papel moeda por ouro (metal). E assim por diante. No entanto, tais medidas "cosméticas" podem apenas suavizar as crises, no máximo. Um pouco mais tarde, a doença da economia volta ainda mais forte. Os sintomas são muito diferentes e chamados diferentemente: inflação ou desinflação, desemprego, superprodução ou subprodução, recessão, depressão, estagnação, estagflação, bancarrota, pânico bancário, revelia, etc.

O retorno da doença sob seus diferentes nomes significa que o diagnóstico e os métodos de tratamento foram especificados incorretamente.

Economia política por Marx: definição do capitalismo

Representantes separados da abordagem tecnocrata tiveram nuances que detalham e suplementam a explanação tecnocrata da crise com fatores sociais, psicológicos e até mesmo políticos. É razoável expandir sobre a teoria de Karl Marx que foi a "única teoria correta" em nosso país (Rússia) por 70 anos. Ademais, nas condições da crise atual podemos assistir o Renascimento do Marxismo, muitos buscam por uma explicação da atual (a primeira em cem anos na Rússia) crise em Das Kapital - o principal trabalho dentre os clássicos.

Certamente, Marx como um filósofo é claramente tecnocrata, desde que busca quaisquer variações da vida pública nas variações da força produtiva, e a força produtiva ele, acima de tudo, reduz aos meios de produção, i.e., maquinário e tecnologias. Mas em Das Kapital a abordagem tecnocrata aparece como a meia-distância, e forja a abordagem da economia política. Figurativamente falando, Marx em Das Kapital subiu um passo acima: a abordagem da economia política estipula a análise das relações humanas, mas não todas e apenas aquelas que se relacionam com a economia. As relações econômicas sob Marx são relações entre pessoas ligadas à produção, ao intercâmbio, à distribuição e ao consumo de produtos do trabalho (bens, serviços). Na verdade, Marx vê no homem o Homo oeconomicus. Quando traduzido, isso significa "homem econômico", i.e., uma criatura com um simples conjunto de necessidades e instintos (Marx chama isso de "preocupações econômicas"). Algo como um animal ou uma máquina com as reações conhecidas antecipadamente a um ou outro "sinal do mercado".

Para explicar a teoria de progresso cíclico de Marx, devemos ainda antes falar sobre o entendimento "clássico" de algumas categorias chaves. Antes de tudo, da categoria do "capitalismo". Vejam, ele afirma muito definidamente que as crises cíclicas são características somente do capitalismo. O capitalismo é o que timidamente hoje chamamos de "economia de mercado". Do próprio nome "capitalismo" segue-se uma tal organização da sociedade em que o principal objetivo da atividade humana é acumulação, aumento de capital, mas não produção de bens e serviços para satisfação de necessidades vitais de todos os membros da sociedade.

Vamos nos colocar de lado por um momento: a palavra "capitalismo" descobre todo o sentido e propósito dessa civilização a qual costumamos chamá-la deste modo. O problema é que em relação ao acúmulo de capital a elite da sociedade tem propósitos ainda "maiores", que durante toda a história foram escondidos e continuam a ficarem escondidos.

Dialética dos ricos e do poder

Estou me referindo à supremacia do mundo, o poder mundial. Os ricos são o poder sobre todas as coisas. E há o poder sobre o povo. Se falarmos sobre o poder sobre o corpo humano, sua capacidade de criar quaisquer confortos, é uma mera "conservação do corpo". Já foi assim na história. Mas há o poder sobre a alma do homem, "conservação da alma". A elite dessa sociedade que mecanicamente chamamos de "capitalista" também tende a este objetivo maior. Quando o poder sobre a alma do homem é alcançado, será o poder sobre seu corpo, e todos os valores materiais sobre a Terra.

Em relação a este objetivo maior, os milionários parecem apenas meios. Apenas os "selecionados" e "iniciados" na elite assim chamada sociedade "capitalista", os usurários, entendem isso e são guiados por isso, e estaremos falando sobre eles mais tarde. Aqueles "selecionados" não são materialistas vulgares em geral, eles têm altos "ideais", "espiritualidade" e "religião". Do ponto de vista do cristianismo, é a insanidade, a espiritualidade com sinal menor, objetivando o homem a ocupar um lugar de Deus e dominar sobre a natureza e sobre as pessoas, como um Deus. É como a nebulosidade espiritual ocorrida com Lúcifer, o anjo de Deus (2 Crusts. 11-14) que desejou ser como Deus, e pareceu ser prostrado e transformado em Satã conhecido como Lúcifer. É notável que muitos "selecionados" e "iniciados" conscientemente vangloriam Lúcifer.

Eu penso que, ainda do ponto de vista deles, a doutrina de Marx sobre o "capitalismo" é materialismo rude, tratamento vulgar da civilização, o "produto intelectual" das plebes. Aqueles que estudam o marxismo e sua doutrina de formações sócio-econômicas não podem entender até agora o sentido espiritual-político da história moderna e aqueles eventos que a Rússia experiencia hoje.

Como nós a tempo fomos ensinados pelos professores do marxismo-leninismo baseados na teoria de Marx de formações socio-econômicas, aquele "capitalismo vem para mudar o feudalismo". Atualmente, essa frase padrão esconde a maior mudança da história da humanidade: uma nova civilização sob o codenome "capitalismo" vem para mudar a civilização cristã (que foi mascarada sob um "feudalismo" indiferente). Para mascarar sua natureza espiritual, os clássicos reduziram tudo ao "capital", "valor excedente" e "lucro". O problema é que essa civilização nega e se sobrepõe ao cristianismo. Max Weber (1864-1920) falou sobre isso aproximadamente em meio século depois do Das Kapital em seu trabalho Ética Protestante e Espírito do Capitalismo.

Capitalismo é uma civilização anticristã

Hoje o processo da "sobreposição" do capitalismo sobre o cristianismo foi tão longe que qualquer pessoa imparcial entende que a civilização anticristã está por trás do símbolo "capitalismo".

A definição correta desse sistema público que começou a alguns séculos atrás nos permite desvendar o objetivo "maior" que a elite da sociedade "capitalista" está erigindo. Esse objetivo é a chegada do Anticristo. Só o Mal, um inimigo da humanidade, sabe bem sobre esse objetivo "maior". Os usurários pensam que eles serão donos de todo o mundo. Atualmente, eles apenas limpam o caminho para o Mal, são seus mensageiros. Eles usam usurários "em silêncio". Nós não vamos desvendar as iguarias espirituais da civilização com o codenome "capitalismo". Você pode ler o que é sua estrutura, o "núcleo" espiritual-religioso, o desenvolvimento do caminho etc. estão no recentemente publicado livro de O. Zabegailo, Entendimento Espiritual da História (vejam a lista de referências ao fim do capítulo).

Mas devemos retornar ao problema das crises. Os clássicos entram no esquema do progresso cícliclo no conceito econômico de "demanda pagável limitada" que, em sua opinião, é um "defeito" orgânico do capitalismo. Para salvar o leitor de recontar sobre o Das Kapital, onde Marx com linguagem Talmudista profissional tenta explicar o caráter cíclico do desenvolvimento da economia capitalista, devemos dizer apenas: o fator de "demanda pagável limitada" no modelo de Marx "cobre" o fator do "cíclico progresso do capital fixo" (melhoramento, envelhecimento e deslocamento dos fundos fixos obsoletos), criando um efeito sinergético negativo periódico poderoso como as crises destrutíveis de superprodução.

A doutrina de Marx: meia verdade ou meia mentira

De acordo com Marx, há um conflito incurável do capitalismo - entre demanda pagável limitada e oferta de bens e serviços. A demanda pagável limitada (demanda de população para bens de consumo e serviços, e companhias - sobre máquinas, equipamento e outros bens de investimento, matéria prima, energia), a decadência e a estagnação da economia é o "padrão" do capitalismo. É a doença que "surge", e todo mundo pode ver o "podre" do capitalismo. A doença pode ser "interna" apenas por um curto período - na fase da expansão econômica. Como a crise do capitalismo de modo engraçado nota, em um tal sistema social a estagnação é um padrão do estado econômico da sociedade, e o progresso e o crescimento são curtos períodos entre os períodos de estagnação.

De acordo com Marx, atraso de demanda pagável (i.e. demanda providenciada com dinheiro) da oferta de bens e serviços é causada por exploração capitalista. Essa exploração é exibida, acima de tudo, na apropriação por um capitalista (o dono da empresa) do básico criado por um produto do trabalhador (novo custo) - assim chamado "produto excedente", ou "valor excedente". O trabalhador apenas "permanece" do custo recreado como um "produto indispensável". Tal "permanece" não pode providenciar um processo pagável necessário, especialmente tomando em conta o precipitado processo de polarização de propriedade da sociedade e acumulação do capital nas mãos de capitalistas e homens de negócio. Marx chamou este processo de "lei universal de acumulação capitalista".

As provisões mencionadas acima dos clássicos são populares o bastante, e bem conhecidas para não apenas professoras de economia. Hoje, nas condições de crise em que observamos um certo Renascimento do Marxismo, o Das Kapital se tornou um livro requerido de novo. Realmente, muitas provisões dos clássicos como "sobreposição" são atuais. No entanto, o que Marx falou sobre o progresso cíclico da economia e da demanda pagável limitada, como mostraremos em seguida, - apenas metade - a verdade. O criador de Das Kapital não terminou o discurso mamis importante. Ele fala que o atraso crônico da demanda pagável da oferta de bens é causada por capitalistas, pela classe capitalista. E atualmente, o capitalista vai ao primeiro plano, que recebe um valor excedente, i.e. um operário, industrialista ou dono de usina. E aqui Marx mistura a verdade com a mentira, ele faz um coquetel chamado "meia-verdade". E a meia-verdade é algumas vezes pior que uma fraude, desde que a mentira "pura" pode ser pega mais facilmente. As explanações mencionadas acima sobre as crises (ainda acrescidas com explanações de economia política) são superficiais, elas não toca as "fontes" da operação de uma civilização capitalista.

Via Kathateon