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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

91% dos franceses quer mudança na política


Uma pesquisa de opinião mostra que 91% do povo francês quer que o presidente François Hollande mude sua política e sua performance antes das próximas eleições.

A pesquisa foi conduzida pelo Instituto Francês de Opinião Pública (IFOP na sigla em francês) e publicada pelo Journal du Dimanche no Domingo.

Dos que estiveram descontentes, 43% rejeita a direção que o governo de Hollande havia tomado, 30% gostaria de mudanças políticas e 18% demanda uma remodelação do Gabinete.

De acordo com a pesquisa, as mudanças deveriam ser feitas antes das eleições municipais de Março do próximo ano.

Além disso, a pesquisa mostrou uma profunda insatisfação entre os apoiadores do partido socialista de Holande, com 85% dos questionados exigindo mudanças.

“Há dúvidas reais sobre o método governamental e é compartilhada igualmente e de modo nunca visto antes entre apoiadores da esquerda, da direita e da extrema-direita”, disse Frederic Dabo, da IFOP.

A pesquisa veio dias depois que uma pesquisa mostrou que Hollande se tornou o recorde de presidente francês mais impopular, visto que o povo francês se enraivece diante das políticas econômicas do país e do recorde de desemprego.

O povo tomou as ruas da cidade francesa Quimper na região de Brittany em 2 de Novembro para protestar contra uma controversa taxa ambiental e exigir emprego.

O protesto terminou quando a polícia lançou bombas de gás lacrimogênio e canhão de água para dispersar mais de 10mil manifestantes, que disseram que o governo de Hollande estava abandonando Brittany, uma região abatida por muitos fechamentos de fábricas desde o ano passado.

Mais de mil fábricas fecharam as portas na França nos últimos três anos desde que as exportações caíram a uma baixa de 20 anos.

Isso vem enquanto o governo de Hollande impõe acréscimo de 30 bilhões de euro (US$ 40,46 bilhões) em impostos este ano em uma tentativa de reduzir seu déficit orçamental, que está em 3% abaixo da EU este ano.

Além disso, o governo falhou em refrear o crescente desemprego, fazendo aumentar os que buscam emprego na segunda maior economia da região euro em 3,29 milhões em Setembro.


Via presstv

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Frente Nacional sobe no ranking e lidera o país nas pesquisas


Pela primeira vez o Frente Nacional supera significativamente os partidos da esquerda e da direita. Uma pesquisa publicada pelo jornal Le Nouvel Observateur mostra que o partido nacionalista lidera a intenção de voto para as eleições ao Parlamento Europeu, que acontecerão em Maio de 2014.
Se os comícios europeus fossem hoje, O Frente Nacional receberia um quarto dos votos: em 24%, dois pontos mais que a União por um Movimento Popular (UMP, direitas), e cinco mais que o Partido Socialista (PS, socialdemocracia), que fica em 19%.

O jornal francês que publicou a pesquisa tratou de acalmar a opinião pública sobre os resultados ao salientar que o estudo não é uma previsão, mas não pôde evitar de admitir que o lugar do Frente Nacional "já não está a margem, mas no centro do jogo político".

Resultados da pesquisa de Le Nouvel Observateur

Esta pesquisa vem um dia depois que o Frente Nacional conseguiu um surpreendente 40.4% dos votos nas eleições parciais em Brignoles, eliminando a esquerda na primeira etapa, para logo enfrentar a UMP na segunda etapa nesta semana.

Pelos resultados, o Partido Socialista entrou em pânico e chamou seus eleitores a votar pelo candidato da direita da UMP para deter o Frente Nacional.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Casa de Nicolas Sarkozy vasculhada pela polícia francesa

A polícia francesa invadiu a casa e os escritórios do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy como parte de uma investigação sobre financiamento ilegal de campanhas e supostas propinas de dinheiro da mulher mais rica da França, a herdeira da L'Oreal Liliane Bettencourt.



A polícia vasculhou a mansão alugada por Carla Bruni em um luxuoso condomínio fechado na zona oeste de Paris, onde ela e Sarkozy vivem com o filho de Bruni de 11 anos e a nova filha bebê do casal. Os policiais também procuraram no escritório da firma legal onde Sarkozy é sócio e o novo escritório de outro endereço depois de perder a eleição presidencial para o socialista François Hollande, em maio.

Os Sarkozys não estiveram presentes, pois eles haviam ido para um chalé em Quebec na segunda-feira, disse o advogado de Sarkozy.

Como presidente, Sarkozy tinha imunidade judiciária que o protegeu investigações legais, mas esta expirou em 16 de Junho. 

Um juiz em Bordeaux está atualmente investigando se o partido de direita UMP de Sarkozy foi beneficiado com propinas da envelhecida e mentalmente frágil Bettencourt, durante a campanha de Sarkozy e a eleição bem sucedida em 2007. O juiz instrutor procura estabelecer se campanha de Sarkozy pode ter recebido  800.000 euros em financiamento ilegal, e se as transferências de contas na Suíça pode ter sido entregue ao tesoureiro da campanha de Sarkozy ou mesmo para o próprio Sarkozy.

Em fevereiro, Eric Woerth, o ministro do orçamento francês anterior e tesoureiro da UMP de Sarkozy, foi posto sob investigação judicial sobre o dinheiro que ele foi acusado de ter recebido da bilionária Bettencourt para financiar a campanha de 2007. Ele nega qualquer irregularidade.


A investigação faz parte da saga Bettencourt, que tem tomado conta da França há anos, com parcelas de reviravoltas, incluindo um mordomo descontente que escondeu um gravador na sala, e, crucialmente, os serviços de segurança no chefe de Estado francês, que poderiam ter espionado jornalistas para abafar tudo.

 Liliane Bettencourt

Advogado de Sarkozy, Thierry Herzog, disse que os ataques se mostram inócuos e que ele já tinha fornecido informações aos investigadores que desmascaram as suspeitas de reuniões secretas com Bettencourt. "Esses ataques ... será como esperado se revelar fútil", disse Herzog em um comunicado.


Herzog disse que os magistrados procuram saber se Sarkozy tinha recebido fundos da campanha de Bettencourt, tinha sido fornecido com detalhes diário de todos os compromissos Sarkozy em 2007. Esses detalhes, ele disse, "provam que as supostas "reuniões secretas" com Madame Liliane Bettencourt eram impossíveis".

Sarkozy, 57 anos, que assumiu a discrição desde sua derrota, poderia vir sob os holofotes em uma série de processos judiciais agora que ele não é mais chefe de Estado.

Ele poderia também se tornar um foco da investigação separada sobre se houve ou não uma "caixa preta" nos mais altos escalões do governo francês, que usou os serviços secretos para espionar jornalistas do Le Monde para descobrir as suas fontes de histórias sobre o caso Bettencourt. Um chefe de segurança e aliado de Sarkozy foi colocado sob investigação no escândalo político da alegada espionagem. Sarkozy negou qualquer relação com o caso. 

Via The Guardian 



quinta-feira, 10 de maio de 2012

Eleitores da Grécia e França colocam a zona do euro em xeque

Os eurocéticos se recusam a pagar a dívida grega. François Hollande contraria a Alemanha e quer eurobonds e mais dívidas. Mudanças em Atenas e Paris podem representar séria ameaça à estabilidade da zona do euro. 

Na Grécia, os eleitores deram vazão à sua frustração com as duras medidas de contenção e a recessão. Os dois grandes partidos populares conseguiram pouco mais de 30% dos votos nas eleições parlamentares. Nas últimas décadas, ambos vinham se alternando no poder, e no pleito de 2009 detiveram quase 80% dos votos.

A maioria dos novos parlamentares é contra o curso de contenção imposto pelos países credores. "A maioria é, antes, radicalmente contra pagar dívidas", comenta o especialista Hans-Peter Burghof, da Universidade de Hohenheim. "Eles partem do princípio de que as dívidas são injustas e que não é preciso honrá-las. E é com essa atitude básica – eleita e desejada pelos gregos – que eles se apresentam diante dos mercados de capital."

Hollande em confronto com Berlim

Até agora, o país assolado pelo endividamento tem sido mantido graças à ajuda da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional. Mas isso pode mudar, antecipa o economista-chefe do banco Berenberg Bank, Holger Schmieding,. É possível que a Europa feche a torneira de dinheiro, se no governo da Grécia não houver mais ninguém disposto a implementar as metas de reforma, diz ele. E aí o país poderá ser excluído da zona do euro.


Hans-Peter Burghof , Universidade de Hohenheim

Burghof vai além e diz que os políticos europeus devem considerar a manifestação dos eleitores gregos e agir em conformidade com ela. Isso significa: não arcar mais com a responsabilidade pelas dívidas da Grécia, "nem de forma direta – por mecanismos de resgate ou por ideias malucas, como os eurobonds – nem de forma indireta, através do Banco Central Europeu".

Foi o que integrantes do governo alemão, como os ministro do Exterior, Guido Westerwelle, e das Finanças, Wolfgang Schäuble, ameaçaram fazer nesta quarta-feira (09/05). Se o futuro governo da Grécia não permanecer no rumo das reformas, a ajuda será suspensa. "Está agora nas mãos da Grécia se o país permanece ou não na zona euro", avisou Westerwelle.

É justamente uma "ideia maluca" como os eurobonds, as obrigações europeias comuns, que o novo presidente da França, François Hollande, quer introduzir. Do Banco Central Europeu, ele deseja um papel ainda mais ativo no combate à crise, e quer promover o crescimento através de ainda mais dívidas.

No fundo, o novo líder francês é a favor de tudo que a Alemanha execra. Acima de tudo, como enfatizou repetidamente em sua campanha eleitoral, ele quer renegociar o pacto fiscal. E, no entanto, esse foi o único resultado palpável do trabalho de gestão da crise pelos políticos.

Mas o que agora sugere conflito com a Alemanha, não precisa necessariamente terminar em confronto.

Hollande agirá de forma pragmática, opinou à DW a especialista Ansgar Belke, da Universidade de Duisburg-Essen. "Pois também ele sabe que a Alemanha é o parceiro comercial mais importante e que a França está encurralada."

Estabilidade indesejada

Nos últimos anos, a França vem perdendo cada vez mais terreno na competição com a Alemanha. Enquanto em 2011 o deficit orçamentário de Paris foi de 5,2% do PIB, o de Berlim foi de apenas 1%. A taxa de desemprego da França é quase duas vezes maior do que a alemã. Enquanto na Alemanha a exportação prospera, a parcela francesa nos índices de exportação da UE encolhe. Por isso, a segunda maior economia da zona do euro é observada de perto pelos mercados de finanças. E Hollande sabe disso.


Ansgar Belke, Universidade de Duisburg-Essen

"Os mercados de finanças o punirão, assim que ele quiser pôr em prática qualquer uma das coisas que pretende", afirma Belke. A confiança dos investidores na União Monetária Europeia está abalada, desde as eleições. As cotações das ações afundam em todo o mundo, o euro cai abaixo da marca de 1,30 dólar, fato que não deixa de alegrar muita gente na zona do euro.

"No fundo, a maioria aqui é de gente que não está mais interessada em estabilidade", diagnostica o economista Burghof. Eles querem uma moeda flexível, "que permita governar com maior facilidade e que, acima de tudo, permita explorar melhor os parceiros mais abastados".

Por esse motivo, Burghof não crê que a Alemanha conseguirá manter por muito tempo seu bom rating de crédito. No entanto, se esse país – sua mais forte garantia de estabilidade – fraquejar, então os dias da zona do euro também estarão contados.

Autora: Zhang Danhong (av)
Revisão: Alexandre Schossler

Via Deutsche Welle

domingo, 29 de abril de 2012

Gaddafi contribuiu com 50 milhões de euros para campanha de Sarkozy em 2008


O ex-líder líbio Muammar Gaddafi concordou em financiar a campanha presidencial do presidente francês, Nicolas Sarkozy, em 2007, com 50 milhões de euros, de acordo com um relatório recente.

O site de pesquisa baseado em Paris 'Mediapart' publicou "provas documentais" que Gaddafi estava disposto a investir dezenas de milhões de dólares para Sarkozy vencesse a corrida presidencial francesa.

Mediapart diz que o documento de 2006, foi fornecido por "antigos ex-funcionários [líbios] que agora estão na clandestinidade" Eles alegam ainda que o documento  veio "a partir dos arquivos dos serviços secretos", e foi assinado pelo ex-chefe de inteligência de Gaddafi e pelo ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros, Moussa Koussa.

No documento, Koussa assina um "acordo para apoiar a campanha do candidato à presidência, Nicolas Sarkozy," uma soma equivalente a 50 milhões de euros.

Em março de Sarkozy negou as acusações semelhantes, quando o ex-médico de um negociante de armas francês alegou ter lançado uma doação para sua campanha.
Políticos franceses estão proibidos de receber contribuições de campanha a partir de Estados estrangeiros, e um juiz francês está agora considerando as acusações.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Limite à imigração se justifica em época de crise, diz Hollande

PARIS, 27 Abr (Reuters) - O candidato que lidera as pesquisas para a eleição presidencial francesa, o socialista François Hollande, declarou nesta sexta-feira que a imposição de um limite no número de estrangeiros que entram no país se justifica durante uma crise econômica.
"Num período de crise, como estamos vivenciando, limitar a imigração por motivos econômicos é necessário e essencial", disse o socialista, em uma tentativa de concessão aos eleitores da extrema direita que serão cruciais no segundo turno da eleição presidencial, em 6 de maio.
O partido de extrema direita Frente Nacional, de Martine Le Pen, obteve quase um quinto dos votos no primeiro curto e o apoio de seus eleitores está sendo buscado tanto por Hollande como por seu rival, o presidente Nicolas Sarkozy.
Hollande declarou à rádio RTL nesta sexta-feira que, se eleito, pedirá ao Parlamento que fixe uma quota anual para a entrada na França de estrangeiros não integrantes da União Europeia que buscam trabalho.
Uma pesquisa de intenção de votos do instituto BVA divulgada nesta sexta-feira mostrou que Hollande avançou mais 1,5 ponto porcentual, passando a 54,5 por cento enquanto Sarkozy estava com 45,5 por cento. Outra sondagem, da CSA, aponta Hollande com 54 por cento - 2 pontos a menos do que na semana passada - e Sarkozy com 46 por cento.

Via Reuters

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Marine Le Pen consegue apoio sem precedentes nas eleições francesas


A líder nacionalista Marine Le Pen, que ficou em 3° lugar nas eleições presidenciais francesas, se afirma no tabuleiro político depois de reforçar seu partido, o Front National, causando polêmica com seus temas como a imigração, a ineficácia da União Europeia e a crise econômica.

Pouco mais de um ano depois de ser eleita presidente do Front National, Le Pen obteve 18% dos votos, nível jamais alcançado pelo seu partido, e fica no terceiro lugar depois do socialista François Hollande e do presidente liberal Nicolas Sarkozy, que disputarão o segundo turno.

Marine Le Pen conseguiu se impor em temas-chave da campanha nos últimos meses, em particular a imigração, o islamismo e a crise econômica.

Foi ela quem lançou a polêmica sobre a carne halal (animais mortos segundo regras muçulmanas e judaicas) que envenenou a campanha semanas atrás e provocou indignação de organizações representativas dos muçulmanos e judeus na França.

Ela não passou ao segundo turno, mas seu resultado é superior ao do pai, que em 2002 passou ao segundo turno com 16,8% dos votos.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Marine Le Pen, a favorita dos jovens

GENEBRA — A grande surpresa das eleições presidenciais da França, no próximo domingo, poderá vir dos jovens. Uma sondagem do instituto CSA para o jornal “Le Monde” revelou que 42% dos entrevistados entre 18 e 24 anos estão pendendo para os extremos. Da direita e da esquerda. Num país em que 22,4% dos jovens nesse limite de idade não tinham emprego em novembro último — mais que o dobro da média nacional — não fica difícil entender por que soluções que se afastam bastante do centro têm um poder de sedução maior sobre essa fatia do eleitorado. Sedução que, medida em números, duplicou o poder de fogo da extrema-direita e triplicou o da extrema-esquerda menos radical nos últimos meses entre os jovens.

Desiludidos com os grandes partidos, 26% dos entrevistados anunciaram seu voto na louríssima Marine Le Pen, da extrema-direita, deixando ligeiramente para trás, com 25%, o homem mais cotado para se tornar presidente da França, o socialista François Hollande. Progride também, segundo a mesma pesquisa, a simpatia por outro extremo: o candidato da Frente de Esquerda, Jean-Luc Mélenchon — uma versão “light” da extrema-esquerda. Entre o fim de 2011 e março de 2012, Mélenchon passou de 5% para 16% na preferência dos jovens. Já Marine Le Pen saltou de 13% para 26%.

— Para os jovens, a Frente Nacional é o voto da contestação — afirmou Anne Muxel, do Centro de Estudos da Vida Política Francesa (Cevipof), à rádio RMC.

Voto de protesto contra o sistema

A opinião é compartilhada por Mikael Garnier-Lavalley, da Associação Nacional de Conselhos de Crianças e Jovens (Anacej), que promove a participação de jovens nas decisões públicas. Mas, Garnier contesta a sondagem da CSA, feita com menos de 200 pessoas, e cita a pesquisa feita por sua organização junto a 800 jovens de 18 a 22 anos. Nela, o socialista François Hollande dispara na frente, com 31%. Marine Le Pen chega em segundo, com 23%, e 21% de preferência para o atual presidente Nicolas Sarkozy, do conservador UMP. De qualquer forma, a extrema-direita chega em segundo.

— Marine encarna uma mulher independente. É um voto de protesto de direita que vem de jovens de categoria social mais baixa, menos diplomados e desempregados — diz.

É o caso de Aurélie Mougeot, de 25 anos, e o marido Sébastien Bru, de 31, moradores de Montpellier, no Sul da França — ambos desempregados. Eleitores do Partido Socialista nas presidenciais de 2007, vão votar pela primeira vez na extrema-direita de Marine Le Pen. Sem formação universitária, Sébastien admite que tentou dar um passo maior do que as pernas quando montou uma empresa de marcenaria, sem ter experiência. Chegou a ter três empregados, carro do ano, até se afundar em dívidas. A queda foi dura: expulso do apartamento, foi parar, literalmente, na rua. Hoje, culpa os imigrantes.

— Nós deveríamos ser prioridade (para o Estado), mas os estrangeiros estão passando na nossa frente. E se aproveitam — queixa-se.

Aurélie, filha de uma agente de limpeza, também sem formação superior, está grávida de 5 meses e tem uma filha de 5 anos. Sobrevive com ajuda do Estado e de associações de caridade:

—Voto em Marine para que a França volte a ser dos franceses. Fomos deixados de lado. Não nos sentimos bem no nosso próprio país.

Na França em crise, os imigrantes passaram a disputar com os jovens franceses de baixa renda empregos que exigem menor qualificação Mas, a realidade desses jovens é bem mais complexa. Os filhos da elite não temem os estrangeiros, nem o futuro. São eleitores de Hollande.

— Não estou certo de que teremos a mesma qualidade de vida — admite Clément Leroy, de 20 anos, aluno do conceituado Sciences-Po, o Instituto de Ciências Políticas de Paris, acrescentando ter sentido o “declínio francês e da Europa” ao fazer um intercâmbio na Austrália, no ano passado.

Sua colega Alice Laila, de 21 anos, concorda que essa geração terá que fazer sacrifícios. Mas contemporiza:

— Temos sorte em relação a outros europeus. No Reino Unido, não há seguridade social e, na Espanha, os jovens universitários sonham em ir para o exterior, porque não há perspectiva de emprego.

Fonte

quinta-feira, 22 de março de 2012

Ataques e cerco policial podem beneficiar candidatura de Sarkozy

Os ataques contra uma escola judaica e contra militares em Toulouse poderão criar uma reviravolta na campanha às eleições presidenciais francesas, em abril, e favorecer o presidente, Nicolas Sarkozy, e também a candidata da extrema-direita, Marine Le Pen.

Uma pesquisa do instituto CSA para o jornal 20 Minutos e BFM TV, realizada na segunda e terça-feira, logo após o drama na escola judaica, e divulgada nesta quinta-feira, revela que Sarkozy passou a liderar as intenções de voto para o primeiro turno com 30%, com dois pontos à frente do rival socialista François Hollande.

Essa é a primeira vez que Sarkozy lidera no primeiro turno nas pesquisas do instituto CSA. No segundo turno, no entanto, não houve mudanças, e Hollande continua totalizando 54% e Sarkozy, 46%.

"Hoje, os franceses não acreditam mais em Sarkozy quando ele faz propostas. Mas no caso de uma forte crise ocorrer durante a campanha, em relação a questões de segurança ou econômicas, o candidato Sarkozy pode ser beneficiado pelo seu status de presidente", afirma Gaël Sliman, diretor do instituto de pesquisas BVA.

"Essas eventuais crises, sobretudo terroristas, podem mudar a natureza da disputa", diz ele. "O candidato UMP (partido de Sarkozy) vai recolher o sucesso do presidente", escreve o jornal Le Monde.

Função presidencial

Desde a segunda-feira, quando quatro pessoas, sendo três delas crianças, foram mortas a tiros em uma escola judaica, Sarkozy deixou de aparecer na mídia como simples candidato.

Seus discursos e encontros realizados nos últimos dias, amplamente cobertos pela imprensa, voltaram a ter maior visibilidade e assumiram o caráter solene da função presidencial neste momento de choque no país.

A situação atual é bem diferente de uma participação recente de Sarkozy, como candidato, em um programa de entrevistas na televisão, cuja audiência teve milhões de telespectadores a menos do que a série americana House, transmitida por outro canal no mesmo horário.

Como chefe de Estado, foi Sarkozy quem recebeu as famílias das vítimas na sede da Presidência, se reuniu com líderes judaicos e muçulmanos para pedir união nacional após os ataques, participou da homenagem aos mortos na escola e fez os discursos da homenagem militar, na quarta-feira, aos soldados assassinados na semana passada.

Cinco outros candidatos às eleições presidenciais também participaram das homenagens aos militares, mas não puderam, por razões protocolares, por exemplo, falar com as famílias dos soldados mortos.

"A atualidade favorece Sarkozy, que tenta melhorar sua imagem. Ele pode tentar se mostrar sensível diante da emoção da população", disse à BBC Brasil o cientista político Stéphane Monclaire, da Universidade Sorbonne.

Credibilidade

A localização do suspeito, Mohammed Merah, um jovem que teria dito pertencer à rede Al-Qaeda e que planejaria novos ataques, pode ter algum impacto positivo para Sarkozy na opinião pública.

O tema da segurança é um dos poucos assuntos em que Sarkozy possui, segundo pesquisas, mais credibilidade do que seu rival socialista, François Hollande, embora essa questão não esteja entre as principais preocupações dos franceses nestas eleições.

Mesmo tendo subido nas últimas semanas nas pesquisas de opinião e se aproximado de Hollande no primeiro turno, chegando até a superá-lo em algumas projeções, Sarkozy é tido como derrotado no segundo turno em todas as pesquisas por pelo menos dez pontos percentuais de diferença.

Analistas dizem, no entanto, que não é possível saber se esse eventual impacto positivo na candidatura de Sarkozy decorrente do drama nacional poderia durar até o primeiro turno, em 22 de abril.

Especialistas também afirmam que o fato de o suspeito, um francês de origem argelina, estar ligado a movimentos radicais islâmicos poderá favorecer a candidatura de Marine Le Pen, do partido de extrema-direita Frente Nacional.

Ela é a terceira colocada nas pesquisas de opinião, com 13% a 15%, segundo diferentes pesquisas, mas sua candidatura vem perdendo ritmo, com constantes quedas nas intenções de votos.

Antes da descoberta do suspeito, estimava-se que os crimes poderiam ter sido cometidos por neonazistas por motivos racistas, o que afundaria a campanha de Le Pen.

Agora, diante das revelações de que Merah, segundo autoridades, disse estar ligado à rede Al-Qaeda, a candidata se sente reforçada em seus temas prediletos: a luta contra o islamismo e a imigração e problemas de segurança.

Logo após o início do cerco ao suspeito, Le Pen declarou "guerra ao fundamentalismo", acrescentando que o governo não é eficaz em relação às questões de segurança.

"Quanto mais o suspeito aparecer como um fundamentalista islâmico, mais a Frente Nacional vai tentar tirar proveito da situação", diz Montclaire.

Segundo ele, Sarkozy irá sofrer a concorrência de Le Pen nesse caso, mas tentará evitar que a candidata "recupere os benefícios dessa exploração ideológica" do assunto.


Fonte

quarta-feira, 21 de março de 2012

Marine Le Pen responde: "Tentaram adicionar ao horror da tragédia seu ódio político"

As acusações contra o partido de Marine Le Pen pelo atentado em uma escola judaica em Toulouse esta tarde foram respondidas pela candidata do Front National. "Jornalistas e políticos franceses têm procurado explorar a tragédia de Toulouse miseravelmente contra o Front National e sua candidata Marine Le Pen", disse a a candidata.

Le Pen enfatizou as contradições e padrões duplos de alguns jornais filiados ao poder público. "Ontem, dedicaram suas primeiras páginas para criminalizar o Front National, mas quando foi descoberto que o assassino era um terrorista islâmico, esses hipócritas não se importam mais com os mortoes e tiraram a notícia da página principal principal. Mais uma vez, desacreditaram-se ".

Além disso, Marine Le Pen enviou uma carta a Marie-George Buffet, secretária nacional do Partido Comunista francês, Jean-Luc Mélenchon, co-presidente do Partido de Esquerda e candidato presidencial em 2012, François Bayrou, ex-ministro da Educação Nacional, presidente do Movimento Democrático e candidato presidencial e Dominique Sopo, presidente da SOS Racismo. Eles se aproveitaram do trágico evento de Toulouse para reavivar a campanha contra o FN a partir de suas respectivas organizações.

O texto da carta, dirigida com um enfático "Esses canalhas", diz ela, "Acreditaram poder instrumentalizar miseravelmente a tragédia de Toulouse contra o Front National e sua candidata Marine Le Pen. Mostraram sua face mais uma vez. A sua intenção de arrastar na lama a 20% dos franceses falhou. Vocês tentaram adicionar ao horror do drama seu ódio político. Devem apresentar desculpas oficiais ao Front National, seus componentes e Marine Le Pen. De qualquer forma, dverão ficar quietos por um longo tempo".

Via AlertaDigital

quinta-feira, 15 de março de 2012

Marine Le Pen consegue assinaturas necessárias para candidatura

A candidata nacionalista da França Marine Le Pen poderá disputar a eleição presidencial depois de obter a assinatura de respaldo de pelo menos 500 vereadores, anunciou uma fonte do partido Frente Nacional (FN).

Le Pen havia afirmado em várias oportunidades que não tinha certeza se alcançaria a meta legal de 500 assinaturas e havia acusado os "grandes partidos" de pressionar seus representantes para evitar sua presença na disputa de abril.

Na França, para disputar a eleição presidencial cada candidato deve receber o "patrocínio" de 500 pessoas que ocupam um cargo eletivo (prefeitos, vereadores, conselheiros regionais, etc). Os candidatos têm como prazo máximo para apresentar as assinaturas o dia 16 de março.

Pesquisa

Uma de intenção de voto publicada nesta terça-feira mostra o presidente francês, Nicolas Sarkozy, à frente de seu principal rival na disputa eleitoral, o socialista François Hollande, no primeiro turno das eleições de 22 de abril. Ainda assim, o candidato socialista permanece segue como vencedor no segundo turno.

A pesquisa do instituto Ifop para três meios de comunicação - Europe 1, Public Sénat e Paris Match -, feita após um grande comício de Sarkozy no domingo passado, dá conta de 28,5% das intenções de voto ao atual presidente, ou seja, alta de 1,5% sobre a anterior enquete. Já Hollande teria 27%, queda de 1,5 ponto percentual.

Segundo a análise da pesquisa, Sarkozy arrancou votos sobretudo do partido ultradireitista Frente Nacional , cuja candidata, Marine Le Pen, caiu um ponto percentual, a 16%. Já Hollande se vê prejudicado pela alta do ultraesquerdista Jean-Luc Mélenchon (que possui 10% depois da alta de 1,5 ponto). O candidato de centro François Bayrou ascende meio ponto e chega a 13%.

O segundo turno, que será realizado em 6 de maio, teria Holland com 54,2% dos votos, dois pontos a menos que na pesquisa anterior, e Sarkozy com 45,5%, após alta de dois pontos.

A ascensão do atual presidente francês acontece dois dias depois de seu discurso em um comício em Villepinte, nos arredores de Paris, no qual ratificou a intenção de reformar o tratado europeu de Schengen sobre a livre circulação de pessoas.

Os eleitores franceses vão às urnas no dia 22 de abril. O segundo turno está previsto para 6 de maio.

Fonte

sexta-feira, 9 de março de 2012

Sarkozy diz que se retirará da política se não for reeleito

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse nesta quinta-feira que lutará com todas as suas forças para ganhar a reeleição, mas vai se retirar da política se perder as eleições de abril e maio.

Sarkozy -que é superado nas pesquisas por seu rival socialista, François Hollande, seis semanas antes do primeiro turno- afirmou que a falta de experiência ministerial e internacional de Hollande seria um problema num momento de agitação econômica.

"Me preocupo quando olho o programa do candidato socialista (...) e me preocupa esta falta de experiência num período tão problemático. Mas se o povo francês não colocar fé em mim, realmente acreditam que eu seguiria na política? A resposta é não", declarou Sarkozy à rádio RMC.


Fonte

quarta-feira, 7 de março de 2012

Entrevista com Sarkozy tem menos audiência que seriado 'House'

O presidente francês Nicolas Sarkozy teve uma audiência de 5,6 milhões de telespectadores na terça-feira para sua participação no programa Palavras e Fatos, ao qual compareceu pela primeira vez como simples candidato à eleição presidencial, anunciou o instituto Mediametrie.

A participação na audiência, 23,7%, foi menor que a registrada no mesmo horário pela série House, exibida pelo canal TF1, que obteve 27,7%, com 8,1 milhões de espectadores.

No dia 26 de janeiro, no mesmo programa, o candidato socialista Francois Hollande teve audiência de 5,5 milhões de telespectadores, o que representou 21,3% de participação.

Via Terra

segunda-feira, 5 de março de 2012

França: Mais muçulmanos praticantes que católicos praticantes

Atualmente estão em construção cerca de 150 mesquitas na França, país que tem a maior comunidade muçulmana da Europa. Os projetos se encontram em diversas etapas, explicou Mohamed Moussaoui, presidente do Conselho Muçulmano Francês, que proporcionou estes dados para a rádio RTL.


O número total de mesquitas em França já duplicou, ultrapassando dois mil nos últimos dez anos, de acordo com um estudo intitulado: Construindo mesquitas: O governo islâmico na França e na Holanda. O líder mais conhecido islâmico mais conhecido da França, Dalil Boubakeur, reitor da Grande Mesquita de Paris, recentemente levantava a hipótese de que, para atender à demanda crescente, o número total de mesquitas deve ser duplicada, até quatro mil.

Por outro lado, a Igreja Católica construíu na França apenas 20 novas igrejas nos últimos dez anos, e foram formalmente fechadas mais de 60, muitas dos quais poderiam tornar-se mesquitas, de acordo com uma investigação feita pelo jornal católico La Croix.

Sólo un 4,5% de católicos practicantes

Se bem 64% da população francesa (41,6 milhões de pessoas sobre 65 milhões de habitantes) se define como Católica Romana, apenas 4,5% (aproximadamente 1.900.000 pessoas) são católicos praticantes, de acordo com o Instituto Francês de Opinião Pública (IFOP).

Sempre no campo de comparação, 75% (4,5 milhões) dos cerca de 6 milhões de muçulmanos na França se identificam como 'crentes, e 41% (aproximadamente 2,5 milhões) diz ser "praticante", de acordo com um relatório da IFOP de agosto do ano passado. A pesquisa diz que mais de 70% dos muçulmanos franceses cumpriram o ritual do Ramadã em 2011.

Muçulmanos querem usar igrejas católicas vazias

Trazendo esses elementos, esses dados fornecem evidência empírica para a tese de que o Islão está a caminho de ultrapassar o catolicismo romano como a religião dominante na França. A partir do momento em que os números estão crescendo, os muçulmanos na França estão se tornando mais assertivos do que antes. Um exemplo: grupos muçulmanos na França estão pedindo permissão para a Igreja Católica para usar suas igrejas vazias como uma ferramenta para resolver os problemas de trânsito causados ​​por milhares de muçulmanos que oram nas ruas.

Em uma declaração em 11 de Março do ano passado, dirigida à Igreja da França, a Federação Nacional da Grande Mesquita de Paris, o Conselho dde Muçulmanos Dmocráticos e um grupo islâmico chamado Banlieues Respect Collectif pediu que a Igreja Católica, num espírito de solidariedade inter-religioso, permitisse o uso das igrejas pelos muçulmanos para que eles "não rezem nas ruas" e "sejam refens dos políticos".

Toda sexta-feira, milhares de muçulmanos em Paris e outras cidades francesas bloqueam as ruas e calçadas (e, portanto, o comércio local, deixando moradores presos em suas casas e empresas) para colocar os fiéis que não conseguiram entrar na mesquita. Algumas mesquitas começaram a transmitir sermões e gritos de "Allahu Akbar" nas ruas. Estes inconvenientes causaram raiva e revolta, mas, apesar de muitas queixas formais, as autoridades não fizeram até agora, por medo de gerar incidentes.

Le Pen se opõe radicalmente

A questão da orações de rua orações chegou a ser prioridade da agenda política francesa, quando, em dezembro de 2010, Marine Le Pen, denunciou-a como "uma ocupação sem soldados nem tanques de guerra".

Durante uma reunião na cidade de Lyon, Le Pen comparou as orações islâmicas de rua com a ocupação nazista. Ela disse: "Para aqueles que amam falar sobre a Segunda Guerra Mundial, também podemos discutir este problema (as orações de rua),porque se trata de uma ocupação de território . É uma ocupação de partes do território, dos distritos em que a lei religiosa tem efeito. É uma ocupação. Naturalmente, não há tanques, ou tropas, mas não deixa de ser uma ocupação que pesa sobre os moradores. "

Muitos franceses concordam. De acordo com uma pesquisa realizada pelo IFOP, 40% dos franceses concordam com Le Pen no fato de que orações de rua são uma ocupação. Outra pesquisa publicada pelo Le Parisien mostra que os eleitores veem Le Pen, que argumenta que a França foi invadida pelos muçulmanos e traída por suas elites, como a melhor candidata para resolver o problema da imigração muçulmana.

Via Minuto Digital

domingo, 4 de março de 2012

Sarkozy afia retórica anti-imigração meses antes das eleições

O presidente francês e candidato à reeleição, Nicolas Sarkozy, aproveitou seu quinto comício eleitoral para mobilizar a direita agitando a questão da imigração, dizendo que chegaram imigrantes demais ao pais, numa clara tentativa de 'roubar' eleitores do Front National de Marine Le Pen.

"Devemos reduzir o número de chegadas (imigrantes) para o nosso território. Você não é bem-vindo na França, se você vir apenas para se beneficiar do estado de bem-estar. Todo mundo pensa: é hora dos republicanos falarem", disse Sarkozy no comício realizado em Bordeaux.

O presidente prometeu eliminar o direito de reunião que permite que as famílias de imigrantes documentados legalizem sua situação na França automaticamente. "Aqueles que vêm com a intenção de não respeitar as nossas leis e nossos costumes, de não respeitar a propriedade alheia, não enviar seus filhos à escola, não fazer um esforço para se integrar, não são bem-vindos em solo francês", acrescentou .

Neste discurso ele incorporou uma defesa dos valores republicanos franceses e criticou o fato de que as escolas públicas estão servindo alimentos de acordo com as tradições muçulmanas, especialmente carne halal. "Vamos reconhecer o direito de todos a saber o que eles estão comendo, seja ou não hala. Gostaria de ver etiquetado o método de sacrifício ", disse ele.

Sarkozy também defendeu as festas cristãs e as igrejas como parte da civilização francesa. "Devemos considerar as nossas festas, as torres de igrejas e catedrais em nossas cidades, nossos hábitos alimentares, nossa moral, como aspectos da nossa civilização, não só de nossa religião: a civilização da República Francesa", argumentou.

Via Minuto Digital

quinta-feira, 1 de março de 2012

Sarkozy é vaiado durante visita ao País Basco francês

Multidão opositora jogou ovo contra restaurante onde presidente francês foi obrigado a buscar refúgio


O presidente francês, Nicolas Sarkozy, candidato à reeleição em abril, foi vaiado por manifestantes durante uma visita a Bayonne, no País Basco francês.

Foto: EFE

Sarkozy durante a visita a Bayonne, na parte basca da França

Uma multidão se reuniu em frente ao restaurante onde Sarkozy havia marcado uma reunião. O presidente francês foi obrigado a buscar refúgio no local. Sarkozy entrou no restaurante, enquanto jovens atiravam ovos na direção do presidente. Reforços policiais foram chamados para que ele saísse do estabelecimento.

Sarkozy descreveu os manifestantes - nacionalistas bascos e partidários de seu rival, o socialista François Hollande - como “hooligans”. Ele deixou o bar cerca de uma hora depois de ter chegado.

Anteriormente, em meio a partidários que gritavam "Nicolas!, Nicolas!" e opositores que diziam "Nicolas kampora! (Fora Nicolas!, em basco), o presidente teve dificuldades para atravessar as estreitas ruas do centro histórico de Bayonne, enquanto choviam folhetos do Batera, grupo que exige um estatuto especial para o País Basco.

Socialistas

Militantes socialistas, alguns dos quais carregavam o programa do candidato de seu partido, François Hollande, que supera atualmente Sarkozy nas pesquisas, também protestaram contra o presidente sem vaiá-lo.

Dentro do restaurante, Sarkozy criticou "a violência de uma minoria, cuja conduta é inadmissível", afirmando se tratar de uma "minoria de foragidos" e lamentando que "militantes socialistas se aliem a independentistas bascos".

Pesquisas de opinião mostram Sarkozy atrás de Hollande na disputa presidencial. Os franceses vão às urnas escolher o próximo presidente no dia 22 de abril.


Fonte

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Marine Le Pen se aproxima de Sarkozy nas pesquisas

A candidata do Front National para as eleições presidenciais francesas de 2012, Marine Le Pen, diminuiu a distância ao atual presidente Nicolas Sarkozy e ameaça chegar ao segundo turno, de acordo com a última pesquisa publicada pela Ifor para 'Paris Match'.

Segundo os resultados da pesquisa, o socialista François Hollande estaria com 27% dos votos, enquanto Sarkozy estaria com 23% e Le Pen com 21%. Assim, o atual presidente cai 2 pontos percentuais, enquanto que Le Pen sobre 3,5 pontos em relação as últimas pesquisas.

Desta maneira, poderia repetir-se a situação das eleições de 2002, quando o então líder do Front National e pai da atual candidata, Jean Marie Le Pen derrotou o candidato socialista Lionel Jospin, conseguindo entrar no segundo turno, no qual Jacques Chirac conseguiu 80% dos votos, com o apoio da esquerda, unidos para evitar a presidência de Le Pen.

A pesquisa de Ifor mostra que, no caso de que Hollande e Sarkozy cheguem ao segundo turno, o socialista teria 57% dos votos, contra 43% do atual presidente.

Le Pen defende algumas posturas controvertidas, como a defesa de que a França abandone a OTAN e o Euro e se aproxime mais da Rússia, ou a instauração da pena de morte para crimes graves, como assasinato de menores de idade.

Via Minuto Digital