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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Gogol e a Monarquia Sacra


"O governo de muitos não é bom. Que seja um só governador,
Um rei."
- Ilíada, livro II, 203-204
Família do Tsar Nicolau II, assassinada durante a Revolução Russa
 É possível que há um nível além de unidade nacional, uma avenida para a qual é aberta pela Santa Ortodoxia. Conforme Konstantin Malofeev, fundador de Tsargrad TV e presidente da Fundação Beneficente São Basílio, notou em uma entrevista recente que "hoje, 5% da população vai à igreja aos domingos. Quando isto será 30% ou até mesmo 50%, então a questão da monarquia surgirá por si."

É natural supor, todas as coisas sendo iguais, que as pessoas não aprenderão menos e não deixarão de saber - podemos confidencialmente conceder que a presença aos Serviços Divinos se intensificará. O dia em que a pergunta será feita chegará.

A monarquia não é apenas um sistema político entre outros, de acordo com a Igreja. É a ordem natural e supernatural das coisas. Como disse São João de Kronstadt:

O inferno é uma democracia, o Céu é um Reino. (Демократия – в аду, а на Небе – Царство)

A monarquia é a única forma de governo elaborada nas Sagradas Escrituras. A Igreja até o século passado não conhecia outra forma. Começando com a conversão de São Constantino através do Império Bizantino; em pé até a conversão do Grão Príncipe Vladimir; e finalmente terminando no Império Russo da Dinastia Romanov.

No que ela consiste?

A monarquia ortodoxa é aquela forma de um só governador soberano, ungido de Deus pela Santa Igreja, que vota para servir seus súditos; providenciar seu bem; agir no interesse da nação; defendê-los e proteger a igreja; manter a pureza da Fé Ortodoxa; e assegurar a segurança e qualidade de vida de todo seu povo, independente da religião ou confissão.

Seus súditos se voltam com lealdade ao soberano.

Soberano e súdito são igualmente responsáveis perante a Lei de Deus, preservada e interpretada pelos Concílios Ecumênicos e santos padres.

Todos são responsáveis perante o código de lei do país.

***

Mesmo com sua imaginação infinita, Gogol não poderia ter imaginado uma Rússia sem um Tsar. No Diário de um Louco, são as novidades da vacância do trono espanhol que despedaçam a já rachada sanidade de Aksenty Ivanovich.

...Há coisas estranhas pelos lados da Espanha... eles escrevem que o trono está vazio e que a nobreza está com dificuldade em eleger uma herdeiro, que está levando ao tumulto. Isto me fere de um modo extremamente estranho. Como pode um trono estar vazio? Eles dizem que alguma dona pode subir ao trono. Nenhuma dona pode subir ao trono. É simplesmente impossível. Só pode haver um rei no trono. Assim, eles dizem que não há rei. Nenhum Estado pode existir sem um rei. Há um rei, mas ninguém sabe quem ele é...

Tal dificuldade leva a esta declaração:

43º dia de abril no ano de 2000
Hoje celebramos um ilustríssimo evento! A Espanha tem um rei. Ele foi encontrado. Eu sou este rei.

Não foi por conta da ausência de visão que Gogol não pôde ver uma Rússia sem um Tsar. Ele estava consciente da alternativa. Ele sabia bem das ideias do Iluminismo. Uma das cartas mais interessantes em sua correspondência publicada se refere inteiramente ao tema do Iluminismo. Ele viveu depois que a ideia foi apropriada e aplicada (com violência) na França e (pela guerra civil) nos Estados Unidos da América. Ele sabia o que eram a liberal democracia e o republicanismo democrático.

Gogol não via o Iluminismo como algo contra a Santa Ortodoxia, contra a monarquia ou em qualquer sentido negativo do tipo. Ele se refere brilhantemente às medidas gerais de Pedro o Grande e apontou a falha do Império Russo para atingir todo o povo - ele não se poupou.

Quem quer que vê esses espaços desabitados e vazios desamparados pelas vilas ou casas não se sente deprimido, quem quer que nos lúgubres sons das nossas músicas não ouve a repreensão dorida em si mesmo - de fato, em si mesmo - ou preencheu seu dever como deveria, ou não é um Russo na alma. Quase 150 anos decorreram desde que nosso soberano Pedro I clareou nossos olhos pelo purgatório do iluminismo europeu; ele pôs nas nossas mãos os meios e instrumentos da ação...

Gogol, no entanto, realmente encontra uma falta. Mas do melhor jeito. É o tipo mais feio de preguiça intelectual para criticar, morder, rasgar, desmantelar e oferecer alternativa nenhuma. Reciprocamente é o melhor tipo de compromisso o oferecer novas ideias e perspectivas, criar novas possibilidades - para construir, não quebrar, fazer pontes e não queimá-las.

Gogol cruzando o Dnepr, por Anton Ivanov
O pensamento de Gogol era de que a preocupação francesa com o cristianismo cismático e sectário ocidental não deveria ser levada para o Império Russo. Mesmo Pedro e Catarina (os Grandes) parecem ter instintivamente percebido isto, embora eles ainda, tristes, capturam o conteúdo contagioso para o monasticismo através do contato com os polemistas ocidentais.

Gogol pensava que a Igreja era o veículo do autêntico Iluminismo, não um impedimento (Pedro e Catarina) ou seu inimigo (Voltaire).

A inteira e total visão de vida permaneceu na Igreja Ortodoxa, manifestamente mantida em reserva para mais tarde e para uma educação mais completa do homem. Ela tem o espaço não apenas para a alma e coração do homem,, mas também para sua razão, em todos os poderes supremos; neça está o caminho e a estrada pela qual tudo no homem se tornará um hino harmonioso do Ser Supremo...
... Iluminar não significa ensinar ou edificar, ou educar, ou até mesmo iluminar, mas iluminar um homem através de todas suas faculdades e não apenas se sua inteligência, tomar toda sua natureza através de um fogo purificador. Essa palavra é emprestada da nossa Igreja, que pronunciou por quase mil anos, apesar de toda a escuridão e melancolia ignorante que rodeia por todo lado, e sabe o porquê pronuncia. Não é por nada que o bispo, em celebração do serviço, elevando com uma mão o candelabro de três braços, que significa a Santa Trindade, e com a outra o candelabro de dois braços, que significa a descida à terra do Verbo em sua dupla natureza, Divina e humana, através desses [gestos] clarifica tudo, pronunciando 'Que a Luz de Cristo ilumine tudo!' Não é por nada também que num outro momento do serviço soam trovoando, como se fossem dos Céus, as palavras: 'Senhor da iluminação!' e nada mais é acrescentado.

Os arquitetos originais do ideal e seus expoentes durante o Iluminismo francês, apesar de seu anticlericalismo, foram eles mesmos monarquistas - Voltair incluso. Estes pensadores foram mais bem-vindos em São Petersburgo do que em Paris. Muitos, de novo entre eles Voltair, mantiveram correspondência com Catarina a Grande, confidenciando grandes esperanças na Rússia.

Os verdadeiros ideais do Iiluminismo, no início, eram
1. Governo de reis
2. Tolerância religiosa (não laicismo oficial do Estado)
3. Gosto elegante na arte e na literatura

A monarquia ortodoxa fecha mais com o critério do governo de reis do que a liberal democracia.

Quanto à tolerância religiosa - um Estado laico não é tolerância de religião. É, antes disso, a forma mais alta de intolerância, desde que não dá lugar nem concede participação no governo da religião da maioria - enquanto este sistema de governo reclama ser representativo do povo.

Uma exclusão geral a priori é uma ruidosa intolerância a todas as religiões, quer seja o aspecto mais vital da vida e dos trabalhos de uma nação: o governo. Não há tolerância religiosa quando a única menção à religião garantida na Constituição ou código de lei é uma nota que não tem espaço nos assuntos estatais.

Em contraste com isso, a monarquia ortodoxa faz da religião do povo o fator determinante do Estado do mesmo modo que define a maioria dos cidadãos como indivíduos. E enquanto o Império, o Tsar e a Família Real devem ser ortodoxos, por definição, a liberdade de religião é garantida para as minorias heterodoxas e até mesmo encorajadas em frases que lembram o primeiro Edito de Milão de Tolerância de 313 do Imperador Ortodoxo.

Lemos no capítulo VII, 67, das Leis Fundamentais Imperiais Russas de 1906:

A liberdade de religião é concedida não apenas para cristãos de seitas estrangeiras, mas também judeus, islâmicos e pagãos; assim, todos os povos que vivem na Rússia podem glorificar o Deus Todo Poderoso em várias línguas de acordo com as leis e confissões de seus ancestrais, abençoando o reino dos Monarcas Russos e suplicando ao Criador do universo para aumentar o bem-estar da nação e fortalecer o poder do Império.

Sobre o gosto elegante na arte e na literatura. Parece-me, um confirmado classicista, que é óbvio que o gosto e a literatura desapareceram junto com a Realeza do mundo moderno, desde que a monarquia melhor preenche a condição de governo dos reis em comparação com a liberal democracia. A melhor prova - ninguém se importa.

Ninguém hoje sentiria qualquer desejo para ter gosto, deixar de lado o gosto elegante, na arte e na literatura.

A maioria na verdade preza sobretudo o mau gosto. Elegância e (bom) gosto são tão ultrapassados! A mente hesita, os olhos rolam, o peito arfa, o coração suspira. Triste, mas assim é.

Por outro lado, a Santa Ortodoxia é a Mãe do que chamamos elegância e (bom) gosto e arte e literatura. Nossos templos e as altaneiras catedrais, abóbadas douradas e brilhantes cruzes, nossos iluminados ícones, nossos grandes compositores e incomparáveis escritores juntos com seus temas, assuntos e inspiração. Tudo isso vem da Santa Ortodoxia. Tudo isso foi patrocinado e apoiado pelos nossos Tsares.

***

Para um leitor moderno, uma pequena nota sobre a viabilidade da monarquia está em ordem.

Sua reação reflexiva não é algo como "Monarquia! Sério?" Esse é o auspicioso dia do roubo de identidade e armamentos nucleares. Estamos um pouco além da Realeza hoje.

Vamos consultar a Enciclopédia: "Preconceito é opinião sem juízo".

Você aprende algo todo dia, eles dizem. Hoje você aprendeu que a reação irracional é um preconceito. Que preconceito particular é apoiada em muitas asserções não-verdadeiras amplamente em circulação sobre monarquia. Que monarquia é inflexível, invariavelmente produz tiranos e que foi universalmente eliminada por oposição populista desde que as sociedades se tornaram suficientemente auto-conscientes.

Tsar Nicolau II num hospital com seus homens durante a Grande Guerra, por Pavel Rizhenko
A monarquia é inflexível? Não. As monarquias modernas provaram serem realistas e adaptáveis no início do século. Quase todas as monarquias modernas trabalharam em códigos legislativos e com corpos representativos, instituições civis, comitês consultivos, etc. A autocracia popular, invertida, emergirá no século XX na forma das ditaduras democraticamente eleitas depois que as coroas caíram ao chão.

Quanto à tirania, regimes e ditaduras muito mais brutais e opressivas surgiram no mundo moderno sob os auspícios e em nome da democracia, muito mais brutais e opressivas do que qualquer outra monarquia feita na história.

Finalmente, a maioria das monarquias caíram principalmente como consequência das Guerras Mundiais e foram forçosamente prevenidas de serem restauradas por poderes estrangeiros - mais conspicuamente o ferozmente anti-monarquista Estados Unidos da América. A presença de Woodrow Wilson em Versalhes é o início de um longo hábito dos EUA de interferir muito além da sua esfera legítima de interesses nacionais.

O Kaiser e o Sultão desaparecem depois da Primeira Guerra Mundial; o primeiro foi completamente proibido de ser restaurado, enquanto o segundo não foi de interesse britânico ou francês.

Os monarcas europeus orientais todos caíram sob a sombra soviética no pós-guerra - seu destino decidido por dois poderes anti-monárquicos vitoriosos: a URSS e os EUA.

De todas as monarquias modernas que terminaram na memória recente, três foram a consequência da oposição populista e só uma delas envolveu um referendo democrático (Itália, em que 59% votou pela república).

***

A restauração da monarquia ortodoxa dificilmente precisa de minha defesa. Prejuízos e estroinices à fora, é óbvio que uma monarquia poderia governar um país com sucesso, defender seus interesses e facilitar os direitos legais de seus cidadãos tanto quanto uma liberal democracia ou república democrática.

E se é a vontade de que o povo do país, como será em tempos na Federação Russa, então o verdadeiramente representativo governo poderia ser uma monarquia.

Ver parte I (Gogol e o Mundo Russo)
via souloftheeast

domingo, 28 de junho de 2015

Dostoievsky sobre o conservadorismo


Fiodor Dostoievsky foi bem considerado como um profeta da idade moderna. Com uma profundidade inigualável de sua visão, ele viu que a desordem cultural, política e econômica tem sua raiz em uma crise do espírito. Dostoievsky previu como a rebelião do homem contra o Transcendente progressivamente aceleraria para uma anarquia total. Essa ideia se tornou tema central de Os Demônios (ou Os Possessos), sua grande novela contra-revolucionária. Nesse livro foi dada atenção particular para a corrupção do espírito da classe dominante, os assim chamados elementos conservadores da sociedade.

Dostoievsky escreveu sobre a Rússia, mas ele também era profundamente sensível à decadência do Ocidente rumo ao secularismo. No século XIX, o homem europeu "iluminado" arremessou sua cabeça na apostasia, abandonando Cristo para a adoração de si mesmo; seu primeiro ato de regicídio foi o assassinato de Deus em seu coração. Sem autoridade sacra, o poder foi considerado um derivado da vontade perfeita do "Nós, O Povo", guiado por manipuladores endinheirados e tecnocratas. Partidos como o GOP e os Tories não fizeram nada para impedir o declínio das nossas sociedades porque eles compartilhavam os mesmos princípios radicais e anti-tradicionalistas da Esquerda. Como prova, vejamos a rápida transformação da Bretanha em um Estado criminoso, multicultural, onde os conservadores consideram o "casamento" homossexual como uma questão de legitimidade moral.

Os ideais da modernidade, manifestados no progresso, igualdade, democracia, total autonomia individual, etc., formam uma religião falsificada. Na medida em que o auto-proclamado Direito descamba rapidamente para qualquer uma dessas fantasias, a oposição ao liberalismo é insignificante e puramente cosmética. Os acenos retóricos à consolidação cultural, i. e., "valores familiares", são articulados dentro do quadro corrosivo da ideologia dos direitos do Iluminismo, e tão somente para o propósito de arrecadar votos (pegamos como exemplo a "direita" brasileira, que supostamente defende a família tradicional e a erradicação do aborto, mas que não o faz por um propósito tradicional, e sim para angariar votos, pois seus princípios são o mercado de trabalho e ainda dentro da família eles reconhecem a função principal do "indivíduo" nesse mercado, N. do B.). Alguém ainda consegue seriamente pensar que a liderança republicana tentará alguma coisa contra o infanticídio institucionalizado? Para que não esqueçamos, mais de 50 milhões de crianças foram assassinadas nos EUA desde que o aborto se tornou legal pela Suprema Corte em 1973. E é agora um ponto de orgulho que os homens e as mulheres americanos lutam por estas lendrárias liberdades do Hindu Kush ao Magreb.

Com o Ocidente tradicional devastado e hierarquicamente invertido, há muito pouco para conservar ao lado da fé e da herança de alguém, as necessidades da sobrevivência e ressurgência. Mas os conservadores modernos rejeitam a essência divina-humana e sincera da cultura, assim servindo como os defensores mais ardorosos da ordem liberal. O quão fácil é instigar a próxima guerra, a dissolução dos povos para o lucro das empresas e o crasso divertimento popular, todos os atos na base de um Jardim das Delícias Terrenas, o que Dostoievsky imaginou como um formigueiro glorificado. O movimento conservador sabe o que é importante: generosas contribuições das indústrias financeiras e de defesa para manter as políticas de centralização oligárquica e o império sobre mares.

O principal Direito levou o Ocidente ao colapso cultural sistêmico em total colisão com a extrema Esquerda. Os Demônios de Dostoievsky revela as dimensões espirituais e intelectuais desse longo processo e o malevolente espírito por trás disso. Uma conversa entre o governador da província, Von Lembke, e o revolucionário niilista Peter Verkhovensky facilmente encapsula a mentalidade e o caminho do conservadorismo na era moderna.

"Nós temos responsabilidades, e como um resultado nós também servimos a causa comum como você. Nós estamos apenas segurando o que você perdeu e o que sem nós se dispersaria em várias direções.

Nós não somos seus inimigos; dificilmente. Estamos dizendo a você: vá adiante, faça progresso, até mesmo destrua, ou seja, tudo o que é sujeito à mudança; mas quando necessitado, nós manteremos você dentro dos limites necessários e salvá-lo-emos de si mesmo, porque sem nós você só mandaria a Rússia para revoltas, privando-a de uma aparência própria, e nosso dever é olhar para as aparências próprias.

Compreenda que você e eu somos mutualmente necessários um ao outro. Na Inglaterra, os Tories e os Whigs também precisam um do outro. Então agora somos Tories, e você os Whigs..."

"Bem, no entanto você gosta disso", murmurou Peter Stepanovich. "Não obstante você está pavimentando o caminho para nós e preparando nosso sucesso."

Desvele as próprias aparências, e se tornará claro que o conservadorismo é a manufatura do niilismo revolucionário.

via souloftheeast

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Crianças assistindo pornô e revelando abusos sexuais

Em reportagem na Dailymail, está que crianças de cinco anos foram expulsas de escolas por sérios abusos sexuais, assistir pornografia, e inapropriadas fotografias suas com conotação sexual.

Centenas de crianças foram banidas da sala de aula por "desrespeito sexual", incluindo assalto, assédio e bullying. Outras foram expulsas por toques inadequados, comportamentos lascivos e pinturas sexuais.

Chocantemente, algumas crianças estavam sendo disciplinadas no seu primeiro ano da escola primária quando novos alunos, de mais ou menos quatro ou cinco anos de idade, outros com 13, 14 e 15, tiveram de ser punidos.

Uma nova investigação descobriu que na Inglaterra há mais de 2mil incidentes entre janeiro de 2010 e setembro de 2013, apesar de que na realidade o número é bem maior, desde que em torno de dois terços das 153 autoridades contactados disseram que não mantiveram informações dos casos, recusaram ou excluíram.

Instituições de caridade infantil e políticos descreveram os fatos, cobertos pela Press Association, como "extremamente preocupante" e pediram ao governo que dificulte o acesso à pornografia por parte das crianças, e que implemente um robusto programa de educação sexual.

Jon Brown, líder do combate ao abuso sexual da NSPCC, disse: "A extensão do assédio sexual e do comportamento sexual inapropriado e, nos piores casos, violência por parte das crianças é extremamente preocupante.

Exposição ao extremo, algumas vezes materiais sexualmente violentos e degradantes estão a poucos cliques e podem perverter o pensamento dos jovens do que é um comportamento sexual normal e aceitável.

Mandar mensagens sexuais é agora a norma para muitos jovens que podem começar enviando imagens explícitas deles próprios.

Precisamos de boa qualidade e uma educação apropriada à idade nas escolas para ajudar os jovens a desenvolver saudáveis e positivas relações entre si, para que as crianças entendam e não se sintam pressionadas a viver de maneira sexualizada, e a respeitar umas as outras".

Seis crianças em aulas de recepção, pela Inglaterra, se envolveram em atos sexuais na escola, segundo as informações colhidas.

Há mais 15 incidentes envolvendo crianças de seis e sete anos de idade, aumentando para 69 incidentes com crianças no sexto ano da escola, quando as crianças estão aos 11 anos, no momento do desrespeito sexual.

Há aumento de incidentes com crianças na escola secundária - com 175 incidentes no sétimo ano da escola.

Os dados mostram aumentos maiores ainda nos grupos dos próximos três anos - com 248 incidentes aos 13 anos de idade, 256 aos 14, 240 aos 15, no décimo ano da escola.

A ex-apresentadora de televisão e Lib Dem peer, Baroness Benjamin, disse que ela não se surpreende pelos dados, tendo ouvido evidências e recebido reportagens de instituições sobre incidentes envolvendo muitas crianças jovens.

Ela disse: "Acredito que um dos principais fatores contribuintes é a exposição da criança a materiais pornográficos na internet, que estão estimulando nelas o que vêem. Elas querem descobrir o que se sente na experiência do ato sexual, e se elas não alcançam o nível de satisfação esperado, vão à próxima garota.

Precisamos de um programa robusto de relação e educação sexual em todas as escolas do país para crianças e jovens, em idades apropriadas, para ajudá-los a entender o verdadeiro significado de amor, respeito e relações sexuais incondicionais".

A ex-apresentadora de Play School disse que os meninos jovens estão "aderindo à pornografia" e que os professores precisam treinar para detectar mudanças no comportamento das crianças que podem sugerir um abuso sexual.

Ela acrescentou: Precisamos ensiná-las que o sexo é coisa de mútuo respeito."

A grande maioria de incidentes é com relação aos garotos, e 9% com meninas.

No entanto, há alguns picos de gênero nos dados. Um porta-voz da London Borough of Hillingdon disse: "A maioria dos casos envolve insinuação sexual por mensagens em crianças que se comunicam por tecnologias móveis (celulares, iphone, etc.).

Também há reportagens ocasionais de menores de idade com relações sexuais, que não chegam a ser investigados, através de cujas investigações a polícia tomaria conhecimento. Comportamentos sexuais, tais como masturbação, são assuntos bem comuns.

"Em termos do quadro incluindo consultas informais, bem como encaminhamentos formais, a maioria são meninas (55%)".

A mesma reportagem da Dailymail tenta fazer com que as pessoas aceitem um programa de educação sexual no país inteiro, o que é inapropriado. O verdadeiro motivo desta exposição e transformação dos jovens não está na internet ou nos celulares (o que, no entanto, deveriam ser recolhidos das crianças), mas na política liberal do país e do mundo ocidental, que permite um agravamento dos interesses em prazeres carnais em detrimento do valor de dignidade da vida humana das civilizações tradicionais.

A educação sexual nas escolas e nas famílias só vai agravar o problema, porque as crianças vão receber apenas a formalização moral do comportamento humano, mas não vão compreender o verdadeiro motivo pelo qual devem se comportar de determinada maneira. Assim, na geração seguinte, com a perda de sentido psicológico e cultural para a moral social, o niilismo sexual se agravará definitivamente.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

EUA espionou cidadãos britânicos com apoio de Londres


A Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA pelas siglas em inglês) esteve espiando os cidadãos britânicos que não eram suspeitos de nenhum delito, em virtude de um acordo secreto com os funcionários de inteligência do Reino Unido, segundo revelou na Quarta o jornal britânico ‘The Guardian’.

De acordo com os documentos obtidos pelo excontratado da NSA, Edward Snowden, o rastreamento e armazenamento das chamadas telefônicas e correios eletrônicos dos cidadãos britânicos foi autorizado graças a um acordo secreto feito em 2007 entre funcionários de inteligência do Reino Unido e da agência de espionagem dos EUA.

EUA e Reino Unido são dois sócios importantes do clube dos “Cinco Olhos”, uma aliança de intercâmbio de inteligência composta por EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

Neste sentido, se supunha que estes cinco Estados estavam comprometidos a respeitar, entre si, os direitos de privacidade de seus cidadãos. Não obstante, os documentos obtidos por Snowden revelam que em 2007 as regras mudaram, através de cujas mudanças a NSA estava autorizada a espionar qualquer telefone celular dos cidadãos britânicos.

Desde o início do mês de Junho deste ano, os documentos filtrados por Snowden esclareceram as crescentes atividades de espionagem de Washington no mundo inteiro.

Os documentos demonstram como o Governo do país estadounidense recolheu os registros telefônicos de todos os cidadãos estadounidenses.


Outros documentos também mostram que as agências de espionagem dos EUA hackearam os sistemas de informática das missões diplomáticas de outros países e que Washington esteve escutando as chamadas telefônicas de pelo menos 35 líderes mundiais, incluindo as da chanceler alemã Angela Merkel, uma dentre os líderes mais influentes na Europa.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

HSBC, origem do ópio



De Londres a Hong Kong, as belas fachadas dos grandes centros de negócios com frequência escondem a violência de suas origens. Esse é o caso do banco HSBC, cujas raízes mergulham em guerras coloniais e comerciais conduzidas pelo Império Britânico na Ásia
por Jean-Louis Conne



No outono europeu de 2009, quatro letras − H, S, B e C − lideravam as principais manchetes dos jornais quando um antigo funcionário desse célebre banco enviou ao fisco francês uma lista de clientes suspeitos de fraude. A mesma sigla aparece de novo em 2011, dessa vez no contexto da demissão anunciada de cerca de 30 mil pessoas. Mas o que está por trás dessas letras? Geralmente, elas são precedidas da expressão “banco britânico”, mas, na verdade, trata-se da abreviação de Hong Kong & Shanghai Banking Corporation. A trajetória dessa empresa de compradores[comerciantes] na China, com sede londrina com vista para o Rio Tâmisa, começa com uma história de ópio.

No início do século XIX, nasceu em Londres, capital do Império Colonial Britânico, a Companhia Peninsular e Oriental de Navegação a Vapor (P&O − Peninsular and Oriental Steam Navigation Company).1 Seu primeiro navio de carga a vela e a vapor, o San Juan, saiu das docas de Londres em 1° de setembro de 1837 para encalhar em águas rasas. Outros navios da companhia afundaram, entre os quais o Carnatic, cujos destroços foram encontrados nos recifes de Abou Nawas [no Mar Vermelho].

Mas a companhia sobreviveria à má sorte. Em 1839, a P&O assinou os contratos para o transporte do correio para Alexandria (Egito), via Gibraltar e Malta. Depois de se fundir com a Companhia Transatlântica de Navios a Vapor (Transatlantic Steamship Company), ela criou, em 1844, aquilo que se pode chamar de os primeiros cruzeiros de luxo no Mediterrâneo. Dez anos mais tarde, a P&O ligaria seu destino ao da Companhia de Navegação a Vapor das Índias Britânicas (BI − British India Steam Navigation Company), cujos navios transportavam o correio entre Calcutá (Índia) e Rangun (Birmânia). Seu proprietário, James Mackay, um administrador colonial escocês, iria se tornar presidente da P&O, a qual, por fim, absorveria a BI.

O próprio Mackay mantinha relações estreitas com Sheng Xuanhai, ministro dos Transportes da China na dinastia Qing (Manchu), a última a reinar, até a abolição do governo imperial em janeiro de 1912. Favorável à introdução da tecnologia ocidental apesar das tensões político-militares, Sheng se tornou defensor dessa causa especialmente em Xangai – onde fundou a Universidade Jiao Tong, orientada para a mecânica, engenharia e equipamentos militares –, depois em Hong Kong. Desempenhando um papel importante, ele promoveu a cidade como a mais tecnológica da China. Em 1902, Sheng e Mackay fecharam, em nome da China e do Reino Unido, um acordo conhecido como Tratado Mackay, que versava sobre a proteção de marcas e patentes.

Foi nesse contexto que outro escocês, Thomas Sutherland, entrou para a P&O. Ele fez carreira na empresa, colaborou para a construção das docas em Hong Kong e se tornou o superintendente da P&O, mas também o primeiro presidente da Hong Kong e Whampoa Dock, em 1863. Nessa época, 70% do frete marítimo estava relacionado com o ópio vindo das Índias, vendido aos chineses por negociantes britânicos e outros, para desespero das autoridades chinesas, que tentavam, em vão, fazer oposição a esse comércio.

Sutherland entendeu a mensagem: a configuração era ideal para o desenvolvimento de um banco comercial. Com outros, ele fundou em 1865 o Hong Kong & Shanghai Banking Corporation, o famoso HSBC. No conselho de administração, presidido por Francis Chomley, estava igualmente a sociedade comercial Dent & Co., cujo nome vem de seu criador, Thomas Dent. Em 1839, o alto funcionário chinês Lin Zexu, reconhecido por sua competência e rigidez moral, havia lançado contra ele um mandato de prisão com o objetivo de forçá-lo a abandonar seus armazéns de ópio, que violavam a proibição decretada pelas autoridades chinesas. Esse foi um dos elementos que provocaram a Primeira Guerra do Ópio, encerrada em agosto de 1842 pelo primeiro “tratado desigual”, o de Nanquim.

No fim da Segunda Guerra do Ópio (1856-1860), as potências britânica e francesa imporiam a criação de concessões territoriais sob administração estrangeira, a abertura de vários portos chineses ao comércio estrangeiro e a legalização do comércio de ópio. O conflito terminaria cinco anos antes de Sutherland criar o HSBC. O banco escolheu bem o nome: alguns desses caracteres significam, em chinês, “reunir”, “colheita” e “riqueza”.

De fato, o HSBC reuniu suas primeiras riquezas graças à colheita do ópio das Índias, depois do Yunnan [província do Sudoeste da China]. Desde 1920, filiais se instalaram em Bangcoc e Manila. Depois de 1949, o banco concentrou suas atividades em Hong Kong e, entre 1980 e 1997, instalou-se nos Estados Unidos e na Europa. Só mudou sua sede social de Hong Kong para Londres em 1993, antes da devolução do território à República Popular da China, anunciada em 1997.

Em 1999, as ações do HSBC Holdings foram cotadas em terceiro lugar na Bolsa de Nova York. O grupo adquiriu a Republic New York Corporation (atualmente integrada à HSBC USA Inc.), assim como a empresa irmã Safra Republic Holdings SA (hoje HSBC Republic Holdings SA, em Luxemburgo). Em 2007, o grupo registrou um resultado recorde, descontado o pagamento de impostos, de US$ 24 bilhões, dos quais 60% vêm de mercados emergentes da Ásia, do Oriente Médio e da América Latina. Pela primeira vez, os lucros acumulados na China atingiram US$ 1 bilhão naquele mesmo ano − tanto quanto na França. Segundo resultados publicados em 1º de agosto de 2011, os lucros comerciais bancários do HSBC apresentaram um crescimento de 31%, e seu faturamento bruto se elevou a US$ 11,5 bilhões.

Desde o fim de 2010, é o escocês Douglas Flint quem manda nos destinos do HSBC Holdings. E, desde março de 2011, Laura May Lung Cha é a presidente adjunta, não executiva, do HSBC. Uma ascensão tão notável que a fez delegada de Hong Kong no 11° Congresso da República Popular da China...

Via Fórum anti-nom e Diplomatique

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Soros e o Império Britânico pela legalização das drogas



O aparato internacional em prol da legalização das drogas, patrocinado e financiado por George Soros, acelerou a marcha para impor à América Latina a política do império britânico de descriminalização e legalização das drogas, alegando que "fracassou" a guerra contra o narcotráfico, e que se necessita de um novo "paradigma contra a proibição".



(EIR) - Já no México, o Conselho de Coordenação Política da Câmara de Deputados aprovou com unanimidade a proposta do deputado Fernando Belaunzarán do PRD, para levar adiante um "debate nacional" sobre a legalização da maconha. Entre os meses de maio e agosto de 2013, a Câmara de Deputados realizará audiências sobre esse tema e convidará a participar um grande número de "especialistas" de todas as partes do país.

De modo mais amplo, a IV Conferência Latino-americana de Política sobre as Drogas, sediada em Bogotá, Colômbia, de 5 a 6 de dezembro, teve como principal patrocinador a Open Society Institute de George Soros, e trouxe organizações não-governamentais (ONGs) e as organizações da "sociedade civil" de diversos lugares do hemisfério para que promovam a legalização das drogas. O homem de Tony Blair na Colômbia, o presidente Juan Manuel Santos, animou aos participantes do evento lançando a ideia  de que é necessário um paradigma "anti-proibição", supostamente para reduzir as mortes e a violência causada, segundo ele, pela guerra contra o narcotráfico.

Todo esse debate vai direto ao núcleo da política de genocídio e despovoamento da rainha britânica: destruindo a mente humana - especialmente as mentes dos jovens - argumentando que as sociedades "democráticas" só pode desenvolver-se quando "se respeita" o direito de pessoas de destruir o seu potencial criativo como se fosse uma questão de "direitos humanos". Como levantou o líder de uma organização não-governamental colombiana, "é impossível conceber um mundo sem drogas" e, portanto, o Estado deve garantir que o seu consumo "seja o menos prejudicial possível." A abstinência não é uma opção, o que é a "redução de danos".

Entre os quais "convocaram" esta reunião há todo um rebanho de instituições financiadas por Soros: a Aliança para a Política de Drogas, o Escritório de Washington sobre a América Latina (que é favorável às drogas) e do Instituto Transnacional. Mas a conferência também arrastou grupos, tais como a instituição de caridade católica Caritas Alemanha, a Federação Internacional das Universidades Católicas (FIUC sua sigla em Inglês), e da Organização Pan-Americana da Saúde, entre outros. O bem conhecido grupo de choque de Soros, a Associação Cívica de Intercâmbios de Argentina, foi uma das principais organizadoras.

Uma das estrelas do evento foi o ministro das Relações Exteriores da Guatemala, Edgar Gutiérrez Girón, que agora é o enviado especial para a política de drogas da Organização dos Estados Americanos (OEA), e que está promovendo a política para legalizar o tráfico de drogas que propõe seu presidente, Otto Perez Molina. Cabe ressaltar que o carro-chefe da monarquia britânica, da Fundação Beckley, escolheu Guatemala como a única sede estrangeira baseado de sua fundação fora da Inglaterra, obviamente, para melhor coordenar a política de legalização das drogas de Otto Perez Molina. Seus escritórios na Guatemala começaram a operar no último verão.

Victor Ivanov: bancos globais precisam mais de drogas do que os carteis de drogas.

17 de dezembro de 2012 - O chefe da Agência Federal de Controle de drogas da Rússia, Victor Ivanov, que se realizou na semana passada uma visita de três dias a Boston, Massachusetts, durante a 7 ª Sessão do Grupo de Trabalho sobre Controle de Drogas ilegais, que opera sob a comissão presidencial bilateral EUA-Rússia. Em um discurso público que deu após a reunião e, em resposta a uma pergunta de EIR, Ivanov apresentou seu argumento devastador apontando que o "beneficiário final" do narcotráfico que mata milhões de pessoas todos os anos é o sistema bancário internacional, que busca voraz por liquidez.

A reunião do Grupo de Trabalho foi realizada na Biblioteca Presidencial John F. Kennedy, e foi presidida pelo Ivanov, e seu colega dos EUA, o diretor do Instituto Nacional de Controle de Drogas, Gil Kerlikowske. De acordo com o portal eletrônico AFCD, entre autoridades russas que participaram do evento esteve o primeiro vice-diretor do Rosfinmonitoring, a agência russa responsável por monitorar transações financeiras. O programa da reunião incluiu o narcotráfico como tal, as medidas para reduzir a demanda, o combate à lavagem de dinheiro de drogas e a promoção virtual de entorpecentes. A onda recente de medidas a favor da legalização nos EUA não foi contemplada oficialmente no programa, embora Ivanov falasse sobre a influência de "novos modelos de quase-cultura de drogas." Ivanov citou várias operações conjuntas bem sucedidas entre a AFCD e a Agência Antidrogas dos EUA (DEA, por sua sigla em Inglês) com as forças anti-droga no Afeganistão entre 2010 e 2012 como exemplos da importância da cooperação internacional no combate ao narcotráfico.

Na quarta-feira dia 12, Ivanov e Kerlikowske lideraram uma reunião pública com o tema "Drogas e Segurança", realizada no Centro Belfer da Universidade de Harvard.

Em seu discurso, Ivanov disse que "o mundo inteiro está coberto de rotas de tráfico de drogas e de infra-estrutura logística para a transferência e venda". A matéria-prima da droga é produzida em alguns países, mas no tráfego de várias há dezenas de países envolvidos. No mundo de hoje, disse ele, "qualquer processo social pode ser visto longe do fluxo de drogas, nem os políticos, militares e até mesmo os culturais, porque  estão sendo constantemente desenvolvidos modelos quase-culturais a favor das drogas" .

Ivanov mencionou casos mais escandalosos de lavagem de narco-dinheiro, do banco Wachovia e HSBC, e mostrou a sua agora famosa apresentação de slides sobre a enorme bolha financeira está a esmagar a economia real. Aqui enfatizou que os bancos internacionais necessitam dos fluxos criminais do dinheiro do narcotráfico mais que os carteis necessitam dos bancos.

Victor Ivanov explicou esta idéia, em resposta a uma pergunta de Myles Robinson e a Executive Intelligence Review, sobre o tráfico de drogas como a realização do sistema financeiro. Ivanov disse:

"Se vemos o componente financeiro dos crimes do tráfico de drogas, há, de fato diversas áreas. Considere um país produtor, Afeganistão. Produz heroína vendida em mercados estrangeiros para cerca de US$ 100 bilhões por ano. Não mais que cerca de 4 bi permanece no Afeganistão, enquanto o resto representa vendas externas. Agricultores no Afeganistão recebem cerca de $ 1,5 bilhões. O Talibã leva cerca de 150 milhões. Todo o resto é vendido nos países de distribuição ou nos países da trânsito, mas o resultado é que o beneficiário final é o sistema bancário global. Todo esse dinheiro não fica dormindo debaixo do travesseiro de alguém, ele vai para o sistema bancário."

"Se vemos uma pirâmide que mostra a distribuição do fluxo de narcóticos, podemos ver que a nível da distribuição têm uma vasta camada, em seguida, o trânsito regional envolvendo os cartéis de drogas, e acima são os fluxos globais de drogas . Considerando a distribuição de dinheiro envolvido, temos exatamente as proporcionalidades para ao contrário. A pirâmide se volta de ponta cabeça. Aqui você pode ver que a menor parte do dinheiro permanece no Afeganistão e então acima estão se multiplicando esse dinheiro de origem criminosa."

"Assim, o produtor, que recebe uma quantidade relativamente pequena de dinheiro, organiza essencialmente instabilidade do processo de exportação, o dinheiro do crime e crescimento do próprio crime organizado. Se a comunidade global está preocupada com o que acontece, mas não concentra seus esforços aqui no ponto da pirâmide, mas aqui [onde é global], então nós temos que ver que isso representa uma enorme sombra projetada em uma grande região do mundo, e é claro que é extremamente difícil eliminar este problema . Mas, se desde o início, focamos nossos esforços em direção ao centro da questão [apontando para a área de produção], em ovos de pato Koshchey o imortal [um monstro de histórias infantis russas que só pode ser morto entrando em sua "morte", que reside em uma agulha no ovo de um pato] e agarrá-lo e esmagá-lo, então nos libertaremos por completo do dinheiro do crime."

"No entanto, estamos trabalhando em todas as áreas ao mesmo tempo. E, no mesmo sentido, há também a questão de interceptar os fluxos de dinheiro e capturar os criminosos seguindo o rastro do dinheiro através do sistema bancário, que circula e se lava. Mas esta é uma tarefa trabalhosa, porque o nível de capturas não é superior a 1% do dinheiro que é lavado. Isso tem a ver tanto com o sigilo bancário e da forma como está organizada em torno do sistema financeiro. Assim estamos trabalhando muito estreitamente com os nossos parceiros americanos, o que nos permite compreender aspectos específicos das fases de lavagem de dinheiro, e tentar perseguir de forma mais eficaz ".

Os britânicos lançam uma nova onda de propaganda a favor das drogas

08 de dezembro de 2012 - A Condessa de Wemyss e March (Amanda Feilding), George Soros, e o não tão virgem bilionário Sir Richard Branson - patrocinaram um filme intitulado "Quebrando o Tabu", que Branson espera que fará pela legalização da drogas em geral que o aquecimento global pelo filme de Al Gore, "Uma Verdade Inconveniente", ou seja, atrelar a opinião popular por trás de uma mentira que leva à morte da massa espécie humana. (NdT: os articuladores da NOM parecem interessados em pseudo-soluções ao problema de aquecimento, o que acaba levando muitos a aceitar a hipótese negacionista, outra ala da mesma propaganda).

O filme de uma hora, produzida pelo filho de Branson para distribuir  no Youtube, com um site e uma petição em favor da legalização das drogas patrocinada pela Fundação Beckley - a senhora do "trepanação" Feilding, o consumidora LSD - se apresentou pela primeira vez em Londres em 05 de dezembro, e na noite seguinte se apresentaou na sede do Google em Nova York. Sua intenção manifesta e forçar os governos em todo o mundo a parar a guerra às drogas, e em vez disso se tornem parte do tráfico de drogas no Império Britânico, sob o nome sofista de "regulação" da produção, do tráfico e no consumo de drogas.

O filme é apoiado por polidas retórica agentes britânicos nas guerras culturais ao longo de décadas, e foi construído em torno de impacto tão incrível e esmagador que um "grupo de líderes mundiais" estão pedindo publicamente aos governos para acabar com a guerra às drogas e, para participar do programa do Império Britânico. Esse "grupo" consiste simplesmente dos presidentes e outros "notáveis" que formaram a comissão para a reforma da política de drogas, financiado e dirigido pelo britânico traficante especulador George Soros. Dois presidentes, por sua vez se juntaram a eles, em primeiro lugar, o Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, um discípulo orgulhoso de seu bom amigo e conselheiro de Tony Blair, e o presidente da Guatemala Otto Perez Molina, controlado pela condessa Feilding.

A propaganda da Beckley Foundation destaca que o presidente Bill Clinton também se juntou a esta campanha. Em uma entrevista para o filme, Clinton renegou uma decisão importante que ele tomou como presidente, de rechaçar o acordo de Wall Street para legalizar o cartel de drogas das FARC - que foi negociado em junho de 1999 por Richard Grasso, presidente da Bolsa de Valores em Nova York, com o apoio de Madeleine Albright no Departamento de Estado - e em vez do governo proporcionar ao governo da Colômbia o apoio necessário para recuperar o controle soberano de seu país, que estava nas mãos de traficantes de drogas. O "Plano Colômbia", adotado por Clinton, que agora ele afirma que não funcionou, salvou a desintegração iminente que Colômbia a enfrentava.

Rússia, e em particular, Victor Ivanov, diretor anti-drogas, observou no filme como a mosca na sopa da debandada global de drogas, por causa da pressão que se faz para os Estados Unidos e outras potências ocidentais adotem uma posição dura sobre a política de drogas como a chave para ajudar o Afeganistão. Ivanov disse em uma entrevista que está incluído no filme, as potências ocidentais, juntamente com a Rússia, devem emular o programa de sucesso do Plano Colômbia. Esta pressão da Rússia, que foi tomada com apreço por sectores-chave dentro das Forças Armadas dos EUA, enfurece os produtores do filme, em que oficiais do Exército britânico tinham sido enviados ao Afeganistão, denunciam irritados a mera menção em atacar o comércio de ópio.

A condessa britânica é a promotora de drogas para a rainha

27 de novembro - A edição de domingo do jornal londrino The Observer publicou em 25 de novembro uma generosa reportagem para promover a condessa britânica, Amanda Feilding, que lidera a campanha mundial para a legalização das drogas, sobre os ombros de outros agentes da coroa como George Soros. Feilding, condessa de Wemyss e march, é o fundador da Fundação Beckley, uma instituição britânica de "caridade" (sic) dedicada à legalização das drogas, cujo papel na campanha da monarquia britânica foi lançado em da revista EIR de 05 de setembro de 2008, "oligarcas britânicos Soros Addiction Run Drive" (Oligarcas britânicos dirigem a campanha Soros pelo vício) e novamente identificado na EIR edição de 16 de novembro de 2012, no artigo intitulado "Política do Império Britânico: A vitória de Obama abraça a  legalização das drogas".

No próximo 05 de dezembro, Fielding está lançando um novo filme de propaganda, intitulado "Quebrando o Tabu" para promover a legalização das drogas. O filme de propaganda foi financiado pela Virgin e o também promove a Avaaz, uma rede internacional de ativistas, que afirmam ter 16 milhões de membros. O projeto do filme também tem o respaldo da coleção de ex-presidentes de George Soros, da Colômbia, Brasil, México, Suíça, Polônia e Estados Unidos, que estão promovendo a legalização e um fim à guerra contra as drogas como panaceia.

De acordo com o perfil apresentado pelo Observer, Feilding é maconheira desde 1960, desde que começou a usar drogas na Universidade de Oxford. O Observer não informa no entanto, que "Lady Amanda" e seu marido fizeram buracos na cabeça em 1970, com a esperança de "expandir a consciência", em uma adaptação bizarra da prática da trepanação da Idade da Pedra.

A Fundação Beckley financia seu próprio projeto MK-Ultra para promover as virtudes de drogas psicodélicas, através de bolsas de investigação para o Imperial College e o University College, de Londres, e John Hopkins University, nos Estados Unidos, com o objetivo de mostrar que o MDMA, LSD e psilocibina a melhoria da saúde mental. Feilding afirma que cortes orçamentais na área da saúde, serviços de saúde, especialmente mentais, tornam necessário o uso de drogas psicodélicas ao invés de tratamento de longo prazo, e que os psiquiatras devem ser autorizados a prescrever psicotrópicos.

Não é nenhuma surpresa que um dos maiores doadores da Fundação Beckley é George Soros. Em um evento de Beckley recentemente, um assessor de política sobre drogas do governo Cameron, David Nutt, disse à platéia que tomar a droga ecstasy é mais seguro do que andar. Quando o discurso veio para as manchetes ele se fiu forçado a renunciar.

Entre as propostas de Feilding para a Inglaterra está a formação de um mercado de agricultores de cannabis, dar heroína como receita médica,  e sessões de drogas psicodélicas como uma nova forma de aconselhamento matrimonial.

Via El Malvinense


Tradução por Conan Hades

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Geopolítica e Narcotráfico

Por El Malvinense

Dos três grandes negócios financeiros do Reino Unido, país integrante da OTAN, que possui ao redor do mundo - seguradoras, narcotráfico e ecologia -, talvez o mais rentável e mais danoso, destruidor da vida, degradante do espírito e aniquilador da alma das nações do mundo seja o narcotráfico.



Desde o século XIX na China durante a ocupação européia, Inglaterra descobriu que poderia destruir e por de joelhos uma nação caso se corrompa seus costumes, se degrade sua moral e se vicie a população embrutecendo-a.

É assim que no século XIX a China contava com 18 províncias nas quais a Inglaterra começou a distribuir o ópio, subproduto da papoula, tal qual a morfina, obtida da mesma planta, são drogas que produzem grande dependência com uma dose, que se administram em feridos em combates e pacientes com câncer para diminuir a dor e levar a uma evasão mental da realidade.

Nesse acontecimento histórico, a Inglaterra implantou casas de ópio por toda a China por mais de 30 anos; no princípio muitas ocultas, e desde 1901 totalmente abertas ao público. Assim se relaxou os costumes na China, debilitou moralmente sua população e a ocupou administrativa e militarmente por mais de 150 anos.

Na época se disse que essas drogas consumíveis e viciantes, também conhecidas por estupidificantes pois tornam estúpida e abobada, traziam consigo uma "nova civilização" cheia de novas experiências transcendentes que converteriam o ser humano em um novo homem superando uma civilização decadente, estruturada e vitoriana (e no caso da China, feudal), mas o que decaía realmente era o próprio consumidor, persuadido pelo "canto das sereias" da Inglaterra.

Essa que foi chamada Guerra do Ópio, trouxe enormes lucros ao Estado inglês, que descobriu assim que para colonizar uma terra estranha a única coisa que deviam tentar antes de tudo era envilecer, degradar e drogar a população. Corrompê-la seria o passo seguinte, favorecendo a corrupção em todas as formas.

O narcotráfico é um grande negócio britânico administrado mundialmente pelos Estados Unidos. Prova das entidades financeiras envolvidas ultimamente em complexas operações de lavagem de dinheiro ilícito provindo do crime internacional. Este esquema devastador da dignidade do ser humano está se apoderando da Argentina com o impulso da legalização da maconha, promovida desde a Grã-Bretanha em um primeiro passo até a liberação de todo tipo de drogas para a posterior perturbação, adoecimento e destruição da coesão da família gerando dessa forma uma sociedade de intoxicados, dementes e proceder finalmente para a balcanização da Nação Argentina.

A droga é um grande negócio que conquista vontades e derruba nações. A Argentina está sob ameaça de dissolução através do mesmo mal e do mesmo inimigo mediante agentes disfarçados servos do império que desde as esferas do poder administram todos e cada um dos items da agenda do poder e uma Nova Ordem Mundial em matéria de segurança, direitos humanos, destruindo as forças armadas e de segurança de uma nação e incentivando a cultura de liberação das drogas.

Via Soberania Argentina

Nota do Tradutor: É questionável uma potência imperialista possuir reais preocupações ecológicas e ambientais, mas não é demais lembrar a existência de organizações pseudo-ambientalistas.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Você sabia que a máscara de V de Vingança representa um "idiota útil" que facilitou as ambições expansionistas do império britânico?

Você sabia que a máscara de V de Vingança representa um "idiota útil" que facilitou as ambições expansionistas do império britânico? É um grave erro esquecer nossa história, mas um erro ainda pior é não conhecê-la, pois isso nos lava a cometer os mesmos erros do passado.

Nos últimos anos é comum ver, em diferentes atos de reivindicação, manifestantes usando a máscara do personagem do filme hollywoodiano "V de Vingança" (Lei Dinde, WikiLeaks, 15-M... ). O grupo de supostos hackers Anonymus chegou inclusive a entronizá-la, convertendo-a em seu principal símbolo.



Mas, sabem realmente, aqueles que a usam, quem é o personagem que representa? E, o mais importante, sabem o grande serviço que prestou esse personagem (sem o querer) à coroa britânica e aos seus anseios expansionistas? Provavelmente a esmagadora maioria não, assim como desconhecem eles mesmos são usados mata fins muito similares para os que foram usados o personagem que representa essa máscara.

Esse personagem é Guy (ou Guido) Fawkes

No ano de 1605, um grupo de fanáticos católicos ingleses, admiradores da inquisição espanhola, entre eles Guy Fawkes, são acusados de tentar explodir o parlamento inglês, com toda família real dentro, com objetivo de restaurar a religião católica na Inglaterra.

O julgamento, como demonstraram muitos historiadores (1), esteva cheio de irregularidades: testemunhos auto-incriminatórias obtidos sob tortura, falsos testemunhos pagos pela acusação, provas falsas, etc. Usando um procedimento igualmente manipulado, a coroa britânica acusou a Espanha (com quem, nessa época, disputava a hegemonia mundial) de estar por trás desta conspiração. Isso foi usado como desculpa para intervir na guerra que a Espanha levava contra os rebeldes holandeses, em apoio aos últimos. Essa intervenção foi crucial para a derrota da Espanha, e indispensável para por, a partir de então, sob a órbita da influência britânica os Países Baixos.

Além disso, esse arranjo, conhecido pelo nome de "conspiração de pólvora", serviu para justificar a posterior brutal perseguição sofrida pelos católicos ingleses, desencadeada sob o pretexto de uma espécie de guerra preventiva contra o terrorismo católico. Essa perseguição tinha como objetivo verdadeiro liberar a Inglaterra definitivamente da influência do papado (ao serviço dos interesses da França e Espanha) sobre sua política interior e exterior, através de sacerdotes fiéis incrustados à corte inglesa, que bloqueavam as pretensões expansionistas da Inglaterra.

Em todo esse perverso jogo político, Guy Fawkes e alguns de seus amigos mais próximos foram apenas idiotas úteis (bodes expiatórios) necessários, usados por Sir Robert Cecil, o premier do rei Jaime I (ou Tiago I) para impulsionar a nova política expansionista britânica.

Hoje em dia, todas aquelas pessoas que, com ou sem a máscara do "V de Vingança", estão prestando apoio a causas como WikiLeaks, o movimento Occupy ou Anonymus, estão desempenhando um papel muito similar ao que Fawkes e os seus prestaram em seus dias:

Anonymus e seu teatrinho de ciberguerra contra o poder governamental está sendo de grande utilidade para alertar sobre o suposto perigo que constitui o anonimato na rede (a polícia chegou a comparar o Anonymus com a al-Qaeda) e, acima de tudo, para mistificar e apresentar a internet como um meio independente e democrático (a pesar de se tratar de uma ferramenta do exército americano, totalmente controlada por este). Isso serviria, em primeiro lugar, para justificar uma maior controla de ciberespaço e, em segundo, para catapultar a internet como novo meio de direção e controle político, supostamente democrático, mas que devido à sua estreita vinculação com os centros de poder imperialistas, seria utilizado como um perfeito meio de controle social totalitário (2).

WikiLeaks, mediante falsos informes, como aqueles em que vinculava od governos de Cuba ou Venezuela com o ETA e as FARC, ou nos quais sem provas insinuava que o programa militar iraniano tinha fins militares, foi de grande utilidade para justificar políticas agressivas contra esses povos.

O movimento 15-M servirá para impulsionar reformas neoliberais destinadas a reformular o capitalismo, com o propósito de fazê-lo ainda mais escravista. A diferença entre o 15-M e a armação da Conspiração de Pólvora, é que, enquanto esta só usada para apenas uma dúzia de "idiotas úteis", no caso de 15-M dezenas de milhares deles trabalharam , na maioria dos casos, de forma totalmente desinteressada.

Via Todoestarelacionado

Tradução por Conan Hades

(1) Eu recomendo a leitura de "A Conspiração da Pólvora. Catolicismo e terror na Europa do século XVII", de Antonia Fraser.
(2) Consulte "A era tecnotrônica" (1970) por Zbigniew Brzezinski.

domingo, 12 de maio de 2013

Dois ministros britânicos propõem a saída da UE

Pela manhã foi o Ministro da Educação, Michael Gove, um homem da máxima confiança do Premier David Cameron. Pela tarde, o Ministro da Defesa, Philip Hammond. Os dois declararam em público que votariam pela saída do Reino Unido da União Européia de houver um referendo. Ainda que os dois deixaram claro que antes dessa consulta deve se dar a oportunidade de negociação com a UE que defende o Premier, o qual prometeu essa consulta para 2017, suas declarações são uma constatação que o crescente êxito eleitoral do UKIP não só dividiu os conservadores, como também levaram essa divisão ao interior do gabinete.



Cameron enfrentou quarta-feira na Câmara dos Comuns uma rebelião de cinquenta de seus deputados que apresentaram uma emenda ao programa legislativo anual apresentado esta mesma semana, exigindo que o Governo aprove agora uma lei sobre o referendo. Gove disse que se absterá, uma opção permitida pelo primeiro ministro aos membros do gabinete.

O que parecia uma quimera, a saída britânica da UE, cada dia parece mais real. Graças ao UKIP e seu líder, Nigel Farage, que se situou no epicentro de Westminster sem ter nenhum deputado entre os Comuns. O segredo de seu êxito foi ligar o desencanto europeu com o medo da imigração e imputar muito populismo. Isso lhe deu um de quatro votos nas eleições municipais de 2 de maio e levou ao pânico o Partido Conservador.

A mensagem do UKIP entrou com especial força no condado de Kent, no sudeste da Inglaterra, onde passou de ter um vereador para 17. Mo Eleanor, de idade inconfessável e e presidenta do UKIP em Kent, vê a mão de Bruxelas por trás de quase todos os males britânicos e é uma ardente partidária do abandono da UE. Está no UKIP "porque quero que me devolvam o meu país", proclama. "85% das leis com as quais temos que viver foram feitas pela União Européia", se queixa. Antiga votante do Tory, começou a se afastar do partido faz alguns anos, principalmente quando o primeiro ministro John Major aceitou o Tratado de Maastricht.

Ver mais em El País

terça-feira, 9 de abril de 2013

Festejada a Morte de Margaret Thatcher no sul de Londres

"Maggie maggie Maggie, morta morta morta" e "depois de tanto tempo, a bruxa morreu" foram as palavras de ordem ouvidas durante o festejo.

Centenas de pessoas se reuniram ontem à noite no sul de Londres para celebrar a morte de Margaret Thatcher.



Com um lugar improvisado e cervejas, vizinhos de Brixton, um bairro que enfrentou tumultos durante os anos da "Dama de Ferro", mostraram seu júbilo pelo falecimento.

Nas ruas se escutava "Maggie maggie maggie, morta morta morta" e cartazes com lemas contra a ex-primeira ministra eram vistos nas mãos do público.

Clive Barger, um homem de 62 anos de idade, disse que saiu para mostrar que o tempo de Thatcher foi "um dos mais vis e abomináveis da história social e econômica".

Nem todos os participantes se lembrariam dos tempos da "dama de ferro", mas Jed Miller, de 21 anos, disse que sua família "nunca teve nada de bom pra dizer sobre ela".



Algumas pessoas da multidão assistiram a comemoração das vítimas do thatcherismo. "É um dia solene. É importante lembrar que o thatcherismo não está morto, é importante que as pessoas saiam às ruas para que o governo não esconda o que fez", disse Ray Thornton, um estudante de 28 anos.

Mais de 300 pessoas se reuniram no centro da cidade de Glasgow para celebrar uma festa organizada no Twitter.

O grito que se escutou em Glasgow foi "depois de tanto tempo, a bruxa morreu" ao mesmo tempo em que rolhas de garrafas eram estouradas.

Via 24 horas

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

"Os fantasmas arrogantes de Perón sobrevivem"


 "Não deixem que Argentina se convirta em potência. Arrastará com ela toda a América Latina" (Winston Churchill, Yalta, 1945).

"A queda do tirano Perón na Argentina é a melhor reparação ao orgulho do Império e tem para mim tanta importância como a vitória da segunda guerra mundial, e as forças do Império Inglês não lhe darão trégua, quartel nem descanso na vida, nem tampouco depois de morto" (Winston Churchill, Discurso na Câmara dos Comuns, 1955)

"Que te passas, pirara/ Não te esqueças do escárnio/ quando Mansilla e Rosas te deram/ lá em Obligado/ Que te passas, pirata?/ Acorda-te da água fervente/ quando aqui, em Buenos Aires, te sacamos correndo".

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Os fantasmas arrogantes nacionalistas de Perón

Por Enrique Oliva

O fantasma do retorno do peronismo aterrorizava boa parte da Europa colonialista e particularmente Inglaterra. O apoio do povo à recuperação das ilhas o entendia como uma ação da ditadura para perpetuar-se, mas sua derrota levaria à Argentina a mãos peronistas. Dali o apuro de François Mitterand, presidente da França, o principal país colonialista do velho mundo, para ser o primeiro em oferecer solidariedade e colaboração à senhora Tatcher, segundo reconhecera esta. As manifestações populares em Buenos Aires e no resto do território, eram uma preocupação permanente, culpando delas "comunistas e peronistas". Nada se escutou na Grã Bretanha que frente à Casa Rosada, um dos lemas mais repetidos era "as Malvinas são Argentina e a praça é de Perón". Vejamos como se traduzia esta situação na imprensa britânica. Os jornais do domingo 04 de Abril de 1982, já confirmada a ação argentina, repetem numerosas fotos do General Galtieri, mapas das ilhas e tomas de manifestações na Plaza de Mayo. "Por que o povo de Evita volta a alegrar-se?", se pergunta o Sunday Telegraph, e como outros meios, falam de "Galtieri no balcão de Evita". Na Segunda de 5 de Abril, uma das fotos difundidas apresentavam o general Perón e Evita com um epígrafe dizendo: "os fantasmas arrogantes nacionalistas de Perón sobrevivem" (Express). Andrés Graham-Yool, que em nada defende a Junta, no Guardian do 6 de Abril, aporta novos pontos de vista para interpretar os sentimentos argentinos. Insinua que "o golpe de efeito de Galtieri pode convertê-lo em um novo Perón". Também temos visto o caso do perseguido diretor de Buenos Aires Herald, Robert Cox, escrevendo em diversos meios, a favor de uma mais correta valorização das demandas argentinas sobre Malvinas. A Tribuna Herald de 7 de Abril publica uma foto em primeira página do presidente de fato, e seu principal título disse: "Galtieri triunfante e com certos ecos de Perón". Como lema da campanha psicológica, os meios insistem na frequente comparação de Galtieri a Perón. Uma repetida caricatura mostra uma rua de Puerto Argentino cujo noome foi tachado e substituido por outro pintado que disse: "Boulevar Evita". Uma nota vinda de Buenos Aires, escrita por Amit Roy para o Daily Mail, o 8 de Maio traz um título chamativo: "Os peronistas voltam a chorar a sua deusa Evita". Ali disse: "Os peronistas se encontraram com a oportunidade perfeita no aniversário da lendária María Eva Perón, cuja magia se mantém incólume entre os pobres a quem ela amou e explorou" (!). "A terra da mentira virtuosa". É um insólito artigo firmado por V. S. Naipaul, em Daily Mail do 19 de Maio entrando por nossa história recente e utilizando os termos mais grosseiros e insultantes imagináveis. A nota mostra três fotos com um epígrafo único: "Maus governantes de um povo bom? De esquerda a direita os ditadores Rosas, Eva e Juan Perón e o general Galtieri". Disse que os argentinos afirmam: "Somos boa gente, mas temos maus governantes... Em 1972, quase todos os argentinos eram peronistas".

"O peronismo seria pior que a Junta"

Inquieta Washington a mudança da realidade na Argentina, consciente de que "logo do sangue derramado e da calamitosa situação econômica interna e sua enorme dívida externa, será muito difícil evitar desestabilizações se eo governo não ceder a dar lugar a democratização do país". Esta opinião corresponde ao chanceler paralelo Denis Healey e vai acoompanhada pelo termos já manifestado repetidas vezes nos Comuns por membros dos principais partidos políticos: "o peronismo seria pior que a Junta". Então se chega a uma situação muito curiosa. A maioria governante, conservadora, está coincidindo nestes momentos com o general Haig, sem consultar o povo argentino, sugerindo um plano tipo Brasil, onde elegiriam presidentes entre os partidos "democráticos", presididos por um militar. Estas ideias se sustentam a gritos em todos os meios e dizem que se consideram também Buenos Aires, segundo se escreve em 13 de Junho no The Sunday Mail, um tal Toki Theodorocopulos, especialista em chismes sociais, que cita opiniões de seus amigos ali, "entre jogadores de polo". Seu pensamento, que disse compartilhar, o resume assim: "Multipartidária com militares como cães de guarda". Não descarta a inclusão de alguns peronistas, mas "sem Perón nem Evita" (?). A maior inquietude se centra agora na necessidade de que "os militares voltem aos quartéis em desgraça" porque abririam o caminho ao poder ao peronismo, coisa que supõe fará muito mal ao país, "porque com nacionalizações e expropriações de propriedades privadas isolarão a Argentina". Ainda que pareça estranho, Londres e Washington, que dizem lutar pela democracia, liberdade e autodeterminação dos moradores da ilha, estão preparando um governo para Argentina, acomodado a seus interesses. Para eles tudo seria questão de "estilo", disse Theodorocopulos, pois "os argentinos preferem estilo a substância". A tudo isto se agregam as persistentes ideias dos falcões apoiadores de Margaret Tatcher sobre "a necessidade de humilhar Argentina", segundo disse em 13 de Junho um de seus principais oradores, Woodrow Wyatt, em Daily Mirror. Este coincide com Parkinson e também com Winston Churchill. O neto do ex-primeiro ministro foi chamado à discreção por sua mãe Pamela, ex-esposa de Randolhp Churchill e logo casada com o ancião miltimilhonário e político Averell Harriman. Esta senhora vivia a 50 quilômetros de Washington em uma residência onde concorriam poderosos norte-americanos e estrangeiros. em cujos salões se decidiam questões públicas de importância nacional e internacional. Uma destas foi pedir a seu filho, por sugestão da Casa Branca, que fechasse a boca. A ideia repetida por Wyatt, era falar, não de humilhar determinado setor, mas a Argentina toda. Tende a lograr que "até as crianças não voltem a pensar mais nas Falklands, impondo-lhes o pagamento dos danos dessa louca aventura". Não obstante o chamado de atenção materno, Winston Churchill não se cala e declarou aos peronistas, logo da decisão dos conservadores de pedir à Comunidade Europeia o mantimento das sanções econômicas contra Argentina, e disse: "A Comunidade Europeia já deve ter compreendido que a Junta era um trio de pequenos ratos que enfrentou um leão de verdade e a coletividade internacional. Demonstraram que não entendem outra língua que o da força. A causa da liberdade e da justiça deve consolidar-se agora com consições que garantem o acato e uma ordem internacional sem agressões. A prolongação de sanções por parte da comunidade contribuirá para esse fim, para concluir o iniciado em forma segura e definitiva. Este caso prpecisa ser instrutivo, fazendo compartilhar ao povo uma cota de responsabilidade ao respaldar uma ditadura fascista".

Londres e Washington se preocupam com Galtieri

Em 15 de Junho, já confirmada a capitulação do general Ménendez, os temores expressados em Londres tendiam à conveniência de preservar o governo de Galtieri pois "as hordas peronistas nas ruas" podiam desestabilizá-lo. Esta inquietude era compartilhada pelos conservadores da senhora Tatcher, como de boa parte da oposição trabalhadora. Um conservador chegou a recomendar à Junta que "devia impor a lei marcial para evitar o transbordar das massas fascistas". Quer dizer, que os efendosres da liberdade e da democracia agora desejam apoiar "a ditadura apodrecida". Este é um dos qualificativos mais suaves que vieram adjucando-lhe, até chamar o presidente como "pior que Hitler". Naturalmente, se estão mobilizando "cavaleiros razoáveis" amigos da Grã Bretanha para que influam nas Forças Armadas e ofereçam sua colaboração para integrar um "governo confiável". O "Financial Times", porta-voz da City, disse que até hoje (2006) o muito influente trabalhador escocês Tam Dalyell "prognosticou que quando os argentinos tiverem sido repatriados, haveria uma declaração por parte da metade do mundo que reconhecem os reclames argentinos pela soberania. Inspirador por esta declaração os argentinos seguirão combatendo. As vezes não serão mais que escaramuças, mas eventualmente a luta de incrementará. Assim como os norte-americanos se e aproveitaram em Vietnã e a opinião pública norte-americana se opôs ao ponto de que tiveram que trazer de volta seus homens, assim nos veremos forçados a enfrentar o imenso custo em sangue e dinheiro da aventura Malvinas". "O povo nas ruas", disseram em 16 de Junho os correspondentes ingleses de Buenos Aires como um chamado de atenção. A ITV, televisão privada, recomendou como fizera dias atrás, que "o governo deve impor a lei marcial para evitar o transbordar das massas fascistas". Isto demonstra as duas grandes preocupações dos britânicos e de seus aliados ocidentais. Primeiro, que Argentina não se descontrole politicamente como se corresse perigo de cair na "democracia", e segundo que abandonem a guerra e a deem por definitivamente perdida em Puerto Argentino.

Ontem e hoje a mídia inglesa e de seus aliados europeus, Le Monde de Paris entre eles, se inquietaram pelo futuro governo da Argentina. Não preferindo um imediato chamado a eleições democráticas, sugerem entregar o mando "a figuras prestigiosas radicais como o ex-presidente Arturo Illia ou Raúl Alfonsin". Assim destacou como uma boa solução, especialmente em Londres e Washington, o secretário geral da OEA, Alexandro Orfila, que segundo The Guardian, está "disposto a agir como presidente interino da Argentina".

"Perigo de democracia na Argentina"

Sem embargo, a maioria da mídia não oculta sua preocupação pelos massivos distúrbios em Buenos Aires, que se extendem a todo o país, e fazem cambalear o regime militar da Junta. The Daily Telegraph, citando um editorial da New York Times entitulado "Um erro fatal nos cálculos da Junta", disse: "Galtieri pensou que poderia salvara sua cambaleante Junta das turbas peronistas". Ali, no "perigo de democracia na Argentina", se centra a maior preocupação da Grã Bretanha, Estados Unidos e seus aliados. Eles estão acostumados a dominar muitos países impondo e manejando ditadores mutáveis, de cujos delitos contra os direitos humanos não se sabe pela grande imprensa. The Times se opõe em 18 de Junho a "um governo descontrolado pela demagogia". Hoje persiste em sugerir "um presidente de transição". Assim como antes falou de Alejandro Orfila ("disposto a assumir a presidência interina", segundo suas próprias declarações em Washington), se volta a falar de outros civis, incluindo o chanceler Costa Méndez. Agora mais bem se despejam suas preferências por Martínez Raimonda, "muito respeitado nos círculos políticos por sua moderação e homem para o caminho da democracia". Se trata do embaixador na Itália da Junta, "fundador e líder do pequeno Partido Democrático Progressista" (sic). O outro candidato civil é Nicanor Costa Méndez, "um ex diplomata, que não tem base de poder efetivo e a pouca autoridade que tinha se perdeu por seu desempenho nas negociações da disputa das Malvinas". Destas considerações, pode supor-se que em Martínez Raimona pensa o governo britânico, quando disse The Times. Daily Express traz uma nota sobre "Como os machos devem humilhar-se". Uma segunda é entitulada: "A queda de um belicista". Disse: "Implacável até o final...". "Vão e arrogante, Galtieri se via a si mesmo como o novo Juan Perón".

Traduzido por Álvaro Hauschild

Via Pensamientonacional