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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Wikileaks revela complôs dos EUA para derrubar Chávez



Uma parte da nova série de documentos secretos, filtrados por Wikileaks, está dedicada a Venezuela e mostra a clara mão dos EUA nos esforços para derrubar o presidente venezuelano, Hugo Chavez.

Os arquivos publicados evidenciam que pelo menos duas companhias estrangeiras dirigiram ações da oposição venezuelana desde 2006 e desenharam sua campanha para as eleições parlamentárias do ano de 2010.

Os documentos, que datam de entre Julho de 2004 e Dezembro de 2011 e que foram publicados por Wikileaks em sua conta de Twitter já estão disponíveis em linha. Se baseiam nos correios eletrônicos das empresas Stratfor e Canvas, que segundo as filtrações, em sua aspiração de derrubar Hugo Chavez utilizavam também os estudantes e outras figuras não formais.

Um dos informes filtrados por Wikileaks, elaborado em Janeiro de 2010 por Canvas, entitulado 'Análise da situação em Venezuela', propõe uma estratégia copiada do movimento juvenil pró-democrático Otpor!, que foi aplicada com êxiso na Sérvia. Apoiado pela CIA, utilizou os protestos estudantis e uma 'revolução de cores' para derrubar Slobodan Milosevic em 2000.

Por sua vez, Stratfor, que foi assinalada como um tipo de versão da Agência Central de Inteligência (CIA), pretende oferecer uma análise, dedicada ás corporações multinacionais que buscam investir na Venezuela. Os correios eletrônicos filtrados demonstram que seus motivos e objetivos estão longe de ser independentes, e que estão trabalhando como uma agência de inteligência e estratégia para aqueles que buscam a intervenção no país.

Os correios eletrônicos filtrados abarcam uma variedade de temas, se concentram no setor da energia, petroquímica e do petróleo em particular, a mudança política, a situação das forças contrarrevolucionárias, e o estado das forças militares. Também tocam as relações da Venezuela com Cuba, China, Rússia e Irã, e proporcionam projeções sombrias da economia e o futuro do setor financeiro.

Faz uma semana o sítio de filtrações Wikileaks publicou um enorme arquivo de correios eletrônicos da empresa estadounidense de inteligência e espionagem Stratfor, relacionado com vários países da América Latina, que implica mais de um milhão de documentos. Os novos cabos revelados por Wikileaks demonstram o crescente desespero dos funcionários dos EUA pelo avanço das alianças do presidente venezuelano, Hugo Chavez, no continente. Assim indicou naquele momento o fundador do portal, Julian Assange.

Via Cubadebate

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Governo britânico ameaça invadir embaixada equatoriana em busca de Assange

O chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, disse nesta quarta-feira que o governo britânico ameaçou invadir a embaixada do país em Londres se o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, não for entregue, e que a decisão sobre o pedido de asilo será anunciada na quinta-feira.
"Hoje nós recebemos uma ameaça do Reino Unido, uma ameaça clara e por escrito, de que eles poderiam invadir nossa embaixada em Londres se o Equador se recusar a entregar Julian Assange", disse Patiño, em Quito.

Em comunicado, após se reunir com o presidente Rafael Correa, ele acrescentou ainda: "não somos uma colônia britânica".

O fundador do site WikiLeaks - que irritou os Estados Unidos em 2010, quando seu site publicou documentos diplomáticos secretos - é requerido pela Suécia para ser julgado por crimes sexuais.

"O governo do Equador já tomou uma decisão a respeito do asilo para o senhor Assange e a anunciará amanhã às 7h locais (9h no horário de Brasília)", declarou Patiño a jornalistas.

Assange permanece na Embaixada do Equador em Londres desde 19 de junho. O australiano disse que teme ser extraditado aos Estados Unidos porque acredita que ali sua vida corre perigo.