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domingo, 26 de julho de 2015

Os 'Quatro Grandes' Bancos de Wall Street e as 'Oito Famílias'

por Alfredo Jalife-Rahme
 
A mídia russa expurgou e apontou em forma específica os quatro oligopólios financeiristas - os "quatro grandes megabancos" -que "controlam o mundo", como é o caso de uma perturbadora investigação de Russia Today: Black Rock, State Street Corp., FMR (Fidelity), Vanguard Group.


Resulta também que a "privatização da água" é realizada pelos mesmos "megabancos" de Wall Street, em uníssono do Banco Mundial, que beneficia em seu conjunto o nepotismo dinástico dos "Bush" que buscam controlar o Aquífero Guarani na América do Sul, um dos maiores de "água doce" do planeta.

Já desde 2012 o anterior legislador texano Ron Paul - pai do candidato presidencial Rand; um dos criadores do apóstata "Partido do Chá (Tea Party)", mas um dos melhores fiscalistas dos EUA - tinha salientado que "os Rotschild possuem ações das principais 500 transnacionais da revista Fortune" que são controladas pelos "quatro grandes (The Big Four)": Black Rock, State Street, FMR (Fidelity) e Vanguard Group.

Agora, Lisa Karpova, de Pravda.ru, entra no labirinto das finanças globais e comenta que se trata de "seis, oito ou talvez 12 famílias que realmente dominam o mundo, sabendo que é um mistério (supersic!) difícil de decifrar".

Como pode existir no século XXI ultratecnificado e transparentemente democrático, como pregam seus turiferários também e tão bem controlados, tanta opacidade para conhecer quem são os plutocratas megabanqueiros oligopólios/oligarcas que controlam as finanças do planeta?

Karpova salienta que as oito (supersic!) reduzidas "famílias", que foram amplamente citadas na literatura, não se encontram longe da realidade: Goldman Sachs, Rockefeller, Loeb Kuhn e Lehman (em Nova Iorque), os Rothschild (de Paris/Londres), os Warburg (de Hamburgo), os Lazard (de Paris), e Israel Moses Seifs (de Roma). Haja lista polêmica onde, a meu ver, nem são todos os que estão, nem estão todos os que são!

Karpova empreendeu o "inventário dos maiores bancos do mundo" e percebeu-se da identidade de seus principais acionistas, assim como de quem "toma as decisões". Alguém poderá criticar, não sem razão, que o inventário de Karpova não alcança a sofisticação de Andy Coghlan e Debora MacKenzie, da revista New Scientist, que develam a plutocracia bancária e suas redes financeiristas - o um por centro que governo o mundo -, baseados em uma investigação de três teóricos dos "sistemas complexos", mas que no final das contas coincide de forma surpreendente, apesar de sua simplicidade interrogatória.

Karpova descobriu que os sete megabancos de Wall Street controladores das principais transnacionais globais são: Bank of America, JP Morgan, Citigroup/Banamex, Wells Fargo, Goldman Sachs, Bank of New York Mellon e Morgan Stanley. Karpova descobre que os megabancos de outrora são controlados por sua vez pelo "núcleo" de "quatro grandes" (The Big Four)": Black Rock, State Street Corp., FMR (Fidelity) e Vanguard Group.

Estes são os achados dos controladores de cada um dos sete megabancos: 1) Bank of America: State Street Corp., Vanguard Group, Black Rock, FMR (Fidelity), Paulson, JP Morgan, T. Rowe, Capital World Investors, AXA, Bank of NY Mellon; 2) JP Morgan State Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelity), Black Rock , T. Rowe, AXA, Capital World Investor, Capital Research Global Investor, Northern Trust Corp., e Bank of Mellon; 3) Citigroup/Banamex: State Street Corp., Vanguard Group, Black Rock, Paulson, FMR (Fidelity), Capital World Investor, JP Morgan, Northern Trust Corporation, Fairhome Capital Mgmt e Bank of NY Mellon; 4) Wells Fargo: Berkshire Hathaway, FMR (Fidelity), State Street, Vanguard Group, Capital World Investors, Black Rock, Wellington Mgmt, AXA, T. Rowe e Davis Selected Advisers; 5) Goldman Sachs: os quatro grandes, Wellington, Capital World Investors, AXA, Massachusetts Financial Service e T. Rowe; 6) Morgan Stanley: os quatro grandes, Mitsubishi UFJ, Franklin Resources, AXA, T. Rowe, Bank of NY Mellon e Jennison Associates, e 7) Bank of NY Mellon: Davis Selected, Massachusetts Financial Services, Capital Research Global Investor, Dodge, Cox, Southeatern Asset Mgmt. e os cuatro grandes.

Os "quatro grandes" que dominam os sete megabancos e gozam de sobreposição e interações apenas destróem quem controlam State Street e Black Rock. 

A) State Street: Massachusetts Financial Services, Capital Research Global Investor, Barrow Hanley, GE, Putnam Investment e … os quatro grandes (eles mesmos são acionistas!), e B) Black Rock: PNC, Barclays e CIC.

Dá o exemplo de sobreposições/interações , como PNC, que é controlado por três dos "quatro grandes": Black Rock, State Street e FMR (Fidelity).

Em seu livro Guerra de Câmbios, o autor chinês Song Hongbing no momento catalogava os Rothschild como a família mais rica do planeta, com um descomunal capitão de 5 bilhões de dólares.

Se os Rothschild fossem um país, teriam então o quinto (supersic!) lugar do Ranking global, atrás do PIB de 7,3 bilhões de dólares da Índia (quarto lugar) e maior que Japão de 4,8 bilhões de dólares (quinto) e antes que a Alemanha (sexto), Rússia (sétimo), Brasil (oitavo) e França (nono).

Já havia citado um artigo do mesmo The Economist - também propriedade, como The Financial Times, do grupo Pearson -: todos controlados pela matriz Black Rock, um dos "quatro grandes" - em que se demonstrava as transnacionais que Black Rock controla: principal acionista de Apple, Exxon Mobil, Microsoft, GE, Chevron, JP Morgan, P&G, Nestlé, sem contar os 9 por cento de ações da Televisa.

Segundo Karpova, "os quatro grandes" controlam além disso as maiores transnacionais anglosaxões: Alcoa; Altria; AIG; AT&T; Boeing; Caterpillar; Coca-Cola; DuPont; GM; G-P; Home Depot; Honeywell; Intel; IBVM; Johnson&Johnson; McDonald's; Merck; 3M; Pfizer; United Technologies; Verizon; Wal-Mart; Time Warner; Walt Disney; Viacom; Rupert Murdoch' News; CBS; NBC Universal. Os donos do mundo!

Como se o anterior fosse pouco, Karpova comenta que a "Reserva Federal (a FED) compreende 12 bancos, representados por um conselho de sete pessoas e representantes dos quatro grandes".

No fim do dia a FED está controlada pelos "quatro grandes" privados: Black Rock, State Street, FMR (Fidelity) e Vanguard Group.

A meu ver, é muito provável que existam imprecisões que seriam produto da própria opacidade dos megabanqueiros.

Na fase da "guerra geofinanceira", o que conta é a percepção dos analistas financeiros da China e da Rússia que acusam a existência de "quatro grandes" e oito famílias, entre as quais se destacam os banqueiros escravistas Rothschild: controladores em seu conjunto de outro tanto de megabancos e da FED.

Os donos do universo!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Venezuela ultrapassa Colômbia e é a 4ª economia latino-americana


Venezuela foi reconhecida como a quarta economia mais forte da região, depois de ultrapassar a Colômbia, revelou o Fundo Monetário Internacional (FMI) em seu mais recente informe de perspectivas para América Latina.

O informe do FMI salienta que o PIB da Venezuela em 2012 chegou a 382,4 bilhões de dólares, enquanto a Colômbia ficou nos 360 bilhões.

O FMI atribui o crescimento venezuelano a políticas "expansivas". Em 2012 a Venezuela cresceu 5%, enquanto a nação vizinha teve acréscimo de 4,7%.

Brasil se mantém no primeiro lugar como a maior economia da América Latina, com um PIB de 2,396 trilhões, enquanto o México, em segundo lugar, informou que seu PIB de 2012 chegou a 1,177 trilhões; Argentina ocupou a terceira posição com PIB de 475 bilhões.

Via AVN

terça-feira, 26 de março de 2013

Líderes russos alertam: "Tirem todo o dinheiro dos bancos Ocidentais agora!"


Um “boletim urgente” do Ministério de Relações Exteriores mandado a Embaixadas ao redor do mundo hoje alerta tanto cidadãos, quanto empresas russas a começar a desinvestir seus ativos das instituições bancarias e financeiras do Ocidente “imediatamente”, já que os crescentes  temores do Kremlim [dizem] que a União Europeia e os Estados Unidos estão preparando-se para o maior roube de riquezas privadas na história moderna.

De acordo com esse “boletim urgente”, este aviso está sendo feito em nome do Primeiro Ministro Medvedev, que hoje mais cedo alertou quanto às ações dos bancos Ocidentais contra o membro da União Europeia, Chipre, dizendo:

“Todos os erros possíveis que poderiam ser feitos, foram feitos por eles, a medida proposta é de natureza confiscatória e sem precedente em caráter. Eu não posso compará-la com qualquer além de ... decisões tomadas por autoridades Soviéticas... quando elas não pensaram muito sobre as economias de sua população. Mas nós vivemos no Século XXI, sob as condições de economia de mercado. Todos têm insistido que os direitos à propriedade devem ser respeitados.”

As afirmações de Medvedev se igualam àquelas do Presidente Putin que, do mesmo modo, alertou sobre as tomadas sem precedentes de ativos por parte da União Europeia no Chipre, chamando-as de “injustas, não profissionais e perigosas”.




No nosso informativo de dezessete de março “[A] Europa reage em choque após o Assalto dos bancos, [os] Estados Unidos foram alertados que [serão] os próximos”, nós notamos que as entidades russas têm de €23 a €21 (US$30-US$40) milhões em depósitos nos bancos do Chipre [comparados aos €127 (US$166) bilhões sendo mantidos em circunstâncias similares por 60 das maiores corporações estadounidenses em contas estrangeiras para evitar o pagamento de impostos nos EUA] que correm risco de serem confiscadas por banqueiros da União Europeia.

Não satisfeitos pela miséria que geraram pelo continente todo, no entanto, e sem considerar os alertas russos, os oficiais da União Europeia endureceram suas posições contra o Chipre hoje, anunciando que se o governo do Chipre não autorizasse a tomada de contas privadas de banco até segunda-feira, eles seriam forçados a destruir seus bancos, que permanecem fechados por dezessete dias e não mostram sinais de reabrir em breve.

Estando em acordo com a irritação dos líderes russos contra [as decisões] da União Europeia sobre o Chipre, o “Canada’s Globe” e o “Mail News Service” disseram:
 “O parlamento do Chipre estava certo esta semana ao rejeitar a proposta de confiscar dinheiro das contas de banco medianas. A ideia foi um reductio ad absurdum da política da zona do Euro sobre a dívida soberana de alguns de seus países-membros.

Seria melhor para o governo do Chipre negligenciar totalmente algumas de suas obrigações, do que tomar parte das economias das viúvas e órfãos. Assim como dos aposentados ou aqueles que estão prestes a se aposentar – enquanto pretendem cobrar um imposto. Isto é especialmente verdadeiro em um país que tem seguro de depósito para até cem mil euros, para que se proteja [àqueles que economizam] pequenas quantias.

Até poucos anos atrás, o Chipre – que é, em realidade, a seção etnicamente grega do Chipre, já que a sessão turca é um protetorado de facto da Turquia – tinha um superavit fiscal, mas a sua relação próxima com a Grécia resultou em uma crise quando a Grécia caiu diante de uma recessão severa. A dívida do governo ainda é administrável, mas os bancos do Chipre estão trêmulos por causa de seus empréstimos para a Grécia.”

Em face da massiva injúria popular, os representantes parlamentares votaram excepcionalmente, no começo da semana, contra o plano União Europeia de roubar o dinheiro dos depositantes, deixando a Zona do Euro enrolada em uma situação que foi, de fato, criada pelos banqueiros europeus, que forçaram o bancos do Chipre a emprestar dinheiro para a quase-falida Grécia em primeiro lugar.

Pior talvez seja o que esta em espreita para os estadounidenses que, no dia trinta e um de janeiro, perderam uma garantia sobre US$ 1,5 trilhões de depósitos bancários durante a crise financeira de 2008, que assegurava aos nervosos clientes que seu dinheiro estava a salvo.

De acordo com as fontes do Kremlin, então, a repentina visita do presidente Obama a Israel essa semana, a primeira que ele fez desde que foi eleito em 2008, era para avisar pessoalmente aos chefes israelenses do seu “plano” de começar a confiscar os depósitos bancários de seus cidadãos também.

É interessante notar que o “plano mestre” do regime de Obama para roubar a riqueza de seus cidadãos que não esta mais protegida, foi detalhado pelo gigante administrador internacional e principal conselheiro mundial em estratégias de negócio, o “The Boston Consulting Group (BCG)”, no seu relatório de dezembro de 2011, chamado “ Collateral Damage: Back to Mesopotamia? “O Plano da Reestruturação da Dívida” alertou sobre o plano do governo estadounidense de confiscar até 30% de não somente as contas bancarias dos cidadãos estadunidenses, como também de suas outras riquezas.

O comentário do muito respeitado boletim informativo “Zero Hedge”  sobre este relatório do BCG sombriamente afirmou:


“Negação. [A] negação é segura. Reconfortante. Religiosa e implacavelmente abusada pelos políticos que não querem e não podem encarar a verdade. Uma palavra sinônima a “inverter a ordem”. A sim, essa “inversão de realidade” que tantos economistas ruins e iludidos acreditam ser o status quo para os Estados Unidos e para o mundo, só porque funcionou para o Japão nas últimas três décadas ou, dizendo de outro modo, “só porquê”.

Então, que pena. De acordo com esse absolutamente relevante relatório,  que não vem de algum comerciante ou entrevistado de credibilidade dúbia da BBC, nem mesmo de um apaixonado executivo de um condenado banco italiano, mas de uma consultoria poderosa [como] a Boston Cunsulting Group, [que] confirma que a “inversão de ordem” está morta. E agora é hora de encarar os fatos.

Quais fatos? Os fatos que afirmam que entre as dívidas domésticas, corporativas e governamentais, o mundo desenvolvido possui mais de US$20 trilhões além além do limiar sustentável pela definição de “sustentável” em face do PIB de 180%.

Os fatos que dizem que todas as tentativas de eliminar as dívidas em excesso falharam,  e no momento, até o implacável esforço do Federal Reserve de inflacionar o caminho para sair desse intrasponível montante de dívida, falhou.

Os fatos que afirmam que a única maneira de resolver esta imensa carga de dívidas é através de uma reestruturação global de dívidas (que seria, entre outras coisas, empurrar todos os bancos globais para a falência), na qual, quando tudo estivesse feito, teria que ser financiada pelos detentores de ativos globais: as classes medias e altas, que teriam que pagar, se o BCS está certo, aproximadamente 30% [de sua riqueza] em um imposto único para ansiar para que a grande reversão finalmente chegasse e [para] que o mundo fosse colocado novamente em um caminho viável.

Mas não antes do maior episódio “transitório” de dor, miséria e sofrimento na história da humanidade. Boa sorte políticos e proprietários de ativos financeiros, porque após a Negação, vem a Raiva, e apenas depois disso vem a Aceitação.”

Quanto à evidência de que as massas de cidadãos-medios estadounidenses ou europeus continuarão se protegendo contra este resultado apocalíptico, há pouca evidência, já que a tão dita “mídia de massas” continua a esconder esta catástrofe vindoura. Mas, como a Rússia já alertou, o momento de se proteger está se esgotando e os únicos sobreviventes serão aqueles que deram ouvidos.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Argentina acusa o FMI de tratamento desigual a países

 O governo argentino afirmou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) outorga um "trato desigual e de duplo padrão", ao responder à nação de cenrusa com que o organismo sancionou Buenos Aires por seus questionados sistemas estatísticos.

"O ânimo que está por trás do informe tem que ver com sancionar quem não faz as coisas como o FMI quer", assegurou hoje o ministro de Economia argentino, Hernán Lorenzino, resenhou DPA.

"Nos anos 90 a Argentina era apresentada como um modelo para o mundo", salientou o ministro, que afirmou que "quando o país buscou um modelo próprio de desenvolvimento inclusivo se converteu em um mal exemplo".

"O objetivo é dizer que os que fazem as coisas de modo diferente não são um bom exemplo", sublinhou Lorenzino.

O FMI sancionou nesta Sexta-Feira com um inédito movimento de censura à Argentina pelas questionadas medidas de inflação do Intituto Nacional de Estatística e Censo (INDEC), que perderam fiabilidade e que o organismo pôs-se a corrigir antes de 29 de Setembro.

"O Diretório Executivo do FMI considerou que os avanços da Argentina na implementação dos corretivos desde o encontro do Diretório em 17 de Setembro não foram suficientes", disse o organismo. "Como resultado, o Fundo emitiu uma declaração de censura contra Argentina em relação com sua ruptura da obrigação com o Fundo sob os artigos de acordo", agregou.

O FMI urgiu a Argentina a "adotar as medidas corretivas" sobre suas medidas de inflação da Grande Buenos Aires, que geralmente deixam resultados até um terço mais baixos que os cálculos de entidades privadas ou provinciais, "sem novas delações".

O ministro da Economia considerou que "parece paradoxal que estejam preocupados pelas medidas que aplica Argentina neste contexto internacional em que muitos países europeus têm problemas importantes e seguiram as receitas do Fundo".

O organismo multilateral, segundo opinoou o funcionário argentina, se baseou "em dois dogmas de fé: no dogma segundo o qual as consultoras privadas medem bem a inflação e o INDEC não o faz; e no dogma de que os índices provinciais a partir de 2007 divergem dos índices do INDEC, ambas falsidades".

Lorenzino anunciou no entando que o governo "está trabalhando fortemente no processo do IPC (índice de preços ao consumidor) com alcance nacional".

"É um dos trabalhos que estamos encarregados e sobre o qual o FMI está absolutamente lado a lado e que, em definitivo, vai atender a substituição do OPC GBA que somente tem alcance na cidade de Buenos Aires e alguns partidos do conurbano e que estamos pensando em pôr em marcha este ano", informou. 

Na respostas oficial do governo à sanção, o Ministério da Economia afirmou que "um posicionamento de tal natureza com respeito à Argentina constitui não só um novo erro do FMI, mas também um claro exemplo de tratamento desigual e de duplo padrão deste organismo em sua relação com certos países membros".

"Este é o mesmo Fundo que se mostra complacente com declarações inexatas de dados e com falidas políticas que consuziram à crise global. Um FMI que incluso sendo consciente que suas receitas não funcionam não se arrepende de suas prescrições", sustentou em um comunicado.

Pediu, além disso, a concretização de "uma reunião extraordinária da Junta de Governadores do FMI que examine a política do organismo ao nosso país e sua atuação na origem da crise econômica e financeira mundial".

A medida do Fundo, ainda que mais que nada constitui um forte puxão de orelha posto que suas consequências últimas, incluída a suspensão do país do FMI, são ainda mais distantes, tem a gravidade de ser uma decisão inédita.

Uma "censura" é o primeiro passo que - com novos prazos, isto se - abre o processo de sanções pelas quais o país sob a lipa, de seguir não cumprindo as recomendações do FMI, pode acabar sendo declarado "não elegível" para usar os recursos gerais do Fundo.

Ainda mais, a rede de sanções que poderia provocar esta declaração prevê ainda que o diretor gerente, Lagarde neste caso, decida "recomendar" que o organismo "suspenda o direito ao voto e outros direitos relacionados" do país sancionado, segundo as normas internas do FMI.

Contudo, o organismo voltou a declarar sua disposição ao "diálogo" com as autoridades argentinas para "melhoras a qualidade" de seus dados estatísticos e para, em termos mais amplos, "reforçar a relação entre Argentina e o FMI".

Via ANN

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Greve geral na Europa

 
"No dia 14 de novembro ocorrerá uma greve geral na Espanha, Portugal e Grécia. Unir as lutas dos trabalhadores em escala europeia! Construir também na Itália a greve geral!"
(Declaração do Comitê Central do PdAC)

As massas populares de toda Europa estão sofrendo ataques pesadíssimos em suas condições de vida e de trabalho. Direitos conquistados em anos de lutas são desmantelados. Demissões, miséria, salários de fome são o quotidiano para milhões de trabalhadores de todos os países europeus. Os governos burgueses, a partir daqueles dos países com a dívida pública mais alta (os chamados PIIGS - Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha), têm lançado em campo planos de austeridade que preveem o desmantelamento do Estado de bem estar social, a redução dos salários, a demissão nos serviços públicos, o aumento dos impostos pagos pelos trabalhadores. Os governos nacionais aplicam as medidas que lhes são requeridas pela chamada Troika, isto é Banco Central Europeu, Comissão europeia e Fundo Monetário Internacional: estes organismos supranacionais, enquanto continuam a dar bilhões aos bancos e indústrias, jogam os custos da crise nas costas dos operários, dos trabalhadores assalariados, dos jovens estudantes e dos imigrantes.

O que está ocorrendo na Itália com a revisão de despesas e o pacote do governo Monti (chamado cinicamente "lei de estabilidade") é semelhante ao que está ocorrendo na Grécia, Espanha e Portugal. O governo, depois de haver fornecido bilhões ao capital financeiro e industrial, hoje apresenta uma alta conta aos trabalhadores: novos e pesadíssimos cortes na saúde, na escola pública (enquanto se dá mais de 220 milhões às escolas privadas em obsequio ao Vaticano), na administração pública.

Também na Espanha, Portugal e Grécia os governos estão baixando pacotes semelhantes: mas nestes países os trabalhadores há meses estão organizando uma dura resistência, com greves gerais, manifestações de massa e até ataques ao Parlamento. É hora de, também na Itália, os trabalhadores, os estudantes e os jovens sairem às ruas em uma grande jornada de greve geral, que bloqueie o país até dobrar o governo.

O dia 14 de novembro representa uma ocasião importantíssima para lançar esta luta na Itália, na unidade de classe com os proletariados espanhol, português e grego. Na Grécia, Espanha e em Portugal os sindicatos - sejam aqueles de colaboração sejam aqueles de luta e de base - proclamaram uma greve geral. Construamos a greve geral do dia 14 de novembro também na Itália! Transformemos a jornada do dia 14 em uma primeira grande greve geral europeia!

Demonstremos aos banqueiros e capitalistas que têm o destino da Europa  nas mãos que o proletariado, se for a campo unido, é uma força imbatível.

Abaixo os planos de cortes sociais da UE!
Não ao saque dos trabalhadores e do povo!
Fora a Troika e seus governos!
Esta dívida não é nossa!

Viva a luta internacional dos trabalhadores!

Via Vermelhoaesquerda

sábado, 17 de março de 2012

Islândia devolve 1/5 de seu fundo de resgate um ano antes do prazo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) informou hoje que a Islândia devolveu um ano antes do previsto um quinto de seu fundo de resgate, adotado em 2008 no valor de 2,15 bilhões de dólares. Ele anunciou o pagamento, no montante de 443,4 milhões de dólares foi realizada em 12 de março, mas, de acordo com acordos com o Fundo, a Islândia tinha até 2013.

Juntamente com o anterior desembolso de Fevereiro de 2012, que teve lugar no prazo estabelecido, as obrigações da Islândia com o FMI são no valor US$ 1,6 bilhões a serem pagos até 2016.


A Islândia teve de recorrer à ajuda do FMI após o colapso do sistema bancário de Outubro de 2008, que mergulhou a nação em uma crise econômica produnda, da qual ainda está se recuperando.

A exposição extrema dos bancos islandeses à ativos de alto risco levou a um desinvestimento que tem levado aos tribunais vários banqueiros e até mesmo o então primeiro-ministro Geir H. Haarde, que é acusado de agir com negligência e pode ser condenado a dois anos de prisão.

Via 20minutos

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

FMI reduz estimativa de crescimento mundial e prevê recessão em 2012

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS


Em relatório divulgado nesta terça-feira, o FMI (Fundo Monetário Internacional) reduziu as estimativas de crescimento da economia mundial, prevendo uma expansão global de 3,25% neste ano --uma redução dos 4% estimados no último comunicado, em setembro. O organismo indica ainda que deve aumentar a recessão na zona do euro e que a crise pode se agravar. O Brasil também será afetado e deve crescer 3%.

De acordo com o relatório, as economias da zona do euro devem encolher 0,5% em 2012. Em setembro, o órgão previa um crescimento de 1,1% na região.

Embora o FMI acredite que a economia mundial sofrerá com a crise europeia, que pode se agravar, os impactos da recessão da zona do euro não devem ser sentidos fortemente nos Estados Unidos.

Além disso, o organismo internacional manifestou preocupação com os cortes orçamentários e planos de austeridade, medidas que podem diminuir o crescimento e abalar a confiança dos mercados.




De maneira geral, segundo o comunicado, o FMI vê a atividade econômica global se desacelerando, mas não entrando em um colapso, com muitos países evitando uma nova entrada em uma recessão. "No entanto, isso baseado na suposição de que na zona do euro os políticos vão intensificar os esforços para enfrentar a crise".

Para a América Latina, a previsão de crescimento do FMI passou de 4% para 3,6% em 2012. O Fundo advertiu ainda que esse corte do crescimento mundial é bastante significativo, de 0,7 ponto percentual com relação às previsões de setembro, e que por isso todas as regiões devem ser afetadas.

"As perspectivas de crescimento global se obscureceram e os riscos escalaram bruscamente durante o quarto trimestre de 2011, à medida que a crise na zona do euro entrou em uma perigosa nova fase", diz o FMI.

CONTAMINAÇÃO

Os problemas relativos à dívida e ao deficit público na Europa foram ressaltados pelo Fundo, mas ao mesmo tempo foi pedido que as medidas de austeridade não agravem a situação.

"Dada a profundidade da recessão de 2009, tais taxas de crescimento são baixas demais para fazer uma diferença maior nos altos índices de desemprego", afirmou o Fundo.

O FMI ressaltou que o desempenho de economias emergentes e em desenvolvimento desacelerou conforme os bancos europeus resolveram gastar menos no exterior e a demanda europeia se contraiu. Com isso, a previsão média de avanço para tal grupo é de 5,4% neste ano e 5,9% em 2012 --um corte de mais de meio ponto na estimativa anterior.

"A previsão para o crescimento está medíocre e poderia ser ainda pior", afirmou Olivier Blanchard, conselheiro econômico do FMI, citado pelo comunicado da organização. "A recuperação mundial, que já era fraca, periga estagnar. O epicentro do perigo é a Europa, mas o resto do mundo está sendo cada vez mais afetado".

BRASIL

O Brasil teve seu crescimento reduzido em 0,6 ponto percentual pelo fundo, para 3%, e o do México foi cortado em apenas 0,1 ponto percentual, para 3,5%.

A projeção para os Estados Unidos se manteve sem alterações, com uma expansão prevista em 1,8%, mas a União Europeia entrará em recessão, com uma contração de 0,5% (queda de 1,6 ponto percentual).

A China crescerá em 2012 cerca de 0,8 ponto percentual a menos, a 8,2%, e o Japão deve crescer apenas 1,7% (-0,6 ponto percentual).

Já a Espanha deve apresentar uma contração de 1,7% em 2012 e uma queda de 0,3% em 2013. Já a Itália cairá 2,2% em 2012, segundo o Fundo.


Fonte: FOLHA.com