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domingo, 30 de agosto de 2015

Sobre memórias geneticamente herdadas por ancestrais - existem memórias inatas?

No seriado Supernatural Memória, escrito por Bennet Joshua Davlin, Dr. Taylor Briggs, que lidera pesquisas em memória, examina um paciente encontrado próximo da morte na Amazônia. Enquanto checava o paciente, Taylor é acidentalmente exposto a uma droga psicodélica que ativa memórias de um assassino que cometeu assassinatos muitos anos antes que Taylor tivesse nascido. O assassino era seu ancestral. As memórias de Taylor, apesar de serem memórias de acontecimentos que Taylor nunca experienciou, são bem detalhadas. Elas contêm o ponto de vista do seu ancestral e todo o cenário visual experienciado pelo assassino.

Embora o filme seja sobrenatural, traz à tona uma questão interessante. É possível herdar as memórias de nossos ancestrais? A resposta não é preto no branco. Depende do que estamos significando com "memória". A história do filme é muito buscada: não há evidência ou teoria científica crível que sugere que podemos herdar memórias de episódios específicos de acontecimentos que nossos ancestrais experienciaram. Em outras palavras, é bem improvável que você de repente se lembre do dia do casamento de seu tataravô ou do parto da sua tataravó.

Mas a ideia de herança ou memória genética de um tipo distinto tem um grau de plausabilidade. Há muitos tipos distintos de memória. Memória episódica é memória de acontecimentos específicos, tais como sua memória da sua última festa de aniversário. Memória semântica é memória de informação que é apresentada como um fato, por exemplo, o fato de que Obama é o atual presidente, que "ranariano significa um tipo de sapo, ou que 31 é um número primo. Finalmente, memória procedural é memória de como fazer coisas, por exemplo, sua memória de como nadar ou trocar uma lâmpada.

É controverso que a memória procedural pode ser herdada. Bebês sabem como chupar sem serem ensinados a isso. Isso é um tipo de memório procedural, e é claramente genético. A controvérsia central e muito mais controversa é a questão de se a memória episódica e a semântica podem ser herdadas. A memória semântica parece ser o candidato, pelo menos parcialmente, mais genético. Filósofos proeminentes, psicólogos e linguístas através da história já pensaram que a memória semântica não é sempre adquirida através do ensinamento. O grande e antigo filósofo grego, Platão, pensou que as almas que não são instanciadas em um corpo humano são parte de um céu platônico. No céu platônico, as almas adquirem ideias universais platônicas (por exemplo, piedade, justiça, bondade moral). Quando uma alma é instanciada em um novo nascimento, o bebê aprende estes universais ao "olhar para trás" em direção ao véu da realidade física e encontrar as verdades na sua alma.

Car Gustav Jung, um psicoterapeuta suíço e psiquiatra fundador da psicologia analítica, é bem conhecido por sua teoria do inconsciente coletivo. O inconsciente coletivo, diferente do inconsciente pessoal, é um tipo de memória genética que pode ser compartilhado por indivíduos com um ancestral comum da história. Enquanto não somos conscientes do inconsciente coletivo, pode influenciar nossas ações. Tomando um exemplo bem mundano, se nossos ancestrais tiveram uma crença de que o fogo era perigoso, essa crença pode ser parte de nosso inconsciente coletivo e influenciar como nos comportamos quando estamos próximos do fogo.

Jung encontrou esta teoria do inconsciente coletivo durante a psicanálise dos sonhos dos seus pacientes. Ele acreditou que o simbolismo que ele encontrou era proeminente nos sonhos dos seus pacientes, comumente marcas emprestadas de um ancestral histórico. Este tipo de simbolismo é um tipo de evento de sonho que é difícil de explicar por qualquer coisa na própria vida daquele que sonha.

Em tempos modernos, Noam Chomsky, um influente linguísta americano, é famoso por ter levado adiante uma teoria que tem um elemento de memória semântica genética como seu núcleo. Chomsky argumentou que os homens nascem com uma capacidade para a aquisição linguística que põe certas limitações sobre que tipos de línguas humanas são possíveis. As limitações que limitam que tipo de gramática uma língua humana pode ter são também algumas vezes referentes à "gramática universal". A gramática universal pode ser compreendida como uma rede de estruturas de linguagem herdada, que é comum a todos nós.

Como nossa memória semântica genética pode ser manifestada no cérebro? As memórias são armazenadas no cérebro na forma de redes neurais no córtex cerebral, a camada externa do cérebro. O cérebro deposita específicas proteínas ao longo das sinapses neurais que tornam os neurônios possíveis de se comunicar no futuro. Isso é também conhecido como "potenciação de longo prazo". Enquanto as proteínas são normalmente depositadas como um resultado de aprendizado, é possível que algumas delas sejam codificadas pelo código genético.

Mas se, na verdade, há algo como memória semântica, qual parte do genoma humano a codifica? Nós realmente não sabemos. O que sabemos é que não temos ainda descoberto o propósito de muitos segmentos de código genético. Alguns desses segmentos podem conter informação de memória semântica.

Há alguma evidência de pessoas que nascem sem um dos sentidos que ainda têm habilidade para formar imagens visuais que representam a falta de informação sensorial. Por exemplo, pessoas que sempre foram cegas, de nascimento, reportam imagem visual. Não podemos confirmar que o que elas reportam como imagem visual seja realmente visual. Para confirmar isto deveríamos investigar se há atividade neural nas áreas visuais do cérebro quanto a estes assuntos, no momento em que reportam estas imagens visuais. Mas é ainda um projeto para o futuro.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Rússia expulsa os alimentos geneticamente modificados


 
Neonnettle: O vice-primeiro ministro russo, Arkady Dvorkovich anunciou que o futuro da agricultura para a Rússia não envolverá GMO (alimentos geneticamente modificados). A Rússia agora tende a focar em melhorar a saúde do solo e em ter a comida mais limpa do mundo.
 
De acordo com WorldTruthTV, a Rússia não importa GMO como fazem os países europeus, nem os faz crescer. Contrariamente aos EUA, a Rússia aprofundou sua preocupação quanto à segurança dos GMO e optou em implementar um moratorium estendido sobre seu uso como parece aos outros, tecnologias mais seguras que não vêm com o risco de nascidos defeituosos, disrupção endócrina e câncer.
 
No recente Fórum Econômico Internacional feito em São Petersburgo, Dvorkovich contou aos ouvintes que a Rússia "optou por um caminho diferente", e que o país "não mais usará tecnologias genéticas em alimentos" que aumentem a produção. O anúncio coincide com as afirmações feitas pelo presidente Vladimir Putin em 2014 sobre a necessidade de proteger os cidadãos russos contra os GMO. 

"Precisamos construir adequadamente nosso trabalho de modo que não esteja contrário às nossas obrigações perante a WTO (Organização Mundial do Comércio, pela sigla em inglês)", afirmou Putin. "Mas mesmo com isto em mente, não obstante temos métodos e instrumentos legítimos para proteger nosso próprio mercado, e sobretudo os cidadãos".

Oficial: GMO causam obesidade e câncer, e não serão tolerados.

Esse é o tipo de coisa que os americanos deveriam demandar dos seus próprios políticos eleitos - uma ênfase sobre proteger as pessoas ao invés dos lucros das corporações - mas, infelizmente, os Estados Unidos olham para os GMO de modo muito diferente. A despeito de todos os riscos envolvidos, os fantoches políticos americanos acreditam que os GMO deveriam continuar a dominar o mercado de alimentos nacional sem que eles próprios sejam etiquetados.

Enquanto isto, a Rússia está rumando para a expulsão dos venenos tóxicos, enfatizando a necessidade de políticas agrárias que tomam uma abordagem precavida às modalidades controversas como biotecnologia que envolvem gens artificiais e pesticidas tóxicos. A vice-presidente da Associação Nacional para Segurança Genética Russa, Irina Ermakova, disse recentemente:

"Foi provado que não apenas na Rússia, mas também em muitos outros países do mundo que os GMO são perigosos. O consumo e o uso de GMO podem levar a tumores, cânceres e obesidade".

O primeiro ministro: Se os americanos querem GMO, tudo bem, mas os russos preferem orgânicos.

O primeiro ministro Dmitri Medvedev também fez algumas chamadas ano passado quando anunciou que a Rússia não mais importaria quaisquer produtos GMO, audaciosamente proclamando que a Rússia tem mais que o bastante de terras e recursos para produzir alimentos orgânicos seguros e limpos, sem qualquer necessidade de alimentos multinacionais e bio-pirateados, além de químicos venenosos.

Ele afirmou, conforme a RT.com, que "se os americanos gostam de comer produtos GMO, deixemos que comam então. Nós não precisamos disto; temos o bastante de espaço e oportunidades para produzir alimentos orgânicos".

Com tudo isso em mente, os "Rússia maligna" da mídia americana se tornou menos convincente. Os estadounidenses serão duramente pressionados a nunca ter um político contra a GMO, como são os líderes russos, e então estes é que são os "bandidos" e os estadounidenses é que são os "mocinhos"?

domingo, 24 de novembro de 2013

Argentina: GMOs causam graves defeitos em fetos


Argentina se tornou um dos maiores produtores de soja, com a maioria de sua safra sendo composta de organismos geneticamente modificados (GMO). A pulverização agrotóxica no país aumentou consideravelmente nos últimos anos, em 1990 9 milhões de barris de agrotóxicos foram requeridos, comparado aos 84 milhões de barris que hoje se demanda. Incluído nisto está o uso de mais de 200 milhões de litros de herbicidas contendo venenos como glifosfato, principal ingrediente no Roundup. Toda a safra do país, em todas as safras de algodão e milho, se tornou geneticamente modificada nesta última década. Juntamente com o aumento da safra GMO e com o uso de pesticidas, o país recebe um preocupante e alarmante crescimento de defeitos de nascença, estatísticas de câncer, e outras doenças. Isto levou muitos dos cidadãos, incluindo profissionais médicos, a afirmar que pesticidas, GMOs e gigantes de biotecnologia são os únicos culpados.

A menina Camila Veron, de dois anos de idade [na imagem acima], nasceu com problemas múltiplos nos órgãos e gravemente deficiente. Os médicos contaram à família que a culpa é provavelmente dos agrotóxicos. Dezenas de outros casos similares estão preocupando a região. É fortemente pensado que o herbicida usado nas safras geneticamente modificadas agiu no período de gravidez, causando defeitos no cérebro, coração, intestinos, no feto. Em Ituzaingo, um distrito composto de 5 mil pessoas [e rodeado por muitos campos] vivenciaram nos últimos oito anos mais de 300 casos documentados de câncer associados a fumigação e pesticidas. Eles reportaram estatísticas de câncer 41 vezes mais que o padrão nacional.

A Monsanto [não surpreendentemente] negou as reclamações de que seus GMO têm contribuído de alguma forma para o aumento na ocorrência de nascimentos defeituosos no país. Com aquelas dezenas de casos expostos, que ilustram o desuso e ilegalidade de aplicação pesticida, os pesticidas estão aparecendo em estatísticas alarmantes no solo e na água ingerida. De forma perturbadora, em 80% das crianças sobreviventes em um local foram encontrados pesticidas no sangue. Estudos demonstraram que baixa concentração de pesticidas [como o glifosfato] leva a células humanas adoecerem e a causar câncer.

Infelizmente, para o departamento de relações públicas da Monsanto, a Associated Press documentou muitos casos dentro do país onde os venenos foram e estão sendo aplicados de muitas formas proibidas por lei, ou desaconselhável pela ciência. Profissionais de medicina também avisam seus clientes que a aplicação de pesticida no país é a culpada. Não só é o aumento das safras Roundup um risco para os residentes na região, mas um perigo para o meio ambiente, e outros animais que se alimentarão das safras. Na luta contra os gigantes de alimentos geneticamente modificados e tecnologia biotecnológica [protegidos pelo governo], como a Monsanto, é crucial lembrar que os alimentos geneticamente modificados nunca foram seguros para consumo por um período de tempo estendido. Uma única esperança é que as corporações como Monsanto, que destróem vidas e comunidades, sejam responsabilizadas por seu descaso e ações deploráveis.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Nascem os primeiros bebês transgênicos do mundo

Foi informado ontem a noite que foram criados os primeiros seres humanos geneticamente modificados.

A revelação de que 30 bebês nasceram depois de uma série de experimentos nos Estados Unidos provocou outro forte debate sobre a ética.

Até o momento, foi comprovado que dois dos bebês contêm genes de três "pais" diferentes.

Quinze crianças geneticamente modificadas nasceram nos últimos três anos como resultado de um produto de um programa experimental no Instituto de Medicina Reprodutiva e Ciência de San Bernabe, em Nova Jersey. Os bebês nasceram de mulheres que tinham problema para conceber. Os genes extra de uma doadora feminina foram inseridos em seus óvulos antes que fossem fertilizados, com a intenção de que pudesse conceber.

Testes digital de amostra genética feitos em duas crianças de um ano da idade confirmam que herdaram o DNA de três adultos - duas mulheres e um homem.

O fato dessas crianças herdarem genes extra, e os terem incorporado à "sua linha genealógica" significa que, por sua vez, podem transmiti-los aos seus próprio filhos.

A alteração da linha genealógica humana - na verdade, alterar a estrutura da nossa espécie - é uma técnica rejeitada pela imensa maioria dos cientistas do mundo.

Os geneticistas temem que um dia esse método possa ser usado para criar novas raças de humanos com características adicionais, como força ou inteligência superior

Escrevendo na revista "Human Reproduction", os investigadores, dirigidos pelo pioneiro em fertilidade, o professor Jacques Cohen, disse que "esse é o primeiro de modificação genética humana que resulta em crianças normais e sãs".

Alguns especialistas criticaram severamente os experimentos. Lord Winston, do Hospital Hammersmith, no oeste de Londres, disse à BBC: "Quanto ao tratamento da infertilidade, não há evidência de que essa técnica vale a pena (fazê-la)... Estou muito surpreso de que mesmo essa fase foi realizada. Sem dúvida, não será permitida na Grã-Bretanha".

John Smeaton, diretor nacional da Sociedade para Proteção de Crianças por nascer, disse: "Um tem grande simpatia pelos casais que sofrem de problemas de fertilidade. Mas isso parece ser um exemplo mais do fato que o processo de fecundação in vitro, como meio de concepção, ruma a se considerar os bebês como objetos de uma linha de produção".



"É mais um passo adiante para a humanidade, além de ser muito preocupante, pelo caminho equivocado". O professor Cohen e seus colegas diagnosticaram que as mulheres eram inférteis pois tinham defeitos nas estruturas minúsculas de seus óvulos, chamadas mitocôndrias.

Eles tomaram os óvulos das doadoras e, com agulha fina, aspiraram parte do material interno - que contém mitocôndrias "saudáveis" - e o injetaram nos óvulos das mulheres que queriam conceber.

Devido a mitocôndria conter genes, os bebês resultantes do tratamento herdaram o DNA das duas mulheres. Estes genes agora podem ser passados pela linha genealógica ao longo da linhagem materna.

Um porta-voz da Autoridade de Fertilização Humana e Embriologia (HFEA), que regula a tecnologia de reprodução assistida na Grã-Bretanha, disse que não autorizaria a técnica pois trabalha com modificar a linha genética.

Jacques Cohen é considerado um cientista brilhante porém controverso que empurrou os limites das tecnologias de reprodução assistida. Desenvolveu uma técnica que permite homens inférteis a terem seus próprios filhos, mediante injeção de DNA de esperma diretamente ao óvulo em laboratório.

Antes disso, apenas as mulheres inférteis eram capazes de conceber mediante fertilização in vitro. No ano passado, o professor Cohen disse que sua experiência lhe permitira clonar crianças - uma perspectiva tratada com horror pela comunidade científica dominante.

"Seria o trabalho da tarde para um de meus estudantes", disse, e acrescentou que foi contactado por "pelo menos três pessoas que desejam criar uma criança clonada, mas rejeitou seus pedidos".

Via Cañasanta

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Alemães decidem que alimentos geneticamente modificados não são saudáveis


A química gigante BASF alemã está fechando sua divisão biotécnica na Alemanha. A ação foi solicitada por resistência massiva aos alimentos geneticamente modificados entre tanto políticos quanto entre o público. Os oponentes aos GM são jubilosos, enquanto alguns pesquisadores estão reclamando dizendo que isso é outro caso da hostilidade alemã contra a tecnologia.

Via Care2