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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Hitler na Consciência Germânica


por Emil Cioran

Nenhum político no mundo hoje inspira tanta simpatia e admiração em mim quanto Hitler. Há algo de irresistível no destino deste homem, para quem todo ato da vida tem significância apenas por sua participação simbólica no destino histórico de uma nação. Pois Hitler é um homem que não tem o que se chama de vida privada. Desde a guerra, sua vida é uma abnegação e um sacrifício. O estilo de vida de um político adquire profundidade apenas quando o desejo pelo poder e a vontade imperialista de conquistar estão acompanhados por uma grande capacidade de abnegação.

A mística do Führer na Alemanha é perfeitamente justificada. Até mesmo aqueles que se consideram adversários apaixonados de Hitler, e que dizem odiá-lo, são levados pela fluidez de sua mística que erigiu sua personalidade em um mito. Durante a conspiração de Röhm, quando nada oficial se sabia ainda, ouvi tantas pessoas que, na véspera, criticavam Hitler sem reservas, exclamando: "tenhamos esperança de que nada tenha acontecido com ele!"

Seus discursos são marcados por um pathos e um frenesi que apenas as visões de um espírito profético pode alcançar. Goebbels é mais refinado, mais sutil, tem uma ironia mais discreta, tem gestos nuanciados e toda uma aparência de um muito refinado e habilidoso intelectual, mas ele não é capaz das vulcânicas e torrenciais explosões que te privam de teu espírito crítico. O mérito de Hitler foi ter despojado uma nação de seu espírito crítico. Pode-se dinamizar algo, pode-se criar efervescência apenas enquanto se privar os homens daquela liberdade que é sua distância entre uns e outros e entre si mesmo [entre eux et soi]. A fecundidade de uma visão é revelada apenas por sua habilidade para seduzir. Ser capaz de acusar de irresponsabilidade aqueles que escolheram outro caminho, eis o destino dramático e a responsabilidade de um visionário, um ditador e um profeta. 

Com Hitler, a habilidade de seduzir é tanto mais impressionante naquilo que não é assistido pelo charme de uma fisionomia expressiva. Seu rosto nunca expressou nada mais do que energia e tristeza. Porque deve-se apenas saber: Hitler é uma pessoa triste. Esta tristeza deriva de demasiada seriedade. Isto caracteriza todo o povo germânico, um povo desesperadamente sério, comparadas com o qual as nações latinas são de algazarra.

Tive a oportunidade de testemunhar um dia, em Berlim, um tipo de êxtase coletivo diante do Führer. Durante uma celebração, no momento em que Hitler estava passando no Unter den Linden, a população se precipitou e circundou seu carro, sem ser capaz de pronunciar uma única palavra, paralisada. Hitler é tão enraizado na consciência germânica que deveria ser um grande desapontamento para as pessoas terem que deixar adorá-lo. É perfeitamente curioso ver que Hitler ganhou ainda mais confiança da nação depois da crise recente do partido.

Aqueles que falam reservas sobre ele fazem menção à sua "falta de cultura". Como se, para liderar uma nação, fosse necessário citar Goethe a cada discurso! O que importa é uma infinita vibração da alma, uma absoluta vontade de realização na história, uma intensa exaltação ao absurdo, um élan irracional ao sacrifício da própria vida. Admitamos que, nas ditaduras da Europa hoje esta grande tensão está presente. É necessário se tornar um poder. Nós devemos também seriamente nos questionar se nações pequenas podem avançar sem recorrer [passer par] à ditadura.

É igualmente verdadeiro que as ditaduras representam as crises do espírito. Cada uma marca um vazio no progresso histórico da cultura. Um justo número de Nacional Socialistas concede isto. Carência de universalidade, eis o problema da cultura germânica. E o Nacional-Socialismo fez até mesmo a ilusão de uma universalidade desaparecer. Julgando-a de um ponto de vista estrito, é um movimento de uma magnitude espantosa. Um dinamismo extraordinário dimensionou a nação e imprimiu sobre ela um ritmo de intensidade inaudível. Em apenas um ano, o Nacional-Socialismo criou mais que o Fascismo em dez. Mussolini é talvez mais prendado que Hitler, mas não esqueçamos que Hitler lutou mais, que ele encontrou dificuldades incomparáveis, e que o destino da Alemanha é infinitamente mais complexo e dramático que o da Itália. Uma genuína tragédia social está acontecendo na Alemanha: nas atuais condições, é humanamente impossível derrotar o desemprego. A tensão nacional é tão grande que, dada a impossibilidade de trazer soluções imediatas e concretas para muitos problemas insondáveis no momento, persiste-se em uma atmosfera de "dinâmica perpétua" cujos perigos foram realçados por [Vice Chanceler Franz] von Papen em seu discurso de Marburg, uma dura crítica ao regime feita em nome da oposição católica.

A oposição dos católicos é inegavelmente grande. O papa, tendo proibido os jovens católicos de se unir à Juventude Hitlerista (Hitler-Jugend), a pressão hitlerista e as reações levaram a sérios conflitos com os católicos. Os bávaros, que são fortemente católicos praticantes, não hesitariam um instante se eles tivessem que escolher entre sua fé e o Nacional-Socialismo.

Mas Hitler significa mais para o povo germânico do que não-sei-que papa que se envolve em assuntos internos de um povo em nome de uma cristandade trivializada pela política e chamada de catolicismo.

Hitler apaixonadamente incendiou as lutas políticas e dinamizou por uma inspiração messiânica todo um domínio de valores que o racionalismo democrático tornou chato e trivial. Nós todos precisamos de um místico, pois estamos todos cansados de tantas verdades que não estouram das chamas.

Munique, 4 de julho, 1934.
 
Emil Cioran, Apologie de la Barbarie: Berlin-Bucarest (1932–1941) (Paris: L’Herne, 2015), “Hitler dans la conscience allemande,” 129–33. Primeiramente publicado em Vremea, 15 de julho, 1934.

sábado, 11 de abril de 2015

Dos 74 países com base militar dos EUA, Alemanha se destaca com 179 bases

Os EUA possuem bases em pelo menos 74 países e tropas praticamente em todo o mundo - é um imperialismo global que rotineiramente intervém em assuntos de outros Estados usando a força

Em 24 de março, o presidente estadunidense Barack Obama anunciou que todas as 9.800 tropas estadunidenses atualmente estacionadas no Afeganistão permanecerão lá até o fim de 2015. Isso gerou grande crítica: foi, depois de tudo, a promessa de Obama que a última tropa americana deixaria o país em 2014.

A fins de comparação, a Rússia tem apenas 10 bases no exterior
Aqueles que esperam que os EUA deixarão o Afeganistão, entretanto, deveriam parar um minuto para considerar isto: os EUA ainda não deixaram a Alemanha. De fato, há poucos lugares que os EUA não deixaram, e enquanto certamente a maioria deles não impõem uma ameaça aos soldados americanos, eles revelam um padrão sobre a estada dos EUA, mais que ir embora.

De acordo com informação oficial providenciada pelo Departamento de Defesa (DoD) e seu Centro de Informação de Defesa (CMDC) há ainda em torno de 40.000 tropas americanas e 179 bases americanas só na Alemanha, mais de 50.000 tropas no Japão (e 109 bases), e dezenas de milhares de tropas, com centenas de bases, em toda a Europa.

Mais de 28.000 tropas americanas estão presentes em 85 bases só na Coréia do Sul, e estão lá desde 1957.

Ao todo, baseado em informação contida no último relatório da estrutura de base (BSR) do DoD, os EUA têm bases em pelo menos 74 países e tropas em praticamente todo o mundo, variando de milhares a apenas um em alguns países (um adido, por exemplo).

A fins de comparação, a França tem bases em 10 países, e o Reino Unido em 7.

Calcular a extensão da presença militar dos EUA não é uma tarefa fácil. A informação providenciada pelo Departamento de Defesa é incompleta, e se encontram inconsistências nos documentos. Quartz pediu esclarecimento do Departamento de Defesa, mas não recebeu resposta.

Em seu livro Base Nation: How US Military Bases Abroad Harm America and the World, David Vine, professor associado de antropologia na Universidade Americana, detalha as dificuldades para acessar os dados da presença militar dos EUA no exterior. Ele escreve:

"De acordo com a contagem publicada mais recentemente, os militares dos EUA ocupam ainda 686 "sítios base" nos 50 estados e Washington, DC.

Enquanto 686 sítios-base são uma simples figura em seu próprio direito, essa talha fortemente exclui muitas bases dos EUA bem conhecidas, como as em Kosovo, Kuwait e Qatar. Menos surpreendentemente, a contagem do Pentágono também exclui bases secretas, como aquelas em Israel e Arábia Saudita. Há tantas bases que o próprio Pentágono desconhece o número total."

Isso não é o único problema - até uma contagem definitiva de bases incluiria uma ampla variedade de facilidades. "Base" em si é um termo guarda-chuva que inclui locais como "postos", "estações", "campos", "fortes". Vine explica:

"As bases são de todos os tamanhos e formas, desde sítios massivos na Alemanha e no Japão até pequenos radares em Peru e Porto Rico. [...] Até resorts militares e áreas de recreação em locais como a Toscana e Seul são um tipo de base; em torno do mundo, os militares têm mais de 170 pistas de golfe."

O mapa abaixo representa as bases no exterior, de acordo com a contagem da BSR, e de pesquisas independentes conduzidas por Vine (e Quartz) usando notícias verificadas assim como informação cruzada com o Google Maps. Este mapa não toma em conta as bases da OTAN, incluindo uma no Turcomenistão e na Algéria, publicado por Wikileaks por ser uma base só dos EUA.

A maioria dos países parecem ter uma concentração pequena de bases dos EUA (abaixo 10). Comparado com as 179 na Alemanha, 37 em Porto Rico, 58 na Itália. O maior índice de militares permanece em países que os EUA invadiram na Segunda Guerra Mundial, enquanto sua presença em áreas de contenção mais recente, como o Oriente Médio, são um tanto reduzidas, pelo menos em termos de número de base.

Tem sido notado pelos comentadores antes que não todas as bases são de tamanho significantes. No entanto, dadas as informações disponíveis é difícil de realmente calcular o tamanho das diferentes instalações. Vine escreve:

"O Pentágono diz que são apenas 64 'instalações maiores' pelo mar e que a maioria de suas bases são 'instalações pequenas ou em locais pequenos'. Mas define 'pequeno' como tendo um valor acima de US$ 915 milhões. Em outras palavras, pequeno não é tão pequeno assim."

A informação sobre tropas no exterior, também, é incompleta, que torna difícil de saber a verdadeira extensão do contingente militar americano. O analista de forças armadas de IHS Jane, Dylan Lehrke, contou ao Quartz que é difícil até mesmo de localizar em definição a presença militar - para o governo, isso significa bases ou tropas desenvolvidas, embora pareçam aceitáveis de incluir outras formas de presença:

"Com certeza pode-se dizer que os EUA têm presença militar na Síria no momento. Eles podem não ter bases e tropas no chão, mas devemos incluir a força aérea. Os militares dos EUA indiscutivelmente têm mais presença na Síria do que na Alemanha [...]. Levando essa ideia adiante, seria também racional dizer que os EUA têm presença militar onde utiliza veículos não tripulados para destruir alvos."

Todos os países que têm alguma soma de presença militar americana - desde um adido militar até as tropas envolvidas no Iraque e no Afeganistão - estão em destaques pelo mundo (a Rússia inclusive, onde as publicações do DoD dizem ter 24 militares).

Levando em conta uma presença militar considerável, existência de bases, e se os EUA conduzem drones (Yemen, Síria, Paquistão) em um país resulta em representação geográfica do poder militar dos EUA no exterior, conforme abaixo:

via russiainsider

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Dugin: Uma Europa livre precisa de uma Alemanha livre dos EUA


Com a derrota militar do Reich III, a Alemanha foi ocupada pelas superpotências vitoriosas: Estados Unidos e União Soviética, tendo como consequência um processo de reeducação através da qual se negou ao povo alemão uma identidade nacional e o direito à soberania. Com a queda do império soviético, sua situação não melhorou. A reunificação" da Alemanha não foi mais que a anexação da parte oriental ao território controlado por Washington. Assim considera o importante politólogo e filósofo russo Alexander Dugin, que nesta entrevista acrescenta ademais que para que haja uma Europa soberana, uma Alemanha independente deve existir como requisito prévio.

Manuel Ochsenreiter: Professor Dugin, o escândalo de espionagem da NSA causou um profundo impacto nas relações germano-estadounidense. Aos alemães nos foi dito por décadas que Washington é nosso "amigo" e "sócio". Agora muitos alemães se deram conta de que os Estados Unidos se comportam até hoje mais ou menos como uma força de ocupação. Por que demoraram tanto tempo para se darem conta?

Dugin: Não podemos responder a esta importante pergunta sem precisões históricas. Em primeiro lugar, a Alemanha perdeu a Segunda Guerra Mundial. Em maio de 1945 se produziu a rendição incondicional das forças armadas alemãs. A resposta à derrota total da guerra foi a ocupação total das duas principais potências: Estados Unidos e União Soviética. Washington e Moscou não foram apenas as forças principais ao final da guerra, também representaram os dois campos ideológicos da era posterior à guerra. As províncias do Leste da Alemanha, eventualmente anexadas pela Polônia e União Soviética, e o centro da Alemanha foram ocupados pelo exército soviético, Alemanha Ocidental pelo exército estadounidense e seus aliados ocidentais do Reino Unido0 e França. A Alemanha foi dividida por suas forças de ocupação. Nenhuma parte da Alemanha estava livre. Falando com sinceridade, ocupação é ocupação. Não há níveis de ocupação.

Com a ideologia da Guerra Fria em ambos os lados da Alemanha ocupada, o rosto da ocupação mudou. Os alemães da República Democrática Alemã (RDA) foram educados de uma maneira que a União Soviética os livrou do nazismo e que agora são "livres". A ocupação soviética foi interpretada nas escolas e a educação como garantia da "liberdade e independência". O mesmo podemos ver na República Federal da Alemanha (RFA), onde os poderes anglosaxões da ocupação reeducaram a população. Ali foi dito aos alemães que as forças ocidentais os livraram em 1945 e protegeram sua "liberdade e democracia" contra a "ameaça comunista" no Oriente. Mas nem os alemães da RDA nem os da RFA eram livres e soberanos, mas seguiam invadidos.

M.O.: Este era o passado. Mas com a reunificação da Alemanha em 1990, a Guerra Fria terminou oficialmente. Isso foi o que os líderes políticos de todas as forças de ocupação e o chanceler alemão Helmut Kohl afirmaram...

Dugin: Este é talvez um dos maiores erros de interpretação da recente história alemã. Esta não foi a reunificação de uma Alemanha livre, independente e soberana - foi a absorção de uma parte da Alemanha ocupada pela outra parte da Alemanha ocupada.

A parte anglosaxã da Alemanha simplesmente "anexou" a antiga parte soviética da Alemanha. Este passo tem que ver com o final da guerra fria: a frente socialista tinha capitulado diante a frente capitalista. Agora toda a Alemanha está ocupada pelo Ocidente. Política, econômica, estratégica e intelectualmente, a Alemanha é um país ocupado. Ao mesmo tempo, a antiga propaganda ocidental da Guerra Fria se converteu em um tipo de filosofia importante para o conceito do mundo unipolar com um só polo de decisões - o Ocidente.

M.O.: Assim não havia oportunidade de ter obtido verdadeira liberdade em 1990?

Dugin: Havia uma possibilidade. Depois da queda do bloco comunista não havia mais nenhuma razão para a ocupação ocidental da Alemanha. A Alemanha não necessitava mais militares estadounidenses para defendê-la, porque a ameaça tinha desaparecido. A Rússia pós-soviética era muito débil para apresentar qualquer tipo de desafio ou perigo para a Alemanha. Não tinha nenhuma necessidade em absoluto da presença de militares estadounidenses em solo alemão.

O puro fato de que não abandonaram a Alemanha depois de 1990 mostra que segue sendo um país ocupado. O escândalo de espionagem contra a população, a economia e os líderes políticos da Alemanha só expõe este fato de novo.

M.O: Quando se negociou o "Tratado sobre o acordo final com respeito a Alemanha" em 1990, o líder soviético Mikhail Gorbachov aceitou uma Alemanha pertencente à OTAN e a retirada dos soldados soviéticos, enquanto que os soldados estadounidenses e armas nucleares continuam aqui até o dia de hoje. Por que Gorbachov não realizou uma campanha em favor de uma Alemanha livre, neutra e indeepndente?

Dugin: Em termos gerais, todo o período da década de 1990 é considerado na Rússia moderna como a época da "grande traição" de nossos interesses nacionais. Tudo o que foi feito na política interna e externa por Gorbachov, e mais tarde por Boris Yeltsin, é julgado como um completo fracasso. Consideramos sua política como uma absoluta estupidez e incompetência. A rendição perante o Ocidente em 1990, o abandono da RDA, não para uma nova Alemanha mas para uma RFA maior, se considera hoje na Rússia como uma das vergonhas desta grande traição. Além disso, Gorbachov e Yeltsin sacrificaram nossa Rússia!
Zbigniev Brzezinski e Alexandr Dugin

M.O.: ... te refere à União Soviética?

Dugin: Não, me refiro à Rússia! A Grande Rússia não foi criada pelos bolcheviques, eles só a tomaram e chamaram de União Soviética. O Estado existia desde centenas de anos antes dos bolcheviques.

M.O.: Voltando à Alemanha em 1990: a independência e a neutralidade da Alemanha foi discutida até mesmo em Washington...

Dugin: Falei com o politólogo, geoesrategista e estadista polaco-estadounidense, que serviu como assessor de Segurança Nacional para os Estados Unidos, Zbigniew Brzezinski. Perguntei-lhe por que os estadounidenses prometeram a Gorbachov neutralidade nas primeiras negociações. Brzezinski é uma pessoa muito valente e sincera. Ele me respondeu com sinceridade: "Enganamos Gorbachov!" Creio que Brzezinski me disse a verdade.

M. O.: Gorbachov era tão ingênuo, ou também um malicioso?

Dugin: Gorbachov não só é ingênuo, mas também um criminoso. Ele estava entregando todas nossas posições estratégicas ao oponente sem obter nada em troca. E neste sistema a reunificação alemã entra perfeitamente. Não foi um evento nacional alemão, mas simplesmente o intercâmbio de um regime de ocupação por outro na entidade da RDA. Não houve liberação ou obtenção da soberania alemã, apenas uma ampliação da parte ocupada pelos anglosaxões de seu país.

Para Washington, este foi um passo muito bom e inteligente, a potência hegemônica liberal ocidental obteve poder não só na parte alemã ocupada pelos soviéticos, mas também tiveram no Leste europeu, sem sacrificar uma só gota de sangue.

Podemos dizer hoje: a debilidade da União Soviética em 1990 foi desgraça da Alemanha. Com uma Moscou forte, a Alemanha poderia ter se convertido em um Estado independente, livre e soberano.

M. O.: Os políticos estadounidenses, assim como os políticos alemães, utilizam os termos "amizade" e "associação"...

Dugin: Não há nenhuma possibilidade em absoluto de chamar a ocupação como amizade ou associação. Associação e ocupação se contradizem. Estados Unidos não pode ser um verdadeiro aliado enquanto ocupar a Alemanha.

M. O.: Alguns jornalistas tradicionalistas alemães defendem a presença das instalações militares dos Estados Unidos na Alemanha. Dizem: a Alemanha tem que ser "vigiada" pelos aliados ocidentais porque nos comportamos de forma "pouco fiável" no passado...

Dugin: (Risos) Sério? Façamos uma vistoria na Alemanha atual. Seu país é completamente liberal, democrático e absolutamente inocente em sua política interna e externa. Mais uma vez: não há uma só razão para a ocupação - mas a ocupação continua. E este é o verdadeiro escândalo - não a espionagem e as atividades de inteligência dos Estados Unidos sobre a Alemanha. Esta situação status quo se converte agora óbvia para a sociedade alemã. Cada vez mais alemães se perguntam por que a ocupação continua, e para quê?

M. O.: Estes políticos e jornalistas respondem muito claramente: por causa causa da "vergonha do passado"...

Dugin: Esta "vergonha do passado" foi há muito tempo. Se torna mais e mais difícil justificar a ocupação pelos acontecimentos que aconteceram há 70 anos. Para a Alemanha é um desafio hoje em dia, devido ao fato da classe política em Berlim ter se acostumado com a situação da ocupação, mas isso não pode continuar para sempre. Assim hoje só há uma opção: ou acabar com a ocupação, ou aceitar como um tipo de situação eterna na Alemanha.

M. O.: Quanto mais tempo passa da rendição incondicional das forças armadas alemãs em 1945, maior é nossa celebração aos estadounidenses e seu exército como "libertadores"...

Dugin: Nada pode continuar com esta demagogia para sempre. Não há nenhuma razão para que a Alemanha seja membro da OTAN, não há razão para que as tropas estadounidenses continuem em solo alemão, não há razão para considerar Washington como "aliado", não há razão para considerar como iguais os interesses nacionais dos Estados Unidos e da Alemanha.

Em todos os aspectos a Alemanha tem sua própria agenda. Assim em longo prazo, só pode haver uma solução: a Alemanha deveria se reafirmar como entidade política independente, livre e soberana. Qualquer coisa que digam os políticos americanos ou alemães, a verdade é muito simples: não há liberdade com a ocupação. Se os alemães querem liberdade, independência e soberania, devem se rebelar contra a ocupação. Não se rebelar contra ela significa aceitá-la.

M. O.: Isso soa demasiado fácil...

Dugin: (Risos) Certamente não é fácil em absoluto. Falemos de um passo político e histórico muito importante e decisivo. Mas é inevitável, porque a lógica da ocupação se volta agora mais e mais transparente. Já não é possível ocultar esta situação. A ocupação estadounidense na Alemanha se baseia em puro poder político e militar e não em razões estratégicas da Alemanha. Agora fica claro para todos na Alemanha - mas o reconhecimento deste fato é muito difícil.

M. O.: Assim como o escândalo da NSA não é outra coisa senão um sintoma do verdadeiro problema - a ocupação?

Dugin: Exato! Não há que confundir-se ao converter um sintoma no problema real. O que fazem os estadounidenses na Alemanha, o fazem no contexto de uma força de ocupação. Por certo: Washington não "espia" na Alemanha - Washington simplesmente controla seu território.

Depois da Segunda Guerra Mundial os EUA foram donos da metade da Europa - agora são donos de toda Europa. A intervenção de Washington nos assuntos políticos internos dos Estados europeus não é "política externa" - é visto como uma forma de política interna.

M. O.: Nos principais meios de comunicação da Alemanha, assim como nos comunicados da imprensa dos políticos alemães, podemos ler a seguinte interpretação do escândalo da NSA: "Deveríamos estar contentes de que são os nossos amigos que nos espiam e não os Estados autoritários como a Rússia! Isto seria muito pior!" Isso é o surgimento da retórica da Guerra Fria ou simplesmente uma manobra de distração?

Dugin: Sim, também li esta estranha argumentação. Mas temos que entender o que significa "guerra de redes". Se trata de um tipo de guerra de informação e de inteligência. Um dos princípios desta guerra não é só controlar os inimigos, mas também os aliados. O sócio de hoje pode converter-se no rival de amanhã. Precisamente a Alemanha está sob ataque. Que os grandes meios de comunicação e os políticos da Alemanha defendem os interesses dos Estados Unidos é um aspecto desta guerra, assim como "vacinar" o povo alemão contra a Rússia. Estou convencido de que aquelas pessoas que estão por detrás da defesa dos interesses dos Estados Unidos e por detrás das campanhas anti-russas são armas estratégicas de informação dos EUA na Alemanha.

M. O.: Os críticos responderam agora: "Hein professor Dugin, você é um teórico da conspiração!"

Dugin: (Risos) Claro, o fariam. Mas o conceito de "guerra de redes" foi declarado abertamente na década de 1990 pelo governo dos Estados Unidos.

M. O.: A classe política em Berlim, especialmente nossa chanceler Angela Merkel e seu partido CDU, é pró-estadounidense. Durante o escândalo de PRISM em Junho de 2013, defenderam os interesses de Washington. Agora, depois se soube que a NSA estava espiando o telefone celular da chanceler, não puderam evitar mais uma reação. Mas simplesmente discutiram sobre os direitos de privacidade em todo o mundo, nunca sobre a ocupação ou sobre a soberania nacional. Por acaso o governo alemão pró-estadounidense nos distrai do verdadeiro problema?

Dugin: Não estou seguro disto. Podemos considerar esta situação como a primeira etapa da aparição na superfície do verdadeiro e mais importante problema. Falemos com franqueza: não podemos esperar da atual classe política alemã qualquer declaração dos direitos de soberania. Isto é muito pouco realista, ou não?

M. O.: Seria um tipo de milagre...

Dugin: Então não esperemos milagre na política. A atual classe política alemã faz o que pode. Os políticos alemães tentam protestar de uma forma suave e aceitável para as forças de ocupação. É uma espécie de "crítica de baixo". Vem junto como: o pequeno cidadão privado está um pouco irritado pela vigilância do governo em seus assuntos privados. É a reação dos débeis, dos completamente submissos, a reação servil do escravo perante o senhor.

M. O.: Claro, não é a reação entre sócios iguais...

Dugin: Não, em absoluto. Mas não sejamos tão pessimistas.

M. O.: Por que não?

Dugin: Acredito que esta reação mostra uma espécie de compreensão da situação. Se reconhece que não pode seguir assim sem nenhuma mudança. A sociedade está cada vez mais insatisfeita com a situação. A Alemanha está economicamente bem, socialmente mais ou menos, enquanto que os Estados europeus que a rodeiam enfrentam problemas muito difíceis. A Alemanha é o motor da Europa.

Nesta situação, a dominação estadounidense contradiz os interesses nacionais da Alemanha cada vez mais, assim como os interesses comuns europeus. Estou convencido de que a classe política alemã encontrou por ora a maneira mais inocente de reagir porque precisam, queiram ou não. Por certo, é muito lógico que o governo alemão não proteste contra a violação dos direitos de soberania alemã.

M. O.: Por quê?

Dugin: Porque a Alemanha não é um Estado soberano. Se não tem direitos de soberania, não podem ser violados por outros. Se a Alemanha quer se converter num Estado soberano, deve se rebelar contra a ocupação. A liberação vem primeiro, depois a soberania. Não se pode querer ser soberano e livre enquanto se está ocupado.

M. O.: "Rebelião" soa violento!

Dugin: (Risos) Não, em absoluto, isso é um clichê. Rebelião seria que um chanceler alemão exigisse abertamente ao governo dos EUA a retirada de suas tropas do solo alemão.

M. O.: Agora falamos realmente de milagres!

Dugin: A reunificação alemã não foi considerada um milagre muito pouco provável, até mesmo no verão de 1989?

M. O.: Disse uma coisa importante! Mas de todos os modos: agora mesmo Berlim parece ser mais fiel a Washington que a outros países ocidentais.

Dugin: Acredito que a Alemanha é um país muito disciplinado. O liderado alemão se sente contratado por seus senhores de Washington. Na relação germano-estadounidense somos testemunhas de um possível relançamento trágico da velha proclamação alemã das Waffen SS "Meine Ehre Heisst Treue" ("Minha honra se chama lealdade"). Desta vez, a lealdade aos Estados Unidos.

M. O.: Que interessante interpretação das relações germano-estadounidenses...

Dugin: (Risos) Sim, é uma espécie de fidelidade. Mas acredito que só uma parte da sociedade alemã compartilha esta atitude com a elite política de seu país.

M. O.: Nosso governo diz que não há alternativa à política transatlantista e à "associação" com os Estados Unidos...

Dugin: A independência alemã é um passo futuro inevitável completamente calculada racionalmente que tem que vir algum dia. É o interesse da sociedade alemã, assim como da economia.

Façamos uma vistoria à sociedade alemã de hoje: é liberal e democrática. Atualmente não há mais influência nacionalista ou revanchista. Quando falamos da soberania alemã, estas coisas não têm nenhum papel. Existem razões sociais, racionais e econômicas puras para que a Alemanha rompa as estratégias ditadas por Washington.

A razão é que todos estes aspectos entram em conflito mais e mais com os Estados Unidos, o qual quer organizar e controlar seu espaço europeu, assim como de outras regiões do mundo. Temos que esperar o ressurgimento alemão não da parte nacionalista ou tradicionalista da sociedade alemã, que está débil e completamente saturada pela "vergonha do passado". Mas até o aspecto liberal e democrático da sociedade alemã tem um vivo interesse na independência perante os Estados Unidos. Economistas alemães têm atualmente um profundo interesse contra o controle dos Estados Unidos. Encontramos a sociedade alemã atual em profundo conflito com Washington; não se trata só de espionagem da NSA.

M. O.: Você fala de economia, de aspectos sociais e da sociedade liberal da Alemanha. Que papel desempenha coisas como "a identidade nacional alemã" no conflito com os Estados Unidos?

Dugin: Eu sabia que esta pergunta chegaria...

M. O.: ...já que é um aspecto importante?

Dugin: É, mas não terá papel nenhum no conflito futuro com Wahington. Tais aspectos estão totalmente proibidos atualmente. Sejamos realistas: na Alemanha temas como "a identidade nacional alemã" não se discutem.

Quando não tem nenhum papel na própria Alemanha, como será isto um ponto importante no conflito com Washington? Os conflitos de interesses econômicos e sociais entre Washington e Berlim são atualmente muito mais perigosos para a presença dos Estados Unidos na Alemanha e Europa do que qualquer agenda identitária ou nacional-cultural.

M. O.: Então, na sua opinião, nossa identidade nacional não terá nenhum papel hoje ou no futuro na "questão alemã"?

Dugin: Eu não disse isso! Certamente não terá papel nenhum em um futuro próximo e na questão da emancipação alemã da potência ocupante estadounidense. Agora temos razões completamente racionais para tal emancipação que preocupam muito mais Washington do que qualquer aspecto tradicional anti-estadounidense na Alemanha.
Alexandr Dugin e Manuel Ochsenreiter em Freiburg, Alemanha
M. O.: Faz um par de semanas teve uma situação irônica em um programa de entrevistas alemão. O ex-embaixador dos EUA na Alemanha, John Kornblum, deu uma conferência a políticos e jornalistas alemães. Disse que Washington e Berlim são "sócios", não "amigos". Otto von Bismarck disse uma vez que a política externa está próxima de interesses, não de amizade. Como é que chega um diplomata dos EUA a nos dar sermão na forma de pensar de Bismarck atualmente?

Dugin: Essas coisas realmente não me surpreendem. Depois da Segunda Guerra Mundial o pensamento livre, especialmente sobre as relações com as forças de ocupação, foi absolutamente proibido na Alemanha.

Antes de 1945 fomos testemunhas do pensamento nação-centrista sobre o destino da Alemanha em todos os campos políticos de seu país. Comunistas, social-democratas, centristas, nacional conservadores e nacionalsocialistas tinham a nação alemã no centro de seus pensamentos.

O patriotismo alemão não foi em absoluto uma invenção dos nacionalsocialistas como muitos alemães acreditam hoje em dia. O pensamento nação-centrista na política se encontra também em outros países como França, Estados Unidos, Reino Unido ou Rússia. É completamente normal pensar assim. E foi até 1945 uma tradição alemã. Depois de 1945, esta forma de pensar foi proibida e difamada na Alemanha. Os alemães se viram obrigados de repente a penas pela "humanidade", pela "comunidade internacional", "nos valores ocidentais" ou de qualquer outra forma cosmopolita.

A reeducação no período pós-guerra buscou assegurar que a nova elite alemã não trabalhasse para estabelecer uma Alemanha livre e independente. A ausência completa de qualquer possibilidade de uma forma de pensar nação-centrista na política alemã foi lograda pelo poder soviético na RDA e pelos EUA na RFA.

Os alemães foram educados no pensamento anti-alemão. Não podemos esperar da elite ou da inteligência alemã, claro que com algumas exceções, pensamento centrado na Alemanha.

Assim não devemos nos surpreender que os políticos e intelectuais alemães falem em termos de "amizade" e não de "interesses" quando se trata das relações com as forças de ocupação.

Quando um político alemão deixa sua esfera, será substituído imediatamente pelos alemães que defendem exatamente esta esfera anti-alemã. É uma espécie de "Gulag" ou "campo de concentração" intelectual ou mental. Mas desta vez os norteamericanos são os comandantes e capitães deste campo e a elite alemã interpreta o papel da "Kapo", a polícia do campo.

Você deve aceitar isto ou se rebelar. Para a rebelião é cedo, mas chegará com segurança. Uma Alemanha livre e independente é uma grande oportunidade para toda a Europa. A Europa só pode se emancipar da dominação estadounidense com uma Alemanha emancipada.

Traduzido por Álvaro Hauschild, via Elministerio

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Exército israelita engrossa com mercenários europeus

Milhares de mercenários europeus estão nas filas do exército do regime israelita, de acordo com as revelações da organização de direitos humanos, Euromid (Organização para a Cooperação dos Países Mediterrâneos). A entidade salientou que estes mercenários procedem de diferentes países do mundo, entre eles Alemanha, Noruega, Dinamarca e Holanda.
Vídeo de Hispantv

Universidades alemãs recebem fundos do Pentágono


Uma reportagem mostra que universidades alemãs têm recebido milhões de euros dos militares dos EUA para projetos de pesquisas em munições e programas de drones.

Na segunda-feira, o jornal alemão Suuddeutsche Zeitung reportou que pelo menos 22 universidades e institutos de pesquisa confirmaram receber mais de 10 milhões em euros de benefícios do Pentágono dos EUA desde 2000.

Além disso, a reportagem mostrou que o Pentágono ainda pagou às universidades cujas regras excluem a indústria armamentista.

De acordo com o jornal, a Universidade Ludwig-Maximilian de Munique (LMU) pagou mais de 470 mil euros do Ministério de Defesa dos EUA para pesquisa em explosivos militares.

Mais, os fundos do Pentágono foram dados à Universidade de Marburg, que está pesquisando sistemas de navegação para drones e "munições de aço" e à Fraunhofer Society, uma rede de amplitude nacional de instituições de pesquisa, para pesquisar vidro a prova de bala e explosivos.

A oposição política alemã imediatamente criticou a cooperação entre as universidades nacionais e o Pentágono, clamando por mais transparência das universidades do país com relação aos seus projetos de terceiros.

"É inacreditável que esta cooperação não tenha sido publicada e que algumas universidades recusam dar informação sobre estes contratos", disse o parlamentar Nicole Gohlke, membro de um partido de esquerda.

Outros críticos disseram que essas universidades alemãs estão violando regras étnicas conforme estes projetos têm fins bélicos.

"É problemático quando a ciência foca na guerra, especialmente quando é pelos EUA. Depois de tudo, os EUA impulsionam guerras de agressão, e sem autorização do Conselho de Segurança da ONU", disse Jurgen Altmann, físico e pesquisador pacífico na Universidade de Dortmund.

NdoB: lembramos que em qualquer parte do mundo as universidades são utilizadas para projetos privados que, de uma ou de outra maneira, servem para objetivos antinacionais. Uma pesquisa feita para qualquer área da engenharia pode ser utilizada para fins bélicos. E não apenas pode, como é de fato utilizada. Uma pesquisa da sociologia, por sua vez, é utilizada na manipulação midiática e no manejo público em geral em prol de objetivos privados. O perigo não está, portanto, nos investimentos com fins bélicos, mas na privatização das pesquisas, que colocam os resultados em mãos particulares (e assim estrangeiras).

via Presstv

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

EUA espionou cidadãos britânicos com apoio de Londres


A Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA pelas siglas em inglês) esteve espiando os cidadãos britânicos que não eram suspeitos de nenhum delito, em virtude de um acordo secreto com os funcionários de inteligência do Reino Unido, segundo revelou na Quarta o jornal britânico ‘The Guardian’.

De acordo com os documentos obtidos pelo excontratado da NSA, Edward Snowden, o rastreamento e armazenamento das chamadas telefônicas e correios eletrônicos dos cidadãos britânicos foi autorizado graças a um acordo secreto feito em 2007 entre funcionários de inteligência do Reino Unido e da agência de espionagem dos EUA.

EUA e Reino Unido são dois sócios importantes do clube dos “Cinco Olhos”, uma aliança de intercâmbio de inteligência composta por EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

Neste sentido, se supunha que estes cinco Estados estavam comprometidos a respeitar, entre si, os direitos de privacidade de seus cidadãos. Não obstante, os documentos obtidos por Snowden revelam que em 2007 as regras mudaram, através de cujas mudanças a NSA estava autorizada a espionar qualquer telefone celular dos cidadãos britânicos.

Desde o início do mês de Junho deste ano, os documentos filtrados por Snowden esclareceram as crescentes atividades de espionagem de Washington no mundo inteiro.

Os documentos demonstram como o Governo do país estadounidense recolheu os registros telefônicos de todos os cidadãos estadounidenses.


Outros documentos também mostram que as agências de espionagem dos EUA hackearam os sistemas de informática das missões diplomáticas de outros países e que Washington esteve escutando as chamadas telefônicas de pelo menos 35 líderes mundiais, incluindo as da chanceler alemã Angela Merkel, uma dentre os líderes mais influentes na Europa.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

"Sem acordo com Irã. Culpa do Ocidente"


Presstv entrevistou Hamidreza Emadi, diretor de redação da Presstv em Teerã, a fim de discutir a negociação entre Irã e os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha.

O que segue é uma transcrição aproximada da entrevista.

Presstv: Sua opinião sobre o que o Sr. Kaplan (o outro convidado) disse e que basicamente trouxe plutônio nisto, basicamente dizendo que é Paris que atualmente por alguma razão não quer que este acordo siga em frente.

Emadi: Deixe-me citar algo da revista Arab Magazine, “O ministro de defesa francês recentemente acata uma visita à região pela conclusão do acordo de U$ 1.5 bilhões com Arábia Saudita para todos os navios arábicos”.

Isto mostra que os franceses recentemente estão tendo acordos financeiros com países regionais como Arábia Saudita que, todo mundo sabe, é muito contra o acordo com Teerã.

Ao mesmo tempo sabemos que a França providenciou armas nucleares a Israel e que ambos têm acordos militares muito fortes. Assim, a França está ajudando Israel a obter armas nucleares. A França está ajudando Arábia Saudita a reforçar seu setor militar. Assim é como a França trata com estas duas entidades e estes dois mais ferrenhos críticos do tratado com Irã.

É possível que os Israelitas pediram para que a França sabotasse a conversação para o acordo. Sabemos que nada pode acontecer sem a permissão dos EUA. Talvez os EUA também se envolveram nisto. Mas o que sabemos por enquanto é que a França foi a única que tentou seu melhor para contrariar o acordo com Irã no encontro em Genebra.

Presstv: O que você pensa sobre a sub-secretária de Estado estadounidense, Wendy Sherman, ao viajar para Tel um dia depois que as intensas conversas terminaram?

Parece que ela vai à Tel Aviv basicamente para reportar ou receber ordens de Israel. Sua opinião acerca disso; por que ela deveria ir diretamente de Genebra para Tel Aviv sem retornar a Washington?

Emadi: É muito constrangedor para os estadounidenses, para o povo estadounidense, e até para os europeus, que seus governos recebem ordens de Tel Aviv.

Israel é uma entidade que existe há seis décadas e agora dá ordens a países como EUA, França, Grã-Bretanha, Alemanha e até mesmo Rússia e China, sobre o que fazer e como pensar.

Então, o primeiro ministro israelita disse hoje mais cedo que chamou aqueles líderes e que pediu a eles que esperassem e não fizessem acordo com Irã.

O que isto significa? O que o G5+1 está fazendo agora é apenas gastar o tempo dos iranianos. Apenas gastando o tempo dos europeus. Apenas gastando o tempo dos EUA, se ouvir o que Israel está lhe dizendo.

[Em resposta a Lee Kaplan]: Não se trata de judeus, Sr. Kaplan, não estamos falando de judeus. É Israel. É um regime falso. Não tem que ver com os judeus. Tem tudo que ver com os sionistas. Não se trata de atacar os judeus; não tem nada que ver com ataque aos judeus.

Quem tem armas nucleares? Israel tem armas nucleares, Israel não assinou o Tratado da Não-Proliferação (NPT), Israel está tecnicamente em guerra com todos os países regionais. É assim que é, esta é a realidade.

Presstv: S.r Kaplan disse o que o Sr. Netanyahu disse – que “um acordo ruim é um acordo ruim” – agora que estamos falando sobre uma entidade sobre a qual supõe-se ter muitas armas nucleares e que conseguiram – se for oportuno dizer – criticar Irã, que continuamente disse que é um projeto nuclear pacífico e que não estão buscando armas nucleares nem as possuem.

Então, o que isto significa? Assim como na comunidade internacional e na legislação internacional, onde Israel tenta anular e evitar um acordo entre Irã, que não tem armas nucleares, e os G5+, tem de continuar a tratar com sanções e todas as outras pressões de partes da comunidade internacional?

Emadi: Israel não quer que a crise termine. Israel quer que essa crise fique onde está, porque Israel é um tipo parasita de criatura que vive das crises. Ele quer crise na região. Quer crise no mundo, porque pode contar ao povo que temos um inimigo, que temos de gastar dinheiro em projetos militares, que temos de atacar outros países porque temos inimigos.

Então estes projetos belicistas e de difusão do medo têm de continuar para que Israel sobreviva. De outro modo Israel não poderia sobreviver, porque Israel é um regime falso.

Voltando à conversação do G5+1 com Irã, o fato do problema é o time de negociação iraniano, um monte de pessoas diriam que não era um grupo sério, mas nesse momento em torno do Sr. Zarif, Ministro de Relações Exteriores, e seu time são um grupo sério e ninguém no Irã duvida da sua seriedade.

Se o ministro de relações exteriores não pode chegar a um acordo com o outro partido significa para os iranianos que não é culpa do time de negociação iraniano, que foi a culpa do outro grupo. Assim fica bem claro para os iranianos que o outro partido, o partido ocidental em particular, está perdendo tempo, não está negociando de boa fé, de forma séria. Isso precisa mudar.

Esta dinâmica precisa mudar e o partido ocidental em conversações deve parar de ouvir Israel se desejam pôr um fim a esta crise de uma vez por todas.

[Em resposta a Kaplan]: Nós temos direitos nucleares sob a lei internacional. Não se trata de judeus. Trata-se de Israelitas. Trata-se de sionistas…e o mundo todo sabe o que os sionistas são agora, o que eles estão fazendo ao mundo todo. Os sionistas estão destruindo o mundo inteiro.

Presstv: O sr. Kaplan disse antes de tudo que Israel não tem usado armas nucleares. Eles podem ter, mas claro que nós sabemos que Israel usou armas químicas contra palestinos e outras muitas vezes sem ser condenado na comunidade internacional, como sustenta agora a situação na base. Quão provável que Teerã e o G5+1 será capaz de chegar ou não a um acordo?

Emadi: Irã é muito sério sobre a conversação. Irã diz que estamos prontos a aliviar toda a preocupação dos EUA e outros sobre seu programa nuclear. Irã diz que estamos sendo mais transparentes. Irã diz que estamos prontos a qualquer coisa para mostrar ao mundo inteiro que o nosso programa nuclear é pacífico.


Mas enquanto Israel influenciar a conversação, enquanto o primeiro ministro israelense chamar esses líderes ocidentais e dar ordens a eles para não entrar em acordo com Irã, não sei o que estas conversas repercutem, não sei qualquer ponto na negociação com países que não têm autoridade para negociar. Assim é como é a situação. Eles devem parar de dar ouvidos a Israel se desejam chegar a um acordo.

Via Presstv

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Brasil e Alemanha buscam ação da ONU contra espionagem



Diplomatas do Brasil e da Alemanha se encontraram com representantes de alguns governos latino-americanos e europeus a fim de discutir um projeto de resolução da ONU que promove o direito de privacidade na internet, diz reportagem.

A reunião extraordinária, feita em Nova Iorque, é vista como “o primeiro esforço internacional para restringir as intromissões da Agência Nacional de Segurança dos EUA nas comunicações de rede de estrangeiros”, reportou a revista Foreign Police nesta Quinta-Feira, citando fontes diplomáticas.

Sobre este projeto de resolução, que busca expansão de direitos de privacidade inclusos na Convenção Internacional de Direitos Civis e Políticos para a Internet, pretende-se levar a voto no Comitê de Direitos Humanos da ONU no final de 2013.

O projeto, no entanto, não faz referência direta “a uma agitação de revelações de espionagem estadounidenses que causaram tumulto político ao redor do mundo, particularmente no Brasil e na Alemanha”, de acordo com a reportagem, mas quanto aos vazamentos, acredita-se que impulsionaram o alcance à ONU.

Foreign Police reportou que “o blowback dos vazamentos da NSA continua a agonizar os diplomatas e oficias militares dos EUA com relação a imagem dos EUA no exterior”.

“Isso é um exemplo dos piores aspectos das revelações do [antigo empresário da NSA Edward] Snowden”, um antigo oficial militar estadounidense “com profunda experiência na OTAN” é citado dizendo nesta reportagem.

“Será muito difícil para os EUA desenterrarem isto, embora estamos sem tempo. Os custos do curto prazo na credibilidade en a confiança são enormes”, afirmou o ex-oficial militar.

As revelações sobre os atos de espionagem dos EUA vêm como provisão nas afirmações do  Artigo 17 da Convenção Internacional de Direito Civil e Político, “Ninguém deve ser submetido à interferência arbitrária ou ilegal com sua privacidade, família, casa ou correspondência, nem a ataques ilegais ou sua honra e reputação”.

Também afirma que “todo mundo tem o direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques”.

Via Presstv

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Alarmante cifra de jovens alemães entre terroristas na Síria


Aumenta de forma alarmante a cifra de jovens alemães que viajam à Síria para integrar as filas dos terroristas que tentam derrubar o governo do presidente Bashar al Assad.

As autoridades da Inteligência alemã se viram obrigadas a outorgar o regresso destes mercenários ao país europeu, visto que a preocupante cifra de seus cidadãos que foram ao território sírio subiu nos últimos seis meses de 60 a 150 pessoas.

Segundo as evidências recolhidas pela rede pública Rádio da Alemanha do Norte (NDR, da sigla em alemão), o mais alarmante é que eles são muito jovens, em alguns casos não têm sequer 18 ou 19 anos de idade.

NDR acrescenta que a maioria destes jovens alemães partem de Hamburgo de carro para Turquia e dali passam para a Síria, território que desde março de 2011 se converteu em cenário de confrontos sangrentos entre o Exército sírio e a oposição de Assad que buscam acabar com seu governo.

De acordo com as investigações, um movimento salafista na Alemanha prepara a maioria destes combatentes que tratam de tomar parte no conflito sangrento no país árabe.

Nota do Blog: a Alemanha do pós-segunda-guerra foi invadida por imigrantes turcos, de modo que a maioria dos seus imigrantes sejam propriamente turcos, e grande parte dos seus "cidadãos". E não por coincidência, a Turquia é ferramenta de grande importância dos EUA para a derrubada dos governos orientais. Lá existem fortes bases dos EUA agindo contra Síria, Líbia, Egito, Sérvia, Rússia, Irã...


Via Hispantv

domingo, 28 de abril de 2013

Restauração da Monarquia Ganha o Apoio de Jovens Alemães


Um em cada cinco alemães gostaria de ver a monarquia restaurada, de acordo com uma pesquisa realizada na quinta-feira. Os jovens alemães foram ainda mais simpáticos sobre [a ideia de] substituir o presidente com um novo Kaiser.

Com um jubileu britânico, uma abdicação holandesa e um nascimento real sueco, a nobreza europeia tem feito menchetes frequentemente. Mais da metade dos 1.012 alemães questionados pela companhia de enquetes YouGov para a agência de notícias DPA, disseram estar interessados nas monarquias de outros países.

Na verdade, 19% disseram que gostariam de ver um dos seus ser reinstalado. Entre as pessoas de 18 a 24 anos, esta figura pulou para mais de um terço. Enquanto apenas um sexto dos maiores de 55 anos estavam em favor de ter uma monarquia.



O ultimo Imperador alemão, Kaiser Wilhelm II, abdicou em 1918, no velar da Primeira Guerra Mundial. Ano passado o Príncipe Kiril da Prússia, o tataraneto do Kaiser, fez manchetes ao sugerir a restauração da monarquia.

Apesar do grande apoio entre os jovens, a maioria dos alemães ainda se opõe à ideia. 51% de todos os entrevistados disseram que ter um rei ou rainha custaria muito dinheiro. 69% disseram ser completamente contra a ideia.

Um terço disseram achar que ter uma família real ainda era relevante no mundo moderno. Um pouco menos da metade disseram ser ultrapassado.

Uma resposta em comum entre os entrevistados foi [o fato] de que as pessoas disseram sentir uma conexão mais próxima com membros da família real do que com um presidente.

O ultimo, Christian Wulff, resignou em desgraça após falhar em responder uma série de questões sobre uma possível corrupção.

domingo, 21 de abril de 2013

Os Imortais: o novo nacionalismo alemão


Depois da especulada proibição e afogamento financeiro que sofre o NPD na Alemanha -por culpa do governo- os patriotas ficam sem presença nacionalista nas eleições. Isso fez com que a base mais idealista e autônoma do socialismo-nacional no país germânico se organizasse para converter-se nos "Imortais". Utilizam frases como "Tu, vida curta, converte em Imortal" ou "Os democratas nos traíram em favor da morte nacional".

O novo coletivo, que está em pleno apogeu na Alemanha, considera que devem deixar um legado imortal de tudo que desejam: um país em que se defenda as tradições e a cultura; um país que não seja destruído pela democracia, e a defesa dos cidadãos nativos para não estarem "em uma segunda posição como cidadãos alemães, atrás dos estrangeiros".

O grupo sempre que se manifestou o fez com máscaras, dificultando à polícia a identificação dos manifestantes. Isso faz com que suas reivindicações sejam multitudinárias, já que nunca os manifestantes serão reconhecidos. "Os Imortais" se organizam de forma rápida, realizando manifestações espontâneas pelas cidades, destacando as cidades universitárias, onde mais apoio têm. Só duram quinze minutos nas ruas, mas suas máscaras brancas, sua roupa negra e suas tochas não passam desapercebidas.

"Os manifestantes são tímidos frente ao público. Tudo se faz muito silenciosamente. Nunca se pode imaginar quem é a pessoa que se manifesta junto a nós, pessoas que podem renegar em público sua ideologia, mas que na hora de se manifestar o faz com máscara. Eles também são grande parte de nossa cena", declarou um de seus integrantes à BBC.

No último primeiro de Maio, Os Imortais se manifestaram em Bauzten sob o lema "Contra a morte nacional!", consideram que os democratas foram um câncer para sua sociedade e que o sistema deveria mudar por completo. A manifestação se anunciou através do Youtube e o vídeo alcançou uma quantidade abismal de visitas.

Os nacionalistas alemães encontraram uma nova via para fazer política, já que enquanto a repressão policial aumenta, o Estado lhes segue asfixiando legalmente desde a Segunda Guerra Mundial, depois da vitória dos "Aliados". Este tipo de ação lhes está resultando muito eficaz já que em vez de lutar desde uma via parlamentária, lutam, criticam e se defendem onde se manejam melhor, em pé nas ruas "pelos seus, para os seus".


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Amanhecer Dourado ganha apoio de gregos na Alemanha


 Nacionalistas alemães e gregos reforçam contato na Alemanha na tentativa de fortalecer sua influência na Europa, de acordo com oficiais alemães.

Segundo o The Guardian, membros do partido Amanhecer Dourado criaram uma célula em Nuremberg com o objetivo de recrutar gregos jovens que migraram para o país em busca de trabalho.

O partido Amanhecer Dourado falaram sobre a ação em seu sítio-web: "uma resposta dos gregos aos sujos hippies e ao regime ditatorial democrático em nossa terra".

De acordo com The Guardian, o partido mantém uma rede de contatos internacionais na qual inclui organização neonazista da Bavária, e que estes contatos consistem em "mútuas visitas e encontros em eventos da extrema direita na Europa". Porém, o partido nega que mantém relações com grupos neonazistas: "Toda essa falação de neonazistas é sem sentido", disse o porta-voz do partido, Ilias Kasidiaris.

Os gregos expatriados, insiste Kasidiaris, demonstram "apoio massivo aos esforços do Amanhecer Dourado, não apenas na Alemanha, mas em todos os lugares nos quais há gregos da diáspora".

Entretanto, na tentativa de barrar o desenvolvimento do partido, incita o líder da Federação das Comunidades Gregas na Alemnha, Sigrid Skarpelis-Sperk que "as autoridades alemãs deveriam se alarmar quanto a esse desenvolvimento e deveriam muito bem monitorá-los, mantê-los em cheque". A organização anti-nazi Nuremberg Union Nazi Stop já foi acionada pelo sistema e afirmou que monitoraria as atividades do partido na Alemanha.

No entanto, apesar da inicial censura às atividades do partido na Grécia feita pela mídia ocidental, o partido conquista diariamente adeptos e ações na Europa inteira, e simpatizantes no mundo todo. E agora a mídia se vê obrigada a contra-atacar.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Alemanha: 2.000 pessoas protestam contra intervenção da OTAN

Em torno de 2.000 pessoas se reuniram no Sábado na praça central Marianplatz, no centro de Munique, para protestar contra o que consideram uma agressiva política intervencionista da OTAN. Os protestos estavam relacionadas com a Conferência de Segurança celebrada nesta cidade alemã desde Sexta.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Alemanha começa a retirar suas reservas de ouro depositadas na França e EUA

Banco central alemão, Bundesbank, anunciou que vai repatriar todo o ouro que está depositado em Paris e algumas das reservas detidas nos porões da Reserva Federal de Nova Iorque desde os anos da Guerra Fria.



No total, a medida supõe que chegue à Alemanha 674 toneladas de ouro, 374 da França e 300 dos Estados Unidos, cujo translado se dará aos poucos, já que está previsto que acabe em 2020. A decisão do antigo emissor do Marco tem lugar após as dúvidas surgidas em torno à real situação do ouro alemão depositado em outros países, controvérsia que chegou inclusive ao Parlamento de Berlim e motivou o envio de uma missão especial à "Big Apple", onde supostamente estão estocadas 1500 toneladas do metal precioso, para comprovas se seus lingotes seguiam ali em perfeito estado.

No entanto, o Bundesbank disse em um comunicado que justifica a repatriação para aumentar a confiança em sua própria economia sem perder a capacidade de alterar quantidades de ouro para outras moedas em um curto espaço de tempo. Por esta razão, como a França faz parte do euro, não haveria sentido em manter reservas em Paris.

"Dado que a França, como a Alemanha, também tem o euro como a sua moeda nacional, o Bundesbank não tem dependência de Paris como um centro financeiro, onde mudar o ouro por moedas internacionais em que é necessário aumentar as reservas", argumenta banco central alemão. Então, lembrando que, hoje, pode fazer o resgate a partir de sua própria casa, o que não faz sentido continuar a acumular o metal precioso no Banco Central da França.

No final do processo, o que não afeta as reservas localizadas em Londres, o Bundesbank terá em sua sede de Frankfurt, cerca de 50% do ouro que foi depositado longe de casa para mantê-lo longe do império soviético. Atualmente, apenas um terço das reservas de ouro Alemão está em Frankfurt. No total, é de cerca de 3.400 toneladas, com um valor aproximado de 138 trilhões de euros. Os 45% restantes estão em Nova York.

"O ouro é importante para criar confiança na moeda e na economia e na força do nosso país", reconheceu diante dos jornalistas Carl-Ludwig Thiele, diretor de Bundesbank.

via El Pais

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Arqueólogos descobrem na Alemanha poços que datam 7 mil anos

Arqueólogos da Universidade de Friburgo, encontraram no lesta da Alemanha os mais antigos poços conhecidos até agora em território europeu, comunicol hoje o portal Local.

São quatro poços com até 7 metros de profundidade, que se encontram perto de Leipzig, Saxônia. Foram abertos entre 5206 - 5098 a.C., supostamente para abastecer de água um pequeno povoado. A madeira de suas paredes se conservou bem sob a terra em um meio sem ar.



A descoberta comprova que o nível de vida e desenvolvimento das pessoas daquela época era muito mais alto do que se acreditava antes, disse Willy Tegel, chefe do grupo que descobriu os poços.



Os historiadores acreditam que o sexto milênio antes da nossa era foi uma época de grandes transformações na vida da humanidade. Teriam surgido os primeiros assentamentos de caçadores e coletores. Dos objetos encontrados foram conservados poucos até os nossos dias, por serem feitos de madeira quase todos.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Estátua budista pertencente aos nazistas foi esculpida em meteorito de 15 mil anos

Uma estátua budista levada do Tibete para a Alemanha em 1938 por uma equipe enviada por nazistas para buscar "as raízes da raça ariana" foi esculpida há mil anos em um pedaço de meteorito, revelaram os cientistas encarregados de sua análise.

A estátua batizada de "O homem de ferro" pesa mais de 10 quilos e mede 24 centímetros de altura. Acredita-se que representa o deus Vaisravana, uma importante figura do budismo.

Em 1938, uma expedição de cientistas alemães enviadas pelo governo nazista para descobrir a origem da chamada "raça ariana" descobriu esta estátua, que tem uma cruz suástica no ventre, e a levou para a Alemanha.

Uma equipe do Instituto de Estudos dos Planetas da Universidade de Stuttgart, dirigida por Elmar Buchner, analisou a estátua e descobriu que foi esculpida em um bloco proveniente de uma ataxita, um tipo pouco comum de meteorito ferroso, segundo estudo publicado na revista Meteoritics and Planetary Science. Esse meteorito teria caído na fronteira entre Mongólia e a Sibéria há cerca de 15.000 anos.

Não se pôde datar com exatidão a escultura, mas seu estilo leva a pensar que teria vínculos com a cultura Bon, anterior ao budismo, no século XI.

Via Uolnoticias

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

'Pussy Riot' alemã pode pegar até 3 anos de cadeia



3 anos na prisão são um cenário cada vez mais real para alguns seguidores alemães da banda Pussy Riot. A Igreja Católica processou os invasores da Catedral de Colônia, que agora enfrentam acusações mais grandes que seus heróis.

­Os três invasores foram processados por perturbar um serviço religioso, que de acordo com a lei alemã, pode significar até 3 anos na cadeia.

"O direito de protesto não pode estar acima do direito de liberdade religiosa e de congregação" disse o diretor da Catedral de Colônia Robert Kleine ao Frankfurter Rundschau.

"A paz da Catedral de Colônia foi perturbada - não podemos e não aceitaremos isso" disse o diretor.

No dia 20 de agosto, três alemães (dois homens, de idade 23 e 25, e uma mulher de 20) invadiram a catedral da cidade de Colônia para realizar um protesto similar ao feito pela Pussy Riot. Eles estavam vestidos no mesmo estilo das russas, com balaclavas coloridas cobrindo a cabeça.

O grupo gritou slogans, distribuiu panfletos e cantou. Eles trouxeram um banner dizendo "Liberdade para Pussy Riot e todos os presos". O protesto durou menos de um minuto antes que os invasores fossem jogados para fora.

Vários outros protestos estilo Pussy Riot foram registrados na Alemanha no dia 20 de agosto, quando o veredito do caso foi anunciado.


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