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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

EUA espionou cidadãos britânicos com apoio de Londres


A Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA pelas siglas em inglês) esteve espiando os cidadãos britânicos que não eram suspeitos de nenhum delito, em virtude de um acordo secreto com os funcionários de inteligência do Reino Unido, segundo revelou na Quarta o jornal britânico ‘The Guardian’.

De acordo com os documentos obtidos pelo excontratado da NSA, Edward Snowden, o rastreamento e armazenamento das chamadas telefônicas e correios eletrônicos dos cidadãos britânicos foi autorizado graças a um acordo secreto feito em 2007 entre funcionários de inteligência do Reino Unido e da agência de espionagem dos EUA.

EUA e Reino Unido são dois sócios importantes do clube dos “Cinco Olhos”, uma aliança de intercâmbio de inteligência composta por EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

Neste sentido, se supunha que estes cinco Estados estavam comprometidos a respeitar, entre si, os direitos de privacidade de seus cidadãos. Não obstante, os documentos obtidos por Snowden revelam que em 2007 as regras mudaram, através de cujas mudanças a NSA estava autorizada a espionar qualquer telefone celular dos cidadãos britânicos.

Desde o início do mês de Junho deste ano, os documentos filtrados por Snowden esclareceram as crescentes atividades de espionagem de Washington no mundo inteiro.

Os documentos demonstram como o Governo do país estadounidense recolheu os registros telefônicos de todos os cidadãos estadounidenses.


Outros documentos também mostram que as agências de espionagem dos EUA hackearam os sistemas de informática das missões diplomáticas de outros países e que Washington esteve escutando as chamadas telefônicas de pelo menos 35 líderes mundiais, incluindo as da chanceler alemã Angela Merkel, uma dentre os líderes mais influentes na Europa.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Brasil e Alemanha buscam ação da ONU contra espionagem



Diplomatas do Brasil e da Alemanha se encontraram com representantes de alguns governos latino-americanos e europeus a fim de discutir um projeto de resolução da ONU que promove o direito de privacidade na internet, diz reportagem.

A reunião extraordinária, feita em Nova Iorque, é vista como “o primeiro esforço internacional para restringir as intromissões da Agência Nacional de Segurança dos EUA nas comunicações de rede de estrangeiros”, reportou a revista Foreign Police nesta Quinta-Feira, citando fontes diplomáticas.

Sobre este projeto de resolução, que busca expansão de direitos de privacidade inclusos na Convenção Internacional de Direitos Civis e Políticos para a Internet, pretende-se levar a voto no Comitê de Direitos Humanos da ONU no final de 2013.

O projeto, no entanto, não faz referência direta “a uma agitação de revelações de espionagem estadounidenses que causaram tumulto político ao redor do mundo, particularmente no Brasil e na Alemanha”, de acordo com a reportagem, mas quanto aos vazamentos, acredita-se que impulsionaram o alcance à ONU.

Foreign Police reportou que “o blowback dos vazamentos da NSA continua a agonizar os diplomatas e oficias militares dos EUA com relação a imagem dos EUA no exterior”.

“Isso é um exemplo dos piores aspectos das revelações do [antigo empresário da NSA Edward] Snowden”, um antigo oficial militar estadounidense “com profunda experiência na OTAN” é citado dizendo nesta reportagem.

“Será muito difícil para os EUA desenterrarem isto, embora estamos sem tempo. Os custos do curto prazo na credibilidade en a confiança são enormes”, afirmou o ex-oficial militar.

As revelações sobre os atos de espionagem dos EUA vêm como provisão nas afirmações do  Artigo 17 da Convenção Internacional de Direito Civil e Político, “Ninguém deve ser submetido à interferência arbitrária ou ilegal com sua privacidade, família, casa ou correspondência, nem a ataques ilegais ou sua honra e reputação”.

Também afirma que “todo mundo tem o direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques”.

Via Presstv

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Caso Timoshenko: Merkel cogita boicotar Eurocopa

A premiê alemã, Angela Merkel, cogita boicotar a Eurocopa na Ucrânia. Segundo o semanário "Der Spiegel", ela planeja orientar seu gabinete a não comparecer ao torneio, o mais importante do futebol europeu.
A chanceler federal alemã, Angela Merkel, cogita boicotar a Eurocopa na Ucrânia, segundo reportagem publicada na mais recente edição do semanário Der Spiegel. Merkel planeja orientar seus ministros a não comparecerem ao torneio, a mais importante competição europeia de futebol.
De acordo com a publicação alemã, Merkel recomendará a seus ministros que não participem do evento, caso a líder da oposição Yulia Timoshenko não seja libertada até o início do campeonato, a ser realizado na Polônia e na Ucrânia daqui a seis semanas. Na sexta-feira (27/04), Merkel havia deixado em aberto, através de seu porta-voz, se viajará à Ucrânia para participar da Eurocopa ou não.
A premiê afirmou, segundo o semanário, que só abriria exceção para seu ministro do Interior, Hans-Peter Friedrich, também responsável pela pasta de Esportes. Friedrich declarou na última semana que deseja assistir à partida entre Alemanha e Holanda, e que aproveitaria a viagem para fazer uma visita a Timoshenko.

Ministro alemão do Interior, Hans-Peter Friedrich
Outros chefes de Estado cancelam ida à Ucrânia
A revista Der Spiegel afirmou, citando fontes governamentais anônimas, que o presidente alemão, Joachim Gauck, não foi o único a cancelar, como forma de protesto, sua presença em uma reunião de chefes de Estado da Europa Central, a ser realizada em meados de maio na Ucrânia. Também teriam rejeitado o convite do governo ucraniano os presidentes da Áustria, Danilo Türk, e da Eslovênia, Heinz Fischer. Os chefes de Estado da Estônia, Toomas Hendrik Ilves, e da Letônia, Andris Berzins, ainda não decidiram se irão ao encontro.
Há dias que políticos alemães discutem sobre um possível boicote à Eurocopa. O líder do Partido Social Democrata (SPD), Sigmar Gabriel, já pediu a todos os políticos que boicotem os jogos na Ucrânia. O presidente do clube alemão Bayern de Munique, Uli Hoeness, pediu que o presidente da UEFA, Michel Platini, proteste em Kiev. E apelou para que os jogadores da seleção alemã se pronunciem criticamente sobre as violações dos direitos humanos na Ucrânia.
Apelo dramático
Em um apelo dramático, Eugenia Timoshenko, a filha da oposicionista ucraniana, de 32 anos, pediu que o governo alemão salve a vida de sua mãe. "O destino da minha mãe e de meu país são agora um só. Se ela morrer, morre também a democracia", disse ela ao jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung. O ministro do Exterior alemão, Guido Westerwelle, afirmou, em entrevista ao mesmo diário, que o governo ucraniano está negando à Timoshenko “um tratamento médico adequado, contrariando todas as obrigações legais e morais”.
Timoschenko mostra hematomas: queixa de maus tratos no presídio
Do ponto de vista da União Europeia, o comportamento da Ucrânia representa um obstáculo no caminho do país a uma possível adesão ao bloco. O tratamento dispensado pelo governo local a Timoshenko é "uma vergonha dolorosa para Kiev", na opinião do comissário europeu para a ampliação da UE, Stefan Füle.
Preocupação com Timoshenko

Fotos recentes mostram Yulia Timoshenko com hematomas, que teriam sido provocados pelos carcereiros da prisão onde ela se encontra. A família da líder da oposição acusa prática de tortura. Timoshenko faz greve de fome desde o dia 20 de abril, como protesto pelas condições na prisão.
Médicos alemães constataram que ela sofre de um grave problema na coluna, mas o governo ucraniano insiste que Timoshenko "está fingindo". A política de 51 anos sofre de uma hérnia de disco e está cumprindo sentença de sete anos de cadeia, por suposto abuso de poder.

Via Deutsche Welle

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Merkel se junta a Sarkoxy para eleição presidencial francesa

O plano de Merkel de se unir a Sarkozy é visto como incomum, mas algo a surgir na Europa.


Sobrancelhas são erguidas pela Europa depois que Angela Merkel se empenha em unir a Nicholas Sarkozy na campanha de reeleição do presidente francês nesse ano.

E um movimento incomum - e potencialmente arriscado - , a chanceler alemã prometeu ajudar o homólogo gaulês na tentativa de mantê-lo no Elysée.

Hermann Gröhe, secretário geral de Merkel na União Democrática Cristã (CDU), confirmou nessa semana que ela iria "ativamente apoiar Sarcozy com aparições conjuntas na campanha de eleição na primavera".

Enquanto não é comum para certos líderes promover campanhas de amigos de países vizinhos - Vladimir Putin apoiou candidatos nos Estados soviéticos - políticos europeus tem geralmente aderido ao pacto não-escrito em interferir nas eleições de outros Estados membros.

Eles podem apoiar um ao outro em certas questões - o chanceler anterior Helmut Kohl apareceu na TV francesa ao lado de François Mitterand para um referendum da França em se juntar ao euro - mas abordar a batalha e falar em seus rallies parece um novo passo, disse Ulrike Guérot, um especialista nas relações franco-germânicas no Conselho Europeu nas Relações Exteriores. Mas, ela disse, é provavel se tornar mais comum que líderes europeus construam uma "democracia transnacional".

Anke Hassel, professora de políticas públicas na Escola de Governo Hertie de Berlim, disse que foi muito incomum para um servidor líder europeu acompanhar um colega internacional em uma reeleição. "Eu não lembro de outro exemplo", ela disse. Ela também acredita que tais apoios internacionais poderiam se tornar comuns. "Eu penso que estamos em um profundo período de mudanças. As coisas estão realmente despertando com um sinal de um novo tratado fiscal. É o primeiro passo em frente a uma integração muito profunda no lado político das coisas."

Nesses tempos de crise, Merkel parece reescrever as "regras de cavalheirismo" de que é um estilo ainda comum nos clubes masculinos. Em Outubro, ela telefonou para o presidente italiano, Giorgio Napolitano, alegadamente para "gentilmente incitá-lo" a afastar Silvio Berlusconi. A ligação, revelada no Wall Street Journal depois da defenestração de Berlusconi, causou injúrias na Itália. Um jornal italiano ainda produziu uma página proclamando "The Lard Arse Did It" [O Traseiro Gordo Quem Provocou], uma referência ao maldizente apelido de Berlusconi para o partido alemão. Ele alegadamente fez o insulto se passar como "unfuckable" [não-ferrável].

A força do aval é surpreendente para mais opiniões pessoais. Embora os líderes franceses e alemães se tornaram melhores conforme a crise do euro se aprofunda, o par está longe de serem melhores amigos. Em uma gala em Frankfurt antes do Natal para marcar a saída do cabeça do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, Sarkozy alegadamente fez marcações deselegantes sobre o gosto de Merkel por queijos.

O anúncio da supresa de Merkel pegou Paris pelas costas como Sarkozy, também da centro=direita, tem já oficialmente declarado sua candidatura para a eleição, que terá lugar em dois rounds em 22 de Abril e 6 de Maio.

"Eu não sabia que ela votou na França", disse o presidente francês em uma entrevista com canais de televisões múltiplos na noite de Segunda. Kassel, entretanto, disse que ela não acreditava que Merkel teria endossado com Sarkozy sem primeiro pedir consentimento.

Em um encontro eleitoral do partido UMP de Sarkoy em Paris no final de semana, é dito que Grohe declarou que o CDU está convicto que Sarkozy "é o homem certo para o Elysée "agora e no futuro", reportou Süddeutsche Zeitung. "Nós necessitamos de uma França forte com um presidente forte. Sarkozy é nosso amigo", disse Gröhe. Ele criticou o rival de Sarkozy, o Socialist François Hollande, que viajou para a Alemanha antes do Natal para oferecer cordialmente apoio ao Social Democratic Party (SPD), o principal rival de Merkel.

"Os socialistas estão intrincados nos sonhos do passado. Todos eles estão tentando trazer os conceitos e as fantasias da distribuição de renda",disse Gröhe. Ninguém nos pronunciamentos vagos do Hollande ofereceu uma solução para os problemas dos nossos tempos, ele acrescenta, citando sua proposta em baixar a idade de aposentadoria.

O endossamento de Merkel poderia ajudar Sarcozy, se as pesquisas se mostrarem acreditáveis. Uma pesquisa realizada recentemente para o jornal Francês Le Monde sugeriu que mais pessoas francesas acreditavam na chanceler alemã do que no próprio presidente.

Ao aliar-se com Sarkozy, entretanto, Merkel também está tomando risco. Depois de seu apoio se tornar público, o SPD imediatamente insistiu que ela seguisse a liderança francesa e intriduziria a chamada Tobin tax. Em sua entrevista na Segunda, Sarkozy anunciou coleta de 0.1% em todas as transações financeiras na França, que ele disse gerar €bn (£800m)de renda e cortar o déficit. Se Hollande vencer, Merkel terá muito o que fazer.

Via The Guardian