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terça-feira, 24 de julho de 2012

As dificuldades geopolíticas da América do Sul

 Se diz que uma imagem vale mais que mil palavras e neste caso está totalmente correto. Faz uns dias publicamos um esquema das bases estrangeiras na América do Sul, a qual com a exceção da de Manta que foi desativada pelo Presidente Correa no Ecuador, todas as demais gozam de excelente saúde. Ali destacamos o cerco geopolítico e geoestratégico sobre o Brasil e seu bem mais cobiçado, a Amazônia.

Seguindo neste sistema hoje exibimos um mapa satelital noturno onde podemos apreciar pelas concentrações de luminosidade vários aspectos geopolíticos:

1) A grande concentração demográfica continental em grandes cidades e gigantescos espaços desabitados, como são o Coração da América do Sul (Amazônia, Bolívia, e Paraguai) e a Patagônia argentina-chilena.

2) Os grandes corredores populacionais e núcleos desenvolvidos do Continente: o corredor São Paulo-Rio de Janeiro e Belo Horizonte que se comunica com o corredor Buenos Aires-Rosário-Córdoba e este com o de Santiago de Chile no pacífico. E logo somente algumas cidades importantes, mas desconectadas entre si. As importações em cor amarelo e vermelho por sua luminosidade.

3) A rapina dos recursos pesqueiros por ora (logo será o Gás e o Petróleo) da região de Malvinas, que quase supera em luminosidade às grandes cidades do continente, é mais se se pode apreciar que estão dentro das 200 milhas náuticas que nos correspondem devido à zona de exclusão inglesa sobre nosso mar.

4) A importância geoestratégica das Ilhas Malvinas porque estão controlando os acessos ao Pacífico (como base militar da OTAN) o Estreito de Magalhães e o de Drake e também o acesso à Antártida.

Bases inglesas

5) Por último, podemos observar uma imagem satelital da posta de aterrissagem n Estância do Sr. Joe Lewis em nossa Patagõnia (de iguais dimensões e capacidade de aterrissagens do de Aeroporto de Buenos Aires) que se colocou a poucos metros do Golfo de São Matias, em cercanias de Porto Lobos, em um lugar privilegiado pela natureza, conhecido como Bahia Dourada. E que representa outro perigo para a defesa dessa Patagônia despovoada e escassamente comunicada. E que escapa a qualquer controle já que essa zona não é coberta pelo sistema de radarização alguma.


Pista de Lewis fotografada via satélite

Tudo isso nos leva a nos perguntar quanto falta todavia em termos de capacidade de Defesa Nacional para poder voltar a ter o controle, primeiro, continental e logo dos grandes espaços oceânnicos circundantes. Por isso estas imagens devem ser interpretadas em seu conjunto e em concordância com a geopolítica das bases estrangeiras na América do Sul.

Por ora, muitas perguntas, e poucas respostas.

Via Dossiergeopolitico