domingo, 12 de fevereiro de 2012
A polícia grega ao lado do povo: "não aceitaremos que nos ponham para matar nossos irmãos!"
A polícia grega faz uso de seu verdadeiro poder, de sua dignidade como seres humanos!
Uma associação da polícia exige a prisão da troika
Os acusa de "extorção", "eliminação de políticas democráticas" e de "interferência em processos legais"
Uma importante associação da polícia grega exigiu que se emitam ordens de prisão contra os representantes da troika -BCE, FMI e UE- pelos encargos de "extorção", de "promoção encoberta da elminação ou redução de nossas políticas democráticas e da soberania nacional" e de "interferência em processos legais essenciais" do Estado.
"Estão avisados de que, como representantes legítimos da polícia grega, requereremos que nos sejam emitidas ordens de prisão contra vocês por uma grande quantidade de delitos contemplados pela legislação e de acordo co Código Penal grego", afirma em uma carta a Federação Panhelênica de Oficiais de Polícia (POASY). Seus destinatários são Poul Thomsen, do Fundo Monetário Internacional (FMI), Servaz Deruz, da Comissão Européia (CE) e Klaus Mazuch, do Banco Central Europeu (BCE).
O comunicado aclara que a decisão se tomoou em um conselho geral ampliado da POASY nos últimos dias e reflete a saciedade dos oficiais de polícia sobre as pressões internacionais para implantar políticas econômicas.
A POASY demanda "políticas programáticas que salvaguardam os interesses dos trabalhadores" e que o interesse dos "usurários" "não sejam postos por cima das necessidades básicas da gente"
Ademais, deixa claro que "sob nenhuma circunstância" os policiais aceitarão serem utilizados contra o povo grego: "Não aceitaremos que nos ponham para matar nossos irmãos", afirma a missiva.
Um portavoz da polícia grega consultado pelo Efe se negou a valorizar o comunicado, mas reconheceu que se tem constância deste e que a POASY conta com "bastante influência" no corpo.
Via Loquepodemoshacer
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Polícia Civil ameaçam entrar em greve nacional
A Cobrapol (Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis) se reúne amanhã e sábado para uma assembleia que vai discutir a possibilidade de uma paralisação nacional.
"A proposta é fazer uma greve nacional, precisamos do apoio dos representantes dos sindicatos de todo o país", afirmou à Folha Jânio Bosco Gandra, presidente da Cobrapol.
Segundo ele, a reunião que começa amanhã em Brasília terá a participação de quase todos os Estados --as exceções são Piauí, Rio Grande do Norte e Acre.
Além de reivindicar a aprovação no Congresso da proposta de emenda constitucional conhecida como PEC 300 (que prevê um piso salarial nacional para a categoria, entre outras
melhorias), a confederação cobra que governo federal e Estados articulem o que ele chama de "política nacional de segurança pública".
"O que há são programas, mas precisamos de uma política nacional, que o Brasil nunca teve", comenta.
Jânio Bosco Gandra garante que, se a decisão da categoria for entrar em greve, que começaria em março, será respeitada a lei que versa sobre o direito de greve no serviço privado, que garante ao menos 30% do efetivo em atividade.
GREVE
A greve dos PMs da Bahia começou na semana passada. Eles reivindicam aumento salarial e a incorporação de gratificações aos salários.
Em entrevista à Folha, o governador Jaques Wagner (PT) disse que não pagaria nada acima do reajuste já concedido ao funcionalismo do Estado. Na terça (7), porém, o governo passou o dia negociando com líderes grevistas, mas a reunião foi suspensa sem acordo.
O impasse ficou por conta dos 12 mandados de prisão expedidos contra PMs grevistas. Prisco afirmou na ocasião que ninguém retornaria ao trabalho sem que houvesse uma anistia geral.
Na segunda-feira, diversos focos de tumulto ocorreram no local, e os militares usaram balas de borracha e bombas de efeito moral para conter os ânimos.
A Cobrapol (Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis) se reúne amanhã e sábado para uma assembleia que vai discutir a possibilidade de uma paralisação nacional.
"A proposta é fazer uma greve nacional, precisamos do apoio dos representantes dos sindicatos de todo o país", afirmou à Folha Jânio Bosco Gandra, presidente da Cobrapol.
Segundo ele, a reunião que começa amanhã em Brasília terá a participação de quase todos os Estados --as exceções são Piauí, Rio Grande do Norte e Acre.
Além de reivindicar a aprovação no Congresso da proposta de emenda constitucional conhecida como PEC 300 (que prevê um piso salarial nacional para a categoria, entre outras
melhorias), a confederação cobra que governo federal e Estados articulem o que ele chama de "política nacional de segurança pública".
"O que há são programas, mas precisamos de uma política nacional, que o Brasil nunca teve", comenta.
Jânio Bosco Gandra garante que, se a decisão da categoria for entrar em greve, que começaria em março, será respeitada a lei que versa sobre o direito de greve no serviço privado, que garante ao menos 30% do efetivo em atividade.
GREVE
A greve dos PMs da Bahia começou na semana passada. Eles reivindicam aumento salarial e a incorporação de gratificações aos salários.
Em entrevista à Folha, o governador Jaques Wagner (PT) disse que não pagaria nada acima do reajuste já concedido ao funcionalismo do Estado. Na terça (7), porém, o governo passou o dia negociando com líderes grevistas, mas a reunião foi suspensa sem acordo.
O impasse ficou por conta dos 12 mandados de prisão expedidos contra PMs grevistas. Prisco afirmou na ocasião que ninguém retornaria ao trabalho sem que houvesse uma anistia geral.
Na segunda-feira, diversos focos de tumulto ocorreram no local, e os militares usaram balas de borracha e bombas de efeito moral para conter os ânimos.
Via Folha
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Greve da Polícia afeta pré-carnaval na Bahia
Desde o início da greve, foram registrados 130 homicídios no Estado e a paralisação, que chegou ao 9.º dia nesta quarta-feira, 8, elevou os índices de roubos, assaltos e homicídios da Bahia, Estado que tem uma das maiores taxas de criminalidade do país.
Com o carnaval de rua de Salvador, um dos maiores do mundo, a cidade tinha a expectativa de atrair 2 milhões de foliões neste ano, 500 mil deles estrangeiros, segundo a empresa municipal de turismo. A festa gera cerca de 210 mil empregos.
"Ôôô, o carnaval acabou", gritaram em coro policiais grevistas do lado de fora da Assembleia Legislativa, em Salvador, onde cerca de 300 policiais militares estão acampados desde o início da greve na terça-feira da semana passada.
Próximos ao cerco que tropas federais impõem à Assembleia, os manifestantes entoaram um coro que expressa um sentimento que o setor de turismo tenta evitar diante do aumento das tensões.
Atrações pré-carnaval, que teriam a participação de estrelas disputadas como Ivete Sangalo e Claudia Leitte, foram canceladas devido à greve, e operadores de turismo já contabilizam desistências devido à paralisação.
"O impacto já houve, está acontecendo e é grande. Turismo é muito sensível e vai haver uma diminuição das vendas", disse o presidente da seção baiana da Associação Brasileira das Agências de Viagens, Pedro Galvão. "A imagem da Bahia já foi afetada, arranhada pela greve."
Cerca de 10% do total dos pacotes fechados foram cancelados desde o início da paralisação, segundo Galvão, que previu desistências maiores caso o movimento não seja encerrado esta semana.
Os hotéis de Salvador negam haver uma desistência em série de foliões, mas relatam preocupação dos turistas, sobretudo dos estrangeiros. "Os turistas estrangeiros estão ligando para saber. Quem não comprou ainda está aguardando o desfecho, ainda tem uma semana que será crucial", disse o gerente da Associação Brasileira de Indústria de Hotéis na Bahia, Luis Blanc.
Reforço. Mais de 3 mil homens das Forças Armadas, da Polícia Federal e da Força Nacional de segurança Pública foram enviados às ruas da Bahia para manter a ordem durante a greve, que é apoiada por cerca de 20 por cento dos 31 mil policiais militares, segundo estimativas da PM baiana.
Os policiais grevistas pedem reajuste salarial e incremento nas gratificações. O governo Jacques Wagner (PT) ofereceu reajuste de 6,5 por cento retroativo a 1o de janeiro e aumento escalonado nas gratificações.
O maior impasse para um acordo, no entanto, é a reivindicação de que sejam revogados 12 mandados de prisão emitidos contra líderes da paralisação e para que os participantes da greve sejam anistiados. O governo baiano rejeita os dois pedidos.
Sem um acordo entre grevistas e governo, a situação voltou a ficar tensa em frente à Assembleia Legislativa na manhã desta quarta. Mil soldados do Exército que cercam o prédio desde segunda-feira fecharam todos os acessos, impedindo a entrada de pessoas e mantimentos.
Cartões-postais da cidade, como o Pelourinho e o Farol da Barra, estão sendo patrulhados pelos homens do Exército, mas em outras ruas menos disputadas da cidade, poucos deles eram vistos.
Via Estadão
