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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Sunitas e xiitas: o mito dos ódios remotos e novo mapa do Oriente Próximo

Por Martí Nadal

elordenmundial.com-14/11/2016

O oriente próximo encontra-se afundado em uma guerra total entre as duas correntes do Islã? Investigar os conflitos da região é necessário para desfazer os relatos que desconectam a violência atual de eventos contemporâneos e em seu lugar associam a ódios étnicos ancestrais.

Sunitas e xiitas seguem lutando desde o cisma que dividiu os muçulmanos depois da morte de Maomé no ano de 632? Dando uma olhada no mapa dos conflitos da região, temos a impressão de que nos países onde convivem Sunitas e Xiitas, acabam se enfrentando sem remédio. Na Síria, o regime de Bashar al Assad, dominado pela maioria alauíta, um ramo distante do xiismo, enfrenta uma oposição formada majoritariamente por grupos islamitas sunitas. No Iraque, a caída do sunita Saddam Hussein elevou ao poder a maioria Xiita, que agora deve fazer frente a uma insurgência liderada pelo grupo terrorista Estado Islâmico nas regiões sunitas do país. E, no esquecido Yemen, os huties uma milícia pertencente ao ramo do xiismo, tem tomado a capital do país e desde janeiro de 2015 sofrem os bombardeios de uma coalizão liderada pela Arábia Saudita. A tudo isso deve-se somar a guerra fria que protagonizam a República Islâmica xiita doIrã com a Arábia Saudita, bastião do fundamentalismo sunita, cujas disputas espalham-se por todos os campos de batalha do oriente próximo.

As divisões étnico religiosas do oriente próximo:fonte https://thesinosaudiblog.files.wordpress.com/2011/05/mid-east-religion.jpg

O sectarismo entendido aqui como um enfrentamento entre as distintas correntes do Islã é sem dúvida um componente vigoroso nos conflitos atuais, O auto denominado Estado Islâmico e suas pretensões genocidas tem convertido em habituais os ataques suicidas em bairros xiitas de Damasco, Bagdá ou Sanar, que tem deixado milhares de civis mortos. A isto se deve somar a proliferação de milícias xiitas que frequentemente molestam e aterrorizam aspopulações sunitas, antes controladas por grupos jihadistas. A retórica sectária também se assenta no atual alvoroço regional, promovido por clérigos e autoridades fundamentalistas e difundida através de cadeias por satélite e redes sociais. O teólogo e figura televisiva Yusuf al Qaradawi, que apresenta o programa mais popular da Al Jazeera, a cadeia mais vista do mundo árabe, tem acusado os alauitas de serem “mais infiéis que os judeus e cristãos”; por sua parte, outro célebre locutor da mesma emissora tem pedido em mais de uma ocasião a limpeza étnica de xiitas e alauítas sírios.

Respaldados por esta linguagem sectária, os meios ocidentais assumem que os conflitos na Síria, Iraque e Iêmen formam parte de uma guerra histórica de aniquilação étnica de onde os estados e as milícias se alinham em um grupo e outro dependendo de sua afiliação religiosa. Esta leitura etno-religiosa da violência que hoje sacode o oriente próximo é denominada ”relato dos ódios remotos” ( ancient hatreds, em inglês), porém, tal e como veremos, essa história é na realidade um mito.

O relato dos ódios remotos: da Iugoslávia ao Oriente Próximo

A origem desta teoria sobre conflitos étnicos perenes se encontra no final da Guerra Fria e não se tem aplicado só a sunitas e xiitas. O primeiro caso que se popularizou ocorreu depois da desintegração da Iugoslávia comunista. Autores como Samuel Huntington ou Robert Kaplan ajudaram a definir a guerra na Bósnia como um conflito plenamente étnico religioso entre croatas católicos, bósnios muçulmanos e sérvios ortodoxos. Também se construiu um relato sugerindo que o comunismo foi só um remendo transitório que unia alguns grupos étnicos que realmente seguem se odiando desde séculos atrás.

O colapso do forte governo central precipitou a violência, que só havia sido contida, porém nunca erradicada.

Hoje em dia, muitos artigos que pretendem explicar a violência atual entre sunitas e xiitas no oriente próximo seguem pautas similares.O relato geralmente se repete assim:depois de morrer o profeta Maomé, alguns muçulmanos consideraram que Abu Bakr amigo do profeta, devia ser o novo líder, enquanto que outros fiéis eram partidários de seu primo Ali.Os seguidores de Abu Bakr venceram e acabaram convertendo-se nos sunitas; os partidários da linha familiar de Ali, os xiitas, seriam derrotados, convertendo-se numa minoria freqüentemente perseguida dentro do islã.Nascia assim um ódio eterno e inalterável, agora desatado pela ausência de uma autoridade superior que os mantivessem unidos.

Em sua pretensão de responder a pergunta ‘’Porque matam-se sunitas e xiitas?, os meios ocidentais freqüentemente consideram as guerras na Síria e Iraque como de aniquilação étnica, com origem nas disputas sucessórias à morte de Maomé, na veneração de santos, nas interpretações distintas do Corão e demais diferenças doutrinais.O impacto dos eventos históricos e políticos contemporâneos são erroneamente descartados.

Em nenhum dos conflitos no oriente médio há só dois grupos definidos pela confissão religiosa.O intento de explicar de forma simples a violência por parte de alguns meios de informação a levado freqüentemente a reducionismos absurdos.Fonte: Chappatte (International New York Times).

As guerras que ocorrem no oriente próximo desde a 1.400 anos não são fruto de antipatias
sectárias, irracionais e intermináveis.Tais ódios não constituem o motor dos conflitos, mas sua consequência.O relato dos ódios remotos está baseado em conceitos errôneos, amplia inimizades sectárias e ignora os elementos geopolíticos e sociais e os interesses dos Estados do Oriente Próximo.

Esta teoria é herdeira do orientalismo clássico, que pressupõe que o oriental, o muçulmano, guia-se por sua identidade mais primária, a religião, em todos os aspectos de sua vida.Deste modo, os meios ocidentais tendem a buscar explicações étnicos e religiosos em conflitos que explodem por problemas socioeconômicos e políticos e que se espalham devido aos cálculos políticos interessados de potências exteriores.Os sírios não se levantaram contra Al Assad porque é alauíta nem o Irã saiu a seu resgate porque compartilham certas crenças.

A principal consequência dos relato dos ódios remotos é a construção em nosso imaginário de dois grandes blocos monolíticos e antagônicos constituídos por sunitas e xiitas.Não existem raízes nacionais, ideológicas, linguísticas ou socioeconômicas dentro destes dois grupos e pressupõe-se uma inimizade e um fervor religioso a indivíduos, à milícias e inclusive a países que na realidade carecem deles.

Rivalidade dentro da seita e alianças intersectárias

Em realidade, os países e milícias que os meios atribuem dentro do sunismo ou no xiismo não são nem comportam-se como blocos homogêneos e por utilizarem as duas seitas como as duas principais unidades de análises nas relações internacionais da região conduzirá a mais equívocos que a acertos.

Sunitas

Por um lado, o grupo sunita na realidade está repartido em três frentes visíveis.De entrada,a Wahabita Arabia Saudita exerce a liderança de um grupo de países que pretendem preservar o status quo regional.Junto a Riad caminham o governo secularista egípcio de Abdel Fatah al Sisi e as monarquias da Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein.Entre suas prioridades figura dizimar o expansionismo iraniano onde ele surge.Por isso que derrubar Al Assad, um fiel aliado de Teerã, é um de seus principais objetivos.Ademais, esses países viram as revoluções árabes de 2011 como um grave desafio à sua hegemonia.

Não obstante, os partidários do statu quo devem lidar com rivais dentro de sua própria seita.O pequeno reino do Qatar a anos vem exercendo uma política exterior potente, porém flexível, que a levado a se unir com os islamitas da Irmandade Muçulmana e Turquia.Esse grupo, que em teoria é ideologicamente próximo ao islamismo da Arábia Saudita, envolve uma de suas maiores dores de cabeça.A diferença de seus vizinhos, o Qatar percebeu as malogradas Primaveras Árabes como uma oportunidade para estender sua influência.É por isso que celebraram a caída do regime de Mubarak no Egito e a ascensão ao poder do islamita Morsi.Seu contínuo apoio a agora deposta Irmandade Muçulmana egípcia trouxe em 2014 a pior crise entre as monarquias do golfo:Arábia Saudita, os Emirados e Bahrein retiraram seusembaixadores da capital do Qatar.

Líbia é um caso que evidencia as fissuras dentro do denominado bloco sunita.O país é esmagadoramente sunita, todavia encontra-se profundamente dividido e afundado em uma guerra civil desde as revoltas populares e a operação da Otan que derrubaram Kadafi em 2011.Atualmente, Líbia está dividida entre dois governos.Por umlado, os Emirados e Egito dão apoio a um executivo secular a leste,enquanto Turquia e Qatar apoiam a um governo de tribunal islâmico emTrípoli.Líbia é a prova de que o aumento da violência tem menos que ver com brigas sectárias do que com cálculos geopolíticos de países vizinhos.

Estas dissonâncias também se evidenciaram durante o golpe de estado contra Erdogan no verão deste ano.Arábia Saudita demorou 15 horas para condenar a ação do exército e alguns meios têm acusado aos Emirados de financiar os responsáveis do fracassado golpe.Enquanto o Irã, que há anos luta indiretamente com a Turquia na Síria, foi o primeiro país a condená-lo.

Finalmente, existe um terceiro grupo dentro do sunismo que em realidade está composto por centenas de organizações que minam a suposta unidade sunita.Trata-se das numerosas milícias jihadistas que, apesar de receberem apoio logístico ou financeiro por parte dos Estados sunitas, seguem considerando esses regimes ilegítimos.A relação entre os governos e os grupos jihadistas deve entender-se mais como de benefício mútuo e não baseada numa concepção similar de religião.O Estado Islâmico, por exemplo, dedica mais tempo e recursos a derrotar outros grupos rebeldes sunitas que a lutarem contra Al Assad.

Apesar dos evidentes sentimentos sectários que possuem, esses grupos são capazes de ações pragmáticas para perseguir seus interesses.Em2016, o ex-chefe dos serviços secretos israelenses admitiu que seupaís ajudou aos jihadistas da Frente AL Nusra, filial da Al Qaeda emSíria, e nas colinas de Golan.Esta assombrosa aliança obviamente não é baseada em um sentimento de afinidade, porém em interesses comuns, neste caso, arrebatar posições chaves à milícia libanesa Hezbollah, que combate junto ao governo sírio e envolve um dos maiores riscos para a segurança de Israel.

Xiitas

O denominado grupo xiita tampouco está isento de dissonâncias.Recentemente popularizou-se a expressão ‘’meia lua xiita’’ para se referir a aliança entre Hezbollah, Síria, Iraque e Irã.Embora certamente esses atores são estreitos aliados, os motivos dessa união não devem se buscar em simpatias dogmáticas.A coalizão original entre o regime laico, baathista e pan árabe da Síria com a teocracia persa do Irã nunca se á baseado no credo, mas que é herdeira da suposta ameaça comum do regime laico, baathista e pan árabe de Saddam Hussein.

A rivalidade entre Arábia Saudita e Irã que se espalha por todo oriente próximo não baseia-se em diferenças religiosas surgidas depois da morte de Maomé, mas nos interesses regionais opostos.Fonte: Kal (The Economist).

É comum também reduzir os alauítas ou os zaides a um ramo do xiismo, porém seus credos ortodoxos são bastante distintos do xiismo majoritário.Em realidade, as crenças dos alauítas tem permanecido ocultas durante séculos aos principais clérigos do xiismo.Não foi até 1948, quando os primeiros estudantes alauítas assistiram pela primeira vez a seminários religiosos na cidade iraquiana de Nayaf, centro da teologia xiita.Os alunos foram insultados e humilhados por suas crenças e, ao fim de pouco, a maioria deles voltaram à Síria.Recentemente um grupo de líderes religiosos alauíta emitiuum comunicado onde negavam sua condição de ‘’ramo do xiismo’’ com o objetivo de se distanciar do regime de Al Assad e do Irã.

Tampouco é estranho encontrar alianças entre grupos sunitas e xiitas que não se encaixam no molde do relato dos ódios remotos.Irã há décadas vem sendo o principal provedor do grupo islamico Hamas, e Al Qaeda e os Talibãs também colaboram com Teerã quando a sido necessário.Em Síria, grupos palestinos sunitas lutam junto com Al Assad e seu exército segue formado majoritariamente por sunitas; no Iraque várias tribos sunitas do oeste colaboram com Bagda para frear os terroristas do Estado Islamico.
Se bem é verdade que afinidades religiosas ou ideológicas podem ajudar na hora de costurar alianças e, sobretudo, justificá-las discursivamente, a geopolítica do oriente próximo segue regendo-se majoritariamente pelos interesses particulares dos estados.

Implicações políticas:um país para cada grupo étnico

Poderia parecer que o mito dos ódios remotos é simplesmente uma ocorrência devido a periodistas ou pretensos especialistas sem um conhecimento profundo da região, porém sua propagação não é inócua e tem consequências políticas.Bill Clinton, influenciado enormemente porum livro de Robert Kaplan, planejou a política estadunidense naguerra da Bósnia baseando-se na crença de que muçulmanos,católicos e ortodoxos massacram-se há séculos.Barack Obama também atua influenciado pelo relato dos ódios remotos entre sunitas e xiitas.Durante o último discurso sobre o estado da união, assegurouque parte da atual agitação no oriente próximo está ‘’originadaem conflitos de a milhares de anos’’ e em mais de uma ocasião manifestou sua preocupação pelos ódios entre países sectários.

A percepção de que os distintos grupos étnico religiosos não podem coexistir devido a ódios eternos é em primeiro lugar errônea e em segundo lugar perigosa.Por um lado, pretende negar qualquer suspeita de culpabilidade europeia e estadunidense sobre o estado atual da região.Dado que seguem lutando desde há milhares de anos, o apoio ocidental à ditaduras opressoras, a grupos rebeldes partidários de limpezas étnicas ou a calamitosa guerra do Iraque que oxigenou o sectarismo, não são responsáveis do estouro sectário atual.

Também, a consolidada imagem dos orientais como seres movidos por paixões étnicas e religiosas propensos a se matarem implica outra grave consideração: a corrente -crescente- opinião que pede que o mapa do oriente próximo seja redesenhado baseando-se nas fronteiras de seita.Desde a invasão do Iraque, mas especialmente depois das revoluções de 2011, tem-se popularizado vários mapas que pretendem redesenhar as fronteiras da região para assim salvá-los desses ódios étnicos.Numerosos políticos e especialistas defendem o desmembramento do Iraque* e Síria*, apesar de que tais pretensões secessionistas não figuram nas agendas dos grupos sunitas, xiitas e alauítas.Esses cartógrafos amadores culpam o acordo Sykes-Picot, que partiu as províncias otomanas depois da Primeira Guerra Mundial, por todos os males na região.Em suas opiniões, o grande erro das potências coloniais foi criar Estados ‘’artificiais’’ onde as seitas e outros grupos étnicos mesclavam-se, impossibilitandoassim a concepção de um estado homogêneo para a Europa*.O que muitos desses artigos esquecem de mencionar é que a criação do Estado-Nação europeu se baseia em séculos de limpezas étnicas e genocídios culturais para atingir tal nível de uniformidade.

Em 2016, um tenente coronel do exército estadunidense , Ralph Peters, publicou versão do que deveria ser a região argumentando que, ‘’sem esta revisão considerável das fronteiras não conseguiremos um oriente próximo em paz’’.No entanto recentemente, o New YorkTimes publicou um mapa onde cortava 5 países em 14 pedaços.


Proposta de Ralph Peters https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/7/7c/Ralph_Peters_solution_to_Mideast.jpg


É ilusório pensar que a única via para a paz na região é colocar cada grupo étnico em sua própria caixa, fechada e separada das demais.A história do Oriente Próximo está atormentada de violência dentro das mesmas seitas; você só precisa ver países como Argélia, Líbia e Egito, que, apesar de não terem minorias xiitas relevantes, possuem um passado recente com abundante violência.Este artigo não pretende argumentar que qualquer tipo de modificação de fronteiras na região é prejudicial nem nega a existência da violência sectária.Sua intenção é evidenciar o perigo de que as políticas ocidentais na região estão baseadas nos mesmos princípios orientalistas de cem anos atrás, que reduzem a identidade e os interesses dos atores da região ao sectarismo levando a um ponto absurdo.Paradoxalmente, o uso do prisma sectário conduz a políticas sectárias.Estabelecer cotas de poder confessionais, como no Iraque, ou fazer um país para cada etnia só implica a criação de novas minorias ao qual negaram-lhes a plena consideração de cidadãos por não pertencerem à nação.

Tradução: Elvis Braz Fernandes

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Sunitas versus Shiitas: quem está por trás do conflito?

 
Nos últimos anos pudemos observar um agravamento no conflito Sunita-Shiita no Oriente Médio, que tomou forma de guerra fratricida na Síria, em ataques terroristas no Iraque e no Líbano, e protestos, agitação pública e confrontos violentos envolvendo represálias contra ativistas no Bahrain e na Arábia Saudita. O que está por trás da próxima onda de violência na região e quem está provocando uma guerra entre os islâmicos? Uma breve excursão na história de relações entre as duas principais denominações do Islã mostra que hoje não existem razões óbvias ou precondições objetivas para a guerra entre eles.

As diferenças entre os Sunitas e os Shiitas tê suas raizes no passado distante. Depois da morte do Profeta Muhammad em 632 surgiu uma disputa entre seus seguidores sobre quem deveria herdar sua autoridade política e espiritual sobre as tribos árabes. A maioria apoiou o candidato da companhia do Profeta e pai de sua esposa - Abu Bakr, que subsequentemente formou a dominação dos Sunitas, que hoje são em torno de 85% dos islâmicos. Entretanto, outros apoiaram o candidato do primo e genro do Profeta - Ali, declarando que o Profeta apontou ele como sucessor. Este grupo depois se tornou conhecido como Shiita que, em arábico, literalmente significa "seguidores de Ali". Os Sunitas venceram a disputa, e permaneceram no poder no califado árabe (islâmico) por centenas de anos, enquanto que os Shiitas permaneceram às sombras. Na história posterior de relações entre Sunitas e Shiitas não houveram sérios conflitos.

Hoje os Shiitas, divididos em pequenos movimentos (Ahmadiyya, Alawitas, Islaelitas, etc.) são em torno de 15% do número total de islâmicos. Os seguidores deste ramo do Islã são grande maioria na população iraniana, dois terços do Bahrain, mais da metade no Iraque, uma porcentagem significativa no Líbano, Azerbaijão e no Yemen.

Além do Alcorão, os Sunitas vivem de acordo com a "Sunnah" - um conjunto de regras e práticas baseadas em exemplos de vida do Profeta Muhammad. Apesar disso, os Sunitas geralmente compreendem seus textos sagrados literalmente, não deixando espaço para alegorias. Em alguns ramos do islã Sunita isso chega ao extremo. Por exemplo, durante o reinado Talibã no Afeganistão muita atenção foi prestada para o tamanho da barba dos homens, cada detalhe de vida foi estritamente regulamentado de acordo com a Sunnah.

Por causa das contradições mencionadas os Sunitas costumam acusar os Shiitas de heresia, e o último por sua vez expõe o excessivo dogmatismo da doutrina Sunita, que dá origem a vários movimentos extremistas como o Wahabismo.

A mídia ocidental está tentando convencer-nos de que o esparramamento de sangue no Oriente Médio é resultado do conflito Sunita-Shiita baseado em suas diferenças religiosas. Esta versão remove a responsabilidade do Ocidente na interferência de relações internacionais de países na região, bem como a aplicação de padrões duplos e alianças dúbias com os regimes mais reacionários e grupos radicais, incluindo os extremistas. O conflito (fomentado pelo estrangeiro) entre os Sunitas e Shiitas ameaça engolir a região no caos e violência por muitos anos. O conflito Sunita-Shiita está sendo manipulado por jogadores externos, que de tal forma realizam seus próprios interesses nacionais e corporativos (controle de recursos, militarização da região, enriquecimento dos "senhores da guerra" etc.).

Não apenas os Sunitas se opõe aos Shiitas, mas as elites políticas conectadas com o Ocidente por dúzias de vínculos econômicos, políticos, militares, financeiros e outros. Ademais, mitos sobre o "fanatismo Shiita" foram fabricados por motivos de propaganda, bem como os mitos sobre "ditaduras sangrentas dos aiatolás", "povo anti-Bashar al Assad", uma base ideológica inteiramente nova foi criada para esta "caça às bruxas". Os objetivos de longo prazo do conflito Sunita-Shiita são muito transparentes: a destruição ou enfraquecimento dos aliados do Irã na região, como o governo do Assad na Síria, bem como o "Hezbollah" no Líbano; o aumento da pressão sobre o governo da maioria Shiita no Iraque; e o isolamento do Irã no Golfo Pérsico e em toda a região.

O fundador da República Islâmica do Irã, Imam Khomeini precisamente estabeleceu: "O conflito entre os Sunitas e Shiitas é uma conspiração do Ocidente. O desacordo entre nós é financiado somente pelos inimigos do Islã. Aquele que não compreender isto - não é um Sunita nem um Shiita."

Dever-se-ia notar que o "front Sunita" contra os Shiitas é encabeçado pela Arábia Saudita e pelo Qatar (aliados regionais dos EUA). O Bahrain, Kuwait, Emirados Árabes Unidos estão também envolvidos nisto, mas em um nível menos. Quais são as razões para a boa vontade de Riyadh e seus aliados no Golfo para seguir a política tradicional "dividir e governar"?

Primeiramente, Riyadh e seus aliados não estão satisfeitos com o aumento do prestígio e influência do Irã na região e no mundo islâmico (o regime Shiita no Iraque, Alawi na Síria, o papel e importância dos Shiitas no Líbano) em geral.

Segundo, as monarquias do Golfo se amedrontaram com os eventos da "Primavera Árabe" que chocou o mundo árabe no seu núcleo e causou uma onda de protestos nos países do Golfo. A maioria dos protestos de maior escala aconteceram na Província Oriental da Arábia Saudita, que é densamente povoada por Shiitas. Apoiados pelos poderosos Sunitas, os governantes do Golfo não quiseram compartilhar poder e renda com a população Shiita e se utilizaram de métodos violentos para oprimir as demonstrações.

Os monarcas destes países acreditam que o confronto abertamente armado entre os Sunitas e Shiitas não apenas ajuda a se manter no poder, mas também os ajuda a assumir a absoluta liderança do mundo islâmico. Além disso, os monarcas não dispensam gastos na guerra e não hesitam em recrutar soldados mundo a fora e cooperar com grupos terroristas como Al-Qaeda, Jahbhat al Nusra, etc.

O contínuo conflito Sunita-Shiita não pode ser interrompido por quaisquer encontros internacionais ou conferências que servem como véu para cobrir crimes internacionais na Síria. Milhões de vidas de civis poderiam ser salvos se o Conselho de Segurança da ONU adotasse uma resolução para banir qualquer intervenção estrangeira nestes conflitos, e se os países que apoiam terrorismo forem submetidos a sanções como as que estão sendo aplicadas contra o Irã.

Via Globaldiscussion

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Hersh: Obama mentiu sobre ataque químico na Síria


Proeminente jornalista investigador estadunidense, Seymour Hersh, diz que o presidente dos EUA, Barack Obama, não contou a verdadeira história sobre o ataque de armas químicas orquestrado próximo de Damasco em Agosto.

O jornalista, com prêmio Pulitzer, publicou em nova reportagem no London Review of Books [Revista de Livros de Londres] que a administração de Obama estava consciente do fato de que os terroristas que lutam contra o governo sírio viriam a usar armas químicas, mas não informaram.

"Barack Obama não contou toda a história neste outono quando tentou tornar Bashar al Assad culpado pelo caso do ataque de armas químicas próximo de Damasco em 21 de Agosto. Em alguns momentos, ele omitiu inteligência importante, e em outros apresentou suposições como fatos", escreveu no artigo.

Hersh acrescentou que o presidente dos EUA recusou reconhecer que Al-Nasura Front, um grupo filiado da Al-Qaeda, de acordo com reportagens da inteligência dos EUA, ministrou a produção do gás Sarin. Sarin é um nervo agente que baseado em descobertas da ONU foi usado no ataque em Damasco.

"Quando o ataque ocorreu, Al Nasura deveria ter sido suspeito, mas a administração fez o possível para atacar Assad".

Obama, em um discurso televisionado em 10 de setembro, acusou o governador sírio de executar o ataque que matou centenas de pessoas, incluindo mulheres e crianças.

"Nós sabemos que o regime de Assad foi responsável...e isto é o porque, depois de cuidadosa deliberação, eu determinei que está no interesse de segurança dos EUA responder ao ataque com armas químicas feito pelo regime de Assad através de um ataque militar", disse Obama.

O presidente Obama foi à guerra contra a Síria, mas estava indo sem reconhecer explicitamente quem executou o ataque na manhã de 21 de Agosto, Hersh acrescentou.

O investigador-jornalista disse que os oficiais militares e de inteligência estavam irritados com "a manipulação deliberada da inteligência" sobre o incidente.

Hersh disse que um alto-funcionário de inteligência descreveu a arrogância da administração de Obama sobre a responsabilidade jogada sobre a Síria como uma "fraude". O ataque "não foi resultado do regime atual", o jornalista escreveu um email ao colega.

Ele escreveu que outro oficial da inteligência contou a ele que "a administração de Obama alterou as informações disponíveis - em vistas da sequência temporal - para permitir ao presidente e seus secretários fazer a inteligência recobrar dias depois o ataque como se tivesse sido flagrado e analisado em tempo real, como se o ataque estivesse ocorrendo".

O governo sírio veementemente negou as alegações dos EUA. Culpa os militantes estrangeiros Takfiri por executar o ataque químico.

Via Presstv

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Exército sírio confisca armas israelitas usadas pelos terroristas


As forças do Exército sírio confiscaram nesta Terça uma grande quantidade de armas e munições israelitas de tipo LAW dos terroristas em torno da cidade de Damasco, capital síria.

As tropas sírias confiscaram estas armas em um esconderijo dos terroristas, onde assim encontraram artefatos explosivos improvisados, IED (por sua sigla em inglês), foguetes (RPG, por sigla em inglês), bombas e mapas, entre outras coisas.

Por outro lado, as forças sírias aniquilaram 46 homens armados, de nacionalidade jordana, líbia, egípcia, iraquiana e chechena, durante as operações de limpeza em diversas partes do país árabe.

Os soldados do Exército sírio, além disto, eliminaram um grande número de terroristas e desmantelaram armazéns de armas e munições de terroristas nas cidades de Homs (Oeste) e Idiib (Noroeste).

Há mais de dois anos, a Síria é cenário de uma onda de violência perpetrada por terroristas, financiados e dirigidos por alguns países ocidentais e vários regionais, como Arábia Saudita, Qatar e Turquia, que têm como fim acabar com o governo do presidente sírio, Bashar al Assad.

Os grupos armados que lutam contra o governo sírio confessaram em várias ocasiões que receberam armamentos de países estrangeiros.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

"Jihad Sexual": meninas da Tunísia são enganadas e prostituídas pelos rebeldes na Síria



Mulheres tunisinas viajaram à Síria para uma 'jihad sexual', travando relações com dezenas de rebeldes islâmicos e retornando para casa grávidas. O Ministro do Interior da Tunísia, Lofti ben Jeddou, alegou que as mulheres tunisinas "são compartilhadas entre 20, 30 e até 100 rebeldes e voltam para casa carregando o fruto do contato sexual em nome da jihad sexual e nós ficamos preocupados", durante um discurso na Assembleia Nacional Constituinte na Quinta-Feira.

"Depois das relações sexuais que elas estiveram lá em nome da 'jihad-al-nikah' [guerra santa sexual] voltaram grávidas", continuou ben Jeddou.

Ben Jeddou não estipulou quantas mulheres tunisinas retornaram ao país grávidas dos rebeldes.

O antigo Mufti da Tunísia Sheik Othman Battikh em Abril disse que 13 garotas tunisinas "foram enganadas" ao viajar para a Síria e oferecer-se em serviços sexuais aos rebeldes.

O mufti, quem logo se demitiu do cargo, descreveu a assim chamada "Jihad sexual" como uma forma de "prostituição".

"Pela Jihad na Síria, estão mandando meninas para lá agora. Treze jovens meninas foram mandadas para a jihad sexual. O que é isto? Isso é prostituição. É corrupção moral educacional", disse o mufti citado pela Al Arabiya.

Alguns islâmicos sunitas salafistas, no entanto, consideram a jihad sexual uma forma legítima de guerra santa.

A Jihad sexual Fatwa tornou-se aparente na Síria muitos meses atrás. Ela permite aos rebeldes entrar em relações sexuais com uma mulher depois de um contrato temporário que perde efeito depois de algumas horas, segundo a Fars News em Agosto.

A natureza temporária do contrato permite às mulheres terem relações sexuais com múltiplos parceiros por dia.

Em Agosto, o diretor geral de segurança pública na Tunísia Mustafa Bin Omar disse que uma "cela de jihad sexual" foi quebrada na região ocidental do país chamado para sua concentração dos rebeldes da Al Qaeda.

Bin Omar contou a Al Arabiya que a Al Qaeda associou que Ansar Shariah estava oferecendo meninas de menor com os rostos cobertos como ofertas sexuais para rebeldes.

Enquanto isso, Bin Jeddou disse que o Ministro do Interior baniu 6.000 tunisinos da viagem à Síria desde Março de 2013. Mais oitenta e seis foram presos em suspeita de formar redes que tratam de mandar a juventude tunisina para a 'jihad' na Síria.

Ele também atacou grupos que criticaram a decisão do governo de banir militantes suspeitos de terem deixado o país. Muitos daqueles banidos tinham menos de 35 anos de idade, ele disse.

"Nossa juventude está posicionada na linha de frente e é ensinada a saquear e destruir os vilarejos [sirios]", disse Bin Jeddou.

Centenas de homens tunisinos largaram para a Síria para lutar contra o governo do presidente Bashar al Assad, enquanto outros milhares se unem aos grupos islâmicos em países como Iraque e Afeganistão em torno dos últimos 15 anos.

Via RT

sábado, 14 de setembro de 2013

Líder dos terroristas sírios rejeita acordo sobre armas químicas


 O líder dos terroristas sírios, Salim Idris, rejeita o acordo entre EUA e Rússia para o controle internacional de armas químicas da Síria.

"Não nos interessamos em nenhuma parte da iniciativa porque não temos armas químicas. Eu e meu adversário continuaremos o combate até a queda do regime", disse Idris à mídia em Istambul, Turquia, acrescentando que "é preciso levar Assad para os tribunais internacionais".

Mas fica a pergunta: por que os terroristas rejeitariam uma busca de armas químicas se com esta busca eles seriam os únicos a ganhar, enquanto é suposto o poder de armas químicas apenas ao exército sírio de Assad? Não seria uma contradição estratégica... ou seria o medo de que se descubra a verdade sobre quem realmente está utilizando as armas químicas?

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Putin afirma a falta de provas, sobre o uso de armas químicas


O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta Segunda em uma conversação telefônica com o primeiro ministro britânico, David Cameron, que não há evidência qualquer sobre o uso de armas químicas pela Síria.

"Não há provas registradas de um ataque com armas químicas ou de quem tenha sido responsável", disse Putin, segundo uma informação do serviço de imprensa do Kremlin recolhida pela agência RIA Novosti.

De acordo com a fonte, a entrevista telefônica de Putin e Cameron "se firmou essencialmente na situação da Síria em um contexto de informações publicadas por meios de comunicação sobre o eventual uso de armas químicas próximo de Damasco".

No Domingo, o governo sírio aceitou que os especialistas da ONU investigassem o suposto ataque com gás venenoso da última Quarta em um subúrbio perto de Damasco, capital síria, que ao que parece acabou com a vida de centenas de pessoas.

O secretário de defesa dos EUA, Chuck Hagel, disse em 23 de Agosto que já tinha começado o movimento de forças navais com o fim de se posicionar para um ataque contra a Síria, no caso do presidente estadounidense, Barack Obama, dar luz verde.

Enquanto o governo sírio nega ter lançado um ataque químico, o Exército deste país irrompeu no Sábado em um armazém situado no bairro de Jobar, em Damasco, onde encontrou barris de gás tóxico com etiqueta de fabricação saudita.

Além disso, o presidente sírio, Bashar al Assad, assegurou que os EUA fracassarão no caso de intervirem militarmente no país árabe "tal como em outras guerras que criaram, a começar pelo Vietnã".


Via Hispantv
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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Rússia, China e Irã ajudam a economia Síria

Em junho passado, o vice-primeiro-ministro sírio, Qadri Jamil, explicou ao Financial Times o mecanismo de sobrevivência da economia e do Estado sírio, no contexto da guerra. Estas infirmações permitem extrair várias constantes sobre a natureza do conflito sírio.



Jamil disse que a Rússia, China e Irã lançaram um programa para ajudar a economia da Síria e fornecer todos ao país os meios necessários para continuar a guerra: produtos derivados do petróleo, alimentos e fundos.

Os intercâmbios com esses países são realizadas através de suas moedas nacionais, evitando, assim, possíveis sanções por parte dos EUA. "O apoio dos russos, chineses e iranianos é sempre algo bom", disse Jamil.

As entregas são garantidas por navios russos, o que explica a necessidade de uma presença continua da Marinha russa perto da costa da Síria, e mostra o significado das declarações dos líderes militares russos sobre a necessidade de uma presença permanente dos navios russos no Mediterrâneo. Fornecimento de petróleo alcançam, só eles, 500 milhões de dólares por mês.



Se as ações do Irã no conflito sírio - este último outorgou a Damasco ilimitado crédito - são importantes, as contribuições da Rússia e da China não são menos. Este pode ser o início de uma nova etapa na cooperação de ambos os países a nível internacional.

Face a tentativa dos EUA de derrubar um regime amigável pela força, Moscou e Pequim têm nenhum desejo de se limitar, como fizeram anteriormente, a simples protestos na ONU. Eles lançaram um programa coordenado a longo prazo que visa prestar assistência financeira para a Síria, política, militar e técnica. E tudo isso apesar da crescente pressão dos Estados Unidos.

A Rússia enviou, portanto, seus navios para a zona de conflito, a fim de assegurar a realização deste programa, e é possível que a China desempenhe um papel mais importante nos esforços econômicos destinados a apoiar a Síria.

No momento, parece que esta primeira tentativa de resistir à interferência ocidental contra um terceiro país funciona. As tropas de Bashar al-Assad conseguiram um número de sucessos militares nos últimos tempos. Esta resistência mostra que a Rússia e a China podem apoiar de forma eficaz os seus amigos que estão sob pressão do Ocidente.

Moscou e Pequim consideram provável que as ações dos Estados Unidos na Síria são parte do plano estratégico de Washington que é necessário alvejar a todo custo.

Via Almanar

sábado, 25 de maio de 2013

Inteligência alemã prevê vitória definitiva do exército Sírio

O chefe de do Serviço de Inteligência Externa Alemã (BND), Gerhard Schindler, considera que o exército da Síria será capaz de obter vitória definitiva contra os grupos rebeldes antes do fim de 2013.

Segundo o chefe de inteligência alemã, por enquanto, o Governo do presidente Bashar al-Assad é mais estável do que foi durante muito tempo.



A edição digital do "Der Spiegel" informou quarta-feira que o chefe do BND, durante suas declarações aos oficiais de segurança, teve uma mudança de opinião a respeito do verão passado, quando predisse que o Governo de Damasco cairia no início de 2013.

Schindler declarou que os grupos armados na Síria, que incluem afiliados à al-Qaeda, enfrentam dificuldades extremas em sua guerra.

A autoridade alemã considerou que os diferentes grupos armados lutam entre si, para obter o controle de certas zonas, e destacou a falta de uma rede funcional de comando entre os líderes da oposição síria, apoiada pelos estrangeiros, e seus elementos armados dentro do país, ao apontar que cada novo conflito debilita mais os rebeldes.

O chefe do BND deu prognóstico para que no final de 2013, o Exército Sírio retomará o controle de sul do país se a situação continuar como nas últimas semanas.

Schindler afirmou que os militares conseguiram cortar as linhas de fornecimento de armas e rotas de evacuação dos rebeldes feridos até os países vizinhos.

Cabe mencionar que, durante os últimos dias, as forças de segurança sírias provocaram grandes perdas entre os grupos armados no estratégico distrito de AL-Qusair, perto da fronteira com o Líbano.

Por sua vez, al-Assad enfatizou quinta sua determinação de continuar a luta contra o terrorismo, enquanto reiterou que a crise que atinge o país deve ser resolvida por vias políticas.

O país árabe, que desde meados de março de 2011 vive uma onda de violência organizada e patrocinada por alguns países do ocidente e da região, cujo objetivo e culpar o Governo de Damasco pela crise, possibilitando assim uma intervenção militar estrangeira.

Via HispanTV

domingo, 3 de março de 2013

Revelado plano do presidente francês e primeiro ministro turco de assassinar Assad


Informou-se através da ANN alguns dados referentes a uma das tentativas de assassinato que sofreu o governo de Assad. Segue a notícia no seguinte:

A guerra secreta na Síria, documento do realizador Khadr Awarkh, revela em detalhe a tentativa de assassinato contra o presidente sírio Bashar Al Assad e seu ministro de Relações Exteriores, Walid Al Mouallem, preparado recentemente pelos serviços de inteligência da França e da Turquia. O documento contém declarações de dois espiõe presos em Damasco durante a operação que frustrou o complô.

Os serviços de inteligência da França e da Turquia tinha sido concentrados para se infiltrar, de conjunto, no palácio presidencial de Damasco e no ministério sírio de Relações Exteriores mediante o recrutamente ou manipulação de dois empregados curdos de várias empresas que realizam diversos serviços de mantimento nos edifícios oficiais sírios.

A operação de infiltração contou com o apoio dos serviços de inteligência de Israel e Estados Unidos.

Em 17 de Agosto de 2012, o ministro francês de Relações Exteriores, Laurent Fabius, declarou: "estou consciente da força do que estou dizendo. O senhor Bashar al Assado não merece estar sobre a terra".

Três semanas antes, o presidente francês François Hollande tinha ordenado o assassinato de seu homólogo sírio.

As confissões dos dois espiões recrutados pela França e pela Turquia podem se ver no sítio web da agência Asia através dos seguintes vínculos:

http://www.asianewslb.com/vdcdk90s.yt0jz6242y.html
http://www.asianewslb.com/vdcaymne.49nao1kzk4.html

Assad pede fim do financiamento estrangeiro a grupos terroristas

Presidente Bashar al-Assad, disse em uma entrevista que o conflito interno no país árabe desde Março de 2011 se deve, em parte, ao financiamento do terrorismo por nações estrangeiras, como a Turquia, Arábia Saudita e Qatar.



"Se alguém quer sinceramente ajudar a Síria e contribuir para o fim da violência em nosso país, só pode fazer uma coisa: ir para a Turquia, Qatar e Arábia Saudita para dizer-lhes para parar de financiar o terrorismo na Síria", disse o presidente, que mais tarde disse que "a Al-Qaeda e sua ideologia são uma ameaça e um perigo não só para a Síria, mas para toda a região."

Assad destacou que está disposto a conversar com qualquer órgão político, a fim de acabar com o conflito que aflige a Síria e que deixou mais de 20.000 mortos, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Na Síria, fizemos duas decisões: lançar o diálogo e combater o terrorismo. Nós, como qualquer outro país soberano, não vamos negociar com terroristas ", aludindo à" guerra midiática contra a Síria para impedir que a verdade de alcance o mundo exterior. "

Presidente al-Assad manifestou a disposição do governo sírio para negociar com qualquer pessoa, inclusive os militantes que entregassem suas armas ", mas não lidar com terroristas determinados a continuar a portar armas, pessoas aterrorizando, matando civis e atacando locais públicos, instituições privadas e destruir o país ", disse ele.

Nesse sentido, Al Assad disse que pode resolver seus conflitos por meio do entendimento sem a participação internacional. "Nós somos um país com 23 milhões de pessoas, temos um exército nacional e as forças policiais, nós não precisamos de combatentes estrangeiros para defender o nosso país."

"O que deve ser questionado aqui são os papéis dos outros países como o Qatar, Turquia, Arábia Saudita, França, Inglaterra e Estados Unidos de apoiar o terrorismo, direta ou indiretamente na Síria", salientou o presidente sírio.

Al Assad agradeceu as posições de países como Irã e Rússia, que manifestaram em reiteradas ocasiões seu apoio ao povo sírio e sua rejeição de uma possível intervenção internacional.

"O papel da Rússia é muito construtivo, o Irã dá um extremo e o papel do Hezbollah é de defender do Líbano, e não a Síria", disse al-Assad.

Durante a entrevista, o presidente al-Assad ressaltou: "Eu tenho dito repetidamente que a Síria é uma linha de demarcação geográfica, política, social e ideológica, de forma a jogar com esta linha teria graves repercussões em todo o Oriente Médio".

Presidente iraniano apela para diálogo nacional na Síria

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse durante uma reunião com Síria Vice-Primeiro Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros e Expatriados, Walid al-Muallem, que seu país está no lado da Síria nessa guerra, e sublinhou que a única maneira de resolver a crise é para cessar a violência e iniciar um diálogo nacional.

Ahmadinejad descreveu como "positiva" programa político apresentado pelo presidente Bashar al-Assad, acrescentando que "a Síria terá sucesso graças à sabedoria da sua liderança e do povo sírio se apegam a paz".

O presidente iraniano disse que está acompanhando de perto os acontecimentos na Síria e disse que "o Irã é um país irmão da Síria e se encontra junto a ela em face da guerra cósmica que presencia".

Ele acrescentou que a força da Síria e se apegará a seu exército e as pessoas em torno de sua liderança, obrigaram todos a reconhecer o fato de que não há outra maneira de resolver a crise, em vez de a cessação da violência e através do diálogo e entendimento nacional, afirmando que "o programa político apresentado pelo presidente Assad é bom e positivo."

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

França: nacional-revolucionários marcham contra o imperialismo estadounidense


Centenas de pessoas convocadas pelo movimento francês "Troisième Voie" se manifestaram no Sábado passado em Paris 'unidos contra o imperialismo' e a favor do povo sírio. À chamada nacional revolucionária se uniram dezenas de partidários de Bashar al Assad.

Os manifestantes, muitos deles vestidos de preto, caminhavam por trás dos retratos dos presidentes Bashar Al Assad, Alexander Lukashenko (Bielorrússia), Vladimir Putin (Rússia), Hugo Chávez (Venezuela) e Draza Mihailovic, com a bandeira "Os Heróis do Povo são imortais".

Apoiando os nacional-revolucionários se encontravam representantes da União de Patriotas Sírios que apoiam o regime de Assad.  "Somos vítimas do imperialismo na Síria. O responsável é o Ocidente, por financiar os terroristas. O dever do govenro é defender seu povo", disse um deles. Os patriotas salientam que os sírios são vítimas dos salafistas. Uma ameaça que, segundo eles, estará muito logo às portas de Paris.


Via ANN 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Israel lança ataque aéreo sobre Síria: segunda fase do confronto?



Caças de Israel bombardearam um centro de investigação militar próximo de Damasco. O analista político Basem Tajeldine considera que se poderia tratar do início de uma nova fase de agressão internacional contra o governo de Bashar al Assad.

O especialista político Baem Tajeldine considera que Síria "está sendo alvo de uma agressão internacional orquestrada". Não obstante, segundo ele "desta vez já não são os mercenários salafistas introduzidos pelo Ocidente", já que "Israel já está tomando parte significativa no desenvolvimento de todo o conflito". Segundo o especialista, o conflito se está tornando tão perigoso que pode abarcar outros países e desembocar uma terceira guerra mundial.

Tajeldine denuncia que exista um plano internacional elaborado de antemão que tem por objetivo derrubar o governo de Bashar Al Assad custe o que custar.

"O plano consistia em que, primeiro, as forças mercenárias continuem desgastando as forças militares do governo sírio para então iniciar uma segunda fase de ação total e completa por parte das forças internacionais. E como neste caso não se pôde legalizar a agressão dos EUA, então se utilizaria Israel com Turquia", prevê. 

O analista salienta que o desenvolvimento deste conflito entre Israel e Síria poderia provocar um cenário imprevisível. "Estamos falando já de uma guerra de maior escala onde as armas convencionais de ambos países poderiam ser empregadas".

O conflito supõe uma ameaça para toda a região ante tudo pela mesma participação de Israel "que dispõe de armas nucleares e todo o apoio logístico militar dos EUA". Mas, por outro lado, no conflito poderia entrar Irã que tem firmado um tratado de assistência mútua com Síria em caso de ataque contra alguns deles. "Se Irã intervir no conflito as consequências poderiam ser imprevisíveis", resume Basem Tajeldine.

Deste modo, "a resposta da Síria tem que ser contundente e, obviamente, tem todo o legítimo direito para fazer", afirma o especialista, precisando, por outro lado, que não espera uma repsosta dura a este ato de agressão israelense por parte da comunidade internacional. "A condenação promovida, seja pela Rússia ou China, poderia ser vetada pelos EUA", sustenta.

Via ANN

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Turquia, instrumento da OTAN para provocar a Terceira Guerra Mundial

 
A OTAN podería estar utilizando a Turquía para ter um pretexto “bem armado” para intervir na Siria, segundo o analista político Adrian Salbuchi, que comentou para RT o recente fogo cruzado entre Turquía e Siria. “Não é tanto a Turquía enfrentando a Siria. É a OTAN que estaría utilizando a Turquía de maneira para ter alguma desculpa bem armada para justificar uma ação militar contra a Siria”, apontou o especialista.

Salbuchi opina que a nação turca “está se deixando utilizar uma vez mais como uminstrumento das potencias ocidentais para poder promover seus objetivos geopolíticos no Oriente Médio". Segundo ele, a Turquía se deixa levar pela OTAN porque “estratégicamente e economicamente olha para o Ocidente”. 

Salbuchi aponta que não só a Síria está em jogo, mas também o Irã, seu fiel aliado, e que um ataque contra a Síria poderia ser seguido por outro contra o país persa. Um conflito desta escala podería ser o inicio da terceira guerra mundial, na que estariam implicados não só a OTAN e Oriente Médio, mas também a Russia.

Na opinião do analista, esse eventual conflito seria uma forma de resolver uma série de problemas que vive o mundo ocidental atualmente. "Parece que existe um setor nas estruturas de poder ocidentais que está buscando uma fuga ante os gravíssimos problemas sociais, políticos e econômicos que tem os países ocidentais". 

Nesta quarta um morteiro lançado do território sírio matou 5 e feriu 13 pessoas na Turquia. O morteiro foi disparado supostamente durante um combate entre triopas regulares e rebeldes sírios, em um lugar próximo da fronteira, no povoado sírio de Tell el Abyad. Turquia respondeu com um ataque ao território sírio.

Em uma reunião extraordinária da OTAN convocada pela Turquia, a Aliança condenou o ataque e exigiu das autoridades sírias o fim destes 'atos de agressão'. Por sua parte a Síria declarou que respeita a soberania dos países vizinhos e pediu aos governos que atuem com prudência. O governo sírio também expressou suas condolências aos familiares das vítimas do ataque.


domingo, 16 de setembro de 2012

O Irã não tem presença militar na Síria

Major-General do Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica general Mohammad Ali Jafari, disse no domingo que "a República Islâmica do Irã não tem a presença militar na Síria".

Jaafari indicou que, no caso de rever a presença e o apoio que os países ocidentais dão à oposição do país árabe, será evidente que o Irã não tem presença militar em seu território, e sempre foi contra qualquer intervenção militar no país.

O comandante iraniano acrescentou que "é uma honra para a República Islâmica compartilhar suas experiências e dar (ao governo sírio) todos os tipos de consultas para defender a Síria, que está no círculo de resistência".

Também condenou países estrangeiros por fornecer apoio militar aos insurgentes na Síria, para afirmar que a presença direta do Irã, em defesa da Síria depende das circunstâncias.

Ele também disse sobre o notável desenvolvimento do EGRI em diferentes setores, em particular no que diz respeito aos mísseis e sistema de defesa aérea.

Um exemplo claro deste progresso é a realização de várias manobras objetivadas para destacar o Irã a auto-suficiência, além de grande capacidade de mísseis diferentes concebidos e fabricados por especialistas iranianos com altaqualidade, incluindo: lubrificação de alta velocidade, precisão, agilidade e habilidade para escapar do radar inimigo.

Desde meados de março de 2011, a Síria tem testemunhado tumultos perpetrados por homens armados, financiados e dirigidos pelo estrangeiro, para derrubar o governo do presidente Bashar al-Assad, e para facilitar o campo apropriado para a intervenção estrangeira no país árabe.




Via HispanTV

terça-feira, 4 de setembro de 2012

É por isso que a Síria de Bashar al-Assad não será derrubada!



A tendência na Síria

Os acontecimentos mais recentes na Síria apresentaram uma série de importantes indícios que terão consequências decisivas sobre o curso da guerra mundial com a qual o Estados Unidos pretende destruir este país.

Contrariamente às informações e impressões de estrategistas estadunidenses e de seus cúmplices europeus e árabes, transmitidas através das centenas de meios (imprensa audiovisual e eletrônica) que participam nesta batalha, os esquadrões da morte, os mercenários e os grupos takfiristas trazidos de todas as regiões do mundo têm tido um duríssimo azar nos combates. No entanto, os responsáveis turcos e seus aliados prometeram, assim como fizeram no ano passado e na mesma época, que o mês do Ramadã seria o da caída do resistente regime da Síria. Essas ilusões se dissiparam novamente no campo de batalha, onde os bandos armados deixaram milhares de mortos, feridos e prisioneiros.

Na verdade, a ofensiva geral dos extremistas contra Damasco produziu enormes baixas para estes últimos, confessam os próprios meios ocidentais. A força formada com mercenários locais e jihhadistas do mundo inteiro foi literalmente aniquilada pelo exército sírio que agora persegue aos que ainda permanecem nos arredores da capital. Toneladas de armas foram confiscadas e uma grande infraestrutura foi destruída e desmantelada. Levarão meses para reconstruir um poder destrutivo similar... se conseguirem reconstruí-lo.

E já se sabe o saldo da batalha de Alepo. Os extremistas caem aos milhares ante o metódico avanço do exército, que praticamente conseguiu romper as linhas de abastecimento dos mercenários provenientes dos campos de treinamento que a CIA dirige na Turquia. Os bandos armados tampouco chegam a fazer com que cheguem reforços até a cidade sem sofrer enormes perdas. Suas colunas motorizadas, compostas de veículos com tração nas 4 rodas e equipados com metralhadoras pesadas proporcionadas pelos seus patrocinadores regionais, avançam expostas baixo o fogo dos helicópteros e aviões das forças armadas sírias e caem nas emboscadas preparadas pelas unidades de elite infiltradas atrás das linhas inimigas. Segundo especialistas, um terço dos extremistas são jihaddistas provenientes do Magreb árabe, da Líbia, do Golfo, do Afeganistão, Paquistão e Chechênia. O diretor de inteligência da União Européia, o francês patrice Bergamini, reconheceu (em entrevista concedida na sexta-feira, dia 17 de agosto ao diário libanês Al-Akhbar) a importância do papel dos jihaddistas no conflito sírio e destaca que a opinião pública ocidental já está consciente do perigo que estes representam. É evidente que a limpeza da cidade de Alepo e seus arredores por parte do exército sírio já é apenas questão de tempo.

Os grandes problemas que os bandos armados têm tido em toda a Sìria demonstram que o Exército Árabe Sírio, que conta com profundas bases ideológicas, assimilou muito rapidamente as lições de guerra e que desenvolveu estratégias de contraguerrilha em zonas urbanas e rurais, estratégias que lhe permitiram desferir duros golpes aos extremistas, a pesar dos fortes meios militares, materiais, financeiros e midiáticos que uma coalizão de várias dezenas de países colocou à disposição desses elementos. Sem esquecer as sanções que esses países adotaram contra o povo e Estado sírios além do marco das Nações Unidas.

Para compreender e predizer a evolução da situação também é importante analisar o estado de ânimo do povo sírio. Sem um autêntico apoio popular - apoio que os meios de comunicação ocidentais se empenham em ocultar - o presidente Bashar al-Assad e seu exército não poderiam resistir à ofensiva e repeli-la. Este apoio popular está determinado por 3 fatores: a maioria dos sírios estão conscientes de que seu país está sendo alvo de um complô internacional que tenta fazer da Síria um vassalo que seria somada ao campo ocidental-imperialista e removida de todas as equações regionais. Se trata, no entanto, de um país que esteve durante os últimos 40 anos em pleno centro de correlação regional de forças e com o qual o Oriente Médio podia sempre contar. Estes amplos setores da população síria estão apegados à independência política de seu país e estão dispostos a lutar para defendê-la. Isso explicaria porque milhares de jovens se oferecem como voluntários para unir-se às filas do exército nacional sírio. Os especialistas estimam que mais de 20% da opinião pública, que em algum momento simpatizou com a oposição, descobriu a verdadeira face dos extremistas, que cometem selvagens abusos nas regiões que controlam (violações, execuções sumárias, massacres, saques..). Os meios ocidentais ecoam, cada vez mais frequentemente, esses atos de barbáries. Aproveitando essa mudança de opinião da população, sobretudo em regiões rurais onde o povo está cansado da barbárie, o Estado sírio estabeleceu meios de comunicação que permitem a população informar discretamente ao exército sobre a presença de terroristas. Isso explica como as unidades e a aviação chegaram a realizar exitosamente ataques seletivos contra os esconderijos e bases dos bandos armados durante as últimas semanas.

Paralelamente a todos esses acontecimentos no território, os aliados regionais e internacionais de Damasco dão exemplos de uma firmeza a toda prova e desenvolvem iniciativas políticas e diplomáticas, evitando assim deixar o campo livre aos ocidentais. O êxito do encontro de Teerã, no qual participaram 30 países, entre eles China, Índia, Rússia, 9 países árabes e vários Estados da América Latina e do sul da África, ilustra essa nova correlação de força.

A criação desse grupo de Estados foi uma forte mensagem aos ocidentais e põem em risco seu projeto que visa estabelecer, fora do marco da ONU, uma zona de exclusão aérea no norte da Síria.

Os últimos meses de 2012 serão decisivos na elaboração de novos equilíbrios regionais e internacionais e conformarão uma nova imagem a partir de Damasco, graças a vitória do Estado nacional sírio na guerra universal que contra ele foi desatada.

A tendência geral
Os novos mísseis sofisticados e precisos da Resistência Libanesa

Há várias semanas que os dirigentes israelitas vêm fazendo soar os tambores de guerra. Ameaçam atacar o Líbano e as instalações nucleares iranianas, assim como a Síria, com a esperança de salvar de seu fracasso certo o complô ocidental traçado contra esse último país.

O chefe da Resistência, Sayyed Hassan Nasrallah, respondeu as ameaças de Israel. Em seu discurso no Dia Internacional do Al-Qods, Nasrallah anunciou uma nova equação sem precedentes ante a possibilidade de um golpe estratégico dissuasivo ao revelar que a Resistência dispõem de mísseis sofisticados e precisos, que são capazes de alcançar alvos do tamanho de um ponto, na Palestina ocupada. Também indicou que a Resistência dispõem de um banco de objetivos e que já há mísseis apontando até essas infraestruturas vitais, cuja destruição constituiria em uma verdadeira catástrofe para Israel. A quantia de baixas israelenses seria considerável.

Os especialistas israelenses sabem perfeitamente a quais alvos se refere Nasrallah e de que mísseis está falando. Sua dura mensagem foi recebida e entendida com perfeição e desencoraja o Estado hebreu a desatar sua agressão. Mísseis sofisticados prontos para seu lançamento podem incendiar o coração de Israel, deixar milhares de vítimas e 2 milhões de desalojados.

Com cada aparição e com cada nova equação, Nasrallah obriga aos israelenses a revisar seus cálculos e contar até um milhão antes de lançar uma agressão contra o Líbano ou contra algum dos membros do Eixo de Resistência. Se a Resistência tem os mísseis que menciona Nasrallah, os israelenses fariam bem em perguntar-se o que poderiam causar os arsenais da Síria e do Irã.

As equações dissuasivas que impõem a Resistência, e já experimentadas durante a guerra de julho de 2006, são prova indiscutível da força que o Líbano pode dispersar ante a máquina de guerra israelense. Constituem no mais a melhor resposta aos políticos libaneses que pedem o desarme da Resistência, cedendo às exigências das embaixadas ocidentais e ao dinheiro do Qatar e da Arábia Saudita.

Por Pierre Khalaf