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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Facebook amplia vigilância


O Facebook, também envolvido no programa de espionagem da Agência de Segurança Nacional estadounidense (NSA pelas siglas em inglês), prova uma nova tecnologia que ampliaria brutalmente a quantidade de dados que recolhe dos seus usuários.

Segundo Ken Rudin, chefe do Departamento de Analítica da rede social com sede em Estados Unidos, se trata de um novo software que entre outras de suas habilidades pode coletar informação sobre as interações dos usuários e ainda estudar o movimento do cursor sobre a página.

Rudin, que revelou a notícia em uma entrevista concedida à revista estadounidense The Wall Street Journal publicada na Quarta, indica que o Facebook coleta dois tipos de dados: demográficos e de comportamento.

Os dados demográficos: onde vive, estuda ou trabalha o usuário, documentam a vida do usuário além da rede. Enquanto que com os dados de comportamento, Facebook segue os usuários em base aos conteúdos que lê, as atualizações que compartilha ou quantidade e qualidade de pulsações sobre o botão “curtir”.

Por enquanto, a companhia está armazenando toda esta informação em um depósito independente e posteriormente decidirá sua integração final.


Cabe salientar que, segundo revelações de Edward Snowden, o ex-técnico da Agência Central de Inteligência (CIA pela sigla em inglês), as grandes tecnológicas, como Google, Microsoft, Facebook, foram usados pela NSA em um programa secreto chamado PRISM, que permite o acesso a mensagens e histórico de buscas de seus usuários.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Google Glass é uma forma de destruir as pessoas

O destacado acadêmico, filósofo e linguista Noam Chomsky o famoso e polêmico dispositivo, os óculos Google Glass, afirmando que é um caminho para a destruição das pessoas.



"Google Glass é uma maneira de destruir as pessoas", afirmou o acadêmico através de sua conta no Twitter.

Essa declaração do famoso linguista segue as outras feitas por ele alguns dias atrás, quando Chomsky qualificou a inovadora ferramenta de "orwelliana" e "ridícula".

"Sinto que estamos entrando em um mundo que foi descrito minuciosamente por um dos fundadores do Google", acrescentou Chomsky.

"Algum jornalista perguntou a Eric Schmidt se não se tratava de invasão de privacidade... e ele disse: se você faz algo que não quer que esteja na internet, não deveria fazer", recordou o acadêmico.

Os Google Glass, a serem lançados no final do ano, mas cujo protótipo já foi posto à venda por 1500 dólares apenas para alguns desenvolvedores, já foram proibidos por vários setores nos EUA.

Ademais, levantaram preocupações sobre a falta de privacidade que resultaria na proliferação das já famosas lentes de realidade aumentada, assim como suspeitas de que poderiam ser uma presa fácil para hackers, e o medo de alguns especialistas de que poderiam representar perigos à saúde, já que o inovador computador integrado que se encontra junto ao olho poderia afetar as capacidades cognitivas essenciais de quem os usa.

Via RT

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Google divulga relatório 'alarmante' de pedidos de remoção de conteúdo

O Google divulgou nesta segunda-feira (18) seu relatório de transparência, em que nota que houve uma incidência alarmante de pedidos de censura à internet nos últimos seis meses por parte de governos.

A empresa afirma ter recebido mais de mil requisições para retirar conteúdo, como vídeos disponíveis no site YouTube ou resultados de buscas.

Dorothy Chou, analista sênior de política do Google, afirma que a empresa pensava, em 2010, que esses pedidos de censura eram uma aberração. Agora sabemos que não são.

O Google recebeu 461 ordens vindas de tribunais para remover 6.989 itens da internet e consentiu em 68% desses casos. Houve também 546 pedidos informais, 46% dos quais foram atendidos.

O estudo não leva em consideração a censura na China e no Irã, que bloqueiam conteúdo sem notificar a empresa.

Fonte

Post Scriptum: Deve se levar em conta também ações do FBI em relação a determinados sites de compartilhamento de arquivos, agindo de forma menos tolerante que nações ditas "menos democráticas".

segunda-feira, 5 de março de 2012

Senador dos EUA quer investigação sobre Apple e Android

Desenvolvedor conseguiu criar um aplicativo de teste para copiar fotos e informações da localização de um iPhone. Foto: TecMundo

Desenvolvedor conseguiu criar um aplicativo de teste para copiar fotos e informações da localização de um iPhone
Foto: TecMundo


Um senador norte-americano solicitou à Comissão Federal do Comércio (FTC, em inglês) que investigue relatos de que aplicativos para os sistemas móveis da Apple e do Google roubam fotos particulares e contatos, publicando-os na internet sem consentimento dos usuários.

O pedido do senador democrata Charles Schumer vem após a fabricante do iPhone ter ajustado suas políticas de privacidade no mês passado por pressão de legisladores. A distribuição de aplicativos de terceiros para iPhones e aparelhos que rodam o sistema Android, do Google, tem ajudado a criar uma grande demanda para estes dispositivos nos últimos anos.

Contudo, Schumer disse no domingo estar preocupado sobre uma reportagem do New York Times de que aplicativos do iPhone e do Android podem acessar o álbum particular de fotos dos usuários. Ele também citou uma descoberta, no mês passado, de que aplicativos nestes dispositivos, como iPhone e iPad, eram capazes de carregar toda a agenda do aparelho, com nomes, números de telefones e e-mails para seus próprios servidores.

"Estas utilizações vão muito além do que um usuário compreende estar consentindo quando permite que o aplicativo acesse dados no telefone para propósitos de sua funcionalidade", disse Schumer em uma carta à FTC. O parlamentar disse compreender que muitos desses usos violam os termos de serviços das plataformas da Apple e do Android. Ele disse "não estar claro se e como estes termos de serviço estão sendo aplicados e monitorados".

Como resultado, segundo ele, "fabricantes de smartphones devem ser obrigados a colocar em prática medidas de segurança para garantir que aplicativos de terceiros não sejam capazes de violar a privacidade do usuário".


Fonte

sábado, 3 de março de 2012

Espanha leva Google ao Tribunal de Luxemburgo


A Audiência Nacional da Espanha pontuou uma série de dúvidas jurídicas em relação aos 130 casos relacionados com o direito a privacidade dos usuários do Google, que apresentou ante o Tribunal de Justiça da União Européia. O Tribunal de Luxemburgo terá que determinar "a atividade dos buscadores" na internet e "seu submetimento a normativa em matéria de proteção de dados".

Em plena discussão sobre se a nova política de provacidade que o buscador pôs em marcha no 1 de Março é conforme a legislação européia, Espanha reclama o esclarecimento se o sistema de proteção de dados do Google inclui o direito do cibernauta ao esquecido. Quer dizer, se um usuário pode solicitar que as informações que considere prejudiciais para sua personalidade, por mais lícitas e exatas que sejam, sejam retiradas da web.

Um dos casos denunciados ante Luxemburgo é a petição de um Madrilenho ao Google Spain. O nome do usuário aparece ao teclar no buscador vinculado a uma casa de leilões relacionada com um embargo derivado de dívidas com a Segurança Social. Segundo o cibernauta, a informação carece de relevância já que o embargo foi solucionado faz anos. Reclama que a divisão espanhola da companhia retire os dados do denunciante.

O Google, por sua vez, sustenta que somente está submetido a jurisdição de Estados Unidos e que a atividade do Google Spain não está relacionada com o tratamento de dados, senão que "se limita a representar a Google Inc. no negócio que este desenvolve a vender espaço publicitário disponível em sua página na web". Argumenta que, ao estar localizada sua sede na Califórnia, a companhia está fora do âmbito de aplicação da normativa espanhola.

Até o fechamento de todas as reclamações semelhante que se haviam posto em outros Estados europeus, como França e Reino Unido, haviam sido dirigidas aos tribunais dos EUA. A tarefa do Tribunal de Luxemburgo será definir agora se cria o anterior, aceitando o argumento da Audiência Nacional da Espanha de que a tutela de um direito fundamental não pode depender do lugar de localização dos "meios técnicos".

Via RT

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Microsoft acusa Google de driblar privacidade do IE

Dean Hachamovitch, vice-presidente corporativo da Microsoft para o Internet Explorer (IE), postou em seu blog nesta segunda-feira que a empresa conseguiu comprovar que a Google também está utilizando um "truque técnico" para driblar os recursos de proteção à privacidade do browser e seguir os hábitos dos usuários na internet por meio de cookies.

Na semana passada, uma reportagem do Wall Street Journal acusava a Google de burlar a proteção de privacidade do browser Safari, da Apple, com o propósito de utilizar cookies para seguir o comportamento de navegação dos usuários em computadores e outros equipamentos (iPhones e iPads) que usam o browser. Sobre a reportagem do jornal, a Google negou que estivesse rastreando usuários mas admitiu que inadvertidamente estaria deixando cookies nos telefones dos usuários sem seu consentimento.

No caso do IE, o browser bloqueia automaticamente os cookies apresentados por sites de terceiros a menos que estes apresentem o protocolo P3P Compact Policy Statement, que descreve como o site vai usar o cookie e compromete-se a não rastrear o usuário. O protocolo P3P é padrão de mercado e utilizado como uma forma comum para os sites informarem aos browser como eles pretendem utlizar a informação coletada do usuário. Browsers que suportam P3P podem bloquear os cookies ou permitir que eles sejam instalados de acordo com as preferências do usuário.

"Tecnicamente o Google utiliza uma variação da especificação do P3P que consegue escamotear as preferências do usuário a respeito dos cookies", escreve Hachamovitch. Segundo o executivo, a declaração do protocolo P3P do Google foi escrita de tal forma que a informação sobre o uso do cookie para rastrear o usuário é compreendida apenas por um leitor humano, enquanto que o que é apresentado ao browser diz que o cookie não será utilizado com qualquer propósito e portanto o cookie é liberado.

Especialistas no assunto, no entanto, afirmam que o truque não é exclusividade da Google e que outras empresas também descobriram a falha de leitura do IE e a utilizam para plantar seus cookies no computador dos usuários. "As empresas descobriram que podem mentir em suas declarações P3P e que, por conta de um bug do IE, se apresentarem uma declaração inválida de privacidade o browser não vai bloquear o cookie", escreveu no final de semana Lorrie Faith Cranor, professora associada de Ciência da Computação, Engenharia e Políticas Públicas da Universidade Carnegie Mellon University.

Segundo a professora, milhares de outros sites fazem o mesmo que o Google, incluindo o Facebook, que também teria o mesmo tipo de desdém pelo protocolo P3P, apresentando uma declaração P3P que diz "O Facebook não segue uma política P3P". Lorrie explica que por conta disso o Facebook também provoca o mesmo efeito de desligar o bloqueio de cookies do IE. Nem a Google nem o Facebook responderam aos pedidos da reportagem para comentar sobre o assunto.

"A desculpa que todos usam é que o P3P está morto e que o IE atrapalharia as coisas bacanas que eles gostariam de fazer com seus sites, portanto está ok burlar os controles de privacidade do browser", diz a professora. Ela lidera o grupo de trabalho do P3P e concorda que o protocolo está com problemas. Mas sugere que se o mercado não gosta do P3P ele então que peça à Microsoft que o remova do browser ou as empresas peçam aos orgãos padronizadores que declarem a morte do P3P. "Suspeito que ninguém quer isso porque vai acabar levantando um questionamento sobre a capacidade da indústria de auto-regular a privacidade", diz Lorrie

Via PcWorld