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terça-feira, 23 de abril de 2013

Estados Unidos pretende controlar a América Latina

A analista internacional argentina Stella Calloni advertiu nessa terça que os incidentes ocorridos em Caracas, capital da Venezuela, e o fato dos EUA ainda não reconhecer a vitória de Nicolás Maduro, o candidato vencedor das eleições venezuelanas de 14 de abril, demonstram que a America do Norte tenta seguir controlando as democracias da América Latina.



Segundo esta jornalista e escritora, Nicolás Maduro, com sua vitória nas eleições presidenciais, são só venceu seu rival Henrique Capriles como também a maior potência, os Estados Unidos.

Calloni alerta da situação, considerando as recentes declarações do Secretário de Estado, John Kerry, nas quais se referiu à América Latina como quintal de seu país, e a proposta que esse fez para a Câmara de Deputados de Washington para avançar em uma "aproximação vigorosa", aludindo à Doutrina Monroe do ano 1823, a qual deve sacudir a sonolência intelectual e política do continente.

A jornalista vincula a "aproximação vigorosa" à doutrina proposta por Theodore Roosevelt, presidente americano de 1901 a 1909, sobre "falar suavemente mas carrega um grande porrete e vai longe", aplicável especialmente na política exterior, e cujo fim é nesse caso, segundo a analista, avançar na eterna política de expansão e controle sobre os países latino-americanos.

O regime do Grande Porrete (Big Stick) também foi fundamental, sob o posterior esquema da Doutrina Monroe, na Guerra Fria, em que "nossa região ficou atrelada à intervenções militares, ingerências que perduram até hoje e ditaduras que ao longo do século XX configuraram um genocídio latino-americano", acrescenta Calloni.

A seu ver, Estados Unidos não está nada satisfeito com a unidade dos países latino-americanos, pois a considera um perigo para sua segurança e seus interesses.

Via HispanTV

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Para Kerry, América Latina é o quintal Norte-americano

Durante o discurso diante a Comissão de Assuntos Exteriores da Câmara dos Deputados, e seguindo a velha Doutrina Monroe, sem se importar com a soberania dos países latino-americanos, Kerry considerou que esses são seu "quintal" e anunciou que planeja mudar a atitude de algumas destas nações.



Além disso, o chefe de diplomacia dos EUA disse que em um futuro próximo o presidente Barack Obama partirá rumo a alguns países que nem sequer sabia os nomes, após visitar o México.

"O hemisfério ocidental é nosso quintal, é de nossa vital importância. Frequentemente muitos países ocidentais sente que os Estados Unidos não dá a devida atenção a eles e, algumas vezes, isso é verdade. Precisamos nos aproximar vigorosamente, planejamos fazê-lo. O presidente viajará em brava ao México, e depois ao sul, não recordo que países, mas irá para a região", afirmou Kerry.

Além de que o político americano, ao se referir ao tema da Venezuela, demonstrou que não está disposto a reconhecer a vitória de Madura na eleição de domingo, até que haja uma recontagem de votos nesse país.

Quanto a isso, o presidente venezuelano eleito, Nicolás Maduro, se dirigindo aos EUA, assegurou nessa quarta-feira que "Não nos importa o seu reconhecimento".

A Doutrina Monroe estabelece que se um país americano ameaça ou põe em perigo os direitos ou propriedades dos cidadãos ou empresas estadunidenses, então Washington se obriga a intervir nos assuntos do pais para "reordenar" e restabelecer os direitos e patrimônios de seus cidadãos e empresas.

Após a realização das eleições presidenciais em 14 de abril na Venezuela, o CNE declarou Nicolás Maduro presidente do país, com 50,75% dos votos, contra 48,97 alcançado por Caprilles.