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domingo, 14 de outubro de 2012

Israel adverte a Finlândia que usará da força contra embarcação humanitária para Gaza

Israel advertiu a Finlândia que estará disposto a usar da força para impedir a chegada de um barco com bandeira finlandesa com ajuda humanitária para os palestinos de Gaza, informou no sábado um porta-voz da chancelaria finlandesa à televisão pública.

"O Ministério das Relações Exteriores da Finlândia foi informado por Israel de haveria uma intervenção se a embarcação "Estelle ", com bandeira finlandesa, tentar quebrar o bloqueio marítimo de Gaza", disse o porta-voz do ministério, Risto Piipponen, à emissora YLE.

"Nós respondemos a Israel que" Estelle um navio civil e sua tripulação é composta de civis. Pedimos a Israel que modere suas ações nesse sentido", acrescentou Piipponen.



O navio, que transporta 16 pessoas, estre elas um cidadão israelense, saiu de Nápoles em 6 de Outubro e no sábado se encontrava no sul da Grécia, transportando material escolar, medicamentos e materiais de construção, que espera entregar em Gaza entre 20 e 23 de Outubro.

A associação canadense que apoia a embarcação, Gaza Ark (Arca de Gaza), anunciou no sábado ter recebido uma mensagem da chancelaria filnandesa.

"No caso do "Estelle" tratar de romper o bloqueio a Gaza (de 20 milhas nauticas), Israel irá intervir por meio da força. caso isso ocorra, a segurança das pessoas a bordo estará em risco", afirma a mensagem da chancelaria finlandesa divulgado no site Gaza Ark.

Via AFP

terça-feira, 8 de maio de 2012

Pouco contato com natureza 'aumenta a incidência de alergias'

Atualizado em  8 de maio, 2012 - 11:29 (Brasília) 14:29 GMT

Foto: Reuters
Bactérias mais abundantes na natureza aumentam resposta imunológica a alergênicos


A falta de exposição à natureza pode estar aumentando a incidência de asma e outras alergias entre moradores de cidades, segundo um estudo finlandês.

Os cientistas dizem que certas bactérias, apontadas em outros estudos como benéficas para a saúde humana, são encontradas em maior abundância em ambientes rurais.
Esses micro-organismos cumprem um papel importante no desenvolvimento e manutenção do sistema imunológico, explicam os especialistas.

As conclusões do estudo foram divulgadas na publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

"Existem micróbios em todo lugar, inclusive em áreas urbanas, mas os micróbios de ambientes naturais são mais benéficos para nós", disse à BBC um dos autores, Ilkka Hanski, da Universidade de Helsinque.

Função 'especial'

Para realizar a pesquisa, a equipe coletou amostras de pele de 118 adolescentes finlandeses e constatou que os que viviam em fazendas ou perto de florestas tinham maior diversidade de bactérias e eram menos sensíveis a alergias.

Hanski explicou que as bactérias são benéficas para nós porque promovem a microbiota - o conjunto de micro-organismos que formam colônias dentro do corpo ou sobre a pele, mas sem provocar doenças.

Segundo ele, estes micro-organismos são importantes "para o desenvolvimento e manutenção do sistema imunológico".
O estudo também permitiu que a equipe identificasse um grupo de bactérias, conhecidas como gama proteobactérias, que têm uma "função especial".

Um dos tipos de gama proteobactéria, chamada Acinetobacter, foi "fortemente associado ao desenvolvimento de moléculas anti-inflamatórias".

"Basicamente, nosso estudo revelou que quanto maior a quantidade dessa bactéria em particular você tem na pele, (maiores suas) respostas imunológicas capazes de suprimir reações inflamatórias (ao pólen, a animais, etc)", afirmou Hanski.
"A urbanização pode ser vista como uma oportunidade perdida, para muitas pessoas, de interagir com o meio natural e sua biodiversidade, inclusive as comunidades de micróbios."
                                                                               Ilkka Hanski, da Universidade de Helsinque


O cientista explicou ainda que as gama proteobactérias tendem a ser mais prevalentes em ambientes vegetais, como florestas e terras usadas para agricultura, do que em ambientes urbanos e na água.

"A urbanização é um fenômeno relativamente recente, durante a maior parte do nosso tempo (de evolução da espécie humana), temos interagido em uma área que hoje chamamos de ambiente natural."

"A urbanização pode ser vista como uma oportunidade perdida, para muitas pessoas, de interagir com o meio natural e sua biodiversidade, inclusive as comunidades de micróbios".

Hanski admite que não é possível reverter a tendência global de urbanização, mas disse que há uma série de opções para aumentar o contato com ambientes naturais.

"Além de preservar áreas naturais fora de áreas urbanas, acho que é importante fazer um planejamento de cidades que inclua espaços verdes, cinturões verdes e infraestrutura verde."

Via BBC Brasil

terça-feira, 17 de abril de 2012

Ártico: Campo de batalha para uma nova Guerra Fria?

Uma espécie de Guerra Fria no Ártico. Isto é o que o aquecimento global poderá conduzir, se os líderes mundiais se interessem diante da perspectiva de acesso a novos campos de petróleo e rotas de navegação.

Atividade militar está acelerarando no Ártico e os especialistas acreditam que pode aumentar significativamente nos próximos anos.

"Nós vemos a abertura de uma área oceânica inteiros antes fechada para o mundo", disse Rob Huebert, professor associado de ciência política da Universidade de Calgary, no Canadá, citado pela revista eletrônica "The Huffington Post.

"Há muitos fatores que se juntam agora e reforçam-se mutuamente, causando o acúmulo de capacidade militar na região. Isso só vai aumentar à medida que o tempo passa", acrescentou.

Recursos significativos

Estima-se que os territórios do Árctico pode conter até 30% de gás, até agora desconhecido e 13% dos recursos de petróleo, mais minerais como o ouro. À medida que cresce o número de navios e especialistas em exploração na região, também aumenta a necessidade de patrulha de fronteira e as forças militares para proteger os interesses de cada país na área.

No mês passado, a Noruega foi palco de um dos maiores exercícios de história Ártica. Participaram 16.300 tropas de 14 países que praticavam no gelo vários tipos de operações, de combate de alta intensidade para a resposta a uma ameaça terrorista.

Estados Unidos, Canadá e Dinamarca também realizadas simulações em grande escala por dois meses. Além disso, os líderes militares dos oito países Árticos -Canadá, EUA, Rússia, Islândia, Noruega, Dinamarca, Suécia e Finlândia se reuniram em uma reunião sem precedentes em uma base militar canadense na semana passada para discutir questões de segurança regional.

Interesses

Considerando que o Ártico está se aquecendo duas vezes mais rápido que o resto do mundo, a Marinha dos EUA. em 2009 anunciou um reforço na rota artica para melhorar a preparação, interação com as nações do Árctico e identificar potenciais áreas de conflito.

"Nosso interesse no Ártico nunca diminuiu. Ainda é muito importante", disse Ian Johnson, o capitão do 'USS Connecticut ", um submarino nuclear EUA deslocado para o Pólo Norte no ano passado.

Seguindo o ritmo do Árctico, EUA admitiu que carece de habilidades específicas, como uma frota de navios quebra-gelo.

No mês passado, Sherri Goodman, vice-presidente da American Marine Research Center, disse que seu país aumentará sua presença no Ártico para proteger seus interesses na região. "É uma questão de segurança nacional", disse ela.

Desafios Civis

Enquanto alguns especialistas alertam que antes dos primeiros confrontos surgem, os militares terá que aprender a reagir a eventuais catástrofes civis.

"Eventos catastróficos, tais como o naufrágio de um cruzeiro ou acidentes ambientais relacionados com a exploração de petróleo e gás, têm um profundo impacto sobre o Ártico", observou Heather Conley, diretor de programas europeus para o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais Londres.

"Não é que a militarização é uma ameaça, mas a falta de recursos, enquanto acelera dramaticamente o desenvolvimento econômico e da atividade humana", disse o especialista.


Via RT