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sábado, 6 de abril de 2013

Universidade cubana cria cadeira para estudar obra de Chávez



Uma universidade de La Habana criou a primeira cadeira dedicada ao estudo em Cuba do pensamento e da obra do falecido presidente venezuelano Hugo Chávez, informaram hoje meios oficiais.

 A Cadeira Honorífica Hugo Rafael Chávez funcionará adjunta á universidade de Ciências Pedagógicas "Enrique José Varona" da capital cubana e integrará professores, alunos, dirigentes e trabalhadores desta instituição, segundo o jornal Juventud Rebelde.

Sua inauguração doi anunciada ontem pela reitora desta universidade, coincidindo com o primeiro mês da morte de Hugo Chávez, em um ato ao que assistiu o embaixador da Venezuela na Ilha, Edgardo Ramírez. O jornal apontou que a cadeira radicará na sede do Museu Nacional da Campanha de Alfabetização em La Habana.

Chávez faleceu em 5 de Marçi de câncer que padeceu durante mais de 20 meses e do que foi tratado e operado quatro vezes em Cuba.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Cuba cria 4 vacinas anti-câncer, a mídia ignora


Que Cuba tenha desenvolvido quatro vacinas ou inoculações contra diferentes tipos de câncer é sem dúvida uma notícia importante para a humanidade. A OMS diz que aproximadamente 8 milhões de pessoas morrem de câncer por ano.

No entanto, a grande mídia internacional ignorou quase que totalmente essa notícia.

Ano passado, Cuba patenteou a primeira vacina terapeutica contra câncer de garganta avançado no mundo, chamada CIMAVAX-EGF. Em janeiro, a segunda, chamada Racotumomab, foi anunciada.

Testes clinícos em 86 países mostram que estas vacinas, ainda que não curem a doença, conseguiram reduzir os tumores e permitiram a estabilização da doença, aumentando a esperança e qualidade de vida.

O Centro Imunológico Molecular de Havana, uma institução estatal, é o criador de todas estas vacinas.

Em 1985 ele desenvolveu a vacina para meningite B, a única no mundo, e depois outras contra hepatite B e dengue. Por ano, o centro em conduzido pesquisas para desenvolver vacinas contra a AIDS.

Outro centro estatal cubano, Laboratórios LABOFAM, desenvolveu medicina homeopática para o cancêr com o VIDATOX, criado a partir do veneno do escorpião azul. Cuba exporta estes medicamentos para 26 países, e toma parte em companhias conjuntas com China, Canadá e Espanha.

Tudo isso vai contra o estereótipo, reforçado pelo silêncio midiático sobre todos os avanços alcançados por Cuba e outros países de terceiro mundo, que pesquisas médicas de ponta só acontecem nos países desenvolvidos.

Sem dúvida, o estado cubano obtém um benefício econômico da venda internacional desse medicamentos. No entanto, sua filosofia de investigação e comercialização é totalmente oposta às práticas empresariais da grande indústria farmaceutica.

O Nobel de Medicina Richard J Roberts recentemente denunciou a indústria farmacêutica por orientar sua pesquisa não para curar doenças, mas para desenvolver medicina para tratamentos crônicos, o que é muito mais lucrativo.

Roberts sugere que doenças típicas de países pobres, por sua baixa lucratividade, não são pesquisadas. É por iusso que 90% do orçamento de pesquisa é destinado a doenças sofridas por 10% da população mundial.

A indústri medicinal pública de Cuba, ainda que uma das principais fontes de moeda estrangeira para o país, é guiada por princípios completamente diferentes.

Em primeiro lugar, sua pesquisa é destinada, em grande parte, a desenvolver vacinas que previnem doenças e como consequência, reduzem o gasto da população com medicina.

Em um artículo da prestigiosa revista Science, pesquisadores da Universidade de Stanford, Paul Drain ee Michele Barry, dizem que Cuba tem melhores indicadores de saúde que os Estados Unidos, apesar de gastar 20 vezes menos no setor.

A razão disso é a inexistência, no modelo cubano, de pressões comerciais e de companhias farmacêuticas, e uma estratégia de sucesso em educar a população sobre saúde preventiva.


Che sonhava com uma América Latina unida e forte contra os EUA

Segue se a tradução da entrevista de Aleida Guevara concedida ao RT

RT: Sra. Guevara, bem-vinda e obrigado por se juntar a nós. A senhora disse ter estado perto de Fidel Castro. O que a senhora pensa sobre a especulação mediática sobre sua saúde; alguns relatórios afirmando que ele está morto, alguns relatórios afirmando que ele está vivo? O que a senhora pensa sobre isso?

Aleida Guevara: Fidel é um homem totalmente único. Ele não se ofende facilmente, deve ser algo realmente ofensivo e geralmente algo sobre outra pessoa para ele se sentir ofendido. É porque, por exemplo, agora ele está chateado com todo esse falatório da mídia sobre os problemas médicos de Hugo Chávez. Mas Fidel nunca se importou com o que os outros diziam sobre ele. Ele não presta atenção em tais coisas, a menos que seja algo realmente ofensivo ou algo sobre o povo. É aí que ele reage imediatamente.



RT: Aleida, sua mãe ficou em silêncio sobre seu romance com o lendário Comandante Che Guevara há quase 40 anos - até recentemente, quando ela publicou um livro revelando alguns detalhes. Por que ela teve tanta dificuldade para contar sua história? Por que ela esperou tanto tempo?

AG: Em primeiro lugar, você deve conhecer a minha mãe. Ela veio de uma área rural, e o povo vilarejo de Cuba - como em qualquer, suponho - são muio sensíveis sobre suas experiências românticas. Eles são muito calados sobre essas coisas, e ela foi criada nessa cultura. Ela sempre foi assim. Quer dizer, ela estava extremamente apaixonada por ele. Foi uma incrível história de amor. E uma das coisas que me faz sentir tão especial - não porquê eu seja filha de um grande homem, ah não. Eu me sinto especial pois sou filha de um homem e uma mulher que estavam em um amor muito intenso um pelo outro, e eu sou fruo desse amor. Isso é que me faz sentir especial.

O livro da minha mãe conta a história de seu relacionamento, a história de sua vida através da lente daquele amor. Apenas imagine como foi para minha mãe quando o pai morreu. Ele tinha sido seu primeiro homem. Ele era seu noivo, seu companheiro, seu amigo, seu mentor, seu amante, o pai de seus filhos. Ele era tudo.

E então, assim, ele se foi. Imagine a dor que ela passou. Ela tinha que criar e apoiar quatro filhos pequenos. Então, ela foi obrigada a trancar todas essas memórias em algum lugar lá no fundo e seguir com sua vida. Se ela tivesse sido aberta, ela não teria sido capaz de seguir em frente. Um longo, longo tempo teve que passar antes que ela se sentisse forte o suficiente para revisitar essas memórias. Quando ela estava ficando para baixo para escrever o livro muitas vezes eu ia vê-la em lágrimas. Ela chorou tanto que eu uma vez disse-lhe: "Mãe, por que você não esquece esse livro." Felizmente, ela não me deu ouvidos e ela acabou. E esse livro é um presente verdadeiramente incrível para mim.



RT: Essa é uma história bonita. Nos últimos dez anos, houve muitos filmes sobre Ernesto Che Guevara, e muitas biografias escritas. Qual dos trabalhos que você já viu e leu dão relatos mais confiáveis​​?

AG: Até agora, não há uma única biografia que eu recomendaria. Quando falo com os jovens, eu normalmente os aconselho a ler o que meu pai escreveu sobre si mesmo. Ele tinha esse hábito de anotar tudo o que estava acontecendo em torno dele desde que ele tinha 17 anos. Muitos de seus diários têm feito isso através de nós, você pode lê-lo em primeira mão e tirar suas próprias conclusões. O único filme que eu, provavelmente indico é 'Diários de Motocicleta', a única produção digna na minha opinião. Ela foi feita inteiramente por latino-americanos. É um grande filme e eu recomendo fortemente.

RT: Há uma abundância de pontos de vista diferentes sobre Che Guevara. Alguns dizem que ele foi um herói e um mártir, outros dizem que ele era um terrorista, um assassino. O que a senhora acha sobre esse capítulo em sua vida, quando tinha que matar as pessoas por causa de suas idéias?

AG: Nós estamos falando sobre a guerra. Quando você está envolvido em numa guerrilha, você tanto vive quanto morre. Esta é a lei da guerra de guerrilha. Mas não é assassinato. Você não assassina pessoas. Assassinato é quando você ataca uma pessoa indefesa. Mas este não é o caso quando você está envolvido em uma batalha. Em uma batalha, você atira neles, porque eles atiram em você. Você mata porque senão eles vão te matar. Isso é guerra. Pelo contrário, foi o Che, que foi assassinado. Ele foi capturado, ele estava desarmado e indefeso, e eles o mataram sem julgamento. Isso foi assassinato real.

Mas meu pai nunca fez nada parecido. Eles nunca mataram seus prisioneiros; que cuidavam deles, davam assistência médica, eles até mesmo retardavam seu avanço porque eles tinham que guardar os presos e deixá-los em um lugar seguro.

Então, as pessoas que o acusam de assassinato simplesmente não sabem a história toda e não tem idéia de quão grande eram essas pessoas - não apenas Che, mas todo mundo que lutou com ele, todas essas pessoas. Esta guerra moldaram eles. A revolução cubana nunca envolveu o assassinato. Nós estávamos nos defendendo. E vamos continuar fazendo isso.

RT: Há também uma série de especulações sobre Fidel neste assunto. Alguns até dizem que Che morto seria muito mais útil para Castro do que quando ele estava vivo.

AG: Esta é a coisa mais estúpida que se pode dizer. Quando Che estava vivo, ele foi imensamente útil para Fidel em Cuba. Fidel disse isso muitas, muitas vezes. Ele disse que estava em paz trabalhando em outras coisas, porque ele sabia que o Che era o ministro de indústrias. A economia cubana estava em boas mãos, porque Fidel confiava totalmente em Che. Mas a situação mudou quando Che saiu. Mas Che teve que seguir em frente. Desde o início, quando Fidel e Che estavam no México, eles fizeram um acordo. Che prometeu a Fidel que iria permanecer em Cuba até que fosse liberado, e então, se ele ainda estivesse vivo, ele iria passar para outros países da América Latina. Fidel concordou com isso, e ele manteve a promessa.



Uma vez cheguei a Fidel. Tivemos uma conversa muito longa, nós conversamos por várias horas e, finalmente, eu disse a ele: "Diga-me sobre seus desentendimentos com o meu pai. Conte-me sobre estes argumentos que as pessoas continuam falando".

Então, ele me disse que uma vez, quando eles estavam no México, eles sabiam que seriam todos presos, e Fidel disse a todos para manter sua boca fechada sobre suas opiniões políticas. E então ele me perguntou: "O que você acha que o seu pai fez?" Quando ele estava na prisão, ele começou a falar com agentes penitenciários sobre política. Ele até conversou com eles sobre Stalin! Como resultado, todo mundo foi libertado, exceto Che, porque a polícia disse que ele era comunista. Fidel tentou falar com ele, mas, eventualmente, ele percebeu que o meu pai não podia mentir.

Ele era muito honesto, ele não podia mentir. E não havia nada que Fidel poderia dizer, não havia nada para falar. "Como posso discutir com uma pessoa assim?" Fidel disse. Então, esse é um dos argumentos que as pessoas dizem que eles tinham. Mas isso não era ainda um argumento. E Fidel esteve no México e não deixou até meu pai foi libertado, mesmo que isso comprometesse todo o plano que tinham para Cuba. E este foi o início de uma amizade única entre Fidel e meu pai. Meu pai percebeu que Fidel era um general de  verdade que sempre se sentiu responsável por cada um de seus soldados.

Naquela mesma noite, quando eu tive essa conversa com Fidel, eu ri e ele me perguntou o que era tão engraçado. Eu disse: "Tio, - ele sempre foi o tio Fidel para mim - eu estou rindo de você." Ele disse: "Por quê?" Eu disse: "Você nem percebe, mas você fala sobre o pai no tempo presente , como se ele ainda estivesse vivo". Ele me deu um olhar muito sério e disse: "Não, seu pai está realmente aqui com a gente". E isso foi o fim da nossa conversa naquela noite.

RT: O mundo inteiro conhece a cara do seu pai, e as pessoas compram mercadorias com a sua foto. O que  a senhora sente quando vê isso?

AG: Às vezes eu fico com raiva porque em muitos casos as pessoas abusam de sua imagem. Às vezes eu até brinco que eu vou processá-los por distorcer seu rosto porque meu pai era um homem bonito. Algumas de suas imagens são apenas feias. Por outro lado, eu sempre digo que essas imagens não significam nada se você não sabe o que elas representam, se você não está familiarizado com a sua vida e que ele fez. Às vezes eu gostaria de pedir a alguém: "Por que você colocou essa camiseta com Che?" E eles dizem: "Eu tenho um exame chegando, e eu não tenho certeza que vou passar. Então eu coloquei a camiseta, olho pro Che e digo a mim mesmo para não desistir, porque se ele fez isso, então eu também posso". Algumas respostas são simplesmente maravilhosas. Isso significa que, apesar de toda a propaganda e absurdo dito sobre ele, as pessoas não se deixam enganar. Eles não acreditam nessas mentiras. Eles entendem que tipo de pessoas eram os revolucionários.



RT: Viajar pela América Latina mudou mentalidade de Che Guevara. Isso fez dele um revolucionário. Se ele fosse fazer uma viagem semelhante hoje, o que ele veria? Teria impactado tanto quanto naquela época na década de 1950?

AG: Lamentavelmente, o que fez de Che buscar a justiça social para todos ainda está vivo e tem até ganhou espaço desde então. O fosso entre ricos e pobres está cada vez maior, e as pessoas na América Latina sabe m muito bem disso. No entanto, nos últimos anos temos observado uma nova tendência, com os líderes se preocupando mais com as necessidades das pessoas. Os líderes latino-americanos estão começando a entender que, se juntarmos os nossos esforços, nada vai nos parar.

Meu pai teria certamente gostaria de descobrir que um nativo americano como Evo Morales chegou à Presidência. Eu acho que Che iria apoiá-lo e oferecer toda a assistência que podia. Ele teria também apoiaria a Revolução Bolivariana na Venezuela. Pela primeira vez na história, um presidente fez seu povo o único proprietário de todos os recursos de petróleo do país. Ele é único na história moderna. Eu acho que Che teria acolhido e teria feito o seu melhor para ajudar a Chávez. Tantas coisas que hoje em dia teria feito a ele um pouco mais feliz, mas as mesmas coisas que o teria tornado ainda mais zeloso, porque ainda há muito mais a fazer.

RT: Como você acha que Che iria responder a integração de hoje na América Latina? Será que ele apoiaria?

AG: Bem, isso tem sido um sonho, e não apenas para Che. Che dizia que a unidade entre todos os latino-americanos é a nossa única esperança de ficar forte contra nosso inimigo comum. E ele deixou claro que o pior inimigo da América Latina é os Estados Unidos.

RT: E sobre Cuba? Se Che fosse ver a situação e da qualidade de vida em Cuba de hoje, ele se sentiria orgulhoso sobre isso?

AG: Ele iria perceber que ainda há muitas questões que precisam ser abordadas, e muitas coisas que precisam ser melhoradas. Mas meu pai sempre acompanhou o povo de Cuba. Ele tinha essa maneira de expressar sua crítica, e as pessoas estavam sempre dispostas a ouvir. Então, se ele ainda estivesse conosco hoje, ele estaria trabalhando como todo mundo, tentando fazer as coisas melhores. Eu acho que ele não iria segurar sua crítica, também, mas ele estaria empenhado em encontrar soluções. Ele estaria muito ocupado.

Entrevista feita pelo RT

Tradução por Conan Hades

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Quem está por trás de Yoani Sánchez

George Soros doou entre seu filho e família, $ 7.000,00 à campanha de Joe García, vários anos depois de minha advertência em artigos. Yoani é a chave para seus projetos. Todos os prêmios que outorgaram a Yoani servem a seus propósitos.

No mesmo ano em que Yoani Sánchez inaugurou seu blog "Generación Y", tive um intercâmbio de e-mails com ela. Em seu blog ela se definia como "progressista" e para gente "progressista". Eu lhe perguntei se isso não era excludente e ela me disse que ia mudar o texto, com o qual não estava de acordo. "Por Cuba e para Cuba" sempre lhe cedeu um espaço e um link do seu blog. Em outra comunicação com Yoani, respondendo uma felicitação minha e anunciando um espaço dela em meu blog, me respondeu felicitando-me e disse que havia posto um link do meu blog em sua página. Meses depois, ela, sem nenhuma explicação, tirou o link.

Por Cuba e para Cuba continua mantendo o link de seu blog. Imaginei que algumas amizades dela no exílio, ou interesses próximos a ela, lhe haviam comunicado a posição do meu blog referente a Cuba. Não lhe perguntei nem lhe enviei nenhum correio eletrônico.

Durante esse tempo tive várias intervenções no blog "The Cuban Triangle" onde também seu diretor, Phil Peters, falava de Yoani e outros temas de Cuba. Phil Peters é um "expert no tema de Cuba" e um fervoroso expoente da normalização das relações dos Estados Unidos com Cuba e um crítico acérrimo da posição do exílio tradicional. Nancy Perez Crespo tinha um programa na "Radio Martí" e havia convidado Pablo Reyes e a mim. Falamos de Cuba e da campanha que havia em Miami contra o exílio. Falamos de Max Castro e de suas colunas sempre a favor da tirania. Depois tomo conhecimento de que Nancy foi despedida de seu programa porque Phil Peters, que se opõe radicalmente à "Rádio e Televisão Martí", havia testemunhado no Congresso que no tal programa se difamava e não se respeitava o direito de opinião. Foi no tempo em que o "Miami Herald", reagindo à campanha que a rede de espiões Avispa desencadeou, fazendo-se passar por exilados, ameaçava o diretor do Herald, David Lawrence, cobrindo também seu carro de excrementos, o qual teve que tomar medidas de segurança. Também chamaram congressistas que apoiavam o embargo e os ameaçaram com bombas. Tudo está compilado no Affidavit do FBI.

O plano surtiu efeito e chegou ao ponto de que a organização Human Right Watch fez um estudo da intolerância em Miami e a falta de liberdade de expressão. Quando sai à luz a detenção de 14 membros da rede Avispa (depois detiveram um casal, 16 no total) nem o Herald, nem o Human Right Watch se retrataram, e o pior, recrudesceram sua política de desprestigiar o exílio e as medidas de Bush. Human Right Watch apresenta outro estudo acerca das medidas de Bush com relação a Cuba - "dividem as famílias" - e entre vários testemunhos utiliza duas pessoas (um homem e uma mulher) de Hialeah Gardens que não tinham podido ver seus familiares em Cuba que morreram devido às medidas de Bush. O Miami Herald fez eco de tais estudos. Uma investigação de minha parte comprovou que ambas as pessoas eram um casal que tinha uma agência de viagens à Cuba, e seus testemunhos constituíam um conflito de interesses. O Herald, depois de várias discussões com Juan Tamayo, negou-se a fazer um artigo de seguimento e só publicaram uma nota pequena de esclarecimento. Human Right Watch nem sequer tirou tais testemunhos do estudo. A que se deve este extenso preâmbulo e o que ele tem a ver com Yoani?

Numa busca por meu nome no site The Cuban Triangle, de Phil Peters, diretor do Lexington Institute, verifiquei minhas referências ao blog de Yoani. Phil Peters testemunhou no Congresso contra mim e Nancy Perez Crespo com falsidades. O que se disse de Max Castro nesse programa comprovou-se. Hoje, Max Castro é repórter de Progreso Semanal de Francisco González Aruca, e tem como correspondente em Cuba Alberto Ramy, um conhecido agente do Ministério do Interior (MININT). Os detalhes sobram.

Durante esse tempo é que Yoani decide eliminar o link de "Por Cuba e Para Cuba" de sua página "Generación Y". Coincidências? Phil Peters já havia conseguido tirar Nancy Perez Crespo de seu programa na Radio Martí. Todos conhecemos suas colunas contra a "Radio e TV Martí" e suas intervenções no programa de María Elvira Salazar e artigos no "Miami Herald". Phil é um homem astuto e bem conectado com os círculos do poder.

Na segunda parte veremos o Lexington Institute e as fundações que o sustentam, ligado aos interesses comerciais e o capital da esquerda com George Soros à cabeça, e outro jornalista da esquerda mordaz por trás de Yoani Sánchez. Manipulação desses interesses sobre a jovem blogueira ou consentimento a priori?

O magnata George Soros pôs sua bússola na blogueira Yoani Sánchez. Através da New American Foundation (NAF, por sua sigla em inglês), George Soros canalizou um quarto de um milhão de dólares para o financiamento desta fundação. Seu filho, Jonathan Soros, é membro do Conselho de Líderes da NAF. O presidente e CEO da NAF é Steve Coll, com um ampla experiência como jornalista, trabalhou no "Washington Post" e na revista esquerdista "New Yorker", entre outras conhecidas publicações. Steve Coll e sua esposa Susan Keselenko Coll foram bons amigos de Barack Obama no Occidental College em 1980.

O escândalo de Journolist e a New American Foundation

Journolist era um grupo ao redor de 400 jornalistas, acadêmicos e ativistas que se comunicavam por correios eletrônicos, e traçavam a política a seguir nos meios de imprensa para beneficiar a eleição de Obama em 2008. Muitos indivíduos deste grupo estiveram envolvidos em grupos marxistas radicais e associações similares, como "Democratas Socialistas da América (DSA) e o Instituto de Estudos Políticos (IPS), com grandes conexões com o regime de Castro e Obama. Neste grupo se encontrava ao menos 8 indivíduos conectados diretamente a George Soros, entre os quais destaca-se o membro do Corpo de Diretores. Na primeira parte de "Quem está por trás de Yoani", eu falava de meus intercâmbios de correios eletrônicos com ela. Em um desses correios escrevi a Yoani o seguinte:

"Yoani, te envio uma saudação com muito carinho. Teu blog é um dos meus favoritos e pus muitos de teus comentários em meu blog 'Por Cuba Para Cuba'. Tens muito mérito em tudo o que comentas e desfruto muitíssimo de tuas análises. Ao menos a Reuters o reconhece também. Boa-sorte e algum dia poderei conhecer-te na Cuba que aspiramos".

Creio firmemente na privacidade e por isso me abstenho de publicar suas respostas, ao menos que uma negação de sua parte assim exija, ou uma mentira inferida cerca dos mesmos. "Por Cuba e Para Cuba" não é nada mais que meu pensamento posto a serviço da verdade e da justiça que desejo para Cuba. Meu blog não quer nem necessita de links, encômios, nem multidões de leitores, e a única aspiração é deixar meu pensamento no cyberespaço.

Conheço, devido a minha condição de exilado, como a esquerda radical se transmuta. Como, em nome da liberdade e da justiça social, impõem suas ideologias que acabam na mais absoluta ditadura. Quando uma tirania chega ao poder em seu nome? Os comunistas espanhóis chegaram a Cuba em nome do comunismo, ou em nome da república? Fidel Castro chegou a Cuba em nome do marxismo-leninismo ou em nome de uma revolução cubana tão verde como as palmas? O mesmo ocorre com a colagem progressista, liberal, socialista e comunista. São os mesmos cães com coleira diferente. E o mesmo canino também.

Muitos exilados chegaram a diferentes conclusões acerca de Yoani. Em meu caso pessoal, creio que ela está se movendo em um círculo que quer transitar pelo comunismo castrista com o progressismo-socialismo corporativo global. Se ela sabe disso ou não, é irrelevante.

Uma das peças utilizadas pelo progressismo global foi a entrevista que lhe fez a agência de notícias Reuters. Em meu e-mail me alegrava do reconhecimento, porém agora é evidente o propósito do plano. Tinham que recrutar uma auto-denominada "progressista" para a reciclagem de Cuba e à mudança iminente em que se encontra. Para isso se planejaram prêmios e honras. Para eles o exílio tem sido uma pedra em seus sapatos.

"Por Cuba e Para Cuba" publicou bastante acerca de seus planos. Des-exilar Miami foi seu objetivo e usaram sua poderosa maquinaria, espiões, agentes de influência, indicadores e antigos companheiros de viagem de sua colagem. A série (em 4 partes) "Sergio Bendixen: Operativo del Partido Democrata", fala de todos esse interesses progressistas e de seus planos para Cuba. Exilados, fundações, canais de televisão, bilionários sinistros, e seus aspirantes políticos que os representam no coração do exílio através de enquetes, e seus interesses que nada têm a ver com a liberdade de Cuba.

Leiam as quatro partes e verão que meus temores se tornaram realidade. Ninguém é profeta em sua própria terra. George Soros doou entre seu filho e família, $ 7.000,00 à campanha de Joe García, vários anos depois de minha advertência em tais artigos. Yoani é a chave para seus projetos. Todos os prêmios que outorgaram a Yoani servem a seus propósitos. O prêmio Bobs, da ultra-progressista "Deutsche Welle", um conglomerado de jornalistas e agentes de influência ao redor do mundo, onde um de seus editores (senior) é Chuck Penfold, e do mesmo modo que Yoani, a página de Bobs só se preocupa de que a deixem viajar.
O prestigioso prêmio Ortega y Gasset é um prêmio do jornal El País, que dirige os interesses do grupo "Prisa", antigo amigo de Fidel Castro. Juan Luis Cebrian é membro da organização quase secreta Bilderberg, onde casualmente foram convidados jornalistas do "Time Magazine", como o caso de Fareed Zakaria que é, segundo seu testemunho, conselheiro de Obama em política de Oriente Médio e membro do New American Foundation. Também é repórter da CNN e de sua política anti-embargo e a favor da normalização das relações dos Estados Unidos com Cuba.

Que Yoani esteja em desacordo com o exílio, muito bem. Que advogue pelo levantamento do embargo, perfeito. Que esteja a favor das viagens e remessas, também. Que apóie os concertos castristas em Miami, um direito seu. Mas, que está a serviço dos inimigos da liberdade de Cuba, também. Saiba-o ou não, é a verdade nua e crua. Tempo ao tempo de New American Foundation, Eric Schimidt, Chairman e CEO de Google, Inc., que é membro do Corpo de Conselheiros do Presidente (Obama) em Ciência e Tecnologia. Todas as fundações que subvencionaram os grupos do diálogo em Miami na década de 90, como o CCD, Puentes Cubanos, etc., financiam na atualidade a New American Foundation.

O New American Foundation, Lexington Institute e Yoani

Na primeira parte eu falava de Phil Peters, um homem dos corpos de inteligência dos Estados Unidos e conectado diretamente ao governo de Cuba e companhias que fazem e querem fazer negócios com Castro quando se eliminar o embargo. Uma destas conexões apareceu no blog "Babalu", em um documento onde diz que Peters havia recebido dinheiro da companhia Sherrit do Canadá. Leia o documento aqui.

Anya Landau French, que em 2002 foi associada do Projeto Cuba do Center for International Policy, que entre seus membros encontra-se Wayne Smith como Senior Fellow, ligados a exilados como Francisco Aruca, Silvia Wilhelm, Alfredo Duran, Xiomara Almaguer, Eddy Levy e Alberto Coll, entre outros. Anya Landau é uma ativista de relevo internacional (grega de nascimento) que advoga a favor de eliminar todas as restrições dos Estados Unidos à Cuba. Ligada ao conselho agrícola como expert no ramo de "comércio", foi Conselheira de Relações Comerciais do senador Max Baucus, oponente acérrimo ao embargo. Em 2006 Anya se une ao Lexington Institute com Phil Peters como associada nos assuntos de Cuba, publicando uma série de estudos que seus colegas recolheram na imprensa nacional e internacional.

Em 2009, Anya passa a ser Diretora de Política de Iniciativa com Cuba, da organização esquerdista New American Foundation. É editora de "Havana Note", um site quinta-colunista para atacar nossos congressistas e o exílio cubano. Sempre favoreceu o regime de Havana.

Yoani e o New American Foundation

Neste momento em que o congressista Mario Díaz Balart pôs uma emenda com relação às viagens e remessas a Cuba na lei do orçamento dos Estados Unidos que será apresentada para votação no Congresso, o governo de Havana e seus acólitos no exterior reagiram rapidamente. Segundo a página "Nuevo Accion", o regime de Castro enviou um memorando a todas as agências de viagens a Cuba para que saiam a se manifestar contra ele. Depois de ver a violência que demonstraram esses sujeitos da Caravana de Andrés Gómez, Xiomara Almaguer e Elena Freyre em frente ao gabinete do congressista Mario Díaz Balart, e os virulentos ataques no meios de comunicação e organizações nos Estados Unidos, não cabe nenhuma dúvida sobre quem serve ao regime por cumplicidade ou ignorância.

Em um post intitulado "Mis motivos para un puente", Yoani curiosamente sai de seu formato "crônica" e se opõe às medidas de Mario Díaz Balart. E não é que não tenha direito à sua oposição, mas é que ela nunca opina, só escreve. A que se deve a absurda desculpa dos sapatos tênis que não têm nada a ver com as medidas de Díaz Balart? Por que ela tem que discordar do exílio cubano sempre, como por exemplo, no concerto já desqualificado de Juanes ou o de Pablo Milanes que está a caminho? Estas coisas estranhas me chamaram a atenção e vieram a se definir em sua co-presença, via satélite, ante um painel do New American Foundation, sob o título: "How to Ignite, or Quash, a Revolution in 140 Characters or Less" - "Como acender ou esmagar uma revolução com 140 caracteres a menos". Notem as aspas e a palavra "revolução". Na tal conferência falou-se de toda a convulsão criada por Twitter, Facebook e Google no Oriente Médio, e Yoani estava representando a blogsfera cubana. Ela não condenava o regime opressor, só pedia o direito de viajar. Houve uma parte em que ela até se referiu ao mundo como uma "aldeia global", frase alcunhada por Hillary Clinton em seu livro "Necessita-se de uma aldeia para criar os filhos". Steve Coll citou dois exemplos do livro de Yoani afirmando que Obama havia tomado notas do mesmo. Yoani está estreitamente relacionada a esses interesses da esquerda radical, ao presidente Obama e a diferentes academias e fundações do capital da esquerda. Tem direito de fazê-lo, porém o que não tem direito, é de falar de sapatos tênis para se opor a uma medida com seus sapatos de verniz. Ela aspira a se converter na líder da esquerda radical que tanto dano fez a Cuba através de sua história. Nós também temos direito a nos opor a tal plano sinistro.

Este é a parte do vídeo (que dura mais de três horas) onde Yoani fala, na conferência do New American Foundation.
 Retirado de Midiasemmascara

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Fidel Castro recrutou membros da Waffen-SS em plena Crise dos Mísseis

O mundo nunca esteve tão perto de uma guerra nuclear como no final de Outubro de 1962. A União Soviética tinha Mísseis de médio alcance estacionados em Cuba e prontos para serem disparados, em Washington generais planejavam ataques aéreos e uma posterior invasão da ilha. Pouco antes do 50º aniversário da Crise dos Mísseis de Cuba documentos publicados pela primeira vez mostram que a situação era ainda mais critica do que se pensava. Devido a Fidel Castro fazer seu proprio jogo, de qualquer modo os já grandes atritos entre EUA e URSS poderiam se agravar.

No auge da crise, em 26 de Outubro de 1962, o Bundesnachrichtendienst (BND) de Pullach, soube que Castro recrutou ex-membros da Waffen-SS. Eles seriam orientados como instrutores para as forças armadas de Cuba, no Caribe. Também procurou ex-oficiais das tropas de pára-quedistas alemães. O salário oferecido foi cerca de quatro vezes maior do que a renda média na Alemanha: Convertidos 1000 DM em moeda cubana, e os mercenários alemães poderiam receber especialmente mais 1000 DM em qualquer moeda ocidental e pagavel em qualquer conta bancária européia. Até o momento da divulgação do relatório, quatro ex-SS teriam aceitado a oferta, apesar de confirmadamente apenas dois terem chegado em Cuba. Bodo Hechelhammer, o chefe do grupo de história do BND afirma no relatório: "Claramente mostraram os cubanos pessoal do exército revolucionário, com pouco medo do contato com passado nazista desde que servisse a sua própria causa.



Mas Castro não foi, aparentemente, apenas fazer a experiência de soldados alemães da Segunda Guerra Mundial, mas também tentou adquirir armas na Europa. Rumo a uma rede de tráfico de armas de ambas extrema direita Otto Ernst Remer e Ernst-Wilhelm Springer tentou o governo de Cuba comprar 4.000 metralhadoras belgas, ou seja, via Alemanha Ocidental.

Remer, oficial de Heer, enquadrado no regimento de elite da Grande-Alemanha foi fundamental para derrubar a Operação alquíria coordenada pelo coronel Claus von Stauffenberg e lançada em julho de 1944. A operação, um golpe de Estado perpetrado pelos militares conservadores para depor Adolf Hitler, terminou resultando em um fiasco e a execução da maioria dos seus líderes.

Curiosamente, o BND foi fundado por Reinhard Gehlen, um oficial do Exército, que se destacou por criar, na frente oriental, uma rede de espionagem conhecida por seu próprio nome. As conexões de Gehlen e seu acesso a informações relevantes foram decisivos, já que os aliados ocidentais recorreram a seus serviços após a rendição da Alemanha e da eclosão da Guerra Fria.


Divisões Waffen SS eram as unidades combatentes da SS criadas em 1940. Estas divisões foram caracterizadas por uma moral extremamente alta e uma excelente capacidade de combate e politizada a ser considerada em uma cruzada contra o bolchevismo e missão de defesa da Europa. Eles também foram muitas vezes beneficiados das melhores logística disponíveis. Até o fim da guerra, a SS tinha seus próprios laboratórios científicos e fábricas de desenvolvimento tecnológico militar, responsável por controle de armas secretas.

Via ANN e Die Welt

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Russia reabrirá bases da época soviética

 A Rússia está planejando expandir seus músculos militares em alguns dos aliados da era soviética, como Cuba, Vietnã e Seychelles. Segundo o comandante-em-chefe da Marinha russa, Moscou está mantendo conversações com os países  para sediar suas bases navais.

  "É verdade, estamos trabalhando na implantação de bases navais russas fora do território russo", disse o vice-almirante Viktor Chirkov.
 
Rússia já está em posse da base naval de Tartus, na costa síria do Mediterrâneo e tinha uma base naval em Cam Ranh, no sul do Vietnã. Em 2001, o Presidente Putin decidiu fechar base vietnamita da Rússia que, como resultado de um acordo entre o Vietnã e a União Soviética em 1971, estava na posse de Moscou.

Após o fechamento da base de Cam Ranh, a base siria de Tartus, que foi criada em 1971 e ainda hospeda a Marinha da Rússia, se tornou a única base do país fora do território da antiga URSS.

O anúncio da decisão vem antes de uma reunião crucial entre o presidente russo Vladimir Putin e o seu homólogo vietnamita Truong Tan Sang na capital russa de Moscou para discutir a questão da reabertura das bases.
File photo shows the Admiral Chabanenko Russian destroyer arriving at Havana
Segundo a RIA Novosti, a Rússia começou a meditar sobre a possibilidade de abrir novas bases navais no exterior, quando sua frota participou de operações anti-pirataria no Golfo de Aden.Segundo a agência, na época a Rússia estava pensando em abrir uma base naval no estado Africano de Djibouti.

 A decisão russa de aumentar sua presença militar em antigos aliados da era soviética vem num momento em que as tensões entre a Rússia e aliança ocidental estão em ascensão.


domingo, 12 de fevereiro de 2012

Fidel Castro diz para o Reino Unido sair das Malvinas

Fidel Castro afirmou que o Reino Unido "não tem mais opções senão negociar" com a Argentina e sair das Malvinas, durante um encontro com intelectuais que participam da Feira do Livro em Havana, segundo a imprensa local.
Fidel Castro pidio que Inglaterra se vaya de las islas Malvinas

"Não tem mais opções senão negociar e ir embora. É tão descarado o que fizeram: enviaram um barquinho, um destroyer, um helicóptero com um príncipe que é piloto", disse Castro.

O comunista, de 85 anos, enfatizou que os britânicos "não tem nada a fazer ali. Sair é a única opção que resta", ao assinalar que "já não está aí (Pinochet) que os ajudou na sua última guerra com a Argentina". Ainda afirmou que "os britânicos estão desesperados, e assim reagiram quando o Uruguai vetou a entrada do barco britânico com bandeira das Malvinas".

Via Diario Panorama

sábado, 28 de janeiro de 2012

Fórum Social Mundial condena ocupação das Malvinas e bloqueio cubano

As organizações sociais presentes no Fórum Social Mundial condenaram neste sábado a ocupação das ilhas Malvinas pelo Reino Unido e o bloqueio americano a Cuba.

"Demonstramos nossa contrariedade a permanente violação dos direitos humanos e democráticos em Honduras, ao assassinato de sindicalistas e lutadores sociais na Colômbia e ao criminoso bloqueio a Cuba, que completa 50 anos", diz o documento divulgado pela Assembleia dos Movimentos Sociais do Fórum Social Mundial.

O comunicado expressa ainda a "solidariedade" dos movimentos com "os cinco cubanos presos ilegalmente nos Estados Unidos" e protesta contra a ocupação militar americana e da Otan na Líbia e no Afeganistão".

A nota pede "solidariedade dos movimentos com todos os povos em luta" ao redor do mundo e denuncia "o processo de colonização e militarização do continente africano".

"Denuncia também a criminalização dos movimentos sociais" e "a eliminação completa de todas as armas nucleares" existentes no mundo.

O documento foi divulgado durante a Assembleia dos Movimentos Sociais, que ocorre neste sábado dentro do Fórum Social Mundial em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, com a presença de 40 mil ativistas.

Esta edição reduzida do Fórum Social, que chega ao fim neste domingo, foi dedicada especialmente à preparação da Cúpula dos Povos, programada para junho no Rio de Janeiro.

Esse encontro do movimento contra a globalização ocorrerá paralelo à Cúpula da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável - Rio+20, que reunirá na cidade dezenas de chefes de Estado e de Governo. Diante da presença desses governantes, o movimento contra a globalização pretende expressar sua rejeição à chamada economia verde.


Via Terra