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sábado, 29 de junho de 2019

Fusaro: 'Tontos de esquerda combatem fascismo inexistente e apoiam o mercado'


Diego Fusaro é um dos intelectuais mais polêmicos da Itália, uma vez que ocupa uma posição ideológica que aglutina posições conservadoras e de esquerda. É marxista e suas referências são Gramsci, Pasolini e Costanzo Preve, ao mesmo tempo que é antiglobalista e soberanista, e isso o levou a sustentar posições com as quais muitos salvinistas não estão em desacordo. Vários livros seus foram editados na Espanha, tanto por editoras ligadas à esquerda, como 'Antonio Gramsci, la pasión de estar en el mundo' (Ed. Siglo XXI) ou 'Todavía Marx' (Ed. El Viejo Topo), ou à direita, como o recém publicado 'El contragolpe' (Ed. Fides). O pensamento de Fusaro é um tanto heterodoxo, que está destinado a receber críticas de um lado e de outro, e em não poucas ocasiões foi tachado de vermelho e de fascista, como também se fez com quem o entrevistou, que acusam de branqueamento. Mas aqui assumimos com gosto este risco, porque as ideias do filósofo na moda na política italiana também merecem ser conhecidas.

PERGUNTA. Acaba de publicar 'La notte del mondo'. Explica-me, por favor, por que estamos em uma noite escura, em que ponto se cruzam Marx e Heidegger.

RESPOSTA. Meu livro 'La notte del mondo. Marx, Heidegger e il tecnocapitalismo' (UTET, 2019) é uma tentativa de raciocinar segundo as categorias de Marx e Heidegger sobre o que o próprio Heidegger, com os versos de Hölderlin, define "A noite do mundo". A noite do mundo é uma época na qual a escuridão está tão presente que já não vemos mais sequer a escuridão em si e, portanto, não somos conscientes desta escuridão. Heidegger o expressa dizendo que "é a noite da fuga dos deuses", na qual já nem sequer somos conscientes da pobreza e da miséria nas quais nos encontramos. Esta é uma situação de máxima emergência. Por sua vez, Marx nos 'Grundrisse' dizia que "o mundo moderno deixa insatisfeito, ou, se satisfaz em algo, é de modo trivial". É outra maneira de dizer que estamos efetivamente na noite do mundo, onde sequer vemos o enorme problema em que nos encontramos. No livro eu emprego as categorias de dois autores muito diferentes, como Marx e Heidegger, para tratar de expressar quais são as contradições de nosso presente em que todo o mundo calcula e ninguém pensa. No qual a razão econômica e técnica, técnico-científica, se impôs como a única razão válida e pretende substituir todas as demais.

P. Insiste que o eixo político não deve ser esquerda e direita, mas os de cima e os de baixo. E que ideologicamente devemos ser conservadores nos valores (enraizamento, lealdade, família, eticidade, pátria) e de esquerda [na economia] (emancipação, socialismo democrático, dignidade do trabalho). Essa é a forma de ser marxista hoje?

R. Sim, creio que a geografia da política atual mudou profundamente. Hoje há uma espécie de totalitarismo liberal que nos permite ser liberais de direita, liberais de esquerda, liberais de centro, sempre e quando formos liberais, sempre, portanto, esquerda e direita se convertem em duas formas diferentes de ser liberais ou, precisamente, em liberalismo político e econômico, em prática libertária nos costumes e, claro, em atlantista na esfera geopolítica. Creio que hoje devemos repensar uma recategorização da realidade política de acordo com a dicotomia alto/baixo ou a categoria elite/povo, que às vezes se utiliza como sinônimo. Isso implica que se a elite, o senhor globalista, é precisamente cosmopolita, a favor da abertura ilimitada da livre circulação, o servo, pelo contrário, deve lutar pela soberania nacional-popular como base da democracia dos direitos sociais. Hoje é necessário restabelecer o vínculo entre o Estado nacional e a revolução socialista. Este é o ponto fundamental.

P. Qual vai ser o futuro da UE? Romper-se-á? Quais opções se abririam? Acredita ser possível uma aliança dos países do norte, como Alemanha, Países Baixos, Suécia e outros e outra [aliança] dos países do sul? Como recompor-se-á a ordem internacional se a UE se tornar ainda mais fraca ou se vier a se romper?

R. Devemos ser muito claros ao dar uma definição da União Europeia. A União Europeia é a união das classes dominantes europeias contra as classes trabalhadoras e os povos da Europa. É a vitória pós-1989 de um capitalismo que se realiza completamente, dissolvendo os últimos bastiões de resistência: os Estados soberanos nacionais com o primado do político e da democracia sobre o automatismo total do tecnocapitalismo. Esta é a União Europeia. Um processo de globalização, de despolitização da economia e da imposição do interesse do capital cosmopolita contra os interesses das comunidades nacionais. Por isso, a luta contra o capitalismo em nosso continente hoje não pode deixar de ser uma luta contra a União Europeia. A tragédia é que a esquerda abandonou esta luta, na medida em que passou do internacionalismo proletário ao cosmopolitismo liberal e, portanto, deixa a luta contra a União Europeia, contra a globalização capitalista, para as forças que, muito frequentemente, não querem a emancipação humana nem a solidariedade dos trabalhadores, tratam simplesmente de reagir, olhando para um passado que já não existe.

P. Como deveriam atuar os países da Europa diante dos EUA e da China?

R. Creio que a Europa pode se salvar apenas se recuperar, por um lado, suas próprias identidades culturais e sua pluralidade estrutural e, por outro lado, se se libertar da ditadura chamada União Europeia, que é a ditadura do capital, dos mercados contra os trabalhadores e os povos, e se se libertar do jugo mortal do atlantismo de Washington. Temos que apontar para um eixo eurasiático que vá desde a Rússia de Putin até a China em função antiatlantista. Devemos nos libertar disso e mudar nosso ponto de vista.

P. Insiste que deve-se combater o globalismo, mas tampouco deve-se apoiar o nacionalismo. Qual é a opção?

R. Creio que hoje devemos ir mais além do globalismo e do nacionalismo. Afinal de contas, o globalismo não é mais que o nacionalismo estadunidense que se tornou mundo e, portanto, é uma forma de nacionalismo levado a seu máximo desenvolvimento. Creio que é necessário fazer valer, contra estes dois opostos, um modelo de internacionalismo entre Estados soberanos solidários, baseados na democracia, no socialismo e nos direitos das classes mais frágeis e, em consequências, em uma espécie de soberania internacionalista, democrática e socialista, distanciada tanto do cosmopolitismo que destrói as nações, quanto do nacionalismo que é um egoísmo pensado a nível da própria nação individual.

P. O Estado é o primado do político sobre o econômico. Por isso o mundo global quer acabar com os Estados?

R. Os Estados nacionais soberanos, na modernidade, não apenas foram os lugares do imperialismo, do nacionalismo e das guerras, como repete a ordem do discurso dominante, que quer destruir os Estados para impor o primado do capital globalista, onde os Estados se converteriam unicamente nos mordomos do capital. Esta é a visão liberal do Estado. Na verdade, os Estados nacionais soberanos também foram lugares das democracias e das conquistas salariais das classes fracas. E por essa razão que hoje o capital quer destruí-los, certamente não para evitar as guerras ou o imperialismo que, de fato, prosperam mais que nunca no marco pós-nacional. Hoje o Estado pode representar o único vetor de uma revolução opositora contra o capital mundialista, tal como demonstram perfeitamente os acontecimentos dos países bolivarianos, como Bolívia, Venezuela ou Equador que, apesar de seus limites estruturais, estão criando formas de populismo soberanista, socialista, patriótico, anti-globalista e identitário [identitário: de identidade étnica].

P. Por ideias como estas você foi chamado de fascista. Suas posturas políticas assustam mais a esquerda que a direita. Por quê? Nessa demonização, que papel desempenham os meios de comunicação e a Academia?

R. Claro, hoje em dia a categoria de 'fascismo' é usada de maneira completamente a-histórica e descontextualizada, para demonizar simplesmente ao interlocutor. Hoje quem reafirma a necessidade de controlar politicamente a economia e, portanto, reintroduzir a soberania contra a abertura cosmopolita, é vilipendiado e tachado imediatamente de 'fascista', 'vermelho-pardo' e 'estalinista'. A categoria de fascismo está, pois, completamente a-historizada, apenas serve para ocultar o verdadeiro rosto do que Pasolini já havia identificado como o verdadeiro fascismo de hoje: o da sociedade de mercado, o totalitarismo dos mercados e das bolsas de valores especulativas. Este é o verdadeiro rosto do poder hoje em dia, e muitos tontos que se intitulam de 'esquerda' lutam contra o fascismo, que já não existe, para aceitar completamente o totalitarismo do mercado. Estes últimos são os que lutam na França contra Le Pen para aceitar de bom grado Macron. Lutam contra um fascismo que já não existe para poder aceitar a nova porrada invisível da economia de mercado. E, claro, a classe intelectual, o circo midiático e o clero intelectual desempenham um papel fundamental neste processo; a tarefa da classe intelectual, acadêmica e periodística é garantir que os dominados aceitem o domínio da classe dominante ao invés de se rebelar. De modo que, como na caverna de Platão, amem suas próprias correntes e lutem contra qualquer libertador.

P. Insistiu que com uma mão nos dão direitos civis e com a outra nos cortam direitos sociais. Nisto consistem as chamadas políticas da diversidade?

R. Os chamados 'direitos civis' [LGBT, feminismo e afins] são hoje em dia, na verdade, nem mais nem menos que os direitos do 'burguês', que Marx havia descrito em 'A questão judaica'. Em outras palavras, são os direitos do consumidor, como diríamos hoje, os direitos do indivíduo que quer todos os direitos individuais que pode comprar concretamente. Estou pensando nos ventres de aluguel, por exemplo, na custódia das crianças segundo a lógica de custo do consumidor. Pois bem, hoje estamos assistindo a um processo mediante o qual o capital nos corta os direitos sociais, que são direitos vinculados ao trabalho, à vida comunitária da pólis; anula estes direitos e, em troca, aumenta os direitos do consumidor, sempre vinculados a um consumo que se leva a cabo de maneira individual, sem questionar nunca a ordem da produção e o fato de que, realmente, terminam fortalecendo o sistema capitalista ao invés de debilitá-lo.

Além disso, criam uma espécie de microconflitualidade generalizada que atua como uma arma de distração massiva e, também poderíamos dizer, como uma arma de divisão massiva permanente. Por um lado, distrai da contradição capitalista que já nem sequer se menciona, e, por outro lado, por assim dizer, divide as massas em homossexuais e heterossexuais, muçulmanos e cristãos, veganos e carnívoros, fascistas e antifascistas, etc. E enquanto isso ocorre de maneira natural, o capital deixa que as pessoas saiam às ruas pelo orgulho gay, pelos animais e por tudo, mas que não se atrevam a fechar as ruas para lutar contra a escravidão dos salários, contra a precariedade ou contra a economia capitalista? De ser assim, aí está a repressão, como aconteceu na França com os Coletes Amarelos.

P. Salienta que os laços estáveis, representados no matrimônio, se converteram hoje em revolucionários. Por quê? Como mudaram as coisas para que algo radicalmente frequente na História se converta hoje em revolucionário? Em que consiste o consumismo erótico?

R. O capitalismo atual é flexível e precarizador. Desagrega toda a comunidade humana e quer ver em todas as partes o indivíduo sem identidade e sem vínculos, o consumir que trava relações descartáveis baseadas no consumo. Por isso, o capitalismo hoje declarou a guerra ao que eu, em meu livro 'Storia e coscienza del precariato. Servi e signori della globalizzazione' (Bompiani, 2018) chamo de raízes éticas em sentido hegeliano; quer dizer, aquelas formas comunitárias de solidariedade que vão desde a família até os organismos públicos como os sindicatos, a escola, a universidade, até se completar no Estado. Tem como objetivo rompê-las para reduzir o mundo a um mercado único, como disse Alain de Benoist: a sociedade se converte em um único mercado global. Esta é a razão pela qual hoje em dia a reetização da sociedade, quer dizer, a revalorização das raízes éticas em sentido hegeliano é um gesto revolucionário.

P. Afirma que deve-se recuperar Gramsci e distanciá-lo das esquerdas liberal-libertárias que hoje dominam e que são quem mais o utilizaram ultimamente e que encarnam exatamente o que Gramsci combateu. Definiria também, por ir ao caso espanhol, a Pablo Iglesias, ou Íñigo Errejón, e a Podemos em geral, como um fenômeno cultural de glorificação do capitalismo globalizado?

R. Sim, no essencial, Gramsci é todo o oposto do que está fazendo a esquerda na Itália e em grande parte da Europa, as esquerdas já não são vermelhas, mas fúcsias, já não são a foice e o martelo, mas o arco-íris. Lutam pelo capital e não pelo trabalho, lutam pelo cosmopolitismo liberal e não pelo internacionalismo das classes trabalhadoras. O caso específico de Podemos em Espanha me parece bastante interessante, porque começou como força soberanista e socialista, mais além da direita e da esquerda, mas me parece que ultimamente está entrando cada vez mais no fronte único do partido único do capital, e é realmente uma lástima porque o partido Podemos originalmente parecia ser um partido de ruptura.

P. Que papel deve desempenhar o intelectual neste cenário?

R. Na minha opinião, o intelectual de hoje deve restabelecer o que Gramsci chamada de 'conexão sentimental com o povo-nação', quer dizer, deve voltar a conectar o povo à política, à intelectualidade mesma, para que o povo saia da passividade e se transforme em subjetividade ativa, como já está acontecendo, na medida em que o povo está se rebelando contra a elite cosmopolita. Isso ele faz votando por Brexit, votando por Trump, votando na Itália contra o referendo constitucional, na Grécia pelo referendo contra a austeridade da União Europeia. Mas o povo, disse Gramsci, deve ser 'interpretado', necessita de uma filologia viva, o povo é um texto que deve ser interpretado e não dirigido de maneira unívoca. Deve-se escutar suas necessidades, suas exigências, o que a esquerda hoje não está fazendo; a esquerda é demofóbica, quer dizer, odeia o povo, odeia o povo porque o povo lhe escapa das mãos, já não se sente representado por uma esquerda amiga do capital e dos senhores, ao invés dos trabalhadores e do povo.

P. Propõe recuperar a utilização do italiano frente ao inglês, e além disso de um italiano bem falado ou escrito. Entende isso como uma batalha cultural imprescindível. Por quê?

R. Sim, eu proponho, contra a neolíngua dos mercados que fala o inglês do 'spread',  do 'spending review', da 'austerity' e da 'governance', uma veterolíngua baseada na recuperação do italiano com toda sua riqueza, o italiano de Dante e de Maquiavel. É uma batalha cultural de resistência á globalização e a este 'genocídio cultural', como chamada Pasolini, que a globalização está levando a cabo ao destruir as culturas em nome do único modelo permitido: o consumidor de mercadorias, apátrida, pós-identitário, que fala o inglês anônimo dos mercados financeiros apátridas.

via Elconfidencial

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Venezuela lança novo sistema operacional pela soberania


Venezuela dá mais um passo em direção a soberania com o lançamento do sistema operacional e aplicativos de informática para computadores e portáteis, o Canaima 4.0, desenvolvido com talento venezuelano.

Para garantir a soberania tecnológica da Venezuela, desde 04 de Dezembro está disponível o sistema operacional Canaima GNU Linux 4.0 de forma gratuita em todo o país.

A nova versão foi feita totalmente por especialistas venezuelanos e pode ser aplicada tanto a computadores de mesa como a portáteis.

O ato de lançamento oficial foi organizado pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Manuel Fernandez, que destacou o simples, que é acessar cada um dos programas através do sistema operacional.

"Seguindo o exemplo dos comandantes Hugo Chávez e Fidel Castro, na Venezuela um grupo de venezuelanos deu-se a tarefa de desenhar um sistema de distribuição, cujo desenvolvimento estava sob domínio das grandes transnacionais e dos países do norte. E hoje podemos dizer que o fizemos".

Duas características salientes no novo sistema operacional 4.0, que dá uma grande vantagem com respeito ao antecessor (3.1) é o tom visual fresco que apresenta a janela e suas aplicações, e internamente o avançado núcleo de operações que permite sua adaptação e funcionamento com todos os computadores presentes no mercado.

Agências de notícias venezuelanas informaram que os usuários que contem com a versão 3.1 poderão migrar à 4.1 facilmente. Só devem ingressar na página www.canaima.softwarelibre.cov.ve.

Seis mil aplicações estão disponíveis na nova versão, em um contorno visual bem diferente, mais chamativo, e tudo com motivos nacionais. Da mesma forma, se pode baixar com esta versão todos os programas livres disponíveis no mundo que "têm o mesmo espírito da Canaima, generoso e em favor de compartilhar conhecimentos livres para todos", assegurou o ministro.

Dois anos demorou o desenvolvimento do sistema operacional, "com provas desde há vários meses que foram permitindo seu aperfeiçoamento", comentou o ministro. Em sua realização, colaboraram 14 destacados especialistas em informática do país que integram o Centro Nacional de Tecnologias e de Informação (CNTI).

Fernandez acrescentou que na Venezuela se está construindo a soberania tecnológica ao ter feito possível que 2,85 milhões Canaimas chegassem nas mãos do povo venezuelano, unidades que se somarão nos seguintes dois anos dois milhões de equipes adicionais, dois milhões de tablets e oito milhões de dispositivos com tecnologia livre.

Ressaltou que o projeto Canaima educativo "é o maior programa do mundo em seu tipo", seguido da Argentina, com seu programa "Conectar Igualdad".

Até a data foram publicados cinco versões de Canaima GNU/Linux.

Em novembro, a Venezuela foi reconhecida diante da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), por seus esforços para converter a educação em um direito fundamental, especificamente com projetos como Canaima, encarregado de distribuir mini computadores portáteis.

Via Telesur

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Brasil constrói satélite em vistas de soberania nacional


Depois do escândalo de espionagem dos EUA, o governo brasileiro decidiu ter seu próprio satélite, de cuja fabricação se encarregará a companhia de telefonia estatal brasileira Telebras.

Um acordo de associação por 560 milhões de dólares entre a Telebras e a Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica) busca a construção do satélite geoestacionário de defesa e comunicações estratégicas (SGDC) que garanta comunicações seguras.

Conforme a Embraer, o satélite será frabricado para 2016 e reforçaria a "soberania do Brasil para as comunicações estratégicas, tanto na área militar como civil".

"O SGDC não só satisfará as necessidades do Programa Nacional de Banda Larga da Telebras (PNBL) e as comunicações estratégicas das Forças Armadas brasileiras, mas também será uma oportunidade para reforçar a soberania de suas comunicações estratégicas, tanto na área civil como militar", explicou o presidente da Telebras, Caio Bonilha.

Embraer denunciou que os satélites que, atualmente, proveem serviços ao Brasil são controlados por postos localizados fora do país ou por companhias dominadas pelo capital estrangeiro.

O ex-empregado de Inteligência estadounidense, Edward Snowden, revelou, entre outras filtros, que a Agência de Segurança Nacional (NSA) interveio nas comunicações pessoais da presidenta brasileira, Dilma Rousseff, assim como as de milhões de cidadãos do país latinoamericano.

Em reação, Rousseff suspendeu uma visita a Washington, prevista para 23 de Outubro, e declarou que a espionagem internacional dos serviços de inteligência norteamericanos constituem uma "grave violação dos direitos humanos".

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Uma bandeira Argentina flamulando nas Ilhas Malvinas

"As Malvinas são parte de nosso território e estão em poder de uma potência extrangeira, por isso temos um vínculo afetivo de permanência com o lugar e uma reivindicação histórica", assegurou à Infobae o Prefeito do Partido (Município) de La Consta, Juan Pablo de Jesús, quem recentemente expôs uma bandeira com as cores do país com 15 metros de largura no arquipélago.



O prefeito do município encontrou esta forma particular de expressar a reivindicação da soberania junto a um grupo de ex-combatentes desse distrito que viajaram ao arquipélago para homenagear o combatentes caídos.

Durante sua visita, o prefeito de La Costa percorreu os vários campos de batalha da ilha e hasteou o símbolo nacional sobre o Cemitério Darwin, onde jazem 239 soldados argentinos que perderam a vida durante o conflito bélico.

Entre os soldados ainda não identificados, jazem os corpos de dois dos três soldados costeiros, José Luis Rodriquez e Omar Ferreira, cujas mães vivem em La Costa. Em honra destes, De Jesús deixou uma placa de homenagem em Monte London, lugar onde ambos jovens perderam a vida e ocorreu uma das batalhas mais sangrentas da guerra protagonizada entre Grã-Bretanha e Argentina. O terceiro caído é Heitor Doufrechou, cujo corpo se encontra no cemitério local.

 Na assembléia da ONU, a presidente Cristina Kirchner voltou esta semana a acusar o Reino Unido de "militarização do Atlântico Sul e enviar submarinos nucleares" para a área, e reiterou "o pedido de que país respeite a resolução da ONU em 'sentar e conversar' "sobre a disputa pela soberania das Malvinas.

via Infobae

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Espanha disposta a fazer frente conjunta com Argentina para reivindicar Malvinas e Gibraltar

O ministro de Assuntos Exteriores espanhol, José Manuel García-Margallo, confirmou que estão abertos a apoiar as reivindicações argentinas contra a Grã-Bretanha, se receberem o mesmo.



"Nós sempre estivemos de acordo com a Argentina em três coisas que são as três em que Gibraltar e Malvinas são idênticas", afirmou José Manuel García-Margallo.

Esses pontos coincidentes são que em ambos os casos "se aplica o princípio de integridade territorial e não o princípio da autodeterminação e os dois devem ser resolvidos da negociação das partes", assinalou o ministro espanhol.

"Caso se ponha nesses termos votaremos as resoluções em favor da Argentina como os argentinos votarão a favor da Espanha", assegurou García-Margallo, antes de acrescentar que "outra coisa são medidas que cada país - Argentina ou Espanha - adotem para resolver o litígio, no que podemos estar de acordo ou não".

García-Margallo insistiu que em Madri "se analisa todas as opções para resolver o conflito" criado sobre Gibraltar, incluindo o recurso à Corte Internacional de Justiça de Haya.

"É música para nossos ouvidos escutar ao ministro que Espanha considera levar esse caso a tribunais internacionais", afirmou o ministro principal de Gibraltar, Fabián Picardo, em uma entrevista publicada domingo no El País.

Extraído de infobae

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Tropas e tanques israelenses entram no Líbano

O Exército israelense violou nesta terça-feira a soberania territorial do Líbano ao cruzar a fronteira do país árabe com os territórios palestinos ocupados.



Segundo a imprensa libanesa, a flagrante violação aos territórios do Líbano foi cometida por 13 soldados do regime acompanhados por um tanque Merkava.

Este incidente ocorreu na região de Al-Wazani, porque após a travessia, um outro tanque Merkava foi estacionado em territórios palestino ocupado para apoiar o outro que entrou solo libanês.

O regime de Tel Aviv sempre viola a soberania de Beirute, ignorando a resolução 1701 do Conselho de Segurança, firmado em 2006.

Esta resolução não conseguiu acabar com a agressão do regime israelense contra o Líbano, que deixou pelo menos 1200 mortos libaneses, a maioria civis, além de ter causado a destruição de grande parte da infra-estrutura do país.

No entanto, o regime israelense não para de violar esta resolução e s soberania do Líbano, já que tais atos de regime que têm levantado várias vezes à denúncias do governo de Beirute para o Conselho de Segurança. No entanto, até agora, o organismo não respondeu adequadamente a esses ataques.

Via HispanTV

sábado, 27 de julho de 2013

Bielorrússia: 1 por cento de desemprego graças ao controle estatal da economia

No contexto de uma crise econômica sem precedentes na Europa, com altos índices de desemprego, demissões em massa tanto no setor privado quanto público e a alarmante deterioração das condições da classe trabalhadora, surpreende encontrar um país com uma taxa de desemprego de apenas 1 por cento.



Se trata da República da Bielorrússia, formada por quase 10 milhões de habitantes e presidida atualmente por Alexander Lukashenko. Este país fez parte da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) até 1991.

Após a desintegração da União Soviética, Bielorrússia se declarou independente e manteve em maior parte o controle estatal da economia. Por exemplo, os bancos estrangeiros estão praticamente excluídos do país, os bens e serviços básicos são subsidiados pelo Estado, os preços de venda ao varejo estão regulados e o governo segue apostando nas empresas estatais. De fato, 51,2 por cento dos bielorrussos trabalham em estatais, 47,4 por cento são empregados de empresas privadas nacionais e 1,4 trabalham para empresas de capital estrangeiro estabelecidas no país.

O semanal britânico The Economist, fazendo referência a um relatório sobre Liberdade Econômica da Heritage Foundation diz em um de seus artigos que "Lukashenko segue um política de intervenção do Estado onipresente na economia" e que "o governo nega os direitos de propriedade privada sobre os bens comuns, conservando os recursos naturais, águas, florestas e terras sob controle público".

O Washington Post, por sua vez, informa que "a economia da Bielorrússia segue sendo controlada pelo Estado e os alimentos da nação são cultivados em granjas coletivas".

Ao que parece, este conjunto de políticas de redistribuição de renda seriam as responsáveis dos exitosos níveis de igualdade na sociedade bielorrussa.

Segundo informações do diário ucraniano Rabochaya Gazeta, o percentual da população bielorrussa que possui renda inferior à linha da pobreza diminuiu sete vezes no período de 2001 a 2008, passando de 41,9 para 6,1 por cento. Os rendimentos reais da população nesse período se multiplicaram por 3. A correlação entre os 10 por cento mais abastados e os 10 por cento mais desfavorecidos em 2009 foi de apenas 5,9 pontos. Também é um indicador ligeiramente inferior ao registrado em outros ex-membros da URSS.

Antorius Broek, representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) declarou durante o Informativo sobre o Desenvolvimento Humano de 2011 que "na Bielorrússia há pouca pobreza". Broek declarou segundo o segundo o índice internacional de pobreza, Bielorrússia possui índice quase zero.

Estes dados contrastam com os altos índices de pobreza e desigualdade social que apresentam outras ex-repúblicas soviéticas como Polônia, Ucrânia, Hungria, Romênia ou Letônia, que realizaram uma "transição" para o capitalismo.

Um "mal exemplo" a seguir

Estes dados sócio-econômicos são censuradas nos meios de comunicação de massa, que são controlados pelas grandes corporações e evidentemente atendem aos interesses capitalistas.

Estados Unidos e Europa vêem a República da Bielorrússia como um mau exemplo para os seus vizinhos. É a batalha ideológica que ainda prevalece entre o capitalismo e o socialismo. Não é por acaso que a imprensa capitalista, muitas vezes taxa como "ditador" ou "autoritário" o presidente Lukashenko. Na verdade, o Departamento de Estado dos EUA, foi mais longe e em 2011 financiou cinco partidos políticos e 566 ativistas da oposição bielorrussa e apoiou a formação de mais de 70 organizações da sociedade civil, 71 jornalistas antigovernamentais e 21 meios de comunicações opositores.

Mas, além de manipulação da mídia e ao assédio de Washington é importante esclarecer que a Bielorrússia é uma democracia multipartidária com sufrágio universal. Desde 2007, 98 dos 110 membros da Câmara dos Representantes dos Belarus não são filiados a nenhum partido político e os outros doze membros, oito pertencem ao Partido Comunista da Bielorrússia, três ao Partido Agrário da Bielorrússia, e um ao Partido Liberal Democrático da Bielorrússia. A maioria dos não-partidários representam uma ampla gama de organizações sociais, como trabalhadores, associações públicas e organizações da sociedade civil.

Via LibreRed

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Rafael Correa conselha a embaixador dos EUA a não interferir na política de seu país

As autoridades equatorianas se indignaram após saberem que o embaixador dos EUA em Quito interveio em um ato político interino. Vários analistas opinaram que essa atitude indica que "Washington trata de recuperar um terreno que já perdeu".



"Se continuar preocupado, o mandaremos a Washington para que se preocupe lá", anunciou o presidente equatoriano Rafael Correa, dirigindo sua mensagem ao embaixador estadunidense, Adam Naam.

Correa qualificou de grosseira a participação do diplomata estadunidense no Dia Mundial de Liberdade de Imprensa, organizado por alguns jornalistas opositores do governo. O diplomata comentou que estava preocupado com a liberdade de expressão no país. Correa respondeu que o enviado deveria fazer o seu trabalho, ao invés de participar de ações políticas antigovernamentais.

O analista internacional Luis Bilbao opina que as declarações do embaixador mostram o desespero dos EUA para recuperar a influência na América Latina que perdeu.

"Os grandes meios de comunicação controlados pelo grande capital e pelos EUA não têm a capacidade, a influência sobre a população que, em troca, se volta aos meios alternativos ou meios de menor envergadura em termos econômicos mas de um amplo alcance. Definitivamente está mudando o curso da situação da América Latina, e Estados Unidos está perdendo terreno", disse o analista ao RT.

O chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, por sua vez, se reuniu com o diplomata norte-americano para expressar o incômodo por sua conduta. "O senhor Naam tem todo o direito de fazer as reuniões que considere como embaixador, ter informação de nosso país, informação política, econômica, social, de cooperação, de todo tipo, tem todo o direito, mas não tem o direito de intervir em atividades políticas como a atividade que interveio", afirmou Patiño durante o encontro.

Via RT

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Salehi: Nação iraniana superará qualquer obstáculo

O ministro de Assuntos Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi, assegurou essa sexta-feira que a nação persa superará as atuais dificuldades provocadas pelas sanções unilaterais do Ocidente.



"O povo iraniano ultrapassa qualquer obstáculo com sua vontade e determinação apesar dos grandes esforços dos inimigos para frear o avanço do país persa", disse o ministro iraniano.

O chefe da diplomacia iraniana argumentou que embora o Ocidente tente isolar a República Islâmica, Teerã exerceu um papel relevante no estabelecimento da paz e a segurança na região.

Os países ocidentais alegam que o programa de energia nuclear iraniano busca fins bélicos e com esse pretexto impõem duras sanções.

Irã, por sua parte, rechaça tal acusação e afirma que, como membro da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e signatário do Tratado de Não-Proliferação (TNP), tem direito legítimo a adquirir e desenvolver energia nuclear para fins pacíficos.

Além disso, após várias inspeções por parte da AIEA nas instalações nucleares iranianas, não se encontrou nenhuma evidência que confirme as acusações ocidentais.

Via HispanTV

quinta-feira, 7 de março de 2013

Um patrimônio estratégico na America do Sul, o Aquífero Guarani

Desde 4 bilhões de anos atrás não muda a quantidade de água que temos na Terra. O ciclo da água ilustra maravilhosamente a frase de Lavoisier: Nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.

O Aquífero Guarani, conhecido como a terceira maior reserva de água doce subterrânea do planeta, abarca quatro países sul-americanos (Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina) e é capaz de abastecer todo o planeta por 200 anos de água potável.

O Aquífero Guarani, devido a suas potencialidades sócio-econômicas estratégicas, é considerada a "menina dos olhos" pelos países a ele sobrepostos, de muitas empresas internacionais que veem um grande negócio do qual podem tirar proveito e de alguns países desenvolvidos interessados nos usos dessas águas.

Pela inexistência de uma lei específica quanto a utilização das águas subterrâneas, ocorre a falta de controle e fiscalização fazendo com que este seja utilizado de forma irracional podendo ser degradado pelas atividades humanas que se encontram acima do aquífero ou para uso excessivo de poços clandestinos. Com isso aumentam os riscos de contaminação do aquífero.



Cabe lembrar que a água é um bem público, direito humano, patrimônio de todos os seres vivos. Tratar de controlar a água é tentar controlar a vida, pois nenhum ser vivo consegue viver sem esta.

Torna-se imprescindível estimular políticas educacionais que permitam uma maior participação da sociedade civil, das ONGs e das universidades para estimular a construção da consciência a fim de uma preservação mais efetiva desse imenso manancial de águas subterrâneas e na implementação de políticas públicas mais adequadas à proteção das águas subterrâneas, pois estas se encontram insuficientemente protegidas.

Se calcula que para os 6,25 bilhões de habitantes do planeta se necessitaria de 20% a mais de água. A água brota como maior conflito geopolítico do século XXI já que hoje é um bem escasso na Europa e EUA, e se espera que em 2025, a demanda por esse elemento seja 56% maior que o fornecido e os que possuam água possam se tornar alvos de saques forçados.

Nesse contexto, de todos os cenários possíveis, os especialistas elegem dois. Primeiro, a apropriação territorial através de compras de terras com recursos naturais. Segundo, no futuro e na pior das hipóteses não se descarta uma invasão militar.

Essa hipótese traça um paralelo com a última guerra no Iraque e a atual apropriação pelas grandes petroleiras americanas da riqueza iraquiana. O escritor norte-americano Norman Mailer acrescentou algo mais: "A administração de George W. Bush não foi ao Iraque apenas pelo seu petróleo, como também pelo Tigre e Eufrates, dois rios caudalosos em uma das zonas mais áridas do planeta".

A luta é entre os que acreditam que a água deve ser considerada um bem comercializável e aqueles que afirmam que é um bem social relacionado ao direito à vida.

Desde Novembro de 2001, o Banco Mundial, através do GEF (um de seus braços, especializado em questões de meio ambiente) financia o pertinente a investigação e a trabalhos que visam alcançar o "desenvolvimento sustentável" do aquífero. A partir desse momento os governos que compartilham o depósito puseram em mãos extra-nacionais o estudo do recurso, o que, para um olhar mais desconfiado, é como ter servido de bandeja o tesouro. Organismos alemães, holandeses e programas da ONU participaram do projeto.

A base jurídica

O direito internacional nos permite reconhecer que não há um vazio jurídico na matéria e que existem normas jurídicas aplicáveis à gestão dos recursos naturais compartilhados e o SAG é um desses recursos. É certo que não temos normas específicas criadas ad hoc para o Sistema Aquífero Guarani. A consequência disso, não é que não tenhamos norma jurídica alguma aplicável a este sistema de águas subterrâneas, mas ainda não temos regras aplicáveis a esse sistema em particular, são aplicáveis as normas gerais do direito internacional consuetudinário e as normas convencionais que sejam aplicáveis entre os Estados nos quais se encontra o aquífero.

O fato de que o recurso pertença aos quatro Estados não quer dizer que haja condomínio sobre o recurso. Este é um recurso nacional sujeito a um regime de aproveitamento e de gestão de caráter multilateral restrito aos titulares. Não se trata de um regime de co-titularidade, mas de co-gestão.

Em agosto de 2010 os quatro países assinaram em San Juan, Argentina, o "Acordo Sobre o Aquífero Guarani", levando em conta a resolução 1803 da Assembléia Geral das Nações Unidas referente à soberania permanente dos recursos naturais, resolução 63/124 do mesmo organismo sobre o "Direito dos Aquíferos Transfronteiriços" e outros mencionados no acordo.

Desenvolvimento e Conteúdo
Lic. Manoela Carvalho de Andrade

Via Equilibrium Global

Post scriptum: o número de 6,25 bilhões para a população se encontra desatualizado, conforme o último levantamento. Provavelmente já ultrapassou a marca dos 7 bi.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Inegociável a soberania do Irã sobre três ilhas persas

A Comissão de Segurança Nacional e Política Externa da Assembleia consultiva do Islâmica do Irã anunciou que a soberania do Irã sobre as três ilhas de Abu Musa, Tonb maior e Tonb menor, situadas no Golfo Pérsico, é inegociável.



Em um comunicado emitido nessa terça-feira em reação às declarações de Emirados Árabes Unidos (EAU) sobre o assunto, a instância legislativa anunciou que a República Islâmica do Irã não negociará sua integridade territorial nem sua soberania sobre tais ilhas.

Igualmente, afirmou que o Irã rechaça veementemente o conteúdo do comunicado emitido recentemente pelos Emirados Árabes e considera uma interferência nos assuntos internos do país persa.

O texto indica que todas as medidas tomadas nas três ilhas iranianas sempre se basearam nos princípios de soberania e integridade territorial do país persa e reitera que Irã constantemente seguiu uma política amistosa e de boa vizinhança.

Em 29 de novembro, o ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Mohammad Anwar Gargash, insistiu que as três ilhas iranianas pertencem a EAU.

Ultimamente, o presidente americano Barack Obama, e o príncipe herdeiro dos Emirados, o general Mohamad bin Zayed aç Nahyan, também comandante das Forças Armadas do país árabe, emitiram um comunicado onde, entre outros assuntos, Estados Unidos "respalda" a iniciativa do país árabe para "resolver o assunto (das três ilhas) mediante negociações diretas (com Irã), na Corte Internacional de Justiça (CIJ) ou outro fórum internacional adequado".

De acordo com numerosos documentos históricos, as três ilhas de Tonb maior, Tonb menor e Abu Musa formam parte do território persa desde o século XVIII, dado que o território iraniano abarca as costas do norte e sul do Golfo Pérsico.

O governo de Teerã explicou que as ilhas pertencem historicamente ao Irã, pois, ainda que caíram em 1903 sob controle britânico, foram devolvidas aos seu dono, Irã, segundo um pacto firmado em 1971, pouco antes dos Emirados Árabes Unidos se consolidarem enquanto Estado.

Via HispanTV