Mostrando postagens com marcador Tunísia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tunísia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

"Jihad Sexual": meninas da Tunísia são enganadas e prostituídas pelos rebeldes na Síria



Mulheres tunisinas viajaram à Síria para uma 'jihad sexual', travando relações com dezenas de rebeldes islâmicos e retornando para casa grávidas. O Ministro do Interior da Tunísia, Lofti ben Jeddou, alegou que as mulheres tunisinas "são compartilhadas entre 20, 30 e até 100 rebeldes e voltam para casa carregando o fruto do contato sexual em nome da jihad sexual e nós ficamos preocupados", durante um discurso na Assembleia Nacional Constituinte na Quinta-Feira.

"Depois das relações sexuais que elas estiveram lá em nome da 'jihad-al-nikah' [guerra santa sexual] voltaram grávidas", continuou ben Jeddou.

Ben Jeddou não estipulou quantas mulheres tunisinas retornaram ao país grávidas dos rebeldes.

O antigo Mufti da Tunísia Sheik Othman Battikh em Abril disse que 13 garotas tunisinas "foram enganadas" ao viajar para a Síria e oferecer-se em serviços sexuais aos rebeldes.

O mufti, quem logo se demitiu do cargo, descreveu a assim chamada "Jihad sexual" como uma forma de "prostituição".

"Pela Jihad na Síria, estão mandando meninas para lá agora. Treze jovens meninas foram mandadas para a jihad sexual. O que é isto? Isso é prostituição. É corrupção moral educacional", disse o mufti citado pela Al Arabiya.

Alguns islâmicos sunitas salafistas, no entanto, consideram a jihad sexual uma forma legítima de guerra santa.

A Jihad sexual Fatwa tornou-se aparente na Síria muitos meses atrás. Ela permite aos rebeldes entrar em relações sexuais com uma mulher depois de um contrato temporário que perde efeito depois de algumas horas, segundo a Fars News em Agosto.

A natureza temporária do contrato permite às mulheres terem relações sexuais com múltiplos parceiros por dia.

Em Agosto, o diretor geral de segurança pública na Tunísia Mustafa Bin Omar disse que uma "cela de jihad sexual" foi quebrada na região ocidental do país chamado para sua concentração dos rebeldes da Al Qaeda.

Bin Omar contou a Al Arabiya que a Al Qaeda associou que Ansar Shariah estava oferecendo meninas de menor com os rostos cobertos como ofertas sexuais para rebeldes.

Enquanto isso, Bin Jeddou disse que o Ministro do Interior baniu 6.000 tunisinos da viagem à Síria desde Março de 2013. Mais oitenta e seis foram presos em suspeita de formar redes que tratam de mandar a juventude tunisina para a 'jihad' na Síria.

Ele também atacou grupos que criticaram a decisão do governo de banir militantes suspeitos de terem deixado o país. Muitos daqueles banidos tinham menos de 35 anos de idade, ele disse.

"Nossa juventude está posicionada na linha de frente e é ensinada a saquear e destruir os vilarejos [sirios]", disse Bin Jeddou.

Centenas de homens tunisinos largaram para a Síria para lutar contra o governo do presidente Bashar al Assad, enquanto outros milhares se unem aos grupos islâmicos em países como Iraque e Afeganistão em torno dos últimos 15 anos.

Via RT

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Após a primavera árabe, mais islão

Tras la Primavera Árabe, más islam

Não estavam nas barricadas da Avenida Bourguiba da Tunísia quando Ben Ali caiu, nem na Praça Tahrir do Cairo, mas sairam vitoriosos nas eleições democráticas na Tunísia e no Egito após a queda de ditaduras. Os islamistas ganharam de modo rotundo e de certa forma inesperada em dois dos países mais moderados e tolerantes do mundo islâmico.

A vitória do partido Enahda nas eleições legislativas da Tunísia (40% dos assentos) e da Irmandade Muçulmana, nas eleições recem-acabadas no Egito (47%) são a vanguarda do panorama que aguarda a Líbia e, talvez, Síria, se finalmente cair a ditadura de Assad. Os 'barbudos' não estavam na origem das revoltas contra as ditaduras, estrelada em 2011 por jovens de classe média, urbana e nas redes sociais online, mas ganharam na luta democrática. Organizações islâmicas passaram décadas praticando a caridade em toda a geografia árabe, e as classes rurais e baixas são profundamente religiosas.

Assim, quase sincronizados, os dois partidos islâmicos triunfalmente revelaram seu roteiro para o novo processo político e constitucional aberto na África do Norte. Na segunda-feira, a Lista Popular, formação na Tunísia encarregada de redigir a nova Constituição, anunciou que "a Sharia será a principal fonte de legislação." O processo - controlado pelo Enahda contradiz as promessas feitas na Europa pelo seu líder, Rachid Ghannouchi, que o Islã seria exibido na Constituição apenas como "uma descrição da realidade, sem implicações legais."

Mulheres primeiro

Na terça-feira, o líder da Irmandade Muçulmana do Egito, Mohamed Badie, disse no Cairo que a sua formação só votará em um presidente de "credenciais islâmicas" na eleição do novo chefe de Estado.

"O Ocidente tende a pensar de Sharia como 'menos álcool e menos biquínis nas praias', diz um diplomata veterano do Magreb. Certamente que é a preocupação da indústria do turismo, poderosa na Tunísia e Egito. Mas o debate afeta questões muito mais profundas.

A mais sensível é o Código de Família da Tunísia, a legislação do mundo árabe mais igualitária entre homens e mulheres, que poderia ser completamente reformado. Desde a vitória dos islâmicos nas eleições parlamentares, associações de mulheres tunisinas constantemente avisam do perigo e se manifestam nas ruas.

A resistência ante o ataque à tolerância e regras seculares será maior no Egito. Aqui, 10% da população é cristã e o exército ainda mantém grande parcela do poder. Não obstante, o islão radical é mais forte no Egito que na Tunísia, como demostram seus constantes atos de violência contra os coptas e seu segundo lugar nas eleições legislativas, atrás da Irmandade Muçulmana.

Via ABC