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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Conheça as meninas por trás das fotos de Nabi Saleh


"As fotos se tornaram virais. Isso é importante", disse Ahed Tamimi, 14 anos, "assim o mundo pode ver o que acontece". Ahed é a garota loura à esquerda na foto amplamente publicada de um violento confronto entre mulheres e crianças palestinas contra um soldado israelense na vila Nabi Saleh, Cisjordânia. No quadro Ahed está mordendo no soldado depois que ele a espancou no rosto. Desde que agora imagens não famosas foram primeiramente publicadas, Tamimis, e Ahed em particular, foram visitadas por multidões de jornalistas querendo saber como a família palestina se sentiu ao ver o pequeno Mohammed Tamimi, de 12 anos, também conhecido como Abu Yazan, despencou no chão.

Nas fotografias as garotas e as mulheres palestinas olham em pânico, e a expressão do soldado israelita é frenética. Abaixo dele está Abu Yazan, que olha como se gemesse de dor, amassado e empurrado pelo solado, seu braço amassado como se estivesse pressionado contra uma pedra. As quatro mulheres Tamimis - Nariman e Nawal, mães de meia-idade, e as garotas, Ahed e Nour, adolescentes - enfrentaram o soldado que tentava deter Abu Yazan por ter jogado pedra durante um protesto semanal contra os confiscos de terras.

"Quando você vê alguém da sua família em perigo, você não tem tempo para pensar", disse Nour Tamimi, 16 anos, quando sentamos no pátio da casa de Ahed. Ela é prima de Ahed e aparece na extrema direita, vestindo um top preto nas imagens virais.

"Ele estava me batendo e eu vi sua mão no meu rosto, então eu o mordi", disse Ahed com sua voz suave.

Ahed e Nour pareceram dolorosamente envergonhadas quando conversamos, Ahed mais que Nour. Ambas vestidas em seus jeans e camisetas, Ahed com uma estampa de Lola Bunny, interesse amoroso de Bugs Bunny. Ahed gosta de jogar futebol e dançar. Ela estuda inglês na escola, mas se envergonha de falar. Quando crescer, ela quer ser juíza. As duas foram a sofás ao ar livre, então se mudaram para uma cozinha para fazer um lanche da tarde, sanduíches com lebane, um iogurte típico do Oriente Médio, e shata, um tempero vermelho apimentado. Quando preparavam o lanche, elas fofocaram como meninas fazem. A noite estava fresca e agradável , um agradável mudança com relação à onda de calor que recentemente cobriu a região. O risto das duas, e a chegada de dúzias de visitantes das cidades ao redor da Cisjordânia deram um tom festivo à noite. Estava bem diferente do tumulto que passaram quatro dias atrás.

Ainda assim, os militares de Israel empoleiraram-se num checkpoint aéreo, procurando carros que entravam e saíam de Nabi Saleh. Alguns residentes foram proibidos de deixar a vila, inclusive os parentes de Ahed na terça-feira pela manhã. As duas foram detidas por uma hora e meia, antes que as forças israelitas as mandassem de volta para dentro da sua cidade.

Quando as fotos explodiram nas redes, a mídia internacional legendou o uso da força contra uma criança com um braço quebrado como o conto de "Davi e Golias", enquanto a mídia israelita ficou consternada que um grupo de mulheres botou um soldado pra correr. As mulheres morderam, arranharam, estapearam e socaram o soldado. Então elas tiraram a balaclava do rosto dele. Embora não tenha sido fotografado, e não incluso em um vídeo que também capturou a cena do fim de semana, foi Bassem Tamimi (marido de Nariman e pai de Mohammed e Ahed) e seu filho mais novo de nove anos, Salam Tamimi, quem também foram golpeados pelos soldados.

Em seguida o ministro da cultura e de esportes de Israel, Miri Regev, clamou por regulamentações perdidas no uso de fogo vivo por soldados, caluniando a "humilhação" que as fotos trouxeram ao exército israelita.

Agora para a família de Tamimi o incidente que se tornou um espetáculo na internet foi tão somente em uma outra sexta-feira vivendo na ocupação, nem mais nem menos. Começou com uma demonstração e terminou com cinco membros da sua família no hospital. Nariman tem asma e usa muletas, depois ela foi baleada por soldados israelitas meses atrás na rótula do joelho. Ela precisou de tratamento. Bassem, Ahed e Abu Yazan também sofreram estilhaços nos seus corpos. Como foi com Salam, ele foi baleado com uma bala de borracha, deixando seu dedo quebrado.

Uniformemente toda a família Tamimi ficou surpresa que tanta gente da mídia estrangeira tenha chegado para seguir as fotos icônicas. Além disso, que o protesto chamou atenção do governo israelita.

"Eles fizeram um grande estardalhaço com a 'humilhação' do soldado, mas estão matando o povo palestino", disse Nour, fazendo referência ao que disse Regev. Às adolescentes de Nabi Saleh, o exército israelita já é visto como belicoso. Em 2013, quando o jornalista e autor Ben Ehrenreich escreveu uma característica sobre Nabi Saleh para o The New York Times Magazine, Nariman estimou que umas 100 pessoas da vila tinham sido presas, e em torno de 500 violadas durante as demonstrações. Recentemente, dois dos membros da cidade - também parte do clã Tamimi - foram mortos por soldados israelitas. Mustafa Tamimi, 27, foi espancado na cabeça com uma bomba de gás lacrimogênio em 2011 e Rudshi Tamimi, 31, foi morto com tiro à queima-roupa no ano seguinte.

Para jovens em Nabi Salah, a morte de Mustafa e Rudshi causaram uma última impressão e as dificuldades a pioraram. "Depois de seis anos começaram a saber como lidar", disse Nour, indicando o tempo que os residentes de Nabi Saleh protestaram, que começaram em 2009 depois do fechamento do acesso ao povo à paisagem natural.

"Três anos e meio atrás meu amigo foi morto por soldados israelitas, então eu me tornei mais forte. Assim eu disse pra mim mesma 'por que não ser uma jornalista' que manda mensagem de todas as crianças, para todas as pessoas no mundo?" disse Janna Jihad, 9 anos, prima e amiga de Ahed. "Mustafa", Jihad continuou, "ele foi um amigo para todas as crianças em Nabi Saleh".

Jihad, uma irada e confidente garota que cresceu entre Nabi Saleh e West Palm Beach, na Flórida, então disse "sou a menor jornalista do mundo!" Ela tem uma página no facebook com em torno de 20.000 seguidores que leem suas postagens e veem suas fotos dos protestos de Nabi Saleh. Sua linha do tempo é cheia de imagens de seus parentes e colegas correndo do gás lacrimogênio tipicamente lançados em protestos durante as marchas semanais. Quando ela crescer, Jihad disse que quer reportar à CNN ou Fox, para ter uma plataforma a fim de alcançar pessoas divulgando sobre os modos com que as crianças sofrem com a ocupação. A morte de Mustafa, o baleamento de Nariman, o de Salam, o de outro parente três semanas antes que foi fuzilado com cinco balas no peito, deixou Jihad com a impressão de que sua vila está no caos "todo dia, todo dia, todo dia. Não é vida". Como falamos Ahed se uniu ao grupo de crianças que se reuniram em uma colina para ver Halamish, construída sobre as terras de Nabi Saleh. A construção foi feita por linhas-duras de Gush Emunim nos anos 1970 e desdeentão se tornou um subúrbio equipado com piscinas, caminhadas e guardas armados nos portões. Em Nabi Saleh, a maioria das ruas não são pavilhadas. A disparidade na riqueza é radicalmente aparente.

Voltando a Bassem, o pai de Ahed quando jovem costumava brincar nas encostas que agora estão cobertas por casinhas Halamish. O baixo vale era coberto por campos e jardins floridos.

"Há uma relação entre nós e esta terra", ele disse, entre conversas com vizinhos sobre um futuro Estado único ou dois Estados em Israel e no território palestino e sobre quão se ampliaram os conflitos não-violentos das demonstrações semanais. Bassem apoia o Estado único, o que ele vê como um fim lógico à ocupação que começou quando era criança. Sua esperança é que as demonstrações como Nabi Saleh se espalhem furiosamente e inaugurem condições, urgentemente, para o fim de uma ocupação sobre a qual comentadores estão dizendo que mudou de temporária para permanente. Até então ele continuará protestando toda sexta-feira - venha o que vier.

via mondoweiss

domingo, 8 de setembro de 2013

Judeus utilizam velho mito do Holocau$to para culpar Síria

 
Apesar das muitas provas de que foram as forças da oposição que usaram armas químicas, tenta-se justificar por todas as maneiras uma invasão contra Síria.

Se não fosse suficiente o incidente anterior com uma congressista judia, rabinos estadounidenses de alto escalão, líderes judeus, o poderoso lobby sionista AIPAC e a Liga Antidifamação, estão usando o Holocausto para pressionar o Congresso para que autorize o presidente Barack Obama a atacar o Estado soberano da Síria por um suposto ataque químico.

Rabinos e líderes judeus realizaram uma petição, feita na véspera do Ano Novo judeu, dirigida aos líderes do Congresso invocando o holocausto com o pretexto de "salvar milhares de vidas" e para impedir futuras atrocidades na "Síria e outros locais".

A petição diz o seguinte: "Escrevemos-lhe como descendentes dos refugiados e sobreviventes do Holocausto, cujos antepassados foram gaseados à morte em campos de concentração. Escrevemos-lhe como pessoas que sofreram perseguição durante muitos séculos, e nos alegramos de ter encontrado um refúgio seguro onde podemos prosperar nos Estados Unidos".

"Como pessoas que enfrentaram os horrores do genocídio e sobreviveram, esperávamos que nunca ao abrir os jornais vessemos imagens de fossas comuns cheias de crianças pequenas sufocadas. Agora que vimos as imagens procedentes da Síria, os clamamos a agir".

"Tememos que se este ataque não receber uma resposta decisiva, poderíamos encontrar em nossos jornais mais imagens de fossas comuns da Síria - e em outros lugares - em um futuro próximo. Aprendemos de nossa própria história que a inação e o silêncio são os maiores facilitadores da atrocidade humana", diz.

E continua: "Por essa razão, fazemos-lhe um chamado com grande urgência para autorizar o presidente a usar a força na Síria 'com relação ao uso de armas químicas e outras armas de destruição massiva', como se inidica no projeto de lei de 31 de Agosto. Através desta lei, o Congresso tem a capacidade de salvar milhares de vidas".

Como se vê, para salvar milhares de vidas os rabinos propõem liquidar milhares de vidas. Por que quem em seu completo juizo acreditará que existe um ataque 'limitado' e 'quirúrgico', sem consequências desastrosas para toda a região?

Por sua vez, AIPAC fez uma declaração pedindo ao Congresso autorizar o presidente Obama um ataque a Síria para "proteger os interesses dos Estados Unidos" e ao mesmo tempo "mandar uma forte mensagem" ao Irã e ao Hezbollah. Assim, a organização mandou 250 ativistas para pressionar o Congresso para este ataque.

Como se observa, o lobby sionista teve cuidado de assegurar que a palavra "Israel" tivesse fora desta declaração, algo peculiar para um grupo que orgulhosamente se declara a si próprio como "pró-israelense". Terá medo que a opinião pública culpe os judeus se ocorresse um desastre militar em caso de uma agressão a Síria?

Quanto à Liga Antidifamação, seu presidente Abraham Foxman relacionou a necessidade dos Estados Unidos de responder à "utilização de armas químicas por parte de Assad" com o "sofrimento dos judeus durante o holocausto", como se vê a seguinte declaração:

"Nosso povo foi exterminado pelo uso de gás. Não podemos permanecer impassíveis sem reagir quando vemos que se usa gás para matar outros".

Se você, leitor, se perguntar onde estiveram estes líderes durante as invasões do Iraque, Afeganistão e Libia, agressões infames nas quais se usaram materiais tóxicos e radioativos... não será o único. A indústria do holocausto não parece ter fim.

Como se não fosse o bastante a mentira sobre o Holocausto ocorrido na Alemanha, realizado, na verdade, pelo batalhão aéreo das forças Aliadas, agora fazem o mesmo contra Síria. Estados Unidos e Israel organizam massacres e utilizam a mídia ocidental para culpar seus inimigos. Esta estratégia maligna é tão antiga quanto o povo judeu.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Jordânia "Israel planeja construção do Terceiro Templo"

O máximo responsável do Ministério de locais islâmicos jordano Abdul Salam Abadi acusa Israel de ter um plano para a construção a médio prazo do Terceiro Tempo no Monte do Templo.



Jordania, que desde 1950 exerce a soberania tanto de Jerusalem Oriental como da Cisjordânia, continua adminitrando os locais santos islâmicos do Monte do Templo. Para isso, Israel e Jordânia assinaram um tratado de paz em 1994.

OS judeus são proibidos de rezar no Monte do Templo (a explanada da mesquita de Jerusalem) por parte do Ministério de locais islâmicos jordano (WAQF) que administra a área onde está a Mesquita de Al-Aqsa e o Domo da Rocha. Este complexo é o terceiro local mais sagrado para o Islamismo depois de Meca e Medina.

O projeto do Terceiro Templo

Para concretizar o plano de construção Salam Abadi denuncia que existe um projeto para repartir o espaço que rodeia a mesquita de Jerusalem e o Monte do Templo de forma que deixe livre o espaço necessário para a construção do templo judeu.

O Ministro jordano fez estas declarações em um encontro com uma delegação australiana, adicionando que recebeu dos líderes hashemitas a tareda de proteger a identidade arabe-islamica de Jerusalem, segundo informa a imprensa jordana.



Judeus ortodoxos se preparam para o Terceiro Templo

Desde 2009 um grupo de alfaiates confecciona trajes sacerdotais segundo o relato dos livros sagrados. Serão para meia centena de judeus ultra-ortodoxos, descendentes de Aarão, que acreditam em converter-se em ssacerdotes do Terceiro Templo de Jerusalem, cuja construção é um dos mais velhos desejos do judaismo. Já em 2007 foram reunidos 20 milhões de dólares em todo o mundo para a construção do templo.

Os cinquenta destinatários dos trajes sagrados são os conahim, casta descendente de Aarão -sumo sacerdote no relato da vida de Moisés na Torá- e responsável junto a sua descendência dos oficios no Primeiro e Segundo templos, destruidos faz 2500 e 2000 anos, respectivamente.

Os alfaiates iniciaram seu trabalho no Instituto do Templo,localizado perto do Muro das Lamentações; que representam os únicos restos do antigo templo de Jerusalen, e que são uma lembrança e estímulo para os judeus de que o Terceiro Templo se construirá algum dia.

A confecção destes hábitos sacerdotais é um trabalho muito complexo, que se realiza seguindo o modelo que explica a Torah (Pentateuco do Antigo Testamento cristão). Neste modelo, ademais do tipo de tecido e da forma dos trajes, é importante a gama de cores que inclui ademais do branco outras como púrpura e celeste, cujas descrições em linguagem arcaica dificultam conhecer a tonalidade exata.

O mesmo se pode dizer das dezenas de instrumentos que se exibem no museu do Instituto do Templo, todas elas realizadas com o modelo dos livros sagrados judeus, exatamente no metal e com o desenho exigido. Também para serem usados no Terceiro Templo. Se incluirá inclusive a reconstrução da harpa antiga que de acordo com a Bíblia pertenceu ao Rei David. A harpa seria uma réplica exata e contará com pedras preciosas, ouro e prata como a original.

 Fonte

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Líder de seita católica tradicionalista diz que judeus são inimigos da Igreja

A cúpula de uma seita católica controversa diz que os judeus são "inimigos da Igreja", mas a seita negou quaisquer intenções antisemitas.

O Bispo Bernard Fellay, chefe da tradicionalista Sociedade de St. Pio X, declarou que os judeus são "inimigos da Igreja" durante um discurso que foi ao ar em uma rádio canadense, a Catholic News Agency recentemente reportou. A observação de Fellay aconteceu em 28 de Dezembro na Capela de Nossa Senhora do Monte Carmel em Novo Hamburgo, Ontario.

Fellay, discutindo as negociações com o vaticano em 2012 concernente à futura sociedade, disse o seguinte: "Quem, durante este momento, foi o maior opositor que a Igreja reconheceria a Sociedade? Os inimigos da Igreja. Os judeus, os maçons, os modernistas".

Fellay disse que o apoio dos líderes judeus do Segundo Conselho Vaticano "mostra que o Vaticano II é coisa sua, não da Igreja", de acordo com o Registro Católico.

O Segundo Conselho Vaticano modernizou a Igreja Católica nos anos 1960 e é a razão da cisão da Sociedade de São Pios X do principal corpo fundado em 1970 como parte do Movimento Tradicionalista Católico. Alguns tradicionalistas culpam os judeus pelas reformas que ocorreram durante as sessões do Conselho Vaticano II, denota a Jewish Telegraphic Agency.

A Sociedade de São Pios X postou na imprensa liberação em resposta ao comentário "inimigos da Igreja" de Fellay, negando qualquer conotação antisemita. A liberação lê que "inimigos" refere-se a "qualquer grupo ou seita religiosa que se opõe á missão da Igreja Católica e seus esforços em preenchê-lo: a salvação das almas".

A liberação continua assim:

"Referindo-se aos judeus, o comentário do Bispo Fellay foi objetivado aos líderes das organizações judaicas, e não ao povo judeu, como se fosse aplicado por jornalistas. De acordo, a Sociedade de São Pio X denuncia as repetidas falsas acusações de antisemitismo ou discurso de ódio feito em tentativa de silenciar sua mensagem."

Não é a primeira vez que membros da seita discursam contra judeus.

Em 1985, um dos fundadores da Sociedade, o Arcebispo Marcel Lefebvre, também identificou inimigos da fé com "judeus, comunistas e francomaçons", de acordo com JTA. Acrescentando, o tradicionalista Bispo Richard Williamson negou que os nazi usaram câmeras de gás para matar judeus no Holocausto e que não mais que 200 e 300 mil judeus morreram durante a Segunda Guerra Mundial.

Via Huffingtonpost

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Judeus profanam monastérios com insultos a Jesus em Jerusalém



Judeus extremistas profanaram um monastério nesta Terça-Feira no convento de São Francisco, localizado no Monte Sião, na Antiga Jerusalém, com grafiti em hebreu dizendo "Jesus, filho da p***", segundo fontes oficiais. O ataque foi duramente condenado pela Organização Pela Liberação da Palestina (OLP).

Os vândalos escreveram na entrada do monastério de São Francisco a frase 'Price Tag' em hebreu, expressão que geralmente assinam os hebreus nestes atos de vandalismo como protesto contra o deslocamento dos assentamentos de Cisjordânia.

Os objetos de protesto dos grupos foram mesquitas e, em menor medida, igrejas cristãs para evitar assim qualquer intrusão religiosa não judia em seu território. Este foi o segundo ataque a um edifício cristão em menos de um mês.

No último 4 de Setembro, os assaltantes do 'Price Tag' mandaram fogo às portas do monastério de Latrum, em Cisjordânia, como possível represália contra o desalojamento de famílias de um posto avançado não autorizado.

Um portavós da polícia informou que várias pessoas foram acusadas de terem relação com vários desses incidentes, mas não informou mais nada. Fontes oficiais palestinas e grupos israelitas de Direitos Humanos acusaram as autoridades de não investigar o suficiente tais ataques.

O chefe de negociações palestino da OLP, Saeb Erekat, condenou fortemente as agressões israelitas contra os cristãos palestinos e contra as terras sagradas muçulmanas ocupadas em Jerusalém.

"Depois de 45 anos de ocupação israelita, a cultura de ódio e de racismo foram transformadas em algo comum aos israelitas", salientou Erekat. "Os livros de texto e as declarações oficiais que defendem que Jerusalém deveria ser exclusivamente judia com o rechaço total dos palestinos cristãos e muçulmanos, prepararam o caminho para que grupos terroristas ataquem sítios sagrados cristãos e muçulmanos", acrescentou.

Dessa forma, Erekat instou a comunidade internacional para que "assuma suas obrigações e responsabilize Israel pela ocupação permanente assim como pelas violações do Direito Internacional" porque com "esta cultura de impunidade" se permitiu aos colonos [judeus] intensificar seus ataques racistas contra os palestinos sem mínima reponsabilidade legal".

No ano passado, colonos israelitas e forças da ocupação perpetraram mais de 60 ataques contra locais sagrados para os cristãos e muçulmanos em Território Ocupado Palestino, segundo a OLP.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Rabino israelense clama pela destruição do Irã

The spiritual leader of the ultra-Orthodox Shas party Rabbi Ovadia YosefEm outra mostra de hostilidade contra a Republica Islâmica, um influente rabino israelense pediu orações para a destruição do Irã, dizendo que o programa nuclear iraniano ameaça Israel.  

O líder espiritual do partido ultra-ortodoxo Shas, Rabbi Ovadia Yosef pediu a Deus que "arrase e destrua" o Irã e o movimento de resistência libanês Hezbollah, durante seu sermão semanal no Sábado a noite.

"Faça bem, Deus, arrase-os, mate-os!" disse o rabino, ao que a multidão respondeu "amen". "Destrua-os, elimine-os da face da Terra!" adicionou.

O rabino de 91 anos fez suas declarações dias depois de ter se encontrado com o conselheiro de segurança nacional do primeiro-ministro Netanyahu, Yaakov Amidror. A jogada foi vista como um esforço de Netanyahu para mostrar que o ataque contra as usinas iranianas tem o apoio de figuras religiosas.

O rabino também disse que o Irã deveria ser incluido na tradicional prece do Ano Novo Judeu no próximo mês, na qual se pede a Dejus para que ataque os inimigos de Israel.

Essa não é a primeira vez que Yosef falou sobre a ameaça iraniana. O partido Shas é um membro chave da coalizão governamental de Netanyahu e Yosef tem grande influência sobre os deputados do partido. Também não é a primeira vez que ele causa controvérsia. No passado, ele comparou palestinos com serpentes, pedindo que o presidente palestino Mahmoud Abbas "pereça desse mundo" e descrevendo não-judeus como "nascidos apenas para nos servir".
Recentemente vários protestos anti-guerra ocorreram em Israel e uma pesquisa recente mostra que 61% dos judeus israelenses questionados se opõem a um ataque militar, enquanto 27% estão a favor.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Rabinos criticam decisão de corte alemã sobre circuncisão religiosa

Rabinos europeus criticaram decisão de um tribunal alemão, que classificou como lesão corporal a circuncisão religiosa. Religiosos afirmam que é pior ataque à comunidade judaica alemã desde era nazista. 



Após um tribunal alemão ter considerado como crime a circuncisão religiosa de meninos, rabinos pressionam o governo alemão para que a prática não seja proibida. Em Berlim, rabinos ortodoxos de diversos países europeus apelaram nesta quinta-feira (12/07) para que as comunidades judaicas no país continuem realizando a circuncisão.

O presidente da Conferência Europeia de Rabinos, Pinchas Goldschmidt, disse numa reunião da entidade em Berlim que as comunidades judaicas na Alemanha e os pais afetados "não devem esperar por uma mudança da decisão judicial". Ele alertou que se o veredicto for confirmado na forma de uma lei “não haverá futuro para as comunidades judaicas na Alemanha".

Goldschmidt argumentou que uma proibição da circuncisão seria um sinal ainda mais forte contra a comunidade judaica do país do que a proibição do abate religioso de animais durante o regime nazista.

Esclarecimento jurídico

"As comunidades judaicas na Alemanha consideram o veredicto muito problemático", ressaltou Goldschmidt, em entrevista à Deutsche Welle. Ele diz esperar que o governo alemão contribua rapidamente para o esclarecimento jurídico do problema.

O religioso considera também "terrível" que os alemães sejam, em maioria, a favor da decisão, como indicam pesquisas de opinião. "Agora se trata de garantir os fundamentos de uma democracia liberal para o reconhecimento absoluto da liberdade religiosa de minorias", disse. A Conferência, liderada por ele, reúne cerca de 400 sacerdotes judeus do continente. Goldschmidt é o chefe dos rabinos moscovitas.

Goldschmidt tem esperança de que Berlim resolva os problemas existentes no âmbito da legislação. "Desejamos que isso seja resolvido o mais rápido possível", afirma. "Pois, afinal, a reconstrução de uma comunidade judaica na Alemanha do pós-guerra é de importância essencial para o futuro da Alemanha", observa o rabino.

Ele acredita que haja uma tendência crescente de marginalização de minorias religiosas na Europa e cita como evidências disso a proibição de minaretes na Suíça, a proibição do uso da burca na França e a controvérsia política sobre o abate religioso de animais na Holanda.







Lesão corporal

O Tribunal Regional de Colônia determinou em junho que a circuncisão de meninos por motivos puramente religiosos é uma lesão corporal e, portanto, crime, mesmo quando realizada com consentimento dos pais. No entender do tribunal, o consentimento não atende aos interesses da criança, que tem seu corpo "modificado permanentemente e irreparavelmente" pela operação, que é parte dos rituais islâmicos e judaicos.

A decisão encerrou o julgamento em segunda instância de um médico que havia operado um menino muçulmano de 4 anos de idade, que sofreu complicações pós-operatórias.

Críticas de muçulmanos e judeus

A decisão judicial provocou críticas severas de muçulmanos e judeus, além de representantes de igrejas cristãs. Diversos hospitais no país suspenderam a realização de circuncisões por motivos religiosos.
Políticos social-democratas e verdes se disseram favoráveis a considerar todas as possibilidades legais para garantir a não punição à circuncisão, com intuito de fornecer segurança jurídica tanto para muçulmanos quanto para judeus.

A vice-líder da bancada do SPD no Parlamento, Christine Lambrecht, considera que uma norma jurídica deve proteger "tradicionais rituais religiosos" para que o exercício de tais práticas não seja punido. A líder da bancada dos verdes, Renate Künast, afirmou que pretende discutir com especialistas e associações, para que "um caminho seja encontrado para regulamentar esse problema, de forma a garantir segurança jurídica para judeus e muçulmanos".

 Via DW