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terça-feira, 28 de julho de 2015

Rússia expulsa os alimentos geneticamente modificados


 
Neonnettle: O vice-primeiro ministro russo, Arkady Dvorkovich anunciou que o futuro da agricultura para a Rússia não envolverá GMO (alimentos geneticamente modificados). A Rússia agora tende a focar em melhorar a saúde do solo e em ter a comida mais limpa do mundo.
 
De acordo com WorldTruthTV, a Rússia não importa GMO como fazem os países europeus, nem os faz crescer. Contrariamente aos EUA, a Rússia aprofundou sua preocupação quanto à segurança dos GMO e optou em implementar um moratorium estendido sobre seu uso como parece aos outros, tecnologias mais seguras que não vêm com o risco de nascidos defeituosos, disrupção endócrina e câncer.
 
No recente Fórum Econômico Internacional feito em São Petersburgo, Dvorkovich contou aos ouvintes que a Rússia "optou por um caminho diferente", e que o país "não mais usará tecnologias genéticas em alimentos" que aumentem a produção. O anúncio coincide com as afirmações feitas pelo presidente Vladimir Putin em 2014 sobre a necessidade de proteger os cidadãos russos contra os GMO. 

"Precisamos construir adequadamente nosso trabalho de modo que não esteja contrário às nossas obrigações perante a WTO (Organização Mundial do Comércio, pela sigla em inglês)", afirmou Putin. "Mas mesmo com isto em mente, não obstante temos métodos e instrumentos legítimos para proteger nosso próprio mercado, e sobretudo os cidadãos".

Oficial: GMO causam obesidade e câncer, e não serão tolerados.

Esse é o tipo de coisa que os americanos deveriam demandar dos seus próprios políticos eleitos - uma ênfase sobre proteger as pessoas ao invés dos lucros das corporações - mas, infelizmente, os Estados Unidos olham para os GMO de modo muito diferente. A despeito de todos os riscos envolvidos, os fantoches políticos americanos acreditam que os GMO deveriam continuar a dominar o mercado de alimentos nacional sem que eles próprios sejam etiquetados.

Enquanto isto, a Rússia está rumando para a expulsão dos venenos tóxicos, enfatizando a necessidade de políticas agrárias que tomam uma abordagem precavida às modalidades controversas como biotecnologia que envolvem gens artificiais e pesticidas tóxicos. A vice-presidente da Associação Nacional para Segurança Genética Russa, Irina Ermakova, disse recentemente:

"Foi provado que não apenas na Rússia, mas também em muitos outros países do mundo que os GMO são perigosos. O consumo e o uso de GMO podem levar a tumores, cânceres e obesidade".

O primeiro ministro: Se os americanos querem GMO, tudo bem, mas os russos preferem orgânicos.

O primeiro ministro Dmitri Medvedev também fez algumas chamadas ano passado quando anunciou que a Rússia não mais importaria quaisquer produtos GMO, audaciosamente proclamando que a Rússia tem mais que o bastante de terras e recursos para produzir alimentos orgânicos seguros e limpos, sem qualquer necessidade de alimentos multinacionais e bio-pirateados, além de químicos venenosos.

Ele afirmou, conforme a RT.com, que "se os americanos gostam de comer produtos GMO, deixemos que comam então. Nós não precisamos disto; temos o bastante de espaço e oportunidades para produzir alimentos orgânicos".

Com tudo isso em mente, os "Rússia maligna" da mídia americana se tornou menos convincente. Os estadounidenses serão duramente pressionados a nunca ter um político contra a GMO, como são os líderes russos, e então estes é que são os "bandidos" e os estadounidenses é que são os "mocinhos"?

domingo, 24 de novembro de 2013

Argentina: GMOs causam graves defeitos em fetos


Argentina se tornou um dos maiores produtores de soja, com a maioria de sua safra sendo composta de organismos geneticamente modificados (GMO). A pulverização agrotóxica no país aumentou consideravelmente nos últimos anos, em 1990 9 milhões de barris de agrotóxicos foram requeridos, comparado aos 84 milhões de barris que hoje se demanda. Incluído nisto está o uso de mais de 200 milhões de litros de herbicidas contendo venenos como glifosfato, principal ingrediente no Roundup. Toda a safra do país, em todas as safras de algodão e milho, se tornou geneticamente modificada nesta última década. Juntamente com o aumento da safra GMO e com o uso de pesticidas, o país recebe um preocupante e alarmante crescimento de defeitos de nascença, estatísticas de câncer, e outras doenças. Isto levou muitos dos cidadãos, incluindo profissionais médicos, a afirmar que pesticidas, GMOs e gigantes de biotecnologia são os únicos culpados.

A menina Camila Veron, de dois anos de idade [na imagem acima], nasceu com problemas múltiplos nos órgãos e gravemente deficiente. Os médicos contaram à família que a culpa é provavelmente dos agrotóxicos. Dezenas de outros casos similares estão preocupando a região. É fortemente pensado que o herbicida usado nas safras geneticamente modificadas agiu no período de gravidez, causando defeitos no cérebro, coração, intestinos, no feto. Em Ituzaingo, um distrito composto de 5 mil pessoas [e rodeado por muitos campos] vivenciaram nos últimos oito anos mais de 300 casos documentados de câncer associados a fumigação e pesticidas. Eles reportaram estatísticas de câncer 41 vezes mais que o padrão nacional.

A Monsanto [não surpreendentemente] negou as reclamações de que seus GMO têm contribuído de alguma forma para o aumento na ocorrência de nascimentos defeituosos no país. Com aquelas dezenas de casos expostos, que ilustram o desuso e ilegalidade de aplicação pesticida, os pesticidas estão aparecendo em estatísticas alarmantes no solo e na água ingerida. De forma perturbadora, em 80% das crianças sobreviventes em um local foram encontrados pesticidas no sangue. Estudos demonstraram que baixa concentração de pesticidas [como o glifosfato] leva a células humanas adoecerem e a causar câncer.

Infelizmente, para o departamento de relações públicas da Monsanto, a Associated Press documentou muitos casos dentro do país onde os venenos foram e estão sendo aplicados de muitas formas proibidas por lei, ou desaconselhável pela ciência. Profissionais de medicina também avisam seus clientes que a aplicação de pesticida no país é a culpada. Não só é o aumento das safras Roundup um risco para os residentes na região, mas um perigo para o meio ambiente, e outros animais que se alimentarão das safras. Na luta contra os gigantes de alimentos geneticamente modificados e tecnologia biotecnológica [protegidos pelo governo], como a Monsanto, é crucial lembrar que os alimentos geneticamente modificados nunca foram seguros para consumo por um período de tempo estendido. Uma única esperança é que as corporações como Monsanto, que destróem vidas e comunidades, sejam responsabilizadas por seu descaso e ações deploráveis.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

10 Ataques com armas químicas que Washington não quer que você comente

Por Wesley Messamore

Washington não apenas não possui autoridade legal para uma intervenção militar na Síria. Também não possui autoridade moral. Estamos falando de um governo com um histórico de uso de armas químicas contra pessoas inocentes muito mais contaminantes e mortais que essas meras acusações que Assad enfrenta de um complexo militar-industrial ocidental, empenhados em atrapalhar uma investigação mais aprofundada antes de atacar.

Saddam Hussein e Donald Rumsfeld


Aqui está uma lista de 10 ataques químicos realizados pelo governo dos Estados Unidos ou seus aliados contra civis.

1 - O Exército dos EUA despejou 20 milhões de galões de produtos químicos no Vietnã entre 1962 e 71



Durante a Guerra do Vietnã, o exército americano espalhou 20 milhões de litros de produtos químicos, incluindo o super tóxico Agente Laranja, nas florestas e nos campos de cultivo do Vietnã e das nações vizinhas, destruindo deliberadamente fontes de alimento, detonando o ecossistema e ceifando as vidas de centenas de milhares de pessoas inocentes. O Vietnã estima que, como resultado de uma década de ataque químico, 400 mil pessoas foram mortas ou mutiladas, 500 mil bebês nasceram com problemas congênitos e 2 milhões sofreram câncer ou outras doenças. Em 2012, a Cruz Vermelha estimou que 1 milhão de pessoas no Vietnã possuem deficiências ou problemas de saúde relacionados ao Agente laranja.


2 - Israel atacou civis palestinos com Fósforo branco em 2008 e 09




O fósforo branco é uma arma química incendiária horrível que derrete a carne humana até o osso.

Em 2009, vários grupos de direitos humanos, incluindo o Human Rights Watch, a Anistia Internacional e a Cruz Vermelha informaram que o governo israelense atacou civis em seu próprio território com armas químicas. Uma equipe da Anistia Internacional afirmou que encontrou "provas irrefutáveis do uso generalizado de fósforo branco" como arma em áreas civis densamente povoadas. O exército israelense inicialmente negou as acusações, mas acabou admitindo que elas eram verdadeiras.

Após a série de acusações dessas ONG's, o exército israelense ainda atingiu um quartel-general da ONU (!) em um ataque químico em Gaza. Como você acha que toda essa evidência se compara ao caso contra a Síria? Por que Obama não tenta bombardear Israel?


3 - Washington atacou civis iraquianos com fósforo branco em 2004




Em 2004, os jornalistas embarcados com os militares dos EUA no Iraque começaram a relatar o uso de fósforo branco em Fallujah contra insurgentes iraquianos. Primeiro os militares mentiram e disseram que só estavam usando fósforo branco para criar cortinas de fumaça ou iluminar alvos. Então admitiram ter usado a substância química volátil como arma incendiária. Na época, a emissora de televisão italiana RAI exibiu um documentário intitulado "Fallujah, o massacre escondido", incluindo imagens sombrias de vídeo e fotografias, bem como entrevistas com testemunhas residentes de Fallujah e soldados dos EUA revelando como o governo dos EUA indiscriminadamente fez chover fogo químico branco sobre a cidade iraquiana e as mulheres e crianças derretidas até a morte.


4 - CIA ajudou Saddam Hussein a massacrar iranianos e curdos em ataque químico em 1988




Registros da CIA agora comprovam que Washington sabia que Saddam Hussein usava armas químicas (incluindo sarin, VX e gás mostarda) na guerra Irã-Iraque, no entanto, continuou a prover inteligência nas mãos do exército iraquiano, informando Hussein dos movimentos das tropas iranianas sabendo que ele usaria tais informações para lançar ataques químicos. Em algum momento no início de 1988, Washington avisou Hussein de um movimento de tropas iraniano, que teria terminado a guerra em uma derrota decisiva para o governo iraquiano. Em março uma encorajado Hussein com novos amigos em Washington atingiu uma aldeia curda ocupada por tropas iranianas com múltiplos agentes químicos, matando cerca de 5 mil pessoas e ferindo outras 10 mil a mais, a maioria deles civis. Milhares de pessoas morreram nos anos seguintes de complicações, doenças e defeitos congênitos.


5 - O exército testou armas químicas em moradores pobres, bairros negros de St. Louis nos anos 50




No inicio dos anos 50, o exército montou ventiladores motorizados no topo de arranha-céus residenciais de baixa-renda, a maioria nos bairros negros de St. Louis, inclusive áreas onde 70% dos residentes eram crianças abaixo de 12 anos. O governo disse aos moradores que estava experimentando uma cortina de fumaça para proteger a cidade de ataques russos, mas realmente estava bombeando o ar de centenas de quilos de pó fino de zinco sulfeto de cádmio. O governo admite que houve um segundo ingrediente do pó químico, mas se ou não esse ingrediente era radioativo permanece secreto. Claro que ele fez. Desde os testes, um número alarmante de moradores da área têm desenvolvido câncer. Em 1955, Doris Spates nasceu em um dos edifícios do Exército usados ​​para encher o ar com produtos químicos 1953-1954. Seu pai morreu inexplicavelmente, nesse mesmo ano, ela viu quatro irmãos morrem de câncer, e Doris mesma é um sobrevivente de câncer cervical.


6 - A polícia usou gás lacrimogêneo em manifestantes do Occupy em 2011




A violência selvagem da polícia contra manifestantes do Occupy em 2011 foi bem documentada, e incluiu o uso de bombas de gás lacrimogêneo e outros irritantes químicos. O gás lacrimogêneo é proibido para uso contra soldados inimigos na batalha pela Convenção de Armas Químicas. Não pode a polícia dar manifestantes civis em Oakland, Califórnia, a mesma cortesia e proteção que a lei internacional exige para os soldados inimigos em um campo de batalha?


7 - O FBI atacou homens, mulheres e crianças com gás lacrimogêneo em Waco em 1993



No infame cerco de Waco a uma comunidade de protestantes, o FBI bombeou gás lacrimogêneo em edifícios sabendo que mulheres, crianças e bebês que estavam lá dentro. O gás lacrimogêneo é altamente inflamável e explosivo, engolindo os edifícios em chamas e matando 49 homens e mulheres, e 27 crianças, incluindo bebês e crianças. Lembre-se, atacar um soldado inimigo armado em um campo de batalha com bombas de gás lacrimogêneo é um crime de guerra. Que tipo de crime está atacando um bebê com gás lacrimogêneo?

Nota do Blog: Mesmo se tratando de seitas, por vezes radicais, a forma com que o FBI procedeu foi completamente desastrosa e veio a comprovar o seu completo despreparo e falta de frieza ao lidar com possíveis perigos. Aquele delegado a proteger se tornando parte do problema.


8 - O Exército americano espalhou urânio empobrecido pelo Iraque em 2003



No Iraque, os militares dos EUA tem espalhado pelo ambiente milhares de toneladas de munições feitas de urânio empobrecido, um produto de resíduos nucleares tóxicos e radioativos. Como resultado, mais da metade dos bebês nascidos em Fallujah de 2007 a 2010 nasceram com defeitos congênitos. Alguns destes defeitos nunca foram vistos antes fora dos livros com fotos de bebês nascidos perto dos testes nucleares no Pacífico. Câncer e mortalidade infantil também aumentaram dramaticamente no Iraque. De acordo com Christopher Busby, o secretário científico do Comitê Europeu de Risco de Radiação, "São armas que destroem absolutamente a integridade genética da população do Iraque". Depois de autoria de dois dos quatro relatórios publicados em 2012 sobre a crise da saúde no Iraque, Busby descreve Fallujah como tendo "a maior taxa de danos genéticos em uma população já estudada".

9 - O Exército dos EUA matou centenas de milhares de civis japoneses com Napalm entre 1944 - 1945




Napalm é um gel viscoso e altamente inflamável, que foi usado como arma de terror pelos militares dos EUA. Em 1980, as Nações Unidas declararam o uso de Napalm em faixas de população civil, um crime de guerra. É exatamente isso que os militares dos EUA fizeram na Segunda Guerra Mundial, jogando napalm em um bombardeio em Tóquio o suficiente para queimar 100 mil pessoas até a morte, ferir mais um milhão, e deixar um milhão sem casas num único e mais mortífero ataque aéreo da Segunda Guerra Mundial.

10 - O Governo dos estadunidense lançou bombas nucleares em duas cidades japonesas em 1945



Ainda que bombas nucleares não sejam consideradas armas químicas, acredito que nós podemos concordar que pertencem à mesma categoria. Elas certamente dispersam uma enorme quantidade de produtos químicos radioativos mortais. Elas são tão horríveis como armas químicas, se não mais, e por sua própria natureza, adequada para um único propósito: aniquilar uma cidade inteira cheia de civis. Parece estranho que o único regime de sempre usar uma dessas armas de terror sobre outros seres humanos já ocupou-se com a pretensão de manter o mundo a salvo de armas perigosas nas mãos de governos perigosos.


Tradução por Conan Hades

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Bono e a Monsanto pelos transgênicos

Através da Nova Aliança para a Segurança Alimentar e Nutricional, firmada recentemente pelos governos dos países do G8, as terras da África se tornarão em terras da Monsanto, Dupont e outras corporações de alimentos geneticamente modificados. Bono, o vocalista filantropo do U2, é um dos promotores desse acordo.



A pobreza é, em nosso tempo, um componente fundamental do sistema econômico vigente, o qual a base se apoia na possibilidade da ganância e acumulação. Neste ponto, os supostos esforços pelos quais se tenta reduzi-la ou ainda "erradica-la" são quase sempre, quando surgem do próprio sistema, estratégias para dissimular e perpetuar a mesma, mudar de lugar e lhe dar outra aparência, mas sem nunca ter o propósito de acabar com ela.

Nesse contexto, pode-se encontrar o "altruísmo" que se implementa o mesmo desde o chamado setor privado que o governamental ou o de organismos supranacionais, políticas caracterizadas por assistencialismo que pretendem suprir as necessidades por meio da entrega de alguma dádiva.

Este tipo de caridade tem sido criticada sobre tudo por vários efeitos. Primeiro, a relação de dependência que se cria entre a população desprotegida e a entidade que outorga a "ajuda": nesta, não existe realmente uma vontade de transformar a realidade das pessoas, mas mantê-las no estado em que se encontram. Por outro lado, também se destaca o fato de que tal assistência quase sempre também é o negócio de alguém mais: a pobreza como uma espécia de fábrica de onde se obtém algum proveito econômico. Em poucas palavras, e no sentido que dissemos acima, sempre há alguém a quem lhe convém a existência da pobreza.

Recentemente os governos alinhados no chamado G8 - os países com as maiores economias do mundo - assinaram um programa denominado "Nova Aliança para a Segurança Alimentar e Nutricional", focando nos países africanos onde a pobreza alimentar é letal e parece irreversível.

No entanto, como diz o próprio nome, o que se busca é a "segurança alimentar", um conceito que, a grosso modo, busca unicamente que as pessoas tenham o que comer sem se importar que tipo de alimento seja (em contraste, outras políticas públicas defendem a autonomia alimentar: que se favoreçam as condições para que uma pessoa ou comunidade seja capaz de gerar seus próprios alimentos, zelar pela qualidade e estar consciente do que consome).

No caso da NAFSN, a "segurança alimentar" será dada por empresas de alimentos geneticamente modificados, Monsanto, em especial, mas também outras como Diageo, Dupont, Pepsico, Syngenta e ainda Walmart. Como se vê, uma plataforma bastante homogênea cuja característica comum é a avidez e a cobiça    as custas do empobrecimento dos povos e a destruição do meio ambiente.

Um dos figurões desta campanha, ao menos no âmbito público, é Bono, o conhecido vocalista da banda U2 que há vários anos vem se destacando midiaticamente como figura emblemática de campanhas filantrópicas internacionais, arrastando com sua fama pública a aprovação superficial de milhares ou milhões de pessoas que não enxergam nada além da celebridade e ignoram o que ocorre por trás dos discursos de fotografias do momento.

Para encerrar, compartilharemos uma breve reflexão de Slavoj Žižek, de seu livro "Viver no fim dos tempos":

Quando nos mostram cenas de crianças morrendo de fome na África, com um apelo que façamos algo para ajudá-los, a mensagem ideológica subjacente é algo como "Não pense, não politize, esqueça as verdadeiras causas da pobreza, apenas atue, doe dinheiro, assim não terás que pensar!".

Via Ecoosfera

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Rússia adverte Obama - Guerra mundial por causa do "apocalipse apícola" em breve

Os minutos chocantes relacionados à reunião do presidente Putin na semana passada com o Secretário de Estado dos EUA John Kerry revela a "extrema indignação" sobre a contínua proteção que o regime de Obama oferece às gigantes globais de sementes e plantas Syngenta e Monsanto frente ao crescente "apocalipse apícola" o qual o Kremlin alerta que "certamente" levará a uma guerra mundial.



De acordo com a ata, divulgada no Kremlin hoje pelo Ministério dos Recursos Naturais e Meio Ambiente da Federação Russa (MNRE), Putin estava tão revoltado com a recusa do regime de Obama em discutir este assunto tão grave que ele recusou por três horas até mesmo se reunir com Kerry, que viajou a Moscou em uma missão diplomática programada, mas depois cedeu, de forma a não provocar um racha ainda maior entre as duas nações.

No centro dessa disputa entre a Rússia e os EUA, este relatório MNRE diz, é a "prova incontestável" de que uma classe de inseticidas neuro-ativa quimicamente relacionados com a nicotina, conhecidos como neonicotinoides, está destruindo nossa população de abelhas do planeta, e que se não for devidamente controlado pode destruir a capacidade do nosso mundo de produzir alimentos suficientes para alimentar sua população.

Tão grave que esta situação se tornou, os relatórios MNRE, a Comissão Europeia (CE) inteira instituiu na semana passada uma proibição preventiva de dois anos (previsto para começar em 1 º de dezembro de 2013) sobre esses pesticidas "exterminador de abelhas" seguindo o exemplo da Suíça, França, Itália, Rússia, Eslovênia e Ucrânia, os quais já haviam banido estes mais perigosos dos organismos geneticamente modificados de serem usados no continente.

Dois dos mais temidos neonicotinoides banidos foram o Actara e o Cruiser feitos pela global bio-tech e fabricante de pesticidas a gigante suíça Syngenta AG que emprega mais de 26 mil pessoas em mais de 90 países e ocupa a terceira posição no total de vendas globais no mercado de sementes agrícolas.

Importante observar este relatório diz, é que a Syngenta, junto com as gigante bio-tech Monsanto, Bayer, Dow e DuPont, agora controlam quase 100% do mercado global de pesticidas geneticamente modificados, plantas e sementes.

Também é digno de nota sobre a Syngenta, o relatório continua, é que em 2012 ele foi acusada criminalmente na Alemanha por ocultar o fato que seu milho geneticamente modificado matou o gado, e estabeleceu-se um processo de ação coletiva nos EUA em 105 milhões de dólares depois que se descobriu que tinha contaminado o abastecimento potável de cerca de 52 milhões de americanos em mais de 2.000 distritos de água com o seu herbicida Atrazina.

De como incrivelmente assustadora esta situação é, o MNRE diz, pode ser visto no relatório divulgado em março deste ano pela American Bird Conservancy (ABC), em que eles alertaram que todo o nosso planeta está em perigo, e como se pode, em parte, leia-se:

"Como parte de um estudo sobre os impactos das mais utilizada classes de inseticidas no mundo, produtos químicos da nicotina, chamado neonicotinóides, American Bird Conservancy (ABC) pediu a proibição de seu uso como tratamento de sementes e a suspensão de todos os pedidos pendentes uma revisão independente dos efeitos dos produtos nas aves, invertebrados terrestres e aquáticos, e outros animais selvagens.

Está claro que estes produtos químicos têm o potencial de afetar toda a cadeia alimentar. A persistência ambiental dos neonicotinóides, a sua propensão ao escoamento e infiltração de águas subterrâneas, e seu modo cumulativo e em grande parte irreversível de ação em invertebrados levantam preocupações ambientais significativas " disse Cynthia Palmer, co-autora do relatório e Gerente do Programa de Pesticidas da ABC, uma das principais organizações de conservação de aves daquele país.

ABC comissionou o mundialmente renomado toxicologista ambiental Dr. Pierre Mineau para realizar a pesquisa. O relatório de 100 páginas, "O impacto dos inseticidas mais amplamente usado da nação em pássaros", analisa 200 estudos sobre os neonicotinóides, incluindo a investigação industrial obtida através da Lei de Liberdade de Informação dos EUA. O relatório avalia o risco toxicológico para as aves e os sistemas aquáticos e inclui extensas comparações com os pesticidas mais velhos que os neonicotinóides têm substituído. A avaliação conclui que os neonicotinóides são letais para as aves e para os sistemas aquáticos dos quais elas dependem.



"Um único grão de milho coberto por neonicotinóide pode matar um pássaro" disse Palmer. "Mesmo um pequeno grão de trigo ou canola tratado com os antigos neonicotinóides - chamados imidacloprid - podem envenenar fatalmente um pássaro. E um pouco como 10% de um milho coberto de neonicotinóide plantado por dia durante uma estação de ovulação é o bastante para afetar a reprodução".

O novo relatório conclui que os níveis de contaminação por neonicotinóides tanto em água superficial quanto subterrânea nos Estados Unidos e ao redor do mundo já estão para além do limiar encontrado para matar muitos invertebrados aquáticos.

Seguindo rapidamente este relatório condenatório, o MRNE diz, um grande grupo de grupo de apicultores e ambientalistas americanos processou o regime Obama pelo uso continuo desses neonicotinóides afirmando: "Estamos levando a EPA para o tribunal por sua incapacidade de proteger as abelhas de pesticidas. Apesar de nossos melhores esforços para alertar a agência sobre os problemas gerados pelos neonicotinóides, a EPA continua a ignorar os sinais claros de um sistema agrícola em apuros ".

E quão mal o sistema agrícola do mundo tornou-se devido a estas plantas geneticamente modificadas, pesticidas e sementes, este relatório continua, como visto pela proposta da CE na semana passada, após a sua proibição de neonicotinóides, em que pretende criminalizar quase todas as sementes e plantas não registradas com a União Europeia, e como podemos, em parte, leia-se:

"A Europa está correndo para os bons velhos tempos de 1939, 40 ... A nova lei proposta pela Comissão Europeia tornaria ilegal a plantar, reproduzir ou comercializar as sementes vegetais que não foram testadas, aprovadas e aceitas pela nova burocracia da UE denominado "Agência de Variedades Vegetais da UE".

Chama-se a Lei do Direito Reprodutivo do Plantio, e ela tenta imputar ao governo o encargo de praticamente todas as plantas e sementes. Jardineiros que cultivam suas próprias plantas a partir de sementes não regulamentadas seriam considerados criminosos nos termos desta lei".

O relatório do MRNE aponta que, embora essa ação da CE parece draconiana, contudo, é necessária a fim de limpar o continente da contínua contaminação dessas geneticamente criadas "sementes monstruosas".

Mais desconcertante em tudo isso, o MRNE diz, e que levou Putin à ira com os EUA, tem sido os esforços da administração de Obama para proteger os lucros dos produtores de pesticidas acima do prejuízo catastrófico que está sendo feito no meio ambiente, e como o Guardian News detalhada em seu artigo de 02 de maio intitulado "EUA rejeita a alegação de inseticida da UE como principal razão para o distúrbio do colapso das colônias (de abelhas)" e que, em parte, diz:

"A União Europeia votou esta semana pela suspensão de dois anos para uma classe de pesticidas, conhecidos como neonicotinóides, que tem sido associados com o colapso das abelhas. O relatório do governo dos EUA, ao contrário, encontrei várias causas para o colapso das abelhas ".

Para a "mais verdadeira" razão da proteção de Obama a esses gigantes bio-tecnologicos destruindo nosso mundo, o MRNE diz, como pode ser visto no relatório intitulado "Como é que Barack Obama se tornou o homem da Monsanto em Washington?" E que diz:

"Depois de sua vitória na eleição de 2008, Obama encheu os postos-chave com pessoas Monsanto, em agências federais que exercem uma força tremenda em questões alimentares, o USDA e o FDA: No USDA, como o diretor do Instituto Nacional de Alimentação e Agricultura, Roger Beachy, ex-diretor da Monsanto Danforth Center. Como vice-comissário da FDA, o czar das novas questões de segurança alimentar, o infame Michael Taylor, ex-vice-presidente de políticas públicas da Monsanto. Taylor foi fundamental na obtenção de aprovação do hormônio de crescimento bovino geneticamente modificado da Monsanto ".

E ainda pior, depois que a Rússia suspendeu a importação e uso do milho geneticamente modificado da Monsanto, após um estudo sugerindo uma ligação ao câncer de mama e danos em órgãos, em setembro passado, o serviço de notícias Russia Today informou sobre a resposta Obama:

"A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou discretamente uma adição de última hora para o Lei de Apropriação Agrícola para 2013 na semana passada - incluindo uma provisão proteger sementes geneticamente modificadas de processos judiciais frente a riscos à saúde.

O piloto, que é oficialmente conhecido como o Garantia de Provisão ao Fazendeiro, foi ridicularizado pelos adversários do lobby da biotecnologia como a "Lei de Proteção de Monsanto", como ele iria tirar tribunais federais a autoridade de suspender imediatamente o plantio e comercialização de organismos geneticamente modificados (OGM ) colheita de sementes, independentemente de quaisquer preocupações com a saúde do consumidor.

A provisão, também denunciada como um "piloto de biotecnologia", deveria ter ido através dos Comitês Agrícolas Judiciários para revisão. Em vez disso, não foram realizadas nenhuma audiência, e era evidentemente desconhecida para a maioria dos democratas (que detêm a maioria no Senado), antes de sua aprovação como parte do RH 993, o projeto de lei de financiamento de curto prazo, que foi aprovado para evitar um desligamento do governo federal ".

Em 26 de março, Obama assinou discretamente este "Ato de Proteção à Monsanto" em lei garantindo, assim, que o povo americano não tenha nenhum recurso contra esse gigante bio-tecnológico, e que eles adoeçam as dezenas de milhões, muitos milhões e certamente acabem morrendo pelo que este relatório do MRNE chama de o maior apocalipse agrícola na história humana com que mais de 90% da população selvagem de abelhas em os EUA já morreram, e até 80% das abelhas domésticas ter morrido também.

Via EU Times

Tradução por Conan Hades

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Projeto IIRSA, plano de mega-saqueio da América do Sul

IIRSA (Iniciativa para a Integração da Infra-estrutura Regional Sul-Americana) é um conjunto de mais de 500 projetos organizados em dez Eixos de Integração e Desenvolvimento (EID).

Com um custo aproximado de 75 bilhões de dólares, busca eliminar as "barreiras" naturais que impedem a livre circulação de mercadorias entre as diferentes "ilhas" que compõem a região.

Os EID, ademais, se estruturam em sete "processos setoriais" que buscam organizar o espaço geográfico em base ao desenvolvimento de uma infra-estrutura física de transporte terrestre, aéreo e fluvial - projetos que representam 87% do IIRSA - e de oleodutos, gasodutos, portos marítimos e fluviais, linhas de energia e fibra ótica, usinas hidroelétricas, mineração, soja e transgênicos (Monsanto mediador) entre outros.

Segundo dados fornecidos em dezembro de 2010, 75% dos projetos apresentam avanços concretos, com 22% concluídos, 39% em execução e 25% em preparação.



Na realidade e sob esse roupagem de desenvolvimento blabla, se escondem os grandes grupos de poder econômico representados por: Paul Wolfowitz, presidente do Banco Mundial; Donald Rumsfeld, ex-secretário de Defesa dos Estados Unidos; David Rockefeller, ex-responsável pelo Chase Manhattan Bank; Henry Kissinger, ex-Secretário de Estado dos EUA; Alan Greenspan, governador do Banco da Reserva Federal dos EUA; Rodrigo Rato, diretor gerente do FMI; Jacques Chirac, ex-presidente da França; o multimilionário húngaro George Soros; a Rainha Sofia da Espanha e os Rothschild, uma dinastia européia de origem judaico-alemã alguns de cujos integrantes fundaram bancos e instituições financeiras no final do século XVIII, e acabou convertendo-se, no final do século XIX, em uma das mais influentes linhagens de banqueiros e financistas da Europa; e Bill Gates, os quais são os gestores desse plano sistemático mundial (a famosa Nova Ordem Mundial) de extrativismo, apropriação de bens comuns como água e territórios, para seguir a saga acumulativa, especuladora e elitista que só busca o bem-estar dessa minoria (1%) do mundo "civilizado", em detrimento dos pobres do mundo.

Para o ano de 2008 o IIRSA contava com 51 projetos concluídos, 196 em fase de execução e 107 em fase de preparação e estudos. IIRSA (2008) A construção de infra-estrutura é realizada através do método de mega-projetos que implicaria um custo de 37 bilhões dólares aumentando em 6% a dívida externa da América do Sul. Bartesaghi, et Ali (14:2006).

A ideia da iniciativa é reduzir os custos de produção da EXTRAÇÃO dos recursos naturais do continente. A infra-estrutura (fibra óptica, telecomunicações, etc) é distribuída pelas áreas ricas em recursos estratégicos e é encaminhada através de transportes multimodal até os portos que permitem o comércio extra-regional.

Se privilegia os acesso ao petróleo, os minerais, a água, à produção agrícola e à biodiversidade (o tráfico para os EUA, Canadá, especialmente no contexto americano, e a países de maior consumo mundial como Índia, China, França, Itália, Alemanha e Japão, e em menor medida, o mercado internacional).

É instrutivo a este respeito o anúncio criado pela empresa Syngnta intitulado "República Unida da Soja", no qual mostra um mapa com a região do Cone Sul de soja verde pintado com território autônomo inclusive com uma bandeira que representa uma semente no fundo verde.

O valor da natureza é dirigida diretamente para o mercado e não para serviços ambientais ou sua importância cultural. Projetos anteriores envolveram uma mobilização significativa dos povos indígenas, camponeses a mercê do aumento da concentração de terras e o deslocamento da produção ineficiente.

A biodiversidade é um produto para se apropriar ou como um destino para populações de altos recursos ou por patentes e biopirataria sobre os corpos e os conhecimentos utilizados pelos povos nativos.

O impacto econômico nas grandes cidades será o grande diferencial, por um lado, a burguesia local vai experimentar um aumento dos lucros, graças às suas ligações com o capital internacional. A classe trabalhadora e média se verá beneficiada em primeiro momento pela construção de infra-estrutura por mais mão de obra, mas a medida que começar operar será gerada uma queda na demanda de trabalho, aumentando a eficiência da produção.

Por sua vez, os setores "ineficientes", que exigem grande número de trabalhadores, perderão para a concorrência de novas empresas aumentando a desigualdade e o desemprego. A isso soma-se o aumento das populações urbanas criadas pelo êxodo rural e a inclusão forçada no mercado grandes quantidades de população.

Os impactos podem se dividir segundo as diferentes etapas de implementação do projeto, aumentando o grau dos impactos do mesmo até o fim de sua vida com o esgotamento de recursos e o abandono da região.

Via Unidos X Peron

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Argentina: conferência do Proyecto Sur busca expulsar Monsanto da América Latina


No marco de uma crescente mobilização nacional contra monsanto, com fortes repercussões nas Malvinas Argentinas, província de Córdoba, e também em Buenos Aires e ante a iminente apresentação de um projeto de lei de patenteamento de sementes anunciado por parte do Governo Nacional, se realizou a conferência "Resistindo a Monsanto: cidadãos e chacareiros do norte e do sul", organizada pela equipe legislativa VerdealSur, coordenado pelo deputado da CABA Pablo Bergel (Projeto Sul).

Da atividade participaram Percy Schmeiser, Granjeiro canadense e María Godoy, uma das Mães do Bairro Ituaingó Anexo de Córdoba; ambos ganharam cada um julgamentos, um contra Monsanto por cobrança de sementes patenteadas, os outros pelos desastres sanitários das fumigações. Participaram, além deles, os deputados nacionais Fernando "Pino" Solanas e Jorge Cardelli (Projeto Sul), Mario Cafiero, presidente do Projeto Sul Província de Buenos Aires e pedro Peretti, da Federação Agrária Argentina (FAA).

"O patenteamento de sementes que impulsiona a corporação Monsanto e seus lobbistas no Estado, encabeçados pela própria presidenta Cristina Fernández e seu Ministro Yauhar constitui um novo estatuto legal e seminal de colonização", denunciou o deputado Pablo Bergel na abertura da conferência.

"As primeiras vítimas serão os agricultores familiares e os chacareiros pequenos e médios que como servos medievais, terão que pagar anualmente sua gabela ao senhor dos transgênicos. Imediatamente depois, os cidadãos do campo e das cidades, vítimas crescentes de enfermidades e mortes provocadas pelas fumigações dos agroquímicos Monsanto, e em terceiro lugar, todos os cidadãos consumidores só encontramos nas gôndolas que 80% dos alimentos contêm transgênicos daninhos para nossa saúde, sem que nenhuma etiquta nos advirta nem nenhum governo nos proteja", agregou.

Por sua vez, Percy Schmeiser, chacareiro de Bruno, Canadá, que se converteu em um símbolo internacional dos direitos dos agricultores independentes por sua batalha legal de mais de dez anos com a corporação de agroquímicos Monsanto, expressou: "Se algo nos vai levar a ter mais fome no mundo são os transgênicos, nós do Canadá temos tido transgênicos durante 16 anos e o dano já se fez. Façam tudo que seja possível na Argentina para que não se incorporem, senão os granjeiros vão perder sua liberdade e independência. Hoje têm a chance de eleger, mantenham os transgênicos fora da Argentina. Ponham-se de pé e lutem por seus direitos e liberdades, não se entreguem a uma corporação".

Maria Godoy, uma das pioneiras em reclamar às autoridades e a difundir a problemática do uso de agrotóxicos e suas consequências para a saúde de Córdoba salientou: "A luta contra a Monsanto tem que seguir, temos uma tarefa em comum, salvando todas as diferenças, unidos com um mesmo objetivo, que é tirar a Monsanto das Malvinas Argentina, Córdoba e de toda América Latina. Se tiramos a Monsanto, vamos ter uma Lei de Sementes como quer o povo, vamos conseguir que as sementes sejam nossas e isto é soberania alimentícia, se perdemos nossa soberania alimentícia, perdemos nossa soberania como país".

Da conferência participou também Fernando "Pino" Solanas, Deputado Nacional, que anunciou que "a Monsanto inverteu milhões de dólares para adquirir empresas de sementes em todo o mundo, e terminou controlando a química e a agricultura. O destino final é tomar a alimentação mundial e através dos OGM (organismos genéticamente modificados) e de sistemas de patentes que lhe outorgariam a propriedade das sementes".

Por sua vez, Pedro Peretti, da Federação Agrária Argentina (FAA) salientou: "Necessitamos de uma lei que ponha limites às multinacionais, e não que beneficie o modelo de 'sojização', de monocultivo e de concentração de terras, é uma tarefa do Estado, ele tem de regular. São grupos e interesses muito poderosos, e para derrotar precisamos nos unir e não nos dividir artificialmente".

Mario Cafiero, Presidente do Projeto Sul Província de Buenos Aires, manifestou que "Argentina leva aprovados 27 eventos de transgênicos dos quais os Kirchner aprovaram 20. A contaminação não termina no campo, mas na mesa de cada um dos argentinos, hoje como país somos um contraexemplo. A questão ambiental não é só a megamineria, também é comida os grãos, ainda que os sócios econômicos que estão atrás de todos estes empreendimentos são os mesmos".

Em coincidência com Cafiero, Jorge Cardelli, Deputado Nacional e autor de um projeto alternativo da Lei de Sementes, expressou: "O Estado tem uma grande responsabilidade na preservação da biodiversidade e das culturas originárias. Hoje isto não se defende e a ideia do projeto é ver se podemos gerar uma lei neste sentido. Temos que dar-lhe força a um planejamento político e estatal neste tema. Se seguimos com a velha lei, Monsanto nos destrói".

Via Infosur

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Córdoba - Monsanto: novo protesto de vizinhos das Malvinas Argentinas

Realizaram uma nova apresentação judicial apra tentar frear a construção de uma fábrica da multinacional.

Um grupo de integrantes da assembleia Malvinas Lucha por la Vida fizeram uma nova apresentação judicial para tentar frear a construção de uma fábrica da multinacional monstanto nas Malvinas Argentinas, localidade de Gran Córdoba (ver Monsanto: exigem uma consulta popular).

O advogado dos vizinhos, Frederico Macciocchi, explicou que se trata de uma apelação contra a resolução pela qual se rechaçou uma medida cautelar apresentada com antecedência com o mesmo fim.

"Esperamos que a Câmara reveja esta resolução e nos resolva favoravelmente", explicou o letrado.

A medida se leva adiante um dia depois da mobilização que se realizou ontem pela tarde nas Malvinas Argentinas, para evitar a instalação da fábrica de tratamento de sementes de milho na localidade.

Na última Sexta-Feira, dia 25, a Justiça proibiu a operação da fábrica até que não se realize o estudo de impacto ambiental, mas, ao mesmo tempo, a resolução permite que continuem os trabalhos da construção no prédio de 24 hectares.

"Pedimos que se realize a consulta popular, que é um direito de toda a população" , explicou Lucas Vaca, vizinho das Malvinas Argentinas.

Ademais, os integrantes da Assembleia solicitam ao intendente Daniel Arzani que leve a cabo a instãncia de "audiência pública, tal como salienta a lei General del Ambiente".

Via Soberaniaargentina

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Os dez ingredientes mais tóxicos da indústria alimentícia


Conservantes e agentes sintéticos que se encontram nos alimentos inibem o oxigênio e atrasam o desenvolvimento de fungos e mofo servem para a criação de uma maior vida útil dos produtos, sem embargo, depois de consumidos, estas toxinas privam os humenos do oxigênio nas células e lhe roubam os nutrientes, o que conduz à mutação de células e o caldo de cultuvo perfeito para o câncer. Tal igual que os seres humanos, as células necessitam de oxigênio para sobreviver e prosperar.

Mais vita útil do alimento, mais vida curta aos humanos.

Se não te dedicas a ler este tipo de artigos, é hora de começar. A maioria das toxinas dos alimentos são seguidos por uma frase, frequentemente entre parêntesis, para fazer que soem "seguros" como por exmeplo: "para prevenir", ou "a frescura acrescentada", ou "para conservar o sabor". Estas pequenas frases cativantes realmente significam: para asfixiar tuas células e ajudar com o desenvolvimento do câncer. 

Os 10 ingredientes tóxicos revelados:

Os EUA têm várias agências dos principais reguladores e de prevenção do câncer...organizações que não somente foram a supressão de curas naturais para o câncer, senão que foram a aprovação, o apoio, para tirar proveito de agentes causadores do câncer em alimentos, bebidas, e cosméticos, desde a Segunda Guerra Mundial.

1. Benzoato de Sódio:
Este assassino sigiloso se encontra em quase todos os frascos e tubos, como adereço para saladas, picles, salsas, maionese, quase todas as bebidas gasosas e sucos, e incluso nos alimentos etiquetados como "naturais".

2. Azeite de canola:
Este artificial é super popular e se encontra em mais de 30% de todos os produtos. Afoga as células mitocondriais. O azeite de canola é realmente o azeite de colza e pode causar enfisema e a dificuldade respiratória, levando eventualmente ao câncer.

3. Glutamato Monosódico (MSG):
O FDA permite 20 "pseudo"-nomes para ele, incluindo extrato de levedura, glutamato livre, ácido glutâmico, lecitina de soja, caseinato de cálcio, milho hidrolizado, proteína de soja hidrolizada, e maltodextrina para nomear alguns poucos. O fato de que um produto disse "SEM MSG" não significa que não esteja ali.

4. Nitrato de Sódio (nitrosaminas):
Se usa para fertilizantes e explosivos, e como solvente na indústria da limpeza em seco. Este ingrediente mantém as moléculas de hemoglobina no sangue para levar oxigênio aos tecidos de teu corpo. Se considera um "sal super" (como o glutamato monosódico) que se acrescenta às coisas como salsichas, embutidos e toicinho para aumentar a vida útil, cor e sabor.

5 Margarina:
O corpo não pode incorporar os ácidos graxos trans nas membranas, o que provoca deformações celulares. Mantega vegetal e aceites vegetais parcialmente hidrogenados aceleram o envelhecimento e as mudanças degenerativas nos tecidos.

6. Antiespumantes:
(Dimetilpolisiloxano) É um produto químico industrial utilizado em impermeabilizantes e seladores. Este componente se utiliza sobretudo na comida rápida nuggets de frango e ovos. Também esteja atento a TBHQ, um derivado do petróleo, que se utiliza como estabilizador em perfumes, resinas, vernizes e produtos químicos do petróleo sobre o terreno e vinculados aos tumores de estômago e danos no ADN. 

7. Antiaglomerantes:
Produtos químicos que absorvem a umidade. Estes se acrescentam ao sal de cozinha e produtos en pó dos alimentos. Eles frequentemente estão compostos de fosfato, carbonato, silicato e óxido de compostos que contêm alumínio. Relógio de alumínio-silicato de sócio, silicato de alumínio-cálcio e silicato de alumínio. O alumínio está vinculado ao mal de Alzheimer, e também se utiliza na vacina contra a gripe.

8. Corantes artificiais:
Petroquímicos sintéticos derivados do petróleo, anticongelante e aminíaco, causador dos tumores renais em ratos, no cérebro e os tumores de bexiga em ratas. Causa o câncer de tireóide nos animais, e está proibido em produtos cosméticos, mas todavia se permite nos alimentos. Debilita o sistema imunológico. Causa tumores de bexiga e testículos. Causa tumores suprarrenais nos animais.

9. Emulsionantes:
Carragenina, polisorbato 80 e o azeite vegetal bromado (BVO). Normalmente se encontra no leite de chocolate, queijo cottage, sorvete, preparados para lactantes e geléia. O BVO permanece na gordura corporal há anos. O polisorbato 80 também se encontra na maioria das vacinas.

10. Edulcificantes artificiais:
Aspartano, acesulfame K, sucralosa, sorbitol, Truvia, e por suposto, sacarina. Devido a seu sabor doce, estes edulcificantes químicas enganam o corpo na ingestão deles e produz adição por longos períodos de tempo, voltando-se rançoso na gordura corporal. Açúcares falsos são os "cavalos de tróia" asfixiando as células e causando estragos gigantescos, por parte dos agentes da indústria dos alimentos. O sorbitol se encontra também em muitas vacinas.

Via ANN

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Monsanto produzirá algodão transgênico no Paraguai

O governo do Paraguai confirmou ontem que vai assinar um acordo na próxima semana com a multinacional americana Monsanto para a produção de sementes transgênicas, uma decisão que reavivou protestos sociais de todo o país.

 
Um informe do Ministério da Agricultura diz que no dia 17 deste mês se assinará o documento para, com o conselho e assistência da transnacional, iniciar o processo para a produção de sementes geneticamente modificadas.

O ministro, Enzo Cardozo explicou que se utilizarão os genes de uma variedade de sementes que disponha a Monsanto e outra empresa paraguaia para, em primeira instância, produzir algodão transgênico.

Isso não impede que, enquanto o compromisso não se concretize, se siga comprando grandes quantidades de semente modificada da Monsanto, comose faz atualmente, e para estender seu uso para outras culturas, com preferência para o milho.

Centenas de toneladas de sementes vendidas pela multinacional ao Paraguai já se encontran aqui por destino campanha algodão, acompanhada, é claro, de produtos agroquímicos que completam a operação, também comercializado pela mesma.

Na verdade, estes ultimos são fortemente rejeitados pelos agricultores e os povos indígenas pois especialistas dizem que seus efeitos sobre a saúde dos agricultores e danos à terra onde o plantio é feito são maléficos.

Via Infocampo

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Monsanto quer patentear genes de suínos

Los agricultores y ganaderos debieran estar alarmados porque, naturalmente, estos genes han existido por mucho tiempo en la gran mayoría de sus cerdos. Estos ganaderos debieran usar pruebas de ADN que puedan probar que no hay nueva invención en las solicitudes de patente, porque, la concesión de esta patente sería permitir que una parte de la naturaleza caiga en manos de esta empresa (otra vez).A empresa debiotecnologia Monsanto já solicitou patente para a criação de suínos em 160 países. A patente é para partes específicas do material genético dos suínos, que os investigadores de genética da Monsanto decodificaram. Se esta patente for concedida, a criação de porcos só seria possível com a aprovação da empresa.
 
Os agricultores e criadores tem que estar preocupados pois, naturalmente, esses genes existiram durante muito tempo na grande maioria de seus porcos. Estes criadores devem usar provas de DNA para provar que os genes já existiam, pois a concessão da patente seria permitir que uma parte da natureza caia em mãos de uma só empresa.

A influência da Monsanto nos escritórios de patentes é enorme. Se a patente for aprovada, os criadores de suínos terão que pagar para a Monsanto por cada porco que possua os marcadores genéticos patenteados. Esse foi o caso de certos alimentos como o milho genéticamente modificado.

Muitos agricultores americanos se converteram em escravos dependentes da empresa por cultivar semestes de milho com algum gene modificado pela empresa.

Não é simplesmente uma questão de dinheiro, mas também um risco para os consumidores. Nos Estados Unidos, assim como na Europa, os casos de infertilidade nos animais alimentados com milho genéticamente modificado já está se convertendo em algo comum. Ninguém sabe com certeza quais são os efeitos que estes produtos estão tendo nos seres humanos, além dos já conhecidos.