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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Soros para "terrorista" arrecada 140mil assinaturas


Uma petição feita à Casa Branca para declarar o bilionário húngaro-americano George Soros como terrorista arrecadou mais de 140.000 assinaturas, muito além do exigido 100.000 para ser considerada pela administração.

A petição, que também pede o confisco de todos os ativos de Soros, argumenta que o bilionário "voluntariamente age com o fim de desestabilizar e comete atos de sedição" contra os Estados Unidos. Também que "ele desenvolveu uma influência doentia e indevida sobre todo o Partido Democrata e uma larga porção do governo federal dos EUA".

A Influência Indevida

Está mais do que certo que Soros mantém uma influência doentia sobre o Partido Democrata, bem como sobre os sistemas políticos ao redor do mundo (tráfico de drogas, ONGs e Fóruns dissolvedores de tradições, financiamento de ativismo feminista como o FEMEN, tráfico de órgãos, de pessoas, envolvimento com prostituição massiva, pedofilia e rituais de sacrifício; além disso, o golpe contra Yanukovitch e o massacre na Ucrânia sob Poroshenko, por exemplo, jamais teria acontecido sem o esforço de Soros).

Soros foi o maior doador à campanha de Hillary Clinton nas eleições de 2016, superando as doações milionárias da Arábia Saudita, e por décadas usou sua vasta riqueza para influenciar a política, provocar descontentamento generalizado e financiar o caos em países ao redor do mundo sob o disfarce de filantropia e humanitarianismo. Mas Soros (e muitos dos seus beneficiários) representa uma hipocrisia alarmante. Sob a desculpa de apoiar e promover a democracia ao redor do mundo, as ações de Soros consistentemente a destroem. Ou, como um escritor para o The Observer afirmou: "não há nada de filantrópico em afogar uma democracia em dinheiro".

Afogar uma democracia em dinheiro é exatamente o Soros faz -- e isso tem pouco que ver com filantropia, justiça ou consciência social. Os Democratas financiados por Soros rotineiramente atacam qualquer um que realmente ousa enfrentar o sistema que permite um bilionário manter um controle sobre as "democracias" que supera os povos legais que vivem e votam nelas. Observemos os ataques viciosos deles sobre Bernie Sanders -- um candidato que ao menos teve a integridade de evitar os Super PACS que ele acreditava estarem infectando a democracia estadunidense.

Mesmo depois da derrota para Doland Trump, Clinton ainda continua mirando em Sanders -- um homem que a aprovou, apesar das revelações de que o suposto neutro Comitê Democrático Nacional trabalhava secretamente para minar sua campanha popular.

Soros foi elogiado pela esquerda e satanizado pela direita. Como tal, muitas das críticas contra ele são encontradas em websites e blogs de direita, enquanto o mainstream liberal permanece inerte -- um contraste distintivo em relação ao qual eles tratam bilionários como os irmãos Koch, que enchem os bolsos dos Republicanos.

Dois Pesos, Duas Medidas

Os estadunidenses assinantes da petição estão descontentes com o financiamento de Soros de movimentos como Black Lives Matter (que se espalha pelo Brasil através de programas universitários, que sempre dão preferência a LGBTs e meninas mimadas e egoístas com sede de sucesso, mostrando o baixíssimo nível da nossa academia brasileira, sempre subserviente ao que manda o american-way-of-live) e suas ligações com os grupos de esquerda. Há ainda aqueles que acreditam que Soros está por trás de ambos os lados que lutaram entre si nos protestos violentos de Charlottesville mês passado, o que não é de modo algum absurdo, quando se tem que o mesmo ocorreu na Ucrânia, na Líbia, na Síria, na Venezuela, e em 2013 no Brasil, em suma, todo lugar onde Soros põe a mão.

Muitos críticos de Soros acabam atacando-o muito agressivamente, motivo que lhe dá para acusá-los de antissemitas, uma vez que Soros é judeu ashkenazi. Além disso, Soros culpa o presidente russo Vladimir Putin por todos os males do mundo, o que, não obstante, parece ser um tipo de retórica muito comum entre judeus, que adoram culpar os outros por aquilo que eles fazem (Holodomor e Holocausto são apenas alguns exemplos: os próprios termos vêm de tradições judaicas de sacrifício sanguinário, completamente estranhas aos povos pagãos indo-europeus e sobretudo eslavo-germânicos).

Mas há, realmente, uma hipocrisia evidente por parte dos estadunidenses que acusam Soros. Por um lado, estão de pleno direito de se ofender com os esforços de Soros para influenciar a política nos EUA, mas não têm direito de permanecer calados quando isto acontece no estrangeiro, que é o que fazem. Eles sequer estão interessados em saber o que seu governo faz (através de Soros, em grande parte das vezes) para promover a "revolução" e minar governos estrangeiros.

Na verdade, quando Washington se empenha neste tipo de comportamento, os críticos de Soros até mesmo o apoiam aqui. Acusar Soros de financiar "notícias falsas" nazistas em Charlottesville é uma coisa, mas quando ele ajuda o governo dos EUA a instalar nazistas de verdade na Ucrânia em 2014, pouquíssimos estadunidenses, tanto da esquerda quanto da direita, se sentem incomodados. Eles certamente não assinaram as petições para considerar seu próprio governo como terrorista, de modo algum. É estranho como "atos de sedição" são tomados a sério apenas quando pensam estar minando a si e sua agenda política.

Mas Soros, famoso por sua política liberal, não tem escrúpulos em usar $25 bilhões (+- R$85 bilhões) de sua fortuna para financiar conservadores também. Tomemos como exemplo os $100.000 (R$350.000,00) que ele doou à fundação do ultra-belicista senador John MacCain, que também aceitou $1 milhão (R$3,5 milhões) da Arábia Saudita. Uma coleção interessante de filantropistas amantes da democracia!

Um cético pode conjecturar de que Soros não é realmente um liberal de coração sanguinário, mas um altruísta de algum modo. Contudo, não se pode negar que um bilionário usa seu dinheiro para preservar os meios que mantêm ele rico.

A Resposta de Trump

As chances da Casa Branca levar esta petição a sério são basicamente zero. Esquerda e direita, progressistas e conservadores são todos liberais. A imensa esmagadora maioria deles (além da totalidade do Estado Profundo, isto é, o Pentágono, quem controla todo o sistema estadunidense) está totalmente afundada na mesma lama. Soros e Trump podem se odiar naquilo que seus projetos superficiais diferem, mas o que importa para eles acima de tudo é o dinheiro.

Confrontos públicos mascaram os tapinhas nas costas feitos em privado. Soros se uniu a Ivanka Trump e seu marido Jared Kushner em uma recepção dos Hamptons feita por um editor da Washington Post. Kushner, por sua vez, fundou uma start-up imobiliário que recebeu $250 milhões de linha de crédito de Soros. O bilionário e financiador dos Republicanos David Koch estava presente. O mesmo acontece entre Trump e Clinton.

Quanto às petições em geral, há uma extensa história de petições requisitando ações implausíveis que alcançam os números de assinaturas necessários para um parecer oficial. Em 2012, a Casa Branca recebeu petições de secessão de 50 estados através do "We The People", uma iniciativa fundada pela própria administração Obama.

A iniciativa requeria inicialmente que uma petição recebesse apenas 25.000 assinaturas para uma resposta oficial da Casa Branca -- uma subestimação infantil de quantas pessoas assinam petições como brincadeira. Da mesma maneira, por exemplo, foi uma sugerindo que a sexta-feira fosse considerada final de semana, outra pedindo que o governo trouxesse de volta Doritos 3D.

Engraçado ou não, Trump não é um fã de petições. Desde que ele tomou seu posto em janeiro, em torno de uma dúzia de petições alcançou a assinatura de 100.000 e permaneceu sem resposta. Na verdade, Trump está até considerando acabar com a operação em geral. Talvez por causa dos "custos de manutenção", mas talvez também porque a maior das petições, com mais de 1.1 milhão de assinaturas, requisita um retorno dos impostos, ou quem sabe porque ele não gosta mesmo da transparência da Casa Branca.

Contudo, o caso de Trump é mais complicado do que parece. Sua campanha e seu discurso na tomada de posse tiveram grande influência de Steve Bannon, que manteve uma direção explicitamente populista e socialista. No primeiro mês de serviço de Trump, foi Kushner e o próprio John McCain quem pressionaram Trump a abandonar sua linha anterior. O resultado foi imediato: a amizade com os russos e as promessas de paz com iranianos, sírios e norte-coreanos desfaleceu e Bannon foi despedido. A partir de então, Trump apenas segue os mandamentos do Pentágono, que é a mesma de Soros, de Clinton, McCain etc.

Olavo de Carvalho

Sabe-se que as ligações de Soros são com quem menos se espera. Financia ambos os lados de uma guerra para desestabilizar países, continentes ou partidos políticos. O objetivo é claro: aumentar a potencialidade de arrecadar poder, isto é, dinheiro.

Assim, tanto esquerda quanto direita, também no Brasil, só brigam nas redes sociais. Olavo faz o papel da desinformação generalizada, do emburrecimento massivo da população brasileira, tanto quanto qualquer formador de opinião em vloggers que abundam no país, inspirados no Mephstre e nos doutorzinhos da esquerda.

Olavo com Soros, Rockefeller, Luciano Huck, FHC, ONGs feministas e muito mais, confiram neste links:



domingo, 6 de setembro de 2015

Jihadistas chechenos deixam Síria e juntam-se a Kiev


 Não é de se surpreender: jihadistas do Estado Islâmico, grupo terrorista financiado pelos Estados Unidos e que saiu do controle de seus tentáculos (aqui, aqui e aqui), e que se opõem à Rússia nos confrontos chechenos, estão saindo da Síria e rumando para a Ucrânia (cujo governo também é financiado pelos Estados Unidos), onde se supõe com isto uma reunião de forças por parte da OTAN em uma possível Terceira Guerra Mundial. Com o exército de Assad tomando controle do território sírio, os terroristas são realocados para outro ponto de atuação: governo de Kiev, ou o Praviy Sektor, batalhão neonazista também financiado pela OTAN, e que também está saindo de controle do governo de Kiev. A reportagem abaixo se trata de uma entrevista a um terrorista jihadista que fala um pouco sobre o deslocamento de forças islâmicas para lutar pelo Ocidente, por aqueles que supostamente desejam destruir.
"Morte separatista", escrito na faca
 [Anna Nemtsova para o Daily Beast]Um batalhão de combatentes do Cáucaso é entregue a Kiev na Guerra da Ucrânia. Contudo, a sua presença pode causar mais estrago do que auxiliar.

MARIUPOL, Ucrânia – Apenas a uma hora de distância dessa cidade sitiada, em um antigo resort localizado no mar de Azov*, que hoje é uma base militar, militantes da Chechênia – veteranos jihadistas em suas próprias terras e, mais recentemente, na Síria – agora servem no que é chamado de Batalhão Xeique Mansur. Alguns deles afirmam terem sido treinados, pelo menos, no Oriente Médio junto a combatentes do conhecido Estado Islâmico, ou EI.

Em meio às forças desiguais que se alistaram na luta contra os separatistas da região oeste da Ucrânia, Donbass, apoiado pela Rússia, poucos são mais controversos e mais nocivos para a reputação da causa que eles dizem querer servir. O Presidente russo Vladimir Putin adoraria apresentar os combatentes que ele apoia como cruzados enfrentando perigosos jihadistas, ao invés do governo Ucraniano que pretende integrar intimamente o país com a Europa Oriental.

Ainda assim, muitos ucranianos patriotas, desesperados para conquistar terreno na luta contra as forças apoiadas pela Rússia, estão dispostos a aceitar os militantes chechenos para seu lado.

Ao longo do último ano, dezenas de combatentes chechenos cruzaram a fronteira da Ucrânia, alguns de maneira legal, outros de maneira ilegal, e em Donbass encontraram-se com o Pravyi Sektor, uma milícia de extrema-direita. Os dois grupos, com dois batalhões, possuem muito pouco em comum, mas eles compartilham um inimigo e compartilham essa base.

O Daily Beast conversou com os militantes chechenos sobre o seu possível apoio ao Estado Islâmico e os seus afiliados no Norte do Cáucaso, que agora é chamado de Estado Islâmico e Emirado do Cáucaso e é considerado uma organização terrorista tanto pela Rússia quanto pelos Estados Unidos.

Os combatentes chechenos declararam-se motivados com a chance de lutar contra os russos na Ucrânia, a quem eles chamam de “invasores do nosso país, Ichkeria”, outro termo para designar a Chechênia.

De fato, eles estavam aborrecidos com as autoridades ucranianas por não terem permitido a entrada de mais militantes chechenos vindos do Oriente Médio e das montanhas do Cáucaso. O batalhão Xeique Mansur, fundado em outubro de 2014, “precisa de reforços”, eles afirmam.

O homem que os chechenos deferem como o seu “emir”, ou líder, é chamado “Muslim”, um nome de batismo comum no Cáucaso. Ele relatou como cruzou a fronteira ucraniana no ano passado: “Levei dois dias para atravessar a fronteira ucraniana, e as autoridades que controlam a fronteira atiraram em mim,” ele disse. Ele vive tranquilamente nessa base militar, mas está indignado porque um número maior de seus recrutas não pode chegar até ali. “Três dos nossos chegaram vindos da Síria, e quinze ainda estão esperando na Turquia” ele disse ao Daily Beast. “Eles querem abraçar o meu caminho, querem juntar-se ao nosso batalhão agora mesmo, mas as autoridades que patrulham a fronteira ucraniana não estão deixando que eles entrem”.

Muslim mostrou um pedaço de papel com o nome de outro checheno que está vindo juntar-se ao batalhão. O bilhete escrito à mão relata que Amayev Khayadhzi foi preso na Grécia no dia 4 de setembro de 2014, e agora poderia ser deportado para a Rússia. (na Grécia, o advogado de Khayadhzi contou ao Daily Beast via telefone que há uma chance de seu cliente ser transferido para a França, onde está sua família).

“Outros dois amigos nossos estão presos e ameaçados de deportação para a Rússia, onde eles ficariam presos por toda a vida ou seriam mortos por Kadyrov”, Muslim contou ao Daily Beast, referindo-se ao aliado de Putin e presidente da Chechênia, Ramzam Kadyrov.

O comandante apontou a um jovem militante próximo a ele: “Mansur veio para cá da Síria”, disse Muslim. “Ele utilizou o EI como base de treinamento para aprimorar as suas habilidades em combate”. Mansur esticou a sua mão direita, que estava desfigurada, segundo ele, por um ferimento de artilharia. E outros dois projéteis continuam cravados em suas costas, ele relatou.

“Sem fotografias”, Mansur sacudiu negativamente a sua cabeça quando um jornalista tentou tirar uma foto sua. Nem de sua mão, e nem de costas: “Minha religião não permite isso”.

De fato, para demonstrar que são perigosos, armados, e que seu número estava crescendo, esses chechenos postaram uma fotografia na rede social russa Vkontakt, que em realidade é controlada pelo governo russo. Porém, muitos deles tiveram seus rostos censurados, provavelmente para evitar processos, seja na Rússia ou no Ocidente.

“Kadyrovtsy [Kadyrov] conhece meu rosto e minha mão muito bem”, Mansur explicou ao Daily Beast.

Mansur disse que não teve de correr ao longo da fronteira sendo alvejado por balas como Muslim. “Nós conseguimos chegar a um acordo com os Ucranianos”, ele relatou.

A chegada de combatentes chechenos pró-Ucrânia do estrangeiro ajudou a aliviar os problemas de imigração dos chechenos já residentes na Ucrânia, os militantes explicaram.

Kadyrov enviou alguns de seus chechenos para lutar no conflito ao lado dos russos no ano passado, disse Muslim, e como resultado “havia um risco temporário de algumas famílias chechenas serem deportadas da Ucrânia... mas desde quando nós começamos a chegar aqui em Agosto do ano passado, nenhum checheno vivendo na Ucrânia teria razões para reclamar”.

Os ex-combatentes da Síria estavam indo para a Ucrânia porque estavam desapontados (ou horrorizados) pela ideologia do EI?

“Nós estamos lutando contra a Rússia há mais 400 anos; hoje eles [os russos] explodem e queimam vivos os nossos irmãos, juntamente com suas crianças, então aqui na Ucrânia nós continuamos lutando nossa guerra,” disse o comandante. Muitos chechenos hoje na Ucrânia relembraram a guerra da Chechênia nos anos 90 como uma guerra pela independência, que foi reconhecida por um breve período, e depois revogada.

Desde então a guerra no Cáucaso transformou-se em terrorismo, vitimando aproximadamente mil civis, muitos deles crianças, em uma série de ataques terroristas. E independentemente do inimigo em comum, isso se apresenta como um sério problema para Kiev, se ela aceitar receber esses combatentes.

“O governo ucraniano devia estar ciente de que os islâmicos radicais lutam contra a democracia,” diz Varvara Pakhomenko, uma especialista do International Crisis Group. “Hoje eles aliam-se com os nacionalistas ucranianos contra a Rússia, amanhã eles estarão lutando contra os liberais.”

Pakhomenko disse que algo similar aconteceu na Geórgia em 2012 quando o governo de lá foi acusado de cooperação com radicais islâmicos da Europa, Chechênia, e do Pankisi Gorge, uma região habitada por chechenos na Geórgia.

Para os observadores internacionais cobrindo o terrorismo na Rússia e no Cáucaso nos últimos quinze anos, a presença de radicais islâmicos na Ucrânia soa de maneira “desastrosa”, disseram ao Daily Beast os membros do International Crisis Group.

Não obstante, muitos ucranianos e oficiais em Mariupol apoiam a ideia de contratar mais milicianos chechenos. “Eles são guerreiros corajosos, prontos para morrer por nós, eles são amados, e da mesma maneira serão todos aqueles que nos protegerem da morte,” relatou Galina Odnorog, um voluntário que abastece os batalhões com equipamento, água, comida e outros itens. Na noite anterior as forças ucranianas contabilizaram seis soldados mortos e mais de uma dúzia de feridos.

“EI, terroristas – qualquer um é melhor do que nossos líderes preguiçosos,” disse Alexander Yaroshenko, deputado do conselho legislativo local. “Eu me sinto mais confortável ao redor de Muslim e seus rapazes do que com o nosso prefeito ou governador.”

O batalhão do Pravyi Sektor, que coopera com os militantes chechenos, é uma lei em si mesmo, no que diz respeito às suas ações, e frequentemente está fora de controle, tendendo a incorporar qualquer um em suas fileiras, de acordo com a própria vontade. Em julho, duas pessoas foram mortas e oito ficaram feridas em uma batalha entre a polícia e o Pravyi Sektor, houve troca de tiros e granadas. Na segunda-feira, militantes do Pravyi Sektor provocaram batalhas nas ruas do centro de Kiev, deixando três policiais mortos e mais de 130 feridos.

Ainda assim, o governo de Kiev está considerando a transferência do Pravyi Sektor para uma unidade especial do SBU, o serviço de segurança ucraniano, o que fez com que muitas pessoas questionassem se a milícia chechena irá juntar-se às unidades do governo também. Até agora, nem o batalhão do Pravy Sektor nem o batalhão de milicianos chechenos estão registrados com as forças oficiais.

Na Ucrânia, que continua perdendo dezenas de soldados e civis toda semana, muitas coisas podem sair fora do controle, mas “seria inimaginável permitir que os atuais e os ex-combatentes do EI viessem a participar de qualquer unidade controlada ou apoiada pelo governo” diz Paul Quinn-Judge, principal conselheiro do International Crisis Group na Rússia e na Ucrânia. “Seria politicamente desastroso para a administração de Poroshenko: nenhum governo Ocidental em sã consciência aceitaria isso, e seria um enorme presente para a propaganda do Kremlin. O governo ucraniano estaria melhor servido promovendo as suas decisões para encaminhar o EI de volta para a fronteira”.

*N.T. – A autora refere-se ao tempo do trajeto percorrido de carro entre os dois lugares.

Traduzido por Maurício Oltramari e revisado por Portal Legionário

domingo, 10 de maio de 2015

Estado Islâmico mata 17 mulheres por se negarem a servir como escravas sexuais


O grupo terrorista Estado Islâmico (Daesh, em árabe) mata a pedradas neste domingo 17 mulheres em Mosul, no norte do Iraque, por negar-se a participar do que chamam de "jihad sexual", ou seja, "casamentos" temporários com os terroristas.

Na quinta-feira passada a Organização das Nações Unidas (ONU) denunciou que a violação, a escravidão sexual e o casamento forçado são abusos utilizados com frequência por Daesh como tática de terror na Síria e no Iraque.

Como bem sabemos, o Estado Islâmico é financiado e controlado pelos EUA e pelos países da OTAN (França, Inglaterra, Alemanha, Canadá), como ferramentas para desestabilizar as forças adversárias como o Irã e o governo Sírio de Bashar al Assad.

A prática de estupros e tráfico de pessoas é comum na estratégia da OTAN (rapazes mercenários e meninas do mundo todo acabam parando em suas mãos), que serve tanto ao controle pelo terror como para o abastecimento e o contentamento dos mercenários.

Estas práticas são já utilizadas na Ucrânia. Recentemente, inclusive, o batalhão neonazista Azov, financiado por judeus internacionalistas e pelos governos da OTAN, crucificou e queimou vivo um manifestante pró-russo, divulgando as imagens para causar terror.

E, ao contrário do que fazem pensar os próprios financiadores do terror, seus adversários, iranianos, sírios, russos e Hezbollah, que representam para os ocidentais o "mundo bárbaro", não são os agentes dos atos de terror, pois lutam contra o Estado Islâmico, a Al Qaeda e outros grupos amplamente conhecidos pelo terrorismo e por serem financiados pela própria OTAN.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Amanhecer Dourado: Pravy Sektor luta pelos sionistas



[via ANN]O movimento nacionalista grego emitiu outro comunicado em relação à crise ucraniana, no qual condena energicamente a luta armada de Pravy Sektor por servir aos interesses estadunidenses e sionistas para isolar a Rússia, e assim denuncia a dupla moral das organizações judias internacionais por guardar silêncio e evitar citar o encontro que tiveram os supostos nacionalistas ucranianos com o embaixador israelita em Kiev.


Que não haja maus entendidos, o governo estadunidense, controlado por sionistas, não se importa nem um pouco com os "direitos humanos". As Instituições, se fossem coerentes, condenariam em primeiro lugar a violação sistemática dos direitos humanos fundamentais dos palestinos e outros povos que foram brutalmente atropelados pelo governo sionista mundial. Tampouco o governo dos EUA têm algum reparo em manter massivos campos de concentração, como "Guantánamo", onde os dissidentes estão presos sem cargos nem justiça. A religião globalista dos "Direitos Humanos" é pouco mais que uma cortina de fumaça politizada para justificar os interesses imperialistas em terras estrangeiras e nada mais.

Durante 2 anos, temos visto um ataque sem fim dos judeus do mundo e do governo grego para reprimir os dissidentes nacionalistas e violar o direito dos patriotas gregos em reunir-se legalmente em público. Várias visitas de lobbies judeus e tanques de pensamentos, como o American Jewish Committee, forçaram a mão de Samaras para impor ações descaradas contra os direitos civis do povo grego e depois felicitaram a marionete da usura global. Múltiplas fotografias como as seguintes demonstram proeminentes judeus internacionais como Ronald Lauder e David Harris dando palmadinhas em Samara por cumprir suas ordens:

De volta a Ucrânia. Ontem o jornal Pravda publicou segmentos de uma reunião entre o embaixador de Israel na Ucrânia, Reiven El Din, e o líder do grupo "neonazi" conhecido como "Pravy Sektor" (Sector Direita). Vale a pena recordar que os meios de comunicação gregos saíram em apoio ao "Sector Direita" recentemente, qualificando-os de "símbolos nacionalistas da revolução", até que forçaram a queda de Yanukovich, onde os meios de comunicação depois voltaram a chamá-los de "neonazis"!

A reunião entre Pravy Sektor e o representante israelita incluiu a denúncia de "anti-semitismo" e "xenofobia". No encontro, Dmytro Yarosh do Pravy Sektor disse:

"Os fenômenos negativos, especialmente o antissemitismo, não só serão rechaçados por Pravy Sektor, mas serão reprimidos por todos os meios legais. O objetivo do movimento é a construção de uma Ucrânia democrática, um governo transparente, combater a corrupção,, a igualdade de oportunidades para todas as nações e povos, pela unidade do país e um Estado que se rija pela democracia". As duas partes concordaram em estabelecer uma linha direta [entre Israel e a administração de Pravy Sektor] para evitar provocações e cooperar quando surjam problemas.

Apesar de utilizar alguns símbolos e gestos nacionalistas, incluindo alguns que os meios de comunicação utilizam para desprestigiar Amanhecer Dourado, por que os sionistas têm uma atitude tão diferente em dois casos? Obviamente não é uma questão de "direitos humanos". As verdadeiras razões desta diferenciação é servir aos interesses geopolíticos da UNião Europeia, Estados Unidos e Israel para isolar a Rússia. Amanhecer Dourado revelou o papel implícito que os colaboradores do governo grego desempenharam no expansionismo dos Estados Unidos (controlados pelos sionistas), e demonstrou com abundante bibliografia científica e acadêmica os danos que sofreram os interesses gregos graças a esta submissão. "Pravy Sektor", por outro lado, iniciou uma luta armada em favor dos interesses dos Estados Unidos e sionistas. Se isto foi de forma consciente ou não, não importa.

O que têm que dizer Harris, Lauder e Cantor sobre a reunião do Governo israelita com os chamados "neonazis"? Condenam esta ação em algum tipo de comunicado de imprensa à embaixada israelita em Kiev? Claro que não.

Se bem a crise ucraniana é uma situação em curso, o novo gabinete se comprometeu em levar a Ucrânia à União Europeia. Independentemente das pequenas concessões que estes "nacionalistas" ucranianos possam obter, o resultado final levará a que sua situação seja servida em bandeja de prata à usura internacional e seja utilizada como uma peça na guerra geopolítica liderada pelo bloco sionista. O fato de que os meios de comunicação quase não ataque este grupo é suspeito para qualquer pessoa com um mínimo de pensamento crítico. O fato de que se sentem em uma mesa com a secretaria de Estado sionista Victoria Nuland, com Bruxelas e com o governo israelita para forjar o futuro de seu país é francamente indignante. Para eles o mundo só se divide em dois: os escravos que servem a seus interesses e os que não servem.

Para aqueles que todavia estão convencidos de que Pravy Sektor é um movimento nacionalista legítimo, aqui está o anúncio oficial da embaixada israelita em Kiev com respeito à colaboração:

http://embassies.gov.il/kiev/NewsAndEvents/Pages/DinElYaroshMeeting27Feb2014.aspx

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Venezuela triunfa: opositor se entrega e é preso

O dirigente da Voluntad Popular, Leopoldo López, se entregou nesta terça-feira aos executivos da Guarda Nacional Bolivariana em cumprimento ao mandado de prisão. Dirigentes dos laranjas informaram que em um helicóptero  é levado de La Carlota a Ramo Verde. O presidente Maduro disse que seria levado a uma prisão fora de Caracas.

O dirigente de Voluntad Popular, Leopoldo López, se entregou a GNB em cumprimento ao mandado de prisão por sua participação intelectual nos protestos violentos de 12 de fevereiro em Caracas.

López chegou ao meio dia à sede do Ministério do Interior e Justiça (MIJ) como previsto. O líder opositor se dispôs diante de militares e foi levado para uma unidade da GNB para seu transporte.

López permanecerá nos calabouços do Sebin enquanto se realiza o processo. Durante o ocorrido, López foi embarcado em uma caminhonete para completar o caminho à sede policia. Passadas as 3 da tarde, o dirigente dos laranjas subiu ao helicóptero de La Carlote com destino a Ramo Verde. Esta informação foi divulgada por membros da Voluntad Popular.

Por sua vez, o presidente Nicolás Maduro, durante um ato no Palácio de Miraflores, informou que López seria levado a uma prisão fora de Caracas.


Cabe destacar sua prisão. López falou aos manifestantes congregados na sede da Justiça e assegurou que "se sua prisão é a liberdade de um povo, valerá a pena".

Se despediu de sua esposa Lilian Tintori, que estava abatida.

"Vou me submeter a uma justiça corrupta e injusta e que não respeita leis", denunciou o terrorista López que, cinicamente, recebe mandos de Washington. "Tive muito tempo para pensar, analisar, ouvir rádio e assistir TV, ler o que li, falar com minha família e as opções que tinha era ir-me do país, e não me vou de Venezuela nunca. A outra opção era me esconder, como clandestino, mas essa opção podia deixar a dúvida em alguns que estão aqui, de que nós tinhamos algo a esconder", declarou.

Durante os protestos, manifestantes tentaram bloquear o caminho de um tanque da Guarda Nacional Bolivariana.

NdoB.: é muito fácil utilizar do entreguismo cínico quando se tem todo um poder internacional pelas costas, em meio a um país assolado pelo poder supracitado. Washington está por trás de tudo, é quem financia toda oposição aos bolivarianos como, por exemplo, Caprilles, ex-adversário de Cháves.

Evo Morales denuncia golpe de Estado dos EUA na Venezuela

O presidente da Bolívia, Evo Morales, manteve que os EUA tentam executar um golpe de Estado na Venezuela, e enviou uma mensagem de apoio ao seu companheiro venezuelano, Nicolás Maduro.

Segundo o presidente boliviano, Washington "usa grupos de jovens venezuelanos para desestabilizar" a situação na Venezuela e procura a intervenção nesse país por parte de organismos internacionais.

"Quando já não podem nos dominar politicamente, não só na América Latina, mas em outros países do mundo, financiam grupos violentos de terroristas e depois tratam de justificar uma intervenção de cascos azuis ou da OTAN. Essa é a nova estratégia política intervencionista dos EUA", comentou.

"O que passou em 2008 aqui [na Bolívia] está se passando agora na Venezuela. Aqui grupos violentos tomaram e queimaram oficinas, golpearam policiais e militares. Mas o povo se ergueu e derrotou essa tentativa de golpe de Estado", acrescentou.

Via RT

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Chomsky desvenda o Apocalipse Zumbi

 
O acadêmico linguista, filósofo e ativista estadounidense Noam Chomsky deixou evidente uma verdade pouco conhecida da sociedade dos EUA ao responder sobre por que há uma preocupação cultural com o "apocalipse zumbi" nesse país.

"Acredito que é um reflexo do medo e do desespero. Os Estados Unidos é um país extraordinariamente amedrontado e, em tais circunstâncias, as pessoas inventam, como um escape ou alívio, relatos nos quais acontecem coisas terríveis".

"O medo nos Estados Unidos é em realidade um fenômeno bastante interessante", continuou. "Na verdade se relembra as colônias. Há um livro muito interessante de um crítico literário, Bruce Franklin, chamado 'As Estrelas da Guerra'. É um estudo da literatura popular desde os primeiros dias até a atualidade, e há um par de temas que se desenvolvem nele que são bastante surpreendentes".

Segundo Chomsky, um dos principais temas na literatura popular trata de que "estamos a ponto de enfrentar a destruição por parte de algum terrível inimigo e no último momento somos salvos por um superherói, ou uma superarma ou, nos últimos anos, por crianças da escola secundária que vão às colinas para afugentar os russos".

O linguista assegura que nesta maneira de ver as potenciais ameaças "há um subtema". "Resulta que este inimigo, este horrível inimigo que vai nos destruir, é alguém que estamos oprimindo. Se regressarmos aos primeiros anos, o terrível inimigo era os índios", explica Chomsky, citado por The Raw Story.

"Os colonos, por sua vez, eram os invasores. Sem importar o que você pensa sobre os índios, eles estavam defendendo seu próprio território". Depois de uma breve discussão sobre a Declaração da Independência, Chomsky salienta que uma das queixas que figuram nela é que o rei Jorge "empurrou contra os colonos os pobres índios selvagens, cuja forma de guerra era a tortura e a destruição, e assim sucessivamente".

"Bom, Thomas Jefferson, que foi quem escreveu tais coisas, sabia muito bem que os ingleses eram os selvagens e ímpios cuja conhecida forma de guerra era a destruição, a tortura e o terror, e que assumiram o controle do país expulsando e exterminando os nativos. Mas está distorcido na Declaração de Independência" disse Chomsky, indicando que este é mais um exemplo da tese de Franklin de que os povos oprimidos se convertem, na imaginação popular dos opressores, em "terrível, impressionante inimigo" empenhado na destruição dos EUA.

Chomsky logo salientou que o seguinte grupo satanizado foram os escravos. Começou-se a crer que "ia haver uma revolta de escravos e que a população escrava ia se levantar e matar todos os homens, violar todas as mulheres e destruir o país".

"E se extende até os tempos modernos, com os narcotraficantes hispânicos que vêm destruir esta sociedade", disse Chomsky ironicamente. "E estes são temores reais, isso é muito do que há por trás da extremamente incomum cultura das armas nos Estados Unidos", disse o filósofo.

"Temos que ter armas para nos proteger das Nações Unidas, do Governo federal, dos extrangeiros e dos zumbis, suponho", disse, continuando com uma linha sarcástica.

"Creio que quando explode [o medo] em grande parte é só o reconhecimento, em algum nível da psique, de que tu tens tua bota no cú de alguém e que há algo está mal, e que as pessoas a quem tu oprime poderiam se levantar e se defender".

Via RT

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Sunitas versus Shiitas: quem está por trás do conflito?

 
Nos últimos anos pudemos observar um agravamento no conflito Sunita-Shiita no Oriente Médio, que tomou forma de guerra fratricida na Síria, em ataques terroristas no Iraque e no Líbano, e protestos, agitação pública e confrontos violentos envolvendo represálias contra ativistas no Bahrain e na Arábia Saudita. O que está por trás da próxima onda de violência na região e quem está provocando uma guerra entre os islâmicos? Uma breve excursão na história de relações entre as duas principais denominações do Islã mostra que hoje não existem razões óbvias ou precondições objetivas para a guerra entre eles.

As diferenças entre os Sunitas e os Shiitas tê suas raizes no passado distante. Depois da morte do Profeta Muhammad em 632 surgiu uma disputa entre seus seguidores sobre quem deveria herdar sua autoridade política e espiritual sobre as tribos árabes. A maioria apoiou o candidato da companhia do Profeta e pai de sua esposa - Abu Bakr, que subsequentemente formou a dominação dos Sunitas, que hoje são em torno de 85% dos islâmicos. Entretanto, outros apoiaram o candidato do primo e genro do Profeta - Ali, declarando que o Profeta apontou ele como sucessor. Este grupo depois se tornou conhecido como Shiita que, em arábico, literalmente significa "seguidores de Ali". Os Sunitas venceram a disputa, e permaneceram no poder no califado árabe (islâmico) por centenas de anos, enquanto que os Shiitas permaneceram às sombras. Na história posterior de relações entre Sunitas e Shiitas não houveram sérios conflitos.

Hoje os Shiitas, divididos em pequenos movimentos (Ahmadiyya, Alawitas, Islaelitas, etc.) são em torno de 15% do número total de islâmicos. Os seguidores deste ramo do Islã são grande maioria na população iraniana, dois terços do Bahrain, mais da metade no Iraque, uma porcentagem significativa no Líbano, Azerbaijão e no Yemen.

Além do Alcorão, os Sunitas vivem de acordo com a "Sunnah" - um conjunto de regras e práticas baseadas em exemplos de vida do Profeta Muhammad. Apesar disso, os Sunitas geralmente compreendem seus textos sagrados literalmente, não deixando espaço para alegorias. Em alguns ramos do islã Sunita isso chega ao extremo. Por exemplo, durante o reinado Talibã no Afeganistão muita atenção foi prestada para o tamanho da barba dos homens, cada detalhe de vida foi estritamente regulamentado de acordo com a Sunnah.

Por causa das contradições mencionadas os Sunitas costumam acusar os Shiitas de heresia, e o último por sua vez expõe o excessivo dogmatismo da doutrina Sunita, que dá origem a vários movimentos extremistas como o Wahabismo.

A mídia ocidental está tentando convencer-nos de que o esparramamento de sangue no Oriente Médio é resultado do conflito Sunita-Shiita baseado em suas diferenças religiosas. Esta versão remove a responsabilidade do Ocidente na interferência de relações internacionais de países na região, bem como a aplicação de padrões duplos e alianças dúbias com os regimes mais reacionários e grupos radicais, incluindo os extremistas. O conflito (fomentado pelo estrangeiro) entre os Sunitas e Shiitas ameaça engolir a região no caos e violência por muitos anos. O conflito Sunita-Shiita está sendo manipulado por jogadores externos, que de tal forma realizam seus próprios interesses nacionais e corporativos (controle de recursos, militarização da região, enriquecimento dos "senhores da guerra" etc.).

Não apenas os Sunitas se opõe aos Shiitas, mas as elites políticas conectadas com o Ocidente por dúzias de vínculos econômicos, políticos, militares, financeiros e outros. Ademais, mitos sobre o "fanatismo Shiita" foram fabricados por motivos de propaganda, bem como os mitos sobre "ditaduras sangrentas dos aiatolás", "povo anti-Bashar al Assad", uma base ideológica inteiramente nova foi criada para esta "caça às bruxas". Os objetivos de longo prazo do conflito Sunita-Shiita são muito transparentes: a destruição ou enfraquecimento dos aliados do Irã na região, como o governo do Assad na Síria, bem como o "Hezbollah" no Líbano; o aumento da pressão sobre o governo da maioria Shiita no Iraque; e o isolamento do Irã no Golfo Pérsico e em toda a região.

O fundador da República Islâmica do Irã, Imam Khomeini precisamente estabeleceu: "O conflito entre os Sunitas e Shiitas é uma conspiração do Ocidente. O desacordo entre nós é financiado somente pelos inimigos do Islã. Aquele que não compreender isto - não é um Sunita nem um Shiita."

Dever-se-ia notar que o "front Sunita" contra os Shiitas é encabeçado pela Arábia Saudita e pelo Qatar (aliados regionais dos EUA). O Bahrain, Kuwait, Emirados Árabes Unidos estão também envolvidos nisto, mas em um nível menos. Quais são as razões para a boa vontade de Riyadh e seus aliados no Golfo para seguir a política tradicional "dividir e governar"?

Primeiramente, Riyadh e seus aliados não estão satisfeitos com o aumento do prestígio e influência do Irã na região e no mundo islâmico (o regime Shiita no Iraque, Alawi na Síria, o papel e importância dos Shiitas no Líbano) em geral.

Segundo, as monarquias do Golfo se amedrontaram com os eventos da "Primavera Árabe" que chocou o mundo árabe no seu núcleo e causou uma onda de protestos nos países do Golfo. A maioria dos protestos de maior escala aconteceram na Província Oriental da Arábia Saudita, que é densamente povoada por Shiitas. Apoiados pelos poderosos Sunitas, os governantes do Golfo não quiseram compartilhar poder e renda com a população Shiita e se utilizaram de métodos violentos para oprimir as demonstrações.

Os monarcas destes países acreditam que o confronto abertamente armado entre os Sunitas e Shiitas não apenas ajuda a se manter no poder, mas também os ajuda a assumir a absoluta liderança do mundo islâmico. Além disso, os monarcas não dispensam gastos na guerra e não hesitam em recrutar soldados mundo a fora e cooperar com grupos terroristas como Al-Qaeda, Jahbhat al Nusra, etc.

O contínuo conflito Sunita-Shiita não pode ser interrompido por quaisquer encontros internacionais ou conferências que servem como véu para cobrir crimes internacionais na Síria. Milhões de vidas de civis poderiam ser salvos se o Conselho de Segurança da ONU adotasse uma resolução para banir qualquer intervenção estrangeira nestes conflitos, e se os países que apoiam terrorismo forem submetidos a sanções como as que estão sendo aplicadas contra o Irã.

Via Globaldiscussion

domingo, 19 de janeiro de 2014

A verdade sobre o programa nuclear secreto de Israel

Israel andou roubando segredos nucleares e dissimuladamente fabricando bombas desde 1950. E os governos ocidentais, incluindo o Reino Unido e os EUA, fecham os olhos. Mas como podemos esperar que o Irã freie suas ambições nucleares se os israelitas não jogam limpo?

Dimona
Muito abaixo das areias desérticas, um Estado do Oriente Médio preparado para o combate constrói bombas nucleares às escondidas, usando tecnologia e materiais providenciados por poderes aliados ou roubados por redes clandestinas de agentes. É o tipo de coisa e de relatos usados para caracterizar os piores medos com relação ao programa nuclear iraniano. Na verdade, nem os EUA nem a inteligência britânica acreditam que Teerã tenha decidido construir uma bomba, e os projetos atômicas iranianos estão sob constante monitoramento internacional.

No entanto, o conto exótico da bomba escondida no deserto é verdadeiro. É apenas algo que se aplica a um outro país. Em uma façanha de subterfúgio, Israel conseguiu montar um arsenal nuclear subterrâneo - agora estimado em 80 ogivas, em par com Índia e Paquistão - e ainda testaram uma bomba a quase meio século atrás, com um mínimo de alarido internacional ou sequer consciência pública do que estava acontecendo.

Apesar do fato de que o programa nuclear israelense tem sido um segredo aberto desde um técnico descontente, Mordechai Vanunu, difundiu em 1986, a posição oficial israelense até hoje nunca confirmou ou negou sua existência.

Quando o ex-portavoz de Knesset, Avraham Burg, quebrou o tabu mês passado, declarando a posse de Israel tanto de armas nucleares como de armas químicas e descrevendo a política oficial não-divulgada como "antiquada e infantil" um grupo de direita formalmente o chamou para uma investigação policial por traição.

Enquanto isso, os governos ocidentais ajudaram com a política de "opacidade" evitando toda menção do fato. Em 2009, quando uma repórter de Washington veterana, Helen Thomas, perguntou ao Barack Obama no primeiro mês de sua presidência se ele sabia de algum país no Oriente Médio que tenha bombas nucleares, ele desviou do assunto dizendo apenas que não gostaria de "especular".

Os governos do Reino Unido seguiram esse comportamento. Perguntado na House of Lords em Novembro sobre as armas nucleares israelenses, Baroness Warsi respondeu tangenciando. "Israel não declarou um programa de armas nucleares. Nós temos discussões regulares com o governo de Israel no domínio de questões nucleares", disse a ministra. "O governo de Israel está sem dúvida nas nossas visões. Nós encorajamos Israel a participar no Tratado de Não Proliferação [NPT em inglês]".

Mas através das rachaduras na parede, mais e mais detalhes continuam a emergir de como Israel construiu suas armas nucleares contrabandeando partes e roubando tecnologia.

O conto serve como um contraponto histórico na atual luta prolongada sobre as ambições nucleares iranianas. Os paralelos não são exatos - Israrael, diferentemente do Irã, nunca assinou o Tratado de Não Proliferação de 1968, então não poderia violá-lo. Mas quase certamente quebrou um tratado banindo testes nucleares, bem como incontáveis leis nacionais e internacionais restringindo o tráfico de materiais nucleares e tecnologia.

A lista de nações que secretamente venderam a Israel material e tecnologia para a fabricação de ogivas, ou quem fechou os olhos ao seu roubo, inclui hoje os partidários mais ferrenhos contra a proliferação: EUA, França, Alemanha, Reino Unido e até mesmo a Noruega.
Mordechai Vanunu

Enquanto isso, os agentes israelenses comandam a compra de material e a tecnologia encontrada, em alguns dos mais sensíveis estabelecimentos industriais do mundo. Este ousado e incrivelmente bem sucedido anel de espionagem, conhecido por Lakam, o acrônimo hebreu para o som-inócuo de Science Laision Bureau, incluiu figuras coloridas como Arnon Milchan, um bilhonário, produtor de Hollywood e de filmes tais como Pretty Woman, LA Confidential e 12 Years a Slave, que finalmente admitiu seu papel mês passado.

"Vocês sabe o que é ser uma criança de vinte e poucos anos e seu país deixá-lo ser James Bond? Uau! A ação! Foi incrível", disse ele no documentário israelita.

A história de vida de Milchan é colorida, e diferente o bastante para ser sujeito de um sucesso que ele banca. No documentário, Robert de Niro relembra a discussão do papel de Milchan na aquisição ilícita de ogivas nucleares. "Em algum ponto eu perguntei sobre aquilo, sendo amigos, mas não de uma forma acusatória. Eu apenas gostaria de saber", disse De Niro. "E ele disse: sim, eu fiz. Israel é meu país".

Milchan não estava envergonhado sobre usar as conexões de Hollywood para ajudar sua segunda e sombria carreira. Em certo ponto, ele admitiu no documentário, ele usou a isca de uma visita ao ator Richard Dreyfuss para conseguir um cientista top dos EUA, Arthur Biehl, para se juntar ao trabalho de uma de suas companhias.

De acordo com a biografia de Milchan, feita pelos jornalistas Meir Doron e Joseph Gelman, ele foi recrutado em 1965 pelo presidente israelita, Shimon Peres, com quem ele encontrou em Tel Aviv em um bar noturno (chamado Mandy's, nomeado depois que sua própria esposa, Mandy Rice-Davis, se envolveu num escândalo de sexo). Milchan, que então comandou a companhia, nunca olhou para trás, ocupando um cargo central no programa de aquisição clandestina israelita.

Ele foi responsável por garantir tecnologia de enriquecimento de Urânio, conseguir projetos centrífugos que um executivo alemão foi subornado a extraviar em sua cozinha. Os mesmos diagramas, pertencendo ao consórcio europeu de enriquecimento de Urânio, Urenco, foram roubados em uma segunda vez por um empregado paquistanês, Abdul Qadeer Khan, que usou para encontrar seu programa de enriquecimento e para estabelecer um contrabando nuclear global, vendendo o design para Líbia, Coreia do Norte e Irã.

Por esta razão, as centrífugas israelitas são muito parecidas com as iranianas, uma convergência que permitiu aos israelitas desenvolver um vírus de computador, de codenome Stuxnet, nas suas próprias centrífugas antes de deixá-la para o Irã em 2010.

Indiscutivelmente, as façanhas de Lakam foram ainda mais ousadas que as de Khan. Em 1968, organizou o desaparecimento de um cargueiro cheio de Urânio em minério no meio do Mediterrâneo. No que ficou conhecido como o caso Plumbat, os israelitas usaram uma rede de companhias para comprar uma consignação de óxido de Urânio, conhecido como Yellowcake, em Antwerp. O Yellowcake foi concedido em tambores etiquetados por 'Plumbat', um derivado de Chumbo, e carregado em um cargueiro arrendado por uma companhia de telefone liberiana. A venda foi camuflada como transação entre companhias da Alemanha e Itália com ajuda de oficiais alemães, em troca de uma oferta israelita para ajudar os alemães com tecnologia centrífuga.

Quando o barco, o Scheersberg A, ancorou em Rotterdam, todo pessoal foi demitido sob pretexto de que o navio foi vendido e um pessoal israelita tomou seu lugar. O barco embarcou em direção ao Mediterrâneo onde, sob a guarda naval israelita, a carga foi transferida para outro barco.

Documentos britânicos e estadunidenses desclassificados ano passado também revelaram um prévio desconhecimento da aquisição israelita de mais de 100 toneladas de yellowcake da Argentina em 1963 ou 1964, sem as salvaguardas tipicamente usadas em transações nucleares para prevenir o material usado em armas.

Israel teve algumas vertigens sobre a proliferação de armas nucleares bem conhecidas e materiais, dando ao regime de apartheid sul-africano ajuda no desenvolvimento de sua própria bomba nos anos 70 por 600 toneladas de yellowcake.
Dimona, planta camuflada

O reator nuclear israelita também exigiu óxido de Deutério, também conhecido como água pesada, para moderar a reação de fissão. Para isso, Israel foi atrás da Noruega e do Reino Unido. Em 1959, Israel conseguiu comprar 20 toneladas de água pesada que a Noruega vendeu ao Reino Unido, mas foi escessivo para o programa nuclear britânico. Ambos governos suspeitaram de que o material seria usado para fabricar armamento, mas decidiram olhar de outra forma. Em documentos vistos pela BBC em 2005, oficiais britânicos argumentaram que seria "zeloso demais" impôr salvaguardas. Por sua vez, Noruega se encarregou de apenas uma visita de inspeção em 1961.

O projeto de armas nucleares israelita nunca poderia ter ficado oculto, embora, sem uma enorme contribuição da França. O país que tomou a mais ferrenha linha na contra-proliferação quando se tratou do Irã, dirigido por um senso de culpa sobre permitir a queda de Israel em 1956 no conflito de Suez, simpatia dos cientistas franco-judaicos, compartilhamento de inteligência sobre Algéria e um direcionamento para a venda de especialistas franceses e estrangeiros.

"Houve uma tendência para tentar exportar e houve um sentimento geral de apoio a Israel", contou Andre Finkelstein, ex-vice deputado n no Comissariado Francês de Energia Atômica e deputado diretor geral na Agência Internacional de Energia Atômica, a Avner Cohen, um estadunidense-israelita historiador nuclear. O primeiro reator francês foi crítico como em 1948, mas a decisão de construir armas nucleares parece ter sido tomada em 1954, depois que Pierre Mendès France fez sua primeira viagem para Washington como presidente do conselho de ministros da caótica Quarta República. Na volta ele contou a um assessor: "É exatamente como um encontro de uma quadrilha. Todo mundo põe sua arma na mesa, e se você não tiver arma você não é ninguém. Então temos que ter um programa nuclear."

Mendès France deu ordem para começar a construir bombas em dezembro de 1954. E conforme construíra seu arsenal, Paris vendeu material de assistência para outros Estados aspirantes, não apenas Israel.

"Assim foi muitos, muitos anos até que tenhamos feito exportações estúpidas, incluindo Iraque e a planta no Paquistão, o que foi uma loucura", lembrou Finkelstein em uma entrevista que pode agora ser lida em uma coleção dos papeis de Cohen em um thintank Wilson Centre em Washington. "Nós tivemos sido o país mais irresponsável na não-proliferação".

Em Dimona, engenheiros franceses resolveram ajudar Israel a construir um reator nuclear e uma planta de reprocessamento secreto ainda mais secreta capaz de separar Plutônio do combustível gasto no reator. Essa foi a real doação que o programa nuclear israelita visava na produção de armas.

No fim dos anos 50, haviam 2500 cidadãos franceses em Dimona, transformando-a de uma vila para uma cidade cosmopolita, completa com liceus franceses e estradas cheias de Renaults, e já todo empenho foi conduzido sob um grosso véu de segredo. O jornalista investigador estadunidense Symour Hersh escreveu em seu livro The Samson Option: "Trabalhadores franceses em Dimona foram proibidos de escrever diretamente a parentes e amigos na França ou em qualquer lugar, mas enviam correio a uma caixa-postal na América Latina".

Os britânicos foram mantidos fora desse laço, sendo informados em diferentes momentos que a enorme construção estava em institutos de pesquisa em pradarias desérticas e em uma planta de processo de Manganês. Os estadunidenses, também mantidos no escuro tanto por Israel como pela França, mandaram aviões espiões U2 sobre Dimona em uma tentativa de encontrar o que estavam buscando. Os israelitas admitiram possuir um reator, mas insistiram que tinha propósitos totalmente pacíficos. O combustível gasto foi enviado para a França para reprocessamento, eles diziam, ainda providenciando filmagens do que supostamente estava sendo carregado em cargueiros franceses. Durante toda a década de 60 foi negada a existência de uma planta de reprocessamento subterrânea em Dimona que produzia Plutônio para bombas.
Produtor Arnon Milchan com Bred Pitt e Angeolina Jolie

Israel recusou visitas de compostura feitas pela Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA), assim no início dos anos 60 o presidente Kennedy exigiu que aceitassem inspetores estadunidenses. Físicos estadunidenses foram despachados para Dimona, mas foram atrasados desde o início. As visitas nunca foram duas vezes ao ano como combinado com Kennedy e foram sujeitas a repetidos adiamentos. Os físicos norteamericanos enviados para Dimona não foram permitidos trazer seu próprio equipamento ou coletar dados. O inspetor líder estadunidense, Floyd Culler, um especialista em extração de Plutônio, notou em suas anotações que foram novamente engessadas e pintadas paredes em uma das construções. Concluiu-se que antes de cada visita estadunidense, os israelitas construíam falsas paredes em torno dos elevadores que desciam seis andares para a planta de reprocessamento subterrânea.

Conforme mais e mais evidência de um programa de armas isralita emerge, o papel estadunidense progrediu de um joguete involuntário para cúmplice. Em 1968 o diretor da CIA, Richard Helms, contou ao presidente Johnson que Israel de fato construiu armas nucleares e que sua força aérea levou tipos a largarem eles.

A cronometragem não poderia ter sido pior. O NPT, tentado a prevenir muitos gênios nucleares de escapar das suas garrafas, compôs-se e se notícias surgissem que um dos Estados supostamente sem armas nucleares secretamente tivesse construído sua própria bomba, teria que se tornar letra morta que muitos países, especialmente árabes, recusariam a assinar.

A Casa Branca de Johnson decidiu não dizer nada, e a decisão foi formalizada em 1969 no encontro entre Richard Nixon e Golda Meir, no qual o presidente estadunidense concordou em não pressionar Israel a assinar o NPT, enquanto que o primeiro ministro israelita concordou que seu país não seria o primeiro a "introduzir" armas nucleares no Oriente Médio e não fazer nada para tornar pública sua existência.

De fato, o envolvimento dos EUA se tornou mais profundo que mero silêncio. No encontro em 1976 que teve só recentemente se tornado público conhecimento, o diretor deputado da CIA, Carl Duckett, informou uma dúzia de oficiais da Comissão de Regulamento Nuclear dos EUA que a agência suspeitou que algumas das bombas de fissão israelitas foram de urânio, roubadas diante do nariz estadunidense de uma planta de processamento na Pensilvânia.

Não apenas foi uma quantidade alarmante de material de fissão sendo perdida na companhia, Corporação de Materiais e Equipamento Nucleares (Numec), mas foi visitada por um verdadeiro agente de inteligência israelita, incluindo Rafael Eitan, descrito pela firma como ministro de defesa "química" israelita, mas, na verdade, um alto agente do Mossad da chefia de Lakam.

"Foi um choque. Todo mundo ficou de boca aberta", lembra Victor Gilinsky, que foi um dos oficiais norteamericanos informados por Duckett. "Foi um dos casos mais flagrantes de material nuclear desviado, mas as consequências pareceram tão surpreendentes para as pessoas envolvidas e para os EUA que ninguém realmente quis saber o que estava acontecendo".

A investigação foi adiada e nenhuma cobrança foi feita.

Poucos anos mais tarde, em 22 de setembro de 1979, um satélite dos EUA, Vela 6911, detectou o duplo-flash típico de um teste de arma nuclear na costa da África do Sul. Leonard Weiss, um matemático e especialista em proliferação nuclear, estava trabalhando como assessor no momento e depois tendo sido informado sobre os incidentes pelas agências de inteligência dos EUA e dos laboratórios de armas nucleares do país, ele se tornou convicto de um teste nuclear, em contravenção sobre o Tratado Limitado de Teste (Limited Test Ban Treaty).

Foi apenas depois de ambas administrações, de Carter e depois de Reagan, tentarem silenciá-lo sobre o incidente e tentarem caiar com um não-convincente painel de inquérito, que raiou sobre Weiss que foram os israelitas, e não os sul-africanos, que detonaram a bomba.

"Foi dito que isto criaria um problema de política externa muito sério para os EUA, se fosse dito que foi um teste. Alguém deixou claro que os EUA quisessem que ninguém ficasse sabendo", disse Weiss.

Fontes israelitas contaram a Hersh que o flash pego pelo satélite Vela foi o terceiro de uma série de testes dos testes nucleares da Índia Oceânica que Israel conduziu em cooperação com a África do Sul.

"Foi fodido", uma fonte lhe contou. "Houve uma tempestade e nós pensamos que bloquearia Vela, mas houve uma brecha no tempo - uma janela - e Vela se cegou pelo flash".

A política estadunidense de silêncio continua ainda hoje, ainda apesar de Israel parecer continuar a agir no mercado negro nuclear, embora em volumes reduzidos. Em um documento no mercado ilegal de material e tecnologia nuclear publicado em Outubro, o Instituto de Ciência e Segurança Internacional baseado em Washington (ISIS) notou: "Sob a pressão dos EUA nos anos 1980 e 90, Israel... decidiu amplamente parar sua procura ilícita pelo programa de armas nucleares. Hoje, há evidência que Israel pode ainda fazer procurações ocasionais ilícitas - operações ferroadas dos EUA e casos legais mostram isto".

Avner Cohen, autor de dois livros sobre bombas israelitas, disse que a política de opacidade tanto de Israel como de Washington é mantida agora por inércia. "Em nível político, ninguém quer tratar disso com medo de abrir a caixa de Pandora. Isto se tornou de muitas formas um fardo para os EUA, mas pessoas em Washington, todo caminho até Obama não irá tocar nisto, por causa do medo de se comprometer com muitas bases do entendimento Israel-EUA".

No mundo árabe e além, cresce a impaciência com o enviesado status quo nuclear. O Egito em particular ameaçou rumar ao NPT a menos que haja progresso com relação a criar uma zona livre de força nuclear no Oriente Médio. Os poderes ocidentais prometeram manter uma conferência na proposta em 2012, mas foi jogada fora, largamente no comando estadunidense, para reduzir a pressão sobre Israel a atender e declarar seu arsenal nuclear.

"De alguma maneira o kabuki vai em frente", disse Weiss. "Se é admitido que Israel tem armas nucleares ao menos você pode ter uma discussão honesta. Parece a mim ser muito difícil manter uma resolução sobre o Irã sem ser honesto sobre o assunto".

Via Theguardian

domingo, 12 de janeiro de 2014

Dugin: EUA estão por trás dos atentados em Vologrado


Entrevista ao conhecido politólogo e filósofo russo, Alexander Dugin, para o sítio web Algerie Patriotique e no qual compartilha sua análise sobre os terríveis atentados na Rússia cometidos em finais de 2013. Para Dugin, os ataques terroristas não são mais um novo ataque à Rússia de Putin por sua política externa, principalmente por seu papel no Oriente Médio. Retirada de Elministerio.

Entrevista: Que análise faz sobre a deterioração da segurança na Rússia depois dos atos terroristas em Vologrado?

Dugin: Não acredito que seja a deterioração da segurança na Rússia. Alguns atos terroristas são quase incontroláveis quando se trata de regiões com populações mais ou menos homogêneas que apoiam, em certa medida, os grupos terroristas como é o caso no Cáucaso Norte, Rússia. O fato de que a atividade terrorista está aumentando ultimamente demonstra que as forças que querem desestabilizar a Rússia se concentram nos Jogos Olímpicos de Sochi.

Os Estados Unidos e os países da OTAN querem mostrar Putin, que se opõe radicalmente ao liberalismo e à hegemonia estadunidense, como um "ditador" ao comparar Sochi com Munique da época de Hitler. É a guerra midiática. Nesta situação, as forças que apoiam a política hegemônica estadunnidense, especialmente as redes sub-imperialistas locais, como os wahabistas patrocinados pela Arábia Saudita, tratam de confirmar esta imagem convertendo a Rússia em um país onde não há um mínimo de segurança e que estão prontos para instalar a ditadura com atos terroristas dirigidos principalmente aos Jogos Olímpicos de Sochi de Putin.

Sabemos que o chefe da inteligência saudita, Bandar Bin Sultan, propôs a Putin garantir a segurança da Rússia em troca do cessar do apoio russo a Damasco. Putin se enfureceu e rechaçou explicitamente, acusando os sauditas de serem terroristas, que realmente são e pior que os que servem aos interesses dos Estados Unidos.

Assim, os grupos wahabistas ativos na Rússia, guiados pelos sauditas, e através deles por seus amos em Washington, cumpriram a ameaça de Bandar Bin Sultan. Em última instância, são os Estados Unidos que atacam a Rússia de Putin para castigá-lo por sua política independente e insubmissa à ditadura hegemônica liberal estadunidense.

E: Quem está por detrás?

Dugin: Creio que expliquei em minha resposta à pergunta anterior. Enquanto a quem em concreto organizaram este ato terrorista, não sei sobre isso mais que outros. Parece que são as redes wahabistas do Cáucaso Norte e as mulheres de terroristas liquidados pelos serviços especiais russos. Creio que vergonhozamente são utilizados pelos chefes cínicos, consciente ou inconscientemente, trabalhando para os interesses estadunidenses.

E: Alguns creem que estes ataques terroristas são o resultado do contínuo apoio da Rússia à Síria e Ucrânia. Você compartilha desta opinião?

Dugin: Está absolutamente certo. Se trata do "castigo americano" realizado pelos cúmplices dos estadunidenses através dos sauditas.

E: Quais serão as medidas que o Kremlin tomará para evitar uma escalada da violência no país?

Dugin: Creio que o aumento da violência durante o período dos Jogos Olímpicos de Sochi é inevitável. Espero que em Sochi se consiga controlar a situação, apesar de tudo, mas é teoricamente impossível conseguir rodeado de regiões organizamente ligadas a certos grupos de população no norte do Cáucaso, onde de encontram as principais bases dos terroristas. Dessa vez não é Chechênia, que é fundamental para o sistema do terrorismo, mas antes Daguestão e Kabardino-Balkária. Se tratará de fazer o melhor, mas não se deve esquecer que se trata de uma grande potência mundial, os Estados Unidos, que nos ataca. Isto é um desafio muito sério que requer uma resposta simétrica. Assim veremos...

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Irã detém espião do MI6 que executava ataques terroristas


Irã anunciou neste Sábado a detenção de um membro da agência de espionagem britânica, MI6. "Com a ajuda e poder de Deus, o espião foi preso depois de meses de complexos movimentos de inteligência", disse hoje o chefe da Corte Revolucionária de Kerman, Dadkhoda Salari.

Salari salientou que o espião detido teve "20 reuniões" com oficiais da inteligência britânica, tanto dentro como fora do Irã, provendo-os de informação necessária e recebendo instruções para danificar os interesses nacionais iranianos.

O governo do Irã revelou ainda o nome do agente do MI6, mas disse que lhe foi pedido coletar inteligência e atacar diversas áreas culturais, econômicas e políticas do regime. Indicando que o agente teve contato com "cinco oficiais da inteligência britânica", Salari informou a preparação de um julgamento enquanto o detido confessar seus crimes.

Em 2010, o ex-ministro do Interior iraniano, Mustafa Mohammad Najjar, salientou que as agências estadunidense, israelita e britânica de espionagem, tinham estado diretamente envolvidas em realizar ataques contra cientistas iranianos.

 "Com respeito a recentes movimentos terroristas, a participação do Mossad, da CIA e do MI6, pode se ver claramente", disse Najjar aos repórteres. "Neste mesmo sentido, temos detido um número de pessoas e estamos fazendo os seguimentos necessários para prender os principais cabeças por detrás destes atos terroristas", indicou.

No quinto ataque desta natureza nos últimos dois anos, uma bomba magnética foi aderida ao veículo do cientista iraniano de 32 anos, Mustafa Ahmadi Roshan Behdast, em janeiro de 2012. Seu condutor também foi assassinado.

Rosan Behdast foi o quinto cientista iraniano desde 2007. A explosão de janeiro de 2012 teve lugar no segundo aniversário do martírio do professor universitário e cientista nuclear iraniano, Massoud Ali Mohammadi, que foi assassinado por um ataque bomba em Teerã em janeiro de 2010.

O método de assassinato usado no bombardeiro foi similar aos ataques terroristas de 2010 contra o professor Fereidoun Abbasi Davani e seu colega Majid Shahriari. Enquanto que Abbasi Davani sobreviveu ao ataque, Shahriari faleceu. Outro cientista iraniano, Dariush Rezaeinejad, acabou morto com o mesmo modus operandi em 23 de julho de 2011.

Irã culpou reiteradamente a CIA, o MI6 e o Mossad israelita, pelos ataques terroristas que mataram seus cientistas.

Via Laverdadoculta

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Vende-se meninas sírias na Arábia Saudita


Uma onda de críticas foi levantada na Arábia Saudita depois que foi emitido um anúncio de venda de meninas sírias na capital do Estado árabe, Riad.

Segundo a rede de televisão de AL-Alam, no anúncio se menciona o preço de cada menina síria, que é 10 mil reais sauditas (quase 9 mil dólares).

Para vários ativistas sauditas, se trata de um negócio com a crise síria e se interpreta como um uso indevido das necessidades dos refugiados sírios.

Não são poucos os informes que emitiram as organizações e entidades pró-direitos humanos a respeito da má situação que vivem os quase 1,9 milhões de refugiados sírios nos campos instalados em países vizinhos.

Em 14 de julho, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) pediu ajuda urgente da comunidade internacional para os refugiados sírios, em especial para as mulheres e crianças que estão altamente expostos a diferentes tipos de abusos na Jordânia.

Desde meados de março de 2011, a Síria vive fortes distúrbios e massacres indiscriminados, planejados desde o exterior; uma situação crítica que é agravada com o passar do tempo, devido aos incessantes atos de violência protagonizados pelos terroristas, que buscam derrubar o governo sírio.

N.doB.: Os países que apoiam os terroristas são principalmente Israel, Turquia, EUA, França, Arábia Saudita e Reino Unido. A OTAN, em suma, está por trás da distribuição de armas e pessoas, que entram no território sírio através da Arábia Saudita e da Turquia.

O mesmo ocorre agora na Ucrânia, cujo governo legítimo está sofrendo um golpe da OTAN aliada à União Europeia, e há ameaça de uma nova guerra na Europa entre os atlantistas e as potências da terra, estas últimas representadas principalmente pela Rússia. Ademais, o objetivo último do terrorismo midiático e da ameaça de uma guerra civil na Ucrânia, orquestrados pelos atlantistas, é arrancar a Ucrânia da aliança com a Rússia com fim de dominá-la, como ocorre em todos os países em que os atlantistas enfiam suas tropas (p. ex. Iraque, Líbia, Afeganistão, Palestina, Kôsovo etc.).

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Israelitas atacam palestinos que homenageavam mandela


As forças do regime israelita agrediram nesta segunda-feira os cidadãos palestinos que participavam nas cerimônias para render homenagem ao falecido líder sul-africano, Nelson Mandela, na ocupada Cisjordânia.

Os oficiais israelitas atacaram e feriram dezenas de palestinos congregados em diferentes pontos da Cisjordânia, que homenageavam Mandela, herói da luta contra o apartheid no continente africano.

Durante o evento os palestinos, também, cantaram lemas condenando as agressões impiedosas do regime de Tel Aviv contra a nação palestina, especialmente na assediada Faixa de Gaza.

O primeiro presidente negro da África do Sul, que dedicou sua vida à luta em defesa da igualdade de direitos de raça, se considera um dos partidários mais importantes da causa do povo palestino.

"O direito palestino nunca esquecerá seu histórico discurso no qual afirmou que a revolução na África do Sul nunca alcançaria seus objetivos até que os palestinos fossem libertados", disse na sexta passada o presidente do Estado palestino, Mahmud Abas, ao elogiar o compromisso do falecido Mandela com a causa palestina.

É de mencionar que o primeiro ministro do regime de Israel, Benjamin Netanyahu, decidiu não participar nos funerais de Mandela alegando o alto custo que implicaria sua viagem à África.

Sem embargo, os especialistas políticos asseveram que Netanyahu não viajou ao país africano porque os pensamentos do líder africano não caíam bem ao premier do regime israelita.

O funeral de Estado e enterro do Mandela vão se realizar no domingo, 15 de dezembro, em Qunu, seu povo natal e onde passou o melhor período de sua vida.

Via Hispantv