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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

CIA mantém prisões de tortura clandestinas na Polônia


A Agência Central de Inteligência (CIA) utiliza desde 2003 um centro de reclusão oculto no território polonês para torturar os suspeitos do atentado de 11 de setembro de 2001, informou nesta quinta-feira o jornal The Washington Post.

Dois oficiais de alto escalão da agência estadunidense firmaram um acordo com agentes da Inteligência polonesa, a qual a CIA teve que pagar em torno de 15 milhões de dólares por utilizar a prisão secreta exclusiva para amedrontar os prisioneiros trazidos de Guantánamo, por exemplo.

A agência de inteligência começou a transportar réus condenados por seus vinculados ataques às torres gêmeas à prisão localizada em torno dos lados poloneses, antes de pagar em dinheiro que foi destinado desde Alemanha à embaixada estadunidense em Varsóvia (capital polonesa), em um par de caixas de cartão por bolsa.

Esta foi a primeira de três prisões secretas utilizadas pela CIA na Europa para interrogar e torturar terroristas.

O jornal salienta que Jalid Sheij Mohamad, conhecido como autor material dos atentados de 11 de setembro, foi torturado neste local com diferentes técnicas de castigo, desde bofetadas, privação de sono, até afogamento dissimulado.

O Comitê Seleto sobre Inteligência do Senado dos Estados UNidos tem previsto publicar parte dos dados de 6 mil páginas que expõe surpreendentes detalhes sobre os programas de detenções e interrogações da CIA.

Segundo as Nações Unidas, o presidente Barack Obama finalizou o programa de prisioneiros da CIA em sua primeira semana de mandato.

Não obstante, em 2005 a organização de direitos humanos Human Rights Watch acusou Polônia e Romênia, entre outros países de ter permitido que a CIA mantivesse centros de interrogatóio financiados pela Casa Branca (sede do governo dos EUA).

O investigador especial do Parlamento Europeu, Dick Marty, publicou em 2007 a prova da existência de cárceres secretas no leste da Europa, mas todos os governos eslavos rechaçaram esta possibilidade.

O principal objetivo atual da CIA é captar informação no exterior no marco da luta contra o terrorismo internacional. Há alguns anos se estimava que contava com 17 mil trabalhadores e um orçamento anual de 3 bilhões de dólares.

Nota do Blog: Obama recentemente publicou que fechará os programas de espionagem da NSA e diminuirá todos os outros de todas as outras agências. Mas, a luz desta informação das prisões secretas, podemos confiar na sua promessa? De nenhuma maneira. O que vai acontecer, e já está acontecendo, é um ocultamento ainda mais profundo dos interesses dos EUA; a dissolução dos programas existentes apenas será um meio de reformar as agências e filtrar ainda mais as informações que vem e vão.

Via Telesur

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Polônia é denunciada por tratos inumanos em prisão secreta da CIA


O Tribunal de Estrasburgo recebeu os processos apresentados pelo palestino Abu Zubaydah e o saudita Abd al Rahim al Nashiri, que denunciaram terem sido torturados e submetidos a tratos degradantes em uma base militar ao norte de Varsóvia.

O Estado polonês foi denunciado diante do Tribunal Europeu de Direitos Humanos por tratamento inumano e torturas em uma prisão secreta da Agência Central de Inteligência (CIA), onde os serviços especiais mantinham detidos "suspeitos de terrorismo".

As denúncias foram feitas pelos torturados através de simulações de afogamento e execução, entre outras coisas, próximo do povoado de Stare Kiejkuty, que fica no norte de Varsóvia.

Os requerentes foram retidos na Polônia entre 2002 e 2003 e depois enviados à Base Naval de Guantânamo, em Cuba, onde permanecem até agora. Ambos apresentaram encargos contra o Estado polonês porque, segundo eles, "com todo conhecimento de causa e de maneira deliberada", autorizou os serviços especiais estadounidenses a atuar em seu território.

O advogado Amrit Singh declarou que seu cliente, Al Nashiri, foi detido e submetido a posições estressantes, com as mãos atadas, durante vários dias. "O submeteram a simulações de execução e o ameaçaram abusar sexualmente de sua mãe diante dele", assegurou. Para isso, o letrado considerou essencial a intervenção do Tribunal Europeu para pôr fim à impunidade. Assim, alegou que amparando-se no "segredo de instrução", o Governo polonês rechaçou realizar qualquer comentário diante do Tribunal sobre os voos da CIA em seu território e a detenção destes dois indivíduos em prisões secretas.

"Varsóvia não deseja confirmar nem validar" os fatos relatados pelos requerentes, pois "são as jurisdições nacionais as que têm a competência para trabalhar" sobre eles, expressou o representante do governo polonês, Artur Nowak-Far.

No entanto, as autoridades polonesas se negam a facilitar informação sobre os voos da CIA em seu território e a detenção de pessoas, argumentando que o Tribunal de Estrasburgo não pode assegurar "a confidencialidade dos documentos classificados" e que "não há motivo algum para que o Tribunal Europeu substitua os organismos internos".

No ano de 2006, o então presidente norteamericano, George W. Bush (2000-2008), revelou a existência de centros de detenção da CIA no estrangeiro. Ainda que não precisou sua localização, vários informantes indicam que os centros secretos de detenção estadounidenses poderiam se localizar na Lituânia, Romênia, entre outros países europeus.

O relator especial da ONU sobre direitos humanos e antiterrorismo, Ben Emmerson, denunciou a impunidade pelos fatos, pela destruição das provas e obstrução da justiça. Acrescentou que um veredito sobre o caso pode surgir nos próximos meses.
Via Telesur

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Forças de intervenção da OTAN realizarão manobras de grande escala

As unidades das Forças de intervenção da OTAN realizarão uma série de manobras de grande escala entre agosto e novembro de 2013, informou o serviço de imprensa Alianza Atlántica.



Entre 25 de agosto e 5 de setembro se realizarão as manobras Brilliant Arrow na Noruega. O objetivo será avaliar a compatibilidade dos integrantes da Força de intervenção. Participarão aproximadamente 800 efetivos e 50 aviões de combate.

As unidades navais e terrestres da Força participarão de manobras a parte, Brilliant Mariner, que serão realizadas desde o final de setembro até início de outubro.

A série de manobras terminará com o exercício Steadfast Jazz, que se realizará em novembro nos países bálticos e na Polônia e irá incorporar os componentes terrestre, aéreo e naval das Forças de intervenção da OTAN.

O vice-ministro de Defesa russo, Anatoli Antonov,  comentou anteriormente que os exercícios Steadfast Jazz evocam a época da "guerra fria". De acordo com o roteiro desse exercício, Polônia é agredida e a OTAN aplica o Artigo 5 do Tratado de Washington, que estabelece a obrigação de defesa mútua e coletiva em caso de ataque a um dos membros da aliança.

Via Ria Novosti

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Polônia congela assinatura de acordo anti-pirataria


Parlamentares polonêses protestando contra a ACTA


O primeiro-ministro polonês disse na sexta-feira, que Varsóvia vai congelar os planos de ratificar um controverso acordo internacional anti-´pirataria online, depois de massivos protestos (reais e virtuais) no país.

"Considero que os argumentos para a suspenção do processo de ratificação são justificados," Donald Tusk disse à imprensa.

"A discussão da assinatura da ACTA não envolveu consulta suficiente com todos que são parte do processo".

"A ratificação da ACTA será congelada até acabarem todas as dúvidas. Provavelmente isso levará a uma alteração da lei polonesa. Não podemos afirmar que, ao fim do dia, o acordo não será aprovado"

A decisão de Tusk chega com grandes protestos, a maioria por jovens poloneses que pensam que a ACTA (que diz criar padrões internacionais para propriedade intelectual) iria reduzir a liberdade na internet.

Ignorando os protestos entre usários da internet, a Polônia assinou seu apoio no dia 26 de janeiro, mas a ratificação parlamentar é necessaria para a lei entrar em vigor.

O governo de centro-direita de Tusk enfrentou críticas por assinar o acordo depois de conversar com gravadoras e mídias comerciais, mas não com grupos que representem os usuários da internet.

O dia após a assinatura, Tusk já expressava cautela sobre a ACTA, um acordo amplo que não só que reprimir os downloads ilegais, assim como a cópia de mercadorias.

Além dos protestos de rua e online, a Polônia enfrentou cyber-ataques dos "hacktivistas" Anonymous e de um grupo chamado Polish Underground, que derrubou o site da presidência, parlamento e dos ministérios da cultura e relações exteriores, além do site da polícia nacional.

ACTA foi negociada pelas 27 nações da União Europeia, Australia, Canadá, México, Marrocos, Nova Zelândia, Japão, Cingapura, Coréia do Sul, Suiça e Estados Unidos.

Via Breitbart