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domingo, 12 de abril de 2015

Para além das Malvinas, o colonialismo moderno no mundo

 Por Frederico Larsen - A reivindicação argentina pela soberania sobre as Ilhas Malvinas não é o único pedido de descolonização pendente no mundo, 17 territórios são hoje monitorados para terminar com o colonialismo a nível global.

Durante o século XX deu-se a grande onda de descolonização a nível global que permitiu o surgimento de novos Estados-Nação em todo o mundo. Se bem a África e a Ásia foram os continentes mais afetados pelo fenômeno, em todas as latitudes se sentiu com firmeza a reivindicação pela autodeterminação dos povos a eleger suas formas de governo e exercer sua soberania.

Depois de acompanhar esse processo e acabar com o colonialismo europeu no mundo, as Nações Unidas instituíram a "Declaração sobre a concessão da independência aos países e povos coloniais", conhecida também como a Declaração sobre a Descolonização, em 1961. Um ano mais tarde se constituiu o Comitê Especial de Descolonização, conformado por 24 países que devem assegurar a aplicação dos princípios fundamentais da declaração. No último fevereiro, Equador foi reeleito na presidência do comitê.

Atualmente existem 17 "territórios não autônomos", como os define a ONU, onde vivem milhões de pessoas. Dez deles são controlados pelo Reino Unido: Anguila, Bermudas, Gibraltar, Ilhas Caimã, Ilhas Malvinas, Ilhas Turcas e Caicos, Ilhas Virgens Britânicas, Montserrat, Pitcain e a ilha de Santa Elena; três pelos Estados Unidos: Guam, Ilhas Virgens dos EUA e a Samoa Americana; e dois em mãos da França: Nova Calcedônia e a Polinésia Francesa. A estes é necessário acrescentar dois mais, que recebem uma atenção especial por parte da ONU, e são Porto Rico, considerado um "Estado livre associado", mas não incorporado aos EUA, e a República Árabe Saharaui Democrática, ocupada por Marrocos depois da cisão espanhola.

Contrariamente ao que se pode pensar, na maioria dos casos estes territórios não constituem nenhuma vantagem econômica direta para os colonizadores. Pelo contrário, o status econômico que conseguiram, especialmente entre os anos 70 e 90, comporta uma série de obrigações administrativas muitas vezes onerosas para as potências administradoras.

Embora os povos "não autônomos" possam eleger um poder legislativo e um primeiro ministro, o Poder Executivo é compartilhado com um governador eleito diretamente da potência colonial, que toma as decisões sobre a política externa, militar e de comércio internacional, e os pressupostos de investimentos em infraestrutura são geralmente cobertos pelo país colonizador.

Não obstante, em sua maioria -10 de 17 - estão incluídas dentro da lista internacional de paraísos fiscais da OCDE, dando conta de um nível altíssimo de vida alcançado sob esta organização ao amparo da especulação financeira a nível mundial. Boa parte destes países são conhecidos por informação "de cor" que as potências difundem em muitos casos para refletir um estado de paz.

Samoa, por exemplo, se tornou famosa recentemente por sua seleção de futebol, reconhecida pela FIFA e considerada a pior do mundo, mas também a primeira a incorporar uma jogadora transexual entre seus homens.

Assim a atualidade destes territórios não se reduz a seu status de paraísos fiscais ou turísticos. Sua submisão aos governos centrais e os movimentos independentistas que surgiram ao longo dos anos trouxeram não poucos conflitos.

Um dos mais ressonantes é o que enfrenta hoje Paris contra a Polinésia Francesa, que reivindica uma boa indenização por ter sido durante 30 anos a zona de provas nucleares da República Francesa.

Entre as 118 ilhas que compõem este enclave colonial no Pacífico, se encontram as tristemente famosas Mururoa e Fangataufa, onde entre 1968 e 1996 França exportou 193 artefatos nucleares deixando, segundo denunciaram as autoridades polinésias ano passado, 3200 toneladas de material radioativo em suas costas.

Paris deve também atender outra frente no âmbito da descolonização nos próximos meses. Trata-se da Nova Calcedônia, que fará cumprir uma das cláusulas do Acordo de Noumea firmado em 1998 entre os moradores das ilhas e França, que prevê a celebração de um referendo independentista "entre 2014 e 2018".

Embora a força política majoritária há 25 anos ali seja a direitista UMP - partido liderado por Nicolás Sarkozy - que se opõe a qualquer reivindicação independentista, o Front de Libération Nationale Kanak et Socialiste (FLNKS), com forte presença indígena, está cobrando cada vez mais força e hoje lidera a campanha em favor da independência.

Os domínios britânicos tampouco estão livres de conflitos. O Primeiro Ministro de Anguilla, Hubert Hughes, voltou no final de 2013 a insistir na celebração de um referendo, de comum acordo com Londres, para definir o status colonial da ilha. A última vez que se levou a cabo uma iniciativa similar foi em 1967 quando 1813 moradores da ilha contra 5 votaram em favor da independência. Dois anos mais tarde os paraquedistas britânicos chegaram para estabelecer a ordem.

A política plebiscitária para resolver este tipo de controvérsias também está sendo fortemente criticada. Existem casos, como o do referendo nas Ilhas Malvinas de 2013, onde o resultado da consulta é evidentemente influenciado pela política colonial da potência administradora.

Este sentou precedentes no âmbito internacional, como no caso de Guam, no Pacífico Ocidental sob o controle norteamericano. Ali em 1982 os 180.000 habitantes da ilha foram chamados a um plebiscito que não chegou ao quórum necessário. Dois anos mais tarde, a ONU culpou a uma das mais imponentes bases militares dos EUA, instalada em 1976, de ser "o maior obstáculo" para que a população possa eleger livremente seu destino.

Em outros casos, as promessas de autodeterminação nunca se cumprem, como na República Árabe Saharaui Democrática, que espera a celebração de seu referendo independentista desde 1991 depois do estabelecimento dos primeiros acordos de paz com Marrocos e Espanha.

O direito internacional tentou estabelecer regras para a descolonização dos territórios não autônomos em várias ocasiões sem obter resultados confiantes. Basta recordar que a resolução da ONU 2708 de 1970 e concordantes -35/119; 36/38; 37/35; 39/91-, estabelecem a proibição de instalar bases militares nestes territórios. Mas a militarização dos mesmos cresce ou decresce em função das necessidades geopolíticas das potências administradoras e não das resoluções internacionais.

A isto se acrescenta que a maioria das ações multilaterais que se levam adiante passam por um Conselho de Segurança da ONU anacrônico, dominado pelas três potências coloniais que se opõem a qualquer discussão sobre a situação atual.

O caso Malvinas resulta então de profunda relevância internacional. É o único - excetuando algum muito débil protesto espanhol pelo Penhão de Gibraltar - onde um Estado decidiu avançar diplomaticamente na resolução do conflito por vias pacíficas. Qualquer avanço que se alcance nesse sentido poderia sentar precedente para as demais populações sob o domínio colonial.

Via paginatransversal

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Polônia é denunciada por tratos inumanos em prisão secreta da CIA


O Tribunal de Estrasburgo recebeu os processos apresentados pelo palestino Abu Zubaydah e o saudita Abd al Rahim al Nashiri, que denunciaram terem sido torturados e submetidos a tratos degradantes em uma base militar ao norte de Varsóvia.

O Estado polonês foi denunciado diante do Tribunal Europeu de Direitos Humanos por tratamento inumano e torturas em uma prisão secreta da Agência Central de Inteligência (CIA), onde os serviços especiais mantinham detidos "suspeitos de terrorismo".

As denúncias foram feitas pelos torturados através de simulações de afogamento e execução, entre outras coisas, próximo do povoado de Stare Kiejkuty, que fica no norte de Varsóvia.

Os requerentes foram retidos na Polônia entre 2002 e 2003 e depois enviados à Base Naval de Guantânamo, em Cuba, onde permanecem até agora. Ambos apresentaram encargos contra o Estado polonês porque, segundo eles, "com todo conhecimento de causa e de maneira deliberada", autorizou os serviços especiais estadounidenses a atuar em seu território.

O advogado Amrit Singh declarou que seu cliente, Al Nashiri, foi detido e submetido a posições estressantes, com as mãos atadas, durante vários dias. "O submeteram a simulações de execução e o ameaçaram abusar sexualmente de sua mãe diante dele", assegurou. Para isso, o letrado considerou essencial a intervenção do Tribunal Europeu para pôr fim à impunidade. Assim, alegou que amparando-se no "segredo de instrução", o Governo polonês rechaçou realizar qualquer comentário diante do Tribunal sobre os voos da CIA em seu território e a detenção destes dois indivíduos em prisões secretas.

"Varsóvia não deseja confirmar nem validar" os fatos relatados pelos requerentes, pois "são as jurisdições nacionais as que têm a competência para trabalhar" sobre eles, expressou o representante do governo polonês, Artur Nowak-Far.

No entanto, as autoridades polonesas se negam a facilitar informação sobre os voos da CIA em seu território e a detenção de pessoas, argumentando que o Tribunal de Estrasburgo não pode assegurar "a confidencialidade dos documentos classificados" e que "não há motivo algum para que o Tribunal Europeu substitua os organismos internos".

No ano de 2006, o então presidente norteamericano, George W. Bush (2000-2008), revelou a existência de centros de detenção da CIA no estrangeiro. Ainda que não precisou sua localização, vários informantes indicam que os centros secretos de detenção estadounidenses poderiam se localizar na Lituânia, Romênia, entre outros países europeus.

O relator especial da ONU sobre direitos humanos e antiterrorismo, Ben Emmerson, denunciou a impunidade pelos fatos, pela destruição das provas e obstrução da justiça. Acrescentou que um veredito sobre o caso pode surgir nos próximos meses.
Via Telesur

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Putin afirma a falta de provas, sobre o uso de armas químicas


O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta Segunda em uma conversação telefônica com o primeiro ministro britânico, David Cameron, que não há evidência qualquer sobre o uso de armas químicas pela Síria.

"Não há provas registradas de um ataque com armas químicas ou de quem tenha sido responsável", disse Putin, segundo uma informação do serviço de imprensa do Kremlin recolhida pela agência RIA Novosti.

De acordo com a fonte, a entrevista telefônica de Putin e Cameron "se firmou essencialmente na situação da Síria em um contexto de informações publicadas por meios de comunicação sobre o eventual uso de armas químicas próximo de Damasco".

No Domingo, o governo sírio aceitou que os especialistas da ONU investigassem o suposto ataque com gás venenoso da última Quarta em um subúrbio perto de Damasco, capital síria, que ao que parece acabou com a vida de centenas de pessoas.

O secretário de defesa dos EUA, Chuck Hagel, disse em 23 de Agosto que já tinha começado o movimento de forças navais com o fim de se posicionar para um ataque contra a Síria, no caso do presidente estadounidense, Barack Obama, dar luz verde.

Enquanto o governo sírio nega ter lançado um ataque químico, o Exército deste país irrompeu no Sábado em um armazém situado no bairro de Jobar, em Damasco, onde encontrou barris de gás tóxico com etiqueta de fabricação saudita.

Além disso, o presidente sírio, Bashar al Assad, assegurou que os EUA fracassarão no caso de intervirem militarmente no país árabe "tal como em outras guerras que criaram, a começar pelo Vietnã".


Via Hispantv
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domingo, 5 de maio de 2013

"Ataque de Israel contra Síria é uma declaração de guerra"

 
O segundo-ministro de Relações Exteriores, Faisal al-Miqdad, qualificou neste Domingo de "declaração de guerra" o ataque do regime israelita contra o centro de investigação científica de Jamrya, próximo a Damasco, capital da Síria.
 
A recente agressão israelita é uma demonstração da aliança entre o regime de Tel Aviv e os terroristas sírios, assinalou Al-Miqdad ao salientar que a Síria tomará represálias contra o regime de Israel e sua vez e da sua maneira.
 
A chancelaria síria enviou neste Domingo uma carta ao presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), e outra ao secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, nas que afirmou que a continuação das agressões israelitas poderia aumentar a tensão na região e arrastar a uma guerra regional a grande escala que ameaçaria a paz e a segurança internacionais na região e no mundo.
 
Ademais, asseverou que a Síria ao mesmo tempo em que confirma seu direito de defender-se, de defender seu território e soberania, pede ao Conselho de Segurança que cargue com suas reponsabilidades de cessar a agressão israelita contra Síria, prevenir sua repetição e evitar o agravamento da situação na região e sua saída de controle.

Esta flagrante agressão do regime israelita contra sítios pertencentes às Forças Armadas da Síria confirma a coordenação entre o regime de Tel Aviv e os terroristas pertencentes ao grupo Frente Al-Nusra, destacou a chancelaria síria.

Finalmente, expressou que Síria considera que a insistência de alguns Estados memebros do CSNU em dar cobertura a contínua agressão e sua ocupação dos territórios árabes, acarreta a estes países a plena responsabilidade das consequências que poderiam derivar dos atos agressivos do regime de Tel Aviv.

Por outro lado, o ministro de Informação da Síria, Omran al-Zoabi, advertiu sobre as consequências do assalto do regime israelita contra Síria, ao afirmar que existe uma correlação significativa entre o regime de Tel Aviv e os grupos armados.

"Estamos decididos a proteger a população síria de todas as maneiras possívels", e "nosso povo e nosso Estado não aceitam a humilhação", mas isso não é uma nova agressão por parte do regime de Israel, segundo Al-Zoabi.

O regime de Tel Aviv lançou nesta madrugada deste Domingo um ataque com mísseis contra o centro de investigação científica de Jamrya, próximo de Damasco, capital síria.

Isso se produz dois dias depois de que or egime de Tel Aviv confirmou ter perpetrado na madrugada de Sexta-Feira um ataque aéreo contra Síria, assegurando que seu objetivo era um carregamento de mísseis ultramodernos.

Desde meados de Março de 2011, Síria foi cenário de distúrbios perpetrados por terroristas, financiados e dirigidos desde o estrangeiro, a fim de derrubar o governo do presidente, Bashar al Asad.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Coreia do Norte lança alerta de ataque aéreo


 Corea del Norte anuncia una alerta de ataque aéreo
A Coreia do Norte anunciou um alerta de ataque aéreo e ordena suas forças militares a estar preparadas para responder, informou nesta quinta a agência sul-coreana Yonhap.

O alerta, emitido as 00:32 GMT, enviou uma mensagem para as unidades militares para que estejam preparadas.

No entanto, segundo as últimas informações disponíveis, a ação poderia ser parte de um simulacro de ataque aéreo.

"O exercício poderia ser uma resposta à recente implantação de bombardeiros estratégicos americanos B-52 sobre a península coreana" afirmou um funcionário sul-coreano, citado pela agência. O alerta, adicionou, é similar aos simulacros de proteção civil de ataque aéreo que ocorrem na Coreia do Sul.

O anúncio de alerta se produz pouco depois que o líder norte-coreano Kim Jong-un supervisou um ataque de veículos aéreos não-tripulados contra objetivos simulados da Coreia do Sul.

A tensão na peninsula coreana aumentou depois que o Conselho de Segurança da ONU aprovou novas sanções contra a Coreia do Norte. Pyongyang mostrou sua profunda rejeição contra a resolução, tachando-a de um 'fruto da política hostil dos Estados Unidos' contra a nação norte-coreana. Anteriormente um portafoz do Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte se reserva o direito de realizar um "ataque nuclear preventivo" em caso de se sentir ameaçado.

RT

terça-feira, 12 de março de 2013

Israel apela à Liga Árabe intervir militarmente na Síria

O presidente israelense, Shimon Peres, pediu hoje à Liga Árabe que envie forças para intervir na Síria para "deter o massacre".



Em um histórico discurso, o primeiro de um chefe de Estado diante de um Parlamento Europeu em quase três décadas, Peres disse que para por fim à violência na Síria "as Nações Unidas deveriam apoiar a Liga Árabe na criação de uma força árabe de capacetes azuis".

"O mundo livre não pode se manter à parte quando o presidente sírio leva a cabo uma matança contra seu próprio povo e seus próprios filhos" assinalou Peres, " Isso rompe nossos corações".

O líder israelense, que se encontra em viagem pela Europa participando de reuniões de instituições da UE, falou ao Parlamento, cujos 754 deputados se levantaram e aplaudiram.

Depois de afirmar que o presidente sírio, Bashar al-Assad é uma ameaça para toda a região "e até mesmo para a Europa", porque teria um arsenal químico, Peres apostou em uma intervenção da Liga Árabe como a melhor "solução" para evitar que as supostas armas químicas "caiam nas mãos erradas".

"Qualquer intervenção de forças ocidentais seria percebida como uma interferência externa", continuou o presidente.

"A Liga Árabe pode e deve formar um governo provisório na Síria para parar a matança, para evitar que a Síria se despedace", disse Peres.

Via ANN

Post Spriptum: Acusações infundadas sobre o inimigo possuir certas "armas" não são novidade nas relações internacionais, vide o caso Sadam Hussein e programas nucleares.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Coreia do Norte justifica seu programa para "não se tornar outra Líbia"

Coreia do Norte advertiu quinta que seguirá reforçando seu poder de dissuasão nuclear, apesar das sanções internacionais e ameças do Conselho de Segurança da ONU, para evitar "consequências trágicas" de países que, como a Líbia, abandonaram suas pretensões atômicas por causa de "pressões externas".



A agência estatal norte-coreana KCNA explicou que o destino desses países que nos últimos anos deixaram  no meio do caminho seus programas nucleares "cedendo às práticas déspotas e à pressão dos Estados Unidos, demonstram claramente que a Coreia do Norte foi muito pró-ativa e justa quando realizou seu recente teste atômico".

Após esse anúncio, especialistas sul-coreanos disseram à EFE que o regime de Kim Jong-un faz alusão indireta ao caso da Líbia, onde foi derrotado Muammar Gadaffi oito anos após abandonar seu programa de armas nucleares, como parte de uma mortal intervenção militar estrangeira.

A KCNA também alega que a "incessante chantagem nuclear e as sanções" de Washington - país que constantemente ameaça empreender ataque atômico preventivo - tratam de "violar o direito de Coreia do Norte à auto-determinação".

Nesse sentido, o governo de Pyongyang advertiu novamente os Estados Unidos que "opta pela decisão estratégica de responder a armas nucleares com mais armas nucleares."

Assim, Coreia do Norte reafirma, uma vez mais, sua intenção de seguir desenvolvendo seu programa nuclear, o qual considera uma medida de auto-defesa ao garantir seu poder de dissuasão contra o que considera "políticas hostis" dos EUA, apoiadas por seu aliado Coreia do Sul.

No dia 12 de fevereiro, a nação asiática realizou com êxito seu terceiro teste nuclear, detonando um dispositivo atômico compacto de grande poder destrutivo, cuja potência era entre sete e oito quilotons, provocando um abalo sísmico de magnitude de 5,1 graus segundo o governo de Seul.

Esse novo exercício nuclear recebeu uma ampla condenação internacional, incluindo dentro do conselho de segurança, instância que endureceu as sanções contra o país asiático.

Por sua vez, Pyongyang celebrou sua ação e justificou que foi uma "resposta à condenação da ONU, após o lançamento de um foguete de longo alcance dezembro passado".

Coreia do Norte disse à China, seu único grande aliado, planeja realizar mais testes nucleares. Igualmente, intensificou sua retórica contra a Coreia do Sul nas últimas semanas e ameaçou destruir seu "vizinho rico e democrático".

Via telesur

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Palestina se torna estado observador da ONU

A Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou por maioria absoluta uma resolução que reconhece a Autoridade Nacional Palestina (ANP) como um estado observador não-membro.

Em uma votação direta no plenário da Assembléia Geral, a resolução promovida pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, recebeu 138 cotos a favor, 9 contra e 41 abstenções.



Israel perdeu desta vez até mesmo alguns de seus aliados europeus. Embora se contasse dizer "não" igual a se abster, vários membros da União Européia evitaram o rechaço mais agressivo do voto contra. A Alemanha era o europau mais decidido a votar com Israel e no final preferiu se abster como o Reino Unido, Holanda e Bulgária. A Itália, que iria votar contra, secolheu "sim". Assim Israel se viu quase sozinho em seu voto contrário, junto com Estados Unidos, Canadá, República Tcheca, Panamá, Nauru, Paulau, Micronésia e Ilhas Marshall.

Desde 1988, a missão palestina senta na Assembléia Geral como "entidade" observadora e a mudança não deu mais poderes práticos em Nova York, mas pode entrar outras agências da ONU, como o Tribunal Penal Internacional. Qualquer movimento para processar Israel, poderia desencadear sanções econômicas. Enquanto Israel moderou sua posição e não tem planos para agora de bloquear o retorno dos impostos que coleta dos palestinos, a ajuda externa dos EUA pode ser bloqueada no Congresso.



Via El Mundo

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Parlamento Europeu alerta para a possibilidade de que a ONU controle a Internet

Surgem novos temores sobre o futuro da governança da Internet, uma questão discutida em muitas ocasiões durante os últimos anos. O Parlamento Europeu adverte agora que a ONU não deveria ser encarregada de controlar a rede.



A razão desse aviso é que, em menos de um mês, a comunidade internacional tentará levar adiante um novo tratado sobre comunicações. De fato, a União Internacional de Telecomunicações (UIT) está organizando uma conferência para redigir o novo tratado, entre 3 e 14 de desembro em Dubai.

Segundo informa a rede BBC, a imprensa russa sugeriu ao Kremlin e outros governos propuseram, entre outras medidas, que o sistema de controle de números e nomes de Internet, atualmente nas mãos da organização americana ICANN, passe para as mãos de uma agência da ONU.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Turquia bombardeia Síria em resposta a um suposto ataque

As forças militares turcas atacaram vários alvos no território sírio em resposta a projécteis de morteiro lançados esta manhã desde o outro lado da fronteira e que provocaram cinco mortes, informa o escritório do primeiro ministro da Turquia.

<<Nossas Forças Armadas, seguindo as regras internacionais de entrada em combate, bombardearam alvos na Síria em resposta ao abjeto ataque e depois de determinar mediante o radar desde onde foram disparados>> as conchas que caíram, afirma um comunidade do escritório do primeiro ministro, citado por CNN Türk.

Horas antes, a Turquia tinha anunciado represálias contra a Síria pelos cinco mortos e treze feridos; << Isso exige uma represália segundo o direito internacional. É a gota d'água que enche o vaso>>, dizia o vice-primeiro ministro turco, Bülent Arinç.

<<As disposições da OTAN são muito claras e determinam que todos os países membros têm a responsabilidade de responder quando um deles é agredido>>, recordou Arinç. <<Quando nossos cidadãos perdem a vida e nosso território é atacado, desde logo protegeremos nossos direitos>>, prometeu o vice-primeiro ministro, informava a agência semipública Anadolu.

Implicações com a OTAN

O artigo 5 do Tratado da OTAN prevê a defesa coletiva ante um ataque contra um de seus membros.
A OTAN, que no ano passado interviu durante meses na Líbia, tratou até agora de manter-se a margem do conflito sírio.

As mortes desta semana foram executadas por um projéctil disparado durante os combates entre rebeldes sírios e tropas regulares ao redor do posto fronteiriço de Tel Abyad. Na Sexta já caiu um primeiro projéctil no povoado e destroçou uma casa, mas sem causar vítimas.

O primeiro ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, cancelou seu programa previsto para hoje e havia convocado uma reunião de crise em seu gabinete, com o ministro de relações exteriores, Ahmet Davutoglu, e o chefe do Estado Maior.

Davugotlu, por sua vez, conversou por telefone com Anders Fogh Rasmussen, o secretário geral da OTAN, e com Lakhdar Brahimi, o representante para Síria da ONU e Liga Árabe, segundo informa a emissora CNN Türk.

Em Junho a Turquia já tinha ameaçado de usar a força contra a Síria depois de que as forças antiaéreas do país árabe derrubaram um de seus bombardeiros próximos de sua costa.

A Turquia recebe em treze acampamentos 93.576 refugiados sírios que fugiram de seu país pelo conflito, segundo dados da ONU, entre eles altos oficiais desertores que se uniram ao Exército Livre da Síria.

Via ABCes

sexta-feira, 20 de julho de 2012

EUA "se vinga da Rússia" por sua atitude na ONU quanto a Síria

Moscou crê que Washington isenta-se da responsabilidade pela escala do conflito culpando aos outros

O "lobby" militar-industrial estadunidense no Congresso proibiu ao Pentágono o fechamento de contratos militares com a Rússia.

A Chancelaria russa considerou como um ato de vingança contra Moscou por sua posição a respeito da Síria a emenda aprovada pela Câmara de Representantes do Congresso estadunidense que proíbe a colaboração com a agência exportadora de armas russa Rosoboronexport.

Segundo o porta-voz da diplomacia russa, Alexander Lukashévich, a "aspiração de vingar-se da Rússia" por sua posição no Conselho de Segurança da ONU e por sua postura em favor de uma solução pacífica do conflito interno sírio "é uma tentativa se isentar da responsabilidade pela escala do conflito, culpando aos outros, e em geral é uma tentativa de "tomar o controle" das sanções em todos os casos, o que, naturalmente, causa rejeição", disse.

O diplomático russo também lembrou que a decisão foi aprovada por esmagadora maioria de votos, poucas horas depois que a Rússia e a China vetaram o projeto de resolução do Conselho de Segurança da ONU que havia dado a aprovação para uma intervenção militar da OTAN na Síria.

Como em outras ocasiões, a explicação dada foi a chamada informação da inteligência estadunidense. Esta informou semana passada que a Rússia vende a Síria e ao Irã tecnologias para a criação de mísseis balísticos, um perfeito pretexto para uma intervenção militar.

Além das evidentes pressões políticas, a medida restritiva estadunidense está condenada a minar futuros contratos do Pentágono de comercialização de helicópteros russos Mi-17 para as Forças Armadas afegãs.

Segundo o vice-diretor do Centro Analítico Russo de Estratégias e Tecnologias, Konstantin Makiyenko, os relatórios dos serviços secretos estadunidenses "estão ligados diretamente com a luta do "lobby" industrial e regional contra o contrato de comércio de helicópteros russos Mi-17".

O dito contrato foi assinado por Rosoboronexport e pelo Departamento de Defesa estadunidense em 2011 e estipula o fornecimento de 21 helicópteros militares de transporte russos Mi-17V5 às forças militares do Afeganistão com opção de sua exportação sucessiva a este país.

Enquanto durem as discussões em torno de supostos fornecimentos de tecnologias militares à Síria e ao Irã, a Rússia afronta na Corte Internacional de Justiça de Genebra uma demanda judicial do Irã que exige 4.000 milhões de dólares de compensação pelo não cumprimento do contrato de venda de sistemas antiaéreos S-300. Dito contrato foi cancelado pela Rússia em 2010 em função da respectiva resolução da ONU que proibia a venda de armas semelhantes ao Irã.

Via RT

quarta-feira, 11 de julho de 2012

A Rússia não apoiará a resoluçaõ da ONU sobre a Síria se forem estabelecidas sanções

Moscou não crê que as sanções podem possibilitar o fim do conflito

A Rússia não apoiará o projeto de resolução do Conselho de Segurança sobre a Síria caso ameace Damasco com sanções, segundo anunciou um representante russo permanente na ONU, Alexánder Pankin.

Moscou se nega a aprovar o projeto porque não considera que "a imposição de sanções tenha algum efeito" na busca de uma saída ao conlito entre o regime de Bashar al Assad e a oposição síria.

Os países ocidentais propõem uma nova resolução que prevê aplicar sanções contra a Síria se as partes do conflito não colocarem um fim à violência no país, segundo Pankin. A Rússia está contra tais medidas porque apenas vão contra o regime e apenas afetam a oposição armada.

Reino Unido, França e EUA planejam esboçar um novo projeto de resolução em resposta ao que foi promovido pela Rússia (que propõem prolongar por três meses mais a missão dos observadores da ONU na Síria), segundo anunciou em uma conferência de imprensa o enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe, Kofi Annan, no transcurso da última reunião do Conselho de Segurança.

Se espera que a China, outro país com direito ao veto no Conselho, tampouco apóie esta resolução dos países Ocidentais.

VIA RT

terça-feira, 19 de junho de 2012

ONU Exige que Estados Unidos esclareça quem decide a quem matar com seus drones

Um investigador da ONU exigiu que a Casa Branca explique como a decide matar supostos membros da Al Qaeda ou do Talibã, em vez de capturá-los. A exigência é devido a um número crescente de mortes civis no Afeganistão, Paquistão, Iraque, Somália e Iêmen causadas pelos drones Norte-Americanos.
 
O relator das Nações Unidas sobre execuções arbitrárias, Heyns Christof, exortou Washington a esclarecer como a decisão de "matar em vez de captura" aos que considera criminosos e se o Governo do país onde o ataque ocorreu deu o seu consentimento.


Citando dados da Comissão de Direitos Humanos do Paquistão, o superior relatou que os EUA mataram pelo menos 957 pessoas no país apenas em 2010. Milhares de pessoas morreram no país em 300 ataques aéreos desde 2004, acredita-se que 20% deles são civis.


A Exigência de Heyns é a reiteração das recomendações feitas anteriormente pelo relator, que fez uma visita para os EUA em 2008.


Também Christof Heyns manifestou preocupação com o precedente que pode definir esta prática, o que permitiria que qualquer governo, sob o pretexto de combater o terrorismo assassinato, um indivíduo em outro país, se considerada uma ameaça à sua segurança.


Drones desempenham um papel fundamental em operações de contraterrorismo muitos dos Estados Unidos. No início deste mês, como resultado de um ataque aéreo no Paquistão foi morto um líder da Al Qaeda, Abu Yahya al-Libi. O embaixador dos EUA em Islamabad foi convidado para o Ministério do Exterior paquistanês, onde ele expressa um forte protesto contra as operações aéreas.


No Paquistão, ao contrário do Afeganistão, não há conflito de renome internacional, mas os militares dos EUA. Estados. continuar a atacar suspeitos da Al-Qaeda no Paquistão santuários. "Temos claro que vamos nos defender", disse em 06 de junho, o chefe do Pentágono, Leon Panetta. Segundo o alto funcionário no Paquistão estão escondidos os terroristas que organizaram o 11-S. Islamabad pede a realização de tais operações em violação do direito internacional e a soberania do Paquistão.




Via RT

terça-feira, 12 de junho de 2012

Rússia propõe para sediar uma reunião para a Síria

Moscou está pronta para sediar uma conferência internacional sobre o conflito na Síria, como foi indicado na terça-feira o chanceler russo Sergey Lavrov.
A proposta russa foi feita durante uma reunião informal da Assembleia Geral da ONU.

Segundo a chefe da diplomacia russa, o Irã deve participar da reunião, bem como outros países e organizações capazes de influenciar entre as forças da oposição na Síria.

Ele ressaltou que a Rússia propôs princípios específicos para a resolução de conflitos, então, deve-se esperar alguns ajustes que devem ser feitos pelos Estados Unidos.

O ministro disse que a conferência em Moscou devem ser "o única forma para apoiar os esforços no âmbito das resoluções do Conselho de Segurança, que aprovou o plano do enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan."

Lavrov rebateu que a conferência seja 'grupo de amigos da Síria ", que o classificou de um" grupo de amigos do Conselho Nacional Sírio ", que é uma das principais forças de oposição.



Via RT

segunda-feira, 11 de junho de 2012

ONU pretende cobrar impostos da Internet

A ONU recentemente reviveu o seu desejo de longa data para assumir o controle da Internet. É improvável que se obtenha a sua forma. Então, liderado por nações européias - quem mais? - Ela deparou com outro meio pelo qual a exercer sua influência: Impostos. Relatórios CNET:

A ONU está considerando um novo imposto de Internet visando as maiores provedores de conteúdo da Web, incluindo Google, Facebook, Apple e Netflix, que poderia afetar sua capacidade de alcançar os usuários em países em desenvolvimento.


A proposta européia, oferecido para debate numa reunião de Dezembro de uma agência da ONU chamou a União Internacional de Telecomunicações, iria alterar um tratado de telecomunicações existente, impondo pesados ​​custos em sites populares e seus provedores de rede para o privilégio de servir usuários não norte-americanos, de acordo aos documentos que vazaram recentemente.

Via Infowars

terça-feira, 5 de junho de 2012

Síria expulsa embaixadores ocidentais

Síria anunciou terça-feira a expulsão dos embaixadores dos EUA, Reino Unido, França, Suíça, Espanha, Itália, Bélgica, Bulgária e Canadá, segundo a televisão nacional.

Segundo a fonte, o Ministério dos Negócios Estrangeiros adotou esta medida " seguindo o princípio de reciprocidade."No entanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio disse que o governo ainda está disposto a estabelecer relações com diplomatas expulsos, mesmo aqueles que já retornaram ao seu país, como o embaixador dos Estados Unidos.


 
"A República Árabe da Síria ainda acredita na importância do diálogo baseado em princípios de respeito mútuo e igualdade", diz um comunicado da chancelaria. "Esperamos que os países que iniciaram estas etapas para respeitar estes princípios, que permitem que as relações de volta ao normal novamente", ressalta.


 Uma semana atrás, vários países europeus, como França, Alemanha, Espanha, Itália e Grã-Bretanha anuncioaram, juntamente com Estados Unidos e Canadá, a expulsão de diplomatas sírios após o massacre de Hula, que matou mais de cem pessoas, 34 crianças entre eles.

 O anúncio desta onda de expulsões aconteceram em meio a crescentes esforços diplomáticos para pôr fim ao derramamento de sangue na Síria, onde ambas as partes envolvidas no conflito não atendem enviado o plano de paz para a ONU, Kofi Annan.

 O embaixador russo Vitaly Churkin disse que a resolução de conflitos sírio ter sido apenas "algum progresso", como o estabelecimento de cooperação entre as autoridades sírias e as agências de ajuda para Asist da população. 

"Em relação aos outros pontos, encontra-se o plano Annan", disse Churkin. De acordo com ele, você tem que censurar-se igualmente a todas as partes envolvidas no conflito: o governo sírio por não totalmente retirado as armas pesadas das cidades e não cumprir a promessa de não usar contra o povo, a oposição continue a ataques contra as autoridades, e também os países que fornecem armas para a oposição (Arábia Saudita, Catar).

 Ao contrário do Ocidente e os Estados Unidos, Rússia e China se manifestam contra a invasão na Síria, argumentando que a única possibilidade de resolução pacífica de conflitos é o plano de paz da ONU e rejeitar qualquer tipo de intervenção militar. Devido a estas razões, os dois países vetaram resoluções duas vezes promovidas pelo Ocidente no Conselho de Segurança da ONU.


Via RT

segunda-feira, 19 de março de 2012

Coreia do Norte rejeita apelo para cancelar lançamento de satélite

Apesar das críticas, Pyongyang afirma que lançamento continua marcado para abril. Comunidade internacional acredita que manobra é disfarce para teste de mísseis de longo alcance. Acordo com EUA também está ameaçado.

A Coreia do Norte repudiou neste domingo (18/03) as críticas sobre seus planos de lançar um satélite no espaço, entre os dias 12 e 16 de abril, como parte das comemorações do aniversário de seu fundador, Kim II-Sung, avô de Kim Jong-Un, novo líder do país.

O lançamento do foguete com o satélite – o que vem sendo considerado pelos norte-americanos como um disfarce para o que seria na verdade um teste de mísseis de longo alcance – foi anunciado na sexta-feira (16/03) e recebeu duras críticas dos países vizinhos.

Ao reiterar a decisão, os norte-coreanos devem contrariar seu maior apoiador, a China, e voltar a congelar as relações com os Estados Unidos, no momento em que os dois países acenavam para a volta do diálogo.

"O desenvolvimento e uso pacífico do espaço é um direito legítimo e soberano universalmente reconhecido", afirmou a agência de notícias estatal da Coreia do Norte, ressaltando que o uso de satélites para fins científicos não pode permanecer como um privilégio de poucos países

Segundo a agência, os países estão "redondamente enganados" se estiverem pensando que as críticas farão com que os norte-coreanos abortem a operação de lançamento do satélite de observação.

Além dos EUA, também a Coreia do Sul, o Japão e as Nações Unidas expressaram preocupação com os planos da Coreia do Norte, já que há anos o país vem tentando construir um arsenal nuclear.

Analistas acham que anúncio visa reforçar legitimidade de Jong-Un

Para analistas, anúncio visa reforçar legitimidade de Jong-Un

Acordo questionado

O governo dos EUA considera o anúncio de Kim Jong-Un "extremamente provocativo". Para Washington, ao prosseguir com a proposta, Pyongyang levanta dúvidas sobre a efeitividade do acordo fechado com os norte-americanos no dia 29 de fevereiro, segundo o qual os norte-coreanos concordam em suspender seu programa nucleares e de lançamento de mísseis de longo alcance em troca da doação de 240 mil toneladas de alimentos ao país.

Em abril de 2009, o lançamento de um foguete balístico resultou em uma rodada de sanções por parte da ONU, abalando ainda mais a já frágil economia norte-coreana e aprofundando seu isolamento. O lançamento foi considerado uma falha depois que o primeiro estágio caiu no Mar do Japão sem conseguir colocar um satélite em órbita. Um outro teste similar também fracassara em circunstâncias similares em 1998.

Analistas políticos acreditam que o anúncio visa reforçar a legitimidade de Kim Jong-Un, que assumiu o governo coreano após a morte do pai, Kim Jong Il, em dezembro passado.

Via Deutsche Welle