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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Bono e a Monsanto pelos transgênicos

Através da Nova Aliança para a Segurança Alimentar e Nutricional, firmada recentemente pelos governos dos países do G8, as terras da África se tornarão em terras da Monsanto, Dupont e outras corporações de alimentos geneticamente modificados. Bono, o vocalista filantropo do U2, é um dos promotores desse acordo.



A pobreza é, em nosso tempo, um componente fundamental do sistema econômico vigente, o qual a base se apoia na possibilidade da ganância e acumulação. Neste ponto, os supostos esforços pelos quais se tenta reduzi-la ou ainda "erradica-la" são quase sempre, quando surgem do próprio sistema, estratégias para dissimular e perpetuar a mesma, mudar de lugar e lhe dar outra aparência, mas sem nunca ter o propósito de acabar com ela.

Nesse contexto, pode-se encontrar o "altruísmo" que se implementa o mesmo desde o chamado setor privado que o governamental ou o de organismos supranacionais, políticas caracterizadas por assistencialismo que pretendem suprir as necessidades por meio da entrega de alguma dádiva.

Este tipo de caridade tem sido criticada sobre tudo por vários efeitos. Primeiro, a relação de dependência que se cria entre a população desprotegida e a entidade que outorga a "ajuda": nesta, não existe realmente uma vontade de transformar a realidade das pessoas, mas mantê-las no estado em que se encontram. Por outro lado, também se destaca o fato de que tal assistência quase sempre também é o negócio de alguém mais: a pobreza como uma espécia de fábrica de onde se obtém algum proveito econômico. Em poucas palavras, e no sentido que dissemos acima, sempre há alguém a quem lhe convém a existência da pobreza.

Recentemente os governos alinhados no chamado G8 - os países com as maiores economias do mundo - assinaram um programa denominado "Nova Aliança para a Segurança Alimentar e Nutricional", focando nos países africanos onde a pobreza alimentar é letal e parece irreversível.

No entanto, como diz o próprio nome, o que se busca é a "segurança alimentar", um conceito que, a grosso modo, busca unicamente que as pessoas tenham o que comer sem se importar que tipo de alimento seja (em contraste, outras políticas públicas defendem a autonomia alimentar: que se favoreçam as condições para que uma pessoa ou comunidade seja capaz de gerar seus próprios alimentos, zelar pela qualidade e estar consciente do que consome).

No caso da NAFSN, a "segurança alimentar" será dada por empresas de alimentos geneticamente modificados, Monsanto, em especial, mas também outras como Diageo, Dupont, Pepsico, Syngenta e ainda Walmart. Como se vê, uma plataforma bastante homogênea cuja característica comum é a avidez e a cobiça    as custas do empobrecimento dos povos e a destruição do meio ambiente.

Um dos figurões desta campanha, ao menos no âmbito público, é Bono, o conhecido vocalista da banda U2 que há vários anos vem se destacando midiaticamente como figura emblemática de campanhas filantrópicas internacionais, arrastando com sua fama pública a aprovação superficial de milhares ou milhões de pessoas que não enxergam nada além da celebridade e ignoram o que ocorre por trás dos discursos de fotografias do momento.

Para encerrar, compartilharemos uma breve reflexão de Slavoj Žižek, de seu livro "Viver no fim dos tempos":

Quando nos mostram cenas de crianças morrendo de fome na África, com um apelo que façamos algo para ajudá-los, a mensagem ideológica subjacente é algo como "Não pense, não politize, esqueça as verdadeiras causas da pobreza, apenas atue, doe dinheiro, assim não terás que pensar!".

Via Ecoosfera

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Paraguai: Governo confirma interesse estrangeiro pelo petróleo

O governo confirmou que existem atualmente três empresas trabalhando na exploração do petróleo no Paraguai e outras várias dos Estados Unidos interessadas em aderir. "A riqueza do subsolo paraguaio é gigantesca", assegura a autoridade.



Richard Kent, ministro do Ministério do Planejamento, deu detalhes sobre os temas discutidos na reunião da Mesa de Energia em Mburuvicha Róga.

Comentou que se discutiu sobre as expectativas a respeito da exploração de petróleo no Paraguai.

"O Paraguai tem uma enorme quantidade de reservas, por isso é extremamente importante que o governo faça uma campanha realmente importante com pessoas qualificadas", disse ele.

Garantiu de que todos os documentos sobre prospecções, exploração e acordos com empresas será entregue às autoridades que assumirão em 15 de agosto.

Comentou que existem atualmente três empresas que trabalham na busca e exploração de jazidas no país.

Igualmente, há outras empresas interessadas em assinar acordos com o Estado em torno sobre as reservas.

"Após a exposição foi feita em Miami, há um sumo interesse em vir para o Paraguai para a prospecção e exploração desses depósitos", disse ele.


Via ABC

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Projeto IIRSA, plano de mega-saqueio da América do Sul

IIRSA (Iniciativa para a Integração da Infra-estrutura Regional Sul-Americana) é um conjunto de mais de 500 projetos organizados em dez Eixos de Integração e Desenvolvimento (EID).

Com um custo aproximado de 75 bilhões de dólares, busca eliminar as "barreiras" naturais que impedem a livre circulação de mercadorias entre as diferentes "ilhas" que compõem a região.

Os EID, ademais, se estruturam em sete "processos setoriais" que buscam organizar o espaço geográfico em base ao desenvolvimento de uma infra-estrutura física de transporte terrestre, aéreo e fluvial - projetos que representam 87% do IIRSA - e de oleodutos, gasodutos, portos marítimos e fluviais, linhas de energia e fibra ótica, usinas hidroelétricas, mineração, soja e transgênicos (Monsanto mediador) entre outros.

Segundo dados fornecidos em dezembro de 2010, 75% dos projetos apresentam avanços concretos, com 22% concluídos, 39% em execução e 25% em preparação.



Na realidade e sob esse roupagem de desenvolvimento blabla, se escondem os grandes grupos de poder econômico representados por: Paul Wolfowitz, presidente do Banco Mundial; Donald Rumsfeld, ex-secretário de Defesa dos Estados Unidos; David Rockefeller, ex-responsável pelo Chase Manhattan Bank; Henry Kissinger, ex-Secretário de Estado dos EUA; Alan Greenspan, governador do Banco da Reserva Federal dos EUA; Rodrigo Rato, diretor gerente do FMI; Jacques Chirac, ex-presidente da França; o multimilionário húngaro George Soros; a Rainha Sofia da Espanha e os Rothschild, uma dinastia européia de origem judaico-alemã alguns de cujos integrantes fundaram bancos e instituições financeiras no final do século XVIII, e acabou convertendo-se, no final do século XIX, em uma das mais influentes linhagens de banqueiros e financistas da Europa; e Bill Gates, os quais são os gestores desse plano sistemático mundial (a famosa Nova Ordem Mundial) de extrativismo, apropriação de bens comuns como água e territórios, para seguir a saga acumulativa, especuladora e elitista que só busca o bem-estar dessa minoria (1%) do mundo "civilizado", em detrimento dos pobres do mundo.

Para o ano de 2008 o IIRSA contava com 51 projetos concluídos, 196 em fase de execução e 107 em fase de preparação e estudos. IIRSA (2008) A construção de infra-estrutura é realizada através do método de mega-projetos que implicaria um custo de 37 bilhões dólares aumentando em 6% a dívida externa da América do Sul. Bartesaghi, et Ali (14:2006).

A ideia da iniciativa é reduzir os custos de produção da EXTRAÇÃO dos recursos naturais do continente. A infra-estrutura (fibra óptica, telecomunicações, etc) é distribuída pelas áreas ricas em recursos estratégicos e é encaminhada através de transportes multimodal até os portos que permitem o comércio extra-regional.

Se privilegia os acesso ao petróleo, os minerais, a água, à produção agrícola e à biodiversidade (o tráfico para os EUA, Canadá, especialmente no contexto americano, e a países de maior consumo mundial como Índia, China, França, Itália, Alemanha e Japão, e em menor medida, o mercado internacional).

É instrutivo a este respeito o anúncio criado pela empresa Syngnta intitulado "República Unida da Soja", no qual mostra um mapa com a região do Cone Sul de soja verde pintado com território autônomo inclusive com uma bandeira que representa uma semente no fundo verde.

O valor da natureza é dirigida diretamente para o mercado e não para serviços ambientais ou sua importância cultural. Projetos anteriores envolveram uma mobilização significativa dos povos indígenas, camponeses a mercê do aumento da concentração de terras e o deslocamento da produção ineficiente.

A biodiversidade é um produto para se apropriar ou como um destino para populações de altos recursos ou por patentes e biopirataria sobre os corpos e os conhecimentos utilizados pelos povos nativos.

O impacto econômico nas grandes cidades será o grande diferencial, por um lado, a burguesia local vai experimentar um aumento dos lucros, graças às suas ligações com o capital internacional. A classe trabalhadora e média se verá beneficiada em primeiro momento pela construção de infra-estrutura por mais mão de obra, mas a medida que começar operar será gerada uma queda na demanda de trabalho, aumentando a eficiência da produção.

Por sua vez, os setores "ineficientes", que exigem grande número de trabalhadores, perderão para a concorrência de novas empresas aumentando a desigualdade e o desemprego. A isso soma-se o aumento das populações urbanas criadas pelo êxodo rural e a inclusão forçada no mercado grandes quantidades de população.

Os impactos podem se dividir segundo as diferentes etapas de implementação do projeto, aumentando o grau dos impactos do mesmo até o fim de sua vida com o esgotamento de recursos e o abandono da região.

Via Unidos X Peron

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A privatização da política e o Moloque do desenvolvimento

Por Francesco Viaro

A tragédia em Bangladesh vira os holofotes para a questão da terceirização da produção de bens pelas grandes marcas. A produção de material de vestuário, máquinas e acessórios de tecnologia muitas vezes acontece em países do terceiro mundo ou os chamados emergentes, de um lado, há a razão econômica óbvia e imediata (produzir nesses países, onde as câmeras não estão ligadas, a custos baixos e manter em condições de semi-escravidão a força de trabalho), o outro é também a questão da marca.



A marca real transcende o próprio produto e torna-se uma experiência de vida, filosofia de vida e se torna parte da própria vida, transcende o produto físico, de fato, o sonho do grande guru das marcas é apenas descartar este material e vender o conceito, a experiência, a emoção que ele contém. Torna-se difícil falar de territorialidade e ligação com o território quando se trata desses gigantes, e a internet se torna o espaço ideal para as marcas, "liberta os países do mundo real, de lojas e de produção, essas marcas são livres para voar, propondo não tanto como falantes de bens ou serviços quanto como de alucinações coletivas "(1).

A política não está muito atrás e os dois mandatos de Bush Jr. têm atraído livremente a partir do modelo das hollow corporation, consultando especialistas em pesquisa de mercado e marca. Missões de proteção das fronteiras, defesa civil, de inteligência e militares no exterior têm sido concedidos ao setor privado, o diretor do Fundo para o financiamento, Mitch Daniels, expressou claramente o conceito: "o governo não tem o dever de prestação de serviços, mas certificar-se de que eles são fornecidos". Charlotte Beers, que dirigiu várias agências de publicidade, foi aceita como o subsecretária de Diplomacia e Assuntos Públicos e criticou-se a rejeição da nomeação secretário de Estado Colin Powell, com estas palavras: "Não há nada de errado com a contratação de uma pessoa que sabe como vender. Nós vendemos um produto, e precisamos de alguém que pode renovar a marca da política externa norte-americana e da diplomacia ".

A Lockheed Martin, famosa entre outras coisas, para a criação caças F-35, é a maior empresa de defesa do mundo, uma pesquisa, em 2004, do New York Times listou todas as áreas em que atua, incluindo a organização do censo nacional, a gestão dos voos espaciais e cuidados de saúde. A política de privatizações também se estende para além das fronteiras dos acionistas: a ocupação militar do Iraque tem visto um compromisso significativo de empresas privadas, como a Halliburton e Blackwater. Quando os homens da Blackwater abriram fogo na praça Nisour em Bagdá, matando dezessete civis, o governo dos EUA lavou as mãos, transferindo toda a responsabilidade sobre os contratantes e os recursos da empresa, renovando a marca e assumindo o novo nome de Xe Services.

Os ataques de 11 de setembro de 2001 abalaram a nação em torno de Bush, muito contestado e muito pouco apreciado, e reuniu muitos países europeus e não-europeus, hostis àquela administração, em volta dos EUA, de modo que a intervenção militar no Afeganistão foi aceita. A guerra do Iraque, no entanto, fez baixar novamente a estima da Casa Branca no exterior, e a longo prazo, também no seio da nação. A marca EUA foi a mínimos históricos, até que veio Obama.


Barack Obama, durante sua primeira campanha presidencial, recebeu mais financiamento de Wall Street do que qualquer outro candidato e, uma vez eleito presidente, confirmou nos gânglios das instituições econômicas e financeiras como pessoas como Ben Barnake, e continua no caminho neoliberal. As estratégias geopolíticas americanas não mudam: hostilidade aberta em relação ao Irã, o maior uso de drones em zonas de guerra, apoio incondicional a Israel (apesar da antipatia óbvia e genuíno de Obama  por Netanyahu), oposição à um bloco unificado, Guantánamo ainda está aberta e funcionando e Obama se opõe aos processos contra os responsáveis ​​pela tortura que Bush autorizou (2).

Estamos testemunhando assim uma privatização gradual do Estado, da res publica (nota do tradutor: em latim "coisa pública") e das relações internacionais. O liberalismo econômico tornou-se um modelo para os governos ocidentais, por outro lado, o capitalismo é também o portador de sua própria antropologia, que é o Homo economicus, com sua redução de tudo a uma mercadoria, em valor econômico, resultando em uma tendência para reduzir custos. A penetração do modelo ocidental, que tem como modelo os Estados Unidos, mas os ultrapassou e os incorporou, através da proliferação das necessidades de novos bens para comprar.

O modelo de desenvolvimento sempre inclui novos consumidores e nichos de mercado em todos os cantos do mundo, porque ele precisa de um crescimento contínuo e exponencial. A crise estrutural que vivemos e o conhecimento que esse modelo de crescimento infinito não é compatível com um sistema fechado e finito, que é o nosso planeta, estão se acelerando e difundindo ideologias alternativas, como o comunitarismo e decrescimento.

Poluição e exploração do meio ambiente estão sensibilizando a opinião pública, mas realmente não põem em questão o nosso modelo, portanto, falar de desenvolvimento sustentável e economia verde, mas, como escreve Serge Latouche , "por tentar afastar magicamente os efeitos negativos da empresa de desenvolvimento, nós entramos na era do desenvolvimento com o adjetivo. [...] Atribuir um adjetivo para o conceito de desenvolvimento, não se remete à causa da acumulação capitalista. [...] Esta tarefa de redefinir o desenvolvimento [...] sempre se baseia nas idéias de cultura, natureza e justiça social. Acredita-se que seja capaz de curar um mau sucesso que o desenvolvimento de modo acidental e não congênito. [...] O desenvolvimento sustentável é o mais belo resultado desta arte de rejuvenescimento dos velhos tempos. Ilustra perfeitamente o processo de eufemização através de adjetivos destinados a mudar as palavras, mas não as coisas".

Então, o que é uma alternativa credível para o modelo de desenvolvimento? O ponto é este: não é uma grande potência ou um continente, uma confederação de estados e nações que podem oferecer-lhes tal uma. O bloco soviético ruiu, desabou o contraste entre dois grandes modelos e o que sobreviveu invadiu o mundo, embora com adaptações especiais. Trata-se, portanto, de encontrar uma maneira que não colocar o foco em mercados e lucros, mas a comunidade, identidade e não ver o planeta ao mesmo tempo como uma mina para explorar indefinidamente e como aterro.

Via Eurasia Rivista

Tradução por Conan Hades


(1)N. Klein, No Logo, p. 53
(2) http://www.eurasia-rivista.org/il-marchio-statunitense/18674/



terça-feira, 9 de abril de 2013

Festejada a Morte de Margaret Thatcher no sul de Londres

"Maggie maggie Maggie, morta morta morta" e "depois de tanto tempo, a bruxa morreu" foram as palavras de ordem ouvidas durante o festejo.

Centenas de pessoas se reuniram ontem à noite no sul de Londres para celebrar a morte de Margaret Thatcher.



Com um lugar improvisado e cervejas, vizinhos de Brixton, um bairro que enfrentou tumultos durante os anos da "Dama de Ferro", mostraram seu júbilo pelo falecimento.

Nas ruas se escutava "Maggie maggie maggie, morta morta morta" e cartazes com lemas contra a ex-primeira ministra eram vistos nas mãos do público.

Clive Barger, um homem de 62 anos de idade, disse que saiu para mostrar que o tempo de Thatcher foi "um dos mais vis e abomináveis da história social e econômica".

Nem todos os participantes se lembrariam dos tempos da "dama de ferro", mas Jed Miller, de 21 anos, disse que sua família "nunca teve nada de bom pra dizer sobre ela".



Algumas pessoas da multidão assistiram a comemoração das vítimas do thatcherismo. "É um dia solene. É importante lembrar que o thatcherismo não está morto, é importante que as pessoas saiam às ruas para que o governo não esconda o que fez", disse Ray Thornton, um estudante de 28 anos.

Mais de 300 pessoas se reuniram no centro da cidade de Glasgow para celebrar uma festa organizada no Twitter.

O grito que se escutou em Glasgow foi "depois de tanto tempo, a bruxa morreu" ao mesmo tempo em que rolhas de garrafas eram estouradas.

Via 24 horas

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Protesto de estudantes contra privatização termina em confusão em Porto Alegre

Um protesto terminou em confusão na quinta-feira (4) à noite, no centro de Porto Alegre. A polícia teve de entrar em ação para terminar com o tumulto. Cerca de 200 estudantes faziam uma manifestação contra a privatização de locais públicos e o fechamento de bares. Tudo foi organizado pelas redes sociais.

Por volta de 23h, os jovens conseguiram derrubar as grades de proteção que cercavam o mascote da Copa do Mundo, bem em frente ao Mercado Público.



A polícia usou cacetetes, bombas de efeito moral e balas de borracha. Cerca de 30 manifestantes, cinco policiais militares e um guarda municipal ficaram feridos.

Segundo os manifestantes, a maioria universitários, a força policial foi desproporcional. A PM disse que vai investigar a conduta. E o que restou do mascote, montado há menos de duas semanas, foi levado pela Polícia Civil.



Via G1

sábado, 7 de julho de 2012

Empreiteiro do Pentágono capturado vendia tecnologia militar à China




Um inquérito de seis anos dos EUA descobriu que a Pratt & Whitney, um fornecedor de hardware militar chave para os EUA, vendeu à China o software e os motores necessários para fazer seu primeiro helicóptero de ataque moderno.

O braço canadense da fabricande de motores de aeronaves Pratt & Whitney encerrou um inquérito de seis anos na ultima semana admitindo que ajudou a China a produzir seu primeiro Helicóptero de ataque moderno, uma grave violação das leis de exportação americanas, que arrancaram uma multa multimilionária.

Ao mesmo tempo em que ajudava a China, a empresa também ganhava enormes pagamentos de contratos com o Pentágono, incluindo alguns em que estava construindo armas destinadas a assegurar que a América pudesse manter a superioridade militar decisiva sobre uma ascenção do poderio militar chinês.

O helicóptero chinês que se beneficiou de motores Pratt e software relacionado, agora na produção, vem equipado com canhões 30 mm, mísseis antitanque teleguiados, mísseis ar-ar e foguetes não guiados. “Este caso é um claro exemplo de como exportação ilegal de tecnologia inteligente reduz as vantagens do nosso atua poderio militar” disse o diretor de Imigração e Fiscalização Aduaneira John Morton em um comunicado divulgado em 28 de junho.

Os eventos mais uma vez levantam questões sobre as circunstâncias em que grandes empreiteiros da defesa podem ser impedidos de trabalhar no governo. Vigilantes independentes há muito se queixam que algumas empresas tenham sido restringidas ou suspensas, mesmo por ilegalidades flagrantes, como o fornecimento de armamentos ou equipamentos relacionados a um adversário hipotético.

Nada no acordo de pagamento, na qual Pratt & Whitney e duas empresas coligadas, United Technologies e Hamilton Sundstrand concordaram em pagar um total de US $ 75 milhões para múltiplas violações das regras de exportação, ameaça diretamente contratação Pratt governo existente ou futura.

Não é a primeira vez que a United Technologies - empresa-mãe da Pratt - entra em conflito com os regulamentos governamentais. Um registro na SEC pela empresa em fevereiro, em que a companhia divulgou a existência da sindicância, enumerados duas ações anteriores apresentados pelo governo contra a empresa sobre o seu trabalho relacionado com a defesa, ambos foram listados como ainda pendentes nos tribunais.

O Projeto de Supervisão do Governo, um grupo de vigilância sem fins lucrativos em Washington, classifica United Technologies no número sete na lista dos 100 fornecedores citados por má conduta desde 1995.

"Eles tiveram um punhado de questões ao longo dos anos - desde violações ambientais até falsas declarações ao governo", disse Neil Gordon, um investigador POGO com foco nas questões de contratação do governo. "Os militares dependem de muito poucas empresas para essas armas e serviços. Então, eles muitas vezes têm poucas opções quando um fornecedor é culpado de má conduta."

Desde julho de 2006, quando o United Technologies apresentou declarações sobre a sua assistência para a China que agora admite que eram incorrectos, o Pentágono concedeu mais de US $ 1,67 bilhões em contratos para a Pratt e suas afiliadas, de acordo com uma pesquisa do Federal Procurement Data System. E desde que Pratt & Whitney iniciou suas relações com a China em setembro de 2000, a empresa recebeu 2,27 bilhões dólares do Departamento de Defesa.

Um dos principais contratos da Pratt & Whitney agora é fornecer motores para os jatos F-35 da Força Aérea. A administração de Obama travou uma grande batalha para tornar a empresa a única fornecedora desses motores ao longo dos últimos dois anos, escrevendo contrato da concorrente General Electric dos orçamentos federais, em um esforço para economizar dinheiro.

O Pentágono explicou na Casa Branca a proposta de orçamento do ano fiscal para 2011 - emitido 01 de fevereiro de 2010 - que o trabalho Pratt & Whitney do motor foi "progredindo bem", tornando o trabalho da GE supérfluo. Os Escritórios de Contabilidade do Governo posteriormente divulgados em dezembro de 2010 que os custos de motores para os jatos subiram 75 por cento desde 2001.

O jato está sendo desenvolvido em parte para garantir que os militares dos EUA prevaleçam contra qualquer adversário em potencial, incluindo grandes potências capazes de colocar em campo multiplas aeronaves avançadas. Embora as autoridades dizem que não há razão para esperar um confronto militar dos EUA com a China, o Pentágono disse nesta primavera que foi reorientar as suas forças para tranquilizar aliados preocupados com o que consideram ser uma ameaça crescente da China.

Além de processar empresas ao tribunal, o governo dos EUA tem três opções para tomar contra os empreiteiros da defesa. A suspensão tipicamente barra uma companhia de receber contratos do governo por 18 meses, e perclusão faz o mesmo por um longo período – três anos. O Departamento Estatal pode também escolher revogar uma licensa de exportação da companhia, bloqueando vendas aos governos e corporações estrangeiros.

Cheryl Irwin, uma porta-voz da Secretaria de Defesa, disse que o Departamento de Defesa para seu conhecimento não tomou ações contra a UTC e seus afiliados ou revisou os contratos da companhia em luz do ajuste da última semana.

O processo marcou “uma das longas resoluções de violações de exportação com um contratante de defesa maior na história do Departamente de Justiça”, Adogado para Connecticut David Fein, quem dirigiu o processo, anunciado na conferência de imprensa na última semana. A assistente Lisa Monaco, quem falou com Fein em Bridgeport, Connecticut disse que Pratt comprometeu “a segurança nacional dos EUA pelo bem dos lucros e mentiu sobre isso ao governo”.

Depois de atentamente examinar os processos da companhia e registros internos, os investigadores concluíram que a United Technologies foi responsável por um fio de 576 violações relacionadas à exportação. O que o Departamente de Defesa soube e quando soube não está completamente claro.

Quando o Departamente de Justiça lançou sua prova em 2006, não fez nenhum anúncio público. O porta-voz de DOJ Dean Boyd primeiro disse que a seu conhecimento, outros além do Departamente Estatal não foram noticiados, mas mais tarde confirmaram que o Serviço Investigativo de Defesa Criminal, um braço do Pentágono, foram assistidos na investigação. No arquivamente do SEC[6], Pratt e Whitney disseram que o Departamento de Justiça esteve em discussões com a companhia sobre as violações desde Novembro de 2011.

No estabelecimento, Pratt admitiu que alguns oficiais em seu auxiliar canadense estavam conscientes do início que o trabalho com a China foi inicialmente para uso militar. Um diretor de marketing referiu explicitamente em Agosto de 2000 em um e-mail aos oficiais de exportação da companhia à missão de fazer motores para um “helicótpero de ataque”, um acordado “estabelecimento de fatos” acompanhando o estabelecimento contou. Os chineses chamam o helicótpero de “Z10”.

Os EUA tiveram um embargo nas exportações á China desde os eventos na Tiananmen Square em 1989. Mas a companhia contou que o governo canadense que porque os motores estavam j[a aprovados para exportação civil, necessitou nenhuma permissão especial para uso em força aérea. Os reguladores canadenses discordaram, e demandaram que o pedido da companhia requere uma permissão.

Depois de Pratt transmitir essa notícia aos chineses, a Indústria Corporativa de Aviação da China repentinamente contaram à companhia que isso começou a desenvolver uma variante civil do helicóptero militar – o “Z10C”, que foi dito que seria usado para turismo, negócios VIP, e missões de pesquisa e resgate.

A administração da Pratt & Whitney esteve cética quanto ao programa do helicóptero civil “repentimente aparecer”, de acordo ao acordo dos processos diferidos da United Techologies. Mas a companhia não obstante viu a reivindicação como fornecer uma abertura útil: em 13 de Novembro, 2000, um administrador da Pratt & Whitney pela Asia Marketing mandou e-mail a dois outros executivos sobre se o programa civil foi “real ou imaginado”, a companhia poderia licitar um papel exclusivo.

Os promotores, em um depósito judicial, disseram que a companhia “tapou um olho” para qualquer dívidas porque estava faminta de $2 bilhões do programa civil. As autoridades canadenses, depois de começar a contar sobre o paralelo helicóptero Z10C, aprovaram a exportação dos 10 motores.

A filial de Pratt & Whitney logo pediu à filial irmã Hamilton Sundstrand – sede nos EUA – para escrever o software necessário para controlar os motores, sem dizer que o propósito foi equipar um helicóptero militar. De Janeiro de 2002 a Outubro de 2003, Hamilton Sundstrand exportou 12 versões do software para Pratt & Whitney, que enviou seis daqueles para China para usar no modelo do helicóptero Z10, segundo o acordo estabelecido.

Os executivos Pratt e Whitney também mantiveram a utilização final militar dos seus motores e software em segredo de alguns engenheiros das companhias. Quando dois foram despachados para a China em Março de 2003 para observar os helicópteros, um perguntou a um oficial chinese, “onde estão os outros 10 assentos”, em relação àqueles para passageiros civis? O helicóptero o viram somente com dois bancos em tandem – típico de um modelo de ataque – e armas de simulação na carcaça. Segundo os promotores federais que entrevistaram os engenheiros, o oficial chinês riu e disse, em efeito, que sempre tinha sido um helicóptero de ataque.

Os engenheiros relataram sua observação – e suas preocupações – ao administrador da Pratt & Whitney para marketing asiático sobre retornar à sede de Montreal. Mas nenhuma restrição foi imposta pela empresa e eles mantiveram o trabalho no projeto.

Quando Hamilton finalmente descobriu o uso militar de seu software em Fevereiro de 2004, desligou sua produção em menos de uma semana. Pratt, ainda mantendo esperanças pelo contrato do grande helicóptero civil, pegou onde Hamilton Sundstrand debandou e exportou suas próprias versões do software para a China em Junho de 2005.

A United Technologies fez uma divulgação limitada sobre seu envolvimento ao Departamento Estatal em 2006, depois de um investidor institucional dizer que foi pesquisando o papel da companhia em ajudar militarmente a China e ameaçou desinvestir. A companhia teve agora admitido que a divulgação – alegou que a empresa acreditava no início que havia programas de helicópteros civis e militares duais – foi imprecisa.

No fim, a Pratt obteve um pouco mais para seus problemas do que uma prova federal. No início de 2006, a Corporação Industrial de Aviação da China contou à Pratt & Whitney que o suposto desenvolvimento do helicóptero civil paralelo seria desmantelado. Ao invés disso, a China disse que construiria um helicóptero civil muito maior, grande demais para o suporte da Pratt & Whitney.

De acordo com a afirmação do Departamento de Justiça anunciando o estabelecimento, os primeiros lotes do helicóptero de ataque Z10 destinam ao Poeple’ Liberation Army of China em 2009 e 2010.

UTC, uma companhia com $58 bilhões em vendas em 2011, contou ao Centro através de um e-mail na Sexta que estava tomando passos para melhorar a vigilância. O porta-voz John Moran disse que a UTC estabeleceu um novo “Conselho de Exportação” para inspecionar internamente remessas de armas e está agora requerendo treinamento online para empregados que trabalham com exportação.

O acordo do processo diferido pela companhia também mostra uma lista longa de reformas que a companhia prometeu em relação à violação de exportação, atribuindo 175 executivos para manter um olho na lei de exportação para UTC e suas filiais, ao longo com o requerimento interno de revistas de exportações de todas as filiais, incluindo a Pratt & Whitney.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Agricultores argentinos acusam empresas americanas de envenenamento

Os agricultores da província de Misiones na Argentina abriram um processo contra a gigante agrícola Monsanto, a empresa de tabaco Philip Morris e outros fabricantes de cigarros afirmando que os americanos em busca de benefícios as multinacionais os fazem pagar com sua terra envenenada com pesticidas.

Os proprietários de plantações de tabaco argentinos insistem que eles foram obrigados a substituir seu cultivo de tabaco nacional pelos de maior colheita, selecionados pela Philip Morris, que requerem mais pesticidas. Por conseguinte, foram forçados a usar Roundup, um herbicida produzido pela Monsanto, apesar de ser eficaz no combate a erva daninha, tem efeitos adversos graves e uma maior concentração de glifosato.

Os pesticidas da Monsanto contaminaram cultivos e poços de água usados ​​por famílias de agricultores, expondo-os a substâncias tóxicas. Em primeiro lugar entre os seus efeitos adversos nomeados defeitos congênitos, como paralisia cerebral, retardo psicomotor, epilepsia, cardiopatia congênita, síndrome de Down, perda de dedos e cegueira.

Os autores também afirmam que tanto a Monsanto quanto a Philip Morris ativamente obrigava-os a usar quantidades excessivas de Roundup e outros pesticidas sem recomendar qualquer protecção ou dotar de meios adequados.

Por sua vez os agricultores exigem uma idenização monetária e também punitiva por negligência, a qualidade do produto, a violação das condições de garantias, a atividade de alto risco e a violação premeditadas das leis Argentinas.

Via RT

domingo, 11 de março de 2012

Índios vendem direito sobre terras amazônicas a empresa europeia

São Paulo, 11 mar (EFE).- Índios brasileiros da etnia mundurucu venderam seus direitos sobre 23 mil quilômetros quadrados de terras na Amazônia à empresa irlandesa Celestial Green Ventures, uma das líderes no mercado mundial de créditos de carbono, informa neste domingo o jornal "O Estado de S.Paulo". A operação comercial, avaliada em US$ 120 milhões, não teve o apoio unânime da tribo e é investigada pelo governo brasileiro, que questiona a vigência de 30 anos de um contrato que proíbe a comunidade indígena de extrair madeira ou desenvolver cultivos agrícolas. As terras ficam no município de Jacareacanga (PA). Segundo o "O Estado de S.Paulo", que teve acesso ao documento do contrato, as autoridades temem que a cessão dos direitos atentem contra a biodiversidade e o desenvolvimento desse povo indígena. Outra das cláusulas questionadas do contrato é sobre o livre acesso da empresa aos territórios indígenas, que, por lei, são autônomos de autorizar ou recusar a entrada de pessoas alheias à comunidade. A Fundação Nacional do Índio (Funai) registrou 30 contratos similares entre etnias indígenas e empresas europeias dedicadas à comercialização de créditos de carbono, mecanismo pelo qual se compensa a emissão de gases por parte das companhias industriais, principalmente das grandes potências. A Celestial Green Ventures tem 16 projetos na Amazônia brasileira, que somam quase 200 mil quilômetros quadrados e representam mais que o dobro da superfície de Portugal. "Temos de evitar que oportunidades para avançarmos na valorização da biodiversidade disfarcem ações de biopirataria", declarou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O principal executivo da Celestial Green, Ciaran Kelly, alega que todos os contratos passam por um "rigoroso processo de consentimento livre, prévio e informado" e que atende às normas internacionais. EFE wgm/sa

Fonte

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O Petróleo do Brasil... para os brasileiros?

A descoberta das reservas de significativas petróleo ao longo da costa Brasileira podem cair nas mãos de grandes empresas estrangeiras, em vez de reverter para o benefício do povo brasileiro, diz ecólogo e analista político, Alfredo Gutierrez.

Segundo o especialista, "a maioria das empresas de petróleo do mundo são usadas ​​para obter a maioria do capital", chegando por isso a assinar acordos "não oficialmente", escondendo a realidade das as pessoas.

Assim, Gutierrez não está surpreso se agora repetir esse mesmo cenário no Brasil. Um instrumento amplamente explorado por estas empresas é a tecnologia de acesso limitado, o que permite que os estados não desenvolvam adequadamente essa indústria, diz o especialista.

"É uma necessidade para garantir que os recursos naturais implica um benefício para o povo", continuou Gutierrez. Segundo ele, historicamente o que acontece, não só petróleo, mas todos os recursos naturais no mundo é que "as empresas são controladas por investidores estrangeiros em conluio com os governos no poder para enriquecer-se", enquanto "as pessoas são pobres."

Esta questão enfatiza o analista, pode ser resolvido através de nacionalização, que, segundo ele, o caminho a seguir". As pessoas, crê Gutierrez, devem exigir dos seus governos que os recursos naturais não sejam controladas por empresas estrangeiras.

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A multinacional brasileira ganha "Nobel da vergonha"

Capela por Sophie (07 de fevereiro de 2012)



É, finalmente, a mineradora brasileira Vale (Vale do Rio Doce) acaba de ser nomeado como a pior empresa do mundo. O grupo a segunda maior mineradora global, ganhou o prêmio Public Eye, conhecido como o "Nobel da vergonha", com mais de 25.000 votos através da Internet. A Vale emite 4% da produção total de CO2 do Brasil a cada ano e utiliza 1,2 bilhões de metros cúbicos de água. É a utilização média de 18 milhões de pessoas. Mas o fator decisivo na sua nomeação faz parte da sua entrada em 2010 no Norte Consórcio Energia SA, responsável pela construção da barragem de Belo Monte. O projeto, estimado em US $ 17 bilhões e desenvolvido sem consultar a população local, pode causar o deslocamento de 40.000 pessoas. A barragem também devastar enormes áreas da Amazônia devido ao desvio de 80% dos rios em um reservatório artificial.

A mulher mais rica no Brasil como acionista

Entre os principais accionistas, existe a mulher mais rica do Brasil, Dorothea Steinbruch, cuja fortuna é estimada em 5,8 bilhões dólares [1]. Com mais de 19 bilhões de dólares de lucro líquido em 2011, a Vale planeja aumentar em bonificação de 50% pago em 2012. Mas a partilha da riqueza não é a marca da empresa: em 2009, por exemplo, a remuneração dos seus accionistas (2,75 bilhões dólares americanos) foi maior do que a empresa paga seus funcionários . Mais de 100 processos e 150 inquéritos foram instaurados contra a empresa hoje.

Dada a imunidade parece beneficiar a empresa, a primeira reunião internacional de pessoas afetadas pela Vale foi realizada em abril de 2010 no Rio de Janeiro. Reunindo sindicatos, ONGs, redes internacionais, comunidades locais, a aliança internacional se fixou o objetivo de "denunciar a política de agressão e predação pela Vale, para compartilhar experiências de luta e estabelecer formas de cooperação. " A apresentação do Prêmio Olho Público no início de Vale de 2012 é uma oportunidade para destacar o comportamento inaceitável da multinacional brasileira.

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Post Scriptum: A notícia não é tão recente, mas é interessante como mostra uma das muitas "vantagens" da privatização, lucro próprio e nada de benefício para a sociedade e o meio ambiente.