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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Hersh: Obama mentiu sobre ataque químico na Síria


Proeminente jornalista investigador estadunidense, Seymour Hersh, diz que o presidente dos EUA, Barack Obama, não contou a verdadeira história sobre o ataque de armas químicas orquestrado próximo de Damasco em Agosto.

O jornalista, com prêmio Pulitzer, publicou em nova reportagem no London Review of Books [Revista de Livros de Londres] que a administração de Obama estava consciente do fato de que os terroristas que lutam contra o governo sírio viriam a usar armas químicas, mas não informaram.

"Barack Obama não contou toda a história neste outono quando tentou tornar Bashar al Assad culpado pelo caso do ataque de armas químicas próximo de Damasco em 21 de Agosto. Em alguns momentos, ele omitiu inteligência importante, e em outros apresentou suposições como fatos", escreveu no artigo.

Hersh acrescentou que o presidente dos EUA recusou reconhecer que Al-Nasura Front, um grupo filiado da Al-Qaeda, de acordo com reportagens da inteligência dos EUA, ministrou a produção do gás Sarin. Sarin é um nervo agente que baseado em descobertas da ONU foi usado no ataque em Damasco.

"Quando o ataque ocorreu, Al Nasura deveria ter sido suspeito, mas a administração fez o possível para atacar Assad".

Obama, em um discurso televisionado em 10 de setembro, acusou o governador sírio de executar o ataque que matou centenas de pessoas, incluindo mulheres e crianças.

"Nós sabemos que o regime de Assad foi responsável...e isto é o porque, depois de cuidadosa deliberação, eu determinei que está no interesse de segurança dos EUA responder ao ataque com armas químicas feito pelo regime de Assad através de um ataque militar", disse Obama.

O presidente Obama foi à guerra contra a Síria, mas estava indo sem reconhecer explicitamente quem executou o ataque na manhã de 21 de Agosto, Hersh acrescentou.

O investigador-jornalista disse que os oficiais militares e de inteligência estavam irritados com "a manipulação deliberada da inteligência" sobre o incidente.

Hersh disse que um alto-funcionário de inteligência descreveu a arrogância da administração de Obama sobre a responsabilidade jogada sobre a Síria como uma "fraude". O ataque "não foi resultado do regime atual", o jornalista escreveu um email ao colega.

Ele escreveu que outro oficial da inteligência contou a ele que "a administração de Obama alterou as informações disponíveis - em vistas da sequência temporal - para permitir ao presidente e seus secretários fazer a inteligência recobrar dias depois o ataque como se tivesse sido flagrado e analisado em tempo real, como se o ataque estivesse ocorrendo".

O governo sírio veementemente negou as alegações dos EUA. Culpa os militantes estrangeiros Takfiri por executar o ataque químico.

Via Presstv

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Estadunidenses acreditam que país não é mais líder mundial


Pela primeira vez em 40 anos, o povo estadunidense acredita que seu país deixou de ser uma potência mundial e que seu prestígio está em declínio, segundo nova pesquisa publicada nesta terça-feira.

Segundo a pesquisa, realizada pelo Centro Pew Research entre 2003 adultos, a maioria da população (53%) tem a ideia de que os EUA desempenham um papel menos importante e poderoso como líder mundial, com relação ao que era há uma década atrás.

Assim, em torno de 70% dos entrevistados disse que seu país é menos respeitado que no passado, o que quase coincide com o nível alcançado no fim do segundo mandato do presidente George W. Bush (71% em 2008).

Desta maneira, pela primeira vez em quase 50 anos, 52% do país opina que o país deveria se ocupar de seus próprios assuntos a nível internacional e deixar que outros países façam o melhor que puderem por si próprios.

Em alusão à política externa, sobretudo respeito ao Irã, Afeganistão, Síria e China, 56% dos estadounidenses está descontente com as medidas adotadas pela Administração de Barack Obama.

O centro 'Pew Research' executou esta pesquisa de opinião pública entre 6 e 30 de novembro em diferentes regiões do país norteamericano.

Via Hispantv

domingo, 8 de setembro de 2013

Judeus utilizam velho mito do Holocau$to para culpar Síria

 
Apesar das muitas provas de que foram as forças da oposição que usaram armas químicas, tenta-se justificar por todas as maneiras uma invasão contra Síria.

Se não fosse suficiente o incidente anterior com uma congressista judia, rabinos estadounidenses de alto escalão, líderes judeus, o poderoso lobby sionista AIPAC e a Liga Antidifamação, estão usando o Holocausto para pressionar o Congresso para que autorize o presidente Barack Obama a atacar o Estado soberano da Síria por um suposto ataque químico.

Rabinos e líderes judeus realizaram uma petição, feita na véspera do Ano Novo judeu, dirigida aos líderes do Congresso invocando o holocausto com o pretexto de "salvar milhares de vidas" e para impedir futuras atrocidades na "Síria e outros locais".

A petição diz o seguinte: "Escrevemos-lhe como descendentes dos refugiados e sobreviventes do Holocausto, cujos antepassados foram gaseados à morte em campos de concentração. Escrevemos-lhe como pessoas que sofreram perseguição durante muitos séculos, e nos alegramos de ter encontrado um refúgio seguro onde podemos prosperar nos Estados Unidos".

"Como pessoas que enfrentaram os horrores do genocídio e sobreviveram, esperávamos que nunca ao abrir os jornais vessemos imagens de fossas comuns cheias de crianças pequenas sufocadas. Agora que vimos as imagens procedentes da Síria, os clamamos a agir".

"Tememos que se este ataque não receber uma resposta decisiva, poderíamos encontrar em nossos jornais mais imagens de fossas comuns da Síria - e em outros lugares - em um futuro próximo. Aprendemos de nossa própria história que a inação e o silêncio são os maiores facilitadores da atrocidade humana", diz.

E continua: "Por essa razão, fazemos-lhe um chamado com grande urgência para autorizar o presidente a usar a força na Síria 'com relação ao uso de armas químicas e outras armas de destruição massiva', como se inidica no projeto de lei de 31 de Agosto. Através desta lei, o Congresso tem a capacidade de salvar milhares de vidas".

Como se vê, para salvar milhares de vidas os rabinos propõem liquidar milhares de vidas. Por que quem em seu completo juizo acreditará que existe um ataque 'limitado' e 'quirúrgico', sem consequências desastrosas para toda a região?

Por sua vez, AIPAC fez uma declaração pedindo ao Congresso autorizar o presidente Obama um ataque a Síria para "proteger os interesses dos Estados Unidos" e ao mesmo tempo "mandar uma forte mensagem" ao Irã e ao Hezbollah. Assim, a organização mandou 250 ativistas para pressionar o Congresso para este ataque.

Como se observa, o lobby sionista teve cuidado de assegurar que a palavra "Israel" tivesse fora desta declaração, algo peculiar para um grupo que orgulhosamente se declara a si próprio como "pró-israelense". Terá medo que a opinião pública culpe os judeus se ocorresse um desastre militar em caso de uma agressão a Síria?

Quanto à Liga Antidifamação, seu presidente Abraham Foxman relacionou a necessidade dos Estados Unidos de responder à "utilização de armas químicas por parte de Assad" com o "sofrimento dos judeus durante o holocausto", como se vê a seguinte declaração:

"Nosso povo foi exterminado pelo uso de gás. Não podemos permanecer impassíveis sem reagir quando vemos que se usa gás para matar outros".

Se você, leitor, se perguntar onde estiveram estes líderes durante as invasões do Iraque, Afeganistão e Libia, agressões infames nas quais se usaram materiais tóxicos e radioativos... não será o único. A indústria do holocausto não parece ter fim.

Como se não fosse o bastante a mentira sobre o Holocausto ocorrido na Alemanha, realizado, na verdade, pelo batalhão aéreo das forças Aliadas, agora fazem o mesmo contra Síria. Estados Unidos e Israel organizam massacres e utilizam a mídia ocidental para culpar seus inimigos. Esta estratégia maligna é tão antiga quanto o povo judeu.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Casa Branca propensa a rejeitar guerra na Síria

Notícias recentes indicam que os membros da Câmara dos Representantes dos EUA irão provavelmente recusar a resolução autorizando o ataque à Síria.



Uma contagem rápida por Think Progress mostrou que a maioria esmagadora dos representantes estadunidenses estão indecisos ou podem votar contra um ataque dos EUA ao país do Oriente Médio.

De acordo com os dados do Think Progress, 26 parlamentares votarão "sim" sobre a resolução, 18 provavelmente votarão a favor, 152 ainda estão indecisos, 20 provavelmente votarão "não" e 84 votarão contra a resolução. A pesquisa computou 20 votos como "desconhecido".

Enquanto isso, a líder da minoria Nancy Pelosi (D-Calif.) disse que ela não tem certeza se o presidente Obama poderia obter o apoio da maioria dos democratas da Câmara para o seu plano de guerra.

O New York Times também informou na quarta-feira que os democratas do Congresso são um grande obstáculo ao plano de Obama para um ataque à Síria.

Enquanto isso, uma enquete recente do Washington Post-ABC News revelou grande oposição da opinião pública dos EUA aos ataques militares à Síria. A pesquisa mostrou que cerca de seis em cada 10 americanos são contra o lançamento de mísseis sobre a Síria por causa as acusações de que o governo sírio teria usado armas químicas contra os grupos militantes.

Washington acusou o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad de lançar um ataque químico nos subúrbios de Damasco, em 21 de agosto, matando centenas de pessoas. O governo sírio refutou veementemente a acusação.

O parlamentar republicano texano, deputado Michael Burgess, disse que a evidência que a Casa Branca de Obama mostrou em uma coletiva de classificados no domingo para tais alegações era "muito fraca" e até indicou que militantes estrangeiros apoiados poderiam estar por trás do suposto ataque químico.

O Ex-congressista Ron Paul também disse que o suposto ataque de armas químicas na Síria foi uma "false flag" provavelmente realizada pelos grupos militantes apoiados pelos EUA.

"O grupo que é mais provavelmente irá se beneficiar é a al-Qaeda. Eles jogam um pouco de gás, algumas pessoas morrem e culpam Assad", diz Paul, um representante republicano de longa data do Texas, durante uma entrevista no Fox News filmado na semana passada.

Em meio à oposição da opinião pública e do Congresso a um possível ataque dos EUA contra a Síria, o Pentágono está considerando dobrar sua capacidade para ataques contra o país árabe.

Pentágono está planejando ampliar sua capacidade de ataque usando os meios da Força Aérea dos Estados Unidos, incluindo bombardeiros para apoio.

A administração Obama também está considerando além do uso de aviões estadunidenses os franceses para realizar ataques na Síria como também se dirigiu ao Pentágono para expandir a lista de alvos potenciais de ataque no país.

Via PressTV

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Norte-americanos protestam frente à Casa Branca contra invasão militar na Síria

A oposição a uma intervenção militar por parte dos EUA na Síria cresce e os ativistas começaram a sair para as ruas em várias cidades dos Estados Unidos. Uma mobilização foi realizada na frente da Casa Branca, e disseram ao presidente Obama que estão fartos de suas mentiras.



O ativismo que se opõe à guerra se manifestou frente a Casa Branca. A coalizão ANSWER convocou centenas de pessoas a protestar contra as intenções da administração Obama de realizar um ataque contra a Síria.

Com a memória fresca dos argumentos que levaram esse país a entrar em conflitos bélicos no Afeganistão e Iraque, os manifestantes dizem que há o mesmo padrão de justificativas baseados na mentira.

Segundo os ativistas, o propósito da invasão na Síria seria de buscar consolidar o domínio estadunidense no oriente médio.

O protesto se realiza poucos minutos de vir a conhecimento a surpreendente derrota do governo britânico no parlamento.

A pergunta agora é se a administração Obama insistirá em um ataque militar sobre a Síria, sem o apoio de seu principal aliado, David Cameron.



Via HispanTV

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Putin afirma a falta de provas, sobre o uso de armas químicas


O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta Segunda em uma conversação telefônica com o primeiro ministro britânico, David Cameron, que não há evidência qualquer sobre o uso de armas químicas pela Síria.

"Não há provas registradas de um ataque com armas químicas ou de quem tenha sido responsável", disse Putin, segundo uma informação do serviço de imprensa do Kremlin recolhida pela agência RIA Novosti.

De acordo com a fonte, a entrevista telefônica de Putin e Cameron "se firmou essencialmente na situação da Síria em um contexto de informações publicadas por meios de comunicação sobre o eventual uso de armas químicas próximo de Damasco".

No Domingo, o governo sírio aceitou que os especialistas da ONU investigassem o suposto ataque com gás venenoso da última Quarta em um subúrbio perto de Damasco, capital síria, que ao que parece acabou com a vida de centenas de pessoas.

O secretário de defesa dos EUA, Chuck Hagel, disse em 23 de Agosto que já tinha começado o movimento de forças navais com o fim de se posicionar para um ataque contra a Síria, no caso do presidente estadounidense, Barack Obama, dar luz verde.

Enquanto o governo sírio nega ter lançado um ataque químico, o Exército deste país irrompeu no Sábado em um armazém situado no bairro de Jobar, em Damasco, onde encontrou barris de gás tóxico com etiqueta de fabricação saudita.

Além disso, o presidente sírio, Bashar al Assad, assegurou que os EUA fracassarão no caso de intervirem militarmente no país árabe "tal como em outras guerras que criaram, a começar pelo Vietnã".


Via Hispantv
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Google, Yahoo, Microsoft e Facebook receberam milhões para revelar informações de seus usuários

A Agência Nacional de Segurança Americana (NSA) pagou milhões de dólares a grandes empresas de internet por participar do programa de espionagem em massa Prisma, segundo revelou o material fornecido pelo ex-analista de inteligência da agência Edward Snowden ao jornal britânico The Guardian.




Empresas como Yahoo, Google, Microsoft e Facebook receberam recursos da organização de espionagem para se adaptarem ao juízo emitido em outubro de 2011 pelo Tribunal de Vigilância de Inteligência Exterior (FISA), que apoia a regulamentação dos segredos oficiais, conforme foi informado sexta 23 de agosto.

O jornal inglês presume uma prova da relação econômica entre empresas de tecnologia com a NSA em relação com a vigilância em massa das redes e telefones dos usuários.

O jornal britânico, que revelou o escândalo da espionagem em massa por parte dos Estados Unidos, parece responder ao assédio que diz haver sofrido por parte das autoridades britânicas desde que começou a publicar os dados fornecidos por Snowden.

FISA 1

Uma carta da NSA datada em dezembro de 2012, revela os custos das novos requisitos de certificação.



"Uma decisão judicial de 2011, que foi revogada quarta-feira pela administração Obama, declarava inconstitucionais algumas das atividades da NSA, pois sua incapacidade de separar as comunicações eletrônicas dos cidadãos estadunidenses e as dos outros países viola a quarta emenda (inviolabilidade das comunicações) da Constituição. O investimento para empresas de tecnologia veio após esse julgamento da FISA", informa o jornal espanhol EL País.

Um documento secreto da NSA datado em dezembro de 2012 e difundido pelo The Guardian reflete os prejuízos que essa sentença causou para a agência, com "um custo de milhões de dólares para os provedores do Prisma", ou seja, para as grandes empresas de tecnologia.

Os documentos revelados por Snowden confirmam, portanto, que o dinheiro dos contribuintes estadunidenses foi usado para cobrir o custo assumido pelos gigantes tecnológicos que colaboraram com Washington a sentença do tribunal especial, informa o jornal espanhol.

FISA 2

Uma carta prévia sem data posterior ao juízo emitido pela FISA sobre as certificações


A informação publicada pelo The Guardian é revelada a menos de uma semana após o editor do jornal, Alan Rusbridger, denunciar que agentes do governo britânico destruíram a informação em posse do jornalista Glenn Greenwald, quem difundiu as primeiras notícias sobre os vazamentos de Snowden, ex-contratante da CIA.

Até o momento as empresas se recusam a se pronunciar ou negam receber tal pagamento.

Extraído de ANN e The Guardian


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Obama a Putin: Faça o que eu digo e não o que eu faço...

Por Adrian Salbuchi


A contenda entre os EUA e o Moscou sobre a extradição de Snowden chegou a um novo nível de tensão após Barack Obama cancelar uma reunião há muito planejada com o presidente russo Vladimir Putin, mostrando mais uma vez a tendência dos EUA para políticas de ‘dois pesos e duas medidas’.

Isso se remonta a Putin finalmente ter decidido dar asilo temporário ao denunciante da NSA Edward Snowden, especificamente ignorando a diretiva pessoal de Obama que dizia que Snowden deveria ser entregue aos EUA. Com essa medida, Putin reafirma a crescente fadiga da Rússia e do Mundo sobre a estratégia estadounidense de ‘cenoura-e-vara’ e seu discurso de falsidade.

Ambos presidentes haviam concordado em fazer uma reunião em Moscou no mês que vem para discutir assuntos bilaterais mas, lendo nas entrelinhas, pode-se perceber claramente a crescente frustração por parte dos EUA e seus aliados globais quanto a Rússia e a China, as únicas potências principais que podem fazer frente a eles, trazendo, em alguma medida, o tradicional equilíbrio de poderes ao mundo atual; mesmo que receoso e frágil.

Revelação

Assim como com Julian Assange, o caso envolvendo Edward Snowden é bem conhecido ao redor do mundo:  ambos estavam em uma possível de acessar informações de ‘debaixo dos panos’ com credibilidade, junto com os documentos que as sustentam e ambos vieram bravamente a público revelando-as.

Se a prova está no pudim, então a raiva e a ira dos EUA e dos seus aliados são prova que as revelações são de fato verdadeiras,  que é o motivo pelo qual uma grande parte da opinião pública global louvam Snowden e Assange como verdadeiros heróis e lutadores pela liberdade.

Porque quando falam-se sobre os verdadeiros motives e das atitudes e objetivos inconfessáveis por trás de grande parte das políticas forâneas e domésticas de EUA, Grã-Bretanha e Israel, milhões de Hamlets modernos podem cheirar que há algo definitivamente muito podre, e não precisamente no Estado da Dinamarca.

Se, como acreditamos, as elites globais supranacionais estiverem profundamente enraizadas nas estruturas públicas e privadas de nações chave – notavelmente os Estados Unidos e o Reino Unido – então, claramente, o seu Calcanhar de Aquiles é toda e qualquer revelação dos seus crimes, da sua interferência nos negócios internos de outros países, seu envolvimento direto ou indireto em ataques de falsa-bandeira, seu apoio a regimes genocidas quando estes servem aos seus propósitos, suas invasões assassinas do Iraque, Afeganistão, Palestina e Líbia e seu obsceno financiamento e apoio a terroristas, guerrilhas e máfias na Síria e n’outros lugares, sob nome falso de ‘Primavera Árabe’.

Agora, se dar asilo temporário a um descontente ex-funcionário de 30 anos da Agência de Segurança Nacional (NSA)como Snowden, tem tamanho impacto na estrutura de poder dos EUA – tão grande que fez com que o presidente dos Estados Unidos cancelasse uma reunião chave com o presidente da Rússia – então pode-se questionar sobre o medo e temor que eles devem sentir quando se trata de potenciais ‘brechas na segurança’ muito mais sérias.

E se um grupo realmente organizado de gente realmente poderosa de dentro, transformados em gente de fora, decidisse confrontar Washington, Nova York, Londres e Tel-Aviv com evidências inquestionáveis de seus crimes e criminosos? E se, dizemos, alguém surja com provas totais e inquestionáveis da verdade por trás do 11 de setembro? Ou Iraque e Líbia? Ou de Wall Street em 2008? Ou Londres no 7/7…?

Rússia e China: inimigos estadounidenses do Século XXI


Naturalmente, os hegemônicos globais odeiam qualquer um que faça frente a eles, o que é claramente o que a Rússia vem fazendo na última década. Na ONU, onde a Rússia tem sido mais suportável com os interesses dos EUA, após o monstruoso assassinato do líder líbio, Muammar Gaddafi , apoiado pelos EUA, e transmitido ao vivo na TV, e do estupro da Líbia em 2011, parece que Moscou ficou realmente ‘de saco cheio’.

O assassinato de líderes globais, para a risada de Hillary Clinton na CBS News, definitivamente não esta na agenda de Moscou.

Uma mudança chave na política externa da Rússia pode ser vista claramente nos casos do Irã e, mais significativamente, na Síria, um tradicional aliado russo.

Os EUA, o Reino Unido e Israel sabem muito bem que mesmo que eles continuem a financiar os piores terroristas, mafias, assassinos, traficantes de arma e agentes da Al-Qaeda – a quem eles coletivamente chamam de ‘lutadores pela liberdade’ – contra o governo legítimo de Bashar Assad, a Rússia simplesmente não irá deixar.

A mensagem de Putin é clara: o Ocidente não terá as coisas ao seu modo na Síria. Ponto final.

Muitos leitores estão provavelmente perguntando, e a China? A China não deveria ser um alvo chave para o Pentágono nos anos vindouros, por causa do seu contínuo crescimento e pelo fato de que sua economia logo passará a dos EUA?

Sim, mas é apenas a economia e, sim, a China é dono de quase US$2 trilhões em letras de câmbio do Tesouro Americano, o que os dá o potencial de gerar o caos nos EUA simplesmente os liquidando a curto-prazo nos principais mercados financeiros globais. A China poderia, caso quisesse, derrubar o Dólar americano como as Torres Gêmeas do World Trade Center em 2001.

Mas os EUA sabem que a China não fará isso; não agora, pelo menos, já que eles têm muito mais a perder de um colapso financeiro dos EUA do que a ganhar. A China sabe que acionando a desvalorização em massa daqueles Tesouros, [o ato] iria produzir efeitos negativos e que iria explodir bem nas suas caras.

Além disso, a China nunca teve, nem tem hoje, objetivos de hegemonia global. A China parece bem feliz em ser e continuar sendo o poder inquestionável do Sudeste Asiático e do Leste do Pacífico, algo que é absolutamente contrastante com EUA/Reino Unido/Israel, que juntos insistem em mandar no mundo inteiro: politicamente, territorialmente, financeiramente, até mesmo tentando impor seus tribunais e leis.

Ademais, a China tem poucos problemas para um conflito aberto: Tibet, Taiwan, um par de ilhas disputadas com o Japão, talvez, mas é basicamente isso. A sua luta permanece nos estágios econômicos e de recursos.

Agora, comparem isso aos conflitos permanentes que os EUA e seus aliados agitam no Oriente Médio, África, América Latina, Europa Central, etc.

A China não precisa ser contida; ela é auto-contida. Os EUA e seus aliados, no entanto, devem ser contidos e, vendo como as coisas andam, a longo prazo, eles devem ser parados.

A Rússia pode ter bem menos poder econômico que os EUA, apesar disso, o Kremlin sempre teve objetivos geopolíticos a longo-prazo bem claros; inteligentemente desenhados e planejados desde os tempos dos czares, depois sob os Bolcheviques, e hoje sob a sua liderança madura, coerente e consistente.

Porque a Rússia não tem apenas objetivos globais, ela entende o mundo e suas complexidades multiculturais muito melhor que os EUA. Nisso a Rússia é apenas rivalizada pela Grã-Bretanha... e pela China.

Então os EUA estão voltando à retórica do ‘Império do Mal’, da Rússia se colocando como obstáculo no caminho da ‘democracia’, da Rússia apoiando os ‘vilões’?

A verdade é que a Rússia esta ajudando a desmascarar a decadência social e política dos EUA, sua fragilidade financeira e seu psicótico esgotamento imperialista.

Quando a Rússia faz frente aos EUA, ela demonstra força, personalidade e auto-respeito. O mundo observa e aplaude.

Dois pesos e duas medidas

No dia 7 de agosto, Obama apareceu no popular programa de Jay Leno, o ‘Tonight Show’, lamuriando e reclamando sobre Putin, acusando Moscou de voltar ao “modo Guerra Fria”. Ele listou as queixas dos EUA contra a Rússia: defesa de mísseis e controle de armas, relações comerciais, segurança global, direitos humanos, sociedade civil... e aconselhou o presidente Putin a não olhar para o passado mas para “pensar sobre o futuro, já que não há nenhuma razão de não podermos cooperar”.

Obama não parece entender que para pensar corretamente sobre o future, requer aprender das experiências do passado. Tratando do Assunto Snowden em isolamento não é nada além de outro exemplo dos dois pesos e duas medidas empregado pelos EUA e de seu discurso falso.

Como o jornalista Glenn Greenwalf, do The Guardian londrino lembrou seus leitores naquele mesmo dia, enquanto Obama e a mídia principal expressam tanta aflição sobre o asilo de Snowden concedido pela Rússia, eles parecem esquecer casos passados onde os lados estavam invertidos, e que não envolviam um jovem denuncista de modos simples, mas ao invés disso, onde os EUA protegeram os piores criminosos e assassinos.
Por exemplo, os EUA se negaram a analisar um pedido de extradição da Itália para dois agentes da CIA, indiciados no sequestro de um clérigo egípcio em Milão no ano de 2003 (New York Times, 28 de fevereiro de 2007); depois disso, quando o agente da CIA Robert Seldon Lady foi libertado no Panamá, ele voou direito para os EUA para evitar a possibilidade de ser extraditado para a Itália (Washington Post, 19 de julho de 2013).

Então nós temos a recusava estadounidense em extraditar o presidente boliviano apoiado pela CIA, Gonzalo Sánchez de Lozada – para quem por todas razões práticas foi dado asilo pelos EUA – para que ele fosse julgado por genocídio e crimes de guerra na Bolívia (The Guardian, 9 de setembro de 2012). Ou o caso de Luis Posada Carriles, de quem a extradição para a Venezuela também foi negada pelos EUA, sobre o seu alegado papel na explosão de um avião cubano em 1976, que matou 73 pessoas (El Paso Times, 30 de dezembro de 2010)

A lista não acaba aqui. Em anos recentes, Argentina, Uruguai, Chile e Brasil preencheram repetidos pedidos e citações legais pedindo para que os EUA entregassem um tal Sir Henry A. Kissinger, procurado para questionamento sobre seu envolvimento de uma década com os assassinatos dos governos militares apoiados pela CIA naqueles países durante os anos 70, sob uma estratégia de genocídio em massa que posteriormente ficou conhecida como ‘Plan Condor’.

Mas de novo, a Elite Global sempre apoiam seus filhos problemáticos como o Sir Henry até o final. O juiz espanhol Baltasar Garzón foi tão longe a pedir a Interpol para que prendesse Kissinger para questionamento durante sua visita a Londres mas – Ai de mim! – sem sucesso.

E nem vamos mencionar os repetidos pedidos de extradição das Cortes belgas contra o ex Primeiro Ministro Israelense Ariel Sharon pelos seus crimes de guerra e crimes contra a humanidade, requeridos pelas vítimas libanesas dos seus massacres em 2001.

A lista é grande demais. Mas os dois pesos e duas medidas são chocantemente óbvias, o que não parece chatear demasiadamente os Hegemônicos Globais, já que eles estão bem acostumados a sempre ter as coisas ao seu modo.


E mesmo quando eles tomam algum risco, eles usam sua avassaladora alavancagem para jogar seu jogo com segurança, como se dissessem “vamos tirar cara ou coroa: cara eu ganho, coroa vocês perdem”.



segunda-feira, 8 de julho de 2013

Bono e a Monsanto pelos transgênicos

Através da Nova Aliança para a Segurança Alimentar e Nutricional, firmada recentemente pelos governos dos países do G8, as terras da África se tornarão em terras da Monsanto, Dupont e outras corporações de alimentos geneticamente modificados. Bono, o vocalista filantropo do U2, é um dos promotores desse acordo.



A pobreza é, em nosso tempo, um componente fundamental do sistema econômico vigente, o qual a base se apoia na possibilidade da ganância e acumulação. Neste ponto, os supostos esforços pelos quais se tenta reduzi-la ou ainda "erradica-la" são quase sempre, quando surgem do próprio sistema, estratégias para dissimular e perpetuar a mesma, mudar de lugar e lhe dar outra aparência, mas sem nunca ter o propósito de acabar com ela.

Nesse contexto, pode-se encontrar o "altruísmo" que se implementa o mesmo desde o chamado setor privado que o governamental ou o de organismos supranacionais, políticas caracterizadas por assistencialismo que pretendem suprir as necessidades por meio da entrega de alguma dádiva.

Este tipo de caridade tem sido criticada sobre tudo por vários efeitos. Primeiro, a relação de dependência que se cria entre a população desprotegida e a entidade que outorga a "ajuda": nesta, não existe realmente uma vontade de transformar a realidade das pessoas, mas mantê-las no estado em que se encontram. Por outro lado, também se destaca o fato de que tal assistência quase sempre também é o negócio de alguém mais: a pobreza como uma espécia de fábrica de onde se obtém algum proveito econômico. Em poucas palavras, e no sentido que dissemos acima, sempre há alguém a quem lhe convém a existência da pobreza.

Recentemente os governos alinhados no chamado G8 - os países com as maiores economias do mundo - assinaram um programa denominado "Nova Aliança para a Segurança Alimentar e Nutricional", focando nos países africanos onde a pobreza alimentar é letal e parece irreversível.

No entanto, como diz o próprio nome, o que se busca é a "segurança alimentar", um conceito que, a grosso modo, busca unicamente que as pessoas tenham o que comer sem se importar que tipo de alimento seja (em contraste, outras políticas públicas defendem a autonomia alimentar: que se favoreçam as condições para que uma pessoa ou comunidade seja capaz de gerar seus próprios alimentos, zelar pela qualidade e estar consciente do que consome).

No caso da NAFSN, a "segurança alimentar" será dada por empresas de alimentos geneticamente modificados, Monsanto, em especial, mas também outras como Diageo, Dupont, Pepsico, Syngenta e ainda Walmart. Como se vê, uma plataforma bastante homogênea cuja característica comum é a avidez e a cobiça    as custas do empobrecimento dos povos e a destruição do meio ambiente.

Um dos figurões desta campanha, ao menos no âmbito público, é Bono, o conhecido vocalista da banda U2 que há vários anos vem se destacando midiaticamente como figura emblemática de campanhas filantrópicas internacionais, arrastando com sua fama pública a aprovação superficial de milhares ou milhões de pessoas que não enxergam nada além da celebridade e ignoram o que ocorre por trás dos discursos de fotografias do momento.

Para encerrar, compartilharemos uma breve reflexão de Slavoj Žižek, de seu livro "Viver no fim dos tempos":

Quando nos mostram cenas de crianças morrendo de fome na África, com um apelo que façamos algo para ajudá-los, a mensagem ideológica subjacente é algo como "Não pense, não politize, esqueça as verdadeiras causas da pobreza, apenas atue, doe dinheiro, assim não terás que pensar!".

Via Ecoosfera

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Rússia adverte Obama - Guerra mundial por causa do "apocalipse apícola" em breve

Os minutos chocantes relacionados à reunião do presidente Putin na semana passada com o Secretário de Estado dos EUA John Kerry revela a "extrema indignação" sobre a contínua proteção que o regime de Obama oferece às gigantes globais de sementes e plantas Syngenta e Monsanto frente ao crescente "apocalipse apícola" o qual o Kremlin alerta que "certamente" levará a uma guerra mundial.



De acordo com a ata, divulgada no Kremlin hoje pelo Ministério dos Recursos Naturais e Meio Ambiente da Federação Russa (MNRE), Putin estava tão revoltado com a recusa do regime de Obama em discutir este assunto tão grave que ele recusou por três horas até mesmo se reunir com Kerry, que viajou a Moscou em uma missão diplomática programada, mas depois cedeu, de forma a não provocar um racha ainda maior entre as duas nações.

No centro dessa disputa entre a Rússia e os EUA, este relatório MNRE diz, é a "prova incontestável" de que uma classe de inseticidas neuro-ativa quimicamente relacionados com a nicotina, conhecidos como neonicotinoides, está destruindo nossa população de abelhas do planeta, e que se não for devidamente controlado pode destruir a capacidade do nosso mundo de produzir alimentos suficientes para alimentar sua população.

Tão grave que esta situação se tornou, os relatórios MNRE, a Comissão Europeia (CE) inteira instituiu na semana passada uma proibição preventiva de dois anos (previsto para começar em 1 º de dezembro de 2013) sobre esses pesticidas "exterminador de abelhas" seguindo o exemplo da Suíça, França, Itália, Rússia, Eslovênia e Ucrânia, os quais já haviam banido estes mais perigosos dos organismos geneticamente modificados de serem usados no continente.

Dois dos mais temidos neonicotinoides banidos foram o Actara e o Cruiser feitos pela global bio-tech e fabricante de pesticidas a gigante suíça Syngenta AG que emprega mais de 26 mil pessoas em mais de 90 países e ocupa a terceira posição no total de vendas globais no mercado de sementes agrícolas.

Importante observar este relatório diz, é que a Syngenta, junto com as gigante bio-tech Monsanto, Bayer, Dow e DuPont, agora controlam quase 100% do mercado global de pesticidas geneticamente modificados, plantas e sementes.

Também é digno de nota sobre a Syngenta, o relatório continua, é que em 2012 ele foi acusada criminalmente na Alemanha por ocultar o fato que seu milho geneticamente modificado matou o gado, e estabeleceu-se um processo de ação coletiva nos EUA em 105 milhões de dólares depois que se descobriu que tinha contaminado o abastecimento potável de cerca de 52 milhões de americanos em mais de 2.000 distritos de água com o seu herbicida Atrazina.

De como incrivelmente assustadora esta situação é, o MNRE diz, pode ser visto no relatório divulgado em março deste ano pela American Bird Conservancy (ABC), em que eles alertaram que todo o nosso planeta está em perigo, e como se pode, em parte, leia-se:

"Como parte de um estudo sobre os impactos das mais utilizada classes de inseticidas no mundo, produtos químicos da nicotina, chamado neonicotinóides, American Bird Conservancy (ABC) pediu a proibição de seu uso como tratamento de sementes e a suspensão de todos os pedidos pendentes uma revisão independente dos efeitos dos produtos nas aves, invertebrados terrestres e aquáticos, e outros animais selvagens.

Está claro que estes produtos químicos têm o potencial de afetar toda a cadeia alimentar. A persistência ambiental dos neonicotinóides, a sua propensão ao escoamento e infiltração de águas subterrâneas, e seu modo cumulativo e em grande parte irreversível de ação em invertebrados levantam preocupações ambientais significativas " disse Cynthia Palmer, co-autora do relatório e Gerente do Programa de Pesticidas da ABC, uma das principais organizações de conservação de aves daquele país.

ABC comissionou o mundialmente renomado toxicologista ambiental Dr. Pierre Mineau para realizar a pesquisa. O relatório de 100 páginas, "O impacto dos inseticidas mais amplamente usado da nação em pássaros", analisa 200 estudos sobre os neonicotinóides, incluindo a investigação industrial obtida através da Lei de Liberdade de Informação dos EUA. O relatório avalia o risco toxicológico para as aves e os sistemas aquáticos e inclui extensas comparações com os pesticidas mais velhos que os neonicotinóides têm substituído. A avaliação conclui que os neonicotinóides são letais para as aves e para os sistemas aquáticos dos quais elas dependem.



"Um único grão de milho coberto por neonicotinóide pode matar um pássaro" disse Palmer. "Mesmo um pequeno grão de trigo ou canola tratado com os antigos neonicotinóides - chamados imidacloprid - podem envenenar fatalmente um pássaro. E um pouco como 10% de um milho coberto de neonicotinóide plantado por dia durante uma estação de ovulação é o bastante para afetar a reprodução".

O novo relatório conclui que os níveis de contaminação por neonicotinóides tanto em água superficial quanto subterrânea nos Estados Unidos e ao redor do mundo já estão para além do limiar encontrado para matar muitos invertebrados aquáticos.

Seguindo rapidamente este relatório condenatório, o MRNE diz, um grande grupo de grupo de apicultores e ambientalistas americanos processou o regime Obama pelo uso continuo desses neonicotinóides afirmando: "Estamos levando a EPA para o tribunal por sua incapacidade de proteger as abelhas de pesticidas. Apesar de nossos melhores esforços para alertar a agência sobre os problemas gerados pelos neonicotinóides, a EPA continua a ignorar os sinais claros de um sistema agrícola em apuros ".

E quão mal o sistema agrícola do mundo tornou-se devido a estas plantas geneticamente modificadas, pesticidas e sementes, este relatório continua, como visto pela proposta da CE na semana passada, após a sua proibição de neonicotinóides, em que pretende criminalizar quase todas as sementes e plantas não registradas com a União Europeia, e como podemos, em parte, leia-se:

"A Europa está correndo para os bons velhos tempos de 1939, 40 ... A nova lei proposta pela Comissão Europeia tornaria ilegal a plantar, reproduzir ou comercializar as sementes vegetais que não foram testadas, aprovadas e aceitas pela nova burocracia da UE denominado "Agência de Variedades Vegetais da UE".

Chama-se a Lei do Direito Reprodutivo do Plantio, e ela tenta imputar ao governo o encargo de praticamente todas as plantas e sementes. Jardineiros que cultivam suas próprias plantas a partir de sementes não regulamentadas seriam considerados criminosos nos termos desta lei".

O relatório do MRNE aponta que, embora essa ação da CE parece draconiana, contudo, é necessária a fim de limpar o continente da contínua contaminação dessas geneticamente criadas "sementes monstruosas".

Mais desconcertante em tudo isso, o MRNE diz, e que levou Putin à ira com os EUA, tem sido os esforços da administração de Obama para proteger os lucros dos produtores de pesticidas acima do prejuízo catastrófico que está sendo feito no meio ambiente, e como o Guardian News detalhada em seu artigo de 02 de maio intitulado "EUA rejeita a alegação de inseticida da UE como principal razão para o distúrbio do colapso das colônias (de abelhas)" e que, em parte, diz:

"A União Europeia votou esta semana pela suspensão de dois anos para uma classe de pesticidas, conhecidos como neonicotinóides, que tem sido associados com o colapso das abelhas. O relatório do governo dos EUA, ao contrário, encontrei várias causas para o colapso das abelhas ".

Para a "mais verdadeira" razão da proteção de Obama a esses gigantes bio-tecnologicos destruindo nosso mundo, o MRNE diz, como pode ser visto no relatório intitulado "Como é que Barack Obama se tornou o homem da Monsanto em Washington?" E que diz:

"Depois de sua vitória na eleição de 2008, Obama encheu os postos-chave com pessoas Monsanto, em agências federais que exercem uma força tremenda em questões alimentares, o USDA e o FDA: No USDA, como o diretor do Instituto Nacional de Alimentação e Agricultura, Roger Beachy, ex-diretor da Monsanto Danforth Center. Como vice-comissário da FDA, o czar das novas questões de segurança alimentar, o infame Michael Taylor, ex-vice-presidente de políticas públicas da Monsanto. Taylor foi fundamental na obtenção de aprovação do hormônio de crescimento bovino geneticamente modificado da Monsanto ".

E ainda pior, depois que a Rússia suspendeu a importação e uso do milho geneticamente modificado da Monsanto, após um estudo sugerindo uma ligação ao câncer de mama e danos em órgãos, em setembro passado, o serviço de notícias Russia Today informou sobre a resposta Obama:

"A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou discretamente uma adição de última hora para o Lei de Apropriação Agrícola para 2013 na semana passada - incluindo uma provisão proteger sementes geneticamente modificadas de processos judiciais frente a riscos à saúde.

O piloto, que é oficialmente conhecido como o Garantia de Provisão ao Fazendeiro, foi ridicularizado pelos adversários do lobby da biotecnologia como a "Lei de Proteção de Monsanto", como ele iria tirar tribunais federais a autoridade de suspender imediatamente o plantio e comercialização de organismos geneticamente modificados (OGM ) colheita de sementes, independentemente de quaisquer preocupações com a saúde do consumidor.

A provisão, também denunciada como um "piloto de biotecnologia", deveria ter ido através dos Comitês Agrícolas Judiciários para revisão. Em vez disso, não foram realizadas nenhuma audiência, e era evidentemente desconhecida para a maioria dos democratas (que detêm a maioria no Senado), antes de sua aprovação como parte do RH 993, o projeto de lei de financiamento de curto prazo, que foi aprovado para evitar um desligamento do governo federal ".

Em 26 de março, Obama assinou discretamente este "Ato de Proteção à Monsanto" em lei garantindo, assim, que o povo americano não tenha nenhum recurso contra esse gigante bio-tecnológico, e que eles adoeçam as dezenas de milhões, muitos milhões e certamente acabem morrendo pelo que este relatório do MRNE chama de o maior apocalipse agrícola na história humana com que mais de 90% da população selvagem de abelhas em os EUA já morreram, e até 80% das abelhas domésticas ter morrido também.

Via EU Times

Tradução por Conan Hades

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Cúpula militar dos EUA envergonhada por abusos sexuais

 
 Os líderes militares dos Estados Unidos estão "envergonhados" de sua incapacidade para acabar com as agressões sexuais que ultimamente aumentaram dentro das forças armadas deste país, refletiu  nesta Quinta o presidente do país norteamericano Barack Obama.

"A questão dos abusos sexuais socava a confiança nos corpos militares. Não só é um crime, não só é vergonhoso e desonroso, mas além disso faz com que nossas tropas sejam menos eficazes", afirmou Obama perante os jornalistas depois de uma reunião com os chefes militares na Casa Branca.

O líder estadounidense lançou estas declarações depois de que se registrara uma considerada cifra dos escândalos sexuais entre as FA dos EUA, uma situação que preocupa o Congresso do país norteamericano.

Obama aceitou que este problema não tem uma solução a curto prazo, disse que vai se "requerir um esforço sustentado durante um longo período de tempo".

Agregou que pediu ao secretário de Defesa, Chuck Hagel, e ao chefe do Estado Maior Conjunto, o general Martin Dempsey, liderar um processo para acabar com as agressões sexuais dentro do exército.

"Eles se preocupam e estão molestados por isso", disse Obama na Casa Branca, depois de manter uma reunião com os líderes mais importantes de Defesa para abordar este problema.

A reunião teve lugar em raiz de um informe emitido pelo Pentágono, segundo o qual, ao menos 26.000 militares podem ter sido objeto de assalto sexual durante o ano passado.

O informe revela que em 2010 foram registrados 19.100 casos de escândalos sexuais, enquanto que em 2012 está cifra chegou a 26.000.


Via Hispantv

sábado, 20 de abril de 2013

Por que Boston celebra a Lei Marcial com cantos de "USA, USA!" ?



Obama: “O povo de Massachussetts agora tem uma dívida gratidão com as forças de polícia locais e federais”.

Noite passada, em Boston, seguindo a prisão do estudante e suspeito de 19 anos, Dzhokhar Tsarnaev, multidões saíram às ruas de Watertown e de bairros próximos, celebrando o que eles acreditavam ter sido o fim de uma difícil provação que começou na segunda-feira.

No que parecia mais como uma celebração de fim de jogo seguindo [a vitória] do Boston Celtics na NBA, ou uma vitória do Red Sox no World Series – a mídia de massas relatou a demonstração comunitária de orgulho nacional, onde os moradores podiam ser vistos com rostos pintados, brandindo bandeiras estadounidenses e ouvidos gritar “USA, USA”.


                Como a sexta-feira se tornou um imenso “momento patriótico” para o povo de Boston? Isto foi algum tipo de vitória para os Estados Unidos?

                O presidente Obama também emergiu da “The Situation Room” [‘A Sala da Situação’, em tradução livre] de uma maneira tipicamente hollywoodiana, para informar as pessoas da Nova Inglaterra que eles “agora têm uma dívida gratidão com as forças de polícia locais e federais”.

Isto foi mesmo um sucesso?

O Voice of America chamou [a situação] de “Uma Semana de Terror” em Boston.

                Mas além de reunir as massas na hora, muitos ainda estão por perguntar sobre as 9.000 [pessoas] das forças militares, “O que eles realmente fizeram até agora?”.

                Parece que o maior arrastão urbano da história dos EUA não conseguiu achar o suspeito, que foi eventualmente encontrado por um vizinho em uma pausa para fumar.

                O que está obviamente claro pela reação do público e pelas incessantes aparições grandiloquentes por um punhado de oficiais em múltiplas entrevistas coletivas, é que o povo de Boston foi condicionado a acreditar que uma imensa demonstração de força pela polícia e pelos militares era necessária para que eles “se sentissem seguros”.

                Para oficiais federais e locais, este foi o seu próprio “momento Katrina”, e o circo midiático viu inúmeros indivíduos e departamentos quase competindo por tempo de transmissão, em uma tentativa de fazer a sua própria ponta da crise relevante enquanto os holofotes da mídia nacional ainda estavam frescos. As palavras do antigo chefe de funcionários da Casa Branca, Rahm Emmanuel, podem ser ouvidas ecoando por Boston:

Nunca deixe uma boa crise ir para o lixo”...

A cidade do Boston foi efetivamente fechada sob um dito ao estilo militar que incluiu o fechamento do sistema de transporte público MBTA da cidade, taxis tirados de circulação, toque-de-recolher restrito, fechamento de bancos, fechamento de negócios, e algo que não foi reportado,  mas que é pouco surpreendente, a ordem militar para que a polícia de Boston scannease as comunicações durante as primeiras horas da manhã de sexta-feira. Motoristas que estivessem entrando ou saindo das avenidas da cidade podiam ver as placas que relatavam em letras brilhantes, “Toque-de-Recolher em vigor em Boston”, que era uma ordem para se manter dentro de casa.


Garoto preso ainda é apenas “um suspeito”

                Aqui outro ponto que parece ter escapado a todo mundo, do presidente para baixo – o garoto de 19 anos sob custódia ainda é apenas “um suspeito”. Após a maior caçada humana da história da Nova Inglaterra, com um número estimado de 9.000 entre policiais locais e federais, centenas de trabalhadores de esquadrões anti-bomba e franco-atiradores da SWAT, especialistas anti-terrorismo e um contingente visível de veículos militares – espalhados por toda a Boston, conduzindo buscas de casa-em-casa, patrulhando as vizinhanças da cidade – o jovem de 19 anos, campeão de luta greco-romana da escola e estudante da University of  Massachusetts Dartmouth e fugitivo, Dzhokhar Tsarnaev, foi milagrosamente encontrado a apenas algumas quadras do lugar do tiroteio da noite de 18 de abril. Ele, então, foi transferido para um hospital local e informa-se que esteja em condições severas, dado a um ferimento de bala sofrido 24 horas antes.

                Foi um espetáculo bizarro – até para os padrões estadounidenses, onde, sob um mandato federal, a cidade de Boston ficou sobre um lockdown completo por aproximadamente dois dias, decretando o que se tornou Lei Marcial, para prender um suspeito de 19 anos, quem, baseado nas afirmações de todo fiel em todas as redes locais e principais (assim como da Casa Branca), já havia sido marcado para ser o fugitivo mais perigoso da história dos EUA. Mesmo após ser descoberto quase morto devido a uma hemorragia debaixo de uma lona que cobria o barco de alguém num quintal de Sommerville, o frenesi de informações continuava, junto com louvores e tributos para a bravura dos “melhores 9.000 de Boston”.


Dizer que tudo isso é um exagero, é, com certeza, subestimar [a situação], mas mais do que qualquer coisa, isso confirma o que muitos já suspeitavam – que em face de qualquer ameaça – real ou inventada, e após armar com a máquina corporativa de notícias e o Novo Estado Policial Estadounidense, e de forma macabra, que se tornou bastante singular no imaginário popular estadounidense do pós- 11 de setembro – eles [o povo] irá clamar pela Lei Marcial em suas comunidades. Naturalmente, e com este exemplo oferecido como prova clara, as autoridades, tecnocratas e os arquitetos do novo Estado Policial Estadounidense, agora sabem que este é o caso.

                Por tudo isso, parece que o Comandante em Chefe sente que os EUA agora têm uma “dívida de gratidão” para com este mais abrangente Estado Policial.

Quem se beneficia?

                Quem se beneficia dos eventos dessa semana? O povo de Boston ou os estadounidenses se beneficiam dos eventos dos últimos dias? Enquanto a poeira abaixa, há alguns poucos beneficiários claros deste lamentável incidente.

                O governador de Massachussetts, Deval Patrick, tirou vantagem de seu próprio “Momento Chris Christie” (da fama [trazida] pelo Furacão Sandy em Nova Jersey), sem dúvidas com o olhar apontado para uma futura corrida presidencial. O Chefe de Polícia de Boston, Ed Davis, também conseguiu estar defronte à mídia nacional, mas com muito pouco a dizer... que valesse a pena ser dito.




                Após esse evento, a TSA [Administração de Segurança dos Transportes] e o DHS [Departamento de Segurança Nacional] vão, quase que certamente, conseguir nova jurisdição sobre todos os grandes eventos esportivos profissionais e universitário, assim como qualquer grande reunião pública, festivais e shows. Sob a luz do recente debate sobre o sequestro de orçamento em Washington DC, pode-se também esperar que os seus orçamentos operacionais irão se expandir, o que significa que muitos bilhões a mais serão premiados em contratos federais desses departamentos. E indústria de vigilância também se beneficiará.

                Em um bloco que foi ao ar esta manhã no MSNBC’s Rock Center, um expert em assuntos estrangeiros” da rede, Richard Engel, afirmou que os eventos das últimas 48 horas, de algum modo, tinham sérias “implicações na segurança nacional”. Agora os estadounidenses podem esperar novos poderes, passados pela lei ou por ordem executivo, que vão dar ao estado um aumento de poder para espionar suas vidas privadas a apreender suas propriedades ou ativos, sob a sempre-expansiva bandeira da segurança nacional.

Vivendo na bolha estadounidense

                Levando em conta as implicações de segurança nacional, os estadounidenses e seus experts da mídia podem considerar que apenas durante essa semana: bombas terroristas mataram centenas de civis inocentes, incluindo: 75 no Iraque, 18 no Paquistão, 35 na Somália – com centenas de outros mortos, feridos e mutilados nesses países, assim como outros na Síria, Bangladesh, Mali e Tailândia. Com o passar de um ano, essas figuras podem ser multiplicadas por duzentos.

Também deve ser apontado aos experts e ao povo de Boston, que muitos dos terroristas em atividade nesses países estrangeiros não estão sendo apenas fomentados, mas financiados e, ao menos no caso da Síria – ativamente ajudados com os dolars do contribuinte, e cinicamente usados para influência política da Administração local, estadual e da Casa Branca nos Estados Unidos – para assegurar o fundo [anti-]terror nos EUA, que se tornou a maior “história-para-boi-dormir” na história doméstica dos EUA.

Suspeitos já cansados na mídia

                Para além de todo esse frenesi e achismo que continuou pelo super-ciclone dos EUA essa semana, parece que os maiores interessados ainda precisam pedir qualquer evidência que prove que esses dois irmãos sejam os verdadeiros terroristas. Nenhum dos dois suspeitos se encaixam em nada que pareça o perfil de um terrorista, nem é verossímil que eles tivessem os meios de executar a operação que tomou lugar na última segunda-feira.


Para aqueles cientes deste fato, há muita evidência aqui e aqui que sugere que eles talvez não sejam os culpados pelas bombas da Maratona de Boston da segunda-feira.

                Mais interessante, o expert da MSNBC, Engel, deixou escapar na transmissão que o suspeito número dois, Dzhokhar, que agora está internado em um hospital, “estava provavelmente sendo interrogado”. Esta foi uma estranha frase para descrever um suposto terrorista fugitivo.

Perguntas não esclarecidas

                Há muitas perguntas deixadas sem resposta pelos investigadores federais e pela mídia, que parecem estar bem felizes em deixar a história como está agora...

                Primeiramente, por que um cidadão saudita foi permitido pelas autoridades federais de deixar [a cidade] mais cedo e voar para a Arábia Saudita.

                Por que os dois irmãos foram subitamente taxados como os principais suspeitos na quinta-feira, substituindo os outros dois nomes perseguidos pela polícia de Boston, e que foi imediatamente seguido por um tiroteio... uma mera coincidência, ou há algo que foge da primeira análise?

                Além desses quarto nomes, uma lista de nomes completamente diferente apareceu cedo na terça-feira e também desapareceu no dia seguinte.

                Por que os “contratados” como segurança foram vistos de pé ao lado das bombas na linha de chegada, e vistos deixando rapidamente o lugar antes das bombas detonarem?

Também, por que o FBI falsificou o video de vigilância dos irmãos Tsarnaev que eles mostraram dois dias atrás?

                O irmão mais velho, Tamerlan, tinha um treinador do FBI antes desse evento? A resposta parece ser sim. A mãe do suspeito morto afirmou que seu filho já estava sendo vigiado pelo FBI por cinco anos.

                Durante uma entrevista exclusive ao RT ontem, a mãe dos garotos Tsarnaev explicou, “Ele [estava sendo] controlado pelo FBI por três, cinco anos”.

                Ela disse também, “Eles sabiam o que meu filho estava fazendo, eles sabiam suas ações e quais sites de internet ele visitava. Eles vinham e falavam comigo, me dizendo que ele era realmente um líder sério e que estavam com medo dele”.

                Obviamente, o povo de Boston e dos EUA ainda não fizeram as perguntas certas até agora.

sábado, 23 de março de 2013

Obama mostrou sua moral dúbia frente ao conflito palestino-israelense

O presidente dos EUA, Barack Obama mostrou mais uma vez sua moral dúbia sobre o conflito entre israelenses e palestinos, depois de dizer quinta-feira na Cisjordânia, que "a ocupação israelense deve terminar", poucas horas depois de ter reafirmado seu apoio "total "o Estado de Israel e seu governo neo-colonial.



Por um lado, Obama o chamou de "injusta" a ocupação israelense, dizendo que "os palestinos merecem um Estado independente e soberano", um objetivo pelo qual parecia "profundamente comprometido" e considerado uma "prioridade" para seu governo.

Ele afirmou isso durante uma conferência de imprensa após encontro com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, na cidade cisjordana de Ramallah (centro).

Além disso, o presidente dos norte-americano disse que "os palestinos merecem ter esperança e que seus direitos sejam respeitados."

Essas declarações de Obama ocorreram poucas horas depois de visitar Tel Aviv, onde reafirmou o pleno apoio de Washington para o Estado de Israel, enfatizando que "sempre que houver os Estados Unidos da América, você não estará sozinho."

Durante um encontro com estudantes, Obama disse que "os Estados Unidos são o melhor amigo de Israel e seu aliado mais importante". Em seguida, ele acrescentou que "Washington manterá seu compromisso com a proteção do regime israelense".

Assim, ele pediu que a comunidade internacional inclua o Movimento de Resistência Islâmica, o Hezbollah na lista negra de "organizações terroristas". No entanto, ele não mencionou que o Hezbollah é a única organização armada que defende os direitos dos palestinos quando eles são bombardeados por Tel Aviv.

Quanto aos direitos palestinos que disse defender, Obama não se referiu ao bloqueio desumano que sofrem os habitantes da Faixa de Gaza, vítimas de um Estado sionista que lhes nega direitos elementares para a vida como boa assistência médica, alimentação balanceada e educação de qualidade.

Obama tampouco mencionou a situação de presos palestinos em prisões israelense, os quais vivem em condições sub-humanas denunciadas em repetidas ocasiões por organizações defensoras dos direitos humanos.

Em vista da mensagem dupla do chefe de Estado, desde a segunda-feira passada centenas de palestinos saíram às ruas de Ramalla e demais localidades da Cisjordânia para rechaçar sua visita.

Os palestinos afirmam que Obama não faz o bastante para deter as atividades do assentamento israelense e a detenção arbitrária de palestinos.

Em Ramallah, cerca de 300 manifestantes palestinos se reuniram quinta-feira em uma praça central, se descalçaram, sapato na mão, como de costume na região, gritavam palavras de ordem contra Obama como "Obama, você não é bem-vindo aqui" e "Obama fora de Ramallah ".

Via TeleSur TV

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Aumenta o número de partidários do separatismo nos Estados Unidos

Sete dos cinquenta estados americanos, uma semana após a reeleição de Obama, reuniram a quantidade necessária de assinaturas para exigir à Casa Branca a se pronunciar sobre a aua petição de independência.



Os estados que votam tradicionalmente por candidatos republicanos tais como Texas, Louisiana, Carolina do Norte, Alabama, Georgia, Tennessee e incluindo a pró-democratas Flórida, reuniram mais de 25 mil assinaturas necessárias para exigir que se estude suas reivindicações de secessão.

Texas, considerado bastião do conservadorismo, reuniu mais de 100 mil assinaturas para exigir o status de Estado independente. Esse é o único estado que se incorporou à federação com o direito a se separar dos EUA. Entre sua separação do México (1836) e incorporação (anexação) aos EUA (1846) Texas existiu como uma republica independente.

Segundo a petição do Texas, este estado tem um orçamento equilibrado e é a décima quinta maior economia do mundo, de modo que sua separação dos EUA é bem provavel.

As petições dos outros estados foram publicadas no site da Casa Branca na seção "We the people" e representam a expressão da opinião pública que requer uma resposta oficial das autoridades federais.

Ademais, essas são uma reação ao confrontamento político que se intensificou no país e uma divisão na sociadade estadounidense no que concerne no caminho do desenvolvimento do país.

Em 1860 e 1861 foram as últimas vezes em que 11 estados se separaram dos EUA após a reeleição do presidente Abraham Lincoln e criaram uma confederação independente. Logo começou uma guerra civil na qual os EUA foram restituidos em 1865.