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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Pode Washington derrubar três governos ao mesmo tempo?

Por Thierry Meyssan

Washington, que falhou em bombardear a Líbia e a Síria simultaneamente, está agora engajado em novas demonstrações de sua força: organizar mudanças de governo em três Estados ao mesmo tempo, em diferentes regiões do mundo: Síria (CentCom), Ucrânia (EuCom) e Venezuela (SouthCom).

Para isso, o Presidente Obama mobilizou quase todo o time do Conselho de Segurança Nacional.

Primeiro a Conselheira Susan Rice e Embaixadora da ONU Samantha Power. Essas duas mulheres são campeãs da conversa ‘democrática’. Por muitos anos elas se especializaram em advogar interferências nos assuntos internos de outros países sob o pretexto de prevenir genocídio. Mas por trás dessa retórica generosa, elas não poderiam ligar menos para vidas não estadounidenses, como mostrado pela Sra. Power durante a crise de armas químicas no subúrbio Goutha de Damasco. A Embaixadora, que estava ciente da inocência das autoridades sírias, tinha ido para a Europa com o marido para participar de um festival de cinema dedicado a Charles Chaplin, enquanto o seu governo denunciava um crime contra a humanidade, sendo a resposanbilidade colocada sobre o Presidente Al Assad.




Então os três coordenadores regionais: Philip Gordon (Oriente Médio e Norte Africano), Karen Donfried (Europa e Eurasia) e Ricardo Zuñiga (América Latina).

- Phil Gordon (amigo pessoal e tradutor de Nicolas Sarkozy) organizou a sabotagem da Conferência de Paz Geneva 2 enquanto a questão palestina não fosse resolvida ao gosto dos EUA. Durante a segunda sessão da conferência, enquanto John Kerry falava de paz, Gordon se reuniu em Washington com os chefes de inteligência da Jordânia, Qatar, Arábia Saudita e Turquia para preparar outro ataque. Os conspiradores juntaram um exército de 13.000 homens, dos quais apenas 1.000 receberem um breve treinamento militar para dirigir tanques e tomar Damasco. O problema é que a coluna pode ser destruída pelo Exército Sírio antes de chegar à Capital. Mas eles falharam em fechar um acordo sobre como defendê-la sem a distribuição de armas anti-aéreas que posteriormente poderiam ser usadas contra Israel.

- Karen Donfried é a antiga official da inteligência nacional na Europa. Ela há muito lidera o German Marshall Fund em Berlim. Hoje ela manipula a União Europeia para esconder a intervenção de Washington na Ucrânia. Apesar da conversa de telefone vazada envolvendo a Embaixadora Victoria Nuland, ela obteve sucesso em convencer os europeus de que a oposição em Kiev quer unir-se a eles e lutam pela democracia. Não obstante, mais da metade dos rebeldes do Maidan são membros do partido nazista e brandem retratos do colaborator [nazista] Stepan Bandera.

- Finalmente, Ricardo Zuñiga, que é neto do homônimo Presidente do Partido Nacional de Honduras, que organizou os golpes de 1963 e 1972 em favor do General López Arellano. Ele dirigia a estação da CIA em Havana, onde ele recrutou e financiou agentes para formar oposição a Fidel Castro. Ele mobilizou a extrema esquerda trotskista da Venezuela para depor o Presidente Nicolás Maduro, acusado de ser um stalinista.

O processo todo é auxiliado pela liderança de Dan Rhodes. Esse especialista em propaganda já escreveu uma versão oficial do onze de setembro, esquematizando o relatório da Comissão Presidencial de Inquérito. Ele conseguiu remover todos os traços do golpe militar (o poder foi removido das mãos de George W. Bush próximo das 10 da manhã e retornado naquela noite; todos os membros de seu gabinete e do Congresso foram colocas em bunkers vigiados para ‘garantir a sua segurança’) para que nós lembremos apenas dos ataques.

Em todos os três casos, a narrative do EUA ée baseada nos mesmos princípios: acuse os governos de matarem os próprios cidadãos, qualifique os oponentes como ‘democráticos’/ imponha sanções contra os ‘assassinos’ e por fim opere o golpe.

Cada vez o movimento começa com protestos durante os quais os oponentes são mortos e onde ambos lados se acusam mutuamente de violência. Na verdade, forças especiais dos EUA ou OTAN são colocadas em telhados e atiram tanto no povo quanto na polícia. Este foi o caso em Daraa (Síria) em 2011, em Kiev (Ucrânia) e Caracas (Venezuela) essa semana. Ah, que azar: autopsias na Venezuela mostraram que duas vítimas, um oponente e um pró-governo, foram mortos pela mesma arma.

Qualificar os oponentes como ativistas democráticos é um mero jogo e retórica. Na Síria eles são Takfiristas apoiados pela pior ditadura do mundo, a Arábia Saudita. Na Ucrânia, uns poucos sinceros pro-europeus rodeados de muitos nazistas. Na Venezuela, jovens trotskistas de boas famílias cercados de esquadrões de assassinos. Em todos os lados o falso oponente dos EUA, Johhn McCain, traz o seu apoio, verdadeiro ou falso, aos oponentes.

O apoio aos opositores se dá com o National Endowment for Democracy (NED - Doação Nacional para a Democracia). Essa agência do governo dos EUA se apresenta falsamente como uma ONG fundada pelo Congresso. Mas ela foi criada pelo presidente Ronald Reagan, junto com o Canadá, o Reino Unido e a Austrália. É chefiada pelo neocon Carl gershman e pela filha do General Alexander Haig (antigo Comandante Supremo da OTAN e posteriormente Secretário de Estado), Barbara Haig. Este é o NED (na verdade, o Departamento de Estado), que empre o ‘opositor’ senador John McCain.
A este grupo operacional, deve-se adicionar o Albert Einstein Institute, uma ‘ONG’ financiada pela OTAN. Criada por Gene Sharp, ela treinou agitadores profissionais em duas bases: Sérvia (Canvas) e Qatar (Academy of Currency).

Em todos os casos, Susan Rice e Samantha Power demonstram ares de ultraje antes de impor penaliades, logo repetidas pela União Europeia, enquanto elas são na realidade patrocinadoras da violência.

Ainda está para ser visto se os golpes serão bem-sucedidos. O que está longe de ser uma certeza.
Washington, então, está tentando mostrar ao mundo que ainda é o mestre. Para ter mais certeza sobre si mesmos, ele lançou os operações na Ucrânia e Venezuela durante os Jogos Olímpicos de Sochi. Mas Sochi acabou este final de semana. Agora é a vez de Moscou de jogar.

Via Voltairenet 
 
Tradução Sérgio Gouvêa

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Soros e o Império Britânico pela legalização das drogas



O aparato internacional em prol da legalização das drogas, patrocinado e financiado por George Soros, acelerou a marcha para impor à América Latina a política do império britânico de descriminalização e legalização das drogas, alegando que "fracassou" a guerra contra o narcotráfico, e que se necessita de um novo "paradigma contra a proibição".



(EIR) - Já no México, o Conselho de Coordenação Política da Câmara de Deputados aprovou com unanimidade a proposta do deputado Fernando Belaunzarán do PRD, para levar adiante um "debate nacional" sobre a legalização da maconha. Entre os meses de maio e agosto de 2013, a Câmara de Deputados realizará audiências sobre esse tema e convidará a participar um grande número de "especialistas" de todas as partes do país.

De modo mais amplo, a IV Conferência Latino-americana de Política sobre as Drogas, sediada em Bogotá, Colômbia, de 5 a 6 de dezembro, teve como principal patrocinador a Open Society Institute de George Soros, e trouxe organizações não-governamentais (ONGs) e as organizações da "sociedade civil" de diversos lugares do hemisfério para que promovam a legalização das drogas. O homem de Tony Blair na Colômbia, o presidente Juan Manuel Santos, animou aos participantes do evento lançando a ideia  de que é necessário um paradigma "anti-proibição", supostamente para reduzir as mortes e a violência causada, segundo ele, pela guerra contra o narcotráfico.

Todo esse debate vai direto ao núcleo da política de genocídio e despovoamento da rainha britânica: destruindo a mente humana - especialmente as mentes dos jovens - argumentando que as sociedades "democráticas" só pode desenvolver-se quando "se respeita" o direito de pessoas de destruir o seu potencial criativo como se fosse uma questão de "direitos humanos". Como levantou o líder de uma organização não-governamental colombiana, "é impossível conceber um mundo sem drogas" e, portanto, o Estado deve garantir que o seu consumo "seja o menos prejudicial possível." A abstinência não é uma opção, o que é a "redução de danos".

Entre os quais "convocaram" esta reunião há todo um rebanho de instituições financiadas por Soros: a Aliança para a Política de Drogas, o Escritório de Washington sobre a América Latina (que é favorável às drogas) e do Instituto Transnacional. Mas a conferência também arrastou grupos, tais como a instituição de caridade católica Caritas Alemanha, a Federação Internacional das Universidades Católicas (FIUC sua sigla em Inglês), e da Organização Pan-Americana da Saúde, entre outros. O bem conhecido grupo de choque de Soros, a Associação Cívica de Intercâmbios de Argentina, foi uma das principais organizadoras.

Uma das estrelas do evento foi o ministro das Relações Exteriores da Guatemala, Edgar Gutiérrez Girón, que agora é o enviado especial para a política de drogas da Organização dos Estados Americanos (OEA), e que está promovendo a política para legalizar o tráfico de drogas que propõe seu presidente, Otto Perez Molina. Cabe ressaltar que o carro-chefe da monarquia britânica, da Fundação Beckley, escolheu Guatemala como a única sede estrangeira baseado de sua fundação fora da Inglaterra, obviamente, para melhor coordenar a política de legalização das drogas de Otto Perez Molina. Seus escritórios na Guatemala começaram a operar no último verão.

Victor Ivanov: bancos globais precisam mais de drogas do que os carteis de drogas.

17 de dezembro de 2012 - O chefe da Agência Federal de Controle de drogas da Rússia, Victor Ivanov, que se realizou na semana passada uma visita de três dias a Boston, Massachusetts, durante a 7 ª Sessão do Grupo de Trabalho sobre Controle de Drogas ilegais, que opera sob a comissão presidencial bilateral EUA-Rússia. Em um discurso público que deu após a reunião e, em resposta a uma pergunta de EIR, Ivanov apresentou seu argumento devastador apontando que o "beneficiário final" do narcotráfico que mata milhões de pessoas todos os anos é o sistema bancário internacional, que busca voraz por liquidez.

A reunião do Grupo de Trabalho foi realizada na Biblioteca Presidencial John F. Kennedy, e foi presidida pelo Ivanov, e seu colega dos EUA, o diretor do Instituto Nacional de Controle de Drogas, Gil Kerlikowske. De acordo com o portal eletrônico AFCD, entre autoridades russas que participaram do evento esteve o primeiro vice-diretor do Rosfinmonitoring, a agência russa responsável por monitorar transações financeiras. O programa da reunião incluiu o narcotráfico como tal, as medidas para reduzir a demanda, o combate à lavagem de dinheiro de drogas e a promoção virtual de entorpecentes. A onda recente de medidas a favor da legalização nos EUA não foi contemplada oficialmente no programa, embora Ivanov falasse sobre a influência de "novos modelos de quase-cultura de drogas." Ivanov citou várias operações conjuntas bem sucedidas entre a AFCD e a Agência Antidrogas dos EUA (DEA, por sua sigla em Inglês) com as forças anti-droga no Afeganistão entre 2010 e 2012 como exemplos da importância da cooperação internacional no combate ao narcotráfico.

Na quarta-feira dia 12, Ivanov e Kerlikowske lideraram uma reunião pública com o tema "Drogas e Segurança", realizada no Centro Belfer da Universidade de Harvard.

Em seu discurso, Ivanov disse que "o mundo inteiro está coberto de rotas de tráfico de drogas e de infra-estrutura logística para a transferência e venda". A matéria-prima da droga é produzida em alguns países, mas no tráfego de várias há dezenas de países envolvidos. No mundo de hoje, disse ele, "qualquer processo social pode ser visto longe do fluxo de drogas, nem os políticos, militares e até mesmo os culturais, porque  estão sendo constantemente desenvolvidos modelos quase-culturais a favor das drogas" .

Ivanov mencionou casos mais escandalosos de lavagem de narco-dinheiro, do banco Wachovia e HSBC, e mostrou a sua agora famosa apresentação de slides sobre a enorme bolha financeira está a esmagar a economia real. Aqui enfatizou que os bancos internacionais necessitam dos fluxos criminais do dinheiro do narcotráfico mais que os carteis necessitam dos bancos.

Victor Ivanov explicou esta idéia, em resposta a uma pergunta de Myles Robinson e a Executive Intelligence Review, sobre o tráfico de drogas como a realização do sistema financeiro. Ivanov disse:

"Se vemos o componente financeiro dos crimes do tráfico de drogas, há, de fato diversas áreas. Considere um país produtor, Afeganistão. Produz heroína vendida em mercados estrangeiros para cerca de US$ 100 bilhões por ano. Não mais que cerca de 4 bi permanece no Afeganistão, enquanto o resto representa vendas externas. Agricultores no Afeganistão recebem cerca de $ 1,5 bilhões. O Talibã leva cerca de 150 milhões. Todo o resto é vendido nos países de distribuição ou nos países da trânsito, mas o resultado é que o beneficiário final é o sistema bancário global. Todo esse dinheiro não fica dormindo debaixo do travesseiro de alguém, ele vai para o sistema bancário."

"Se vemos uma pirâmide que mostra a distribuição do fluxo de narcóticos, podemos ver que a nível da distribuição têm uma vasta camada, em seguida, o trânsito regional envolvendo os cartéis de drogas, e acima são os fluxos globais de drogas . Considerando a distribuição de dinheiro envolvido, temos exatamente as proporcionalidades para ao contrário. A pirâmide se volta de ponta cabeça. Aqui você pode ver que a menor parte do dinheiro permanece no Afeganistão e então acima estão se multiplicando esse dinheiro de origem criminosa."

"Assim, o produtor, que recebe uma quantidade relativamente pequena de dinheiro, organiza essencialmente instabilidade do processo de exportação, o dinheiro do crime e crescimento do próprio crime organizado. Se a comunidade global está preocupada com o que acontece, mas não concentra seus esforços aqui no ponto da pirâmide, mas aqui [onde é global], então nós temos que ver que isso representa uma enorme sombra projetada em uma grande região do mundo, e é claro que é extremamente difícil eliminar este problema . Mas, se desde o início, focamos nossos esforços em direção ao centro da questão [apontando para a área de produção], em ovos de pato Koshchey o imortal [um monstro de histórias infantis russas que só pode ser morto entrando em sua "morte", que reside em uma agulha no ovo de um pato] e agarrá-lo e esmagá-lo, então nos libertaremos por completo do dinheiro do crime."

"No entanto, estamos trabalhando em todas as áreas ao mesmo tempo. E, no mesmo sentido, há também a questão de interceptar os fluxos de dinheiro e capturar os criminosos seguindo o rastro do dinheiro através do sistema bancário, que circula e se lava. Mas esta é uma tarefa trabalhosa, porque o nível de capturas não é superior a 1% do dinheiro que é lavado. Isso tem a ver tanto com o sigilo bancário e da forma como está organizada em torno do sistema financeiro. Assim estamos trabalhando muito estreitamente com os nossos parceiros americanos, o que nos permite compreender aspectos específicos das fases de lavagem de dinheiro, e tentar perseguir de forma mais eficaz ".

Os britânicos lançam uma nova onda de propaganda a favor das drogas

08 de dezembro de 2012 - A Condessa de Wemyss e March (Amanda Feilding), George Soros, e o não tão virgem bilionário Sir Richard Branson - patrocinaram um filme intitulado "Quebrando o Tabu", que Branson espera que fará pela legalização da drogas em geral que o aquecimento global pelo filme de Al Gore, "Uma Verdade Inconveniente", ou seja, atrelar a opinião popular por trás de uma mentira que leva à morte da massa espécie humana. (NdT: os articuladores da NOM parecem interessados em pseudo-soluções ao problema de aquecimento, o que acaba levando muitos a aceitar a hipótese negacionista, outra ala da mesma propaganda).

O filme de uma hora, produzida pelo filho de Branson para distribuir  no Youtube, com um site e uma petição em favor da legalização das drogas patrocinada pela Fundação Beckley - a senhora do "trepanação" Feilding, o consumidora LSD - se apresentou pela primeira vez em Londres em 05 de dezembro, e na noite seguinte se apresentaou na sede do Google em Nova York. Sua intenção manifesta e forçar os governos em todo o mundo a parar a guerra às drogas, e em vez disso se tornem parte do tráfico de drogas no Império Britânico, sob o nome sofista de "regulação" da produção, do tráfico e no consumo de drogas.

O filme é apoiado por polidas retórica agentes britânicos nas guerras culturais ao longo de décadas, e foi construído em torno de impacto tão incrível e esmagador que um "grupo de líderes mundiais" estão pedindo publicamente aos governos para acabar com a guerra às drogas e, para participar do programa do Império Britânico. Esse "grupo" consiste simplesmente dos presidentes e outros "notáveis" que formaram a comissão para a reforma da política de drogas, financiado e dirigido pelo britânico traficante especulador George Soros. Dois presidentes, por sua vez se juntaram a eles, em primeiro lugar, o Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, um discípulo orgulhoso de seu bom amigo e conselheiro de Tony Blair, e o presidente da Guatemala Otto Perez Molina, controlado pela condessa Feilding.

A propaganda da Beckley Foundation destaca que o presidente Bill Clinton também se juntou a esta campanha. Em uma entrevista para o filme, Clinton renegou uma decisão importante que ele tomou como presidente, de rechaçar o acordo de Wall Street para legalizar o cartel de drogas das FARC - que foi negociado em junho de 1999 por Richard Grasso, presidente da Bolsa de Valores em Nova York, com o apoio de Madeleine Albright no Departamento de Estado - e em vez do governo proporcionar ao governo da Colômbia o apoio necessário para recuperar o controle soberano de seu país, que estava nas mãos de traficantes de drogas. O "Plano Colômbia", adotado por Clinton, que agora ele afirma que não funcionou, salvou a desintegração iminente que Colômbia a enfrentava.

Rússia, e em particular, Victor Ivanov, diretor anti-drogas, observou no filme como a mosca na sopa da debandada global de drogas, por causa da pressão que se faz para os Estados Unidos e outras potências ocidentais adotem uma posição dura sobre a política de drogas como a chave para ajudar o Afeganistão. Ivanov disse em uma entrevista que está incluído no filme, as potências ocidentais, juntamente com a Rússia, devem emular o programa de sucesso do Plano Colômbia. Esta pressão da Rússia, que foi tomada com apreço por sectores-chave dentro das Forças Armadas dos EUA, enfurece os produtores do filme, em que oficiais do Exército britânico tinham sido enviados ao Afeganistão, denunciam irritados a mera menção em atacar o comércio de ópio.

A condessa britânica é a promotora de drogas para a rainha

27 de novembro - A edição de domingo do jornal londrino The Observer publicou em 25 de novembro uma generosa reportagem para promover a condessa britânica, Amanda Feilding, que lidera a campanha mundial para a legalização das drogas, sobre os ombros de outros agentes da coroa como George Soros. Feilding, condessa de Wemyss e march, é o fundador da Fundação Beckley, uma instituição britânica de "caridade" (sic) dedicada à legalização das drogas, cujo papel na campanha da monarquia britânica foi lançado em da revista EIR de 05 de setembro de 2008, "oligarcas britânicos Soros Addiction Run Drive" (Oligarcas britânicos dirigem a campanha Soros pelo vício) e novamente identificado na EIR edição de 16 de novembro de 2012, no artigo intitulado "Política do Império Britânico: A vitória de Obama abraça a  legalização das drogas".

No próximo 05 de dezembro, Fielding está lançando um novo filme de propaganda, intitulado "Quebrando o Tabu" para promover a legalização das drogas. O filme de propaganda foi financiado pela Virgin e o também promove a Avaaz, uma rede internacional de ativistas, que afirmam ter 16 milhões de membros. O projeto do filme também tem o respaldo da coleção de ex-presidentes de George Soros, da Colômbia, Brasil, México, Suíça, Polônia e Estados Unidos, que estão promovendo a legalização e um fim à guerra contra as drogas como panaceia.

De acordo com o perfil apresentado pelo Observer, Feilding é maconheira desde 1960, desde que começou a usar drogas na Universidade de Oxford. O Observer não informa no entanto, que "Lady Amanda" e seu marido fizeram buracos na cabeça em 1970, com a esperança de "expandir a consciência", em uma adaptação bizarra da prática da trepanação da Idade da Pedra.

A Fundação Beckley financia seu próprio projeto MK-Ultra para promover as virtudes de drogas psicodélicas, através de bolsas de investigação para o Imperial College e o University College, de Londres, e John Hopkins University, nos Estados Unidos, com o objetivo de mostrar que o MDMA, LSD e psilocibina a melhoria da saúde mental. Feilding afirma que cortes orçamentais na área da saúde, serviços de saúde, especialmente mentais, tornam necessário o uso de drogas psicodélicas ao invés de tratamento de longo prazo, e que os psiquiatras devem ser autorizados a prescrever psicotrópicos.

Não é nenhuma surpresa que um dos maiores doadores da Fundação Beckley é George Soros. Em um evento de Beckley recentemente, um assessor de política sobre drogas do governo Cameron, David Nutt, disse à platéia que tomar a droga ecstasy é mais seguro do que andar. Quando o discurso veio para as manchetes ele se fiu forçado a renunciar.

Entre as propostas de Feilding para a Inglaterra está a formação de um mercado de agricultores de cannabis, dar heroína como receita médica,  e sessões de drogas psicodélicas como uma nova forma de aconselhamento matrimonial.

Via El Malvinense


Tradução por Conan Hades

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Você sabia que a máscara de V de Vingança representa um "idiota útil" que facilitou as ambições expansionistas do império britânico?

Você sabia que a máscara de V de Vingança representa um "idiota útil" que facilitou as ambições expansionistas do império britânico? É um grave erro esquecer nossa história, mas um erro ainda pior é não conhecê-la, pois isso nos lava a cometer os mesmos erros do passado.

Nos últimos anos é comum ver, em diferentes atos de reivindicação, manifestantes usando a máscara do personagem do filme hollywoodiano "V de Vingança" (Lei Dinde, WikiLeaks, 15-M... ). O grupo de supostos hackers Anonymus chegou inclusive a entronizá-la, convertendo-a em seu principal símbolo.



Mas, sabem realmente, aqueles que a usam, quem é o personagem que representa? E, o mais importante, sabem o grande serviço que prestou esse personagem (sem o querer) à coroa britânica e aos seus anseios expansionistas? Provavelmente a esmagadora maioria não, assim como desconhecem eles mesmos são usados mata fins muito similares para os que foram usados o personagem que representa essa máscara.

Esse personagem é Guy (ou Guido) Fawkes

No ano de 1605, um grupo de fanáticos católicos ingleses, admiradores da inquisição espanhola, entre eles Guy Fawkes, são acusados de tentar explodir o parlamento inglês, com toda família real dentro, com objetivo de restaurar a religião católica na Inglaterra.

O julgamento, como demonstraram muitos historiadores (1), esteva cheio de irregularidades: testemunhos auto-incriminatórias obtidos sob tortura, falsos testemunhos pagos pela acusação, provas falsas, etc. Usando um procedimento igualmente manipulado, a coroa britânica acusou a Espanha (com quem, nessa época, disputava a hegemonia mundial) de estar por trás desta conspiração. Isso foi usado como desculpa para intervir na guerra que a Espanha levava contra os rebeldes holandeses, em apoio aos últimos. Essa intervenção foi crucial para a derrota da Espanha, e indispensável para por, a partir de então, sob a órbita da influência britânica os Países Baixos.

Além disso, esse arranjo, conhecido pelo nome de "conspiração de pólvora", serviu para justificar a posterior brutal perseguição sofrida pelos católicos ingleses, desencadeada sob o pretexto de uma espécie de guerra preventiva contra o terrorismo católico. Essa perseguição tinha como objetivo verdadeiro liberar a Inglaterra definitivamente da influência do papado (ao serviço dos interesses da França e Espanha) sobre sua política interior e exterior, através de sacerdotes fiéis incrustados à corte inglesa, que bloqueavam as pretensões expansionistas da Inglaterra.

Em todo esse perverso jogo político, Guy Fawkes e alguns de seus amigos mais próximos foram apenas idiotas úteis (bodes expiatórios) necessários, usados por Sir Robert Cecil, o premier do rei Jaime I (ou Tiago I) para impulsionar a nova política expansionista britânica.

Hoje em dia, todas aquelas pessoas que, com ou sem a máscara do "V de Vingança", estão prestando apoio a causas como WikiLeaks, o movimento Occupy ou Anonymus, estão desempenhando um papel muito similar ao que Fawkes e os seus prestaram em seus dias:

Anonymus e seu teatrinho de ciberguerra contra o poder governamental está sendo de grande utilidade para alertar sobre o suposto perigo que constitui o anonimato na rede (a polícia chegou a comparar o Anonymus com a al-Qaeda) e, acima de tudo, para mistificar e apresentar a internet como um meio independente e democrático (a pesar de se tratar de uma ferramenta do exército americano, totalmente controlada por este). Isso serviria, em primeiro lugar, para justificar uma maior controla de ciberespaço e, em segundo, para catapultar a internet como novo meio de direção e controle político, supostamente democrático, mas que devido à sua estreita vinculação com os centros de poder imperialistas, seria utilizado como um perfeito meio de controle social totalitário (2).

WikiLeaks, mediante falsos informes, como aqueles em que vinculava od governos de Cuba ou Venezuela com o ETA e as FARC, ou nos quais sem provas insinuava que o programa militar iraniano tinha fins militares, foi de grande utilidade para justificar políticas agressivas contra esses povos.

O movimento 15-M servirá para impulsionar reformas neoliberais destinadas a reformular o capitalismo, com o propósito de fazê-lo ainda mais escravista. A diferença entre o 15-M e a armação da Conspiração de Pólvora, é que, enquanto esta só usada para apenas uma dúzia de "idiotas úteis", no caso de 15-M dezenas de milhares deles trabalharam , na maioria dos casos, de forma totalmente desinteressada.

Via Todoestarelacionado

Tradução por Conan Hades

(1) Eu recomendo a leitura de "A Conspiração da Pólvora. Catolicismo e terror na Europa do século XVII", de Antonia Fraser.
(2) Consulte "A era tecnotrônica" (1970) por Zbigniew Brzezinski.

sábado, 25 de maio de 2013

Inteligência alemã prevê vitória definitiva do exército Sírio

O chefe de do Serviço de Inteligência Externa Alemã (BND), Gerhard Schindler, considera que o exército da Síria será capaz de obter vitória definitiva contra os grupos rebeldes antes do fim de 2013.

Segundo o chefe de inteligência alemã, por enquanto, o Governo do presidente Bashar al-Assad é mais estável do que foi durante muito tempo.



A edição digital do "Der Spiegel" informou quarta-feira que o chefe do BND, durante suas declarações aos oficiais de segurança, teve uma mudança de opinião a respeito do verão passado, quando predisse que o Governo de Damasco cairia no início de 2013.

Schindler declarou que os grupos armados na Síria, que incluem afiliados à al-Qaeda, enfrentam dificuldades extremas em sua guerra.

A autoridade alemã considerou que os diferentes grupos armados lutam entre si, para obter o controle de certas zonas, e destacou a falta de uma rede funcional de comando entre os líderes da oposição síria, apoiada pelos estrangeiros, e seus elementos armados dentro do país, ao apontar que cada novo conflito debilita mais os rebeldes.

O chefe do BND deu prognóstico para que no final de 2013, o Exército Sírio retomará o controle de sul do país se a situação continuar como nas últimas semanas.

Schindler afirmou que os militares conseguiram cortar as linhas de fornecimento de armas e rotas de evacuação dos rebeldes feridos até os países vizinhos.

Cabe mencionar que, durante os últimos dias, as forças de segurança sírias provocaram grandes perdas entre os grupos armados no estratégico distrito de AL-Qusair, perto da fronteira com o Líbano.

Por sua vez, al-Assad enfatizou quinta sua determinação de continuar a luta contra o terrorismo, enquanto reiterou que a crise que atinge o país deve ser resolvida por vias políticas.

O país árabe, que desde meados de março de 2011 vive uma onda de violência organizada e patrocinada por alguns países do ocidente e da região, cujo objetivo e culpar o Governo de Damasco pela crise, possibilitando assim uma intervenção militar estrangeira.

Via HispanTV

terça-feira, 12 de março de 2013

Israel apela à Liga Árabe intervir militarmente na Síria

O presidente israelense, Shimon Peres, pediu hoje à Liga Árabe que envie forças para intervir na Síria para "deter o massacre".



Em um histórico discurso, o primeiro de um chefe de Estado diante de um Parlamento Europeu em quase três décadas, Peres disse que para por fim à violência na Síria "as Nações Unidas deveriam apoiar a Liga Árabe na criação de uma força árabe de capacetes azuis".

"O mundo livre não pode se manter à parte quando o presidente sírio leva a cabo uma matança contra seu próprio povo e seus próprios filhos" assinalou Peres, " Isso rompe nossos corações".

O líder israelense, que se encontra em viagem pela Europa participando de reuniões de instituições da UE, falou ao Parlamento, cujos 754 deputados se levantaram e aplaudiram.

Depois de afirmar que o presidente sírio, Bashar al-Assad é uma ameaça para toda a região "e até mesmo para a Europa", porque teria um arsenal químico, Peres apostou em uma intervenção da Liga Árabe como a melhor "solução" para evitar que as supostas armas químicas "caiam nas mãos erradas".

"Qualquer intervenção de forças ocidentais seria percebida como uma interferência externa", continuou o presidente.

"A Liga Árabe pode e deve formar um governo provisório na Síria para parar a matança, para evitar que a Síria se despedace", disse Peres.

Via ANN

Post Spriptum: Acusações infundadas sobre o inimigo possuir certas "armas" não são novidade nas relações internacionais, vide o caso Sadam Hussein e programas nucleares.

domingo, 3 de março de 2013

Assad pede fim do financiamento estrangeiro a grupos terroristas

Presidente Bashar al-Assad, disse em uma entrevista que o conflito interno no país árabe desde Março de 2011 se deve, em parte, ao financiamento do terrorismo por nações estrangeiras, como a Turquia, Arábia Saudita e Qatar.



"Se alguém quer sinceramente ajudar a Síria e contribuir para o fim da violência em nosso país, só pode fazer uma coisa: ir para a Turquia, Qatar e Arábia Saudita para dizer-lhes para parar de financiar o terrorismo na Síria", disse o presidente, que mais tarde disse que "a Al-Qaeda e sua ideologia são uma ameaça e um perigo não só para a Síria, mas para toda a região."

Assad destacou que está disposto a conversar com qualquer órgão político, a fim de acabar com o conflito que aflige a Síria e que deixou mais de 20.000 mortos, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Na Síria, fizemos duas decisões: lançar o diálogo e combater o terrorismo. Nós, como qualquer outro país soberano, não vamos negociar com terroristas ", aludindo à" guerra midiática contra a Síria para impedir que a verdade de alcance o mundo exterior. "

Presidente al-Assad manifestou a disposição do governo sírio para negociar com qualquer pessoa, inclusive os militantes que entregassem suas armas ", mas não lidar com terroristas determinados a continuar a portar armas, pessoas aterrorizando, matando civis e atacando locais públicos, instituições privadas e destruir o país ", disse ele.

Nesse sentido, Al Assad disse que pode resolver seus conflitos por meio do entendimento sem a participação internacional. "Nós somos um país com 23 milhões de pessoas, temos um exército nacional e as forças policiais, nós não precisamos de combatentes estrangeiros para defender o nosso país."

"O que deve ser questionado aqui são os papéis dos outros países como o Qatar, Turquia, Arábia Saudita, França, Inglaterra e Estados Unidos de apoiar o terrorismo, direta ou indiretamente na Síria", salientou o presidente sírio.

Al Assad agradeceu as posições de países como Irã e Rússia, que manifestaram em reiteradas ocasiões seu apoio ao povo sírio e sua rejeição de uma possível intervenção internacional.

"O papel da Rússia é muito construtivo, o Irã dá um extremo e o papel do Hezbollah é de defender do Líbano, e não a Síria", disse al-Assad.

Durante a entrevista, o presidente al-Assad ressaltou: "Eu tenho dito repetidamente que a Síria é uma linha de demarcação geográfica, política, social e ideológica, de forma a jogar com esta linha teria graves repercussões em todo o Oriente Médio".

Presidente iraniano apela para diálogo nacional na Síria

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse durante uma reunião com Síria Vice-Primeiro Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros e Expatriados, Walid al-Muallem, que seu país está no lado da Síria nessa guerra, e sublinhou que a única maneira de resolver a crise é para cessar a violência e iniciar um diálogo nacional.

Ahmadinejad descreveu como "positiva" programa político apresentado pelo presidente Bashar al-Assad, acrescentando que "a Síria terá sucesso graças à sabedoria da sua liderança e do povo sírio se apegam a paz".

O presidente iraniano disse que está acompanhando de perto os acontecimentos na Síria e disse que "o Irã é um país irmão da Síria e se encontra junto a ela em face da guerra cósmica que presencia".

Ele acrescentou que a força da Síria e se apegará a seu exército e as pessoas em torno de sua liderança, obrigaram todos a reconhecer o fato de que não há outra maneira de resolver a crise, em vez de a cessação da violência e através do diálogo e entendimento nacional, afirmando que "o programa político apresentado pelo presidente Assad é bom e positivo."

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Pista de pouso britânica na Patagônia Argentina

A pista está localizada a 35 km a sudeste da cidade de Serra Grande, Província de Rio Preto nas seguintes coordenadas:


41º50’34’’ Latitude Sul
65º04’ 56’’ Longitude Oeste


Foi construído em apenas três meses. No final de Fevereiro de 2008 começou a funcionar, sem controle de radar argentino. Está em nome de um argentino, Van Ditmar, mas que é sócio de um grande magnata inglês, Joe Lewis, que possui milhares de hectares em Chubut. Seu custo foi de 20 milhões de dólares, e se desconhece a origem do dinheiro.

A Força Aérea Argentina aprovou a operação do aeroporto, mas não é capaz de garantir o seu controle, não tendo nenhum radar na área e pode aterrissar ou descolar qualquer aeronave sem ser detectada. Inúmeros ofícios foram enviados pela deputada provincial Magdalena Odarda à ministra da Defesa, Nilda Garre, as autoridades provinciais e nacionais, mas nada aconteceu. O governo está ciente do perigo de ter um aeroporto em tais características no coração da Patagônia, mas não faz nada para impedi-lo, pelo contrário, sabendo que autoriza a operação não é capaz de controlá-lo.

Ver informações mais detalhadas em Aviacion Argentina e El Malvinense


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Estados Unidos e a guerra secreta na África

A guerra secreta americana está sã e salva. Além de seu comando militar na África (AFRICOM), Estados Unidos enviou forças especiais por todo continente:

"Pequenas equipes de forças especiais chegaram às embaixadas americanas por todo norte da África durante os meses anteriores a que alguns combatentes empreenderam o feroz ataque que assassinou o embaixador (americano) na Líbia. A missão dos soldados: estabelecer uma rede que poderia atacar rapidamente um alvo terrorista ou resgatar um refém" (Kimberly Bozier, Casa Branca apmila presença secreta no Norte da África, 2 de outubro de 2012)



Estados Unidos está implantando um exército clandestino por toda a África. Conforme relatado por Nile Bowie (Global Research, Abril de 2012), o objetivo é "balcanizar" o continente africano:

"Em uma conferência do AFRICOM celebrada no forte McNair em 18 de fevereiro de 2008 o vice-almirante Robert T. Moeller declarou abertamente que o princípio orientedor do AFRICOM é proteger "o livre fluxo de recursos naturais da África para o mercado global", antes de citar a crescente presença chinesa na região como um desafio aos interesses americanos".

Em 2007 o assessor do Departamento de Estado americano Dr. J. Peter Pham falou sobre os objetivos estratégicos de AFRICOM de "proteger o acesso aos hidrocarbonetos e outros recursos estratégicos que a África possui em abundância, uma tarefa que inclue garantir-se frente à vulnerabilidade dessas riquezas naturais e assegurar que nenhuma outra parte interessada como a China, Índia, Japão ou Rússia, obtenha monopólios ou tratamento preferencial" (Nile Bowie, OPERAÇÕES SECRETAS NA NIGÉRIA: Terreno Fértil para a balcanização patrocinada, Global Research, 11 de Abril de 2012).

A fraude da "guerra contra o terrorismo" serve para encobrir a desestabilização da África com a idéia de controlar seus recursos. Na década de 90 se desestabilizou os Bálcãs com o mesmo fim:

"Em O jogo da mentira: as grandes potências, Iugoslávia, a OTAN e as próximas guerras, Michael Collon explica como se desestabilizaram os Bálcãs tanto para "controlar as rotas de oleodutos, dominar a Europa Oriental e debilitar e dominar a Rússia" como para "assegurar [o estabelecimento de] bases [na Europa Oriental e os Bálcãs]" (Michael Collon, O jogo da mentira: as grandes potências, Iugoslávia, a OTAN e as próximas guerras, Hobndarribia, Hiru, 1999*).

No Oriente Médio está ocorrendo um processo similar, em uma imensa região geográfica:

"Em julho de 2010 Síria, Irã e Iraque firmaram um acordo de um gasoduto que tem como meta unir o campo iraniano de South Pars (o maior do mundo) com Síria e, logo, com o mar Mediterrâneo. Perto de Homs, na Síria, se descobriu outro campo importante, que poderia se tornar um centro alternativo de corredores de energia oposto aos que passam pela Turquia e outras rotas controladas por companhias européias e americanas" (Manlio Dinucci, A arte da guerra. Síria: Otan visa o gasoduto, 9 de outubro de 2012).

O exército clandestino americano irá recorrer à guerra de drones para garantir o controle dos recursos americanos. Embora os Estados Unidos e seus aliados tanham financiado e apoiado materialmente mercenários vinculados a al-Qaeda para derrotar o governo líbio e está operando da mesma maneira na Líbia, dizem-no que "a campanha anti-terrorismo indica que a administração [americana] se preocupou por um tempo com a crescente ameaça representada pela al-Qaeda e suas filiais no norte da África" (Dozier, op. cit.)

Embora o Pentágono assegure que "nesse momento não há planos de operações militares unilaterais americanas", o artigo afirma, pelo contrário, que o que espera os africanos é uma guerra unilateral de drones:

"O grupo Delta Force formará o eixo central de um destacamento militar responsável por lutar contra a al-Qaeda e outros grupos terroristas por toda a região com um arsenal que inclue drones. Mas primeiro trabalhará para ganhar aceitação ajudando as nações do norte da África a criar suas próprias operações especiais e unidades contraterrorismo" (Ibid.)

O discurso hipócrita que reproduzimos a continuação indica que o "livre fluxo dos recursos naturais ao mercado global" e "acesso aos hidrocarburetos e outros recursos estratégicos"  serão protegidos sob o pretexto de "guerra contra o terrorismo":

"A administração Obama está preocupada com o crescente poder e influência das filiais da al-Qaeda no Iêmen, Somália, Iraque e norta da África. Até o momento, só o ramo iemenita tratou de atacar território americano com uma série de planos frustados de atacar com bombas aviões com destino Estados Unidos. Um destacamento naval americano SEAL** criado em 2009 utilizou uma pequena combinação de ataques aéreos e com drones para lutar contra combatentes no Iêmen e Somália trabalhando conjuntamente com a CIA e as forças locais.

A nova força-tarefa trabalharia da mesma maneira para lutar contra grupos afiliados à al-Qaeda do norta da África, que estão aumentando e têm abundãncia de armas procedentes de arsenais saqueados da Líbia logo após a revolução. São generosamente financiados por uma rede criminal de tráfico de drogas e reféns.

Al-Qaeda no Magreb Islâmico ou AQIM (silga em inglês) e a seita extremista com base em Nigério Boko Haram são possivelmente as maiores e mais perigosas filiais.

Um alto funcionário do Departamento de Estado americano para assuntos africanos afirmou na terça que "devemos tratar dos militantes Mali através de meios de segurança e militares"" (Ibid.)

E embora nos digam que "nesse momento não há planos de operações militares unilaterais americanas", Johnnie Carson, secretário de estado para assuntos africanos, parece contradizer essa informação ao declarar que "qualquer ação militar aqui deve estar bem planejada, organizada, equipada e pensada" e, vejam só! "deve estar de acordo com todos aqueles que serão mais afetados com ela". (Ibid.)



sábado, 22 de setembro de 2012

Desmascarado o movimento feminista Femen

femen украина софийский собор 
Uma jornalista de um canal de televisão ucraniano deesmascarou o movimento feminista ucraniano Femen. A reporter se infiltrou nas fileiras da organização, supostamente inspirada por seus ideais e participava pessoalmente das ações de topless, filmando os feitos com uma câmera escondida. Descobriu-se que a essência das atividades das participantes se reduzia à propaganda e o dinheiro procedente da Europa Ocidental e Estados Unidos.

Para divulgar publicamente a essência do Femen, a jovem jornalista teve que fazer um grande sacrifício e participar das ações de topless da organização. No decorrer de várias semanas lhes ensinavam como exibir: comportamento agressivo, habilidade para atrair atenção de jornalistas, posando de vítima inocente. Mas o mais importante é mostrar os seios nus diante das câmeras.

A jornalista teve sua estréia de topless em Paris, onde as participantes do Femen tinham acabado de abrir um novo escritório. Ali várias jovens realizaram uma manifestação em seu estilo profissional, ou seja, descobrindo os seios frente a um centro cultural islâmico. Tal como afirma a jornalista, literalmente percebeu na pele o ódio do povo, cujos sentimentos religiosos ofendíamos propositadamente: "a ação transcorre junto a um centro cultural islâmico. E nós sentimos que o povo estava disposto a nos destruir. Da repressão se salvaram unicamente as câmeras dos colegas".

A viagem a Paris da jornalista foi paga pelo movimento Femen. A passagem de avião, o quarto no hotel, o taxi e a comida - um total de mil euros diários por cada jovem, sem contar a compra de roupas e serviços de maquiadoras e estilistas.

Além disso verificou-se que as ativistas do Femen recebem salário, não menos de mil dólares por mês, o que ultrapassa em quase 3 vezes o salário médio na Ucrânia. Além disso a manutenção de escritórios em Kiev – dois mil e quinhentos dólares por mês e do recentemente aberto em Paris – mais alguns milhares de euros por mês.

Quem financia tão generosamente este movimento e quem é o patrocinador que indica às jovens a quem devem atacar de peito aberto, é um segredo guardado a sete chaves, como se diz, sancta sanctorum. Só se pode imaginar quem são. A jornalista supõe que são pessoas que com maior frequência são vistas junto com o Femen. O multimilionário Helmut Geier, a mulher de negócios alemã Beat Schober e o homem de negócios americano Jed Sanden. Também a Wikipedia considera que o último é patrocinador do Femen.


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