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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Equador chama boicote mundial contra a petroleira Chevron

O presidente do Equador, Rafael Correa, chamou a um boicote internacional contra a principal companhia petroleira dos Estados Unidos por sua culpa pela contaminação da Selva Amazônica.



"Este é um dos maiores desastres ambientais no mundo", disse Correa esta quarta-feira enquanto iniciava uma campanha para denunciar a contaminação da Amazônia pelas companhias petroleiras estadunidenses que costumavam ter influência dominante no país sul-americano.

"As ferramentas que vamos utilizar para lutar contra a Chevron são a verdade e um chamado à solidariedade dos cidadãos do mundo a não comprar produtos da Chevron", acrescentou o presidente equatoriano.

Equador espera que figuras da música e cinema, assim como renomados eco-ativistas, visitem o Amazonas e ofereçam apoio à causa.

Correa iniciou sua campanha contra a contaminação do meio ambiente na cidade de Aguarico, na província amazônica de Sucumbíos onde a Texaco, gigante petroleiro dos Estados Unidos que se fundiu à Chevron em 2001, operou entre 1964 e 1990.

A Chevron afirma que nunca operou "diretamente" no Equador, portanto não teria "herdado" a acusação de contaminação da Texaco, a qual ainda não pagou a multa de 19 milhões de dólares procedente da acusação.

Assim, durante sua campanha contra a Chevron em Aguarico, Correa pôs sua mão dentro de uma poça de lodo oleosa que se encontrava na região e a ergueu alto diante das câmeras dos meios de comunicação.

"Para poupar alguma quantia em dólares, a Chevron Utilizou as piores técnicas de mineração. Existem cerca de mil poços desse tipo na nossa selva amazônica e que nunca foram assistidos, apenas foram escondidos com uma camada de terra para enganar o Estado equatoriano", disse.

Por sua vez, a Chevron emitiu um comunicado acusando Correa de "proporcionar uma denúncia distorcida e vaga da história desses campos de petróleo e quem é responsável pelo impacto ambiental".

No entanto, grupos indígenas e agricultores locais do Equador processaram a Texaco pela contaminação ambiental depois que abandonou o país em 1990.

Depois de anos de litígio, a Chevron foi condenada em 2012 a pagar 19 milhões de dólares, mas a desisão ainda espera a revisão do Supremo Tribunal do Equador, em resposta a uma ação legal pelo gigante petroleiro.

Via ANN

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Líbia atravessa crise energética sem precedentes após dois anos da invasão da OTAN

Líbia começou a importar óleo diesel para compensar o aumento no corte de energia, enquanto as filas engrossam frente aos postos de combustível e a vida diária se faz cada vez mais difícil em meio de uma crise sem precedentes.



A maioria das jazidas de gás em sua região oriental, que fornecem os suprimentos para usinas de energia, foram fechadas na pior interrupção do setor energético líbio desde a intervenção militar estrangeira em 2011 na qual participaram os Emirados Árabes, Qatar, Jordânia e a OTAN para derrotar e assassinar Muammar al-Gaddafi.

Grupos armados, guardas privados e trabalhadores petroleiros com lealdades tribais fecharam oleodutos e portos petroleiros em todo o país.

O setor energético está padecendo de um déficit de aproximados 1000 mega-watts devido ao forte consumo no verão, informou um funcionário do setor de eletricidade.

A capital Trípoli sofre cortes de energia regulares que se agravaram nos últimos dias e funcionários afirmam que a Líbia poderá esperar por mais racionamento se a crise se prolongar.

Um importante executivo da Companhia de Petróleo disse que a Líbia importou "pelo menos três vezes a quantidade de combustível líquido" a mais que o normal para manter as usinas operando.

"Todo o gás da região oriental foi detido", disse o executivo, que pediu anonimato.

Ahmad Mustapha Hussein, importante funcionário da Companhia de Eletricidade, disse que as turbinas de gás de ciclo combinado das usinas poderiam demorar semanas para retornar ao gás natural se a crise persistir.

"Houveram muitos problemas como consequência dos ataques e isso está afetando as unidades de produção", disse Hussein, acrescentando que o custo da importação do óleo diesel estava somando pressões fiscais devido à perda das receitas do petróleo.

Autoridades dizem que a capacidade de geração instalada é de aproximadamente 5.600 mega-watts e a demanda atual supera os 6.660 MW, principalmente no consumo residencial.

O executivo aforma que a jazida de gás Wafa que produz aproximadamente 13 milhões de metros cúbicos por dia em um empreendimento conjunto com Eni estava proporcionando algum alívio para as usinas de energia líbias que operam a gás.

Fornecimento de Gasolina

As vendas do petróleo bruto da Líbia baixaram para menos de 10 por cento da capacidade exportadora de menos  de 100 mil barris por dia, segundo a estimativa da Reuters, enquanto o país poupa a produção restante para consumo interno.

A baixa da produção interna também gera filas insuportáveis frente aos postos de combustível na capital, onde vive um quarto da população de seis milhões de habitantes, e por meses sofreu uma forte carência de gasolina "presumivelmente" derivada de um aumento das importações de automóveis. (NdB: não que acreditemos que numa crise energética e em uma situação de conflito bélico os indivíduos se sintam motivados a adquirir e capazes de bancar veículos importados...)

Via Reuters

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Paraguai: Governo confirma interesse estrangeiro pelo petróleo

O governo confirmou que existem atualmente três empresas trabalhando na exploração do petróleo no Paraguai e outras várias dos Estados Unidos interessadas em aderir. "A riqueza do subsolo paraguaio é gigantesca", assegura a autoridade.



Richard Kent, ministro do Ministério do Planejamento, deu detalhes sobre os temas discutidos na reunião da Mesa de Energia em Mburuvicha Róga.

Comentou que se discutiu sobre as expectativas a respeito da exploração de petróleo no Paraguai.

"O Paraguai tem uma enorme quantidade de reservas, por isso é extremamente importante que o governo faça uma campanha realmente importante com pessoas qualificadas", disse ele.

Garantiu de que todos os documentos sobre prospecções, exploração e acordos com empresas será entregue às autoridades que assumirão em 15 de agosto.

Comentou que existem atualmente três empresas que trabalham na busca e exploração de jazidas no país.

Igualmente, há outras empresas interessadas em assinar acordos com o Estado em torno sobre as reservas.

"Após a exposição foi feita em Miami, há um sumo interesse em vir para o Paraguai para a prospecção e exploração desses depósitos", disse ele.


Via ABC

sábado, 16 de março de 2013

Wikileaks revela fúria americana ao legado solidário de Chávez

Dezenas de milhares de haitianos espontaneamente se dirigiram para as ruas da capital Port-au-Prince, na manhã do dia 12 de março de 2007. O presidente venezuelano Hugo Chavez acabara de hegar ao país.

A multidão, cantando e gritando com alegria, se juntou a ele no seu caminho para o Palácio Nacional (destruído no terremoto de 2010).
 
Lá, Chávez anunciou que a Venezuela ajudaria a pobre meia-ilha caribenha construindo usinas elétricas, expandindo redes elétricas, melhorando aeroportos, fornecendo caminhões de lixo e apoiando as equipes médicas cubanas presentes no país.

Mas o centro dos presentes que Chávez trouxe ao Haiti foram 14 mil barris de petróleo ao dia. Um presente divino em um país que sempre sofreu com blackouts e falta de energia.

O petróleo foi parte do acordo PetroCaribe que a Venezuela assinou com o Haiti um ano antes. O Haiti teria que pagar apenas 60% do petróleo recebido. Os 40% restantes poderiam ser pagos ao longo dos próximos 25 anos a uma taxa de 1%.

Sob acordos similares, a Venezuela fornece mais de 250 mil barris de petróleo por dia a bons preços para 17 países da América Central e Caribe.

O custo do programa é estimado em 5 bilhões de dolares anuais. Mas os benefícios e gratidão dos participantes do PetroCaribe são imensas, particularmente durante o atual tempo de crise financeira.

Resumidamente, Caracas está garantindo a estabilidade e segurança energética da maioria das economias centroamericanas e caribenhas, ao mesmo tempo que desafia, pela primeira vez em um século, a hegemonia americana no seu próprio 'quintal'.
 
A fúria e hostilidade americana ao PetroCaribe são expostas em telegramas diplomáticos obtidas pelo Wikileaks.

A então embaixadora americana no Haiti Janet Sanderson repreendeu Preval por "dar a Chávez uma platforma para jorrar slogans anti-americanos" durante sua visita em 2007. Isso foi revelado em um telegrama citado em um artigo lançado em junho de 2011 como parte de uma série baseada na Wikileaks, produzidas por Haiti Liberte e The Nation.

Revendo todos os 250 mil telegrams diplomáticos secretos revela-se que Sanderson não foi a única diplomata americana preocupada pelo PetroCaribe.

"É notável que nesta disputa atual, estamos sendo ultrapassados por dois países pobres: Cuba e Venezuela", observou o embaixador dos EUA no Uruguai Frank Baxter, em um cabo de 2007 divulgado pelo WikiLeaks. "Oferecemos um pequeno programa Fulbright, eles oferecem mil bolsas de estudos médicos. Nós oferecemos uma meia dúzia de programas breves de "futuros líderes", eles oferecem milhares de cirurgias oftalmológicas para as pessoas pobres, nós oferecemos acordos de livre-comércio complexos algum dia, eles oferecem petróleo a preços favoráveis hoje. Talvez não devessemos estar surpresos pelo fato que Chávez ganha amigos e influencia pessoas as nossas custas", disse o embaixador.


GreenLeft

domingo, 27 de janeiro de 2013

Irã suspende venda de petróleo e gás à União Europeia

 
A República Islâmica do Irã proibe suas exportações de petróleo e gás para União Europeia em represália pelas sanções do bloqueio europeu contra o setor energético do país persa, assegura neste Domingo o portavoz do ministério iraniano Petróleo Alireza Nikzad Rahbar.
 
"As exportações de petróleo, gás natural (líquido) e gás condensado aos países europeus que adotaram posturas hostis contra Irã são suspensas até um novo aviso", expressoou um funcionário persa.
 
Nikzad Rahbar agregou que estas "sanções preventivas" contra o bloqueio europeu seguirão vigentes sempre e quando a UE se negar a abandonar suas políticas antiiranianas e adotar posições lógicas em substituição.

Igualmente, salientou que apesar das duras sanções antiiranianas da UE e EUA impostas há quase um ano contra o setor energético do país persa, as exportações de petróleo iraniano seguem seu curso normal porque o mundo necessita de petróleo.

De fato, Irã, segundo assegurou Nikzad Rahbar, rubricou novos contatos petroleiros com diferentes empresas internacionais para a exportação e venda de petróleo e gás condensado.

O funcionário iraniano precisou que o ministério de Petróleo do Irã pediu aos compradores do petróleo iraniano que não voltem a exportar o petróleo iraniano a terceiros países como os europeus.

Em 23 de Janeiro de 2012, os líderes da UE, às costas de Washington, aprovaram uma rodada de sanções contra o setor petroleiro e congelaram os ativos do Banco Central do Irã, pretexto de que disse que o programa persegue objetivos militares.

Irã, como membro da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), cumpriu seus compromissos com dita Agência, e insiste em seu direito a utilizar a tecnologia nuclear para gerar energia com fins civis.

As autoridades persas advertiram em inumeráveis ocasiões que o bloqueio europeu voltará contra eles, já que a copiosa clientela de petróleo inválida o impacto das sanções contra o país persa.
 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Estados Unidos e a guerra secreta na África

A guerra secreta americana está sã e salva. Além de seu comando militar na África (AFRICOM), Estados Unidos enviou forças especiais por todo continente:

"Pequenas equipes de forças especiais chegaram às embaixadas americanas por todo norte da África durante os meses anteriores a que alguns combatentes empreenderam o feroz ataque que assassinou o embaixador (americano) na Líbia. A missão dos soldados: estabelecer uma rede que poderia atacar rapidamente um alvo terrorista ou resgatar um refém" (Kimberly Bozier, Casa Branca apmila presença secreta no Norte da África, 2 de outubro de 2012)



Estados Unidos está implantando um exército clandestino por toda a África. Conforme relatado por Nile Bowie (Global Research, Abril de 2012), o objetivo é "balcanizar" o continente africano:

"Em uma conferência do AFRICOM celebrada no forte McNair em 18 de fevereiro de 2008 o vice-almirante Robert T. Moeller declarou abertamente que o princípio orientedor do AFRICOM é proteger "o livre fluxo de recursos naturais da África para o mercado global", antes de citar a crescente presença chinesa na região como um desafio aos interesses americanos".

Em 2007 o assessor do Departamento de Estado americano Dr. J. Peter Pham falou sobre os objetivos estratégicos de AFRICOM de "proteger o acesso aos hidrocarbonetos e outros recursos estratégicos que a África possui em abundância, uma tarefa que inclue garantir-se frente à vulnerabilidade dessas riquezas naturais e assegurar que nenhuma outra parte interessada como a China, Índia, Japão ou Rússia, obtenha monopólios ou tratamento preferencial" (Nile Bowie, OPERAÇÕES SECRETAS NA NIGÉRIA: Terreno Fértil para a balcanização patrocinada, Global Research, 11 de Abril de 2012).

A fraude da "guerra contra o terrorismo" serve para encobrir a desestabilização da África com a idéia de controlar seus recursos. Na década de 90 se desestabilizou os Bálcãs com o mesmo fim:

"Em O jogo da mentira: as grandes potências, Iugoslávia, a OTAN e as próximas guerras, Michael Collon explica como se desestabilizaram os Bálcãs tanto para "controlar as rotas de oleodutos, dominar a Europa Oriental e debilitar e dominar a Rússia" como para "assegurar [o estabelecimento de] bases [na Europa Oriental e os Bálcãs]" (Michael Collon, O jogo da mentira: as grandes potências, Iugoslávia, a OTAN e as próximas guerras, Hobndarribia, Hiru, 1999*).

No Oriente Médio está ocorrendo um processo similar, em uma imensa região geográfica:

"Em julho de 2010 Síria, Irã e Iraque firmaram um acordo de um gasoduto que tem como meta unir o campo iraniano de South Pars (o maior do mundo) com Síria e, logo, com o mar Mediterrâneo. Perto de Homs, na Síria, se descobriu outro campo importante, que poderia se tornar um centro alternativo de corredores de energia oposto aos que passam pela Turquia e outras rotas controladas por companhias européias e americanas" (Manlio Dinucci, A arte da guerra. Síria: Otan visa o gasoduto, 9 de outubro de 2012).

O exército clandestino americano irá recorrer à guerra de drones para garantir o controle dos recursos americanos. Embora os Estados Unidos e seus aliados tanham financiado e apoiado materialmente mercenários vinculados a al-Qaeda para derrotar o governo líbio e está operando da mesma maneira na Líbia, dizem-no que "a campanha anti-terrorismo indica que a administração [americana] se preocupou por um tempo com a crescente ameaça representada pela al-Qaeda e suas filiais no norte da África" (Dozier, op. cit.)

Embora o Pentágono assegure que "nesse momento não há planos de operações militares unilaterais americanas", o artigo afirma, pelo contrário, que o que espera os africanos é uma guerra unilateral de drones:

"O grupo Delta Force formará o eixo central de um destacamento militar responsável por lutar contra a al-Qaeda e outros grupos terroristas por toda a região com um arsenal que inclue drones. Mas primeiro trabalhará para ganhar aceitação ajudando as nações do norte da África a criar suas próprias operações especiais e unidades contraterrorismo" (Ibid.)

O discurso hipócrita que reproduzimos a continuação indica que o "livre fluxo dos recursos naturais ao mercado global" e "acesso aos hidrocarburetos e outros recursos estratégicos"  serão protegidos sob o pretexto de "guerra contra o terrorismo":

"A administração Obama está preocupada com o crescente poder e influência das filiais da al-Qaeda no Iêmen, Somália, Iraque e norta da África. Até o momento, só o ramo iemenita tratou de atacar território americano com uma série de planos frustados de atacar com bombas aviões com destino Estados Unidos. Um destacamento naval americano SEAL** criado em 2009 utilizou uma pequena combinação de ataques aéreos e com drones para lutar contra combatentes no Iêmen e Somália trabalhando conjuntamente com a CIA e as forças locais.

A nova força-tarefa trabalharia da mesma maneira para lutar contra grupos afiliados à al-Qaeda do norta da África, que estão aumentando e têm abundãncia de armas procedentes de arsenais saqueados da Líbia logo após a revolução. São generosamente financiados por uma rede criminal de tráfico de drogas e reféns.

Al-Qaeda no Magreb Islâmico ou AQIM (silga em inglês) e a seita extremista com base em Nigério Boko Haram são possivelmente as maiores e mais perigosas filiais.

Um alto funcionário do Departamento de Estado americano para assuntos africanos afirmou na terça que "devemos tratar dos militantes Mali através de meios de segurança e militares"" (Ibid.)

E embora nos digam que "nesse momento não há planos de operações militares unilaterais americanas", Johnnie Carson, secretário de estado para assuntos africanos, parece contradizer essa informação ao declarar que "qualquer ação militar aqui deve estar bem planejada, organizada, equipada e pensada" e, vejam só! "deve estar de acordo com todos aqueles que serão mais afetados com ela". (Ibid.)



segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Guerra cibernética tem como alvo companhias de petróleo do Oriente Médio

Empresas de petróleo e gás tem sido alvo de ataques massivos em suas redes de computadores em uma guerra cibernética cada vez mais aberta, onde um novo vírus foi descoberto apenas na semana passada.

Os Estados Unidos e Israel, que acredita-se estarem por trás da primeira campanha cibernética de sabotagem que tinha como alvo o programa nuclear iraniano, estão preocupados agora em se tornarem eles mesmo o alvo.



"Houve concentração de esforços para realização de ciberataques na infra-estrutura computacional israelense" disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu no início do mês, sem fornecer detalhes.

Netanyahu falou apenas alguns dias depois que Washington emitiu uma advertência velada ao Irã sobre ataques digitais e delineou uma nova doutrina de guerra digital.

O Secretário de Defesa americano Leon Panetta também se referiu publicamente sobre o vírus "Shamoon" que atingiu a petroleira estatal Saudita Aramco em agosto, desativando mais de 300 mil computadores.

O vírus também atingiu a RasGas, joint venture entre a americana Exxon Mobil e a estatal Qatar Petroleum.

Panetta chamou o sofisticado vírus "o ataque mais destrutivo que o setor privado viu até agora".

Ele infectou a Aramco,a maior petroleira do mundo, duas semanas após se restaurar de um ataque a sua rede interna em 15 de Agosto, mas o grupo afirma que a produção de petróleo não foi interrompida.

No entanto, a ameaça de que os ataques virtuais poderiam paralisar a infra-estrutura vital é verdadeira, com Panetta avisando sobre a possibilidade de um "cyber-Pearl Harbor", para justificar uma política de se mover agressivamente contra ameaças.



A interrupção das exportações de petróleo da Arábia Saudita pode provocar aumento dos preços do petróleo a partir de seus preços já elevados e derrubar a frágil economia global na recessão.

O que foi entendido como uma ameaça velada ao Irã, Panetta disse que os militares americanos "desenvolveram a capacidade de conduzir operações eficazes para combater (cyber) ameaças aos nossos interesses nacionais".

Um alto funcionário da administração dos EUA, que falou sob condição de anonimato, disse à AFP que o ataque cibernético contra os gigantes petroleiros do Golfo foi realizado por um "ator do Estado" e reconheceu que o Irã seria o principal suspeito.

Oficiais americanos têm "mais do que uma suspeita" de que o Irã era o culpado pelo ataque de agosto, disse James Lewis, que trabalhou no Departamento do Estado e outras agências governamentais na segurança nacional e assuntos cibernéticos e que agora é membro sênior do Centro de Estudos Estrátégicos Internacionais.

Ele afirma que autoridades americanas foram usadas para ciber-espionagem a partir da Rússia e China, mas foram surpreendidos pela rápida ascenção na capacidade do Irã em combate digital.

"Muitos achavam que não iria se desenvolver tão rapidamente", afirmou.

Entretanto, não é de se surpreender que o Irã busque se aperfeiçoar em ciberguerra após ter centenas de centrífugas e enriquecimento de urãnio arruinadas pelo vírus Stuxnet em 2010.

Stuxnet marcou a transformação para vírus de computador, que eram usados para espionagem ou pelo crime organizado, em uma ferramenta para sabotagem.

Este é amplamente suspeito de ter sido desenvolvido pelos Estados Unidos e Israel, que acreditam que o programa iraniano visa produzir uma bomba.

Teerã insiste que que programa nuclear possui apenas fins pacíficos.

via JakartaGlobe

domingo, 7 de outubro de 2012

Petroleiras podem ter provocado terremotos no Texas

Uma atividade sísmica incomum foi registrada aos arredores da cidade americana de Dallas (Texas) na semana passada. Um cientista universitário atribui os três tremores consecutivos ao elemento humano.

Conforme relatado pelo Serviço Geológico dos EUA, dois terremotos de magnitude 3,4 e 3,1 na escala Richter aconteceram por volta de meia-noite de sábado no sudeste do aeroporto internacional Dallas-Fort Worth (DFW). Entre os tremores houve um intervalo de quatro minutos e algumas dezenas de metros entre os dois epicentros. O terceiro tremor, de magnitude 2,1, ocorreu menos de 24 horas depois, e seu epicentro foi localizado a vários quilômetros do anterior.



Embora houvesse várias chamadas para serviços de emergência, não se registrou incidente que realmente ameace a vida dos moradores.

O Instituto Geofísico da Austin não descarta a hipótese de que o terremoto foi causado pela atividade humana. O vice-diretor do instituto universitário, Cliff Frohlich, observa que, desde 2008 pelo menos um terremoto de magnitude 3,0 atinge todo o condado todos os anos, exceto em 2010.

Na sua opinião, não é uma coincidência que a crosta da Terra começou a tremer depois que as companhias de petróleo introduziram uma prática de mover o óleo de seus depósitos naturais que transportando os maciços geológicos milhões de litros de águas residuais. Isso é feito sob pressão muito elevada, que é impulsionada por uma reação potente química.

"Assim pretendem se livrar da água suja", disse Frohlich. "Uma maneira que se usa é bombeá-la para baixo." Além disso, a técnica de fraturamento hidráulico das rochas libera o petroleo. Mas estas operações não são seguras.

Em um ensaio Frohlich analisou ​​67 terremotos registrados entre novembro de 2009 e setembro de 2011 em toda a área de 70 por 70 quilômetros que abrangem a formação de xisto de Barnett no norte do Texas. Estudos revelaram que 24 deles estavam centradas perto (dentro 3,2 km) de um ou mais poços conhecidos de injecção de águas sujas. Além disso, não foi possível estabelecer uma ligação de qualquer um destes casos, com actividade tectônica normal.



Via ANN 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O Dólar não é mais a moeda primária; China começa a vender petróleo usando o Yuan




Em 11 de setembro, o Pastor Lindsey Williams, ex-ministro das companhias de petróleo globais, durante a construção do oleoduto do Alasca, anunciou o evento mais significativo que afetara o dólar desde sua criação como moeda. Pela primeira vez desde os anos 70, quando Henry Kissenger forjou um acordo de comércio com a Casa Real de Saud para vender petróleo usando apenas dólares americanos, a China anunciou sua intenção de ignorar o dólar para os consumidores mundiais de petróleo e começar a vender a mercadoria usando sua própria moeda.

Lindsey Williams: " O dia mais significante na história do dólar americano, desde sua criação, aconteceu nesta quinta-feira, 6 de setembro. Nesse dia, aconteceu algo que irá afetar sua vida, sua família e sua mesa de jantar mais do que você possa possivelmente imaginar."

"Na quinta-feira, 6 de setembro... apenas há alguns dias, a China fez seu anúncio oficial. A China disse que, nesse dia, 'nosso sistema bancário está pronto, todos nossos sistemas de comunicação estão prontos, todos os sistemas de transferências estão prontos, e que a partir desse dia, quinta-feira, 6 de setembro, qualquer nação no mundo que deseje desse momento em diante, comprar, vender, ou negociar pretróleo bruto, pode-o fazer usando a moeda chinesa, não o dólar americano'." - Entrevista com Natty Bumpo no Just Measures Radio Network, 11 de setembro.

Esse anúncio feito pela China é uma das mudanças mais radicais no sistema econômico global e monetário, mas mal foi relatado em vista do anúncio ter ocorrido durante a convenção do Partido Democrata na última semana. As ramificações dessa nova ação são vastas, e poderiam muito bem ser o catalizador que põe abaixo o dólar como moeda de referência global, e muda todo o cenário de como o mundo adquire energia.

Ironicamente, desde 6 de setembro, o dólar caiu de 81.467 no índice para o preço atual (12 de setembro) de 79,73. Enquanto analistas se focarão nas ações que tomam lugar na zona do euro, e esperarão aliviar os sinais da Reserva Federal, na quinta em relação à queda do dólar, não é coincidência que o dólar começou a perder força no mesmo dia do anúncio da China.

Desde que a China não é uma nação produtora natural de petróleo, a questão que a maioria das pessoas farão é “como que o poder econômico asiático teria petróleo suficiente para afetar à hegemonia do dólar?” Essa questão também foi respondida por Lindsey Williams quando apontou um novo acordo comercial que foi assinado no dia 7 de setembro entre a China e Rússia, no qual a Federação Russa concorda em vender petróleo para a China em qualquer quantidade que for desejada.

Lindsey Williams: "Isso nunca ocorreu na história do petróleo bruto. Desde que o petróleo bruto se tornou a força motivadora por detrás de nossa economia, tudo em nossas vidas gira em torno do petróleo bruto. E desde que o petróleo se tornou o fator motivante por trás de nossa economia... jamais foi vendido, comprado, negociado, em qualquer país do mundo, sem que fosse usado o dólar americano." - Entrevista com Natty Bumpo no Just Measures Radio Network, 11 de setembro.

As ações dos dois adversários mais poderosos da economia dos EUA e de seu império, agora se juntaram para fazer um movimento de ataque à fortaleza econômica primária que mantém a América como o mais poderoso superpoder econômico. Uma vez que a maioria do mundo começar a ignorar o dólar, e adquirir petróleo usando outras moedas, então todo o peso de nossa dívida e de nossa diminuída estrutura de manufatura irá desabar sobre o povo americano.

Esse novo acordo entre Rússia e China possui também sérias ramificações em relação ao Irã e ao resto do Oriente Médio. Não mais as sanções dos EUA contra o Irã terão um efeito mensurável, já que ele poderá simplesmente optar por vender seu petróleo à China, recebendo Yuan como retorno, e usar essa mesma moeda para negociar recursos necessários para sustentar sua economia e programas nucleares.

O mundo mudou na última semana, e sem que uma palavra tenha sido dita por Wall Street ou pelos políticos que se deleitaram com a sua própria grandeza enquanto esse fato ocorria durante as convenções partidárias. Um grande golpe foi desferido em 6 de setembro contra o império americano, e contra o poder do dólar americano como moeda de reserva mundial. E a China, com a Rússia, estão agora com o objetivo de se tornar os controladores da energia e, assim, controladores da nova petro-moeda.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Senado argentino aprova expropriação da YPF

O Senado argentino aprovou na madrugada desta quinta-feira o projeto da presidente Cristina Kirchner para expropriar o controle acionário da espanhola Repsol sobre a petroleira YPF, e enviou o texto à Câmara dos Deputados.

Governistas, aliados e as principais forças da oposição votaram a favor do projeto, que obteve 63 votos. Três senadores foram contra e quatro se abstiveram. O texto foi enviado na madrugada desta quinta-feira à Câmara dos Deputados, cujo plenário votará a medida em uma semana, também sob o apoio do peronismo governista, aliados e das principais forças da oposição, incluindo social democratas e socialistas.

O projeto estabelece que o Estado argentino controlará 51% da YPF - divididos entre o governo (26,03%) e as províncias (24,99%). O grupo Petersen mantém 25,46%, a própria Repsol fica com 6,43% e as demais ações (17,09%) permanecem no mercado.

O líder do bloco governista (peronismo kirchnerista), Miguel Pichetto, encerrou o debate no Senado com um discurso no qual assinalou que "ninguém vai derramar uma lágrima pela Repsol na Espanha, porque estão fazendo investimentos fora da Espanha e estão confundindo uma empresa com um país".

A YPF produz 34% do petróleo e 25% do gás da Argentina, e responde por 54% do refino para o mercado, segundo o Instituto Argentino do Petróleo (IAP).

O projeto avança no legislativo em meio a fortes críticas por parte de Espanha, União Europeia, Estados Unidos e alguns organismos internacionais. A Espanha anunciou represálias e deixou de importar quase um bilhão de dólares de biodiesel argentino. Alegando falta de investimentos na Argentina por parte da petroleira espanhola, o governo da presidente Cristina Kirchner anunciou na segunda-feira passada a nacionalização da YPF, após sua privatização em 1999.

O grupo Repsol advertiu no início da semana que processará qualquer empresa que aproveitar a expropriação da YPF para investir na petroleira argentina.

"Nós nos reservamos o direito de empreender ações legais contra qualquer investimento na YPF ou em seus ativos ilegalmente expropriados da Repsol", declarou à AFP o porta-voz da empresa Kristian Rix. O presidente do grupo espanhol, Antonio Brufau, anunciou que exigirá "uma compensação através da arbitragem internacional" que deverá "ser no mínimo igual" ao valor da participação da Repsol na YPF, estimada em 10,5 bilhões de dólares.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Governo argentino anuncia medidas para aumentar produção de combustíveis

Antes mesmo de assumir o controle da petrolífera Repsol-YPF, o governo argentino anunciou medidas para aumentar a produção de combustíveis. O comunicado foi divulgado nessa terça-feira (17) à noite, um dia depois do envio ao Congresso do projeto de lei que expropria 51% das ações da empresa.

Anunciada segunda-feira (16) pela presidenta argentina, Cristina Kirchner, a expropriação dividiu argentinos e presidentes latino-americanos. O governo conta com a simpatia da maioria do Congresso, que precisa aprovar o projeto, mas os métodos e o tempo foram questionados na terça-feira (17) pela oposição.

A expropriação começou a ser debatida nessa terça-feira (17) no Senado. O ministro do Planejamento, Julio de Vido, e o vice-ministro da Economia, Axel Kicillof, culparam a empresa espanhola Repsol pela crise energética argentina. Ela comprou a maioria da YPF, quando a estatal argentina foi privatizada nos anos 1990. Mas, em 2007, vendeu 25,4% das ações ao grupo Petersen, da família argentina Eskenazi, que, na época, recebeu o apoio do então presidente Nestor Kirchner. Atualmente, a Repsol tem 57,4% das ações da YPF – e são essas ações que o governo argentino quer expropriar.

No debate, transmitido ao vivo pela televisão, de Vido e Kicillof acusaram a Repsol de ter repatriado todos os lucros à Espanha, sem investir na exploração e produção de energia na Argentina. Em 2011, a Argentina deixou de ser produtora de energia para virar importadora. Gastou US$ 9 bilhões na compra de petróleo e gás – quase o total do saldo da balança comercial do ano passado, de US$ 10 bilhões.

Segundo Kicillof, a Repsol não investiu na Argentina porque o preço do combustível no mercado interno estava congelado em US$ 60 o barril. No mercado internacional, vale US$ 100. A empresa, disse o vice-ministro, preferiu investir na produção de gasolina Premium – a mais cara -, em vez de suprir o mercado com combustível barato, para o transporte público e os aviões. Por isso, o governo decidiu recuperar o controle acionário da empresa.

Senadores da oposição questionaram a decisão do governo de expropriar apenas as ações da Repsol, sem mexer no patrimônio do grupo Petersen. Tambem responsabilizaram o governo pela falta de energia na Argentina, lembrando que os Kirchner estão no poder ha oito anos. Nestor Kirchner foi eleito em 2003 e sua mulher, Cristina, em 2007. Ela foi reeleita no ano passado, um mês depois da morte do marido.

O presidente da Repsol, Antonio Brufau, disse que a expropriação é ‘ilegítima’ e que vai recorrer aos fóruns internacionais, além de cobrar uma indenização de US$ 10 bilhões. O ministro de Vido – nomeado interventor da empresa, junto com Kicillof – respondeu no mesmo dia, terça-feira. Ele disse que o valor da indenização ainda será determinado e que a Repsol também deveria pagar pelos estragos que fez.

O valor da indenização será tema de debate. As ações da Repsol-YPF vêm caindo desde que o governo argentino começou a criticar abertamente a empresa. Mas, segundo o analista politico Rosendo Fraga, o preco da expropriação vai além do que o governo terá que pagar à Repsol.
‘A expropriação contribui para maior isolamento internacional da Argentina, e isso tem repercussões para a economia e para outras empresas nacionais’, disse, em entrevista à EBC. Na América Latina, a proposta de Cristina Kirchner foi apoiada pela Venezuela.

O presidente do México, Felipe Calderon, foi solidário com a Espanha. Nessa tercç-feira, ele recebeu a visita do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy. A Espanha enfrenta uma das piores crises econômicas de sua história. Calderon manifestou ‘admiração’ pela ‘coragem’ de Rajoy e garantiu que o Mexico será solidário.


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terça-feira, 17 de abril de 2012

Espanha promete resposta dura após nacionalização de YPF pela Argentina


YPF

Espanhola Repsol disse que pode recorrer a arbitragem internacional após nacionalização da YPF

O governo espanhol alertou, nesta terça-feira, que vai defender seus interesses e responder com medidas "claras e contundentes" ao anúncio de que a Argentina pretende "expropriar" 51% da petrolífera de capital argentino e espanhol Repsol-YPF.

O ministro espanhol da Indústria, José Manuel Soria, disse que as medidas serão divulgadas nos próximos dias. Segundo ele, o anúncio feito na segunda-feira pela presidente Cristina Kirchner é um gesto de hostilidade contra a Espanha e o governo espanhol.


A empresa espanhola Repsol tem 57% de participação na YPF.

"Esses atos não saírão impunes", disse o presidente da Repsol, Antonio Brufau.

Segundo ele, a presidente Kirchner recorreu à nacionalização "como forma de esconder a crise econômica e social que a Argentina está enfrentando". Brufau acusou a Argentina de fazer uma campanha, nas últimas semanas, para derrubar o valor das ações da empresa e conseguir um preço baixo pela expropriação.

A Repsol disse que vai recorrer à arbitragem internacional, se necessário. Segundo a agência de notícias AFP, a empresa quer receber uma indenização de pelo menos US$ 10 bilhões.

Crise diplomática

O embaixador argentino em Madri foi convocado a comparecer, nesta terça-feira, ao Ministério das Relações Exteriores da Espanha para discutir o assunto.

Mais cedo, o chanceler espanhol, José Manuel Garcia-Margallo, disse que o "clima de amizade" entre os dois países havia sido rompido.

O premiê da Espanha, Mariano Rajoy, tem viagens marcadas ao México e Colômbia, onde deve tentar conseguir apoio contra a decisão argentina.

A nacionalização foi anunciada sob aplausos, na segunda-feira, pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que disse ter se inspirado na Petrobras.

Um projeto de lei, já enviado ao Congresso Nacional, estabelece que o Estado passa a controlar a empresa - que havia sido privatizada nos anos 1990.

Manifestação a favor da nacionalização (AP)

Manifestantes comemoraram a nacionalização da YPF na Argentina

A presidente justificou a decisão diante da queda na produtividade da petroleira, do aumento inédito das importações de combustíveis, e do fato da a Argentina ser um dos poucos países no mundo que não têm o "controle" deste setor.

"Depois de 17 anos, pela primeira vez em 2010, tivemos que importar gás e petróleo. Também tivemos redução no saldo comercial [devido à queda nas exportações do setor], que entre 2006 e 2011 foi de 150%", afirmou.

"Não se trata de estatização, mas de recuperação da empresa, que passará a ser controlada pelo Estado argentino", disse, em rede nacional de rádio e de televisão.

Ela também anunciou a assinatura de um decreto intervindo na companhia, que passará a ser administrada por autoridades locais, antes mesmo da aprovação do texto pelos parlamentares argentinos.

Petrobras

Cristina afirmou que a decisão argentina não é um "fato inédito", já que outros governos, como México e Bolívia, possuem 100% das empresas petrolíferas estatais. Ela citou o Brasil como um modelo.

"No Brasil, o Estado tem 51% [das ações] por meio da Petrobras. Nós escolhemos o mesmo caminho [com a Repsol-YPF]. Queremos ter uma relação igualitária com nosso sócio [Brasil], para ajudar a América Latina a se transformar também em região de auto-abastecimento. E, por isso, queremos incluir Venezuela no Mercosul para fechar o anel energético", disse.

A presidente disse que a medida não afeta "outros sócios ou acionistas" da Repsol-YPF. No entanto, após o anúncio, as ações da empresa registraram forte queda na Argentina e no mercado internacional.

A presidente afirmou também que seu governo quer trabalhar junto com o empresariado, mas que "não vai tolerar" a falta de cooperação com seu país. O anúncio da presidente foi interpretado por analistas argentinos como sinal de "maior ingerência do Estado" na economia local.


Via BBC

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Irã corta fornecimento de petróleo para Espanha e Alemanha



A República Islâmica do Irã confirmou nesta quarta-feira que cortou suas exportações de petróleo à Alemanha, um dia após de ter feito o mesmo com a Espanha, dentro de suas "contrasanções" à União Europeia, informou a emissora PressTV. A informação, que não foi confirmada por fontes oficiais iranianas, foi posta em dúvida por uma fonte da Embaixada da Espanha em Teerã, que disse à agência EFE que o trâmite legal para este tipo de medidas no Irã é longo, complexo e, segundo a fonte, "eles teriam inteirado os governos".

Na última terça, depois que a PressTV anunciou o corte de provisão de petróleo à Espanha, outra fonte da Embaixada espanhola disse à agência EFE que não tinham recebido "nenhuma comunicação oficial e nem extraoficial" das autoridades iranianas sobre essa possível suspensão. A informação divulgada pela PressTV ainda lembrava que o país também já tinha cortado previamente suas exportações de petróleo à Grécia, onde várias companhias tinham admitido a impossibilidade de pagar as remessas devido às sanções financeiras da UE ao Irã. Essa informação, no entanto, foi confirmada pelo ministro do Petróleo do Irã, Rostam Qasemi.

Ainda segundo a emissora, o Irã estuda a possibilidade de cortar a provisão de petróleo não só da Alemanha, mas também da Itália. Dados do Ministério das Relações Exteriores da Espanha, citados pela fonte da Embaixada, assinalam que as empresas espanholas esperavam dar por finalizadas suas importações de petróleo iraniano já no mês de março, "embora essa medida tenha sofrido um tipo de atraso".

No dia 23 de janeiro, a União Europeia aprovou novas sanções petrolíferas e financeiras ao Irã e uma das mais importantes era um embargo total da aquisição de petróleo iraniano por parte dos 27 países do grupo. A medida, que entrará em vigor a partir de julho, possui o objetivo de pressionar as autoridades iranianas para suspender seu programa nuclear.

Neste contexto, as companhias europeias que importam óleo cru da República Islâmica tiveram que negociar com outros países, um fator que também contribuiu para um aumento significativo dos preços internacionais do petróleo no primeiro trimestre deste ano.

Terra


sexta-feira, 23 de março de 2012

Venezuela já possui 25% das reservas mundiais de petróleo

Nos últimos dias, a Venezuela já certificou 1.500 milhões de barris adicionais de petróleo em suas reservas. Assim, as reservas provadas de petróleo deste país latino-americano totalizaram 300,000 milhões de barris, quase 25% das reservas mundiais deste hidrocarboneto, disse na terça-feira o presidente Hugo Chávez durante uma reunião ministerial transmitida na televisão.

No final de 2010 a Venezuela foi reconhecido pela OPEP como a nação com maiores reservas provadas de petróleo do mundo. Nesse período, as reservas atingiram 296,500 milhões de barris. O país latino-americano arrebatou a liderança da Arábia Saudita, que tem cerca de 265.000 milhões de barris.

As novas reservas de petróleo comprovadas estão na Faixa Petrolífera do Orinoco, uma região no centro da Venezuela, onde se concentram a maioria das reservas de hidrocarbonetos do país.

Depois de anunciar a notícia, o presidente venezuelano destacou a necessidade de reforçar a segurança do país, dada
as riquezas que dispõe.

Via RT

Relatórios do Ibama e MPF comprometem Chevron


A Chevron e a Transocean não cumpriram com algumas das determinações básicas de segurança, o que resultou no grande derramamento de óleo no Campo de Frade, no litoral do Rio de Janeiro, no dia 7 de novembro. A constatação foi feita após investigações do Ibama e do MPF (Ministério Público Federal) de Campos dos Goytacazes (RJ).

De acordo com o MPF, tanto a Chevron quanto a Transocean, contratada para a realização de serviços nos poços de petróleo, foram incapazes de evitar o vazamento e controlar os danos causados pelo incidente. Os procuradores federais que atuam no caso denunciam “falta de planejamento e gerenciamento ambiental das empresas”.

“As empresas demoraram para fechar o poço e cimentar as fontes de vazamento, insistindo na alegação de que o acidente era ínfimo”, declara o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira. Ele também destaca que a técnica utilizada pela Chevron para conter o derramamento não surtiu efeito, pois o cimento usado era instável.

Estudos apontam que cerca de 3.000 barris de petróleo foram lançados ao mar, a um ritmo que variou de 200 a 330 barris/dia.

Ibama

Além do MPF, o Ibama também apontou negligência da Chevron em relação aos procedimentos de segurança.

Uma análise realizada pelo órgão apontou falhas no cumprimento do PEI (Plano de Emergência Individual), aprovado no licenciamento ambiental do empreendimento. Entre as falhas observadas estão a ausência de equipamentos nas embarcações de emergência e a demora no atendimento inicial ao vazamento.

As pressões contra a Chevron aumentaram depois que um novo incidente ocorreu este ano. No último dia 4, a companhia comunicou o segundo vazamento, em local próximo ao anterior.

Multas

Por causa do vazamento do ano passado, a Chevron e a Transocean podem ter de pagar mais de R$ 20,06 bilhões em indenizações e multas.

A cota mais salgada parte do MPF, que moveu ação civil pública pedindo indenização de R$ 20 bilhões pelos danos ambientais e sociais causados pelo incidente.

O Ibama, por sua vez, aplicou duas multas à Chevron. A primeira, no valor de R$ 50 milhões, é referente à lei do óleo (Lei nº 9.966/2000), que dispões sobre medidas para prevenir e combater poluição causada por vazamentos.

A segunda multa, de R$ 10 milhões, foi aplicada por descumprimento de condicionante de sua licença ambiental.

Processos

A Chevron também é alvo da ANP (Agência Nacional do Petróleo), que entregou um relatório contendo 25 autuações. A empresa ainda não respondeu ao questionário.

De acordo com a assessoria da ANP, o órgão continua investigando as causas do vazamento. Ainda não há provas de uma possível relação entre o vazamento de novembro do ano passado e o deste ano.

Os novos problemas envolvendo o trabalho da Chevron na Bacia de Campos levaram o secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, a se reunir com a diretora-geral da ANP, Magda Chambriand. Ambos devem discutir medidas mais rígidas para a exploração de petróleo no litoral brasileiro.

Outro lado

A Chevron divulgou um comunicado repudiando as acusações de negligência no vazamento de novembro do ano passado. De acordo com a companhia, as denúncias são “ultrajantes e sem mérito”.

“Uma vez que os fatos forem completamente esclarecidos, eles irão demonstrar que a empresa e seus empregados responderam de forma apropriada e responsável ao incidente”. A direção da Chevron alegou ainda que vai “defender vigorosamente a companhia e seus funcionários”.

O comunicado rebate a acusação de descumprimento de normas. “Não há nenhuma evidência técnica ou factual que demonstre qualquer conduta intencional ou negligente por parte da Chevron ou de seus empregados no que diz respeito ao incidente. A empresa realiza suas operações em total conformidade com as leis brasileiras e com as melhores práticas da indústria, além de cumprir a todas as licenças e autorizações”.

Por fim, a Chevron informou que tem colaborado “completamente e de forma transparente” com as ações do Ibama, ANP e outras autoridades.

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segunda-feira, 19 de março de 2012

Justiça proíbe diretores da Chevron de deixar o país

19 de março de 2012 - Uma ordem judicial impede de deixar o país 17 diretores da companhia petrolífera Chevron e da perfuradora Transocean que serão acusados penalmente pelos recentes vazamentos de petróleo no Atlântico.

Entre os diretores estão o presidente da divisão brasileira da Chevron, o americano George Buck, outros quatro americanos, dois franceses, três australianos, um canadense, um britânico e cinco brasileiros.

Os envolvidos deverão entregar seus passaportes à Polícia Federal e não poderão deixar o país sem permissão judicial expressa, em função da ordem cautelar decretada pelo juiz Vlamir Costa Magalhães, do Tribunal Penal Federal do Rio de Janeiro, segundo informou a "Agência Brasil".

O Ministério Público Federal anunciou que na semana que vem vai apresentar processos contra os 17 executivos por sua suposta responsabilidade penal no vazamento em um poço da Chevron em novembro e por outro vazamento de petróleo na mesma região nesta semana.

O primeiro vazamentou jogou ao mar 2.400 barris de petróleo, segundo os cálculos da empresa, que são conservadores em relação à versão das autoridades do Rio de Janeiro, que acham que a quantidade pode alcançar até 15 mil barris.

O acidente aconteceu na jazida marítima Campo de Frade, cerca de 130 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro, supostamente por um erro de cálculo na pressão exercida pela sonda de perfuração, que é propriedade da Transocean.

Esta semana foi registrado um novo vazamento de petróleo no fundo do mar, a cerca de três quilômetros do poço, que foi selado e abandonado pela Chevron em novembro.

A Marinha brasileira detectou neste sábado uma "tênue mancha" de petróleo com cerca de um quilômetro de extensão na superfície do oceano Atlântico, na região do vazamento.

As autoridades impuseram diversas multas a Chevron, que também enfrenta ações judiciais que solicitam o impedimento de suas operações no Brasil e o pagamento de várias indenizações.

Após a divulgação do último vazamento, a Chevron anunciou que suspenderá temporariamente a produção de petróleo no Campo de Frade, que está situado na Bacia de Campos, região onde são extraídos cerca de 90% dos hidrocarbonetos do Brasil.

A Chevron extraía cerca de 61.500 barris de petróleo por dia no Campo de Frade, que tem reservas calculadas em entre 200 e 300 milhões de barris de petróleo recuperáveis.

A companhia americana é a operadora do projeto, com 51,74% das ações, do qual também participa a Petrobras, com 30% e o consórcio japonês Frade, com 18,26%.

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segunda-feira, 12 de março de 2012

Combustível derruba popularidade de Obama

A queda é consequência dos preços dos combustíveis, que ameaçam afetar a lenta recuperação da economia americana, indica a pesquisa

O nível de aprovação do presidente americano Barack Obama registrou queda, abaixo de 50%, afetado pelo aumento do preço do combustível, meses antes das eleições presidenciais.

Apenas 46% dos americanos aprovam o desempenho de Obama, enquanto 50% desaprovam, segundo uma pesquisa ABC News/The Washington Post. Em fevereiro, a situação era inversa: 50% de aprovação e 46% de desaprovação.

Segundo a pesquisa, a queda é consequência dos preços dos combustíveis, que ameaçam afetar a lenta recuperação da economia americana.


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sábado, 3 de março de 2012

Irã descobre campo enorme de petróleo, diz agência de notícias

Agência Mehr atribui informação a diretor de Exploração de estatal iraniana.
Estudos preliminares teriam mostrado enormes reservas de óleo no campo.

Da Reuters

O Irã descobriu um de seus maiores campos de petróleo de alta qualidade ao sul da província, informou a agência de notícias Mehr, atribuindo a informação a um executivo neste sábado (3).

"Os estudos preliminares mostram enormes reservas de óleo cru neste campo, que pode ser considerado como um dos maiores do Irã", afirmou à Mehr Mahmoud Mohaddes, diretor de Exploração da estatal iraniana NIOC (na sigla em inglês).


Mohaddes não deu mais detalhes sobre o campo, mas disse que estava localizado na região da fronteira sul do país. Ministros que respondem sobre o petróleo não estavam disponíveis para comentar o tema.

O Irã está em busca de descobertas de 2,5 bilhões de barris de óleo recuperável e 23 trilhões de pés cúbicos de gás, em um programa de desenvolvimento do país entre 2010-2015, já em andamento.

O Irã, quinto maior produtor de petróleo do mundo, tem sido atingido por sanções internacionais sobre seus projetos nucleares que, segundo acusa o Ocidente, teria como objetivo a fabricação de bombas atômicas.

Teerã nega, dizendo que precisa da tecnologia nuclear para gerar eletricidade. Nos últimos meses, autoridades de energia iranianas anunciaram a exploração de novos campos de petróleo em várias partes do mundo para mostrar que o país impulsionou suas atividades, na ausência de grandes companhias.


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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Irã faz esforço para se distanciar do dólar

O Irã está pronto a aceitar como pagamento a moeda do país que importar seu petróleo, assim como ouro, para substituir o dólar dos EUA como moeda de referência.

"No comércio com nações estrangeiras, o Irã não se limita a usar só dólares norte-americanos. Nosso parceiro comercial pode oferecer pagamento em sua própria moeda. Se o país quer ser pagar em ouro, iremos aceitar sem reservas ", disse o presidente do Banco Central, Mahmoud Bahmani.

Especialistas dizem que o Banco Central iraniano adotou esta medida para combater o embargo do petróleo que a Europa pretende efetivar em julho deste ano e a decisão de Washington de impor sanções a aqueles que usam dólares no comércio com o Irã.

Enquanto isso, os principais importadores de petróleo iraniano, China e Índia não vão parar suas compras da República Islâmica, contra a vontade do Ocidente. Japão e Coreia do Sul, entretanto, não puderam resistir à pressão de Washington e reduziram suas cotas de importação.

Na semana passada, Teerã se negou a vender petróleo para a França e Reino Unido e depois para a Grécia. Ao mesmo tempo, foi oficialmente declarado que os reguladores financeiros da Europa vão tomar uma decisão sobre o desligamento dos bancos iranianos do sistema SWIFT (Society for Worldwide Interbank Financial Trade), que por sua vez causaria sérias dificuldades em manter contas com os seus homólogos estrangeiros.

Via RT


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O Petróleo do Brasil... para os brasileiros?

A descoberta das reservas de significativas petróleo ao longo da costa Brasileira podem cair nas mãos de grandes empresas estrangeiras, em vez de reverter para o benefício do povo brasileiro, diz ecólogo e analista político, Alfredo Gutierrez.

Segundo o especialista, "a maioria das empresas de petróleo do mundo são usadas ​​para obter a maioria do capital", chegando por isso a assinar acordos "não oficialmente", escondendo a realidade das as pessoas.

Assim, Gutierrez não está surpreso se agora repetir esse mesmo cenário no Brasil. Um instrumento amplamente explorado por estas empresas é a tecnologia de acesso limitado, o que permite que os estados não desenvolvam adequadamente essa indústria, diz o especialista.

"É uma necessidade para garantir que os recursos naturais implica um benefício para o povo", continuou Gutierrez. Segundo ele, historicamente o que acontece, não só petróleo, mas todos os recursos naturais no mundo é que "as empresas são controladas por investidores estrangeiros em conluio com os governos no poder para enriquecer-se", enquanto "as pessoas são pobres."

Esta questão enfatiza o analista, pode ser resolvido através de nacionalização, que, segundo ele, o caminho a seguir". As pessoas, crê Gutierrez, devem exigir dos seus governos que os recursos naturais não sejam controladas por empresas estrangeiras.

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