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domingo, 12 de abril de 2015

Para além das Malvinas, o colonialismo moderno no mundo

 Por Frederico Larsen - A reivindicação argentina pela soberania sobre as Ilhas Malvinas não é o único pedido de descolonização pendente no mundo, 17 territórios são hoje monitorados para terminar com o colonialismo a nível global.

Durante o século XX deu-se a grande onda de descolonização a nível global que permitiu o surgimento de novos Estados-Nação em todo o mundo. Se bem a África e a Ásia foram os continentes mais afetados pelo fenômeno, em todas as latitudes se sentiu com firmeza a reivindicação pela autodeterminação dos povos a eleger suas formas de governo e exercer sua soberania.

Depois de acompanhar esse processo e acabar com o colonialismo europeu no mundo, as Nações Unidas instituíram a "Declaração sobre a concessão da independência aos países e povos coloniais", conhecida também como a Declaração sobre a Descolonização, em 1961. Um ano mais tarde se constituiu o Comitê Especial de Descolonização, conformado por 24 países que devem assegurar a aplicação dos princípios fundamentais da declaração. No último fevereiro, Equador foi reeleito na presidência do comitê.

Atualmente existem 17 "territórios não autônomos", como os define a ONU, onde vivem milhões de pessoas. Dez deles são controlados pelo Reino Unido: Anguila, Bermudas, Gibraltar, Ilhas Caimã, Ilhas Malvinas, Ilhas Turcas e Caicos, Ilhas Virgens Britânicas, Montserrat, Pitcain e a ilha de Santa Elena; três pelos Estados Unidos: Guam, Ilhas Virgens dos EUA e a Samoa Americana; e dois em mãos da França: Nova Calcedônia e a Polinésia Francesa. A estes é necessário acrescentar dois mais, que recebem uma atenção especial por parte da ONU, e são Porto Rico, considerado um "Estado livre associado", mas não incorporado aos EUA, e a República Árabe Saharaui Democrática, ocupada por Marrocos depois da cisão espanhola.

Contrariamente ao que se pode pensar, na maioria dos casos estes territórios não constituem nenhuma vantagem econômica direta para os colonizadores. Pelo contrário, o status econômico que conseguiram, especialmente entre os anos 70 e 90, comporta uma série de obrigações administrativas muitas vezes onerosas para as potências administradoras.

Embora os povos "não autônomos" possam eleger um poder legislativo e um primeiro ministro, o Poder Executivo é compartilhado com um governador eleito diretamente da potência colonial, que toma as decisões sobre a política externa, militar e de comércio internacional, e os pressupostos de investimentos em infraestrutura são geralmente cobertos pelo país colonizador.

Não obstante, em sua maioria -10 de 17 - estão incluídas dentro da lista internacional de paraísos fiscais da OCDE, dando conta de um nível altíssimo de vida alcançado sob esta organização ao amparo da especulação financeira a nível mundial. Boa parte destes países são conhecidos por informação "de cor" que as potências difundem em muitos casos para refletir um estado de paz.

Samoa, por exemplo, se tornou famosa recentemente por sua seleção de futebol, reconhecida pela FIFA e considerada a pior do mundo, mas também a primeira a incorporar uma jogadora transexual entre seus homens.

Assim a atualidade destes territórios não se reduz a seu status de paraísos fiscais ou turísticos. Sua submisão aos governos centrais e os movimentos independentistas que surgiram ao longo dos anos trouxeram não poucos conflitos.

Um dos mais ressonantes é o que enfrenta hoje Paris contra a Polinésia Francesa, que reivindica uma boa indenização por ter sido durante 30 anos a zona de provas nucleares da República Francesa.

Entre as 118 ilhas que compõem este enclave colonial no Pacífico, se encontram as tristemente famosas Mururoa e Fangataufa, onde entre 1968 e 1996 França exportou 193 artefatos nucleares deixando, segundo denunciaram as autoridades polinésias ano passado, 3200 toneladas de material radioativo em suas costas.

Paris deve também atender outra frente no âmbito da descolonização nos próximos meses. Trata-se da Nova Calcedônia, que fará cumprir uma das cláusulas do Acordo de Noumea firmado em 1998 entre os moradores das ilhas e França, que prevê a celebração de um referendo independentista "entre 2014 e 2018".

Embora a força política majoritária há 25 anos ali seja a direitista UMP - partido liderado por Nicolás Sarkozy - que se opõe a qualquer reivindicação independentista, o Front de Libération Nationale Kanak et Socialiste (FLNKS), com forte presença indígena, está cobrando cada vez mais força e hoje lidera a campanha em favor da independência.

Os domínios britânicos tampouco estão livres de conflitos. O Primeiro Ministro de Anguilla, Hubert Hughes, voltou no final de 2013 a insistir na celebração de um referendo, de comum acordo com Londres, para definir o status colonial da ilha. A última vez que se levou a cabo uma iniciativa similar foi em 1967 quando 1813 moradores da ilha contra 5 votaram em favor da independência. Dois anos mais tarde os paraquedistas britânicos chegaram para estabelecer a ordem.

A política plebiscitária para resolver este tipo de controvérsias também está sendo fortemente criticada. Existem casos, como o do referendo nas Ilhas Malvinas de 2013, onde o resultado da consulta é evidentemente influenciado pela política colonial da potência administradora.

Este sentou precedentes no âmbito internacional, como no caso de Guam, no Pacífico Ocidental sob o controle norteamericano. Ali em 1982 os 180.000 habitantes da ilha foram chamados a um plebiscito que não chegou ao quórum necessário. Dois anos mais tarde, a ONU culpou a uma das mais imponentes bases militares dos EUA, instalada em 1976, de ser "o maior obstáculo" para que a população possa eleger livremente seu destino.

Em outros casos, as promessas de autodeterminação nunca se cumprem, como na República Árabe Saharaui Democrática, que espera a celebração de seu referendo independentista desde 1991 depois do estabelecimento dos primeiros acordos de paz com Marrocos e Espanha.

O direito internacional tentou estabelecer regras para a descolonização dos territórios não autônomos em várias ocasiões sem obter resultados confiantes. Basta recordar que a resolução da ONU 2708 de 1970 e concordantes -35/119; 36/38; 37/35; 39/91-, estabelecem a proibição de instalar bases militares nestes territórios. Mas a militarização dos mesmos cresce ou decresce em função das necessidades geopolíticas das potências administradoras e não das resoluções internacionais.

A isto se acrescenta que a maioria das ações multilaterais que se levam adiante passam por um Conselho de Segurança da ONU anacrônico, dominado pelas três potências coloniais que se opõem a qualquer discussão sobre a situação atual.

O caso Malvinas resulta então de profunda relevância internacional. É o único - excetuando algum muito débil protesto espanhol pelo Penhão de Gibraltar - onde um Estado decidiu avançar diplomaticamente na resolução do conflito por vias pacíficas. Qualquer avanço que se alcance nesse sentido poderia sentar precedente para as demais populações sob o domínio colonial.

Via paginatransversal

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Uma bandeira Argentina flamulando nas Ilhas Malvinas

"As Malvinas são parte de nosso território e estão em poder de uma potência extrangeira, por isso temos um vínculo afetivo de permanência com o lugar e uma reivindicação histórica", assegurou à Infobae o Prefeito do Partido (Município) de La Consta, Juan Pablo de Jesús, quem recentemente expôs uma bandeira com as cores do país com 15 metros de largura no arquipélago.



O prefeito do município encontrou esta forma particular de expressar a reivindicação da soberania junto a um grupo de ex-combatentes desse distrito que viajaram ao arquipélago para homenagear o combatentes caídos.

Durante sua visita, o prefeito de La Costa percorreu os vários campos de batalha da ilha e hasteou o símbolo nacional sobre o Cemitério Darwin, onde jazem 239 soldados argentinos que perderam a vida durante o conflito bélico.

Entre os soldados ainda não identificados, jazem os corpos de dois dos três soldados costeiros, José Luis Rodriquez e Omar Ferreira, cujas mães vivem em La Costa. Em honra destes, De Jesús deixou uma placa de homenagem em Monte London, lugar onde ambos jovens perderam a vida e ocorreu uma das batalhas mais sangrentas da guerra protagonizada entre Grã-Bretanha e Argentina. O terceiro caído é Heitor Doufrechou, cujo corpo se encontra no cemitério local.

 Na assembléia da ONU, a presidente Cristina Kirchner voltou esta semana a acusar o Reino Unido de "militarização do Atlântico Sul e enviar submarinos nucleares" para a área, e reiterou "o pedido de que país respeite a resolução da ONU em 'sentar e conversar' "sobre a disputa pela soberania das Malvinas.

via Infobae

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Espanha disposta a fazer frente conjunta com Argentina para reivindicar Malvinas e Gibraltar

O ministro de Assuntos Exteriores espanhol, José Manuel García-Margallo, confirmou que estão abertos a apoiar as reivindicações argentinas contra a Grã-Bretanha, se receberem o mesmo.



"Nós sempre estivemos de acordo com a Argentina em três coisas que são as três em que Gibraltar e Malvinas são idênticas", afirmou José Manuel García-Margallo.

Esses pontos coincidentes são que em ambos os casos "se aplica o princípio de integridade territorial e não o princípio da autodeterminação e os dois devem ser resolvidos da negociação das partes", assinalou o ministro espanhol.

"Caso se ponha nesses termos votaremos as resoluções em favor da Argentina como os argentinos votarão a favor da Espanha", assegurou García-Margallo, antes de acrescentar que "outra coisa são medidas que cada país - Argentina ou Espanha - adotem para resolver o litígio, no que podemos estar de acordo ou não".

García-Margallo insistiu que em Madri "se analisa todas as opções para resolver o conflito" criado sobre Gibraltar, incluindo o recurso à Corte Internacional de Justiça de Haya.

"É música para nossos ouvidos escutar ao ministro que Espanha considera levar esse caso a tribunais internacionais", afirmou o ministro principal de Gibraltar, Fabián Picardo, em uma entrevista publicada domingo no El País.

Extraído de infobae

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Argentina é acusada de desenvolver mísseis com Irã e Venezuela

 O governo argentino se mostrou preocupado de que esteja sendo introduzido arsenal nuclear na área das Ilhas, o que violaria um tratado internacional. Por sua parte, o diário britânico assegurou que a Argentina desenvolve "tecnologia de mísseis" que poderia "ameaçar" o arquipélago ao mesmo tempo que se aproxima do Irã.

CIDADE DE BUENOS AIRES (Urgente24). As notícias relacionadas com o conflito bilateral entre a Argentina e o Reino Unido pela soberania das Ilhas Malvinas vão ocupando a agenda de notícias. Tal como informou Urgente24, o governo dos EUA ratificou nesta Segunda ante o chanceler britânico sua posição "neutra" frente à disputa. Ao mesmo tempo a Argentina introduziu o debate sobre a possível presença de armamento nuclear na região quando denunciou que o governo britânico estaria transportando em submarinos. Os tratados estabelecem que as Ilhas e sua área de influência deveriam estar livres de presença nuclear.

A denúncia correu por conta do secretário das Relações Exteriores da República Argentina ante a Conferência de Desarmamento da ONU, Eduardo Zuain. "Nos encontramos em uma etapa precária de implementação do tratado de Tlatelolco, que proibe completamente o armamento nuclear na América Latina e no Caribe. Esta precária implementação é desafiada pelo Reino Unido", disse.

"A República Argentina está especialmente preocupada pela possibilidade, confirmada pela primeira vez pelo Governo britânico em 2003, de que este estado estivera introduzindo armamento nuclear no Atlântico Sul." salientou Zuain, que acrescentou que o governo argentino lamenta profundamente que o Reino Unido tenha ignorado as denúncias formuladas sobre esta situação.

Segundo a agência EFE, Argentina responsabilizou o Reino Unido de uma injustificada e desproporcional presença militar no Atlântico Sul, "que inclui transporte de submarinos com capacidade de portar armamentos nucleares na região desnuclearizada".

Mas o tema armas em relação às Malvinas também foi escolhido na Inglaterra. Neste caso a denúncia correu por conta do trabloide The Sundey Times que assegurou que a Argentina está construindo um míssil que "poderia ameaçar" as "Falklands".

De acordo com o artigo firmado por Mark Hookham e David Leppard, o governo argentino está "desenvolvendo tecnologia de mísseis que poderia ameaçar as Falklands ao mesmo tempo que suas relações com Irã - que tem significantes capacidades em mísseis - parecem ser fortes".

O artigo, ainda que não menciona, faz referência ao memorando de entendimento firmado entre ambos países para a investigação da explosão da AMIA e que significaria um ponto de aproximação nas relações.

O tabloide publicou neste Domingo (24/02) que "foi conhecido que cientistas militares na Argentina estão construindo um foguete capaz de ser disparado a uma altitude de em torno 250 milhas" e agrega que "os especialistas creem que tal tecnologia poderia desenvolver um míssil com classificação de altura de 372 milhas".

Isso "colocaria facilmente na classificação das Ilhas, que estão ao redor de 300 milhas da Argentina e poderia transformar o balanço de poder no Atlântico Sul".

A informação do The Sunday Times - qualificada como "duvidosa" pelo portal Mercopress.com, que a reproduz - aparece uma semana depois de que o diário La Nación salientara a relação entre o país islâmico e a Argentina em um projeto de desenvolvimento de um míssil, com Venezuela como ponto em comum.

De acordo com o diário, em 2009 o governo de Cristina Fernández tentou desencalhar o projeto 'Condor II', fechado pela administração de Carlos Menem, e para isso a estatal Fabricaciones Militares interessou em 2012 à Companhia Anónima Venezolana de Industrias Militares (CAVIM), sancionada uma semana antes da publicação do artigo pelo Departamento de Estado norteamericano a raiz da suspeita de operações vinculadas com tecnologia de mísseis com Teerã.

Por sua vez, o Ministério de Planejamento que conduz Julio de Vido, desmentiu tal informação e decolou o acordo com Irã por AMIA do suposto projeto de mísseis.

"É completamente ridículo e perverso pensar que em realidade nosso país firmou um acordo com Irã para avançar no esclarecimento do brutal atentado à AMIA porque haveria oculto um projeto de mísseis através da Venezuela", sustentou o ministro em um comunicado que antes afirmou que "não existe nenhum acordo para fabricar mísseis com Venezuela e muito menos com Irã".

Não obstante, The Sunday Times salienta em seu artigo que o exministro de Segurança britânico Lord West criou que a única "razão lógica" para o desenvolvimento do suposto míssil "era ameaçar as Ilhas". O exfuncionário foi instado pelos serviços de inteligência a manter "um olho muito em cima" do presente programa, disse o diário britânico.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

"Os fantasmas arrogantes de Perón sobrevivem"


 "Não deixem que Argentina se convirta em potência. Arrastará com ela toda a América Latina" (Winston Churchill, Yalta, 1945).

"A queda do tirano Perón na Argentina é a melhor reparação ao orgulho do Império e tem para mim tanta importância como a vitória da segunda guerra mundial, e as forças do Império Inglês não lhe darão trégua, quartel nem descanso na vida, nem tampouco depois de morto" (Winston Churchill, Discurso na Câmara dos Comuns, 1955)

"Que te passas, pirara/ Não te esqueças do escárnio/ quando Mansilla e Rosas te deram/ lá em Obligado/ Que te passas, pirata?/ Acorda-te da água fervente/ quando aqui, em Buenos Aires, te sacamos correndo".

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Os fantasmas arrogantes nacionalistas de Perón

Por Enrique Oliva

O fantasma do retorno do peronismo aterrorizava boa parte da Europa colonialista e particularmente Inglaterra. O apoio do povo à recuperação das ilhas o entendia como uma ação da ditadura para perpetuar-se, mas sua derrota levaria à Argentina a mãos peronistas. Dali o apuro de François Mitterand, presidente da França, o principal país colonialista do velho mundo, para ser o primeiro em oferecer solidariedade e colaboração à senhora Tatcher, segundo reconhecera esta. As manifestações populares em Buenos Aires e no resto do território, eram uma preocupação permanente, culpando delas "comunistas e peronistas". Nada se escutou na Grã Bretanha que frente à Casa Rosada, um dos lemas mais repetidos era "as Malvinas são Argentina e a praça é de Perón". Vejamos como se traduzia esta situação na imprensa britânica. Os jornais do domingo 04 de Abril de 1982, já confirmada a ação argentina, repetem numerosas fotos do General Galtieri, mapas das ilhas e tomas de manifestações na Plaza de Mayo. "Por que o povo de Evita volta a alegrar-se?", se pergunta o Sunday Telegraph, e como outros meios, falam de "Galtieri no balcão de Evita". Na Segunda de 5 de Abril, uma das fotos difundidas apresentavam o general Perón e Evita com um epígrafe dizendo: "os fantasmas arrogantes nacionalistas de Perón sobrevivem" (Express). Andrés Graham-Yool, que em nada defende a Junta, no Guardian do 6 de Abril, aporta novos pontos de vista para interpretar os sentimentos argentinos. Insinua que "o golpe de efeito de Galtieri pode convertê-lo em um novo Perón". Também temos visto o caso do perseguido diretor de Buenos Aires Herald, Robert Cox, escrevendo em diversos meios, a favor de uma mais correta valorização das demandas argentinas sobre Malvinas. A Tribuna Herald de 7 de Abril publica uma foto em primeira página do presidente de fato, e seu principal título disse: "Galtieri triunfante e com certos ecos de Perón". Como lema da campanha psicológica, os meios insistem na frequente comparação de Galtieri a Perón. Uma repetida caricatura mostra uma rua de Puerto Argentino cujo noome foi tachado e substituido por outro pintado que disse: "Boulevar Evita". Uma nota vinda de Buenos Aires, escrita por Amit Roy para o Daily Mail, o 8 de Maio traz um título chamativo: "Os peronistas voltam a chorar a sua deusa Evita". Ali disse: "Os peronistas se encontraram com a oportunidade perfeita no aniversário da lendária María Eva Perón, cuja magia se mantém incólume entre os pobres a quem ela amou e explorou" (!). "A terra da mentira virtuosa". É um insólito artigo firmado por V. S. Naipaul, em Daily Mail do 19 de Maio entrando por nossa história recente e utilizando os termos mais grosseiros e insultantes imagináveis. A nota mostra três fotos com um epígrafo único: "Maus governantes de um povo bom? De esquerda a direita os ditadores Rosas, Eva e Juan Perón e o general Galtieri". Disse que os argentinos afirmam: "Somos boa gente, mas temos maus governantes... Em 1972, quase todos os argentinos eram peronistas".

"O peronismo seria pior que a Junta"

Inquieta Washington a mudança da realidade na Argentina, consciente de que "logo do sangue derramado e da calamitosa situação econômica interna e sua enorme dívida externa, será muito difícil evitar desestabilizações se eo governo não ceder a dar lugar a democratização do país". Esta opinião corresponde ao chanceler paralelo Denis Healey e vai acoompanhada pelo termos já manifestado repetidas vezes nos Comuns por membros dos principais partidos políticos: "o peronismo seria pior que a Junta". Então se chega a uma situação muito curiosa. A maioria governante, conservadora, está coincidindo nestes momentos com o general Haig, sem consultar o povo argentino, sugerindo um plano tipo Brasil, onde elegiriam presidentes entre os partidos "democráticos", presididos por um militar. Estas ideias se sustentam a gritos em todos os meios e dizem que se consideram também Buenos Aires, segundo se escreve em 13 de Junho no The Sunday Mail, um tal Toki Theodorocopulos, especialista em chismes sociais, que cita opiniões de seus amigos ali, "entre jogadores de polo". Seu pensamento, que disse compartilhar, o resume assim: "Multipartidária com militares como cães de guarda". Não descarta a inclusão de alguns peronistas, mas "sem Perón nem Evita" (?). A maior inquietude se centra agora na necessidade de que "os militares voltem aos quartéis em desgraça" porque abririam o caminho ao poder ao peronismo, coisa que supõe fará muito mal ao país, "porque com nacionalizações e expropriações de propriedades privadas isolarão a Argentina". Ainda que pareça estranho, Londres e Washington, que dizem lutar pela democracia, liberdade e autodeterminação dos moradores da ilha, estão preparando um governo para Argentina, acomodado a seus interesses. Para eles tudo seria questão de "estilo", disse Theodorocopulos, pois "os argentinos preferem estilo a substância". A tudo isto se agregam as persistentes ideias dos falcões apoiadores de Margaret Tatcher sobre "a necessidade de humilhar Argentina", segundo disse em 13 de Junho um de seus principais oradores, Woodrow Wyatt, em Daily Mirror. Este coincide com Parkinson e também com Winston Churchill. O neto do ex-primeiro ministro foi chamado à discreção por sua mãe Pamela, ex-esposa de Randolhp Churchill e logo casada com o ancião miltimilhonário e político Averell Harriman. Esta senhora vivia a 50 quilômetros de Washington em uma residência onde concorriam poderosos norte-americanos e estrangeiros. em cujos salões se decidiam questões públicas de importância nacional e internacional. Uma destas foi pedir a seu filho, por sugestão da Casa Branca, que fechasse a boca. A ideia repetida por Wyatt, era falar, não de humilhar determinado setor, mas a Argentina toda. Tende a lograr que "até as crianças não voltem a pensar mais nas Falklands, impondo-lhes o pagamento dos danos dessa louca aventura". Não obstante o chamado de atenção materno, Winston Churchill não se cala e declarou aos peronistas, logo da decisão dos conservadores de pedir à Comunidade Europeia o mantimento das sanções econômicas contra Argentina, e disse: "A Comunidade Europeia já deve ter compreendido que a Junta era um trio de pequenos ratos que enfrentou um leão de verdade e a coletividade internacional. Demonstraram que não entendem outra língua que o da força. A causa da liberdade e da justiça deve consolidar-se agora com consições que garantem o acato e uma ordem internacional sem agressões. A prolongação de sanções por parte da comunidade contribuirá para esse fim, para concluir o iniciado em forma segura e definitiva. Este caso prpecisa ser instrutivo, fazendo compartilhar ao povo uma cota de responsabilidade ao respaldar uma ditadura fascista".

Londres e Washington se preocupam com Galtieri

Em 15 de Junho, já confirmada a capitulação do general Ménendez, os temores expressados em Londres tendiam à conveniência de preservar o governo de Galtieri pois "as hordas peronistas nas ruas" podiam desestabilizá-lo. Esta inquietude era compartilhada pelos conservadores da senhora Tatcher, como de boa parte da oposição trabalhadora. Um conservador chegou a recomendar à Junta que "devia impor a lei marcial para evitar o transbordar das massas fascistas". Quer dizer, que os efendosres da liberdade e da democracia agora desejam apoiar "a ditadura apodrecida". Este é um dos qualificativos mais suaves que vieram adjucando-lhe, até chamar o presidente como "pior que Hitler". Naturalmente, se estão mobilizando "cavaleiros razoáveis" amigos da Grã Bretanha para que influam nas Forças Armadas e ofereçam sua colaboração para integrar um "governo confiável". O "Financial Times", porta-voz da City, disse que até hoje (2006) o muito influente trabalhador escocês Tam Dalyell "prognosticou que quando os argentinos tiverem sido repatriados, haveria uma declaração por parte da metade do mundo que reconhecem os reclames argentinos pela soberania. Inspirador por esta declaração os argentinos seguirão combatendo. As vezes não serão mais que escaramuças, mas eventualmente a luta de incrementará. Assim como os norte-americanos se e aproveitaram em Vietnã e a opinião pública norte-americana se opôs ao ponto de que tiveram que trazer de volta seus homens, assim nos veremos forçados a enfrentar o imenso custo em sangue e dinheiro da aventura Malvinas". "O povo nas ruas", disseram em 16 de Junho os correspondentes ingleses de Buenos Aires como um chamado de atenção. A ITV, televisão privada, recomendou como fizera dias atrás, que "o governo deve impor a lei marcial para evitar o transbordar das massas fascistas". Isto demonstra as duas grandes preocupações dos britânicos e de seus aliados ocidentais. Primeiro, que Argentina não se descontrole politicamente como se corresse perigo de cair na "democracia", e segundo que abandonem a guerra e a deem por definitivamente perdida em Puerto Argentino.

Ontem e hoje a mídia inglesa e de seus aliados europeus, Le Monde de Paris entre eles, se inquietaram pelo futuro governo da Argentina. Não preferindo um imediato chamado a eleições democráticas, sugerem entregar o mando "a figuras prestigiosas radicais como o ex-presidente Arturo Illia ou Raúl Alfonsin". Assim destacou como uma boa solução, especialmente em Londres e Washington, o secretário geral da OEA, Alexandro Orfila, que segundo The Guardian, está "disposto a agir como presidente interino da Argentina".

"Perigo de democracia na Argentina"

Sem embargo, a maioria da mídia não oculta sua preocupação pelos massivos distúrbios em Buenos Aires, que se extendem a todo o país, e fazem cambalear o regime militar da Junta. The Daily Telegraph, citando um editorial da New York Times entitulado "Um erro fatal nos cálculos da Junta", disse: "Galtieri pensou que poderia salvara sua cambaleante Junta das turbas peronistas". Ali, no "perigo de democracia na Argentina", se centra a maior preocupação da Grã Bretanha, Estados Unidos e seus aliados. Eles estão acostumados a dominar muitos países impondo e manejando ditadores mutáveis, de cujos delitos contra os direitos humanos não se sabe pela grande imprensa. The Times se opõe em 18 de Junho a "um governo descontrolado pela demagogia". Hoje persiste em sugerir "um presidente de transição". Assim como antes falou de Alejandro Orfila ("disposto a assumir a presidência interina", segundo suas próprias declarações em Washington), se volta a falar de outros civis, incluindo o chanceler Costa Méndez. Agora mais bem se despejam suas preferências por Martínez Raimonda, "muito respeitado nos círculos políticos por sua moderação e homem para o caminho da democracia". Se trata do embaixador na Itália da Junta, "fundador e líder do pequeno Partido Democrático Progressista" (sic). O outro candidato civil é Nicanor Costa Méndez, "um ex diplomata, que não tem base de poder efetivo e a pouca autoridade que tinha se perdeu por seu desempenho nas negociações da disputa das Malvinas". Destas considerações, pode supor-se que em Martínez Raimona pensa o governo britânico, quando disse The Times. Daily Express traz uma nota sobre "Como os machos devem humilhar-se". Uma segunda é entitulada: "A queda de um belicista". Disse: "Implacável até o final...". "Vão e arrogante, Galtieri se via a si mesmo como o novo Juan Perón".

Traduzido por Álvaro Hauschild

Via Pensamientonacional

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Argentina diz que tomará Malvinas em menos de 20 anos

  
As Malvinas estarão sob controle da Argentina em menos de 20 anos, disse o presidente de relações exteriores argentino, à imprensa britânica, falando que o Reino Unido "nunca perdeu uma oportunidade de perder uma oportunidade para encontrar uma solução".

Falando aos repórteses do The Guardian e The INdependent, Hector Timerman expressou que "nenhum único país no mundo" apoia a reivindicação britânica pelo direito de controlar as "Falklands", as Malvinas.

"Eu não acho que levará 20 anos" ele disse, falando sobre a conquista do controle sobre as ilhas. "Eu acho que o mundo está rumando a um processo de compreensão maior e maior que este problema colonialista, um problema de colinialismo, e que o povo habitanye lá foi transferido às ilhas".

Na entrevista, o ministro das relações exteriores argentino excluiu a ação militar para resolver o problema, acusando o governo britânico de militarizar o Atlântico Sul com fim de roubar óleo e recursos naturais.

"Onde quer que cheire óleo, grandes poderes começam a buscá-lo e encontram uma razão para manter-se ali. Eu acho que provavelmente o óleo complicará a solução pacífica que pede as Nações Unidas. Penso na história que a Bretanha tem tido tendência de ficar em lugares onde há recursos naturais pertencendo a outros povos".

Timerman expressou sua pretensão de discutir o assunto com o secretário de relações exteriores britânico William Hague, que recusou encontrar-se com o argentino em Londres. A secretaria de relações exteriores insiste que tal encontro não acontecerá sem os representantes das Malvinas.

Enquanto isso Timerman salientou que "de acordo com as Nações Unidas, há somente duas partes no conflito - o Reino Unido e a República da Argentina", e que por insistir na introdução de uma terceira parte, os habitantes da ilha, Londres está ignorando mais que 40 resoluções da ONU que chamam as duas partes para negociar. 

"Penso que os fanáticos não estejam em Buenos Aires, [mas] no Reino Unido, porque eles estão à 14.000 quilômetros longe das ilhas. E penso que estejam usando o povo da ilha por [razões] políticas e ter acesso a óleo e recursos naturais que pertencem ao povo argentino", disse o diplomata argentino, citado por The Guardian.

Via RT

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Petroleiras britânicas: 'cavalo de Tróia' para militarizar Malvinas?

O jornalista Alberto Rabilotta considera que Reino Unido está criando tensões na disputa com Argentina sobre as Malvinas, que tenta militarizar enquanto as companhias petroleiras britânicas se prestam ao jogo.

Nesta semana a exploradora britânica de petróleo Borders declarou que a exploração de seu descobrimento de gás condensado no arquipélago é comercialmente viável. O achado foi feito em Abril do ano passado e a empresa aclara que o projeto custará entre 1.600 e 3.800 milhões de dólares.

"Reino Unido provoca Argentina"

O jornalista Alberto Rabilotta considera que o fato de que Reino Unido está outorgando licitações para buscar gás e petróleo nas águas territoriais das Malvinas é já uma provocação em si frente à reclamação da presidenta Cristina Fernández e ao direito internacional, tendo em conta -afirma- que o território é argentino.

"O governo britânico está tratando criar uma situação de tensão com o governo argentino, isto é indubitável", argumenta em uma entrevista com RT o analista, que lamenta que Reino Unido esteja militarizando as ilhas e que as companhias petroleiras estejam se prestando a este jogo com interesses comerciais porque - disse - é totalmente ilegal que busquem hidrocarbonetos enquanto há uma disputa territorial.

"Cameron busca controlar os recursos"

O jornalista opina que o primeiro Ministro britânico, David Cameron, não está atuando em benefício dos 5.000 habitantes da ilha que povoam as Malvinas, mas busca "controlar os recursos petroleiros e gás dessa região para benefício do monopólio financeiro e para as empresas petroleiras britânicas".

Por outro lado, Rabilotta recorda que se bem Argentina utiliza todos os meios diplomáticos possívels para levar a cabo negociações, as Nações Unidas não fazem o possível para aplicar as disposições legais para obrigar Reino Unido a negociar.

Argentina busca o diálogo bilateral

Nesta Sexta-Feira, o chanceler argentino Héctor Timerman rechaçou totalmente a proposta de seu homólogo britânico, William Hague, de celebrar uma reunião em Londres com a presença de uma delegação de representantes das Ilhas Malvinas.

O funcionário lamenta que a parte inglesa não possa reunir-se sem a supervisão dos colonos dos territórios em disputa. Yimerman planeja visitar Londres na próxima semana para assistir a uma reunião convocada pela embaixada argentina na que participarão 18 grupos europeus que apoiam a ideia de que se trave um diálogo sobre as ilhas. 

Via RT

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Londres chama Paris para uma possível guerra contra Argentina

 
Um grupo de parlamentários do Reino Unido revelou que o país britânico está apoiando a intervenção militar francesa em Mali em troca de conseguir o respaldo do país franco, em seu eventual conflito com Argentina pelas Ilhas Malvinas.

Atualmente, a Real Força Aérea britânica (RAF), está prestando "um apoio logístico" a França em sua campanha terrestre com o pretexto de deter o avanço dos combatentes no país africano e agora em caso de uma eventual guerra britânico-argentina, França terá que devolver-lhe o favor, segundo informou na Quarta o jornal 'The Bolton News'.

O parlamentário David Crausby, citado pela mesma fonte, informou que um apoio militar francês junto a um aumento dos gastos militares são as únicas vias que possibilitarão Londres levar a cabo uma ofensiva contra Buenos Aires.
 
Enquanto isto, outros meios como a revista semanal de notícias 'The Week' informa que os altos cargos de inteligência do Reino Unido advertiram o primeiro ministro britânico, David Cameron, sobre a possível atuação agressiva argentina em caso de que o referendo previsto pra Março, os moradores da ilha votem a favor de seu pertencimento por parte do país europeu.

Estas notícias, complementam a postura de Cameron, consistente em rechaçar a via do diálogo como solução respeito à soberania das Malvinas.

Cabe mencionar que o vice-presidente de Argentina, Amado Boudon, tinha condenado a decisão do Governo britânico de levar a cabo um referendo sobre o "status político" das Malvinas, assim, o qualificou como uma falta de respeito a inteligência e o direito nacional e internacional.

Desde 1833, as Ilhas Malvinas foram ocupadas pelos britânicos, que expulsaram as autoridades e população argentina autóctona, substituindo-a por cidadãos europeus.

Via Hispantv

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Reino Unido enviará 150 soldados para "proteger" as Malvinas

Os soldados do Segundo Batalhão viajarão para as Malvinas para participar de patrulhas diárias durante o período de dois meses, de acordo com o jornal britânico "Nottingham Post" e confirmado pelo exército do país.



"Um pequeno número de soldados chegou às ilhas, mas a maioria das tropas fará a viagem de 18 horas de avião ao Atlântico Sul nas próximas semanas", informa o diário.

Segundo informou um oficial, permanecerão alí durante dois meses com a missão de realizar patrulhas regulares, proteger pontos estratégicos da ilha e treinar uso de armas leves e pesadas.

O anúncio sobre o envio dos soldados foi feito dias após o primeiro ministro britânico, David Cameron, declarar que lutará para conservar as Ilhas Malvinas.

Cameros fez tais declarações dias após a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, acusar o Reino Unido de colonialismo em uma carta aberta difundida em alguns meios britânicos e reiterar sua solicitação para começar as negociações sobre a soberania das ilhas.

Além disso, Cameron afirmou que o país estaria disposto a entrar em uma guerra com a Argentina para defender novamente as ilhas que contam com "fortes" defesas militares para protegerem o arquipélago. Essas declarações foram mais adiante repudiadas pelo ministro argentino de Relações Exteriores, Héctor Timerman.

"A agressividade das palavras do primeiro ministro britânico ratificam a denúncia realizada pela República Argentina ante às Nações Unidas sobre a militarização do Atlântico Sul e a possível presença de armas nucleares introduzida pela potência colonial", afirmou o ministro.

"Os argentinos pedem que Cameron não use nossas reivindicações legítimas e pacíficas contra a usurpação de parte do nosso território e contra o colonialismo como desculpa para continuar sustentando a industria armamentista ao invés de resolver a severa crise social que atravessa a Europa" agregou.

Via RT

domingo, 6 de janeiro de 2013

Reino Unido afirma estar preparado para defender Malvinas


O primeiro ministro britânico, David Cameron, deixou claro neste Domingo que o Reino Unido lutará para conservar as Ilhas Malvinas e recordou as "fortes" defesas militares que protegem o arquipélago.

Cameron assegura receber informes regulares desde as Malvinas que confirmam que suas defesas militares são "fortes". "É absolutamente fundamental que tenhamos jatos rápidos ali, e tropas estacionadas nas Malvinas", indicou o ministro a um canal de televisão britânico, recordando que seu país conta com "um dos cinco orçamentos de defesa mais importantes do mundo" apesar dos recortes a suas forças armadas.

Por sua vez, a chanceler argentina rechaçou mediante um comunicado as ameaças militares do primeiro ministro David Cameron e condeou "a ocupação ilegal que a Grã Bretanha exerce sobre as Ilhas Malvinas desde 180 anos atrás".

"A agressividade das palavras do primeiro ministro britânico ratificam a denúncia realizada pela República Argentina ante as Nações Unidas sobre a militarização do Atlântico Sul e a possível presença de armas nucleares introduzidas pela potência colonial", denuncia o documento.

As relações entre Londres e Buenos Aires se tornaram mais tensas nos últimos meses coincidindo com o trigésimo aniversário da guerra das Malvinas. Cameron fez estas declarações dias depois de que a presidenta argentina, Cristina Fernández de Kirchner, acusou Reino Unido de colonialismo. Fernández afirmou em uma carta aberta a Cameron que seu país foi despojado das Malvinas pela força e instou a Cameron a travar negociações, petição que foi rechaçada pelo premier.

Os habitantes das ilhas do Atlântico Sul, reclamadas pela Argentina desde 1833, celebrarão no próximo mês de Março um referendo sobre o status político do arquipélago. Londres espera um respaldo esmagador a favor da soberania britânica.


Via RT

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Londres reiterou que não haverá negociação sobre as Malvinas

Londres reiterou que não haverá negociação sobre as Malvinas. Isto foi relatado por um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Inglaterra. "Eles são livres de escolher o seu próprio futuro", disse ele sobre os moradores da ilha.



Um dia após enviar a carta a presidente Cristina Kirchner pediu a Grã-Bretanha para "devolver o Malvinas", o governo britânico disse que não haverá negociação entre os dois países sobre a soberania das ilhas.

A presidente exigiu "um fim ao colonialismo", em uma carta, que também é reproduzida nos meios de comunicação britânicos como The Guardian. Uma porta-voz do Ministério de Relações Exteriores britânico disse hoje que não haverá negociação sobre as Malvinas como os seus habitantes não querem, publicou o jornal La Nación.

"Eles são livres de escolher o seu próprio futuro, tanto política como economicamente, e têm direito à auto-determinação, tal como consagrado na Carta das Nações Unidas", disse a fonte do Ministério das Relações Exteriores sobre a escolha dos habitantes.

"Este é um direito fundamental de todos os povos", enquanto indicando que "há três partes neste debate, não duas, como reivindicado pela Argentina. O moradores não podem ser apagados da história."

Na carta enviada pela chefe de Estado da Argentina, explicou que as ilhas "foram sido tiradas à força" da Argentina "exatamente 180 anos atrás, em 3 de janeiro de 1833", e que as Malvinas estão a 8.700 milhas (14.000 km) de Londres.

Via Perfil 

sábado, 4 de agosto de 2012

Províncias argentinas proíbem ancoramento de navios britânicos em seus portos

A província de Buenos Aires, por meio do seu Senado, sancionou a lei aprovada pelos deputados semanas atrás. Junta-se as províncias patagônicas que já haviam aprovado a lei. Fica proibida a atracação de navios britânicos ou de conveniência, com destino comercial a Malvinas. 

Só resta a Cidade de Buenos Aires, para conformar um bloqueio total contra a bandiera imperial com destino a Malvinas.

A Camâra Alta bonaerense converteu em lei o projeto proibidno o ancoramento, permanência, abastecimento ou operações de logística em território provincial de navios com bandeira britânica.
 
Esta medida impulsada pela deputada do Frente Para la Victoria, Patricia Cubría, denominada “Gaucho Rivero”, se aplica a aqueles navios que realizem tarefas de exploração, perfuração e extração de recursos naturais no espaço marítimo das Malvinas. A lei também estipula que não só os barcos britânicos serão afetados, mas também todos os navios que atraquem e façam atividades de logística ou de índole militar com barcos britânicos.

“Esta lei é uma ferramente para seguir avançando passo a passo na luta pela soberania e recursos naturais das Ilhas Malvinas" afirmou a deputada.

Soberania Argentina

terça-feira, 3 de julho de 2012

Reprodução de um discurso nacionalista argentino




Queridos amigos,

Queridos compatriotas,

Queridos camaradas de armas

Queridos irmãos e familiares dos mártires que deram sua vida para defender a Soberania Argentina na ação heroica para Reconquistar Las Malvinas por nossa Pátria.

Hoje nos reunimos para rogar pelas almas de aqueles que deram sua vida pela Pátria, e que por Providência de Deus, descansam junto ao General Belgrano, envoltos no mar que reflete nossa bandeira celeste e branca, como o manto de nossa Mãe.

Ainda que passaram 30 anos, jamais poderemos esquecê-los, jamais esqueceríamos, ainda que ao longo destes anos nos queiram fazer esquecer, e queiram estender um manto de silêncio.

Por mais que queiram desmalvinizar, por mais que queiram dizer que isso nunca existiu, que se existiu foi um erro, que foi um tapa de afogamento, de um general desfigurado.

Jamais poderemos esquecer, porque ao longo destes anos, destes tristes e cinzentos anos, em que nossa Pátria sangra, em decadência e desintegração, o gesto heroico dos que ofereceram suas vidas, marcou o único gesto de grandeza com o qual podemos reencontrarmo-nos os argentinos.

Jamais poderemos esquecê-los. Por isso estamos aqui para rezar.

Hoje estamos aqui para recordar aquelas jornadas. Aquelas jornadas nas quais o povo argentino, sem distinção de partidos, sem distinção de bandeiras, se sentiu unido e reagiu como um só homem, em um só coração e em uma só alma.

Porque por cima das falsidades, por cima das promessas que não se cumprem, por cima dos programas falaciosos, por cima dos discursos mentirosos dos políticos da mudança, e dos meios de comunicação, teve um ideal de Pátria, teve algo nobre que fez com que esse povo reagira como um só homem.

Foram momentos de grandeza, de ânimo, de vitória, momentos de dor e de derrota. Isto não podemos esquecer.

Foi um momento de grandeza entre tanta mediocridade. Depois começamos a afundar, novamente nesta mediocridade e desintegração crescente, preâmbulo do caos, anarquia e dissolução nacional.

Por isso nos unimos aqui como argentinos de fé, para rezar, pelas almas de aqueles que foram mortos em combate. Isto é um dever de Piedade Altíssimo, já que deram sua vida por uma causa nobre, uma causa justa, e o fizeram sabendo que estavam cumprindo com seu dever.

Como cristãos devemos amar nossa família, mas também devemos amar a essa família grande que é a Pátria, que é minha família, e as famílias de todos aqueles que estão unidos por laços de tradição, de história, de sangue, de língua, e de fé; pelos que forjaram esse passado comum, e nos legaram um destino comum.

Essa virtude da Piedade é um dever de respeito e honra aos pais e à Pátria, porque nela temos nascido e nos criado, porque dela e nela recebemos tudo o que possuímos.

Por isso hoje ao rezar pelas almas dos mortos, temos que rezar por nossa Pátria e recordar nossa história. Temos que mirar o presente e o futuro. Nós, os que estamos vivos não podemos permitir que tenha sido inútil o sacrifício dos mortos que ofereceram suas vidas por nossa Pátria.

Querem nos fazer esquecer do heroísmo, nos querem fazer esquecer do sacrifício, nos querem fazer esquecer dos grandes ideais, porque tudo isso não lhes convém.

Não lhes convém os covardes, não lhes convém os traidores, não lhes convém os vendedores de pátrias, não lhes convém os que compactuam e entregam nossos recursos ao inimigo, nossa Cordilheira e nosso Mar. Não lhes convém os que querem esquartejar a Argentina em três ou quatro republiquetas.

Não lhes convém os que nomearam no Ministério de Defesa uma cidadã inglesa. Sim! Uma cidadã inglesa, filha de um alto funcionário inglês, da Embaixada do Reino Unido na Argentina.

Não lhes convém os que, por expressa instrução de nossos inimigos, denegriram, humilharam e trancafiaram em verdadeiros campos de concentração os chefes militares que pelearam nas Malvinas.

Não lhes convém os que desintegraram nossas F.A. como o que estão fazendo atualmente com a Gendarmerie e a Polícia Federal, por ordem desta mesma cidadã inglesa. Em síntese, os ingleses conduzem o Ministério de Defesa e o Ministério de Segurança Interior argentinos.

Não lhes convém os políticos da oposição, qualquer seja, já que eles também prosperam com o negócio mortal da droga, do jogo e da prostituição, pelo qual querem destruir a moral e dignidade de nosso povo.

Não lhes convêm  espírito das Malvinas porque é o espírito da pátria, porque é o espírito de Deus, da unidade, do amor. Porque é o espírito de nosso povo, é o espírito de luta, o espírito de sacrifício e dignidade. Porque é o espírito da Nação Argentina.

A quem cabe dúvidas que a ação heroica de Malvinas, última guerra entre duas bandeiras, duas nações, duas linhagens, antes de entrar de cheio nesta modernidade materialista, escravizadora e globalizada, não continua hoje, em todo espaço nacional, com esta perversa Guerra Interna com métodos mais sutis, mas muito mais mortífera que aquela que hoje recordamos.

Por acaso, não provoca mais morto a droga, que penetra sem nenhum tipo de controle pela fronteira norte, onde a comissária inglesa retirou a gendarmeria para leva-la à Grande Buenos Aires, levando o caos e a criminalidade a níveis incontroláveis?

Por acaso, não provoca mais morto no corpo e no espírito de nosso humilde povo, nos jovens e nas famílias, todas estas perversas leis contra a unidade do matrimônio e a família, pedra angular de nosso povo e nossa Nação?

Por isto querem que esquecemos. Nós não podemos trair esse sangue derramado, porque não podemos trair e esquecer o sacrifício de nossos irmãos, nossos amigos, nossos camaradas de luta. Porque não podemos permitir que esse sangue seja derramado inutilmente.

O sangue daqueles que morreram por nossa Pátria são sementes de uma nova Pátria, de uma Pátria que custará mais sacrifício e muitos anos de luta. Mas isso não importa.

Temos que seguir sendo combatentes, cada um no posto que Deus lhe designou, para que, como disse o grande General, “sejamos o que devemos ser, senão, não seremos nada”.

Para que nossa pobre Pátria Argentina, tão ferida e maltratada, possa um dia encher-nos de orgulho, como de orgulho nos encheram aqueles heróis puntanos que hoje recordamos, que foram capazes de dar sua vida como disse o Senhor, “Nada ama mais que aquele que é capaz de dar a vida pelo seu povo”.

Nos aproximamos aos dias santos, aos dias que a Igreja revive a Paixão e a Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Sabemos que para seguir a Cristo temos que estar dispostos a carregar a Cruz.

Cristo é o Rei que nos ama e que nos chama para conquistar nossa Pátria. E Cristo em nenhum momento nos chama com promessas de uma vida fácil, cômoda. Cristo disse com clareza “O que quiser ser meu discípulo, que pegue uma Cruz e me siga”. Quer dizer que para chegar à Glória da Ressurreição e à Vida, ao Triunfo e ao seu Reino, há que passar pela Sexta-Feira Santa, pela Paixão e pela Morte.

Este é nosso caminho pessoal, mas também o caminho de nossa Pátria. O caminho que nos marcaram os que ofereceram sua vida em combate.

Peçamos ao Senhor, nestes dias, que nos ajude a ser fiéis nesta empresa, peçamos ao Senhor nestes dias, para que esta Pátria entregada pelo Judas, humilhada, crucificada, possa alegrar-se um dia com a Ressurreição, com a Vida que não passa, a qual Ele nos Chama, para reinar um dia junto a Ele, e os que deram já sua vida por esta Pátria do Céu e da Terra.

2 de Abril de 2012, Provincia de San Luis - Argentina.

Por Victor Eduardo Vital - Veterano de Guerra, Batalhão de Infantaria da Marinha 5 (BIM5)

Fonte: Fundación Malvinas

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Argentina acusa Reino Unido de posicionar armas nucleares no Atlântico Sul

O ministro de Assuntos Exteriores da Argentina, Héctor Timerman, acusou na ONU de que o Reino Unido levou armas nucleares ao Atlântico Sul em várias ocasiões utilizando suas bases militares na região, incluídas das ilhas Malvinas.

"A informação que a Argentina tem é de que eles (Reino Unido) introduziram armas nucleares no Atlântico Sul e de que não é a primeira vez", informou o chanceler, quem acusou Londres de violar o Tratado para a Proscrição das Armas Nucleares na América Latina e no Caribe de 1967.

Timerman, que se reuniu com o Secretário Geral da ONU, Ban Ki-mon, transmitiu a preocupação do país ante o feito de que "nesses momentos, o Reino Unido é a potência militar mais importante" que há no Atlântico Sul e apresentou "dados" sobre as "armas nucleares" britânicas na região.

Na Terça-Feira passada a presidente argentina, Cristina Fernandez Kirchner, anunciou que apresnetará uma proposta ante as Nações Unidas pela "militarização" das ilhas Malvinas por parte do Reino Unido, que ocupa o arquipélago desde 1833.

Reino Unido: as acusações são "lixo"

O embaixador britânico ante a ONU, Mark Lyall Grant, por sua parte, negou que seu país militarizou o Atlântico Sul, ao qualificar as acusações argentinas de "lixo" e criticou a nação sul-americana por iniciar uma "guerra de declarações" quando se cumprem 30 anos da "invasão ilegal" das Malvinas.

"Não haverá negociações com Argentina sobre soberania,a menos que assim o desejem os moradores da ilha", agregou o portavoz britânicos ao se referir à disputa entre Londres e Buenos Aires sobre o arquipélago.

A escalada de tensão entre ambos países aumentou nas últimas semanas, depois de que o Reino Unido enviou ao príncipe Guillermo ao arquipélago, como parte de seu treinamento militar. Ademais, a parte britânica mandou para a região um barco de guerra, feito que provocou uma série de protestos no país latino-americano.

Via RT

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Argentina apresentará protesto na ONU contra militarização nas Malvinas

Buenos Aires, 7 fev (EFE)

A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, anunciou nesta terça-feira que apresentará um protesto nas Nações Unidas contra a "militarização" das ilhas Malvinas por parte do Reino Unido, que ocupa o arquipélago desde 1833.

Em discurso na sede do Executivo, Cristina disse que a reivindicação será apresentada perante o Conselho de Segurança, do qual faz parte o Reino Unido, e a Assembleia das Nações Unidas.

Cristina disse que a Argentina interpreta como uma "militarização do Atlântico Sul" o envio às ilhas por parte de Londres do HMS Dauntless, o destróier mais moderno da Marinha Real britânica.


Fonte: UOL Notícias

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Reino Unido em outra disputa de território, desta vez com a Espanha

O passado colonialista britânico está causando problemas para Londres, depois da disputa pelas Ilhas Malvinas, desta vez a disputa é com a Espanha.


O secretário de Estado britânico para a Europa, David Lidington, disse que seu governo não entrará em negociações sobre o estratégico Estreito de Gibraltar, nem mudará o status de colônia da região.

"Não negociaremos a menos que o governo de Gibraltar queira fazê-lo", disse Lidington para a imprensa em Madrid.

Gibraltar, localizado no sul da Espanha, foi tomado pelo Reino Unido em 1713, pelo Tratado de Utrcht depois da Guerra de Sucessão Espanhola, mas Madrid argumenta que o tratado agrega somente a cidade de Gibraltar e seu castelo, enquanto que as águas circundantes, o ístmo e o espaço aéreo continuam como posse da Espanha.

As águas são estratégicamente importantes para os dois lados, pois elas são a única rota marítima entre o Mar Mediterrâneo e o Oceâno Atlântico.

No entanto, as Nações Unidas consideram Gibraltar como um dos 10 territórios, incluindo as Malvinas no Atlântico Sul, que os britânicos ocuparam ilegalmente.

De acordo com o Cômite Especial da ONU para a Descolonização, encarregado de implementar a Declaração de Concessão de Independência para Povos e Países coloniais, o Reino Unido está colonizando Gibraltar e o caso da soberania do território continua aberto até que Londres o devolva para seus verdadeiros donos.

A disputa sobre Gibraltar e as tensões entre com a Argentina pelas Malvinas, deixam evidente o passado colonizador britânico e sua desconformidade com a lei internacional.

Via PressTV


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Londres envia um navio de guerra para as Malvinas



Em meio a tensão entre Argentina e Reino Unido pelas Malvinas, cuja soberania se disputa, a Marinha Real Britânica anuncia que enviará um navio de guerra ao Atlântico Sul.

De acordo com o Ministério de Defesa, se trata do barco de guerra mais moderno, um destruidor Tipo 45 chamado por HMS Dauntless e equipado com mísseis de alta tecnologia. Ademais, o barco de guerra está equipado com um avançado sistema de navegação que dificilmente pode ser detectado por radar.

Assim mesmo, o organismo enfatiza que a Marinha Real sempre tem tido presença na região e que o desenvolvimento do destruidor foi programado faz um ano. Londres assegura que a manobra é totalmente rotineira e "substituirá um barco de partulha, a fragata britânica HMS Montrose".

O conflito em torno deste território entre ambos os países se remonta ao século XIX. Depois de alguns enfrentamentos militares em 1982, estas ilhas passaram a considerar-se territórios da coroa birtânica, mas cada vez mais países latinoamericanos se unem aos reclames de Buenos Aires que pede sua devolução.

Por meio de Janeiro o primeiro-ministro do reino Unido, David Cameron, aprovou um plano de emergência para aumentar a presença militar nas ilhas Malvinas, reclamadas pela Argentina. O anúncio se produz depois de que o governo argentino qualificara de "absolutalmente ofensivas" as palavras de Cameron sobre o "colonialismo" que, segundo ele, empurra o país sul-americano a disputar as ilhas.

Ademais, recentemente Londres anunciou que planeja construir u aeroporto para estabelecer uma nova linha de conexão aérea entre o Reino Unido e as ilhas Malvinas, um novo motivo de tensão no litígio de ambos os países.

Via RT

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Reino Unido não pode confrontar Argentina



Uma antiga figura militar diz que a Bretanha não seria capaz de confrontar Argentina pelas Malvinas [Falkland para os britânicos], mandando um claro sinal aos oficiais britânicos para parar de alardear a capacidade militar do Reino Unido

Antigo cabeça do exército britânico o General Michael Jackson disse que seria impossivel para os militares britânicos confrontar Argentina caso um confronto militar toma espaço pelas ilhas Malvinas.

"E se uma força Argentina fosse capaz de segurar o campo aéreo Mount Pleasant? Então nossa habilidade em recobrir as ilhas agora seria impossível", disse Jackson em uma entrevista com Sunday Telegraph

Os comentários de Jackson vieram depois que o Ministro Britânico de Segurança Internacional Gerald Howarth acusou Argentina de "chacoalhar" Buenos Aires com a resposta militar.

Os comentários foram uma resposta à Presidente argentina Christina Fernandez, quem rebateu so Primeiro Ministro David Cameron por acusar o país da presidente de colonialista.

"Neste mundo decadente, pelas minhas costas eu escutei que eles estavam nos chamando de colonialistas", disse Fernandez.

Entretanto, Fernandez sublinhou a importância da diplomacia e negociações em torno da disputa conforme ela prometeu ao povo argentino um trabalho rigoroso e ter a Bretanha sentada na mesa de negociações.

"Nós continuaremos clamando pelas nossas Ilhas mais além do rigor político, jurídico, e diplomático, e com muitos apoios que temos recebendo. Mas, é bom lembrar que isso não é uma realização durante a madrugada, isso tem ouvidos", disse Fernandez.

Orgulho da vitória no dia 74 da guerra em 1982, os oficiais britânicos tem sido provocativos conforme o Ministro da Defesa anunciou um plano de contingência para acrescentar sua presença militar na ilha.

Ademais, Duke de Cambridge Príncipe William supõe a gastar seis semanas nas ilhas como um coopiloto de pesquisa e resgate.

Apesar de a linha provocativa tomada por Grã-Bretanha, sua capacidade militar foi seriamente questionada como a frota Harrier, os aviões-portadores da Grã-Bretanha que garantiram sua vitória em 1982, são vendidso para a Marinha dos EUA Corps.

Via EuTimes

domingo, 22 de janeiro de 2012

Malvinas vira foco de tensão entre Argentina e Grã-Bretanha 3 décadas após guerra

A recente troca de acusações entre dirigentes da Argentina e da Grã-Bretanha ameaça deteriorar e relação entre os dois países e reacende os temores de uma possível escalada na tensão entre as nações, que foram à guerra há quase 30 anos.

Mais uma vez, o centro da discórdia são as Ilhas Malvinas, o pequeno arquipélago 500 km ao leste do extremo sul da Argentina, anexado pela Grã-Bretanha desde 1833.

Nesta semana, o premiê britânico, David Cameron, respondendo a novas iniciativas do governo Cristina Kirchner para pressionar por negociações sobre o futuro das Malvinas (chamadas de ilhas Falkland pelos britânicos), acusou a Argentina de estar adotando uma postura "colonialista", afirmação respondida no mesmo tom de acusação por ministros argentinos.

Desde o fim do conflito, deflagrado em abril de 1982, a Argentina insiste que negociações bilaterais sejam abertas para tratar da soberania das ilhas, enquanto a Grã-Bretanha diz que não há o que discutir, já que os moradores do local querem permanecer cidadãos britânicos.

No entanto, enquanto David Cameron mantém a postura de seus antecessores, tanto conservadores quanto trabalhistas, seus colegas argentinos vêm desfechando uma ofensiva diplomática para fortalecer a sua posição.

Recentemente, o requerimento de Buenos Aires obteve o apoio da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) e da Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos), assim como da OEA (Organização dos Estados Americanos).

Além disso, os países do Mercosul aderiram a uma moção para não permitir a entrada de barcos que levem a bandeira das Malvinas em seus portos, medida que Londres inicialmente classificou de "bloqueio".

Em ocasiões anteriores, ambos os países afirmaram quem, acima de tudo, está o interesse de manter a paz. Mesmo a Argentina, que é parte demandante, disse várias vezes que sua reivindicação é pacífica.

Declarações ásperas

Observadores dentro e fora do Cone Sul concordam que a situação geopolítica mudou muito desde os anos 1980, quando ocorreu a guerra. Em geral, há um consenso de que um novo conflito armado é improvável. No entanto, as declarações recentes de ambas as partes chama a atenção por sua aspereza.

David Cameron disse que a questão das Malvinas foi tratada na última terça-feira com o Conselho de Segurança Nacional. "Devo me certificar de que nossas defesas estão em ordem", disse o primeiro-ministro aos parlamentares britânicos.

Já no início desta semana, um navio de cruzeiro que se dirigia à Antártida, ocupado por centenas de passageiros de diversas nacionalidades, foi impedido de desembarcar nas Malvinas por supostas questões de saúde.

O governo das ilhas afirmou que vários passageiros apresentavam um quadro de gastroenterocolite, motivo pelo qual foram impedidos de desembarcar. Relatos publicados na mídia indicaram a surpresa dos integrantes da tripulação do navio, diante do que consideraram uma medida extremamente rigorosa.

O episódio foi referido pela chancelaria argentina, que emitiu um comunicado criticando a ação do "governo ilegítimo e autodenominado" das Malvinas, acrescentando que esperavam que este não se tratasse "do enésimo ato hostil".

Já as declarações de Cameron sobre sua reunião com o Conselho de Segurança Nacional coincidem com o anúncio de cortes nos gastos militares.

Apesar da recente tensão entre os dois países, acredita-se que a possibilidade de uma escalada que culmine num eventual enfrentamento militar, como em abril de 1982, seja remota.

"Politicamente, a escalada não é uma opção. Da parte dos britânicos, seria algo muito custoso, e vários países, inclusive o próprio Reino Unido, estão reformulando seus gastos militares", disse à BBC Brasil Luis Fernando Ayerbe,coordenador do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais da Unesp,

"Já a Argentina não faria isso, por ter um poderio desproporcionalmente menor do que a Grã-Bretanha."

Para Ayerbe, a Argentina tem instrumentos fracos para pressionar os britânicos a negociar uma saída para as Malvinas.

"A postura do Mercosul de banir navios britânicos é um passo, mas não é algo que vá colocar a Grã-Bretanha contra a parede. Se eles não quiserem abrir o diálogo, nada vai acontecer, a Grã-Bretanha não vai ser isolada ou retaliada", afirma.

Segundo o especialista, as medidas argentinas têm um maior efeito político, ao levantar questões sobre o colonialismo e recordando casos como o de Hong Kong, que a Grã-Bretanha devolveu à China após mais de 150 anos de domínio.

Colonialismo

As rusgas mais recentes foram verificadas na última terça-feira, quando a postura argentina foi chamada de "colonialista" pelo primeiro-ministro britânico. "Essas pessoas (os habitantes das Malvinas) querem continuar sendo britânicos, e a Argentina pretende o contrário", disse Cameron.

A resposta argentina veio por meio do ministro das Relações Exteriores, Héctor Timerman. "Chama a atenção que a Grã-Bretanha fale de colonialismo, quando é um país sinônimo de colonialismo", disse ele, durante viagem a El Salvador.

"Chama a atenção também que a Grã-Bretanha acuse um país como a Argentina, que é vítima de uma situação colonial, como expressaram as Nações Unidas ao definir as Malvinas como uma questão de soberania e colonialismo", acrescentou Timerman.

O ministro se refere a uma resolução da ONU emitida em 1965, onde a postura britânica é descrita como uma forma de colonialismo. Desde então, as Nações Unidas pedem que as duas partes negociem uma saída.

Em visita ao Brasil, o ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, disse que a posição de seu país sobre as ilhas é "bem conhecida" e não vai mudar.

"Acreditamos na autodeterminação do povo das ilhas Falkland e apoiamos seus direitos", afirmou Hague na quarta-feira, após um almoço com seu colega brasileiro, Antonio Patriota.

Apoio brasileiro

Por sua vez, o chanceler brasileiro reiterou o apoio brasileiro à posição argentina.

"As decisões da Unasul e do Mercosul são públicas, e o ministro Hague sabe que o Brasil e a Unasul apoiam a soberania argentina sobre as Malvinas, e nós apoiamos as resoluções das Nações Unidas para que os dois países discutam a questão", disse, após a reunião com seu colega britânico.

No entanto, as próprias ilhas parecem apoiar amplamente a posição britânica. "Temos o direito absoluto à autodeterminação. Ninguém nos pode tirar isso", disse à BBC Dick Sawle, representante das ilhas no Parlamento, em Londres.

"Temos o direito estabelecido na ata da ONU que a Argentina decidiu seguir ignorando."

As Malvinas também foram motivo de tensão renovada entre Argentina e Grã-Bretanha a partir de 2010, quando empresas britânicas começaram a prospectar petróleo nas águas profundas próximas às ilhas.

Vários projetos de exploração de petróleo estão em curso na região, mas ainda não foi comprovada a existência de reservas de hidrocarbonetos.

Cortes orçamentários

O jornal britânico Financial Times afirmou recentemente, citando analistas, que o interesse do governo de Cristina Kirchner no tema das Malvinas visa desviar a atenção do público para uma agenda de cortes orçamentários, mesmo depois de ter aumentado gastos em sua campanha para a reeleição.

No entanto, segundo apurou a BBC Mundo em Buenos Aires, há uma espécie de acordo político entre grupos governistas e de oposição sobre a polêmica das ilhas.

Na última campanha presidencial, quando questionados sobre as Malvinas, todos os principais candidatos disseram que manteriam a estrategia implementada por Cristina.

Via BBC Brasil