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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Geopolítica por trás da guerra do Yemen - um front anti-iraniano

Por Mahdi Darius Nazemroaya

EUA e Reino da Arábia Saudita se incomodaram consideravelmente quando o movimento yemeni ou yemenita dos huties ou Ansar Allah (Os Partidários de Deus, em árabe) conseguiu o controle da capital de Yemen, Sanaa/Saná em setembro de 2014. O presidente yemenita Abd-Rabbuh Man S our Al-Hadi, apoiado pelos EUA, foi humilhantemente obrigado a compartilhar o poder com os huties e com a coalizão de tribos do norte de Yemen, que os tinha ajudado a penetrar em Sanaa. ALl-Hadi declarou que havia negociações para um movimento yemenita da unidade nacional e seus aliados, EUA e Arábia Saudita, trataram de usar um novo diálogo nacional e negociações mediadas para cooptar e pacificar os huties.

A verdade sobre a guerra no Yemen foi posta de pernas para baixo. A guerra e a derrota do presidente Abd-Rabbuh Man S our Al-Hadi no Yemen não são resultado de um 'golpe huti' no Yemen. É bem pelo contrário, Al Hadi foi derrotado porque, com apoio saudita e estadunidense tratou de esquecer-se dos acordos para compartilhar o poder que tinha feito e de devolver ao Yemen um regime autoritário. A derrota do presidente Al-Hadi executada pelos huties e seus aliados políticos foi uma reação inesperada diante do apoderamento do poder que Al-Hadi estava planejando com Washington e com a Casa de Saud.

Os huties e seus aliados representam um corte transversal diverso da sociedade yemenita e a maioria dos yemenitas. A aliança interior do movimento huti contra Al-Hadi inclui muçulmanos shiitas e sunitas. EUA e a Casa de Saud nunca pensaram que os huties se imporiam e derrubariam Al-Hadi do poder, mas essa reação se desenvolveu durante uma década. Com a Casa de Saud, Al-Hadi tinha se envolvido na perseguição dos huties e na manipulação de políticas tribais no Yemen, inclusive antes de ser presidente. Quando chegou a ser presidente do Yemen, ampliou os negócios e trabalhou contra a implementação dos acordos que tinha fechado mediante consenso e negociações no Diálogo Nacional do Yemen, que foi convocado depois que Ali Abdullah Saleh foi obrigado a ceder o poder em 2011.

Golpe ou contragolpe: o que passou no Yemen?

Em primeiro lugar, quando tomaram Sanaa no final de 2014, os huties rechaçaram as propostas de Al-Hadi e suas novas ofertas para um acordo formal de compartilhamento do poder, qualificando-o de personagem moralmente corrupto que em realidade tinha renegado suas promessas anteriores de compartilhar o poder político. Nesse momento, as tentativas do presidente Al-Hadi de obedecer Washington e a Casa de Saud o tinham convertido em profundamente impopular na maioria da população de Yemen. Dois meses depois, em 8 de novembro, o próprio partido do presidente Al-Hadi, o Congresso Geral Popular Yemenita, também despojou Al-Hadi de seu cargo.

Os huties finalmente deteram em 20 de janeiro o presidente Al-Hadi e ocuparam o palácio presidencial e outros edifícios do governo yemenita. Com apoio popular, um pouco mais de duas semanas depois, os huties formaram formalmente um governo de transição yemenita em 6 de fevereiro. Al-Hadi foi obrigado a renunciar. Os huties declararam em 26 de fevereiro que Al-Hadi, EUA e Arábia Saudita estavam planejando a devastação do Yemen.

A renúncia de Al-Hadi foi um revés para a política externa dos EUA. Levou a uma retirada militar e operacional da CIA e do Pentágono, que foram obrigados a retirar pessoal militar e agentes de inteligência do Yemen. Los Angeles Times informou em 25 de março, citando funcionários estadunidenses, que os huties tinham capturado numerosos documentos secretos quando ocuparam o Secretário de Segurança Nacional yemenita, que trabalhava em estreita colaboração com a CIA, o que afetou as operações de Washington no Yemen.

Al-Hadi fugiu da capital yemenita Sanna para Adén em 21 de fevereiro e declarou em 7 de março que essa cidade-porto era a capital temporal do Yemen. EUA, França, Turquia e seus aliados europeus ocidentais fecharam suas embaixadas. Pouco depois, no que foi provavelmente uma ação coordenada com EUA, Arábia Saudita, Kuwait, Bahréin, Qatar e Emirados Árabes Unidos transferiram suas embaixadas de Sanna para Adén. Al-Hadi anulou sua carta de renúncia como presidente e declarou que estava formando um governo no exílio.

Os huties e seus aliados políticos se negaram a aceitar as demandas dos EUA e da Arábia Saudita, articuladas através de Al-Hadi em Adén e por Riad, cada vez mais histérica. Como resultado, o ministro de assuntos internacionais de Al-Hadi, Riyadh Yaseen, pediu em 23 de março que Arábia Saudita e os petro-emirados árabes interviessem com suas forças armadas para impedir que os huties obtivessem o controle do espaço aéreo do Yemen. Yaseen disse ao porta-voz saudita Al-Sharq Al-Awsa que necessitava de uma campanha de bombardeio e que tinha-se que impor uma região de não-voo sobre Yemen.

Os huties deram conta que ia começar uma luta militar. Por isso os huties e seus aliados nas forças armadas yemenitas se apressaram em controlar o mais rapidamente possível a maior parte dos aeroportos e bases aéreas yemenitas, como Al-Anad. Se apressaram em neutralizar Al-Hadi e penetraram em Adén em 25 de março.

Quando os huties e seus aliados entraram em Adén Al-Hadi tinha fugido da cidade-porto yemenita. Al-Hadi reapareceu na Arábia Saudita quando a Casa de Saud começou a atacar Yemen em 26 de março. Desde Arábia Saudita, Abd-Rabbuh Man S our Al-Hadi voou então para o Egito a uma reunião da Liga Árabe para legitimar a guerra contra Yemen.

Yemen e a mutante equação estratégica no Oriente Médio

A ocupação huti de Sanaa aconteceu no mesmo período como uma série de êxitos ou vitórias regionais para o Irã, Hezbollah, Síria e o Bloco da Resistência que estes e outros protagonistas locais formam coletivamente. Na Síria, o governo conseguiu reafirmar sua posição enquanto no Iraque o movimento EI/ISIL/Daesh era obrigado a retroceder pelo Iraque com a evidente ajuda do Irã e de milícias iraquianas aliadas com Teerã.

A equação estratégica no Oriente Médio começou a mudar na medida em que ficava claro que Irã começava a ocupar uma posição central para a arquitetura e estabilidade de sua segurança. A Casa de Saud e o primeiro ministro israelense Benjamin Netanyahu começaram a choramingar e a queixar-se de que o Irã controlava quatro capitais regionais - Beirut, Damasco, Bagdad e Sanaa - e que tinha-se que fazer algo para deter a expansão iraniana. Como resultado da nova equação estratégica, os israelitas e a Casa de Saud se alinharam perfeitamente com o objetivo estratégico de neutralizar o Irã e seus aliados regionais. "Quando israelitas e árabes se encontram na mesma página, a gente devia prestar atenção", disse em 5 de março o embaixador israelita Ron Dermer a Fox News sobre o alinhamento de Israel com Arábia Saudita.

A campanha de medo israelita e saudita não teve resultado. Segundo a pesquisa Gallup, só 9% dos cidadãos dos EUA viam o Irã como o maior inimigo dos EUA, quando Netanyahu chegou a Washington para falar contra um acordo entre EUA e Irã.

Os objetivos geoestratégicos dos EUA e dos sauditas depois da guerra no Yemen

Enquanto a Casa de Saud considerou há tempo Yemen uma espécie de província subordinada e parte da esfera de influência de Riad, EUA quis assegurar-se de poder controlar o Bab Am-Mandeb, o Golfo de Adén e as ilhas Socotra. O Bab Al-Mandeb é um importante ponto crítico para o comércio marítimo internacional e os embarques de energia que conecta o Golfo Pérsico através do Oceano Índico com o Mar Mediterrâneo através do Mar Vermelho. É tão importante como o Canal de Suez para as vias de transporte marítimo e para o comércio entre África, Ásia e Europa.

Israel também estava preocupado porque o controle do Yemen poderia cortar o acesso de Israel ao Oceano Índico através do Mar Vermelho e impedir que seus submarinos chegassem facilmente ao Golfo Pérsico para ameaçar o Irã. Por isso o controle do Yemen foi em realidade um dos temas de discussão de Netanyahu quando falou diante do Congresso dos EUA em 3 de março, quando precisamente New York Times apresentou em 4 de março como "o pouco convincente discurso de Netanyahu diante do Congresso".

Arábia Saudita temia visivelmente que Yemen poderia chegar a se alinhar formalmente com Irã e que os eventos poderia conduzir a novas rebeliões contra a Casa de Saud na Península Arábica. EUA também estavam preocupados, mas também pensavam em termos de rivalidades globais. Impedir que o Irã, Rússia, ou China tivessem um ponto de apoio estratégico no Yemen, como meio de impedir que outras potências controlassem o Golfo de Adén e se posicionassem em Bab Al-Mandev, era uma preocupação importante para os EUA.

Acrescenta-se à importância geopolítica do Yemen na supervisão de corredores marítimos estratégicos seu arsenal de mísseis militares. Os mísseis do Yemen poderia alcançar quaisquer barcos no Golfo de Adén ou Bab Al-Mandeb. Nesse sentido, o ataque saudita contra os depósitos de mísseis estratégicos do Yemen serve tanto aos interesses dos EUA como os de Israel. O objetivo não é apenas impedir que sejam utilizados para tomar represálias contra o uso de força militar saudita, mas também impedir que estejam em disposição de um governo yemenita alinhado com Irã, Rússia ou China.

Em uma posição pública que contradiz totalmente a política síria de Riad, os sauditas ameaçaram empreender uma ação militar se os huties e seus aliados políticos não negociassem com Al-Hadi. Como resultado das ameaças sauditas, protestos estalaram em todo Yemen em 25 de março contra a Casa de Saud. Portanto, a situação se preparou para outra guerra no Oriente Médio, quando EUA, Arábia Saudita, Bahréin, os EAU, Qatar e Kwait começaram a se preparar para reinstalar Al-Hadi.

A marcha saudita rumo à guerra no Yemen e um novo front contra Irã

Apesar de tudo o que se diz sobre Arábia Saudita como potência mundial, é muito débil para enfrentar sozinha o Irã. A estratégia da Casa de Saud foi erigir ou reforçar um sistema de aliança regional para um prolongado enfrentamento contra Irã e o Bloco da Resistência. Por isso, Arábia Saudita precisa do Egito, da Turquia e do Paquistão - uma mal chamada aliança ou eixo "sunita" - para que ajudem a enfrentar o Irã e seus aliados regionais.

O príncipe herdeiro Mohammed bin Zayed bin Sultan Al Nahyan, o príncipe herdeiro do Emirado de Abu Dabi e vicecomandante supremo das forças armadas dos EAU, devia visitar Marrocos em 17 de março para falar de uma resposta militar coletiva ao Yemen por parte dos petro-emirados árabes, Marrocos, Jordânia e Egito. Em 21 de janeiro, Mohammed bin Zayed se reuniu com o rei da Arábia Saudita Salman bin Abdulaziz Al-Saud para discutir uma resposta militar ao Yemen. Isso ocorreu enquanto Al-Hadi chamada Arábia Saudita e o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) para que ajudassem mediante uma intervenção militar no Yemen. As reuniões foram seguidas por negociações sobre um novo pacto regional de segurança dos petro-emirados árabes.

Dos cinco membros do CCG, só o Sultanato de Oman se manteve distante. Oman se negou a unir-se à guerra contra o Yemen. Muscat tem relações amistosas com Teerã. Além disso os omanitas estão cansados do projeto saudita e do CCG de utilizar o sectarismo para provocar um enfrentamento contra Irã e seus aliados. A maioria dos omanitas não são muçulmanos sunitas nem shiitas; são muçulmanos ibaditas, e temem o avivamento da sedição sectária feita pela Casa de Saud e os outros petro-emirados árabes.

Os propagandistas sauditas se mobilizaram afirmando falsamente que a guerra era uma resposta à intrusão iraniana nas fronteiras da Arábia Saudita. Turquia também anunciaria seu apoio à guerra contra Yemen. No dia em que se lançou a guerra, Erdogan da Turquia afirmou que Irã estava tratando de dominar a região e que a Turquia, Arábia Saudita e o CCG se sentiam irritados.

Durante estes acontecimentos, Sisi, no Egito, declarou que a segurança de Cairo e a segurança da Arábia Saudita e dos petro-emirados árabes eram idênticas. De fato, Egito disse em 25 de março que não participaria em uma guerra no Yemen, mas no dia seguinte Cairo se somou à Arábia Saudita no ataque de Riad contra Yemen ao enviar seus jets e barcos a este país.

Do mesmo modo, o primeiro ministro paquistanês Nawaz Sharif publicou em 26 de março uma declaração dizendo que qualquer ameaça contra Arábia Saudita "provocará uma forte reação" do Paquistão. A mensagem se dirigia tacitamente contra o Irã.

O papel dos EUA e de Israel na guerra contra Yemen

Em 27 de março anunciou-se no Yemen que Israel estava ajudando Arábia Saudita no ataque contra o país árabe. "É a primeira vez que os sionistas [israelitas] realizam uma operação conjunta em colaboração com árabes", escreveu na Internet o chefe do Partido Al-Haq do Yemen, para destacar a convergência de interesses entre Arábia Saudita e Israel. A aliança israelita-saudita sobre o Yemen, não obstante, não é nova. Os israelitas ajudaram a Casa de Saud durante a Guerra Civil do Norte do Yemen que começou em 1962 financiando armas para Arábia Saudita para ajudar os realistas contra os republicanos no Norte do Yemen.

EUA também estão metidos e comandam desde longe. Enquanto trabalham para chegar a um acordo com Irã, também querem manter uma aliança contra Teerã utilizando os sauditas. O Pentágono financia o que chama de "inteligência e apoio logístico" à Casa de Saud.

Não há que equivocar-se: a guerra contra o Yemen é também a guerra de Washington. O CCG foi desencadeado contra o Yemen pelos EUA.

Desde há muito tempo se fala da formação de uma força militar pan-árabe, mas propostas para sua criação foram renovadas em 9 de março pela dócil Liga Árabe. As propostas para forças armadas árabes unidas servem os interesses estadunidenses, israelitas e sauditas. As propostas em favor de forças armadas pan-árabes foram motivadas por seus preparaticos para o retorno de A-Hadi e para enfrentar regionalmente o Irã, Síria, Hezbollah e o Bloco de Resistência.

A instabilidade no Yemen é causada não por Irã ou pelos huties, mas pela interferência estadunidense e saudita no país - desde a invasão por Arábia Saudita em 2009 aos ataques com drones dos EUA - e as décadas de apoio que Arábia Saudita financiou ao regime autoritário e impopular do Yemen.

"Linhas de batalha estão sendo determinadas no Yemen, o país mais pobre do mundo árabe e o último candidato no Oriente Médio para o fracasso do Estado. Sim, como parece cada vez mais provável, a guerra aberta estala em breve, só será piorada pela competência pela supremacia regional entre Arábia Saudita e Irã. Ambas potências mostraram seu desejo de armar grupos que consideram que podem controlar, apesar do legado que esta destrutiva rivalidade já tem causado em Síria e Iraque" afirmou a revista Foreign Policy em 6 de março.

A aliança huti com Irã: pragmatismo ou sectarismo?

Os huties não são de nenhum modo capachos do Irã. O movimento huti é um protagonista político independente que emergiu como resultado da repressão. Qualificar os huties de capachos iranianos não é empírico e ignora a história e a política do Yemen. "Se estourar uma guerra seguindo linhas sectárias, não será porque ali se estabeleceram divisões históricas no Yemen, será porque os financiadores estrangeiros da guerra inflamam divisões que antes careciam de importância", inclusive admite Foreign Policy.

Reconhece-se que dirigentes hutis rechaçaram afirmações de que aceitam ordens de Teerã. Isso não impediu que funcionários e mídias sauditas e khalijis (do Golfo) utilizassem e manipulassem as declarações de funcionários iranianos, como a comparação dos huties com os basijs do Irã; que apresentam os huties como agentes ou clientes iranianos.

Precisamente como os huties não são capachos iranianos, não existe nenhuma aliança shiita entre Teerã e eles no Yemen. Histórias que se concentram nessa narrativa sectária simplista ocultam a natureza política e as motivações do conflito no Yemen e deforma de maneira insultante a luta dos huties contra a repressão. Desde os anos 70 a Casa de Saud apoiou realmente as facções realistas no Yemen, que eram predominantemente muçulmanos shiitas.

Ademais, os muçulmanos shiitas no Yemen ou são imamitas ou duodecimanos como a maioria dos muçulmanos shiitas no Irã, na República de Azerbaijão, Líbano, Iraque, Afeganistão, Paquistão e a região do Golfo Pérsico. Além de focos de shiitas ismaelitas - que também podem ser chamados septimanos - nas governações de Saada, Haja, Amran, Am-Mahwit, Sana, Ibb e Al-Jawf a maioria dos muçulmanos shiitas no Yemen são zaiditas. Os ismaelitas no Yemen são em sua maioria membros de seitas davidianas e salomônicas do islailismo mustalita que se distanciou do grupo maior dos ismaelitas nizaritas.

A hostilidade estadunidense e saudita contra o movimento huti é o que fez com que inadvertidamente os huties se envolvessem pragmaticamente com Irã em busca de ajuda como contrapeso. Em palavras de Wall Street Journal, "militantes huties que controlam a capital yemenita estão tratando de forjar laços com Irã, Rússia e China para contrabalancear o apoio ocidental e saudita em prol do presidente deposto do país". "O governo interino dos huties enviou delegações ao Irã em busca de financiamento de combustível e à Rússia em busca de investimento em projetos energéticos, segundo os altos funcionários huties. Outra delegação planeja visitar China nas próximas semanas, disseram", informou também o Wall Street Journal em 6 de março.

Como resultado do esforço do movimento huti, Irã e Yemen anunciaram que farão voos diários entre Teerã e Sanna desde 2 de março. É uma importante linha aérea de apoio para o movimento huti.

A narrativa sectária e a carta sectária

A instabilidade no Yemen não é causada por Irã ou pelos huties, mas pela interferência estaunidense e saudita nesse país - a invasão em 2009 pela Arábia Saudita e os ataques de drones dos EUA - e as décadas de apoio que Arábia Saudita financiou ao regime autoritário e impopular no Yemen.

Yemen não é um país completamente envolvido. Além do apoio à Al-Qaeda pela Arábia Saudita e pelos EUA, não existe nenhum divisão ou tensões shiitas-sunitas. Para impedir que Yemen se torne independente, os sauditas e EUA apoiaram o sectarismo na esperança de criar uma divisão shiita-sunita no Yemen.

A diferença da falsa narrativa, as alianças do Irã no Oriente Médio não são realmente sectárias. Todos os aliados palestinos de Teerã são predominantemente muçulmanos sunitas enquanto no Iraque e na Síria, além dos governos, Irã apoia uma variedade transversal de grupos étnicos e religiosos que incluem não-árabes e cristãos. Isso inclui os predominantemente muçulmanos sunitas curdos sírios e iraquianos e a ala assíria Sutoro do Partido da União Siríaca (SUP) na Síria. No Líbano, além do Hezbollah, os iranianos também são aliados de partidos muçulmanos sunitas, drusos, e cristãos, inclusive o Movimento Patriótico Livre de Michel Aoun - que é o maior partido cristão no Líbano.

Se alguém está metido no sectarismo como política, é EUA e seus aliados nos petro-emirados. Tanto EUA como Arábia Saudita tinham metido os huties antes contra a Irmandade Muçulmana no Yemen. Além disso, durante a Guerra Fria, tanto Washington como a Casa de Saud trataram de usar os shiitas yemenitas contra os republicanos no norte do Yemen e a República Democrática Popular do Yemen no sul . EUA e Arábia Saudita iniciaram sua hostilidade contra ele quando o movimento huti demonstrou que não ia ser um cliente de Washington ou Riad.

Preparando a invasão do Yemen

Em 20 de março, atacantes suicidas atacaram as mesquitas Al-Badr e Al-Hashoosh durante asr salat (orações da tarde). Morreram mais de trezentas pessoas. Abdul Malik Al-Huti acusou EUA e Israel de apoiar os ataques terroristas e EI/ISIL/Daesh e Al-Qaeda no Yemen. Também culpou-se Arábia Saudita.

Enquanto teve silêncio em Marrocos, Jordânia, e os petro-emirados árabes, a porta-voz do Ministério de Relações Internacionais iraniana Marziyeh Afkham condenou os ataques terroristas no Yemen. De uma ou outra maneira, Síria, Iraque, Rússia, China também condenaram todos os ataques terroristas no Yemen. Para mostrar o apoio de Teerã a Yemen, dois aviões de carga iranianos com carga humanitária enviados ao Yemen e a Sociedade da Meia Lua Vermelha iraniana levou mais de cinquenta vítimas yemenitas dos ataques terroristas a hospitais dentro do Irã para tratamento médico.

O fracasso da Casa de Saud no Yemen

O movimento dos huties é o resultado das políticas da Arábia Saudita no Yemen e de seu apoio para o regime autoritário. A respeito disso, os huties são uma reação à brutalidade saudita e ao apoio da Casa de Saud ao autoritatismo yemenita. Emergiram como parte de uma rebelião que foi dirigida por Hussein Badreddin Al-Huti em 2004 contra o governo yemenita.

Os regimes yemenitas e sauditas afirmaram falsamente que os huties queriam estabelecer um imanato na Arábia como meio para satanizar o movimento. Isso, não obstante, não conseguiu repelir que este se fortalecesse. Os militares yemenitas não puderam dominá-los em 2009, o que conduziu a uma intervenção saudita, chamada Operação Terra Calcinada, lançada em 11 de agosto de 2009.

Arábia Saudita não conseguiu derrotar os huties quando enviou seus militares ao Yemen para combatê-los em 2009 e 2010. Não conseuiu obrigar o Yemen e o movimento huti a se pôr de joelhos em sinal de obediência. Quando exigiu que os huties e o governo de transição yemenita seguissem a linha saudita e forssem a Riad para negociar, foi diretamente rechaçada pelos huties e pelos Comitês Revolucionários do Yemen, porque as negociações e qualquer sistema de compartilhamento do poder apoiado pelos sauditas realmente marginariam aos huties e outrs forças políticas no Yemen. Por isso a União de Forças Populares, o próprio Congresso Geral do Povo de Al-Hadi, e o Partido Baaz de Yemen apoiaram todos a posição huti contra Arábia Saudita.

Dividindo Yemen?

Yemen viveu numerosas insurreições, intervenção militar pelos EUA e Arábia Saudita, e o fortalecimento de um movimento separatista em suas governações do sul. Os militares do Yemen se fragmentaram e existem tensões tribais. Se fala cada vez mais sobre sua transformação em um Estado árabe falido.

Em 2013, New York Times propôs que Líbia, Síria, Iraque e Yemen fossem divididos. No caso do Yemen a proposta era que voltasse a ser dividido em dois. O New York Times disse que isso poderia acontecer ou aconteceria depois de um possível referendo nas governações do sul. O New York Times também propôs que "tudo ou parte do Yemen poderia então converter-se em parte da Arábia Saudita. Quase todo o comércio saudita é por via marítima, e o acesso ao Mar Arábico diminuiria a independência do Golfo Pérsico - e os temores da capacidade do Irã de fechar o Estreito de Omuz".

Arábia Saudita e Al-Hadi agora apoiam os separatistas do sul no Yemen, que contam com o apoio de mais ou menos 10% da população. A próxima opção para EUA e Arábia Saudita seria dividir Yemen como meio para mitigar a mudança estratégica causada por uma vitória huti. Isso asseguraria que Arábia Saudita e o CCG teriam um ponto de trânsito meridional ao Oceano Índico e que EUA conservaria um ponto de apoio no Golfo de Adén.

via paginatransversal: parte 1 e 2

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Exército sírio confisca armas israelitas usadas pelos terroristas


As forças do Exército sírio confiscaram nesta Terça uma grande quantidade de armas e munições israelitas de tipo LAW dos terroristas em torno da cidade de Damasco, capital síria.

As tropas sírias confiscaram estas armas em um esconderijo dos terroristas, onde assim encontraram artefatos explosivos improvisados, IED (por sua sigla em inglês), foguetes (RPG, por sigla em inglês), bombas e mapas, entre outras coisas.

Por outro lado, as forças sírias aniquilaram 46 homens armados, de nacionalidade jordana, líbia, egípcia, iraquiana e chechena, durante as operações de limpeza em diversas partes do país árabe.

Os soldados do Exército sírio, além disto, eliminaram um grande número de terroristas e desmantelaram armazéns de armas e munições de terroristas nas cidades de Homs (Oeste) e Idiib (Noroeste).

Há mais de dois anos, a Síria é cenário de uma onda de violência perpetrada por terroristas, financiados e dirigidos por alguns países ocidentais e vários regionais, como Arábia Saudita, Qatar e Turquia, que têm como fim acabar com o governo do presidente sírio, Bashar al Assad.

Os grupos armados que lutam contra o governo sírio confessaram em várias ocasiões que receberam armamentos de países estrangeiros.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Alarmante cifra de jovens alemães entre terroristas na Síria


Aumenta de forma alarmante a cifra de jovens alemães que viajam à Síria para integrar as filas dos terroristas que tentam derrubar o governo do presidente Bashar al Assad.

As autoridades da Inteligência alemã se viram obrigadas a outorgar o regresso destes mercenários ao país europeu, visto que a preocupante cifra de seus cidadãos que foram ao território sírio subiu nos últimos seis meses de 60 a 150 pessoas.

Segundo as evidências recolhidas pela rede pública Rádio da Alemanha do Norte (NDR, da sigla em alemão), o mais alarmante é que eles são muito jovens, em alguns casos não têm sequer 18 ou 19 anos de idade.

NDR acrescenta que a maioria destes jovens alemães partem de Hamburgo de carro para Turquia e dali passam para a Síria, território que desde março de 2011 se converteu em cenário de confrontos sangrentos entre o Exército sírio e a oposição de Assad que buscam acabar com seu governo.

De acordo com as investigações, um movimento salafista na Alemanha prepara a maioria destes combatentes que tratam de tomar parte no conflito sangrento no país árabe.

Nota do Blog: a Alemanha do pós-segunda-guerra foi invadida por imigrantes turcos, de modo que a maioria dos seus imigrantes sejam propriamente turcos, e grande parte dos seus "cidadãos". E não por coincidência, a Turquia é ferramenta de grande importância dos EUA para a derrubada dos governos orientais. Lá existem fortes bases dos EUA agindo contra Síria, Líbia, Egito, Sérvia, Rússia, Irã...


Via Hispantv

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Assad fala, Rússia atua

por Pepe Escobar



Assim que Bashar al-Assad falou, exclusivamente com o jornal argentino Clarín (há uma imensa diáspora síria na Argentina, assim como no vizinho Brasil).

Vendo através da névoa da histeria ocidental, fez algumas observações valiosas. O histórico mostra que sim o regime aceitou várias vezes falar com a oposição; mas a miríade de grupos "rebeldes" sem uma liderançã crível e unificada, sempre se negou. Portanto, não existe uma maneira de cessar-fogo que possa finalmente ser aceita em uma cúpula, como a próxima conferência em Genebra de EUA e Rússia.

Assad faz sentido quando disse: "Nós não podemos discutir um roteiro com uma parte que não sabemos nem quem é".

Bem, a essa altura qualquer um que observa a tragédia síria sabe quem são em sua maioria. Sabemos que o exército de Canibais não-livres da Síria, perdão, o Exército Livre da Síria (ELS), é uma coleção heterogênea de senhores da guerra, bandidos e oportunistas de todo tipo juntos com os jihadistas linha-dura tipo Jabhat al-Nusra (mas também a outros grupos ligados à al-Qaeda ou inspirados por ela).

Reuters levou meses para finalmente admitir que os jihadistas dominam o show no terreno [1]. Mesmo um comandante "rebelde" queixou-se a Reuters, "Nusra é agora dos Nusras". Um que segue a agenda da Al Qaeda em um país islâmico e outro que é sírio com uma agenda nacional para ajudar a combater Assad". O que não disse que o grupo realmente efetivo está vinculado à al-Qaeda.

Síria é agora o inferno das Milícias; muito parecido ao Iraque em meados dos anos 2000, muito parecido ao "liberto" Estado fracassado líbio. Essa "agfanização/somalização" é uma consequência direta da interferência do eixo OTAN/CCG/Israel [2]. Portanto Assad tem razão quando diz que o ocidente está atiçando fogo e que só está interessado na mudança do regime, seja qual for o custo.

O que Assad não disse

Não se pode dizer que Assad seja exatamente o político mais brilhante, pois desperdiçou uma excelente oportunidade de explicar à opinião pública ocidental, ainda que brevemente, por quê as petro-monarquias do CCG, Arábia Saudita e Qatar, mais Turquia, estão interessadas em incendiar a Síria. Não pode falar que Qatar quer entregar a Síria à Irmandade Muçulmana e Arábia Saudita sonha com uma colônia que seja um "cripto-emirado". Pode falar que ambos estão aterrorizados com os xiitas do Golfo Pérsico que portam legítimos ideais da Primavera Árabe.

Pode apontar a ruína absoluta da política externa turca de "zero problemas com os nossos vizinhos": um dia há uma tríplice colaboração de Ancara-Damasco-Bagdá, e no dia seguinte Ancara quer mudança de regime em Damasco e se põe a frente de Bagdá. E ainda por cima Turquia se desconcerta ao ver que os curdos se sentem encorajados desde o norte do Iraque até o norte da Síria.

Pode detalhar que Grã-Bretanha e França dentro da OTAN, mas ainda não mencionou os EUA, assim como seus petro-monarcas marionetes, estão usando a desintegração da Síria para prejudicar o Irã e que a nenhum desses atores que fornecem armas e muito dinheiro lhes interessam os sofrimentos do "povo sírio". A única coisa que importa são os objetivos estratégicos.

Enquanto falava Bashar al-Assad, a Rússia atuava. O presidente Vladimir Putin - bem consciente de que as conversações de Genebra estão sendo prejudicadas por vários atores, mesmo antes que tenham lugar - enviou navios de guerra russos no Mediterrâneo Oriental e na Síria ofereceu um número de mísseis terra-mar Yakhont ultramodernos mais um quantidade de mísseis anti-aéreos S-300, o equivalente russo do Patriot dos EUA. A Síria também tem mísseis anti-aéreos russos SA-17.

Então, deixe, qualquer um de vocês, membros do bando OTAN-CCG, mesmo deixando de lado a ONU, de ter uma comoçãozinha  e pavorzinho contra Damasco. Ou instalar uma zona de exclusão aérea. Qatar e a Casa de Saud, são uma piada do ponto de vista militar. Os britânicos e franceses estão seriamente tentados, mas não tem os meios, ou coragem. Washington tem os meios, mas não a coragem. Putin estava absolutamente certo de que o Pentágono compreenderia a sua mensagem de forma clara.

Não se deve esquecer do "Oleodutostão"

Assad também pôde falar - do que mais? - do "Oleodutostão". Dois minutos seria suficiente para explicar o significado do acordo do Irã-Iraque-Síria de 10 mil milhões que foi assinado em julho de 2012. Este nó crucial do "Oleodutostão" exportará gás do campo de Pars do Sul do Irã (o maior do mundo, compartilhado com Qatar), através do Iraque para a Síria, com uma possível extensão para o Líbano, com os clientes confirmados na Europa Ocidental. É o que os chineses chamam de situação que você não pode perder (para os brasileiros, "negócio da China").

Mas não para - quem será? - Qatar e Turquia. Qatar sonha com um gasoduto rival do Campo do Norte (ao lado do campo de Pars Sul do Irã) passando a Arábia Saudita, Jordânia, Síria e finalmente Turquia (que é apresentado como o centro privilegiado de trânsito de energia entre Leste e Oeste). O destino mais uma vez: a Europa Ocidental.

Como em tudo que tem a ver com o "Oleodutostão", o ponto crucial do jogo é deixar de lado Irã e Rússia. É o que acontece com o oleoduto catari, freneticamente apoiado pelos Estados Unidos. Mas no caso do gasoduto Irã-Iraque-Síria, a rota de exportação não pode se originar de outro lugar senão Tartus, o porto sírio no Mediterrâneo Oriental que abriga a marinha russa. Obviamente a Gazprom faria parte da coisa toda, desde os investimentos até a distribuição.

Que não haja dúvidas: o "Oleodutostão" - novamente ligado a contornar a Rússia e o Irã, explica muito sobre a destruição da Síria.

O instrumento do petróleo da União Européia para a al-Qaeda

Enquanto isso, o verdadeiro exército Sírio - apoiado pelo Hezbollah - recupera metodicamente Al-Quseir do controle "rebelde". Seu próximo passo é olhar para o leste, onde al-Nusra Jabhat está se beneficiando alegremente outra "bola fora" típica da UE: a decisão de impor sanções petroleiras contra a Síria [3].

O blogueiro da Syria Comment, Joshua Landis, tirou as conclusões necessárias: Quem assume a petróleo, água e agricultura, terá em suas mãos a Síria sunita. Por enquanto é al-Nusra. O fato é que o mercado petróleo europeu abriu impôs esta situação. Daí a conclusão dessa insanidade que a Europa está financiando a Al Qaeda. Chamemos de instrumento do petróleo da União Européia para a al-Qaeda.

O Sudoeste da Ásia, o que o Ocidente chama o Oriente Médio, continuará a ser um campo privilegiado de irracionalidade. Como as coisas estão na Síria, ao invés de uma zona de exclusão aérea, o que na verdade deve ser estabelecido é "todos voam para a paz", e cada homem e seu vizinho devem ser envolvidos: os EUA, Rússia, União Europeia e Hezbollah, Irã, Israel e, certamente, com o mesmo entusiasmo, destacou o chanceler russo, Sergei Lavrov [4].

Muito além da obsessão ocidental pela mudança de regime, o que a problemática conferência de Genebra pode produzir é um acordo pela Constituição da Síria que, aliás, é absolutamente legítima, adotada em 2012 pela maioria dos votos do verdadeiro e sofrido "povo sírio". Isso pode até significar que Assad não seja um candidato a presidente nas eleições previstas para 2014. Mudança de regime, sim. Mas, por meios pacíficos. Permitirão OTAN, CCG e Israel que isso aconteça? Não.

via Voltairenet

[1] Insight: Syria’s Nusra Front eclipsed by Iraq-based al Qaeda, Reuters, 17 de mayo de 2013.
[2] Organización del Tratado del Atlántico Norte-Consejo de Cooperación del Golfo-Israel.
[3] EU decision to lift Syrian oil sanctions boosts jihadist groups, Guardian, 19 de mayo de 2013.
[4] Russia says Iran must take part in proposed Syria talks, Reuters, 16 de mayo de 2013.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Irã concorda em exportar gás para a Suíça

O deputado iraniano Ministro do Petróleo afirma que o país finalizou um acordo de fornecimento de gás natural para a Suíça.



"Estamos agora em negociações com a Turquia para ter o direito do transporte de gás através desse país (para a Europa)", afirma Javad Owij, que também é Diretor da Companhia Nacional de Gás Iraniana (NIGC), nessa sexta-feira.

O Irã, que fica em cima da segunda maior reserva de gás natural, após a Rússia, é o segundo maior fornecedor de Turquia, depois de Moscou.

Owij também afirma que o Irá começará o envio de gás natural para o vizinho Iraque nesse verão.

"As exportações de gás para esse país começarão com 7 milhões de metros cúbicos por dia i irá subir gradualmente para 25 por dia", disse o ministro.

Ele chegou a dizer que o Irã exportará gás para o Iraque através de dois dutos, um dos quais abastecerá Bagdá e as usinas de AL-Mansouriyah e com o outro fornecendo para o porto de Basra.

O Irã está tentando intensificar sua produção de gás, atraindo investimentos nacionais e estrangeiros, especialmente no Depósito de gás natural Pars Sul.

O Pars sul cobre uma área de 9,7 mil quilômetros quadrados, dos quais 3,7 mil estão em território marinho iraniano do Golfo Pérsico. Os 6 mil restantes, ou seja, a parte norte, situam se em possessão marinha do Qatar.

Via PressTV

domingo, 3 de março de 2013

Revelado plano do presidente francês e primeiro ministro turco de assassinar Assad


Informou-se através da ANN alguns dados referentes a uma das tentativas de assassinato que sofreu o governo de Assad. Segue a notícia no seguinte:

A guerra secreta na Síria, documento do realizador Khadr Awarkh, revela em detalhe a tentativa de assassinato contra o presidente sírio Bashar Al Assad e seu ministro de Relações Exteriores, Walid Al Mouallem, preparado recentemente pelos serviços de inteligência da França e da Turquia. O documento contém declarações de dois espiõe presos em Damasco durante a operação que frustrou o complô.

Os serviços de inteligência da França e da Turquia tinha sido concentrados para se infiltrar, de conjunto, no palácio presidencial de Damasco e no ministério sírio de Relações Exteriores mediante o recrutamente ou manipulação de dois empregados curdos de várias empresas que realizam diversos serviços de mantimento nos edifícios oficiais sírios.

A operação de infiltração contou com o apoio dos serviços de inteligência de Israel e Estados Unidos.

Em 17 de Agosto de 2012, o ministro francês de Relações Exteriores, Laurent Fabius, declarou: "estou consciente da força do que estou dizendo. O senhor Bashar al Assado não merece estar sobre a terra".

Três semanas antes, o presidente francês François Hollande tinha ordenado o assassinato de seu homólogo sírio.

As confissões dos dois espiões recrutados pela França e pela Turquia podem se ver no sítio web da agência Asia através dos seguintes vínculos:

http://www.asianewslb.com/vdcdk90s.yt0jz6242y.html
http://www.asianewslb.com/vdcaymne.49nao1kzk4.html

Assad pede fim do financiamento estrangeiro a grupos terroristas

Presidente Bashar al-Assad, disse em uma entrevista que o conflito interno no país árabe desde Março de 2011 se deve, em parte, ao financiamento do terrorismo por nações estrangeiras, como a Turquia, Arábia Saudita e Qatar.



"Se alguém quer sinceramente ajudar a Síria e contribuir para o fim da violência em nosso país, só pode fazer uma coisa: ir para a Turquia, Qatar e Arábia Saudita para dizer-lhes para parar de financiar o terrorismo na Síria", disse o presidente, que mais tarde disse que "a Al-Qaeda e sua ideologia são uma ameaça e um perigo não só para a Síria, mas para toda a região."

Assad destacou que está disposto a conversar com qualquer órgão político, a fim de acabar com o conflito que aflige a Síria e que deixou mais de 20.000 mortos, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Na Síria, fizemos duas decisões: lançar o diálogo e combater o terrorismo. Nós, como qualquer outro país soberano, não vamos negociar com terroristas ", aludindo à" guerra midiática contra a Síria para impedir que a verdade de alcance o mundo exterior. "

Presidente al-Assad manifestou a disposição do governo sírio para negociar com qualquer pessoa, inclusive os militantes que entregassem suas armas ", mas não lidar com terroristas determinados a continuar a portar armas, pessoas aterrorizando, matando civis e atacando locais públicos, instituições privadas e destruir o país ", disse ele.

Nesse sentido, Al Assad disse que pode resolver seus conflitos por meio do entendimento sem a participação internacional. "Nós somos um país com 23 milhões de pessoas, temos um exército nacional e as forças policiais, nós não precisamos de combatentes estrangeiros para defender o nosso país."

"O que deve ser questionado aqui são os papéis dos outros países como o Qatar, Turquia, Arábia Saudita, França, Inglaterra e Estados Unidos de apoiar o terrorismo, direta ou indiretamente na Síria", salientou o presidente sírio.

Al Assad agradeceu as posições de países como Irã e Rússia, que manifestaram em reiteradas ocasiões seu apoio ao povo sírio e sua rejeição de uma possível intervenção internacional.

"O papel da Rússia é muito construtivo, o Irã dá um extremo e o papel do Hezbollah é de defender do Líbano, e não a Síria", disse al-Assad.

Durante a entrevista, o presidente al-Assad ressaltou: "Eu tenho dito repetidamente que a Síria é uma linha de demarcação geográfica, política, social e ideológica, de forma a jogar com esta linha teria graves repercussões em todo o Oriente Médio".

Presidente iraniano apela para diálogo nacional na Síria

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse durante uma reunião com Síria Vice-Primeiro Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros e Expatriados, Walid al-Muallem, que seu país está no lado da Síria nessa guerra, e sublinhou que a única maneira de resolver a crise é para cessar a violência e iniciar um diálogo nacional.

Ahmadinejad descreveu como "positiva" programa político apresentado pelo presidente Bashar al-Assad, acrescentando que "a Síria terá sucesso graças à sabedoria da sua liderança e do povo sírio se apegam a paz".

O presidente iraniano disse que está acompanhando de perto os acontecimentos na Síria e disse que "o Irã é um país irmão da Síria e se encontra junto a ela em face da guerra cósmica que presencia".

Ele acrescentou que a força da Síria e se apegará a seu exército e as pessoas em torno de sua liderança, obrigaram todos a reconhecer o fato de que não há outra maneira de resolver a crise, em vez de a cessação da violência e através do diálogo e entendimento nacional, afirmando que "o programa político apresentado pelo presidente Assad é bom e positivo."

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Conflito sírio: OTAN conclui implantação de mísseis Patriot na Turquia




A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) deu por concluída nesta Segunda a implantação de seis baterias de mísseis antiaéreos Patriot no Território da Turquia.

"A implantação foi concluída e todos os sistemas estão ativados", disse um portavoz da OTAN.

N Sexta passada se fez operativa a segunda das duas baterias de mísseis Patrior enviadas pelos EUA e transportadas para próximo de Gaziantep, no sul da Turquia.

Outras duas, proporcionadas pela Holanda, funcionam nas imediações de Adana, a quarta em importância cidade da Turquia.

As duas restantes, enviadas pela Alemanha, entraram em serviço próximo da cidade de Kahramanmaras.

Oficiais da OTAN estimam que seis baterias antiaéreas poderão proteger de um potencial ataque desde Síria com projéteis Scud a uns 3,5 milhões de turcos, habitantes das regiões fronteiriças.

Turquia albergou vários sistemas Patriot em 1991 e 2003, durante caminhos de guerra do Iraque, mas naquelas ocasiões os mísseis não chegaram a usar.

Moscou considera que esta implantação de mísseis poderia piorar a situação e que a OTAN está se complicando assim no conflito sírio.

Via ANN

sábado, 26 de janeiro de 2013

OTAN declara "operacional" sua primeira bateria de mísseis Patriot na Turquia

A primeira das seis baterias de mísseis Patriot instaladas na Turquia, sob o controle e comando da OTAN está "operacional", como relatado pela Aliança Atlântica em um comunicado neste sábado.

"Esta bateria fornecida pela Holanda servirá para proteger a cidade e as pessoas de Adana, para proteger a cidade e suas pessoas de potenciais ameaças de mísseis", de acordo com a nota oficial, em referência ao pedido de proteção feito pelo Governo Turco para se defender de um suposto ataque da Síria.



Além de Adana, também haverão baterias em Kahramanmaras e Gaziantephave. A OTAN espera que todo o sistema esteja "disponível e operacional" nos "próximos dias" e reiterou que a implantação das baterias tem uma finalidade "eminentemente defensiva" e "em nada servem para restringir o espaço aéreo ou para apoiar uma operação ofensiva ".

Como as outras instalações enviadas à Turquia pelos EUA e Alemanha, a bateria neerlandesa conta com um radar multifuncional, uma cabine de comando, vários caminhões com unidades de lançamento de até 16 mísseis.

Via Europa Press e RT

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Turquia, instrumento da OTAN para provocar a Terceira Guerra Mundial

 
A OTAN podería estar utilizando a Turquía para ter um pretexto “bem armado” para intervir na Siria, segundo o analista político Adrian Salbuchi, que comentou para RT o recente fogo cruzado entre Turquía e Siria. “Não é tanto a Turquía enfrentando a Siria. É a OTAN que estaría utilizando a Turquía de maneira para ter alguma desculpa bem armada para justificar uma ação militar contra a Siria”, apontou o especialista.

Salbuchi opina que a nação turca “está se deixando utilizar uma vez mais como uminstrumento das potencias ocidentais para poder promover seus objetivos geopolíticos no Oriente Médio". Segundo ele, a Turquía se deixa levar pela OTAN porque “estratégicamente e economicamente olha para o Ocidente”. 

Salbuchi aponta que não só a Síria está em jogo, mas também o Irã, seu fiel aliado, e que um ataque contra a Síria poderia ser seguido por outro contra o país persa. Um conflito desta escala podería ser o inicio da terceira guerra mundial, na que estariam implicados não só a OTAN e Oriente Médio, mas também a Russia.

Na opinião do analista, esse eventual conflito seria uma forma de resolver uma série de problemas que vive o mundo ocidental atualmente. "Parece que existe um setor nas estruturas de poder ocidentais que está buscando uma fuga ante os gravíssimos problemas sociais, políticos e econômicos que tem os países ocidentais". 

Nesta quarta um morteiro lançado do território sírio matou 5 e feriu 13 pessoas na Turquia. O morteiro foi disparado supostamente durante um combate entre triopas regulares e rebeldes sírios, em um lugar próximo da fronteira, no povoado sírio de Tell el Abyad. Turquia respondeu com um ataque ao território sírio.

Em uma reunião extraordinária da OTAN convocada pela Turquia, a Aliança condenou o ataque e exigiu das autoridades sírias o fim destes 'atos de agressão'. Por sua parte a Síria declarou que respeita a soberania dos países vizinhos e pediu aos governos que atuem com prudência. O governo sírio também expressou suas condolências aos familiares das vítimas do ataque.


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Turquia bombardeia Síria em resposta a um suposto ataque

As forças militares turcas atacaram vários alvos no território sírio em resposta a projécteis de morteiro lançados esta manhã desde o outro lado da fronteira e que provocaram cinco mortes, informa o escritório do primeiro ministro da Turquia.

<<Nossas Forças Armadas, seguindo as regras internacionais de entrada em combate, bombardearam alvos na Síria em resposta ao abjeto ataque e depois de determinar mediante o radar desde onde foram disparados>> as conchas que caíram, afirma um comunidade do escritório do primeiro ministro, citado por CNN Türk.

Horas antes, a Turquia tinha anunciado represálias contra a Síria pelos cinco mortos e treze feridos; << Isso exige uma represália segundo o direito internacional. É a gota d'água que enche o vaso>>, dizia o vice-primeiro ministro turco, Bülent Arinç.

<<As disposições da OTAN são muito claras e determinam que todos os países membros têm a responsabilidade de responder quando um deles é agredido>>, recordou Arinç. <<Quando nossos cidadãos perdem a vida e nosso território é atacado, desde logo protegeremos nossos direitos>>, prometeu o vice-primeiro ministro, informava a agência semipública Anadolu.

Implicações com a OTAN

O artigo 5 do Tratado da OTAN prevê a defesa coletiva ante um ataque contra um de seus membros.
A OTAN, que no ano passado interviu durante meses na Líbia, tratou até agora de manter-se a margem do conflito sírio.

As mortes desta semana foram executadas por um projéctil disparado durante os combates entre rebeldes sírios e tropas regulares ao redor do posto fronteiriço de Tel Abyad. Na Sexta já caiu um primeiro projéctil no povoado e destroçou uma casa, mas sem causar vítimas.

O primeiro ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, cancelou seu programa previsto para hoje e havia convocado uma reunião de crise em seu gabinete, com o ministro de relações exteriores, Ahmet Davutoglu, e o chefe do Estado Maior.

Davugotlu, por sua vez, conversou por telefone com Anders Fogh Rasmussen, o secretário geral da OTAN, e com Lakhdar Brahimi, o representante para Síria da ONU e Liga Árabe, segundo informa a emissora CNN Türk.

Em Junho a Turquia já tinha ameaçado de usar a força contra a Síria depois de que as forças antiaéreas do país árabe derrubaram um de seus bombardeiros próximos de sua costa.

A Turquia recebe em treze acampamentos 93.576 refugiados sírios que fugiram de seu país pelo conflito, segundo dados da ONU, entre eles altos oficiais desertores que se uniram ao Exército Livre da Síria.

Via ABCes

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Tropas turcas invadem território sírio

A file photo shows Turkish Army forces being mobilized to the Syrian border.Forças turcas cruzaram a fronteira com a região curda de Kobani, na Síria, com a ajuda de veículos blindados e helicópteros.

Mais de 100 soldados turcos entraram nesta terça na cidade de Cerablos, região curda de Kobani. O contigente de soldados supostamente voltou para sua base depois de uma hora. Enquanto isso, meios turcos reportam que cerca de 40 soldados ficaram detidos na Síria.

Um porta-voz das milícias curdas na cidades fronteiriças de Kobani e Efrain acusaram as forças turcas de suprir armas e munição para insurgentes lutando contra o Presidente síro Bashar Al-Assad. O Ministro das Relações Exteriores turco negou a invasão ao território sírio.

Na semana passada, o exército turco realizou exercícios militares na provincia de Mardin, a apenas alguns quilometros da fronteira síria.

A NBC News também reportou dia 31 de julho que cerca de 24 MANPADs (sistemas portáteis de defesa áerea) foram fornecidos para insurgentes na Síria pela Turquia.

domingo, 1 de abril de 2012

Ataque ao Irã poderia devastar o Oriente Médio, diz Erdogan

O Primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan, disse que as conseqüências de um possível ataque de Israel ao Irã seria "desastrosas". Ele também criticou a comunidade internacional por não prestar atenção para o arsenal nuclear israelense, enquanto fixa limites aos projetos energéticos iranianos.

"Israel não deve atacar o Irã", disse o líder turco para a imprensa do seu país depois de voltar de uma viagem a Teerã. Segundo Erdogan, "toda a região seria devastada" se uma intervenção militar acontecesse, cita o jornal Today's Zaman.

O primeiro-ministro também disse que concorda com as preocupações sobre as conseqüências de um ataque com presidente dos EUA, Barack Obama, agora sob pressão de Israel e da comunidade judaica dos EUA, que favorecem a tomar medidas decisivas contra o Irã.

O lado israelense ainda não descarta uma operação militar contra Teerã por medo da República Islâmica desenvolver armas nucleares, embora os iranianos rejeitam, insistindo na natureza pacífica do seu projeto. Tal operação "não vai acabar como a guerra entre os. Estados Unidos e o Iraque", mas poderia causar outra guerra, disse Erdogan.

Programa Nuclear Israelense

Falando do programa nuclear do Irã, o primeiro-ministro turco criticou a comunidade internacional por fazer vista grossa para os arsenais nucleares, como muitos supõem, que tem Israel.

Erdogan lembrou que os países que exercem muita pressão sobre o Irã a abandonar seu programa de energia pacífica e impor sanções não prestam atenção a que Israel pode já ter armas nucleares.

"Israel tem entre 250 e 300 ogivas nucleares. Ninguém contesta isto", disse ele. "O Irã diz que não produz ogivas nucleares. Diz que vai produzir uma certa quantidade de barras de urânio enriquecido e parar depois disso."


Via RT

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Comandos israelenses e turcos nas ruas sírias?


As operações especiais na Turquia e Israel estão atuando em território sírio para ajudar a oposição a derrubar o governo de Bashar al Assad.

Assim declarou várias mídias iranianas citando representantes das forças de segurança sírias, que disseram ter capturado na semana passada cerca de 50 agentes turcos que supostamente instruído grupos de ativistas da oposição.

Segundo fontes, sete dos turcos detidos confessaram que tinham sido treinados em atividades terroristas pela agência de inteligência israelense, Mossad.

Os presos também disse que a Mossad enviou seus agentes para a Jordânia para ensinar um grupo militante, da Líbia e da rede internacional ligada à Al Qaeda. Espera-se a enviá-los para a Síria após o treinamento.

Segundo fontes, as autoridades pretendem redimir os cativos por militantes do Exército Livre da Síria, o principal grupo da oposição armada no país árabe, bem como a promessa da Turquia para parar de fornecer armas aos insurgentes ou deixá-los atravessar a fronteira comum.

Enquanto isso, a possibilidade de ocorrência de interferência estrangeira na Síria ainda é a questão mais discutida pela comunidade internacional.

Em favor deste cenário são pronunciaram vários países árabes, propondo uma outra opção, que consiste em enviar tropas de manutenção da paz das Nações Unidas. Tão pouco discartam os EUA e seus aliados, que se mostram insistentes exigindo a renúncia do legítimo presidente sírio, Bashar al Assad, sem levar em conta as ações terroristas dos insurgentes.

Contra qualquer intervenção estrangeira se manifestam Rússia e China, chamados para o diálogo e apelam a ambas as partes em conflito para que deponham as armas.

O confronto na Síria, que dura cerca de um ano e deixou mais de 6.000 mortos, segundo grupos de direitos humanos.

Fonte

domingo, 29 de janeiro de 2012

Anonymous atacará sites turcos se o governo não reconhecer o genocídio armênio

La 'Operación genocidio armenio' está en marcha: Anonymous promete 'bombardear' Turquía

O grupo Anonymous ameaça com "bombardear" páginas do governo turco se o país não reconhcer o genocídio armênio cometido pela Turquia (então Império Otomano) no começo do século XX.

Os hackers mais famosos do mundo difundiram, através do Youtube, um vídeo no qual prometem que as ações turcas "custarão caro".

“Em 1915 os turcos assasinaram milhões de armênios, agora eles tem que pagar pelo que fizeram. Cerca de 2 milhões de armênios morreram nas mãos turcas, mas estes seguem negando o fato. Ademais, ocuparam terras que históricamente pertencem aos armênios. Chegou a hora da Turquia devolver estas áreas e pagar pela matança"; ameaçaram os hackers.

Ameaça Mundial

Ao mesmo tempo, Anonymous assegurou que o protesto da Turquia contra França pelo novo projeto aprovado pelo Senado francês que considera delito a negação do genocído armênio não levará a nada.

“Os senadores franceses se apoiam em centenas de historiadores. Turquia jamais poderá entrar na União Europeia. Esta mensagem pode considerar-se uma ameaça a todos os países que neguem o genocídio armênio", proclamaram.

Emparticular, os piratas informáticos sugeriram que o próximo alvo pode ser os Estados Unidos. "Cada 4 anos um candidato a presidência promete aos armênios o reconhecimento do genocídio, no entanto, o país norte-americano ainda não o fez. Se o mesmo ocorrer este ano, apontaremos contra páginas do governo americano. A 'Operação Genocído Armênio' está em andamento"; concluem.


Via RT