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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Facebook amplia vigilância


O Facebook, também envolvido no programa de espionagem da Agência de Segurança Nacional estadounidense (NSA pelas siglas em inglês), prova uma nova tecnologia que ampliaria brutalmente a quantidade de dados que recolhe dos seus usuários.

Segundo Ken Rudin, chefe do Departamento de Analítica da rede social com sede em Estados Unidos, se trata de um novo software que entre outras de suas habilidades pode coletar informação sobre as interações dos usuários e ainda estudar o movimento do cursor sobre a página.

Rudin, que revelou a notícia em uma entrevista concedida à revista estadounidense The Wall Street Journal publicada na Quarta, indica que o Facebook coleta dois tipos de dados: demográficos e de comportamento.

Os dados demográficos: onde vive, estuda ou trabalha o usuário, documentam a vida do usuário além da rede. Enquanto que com os dados de comportamento, Facebook segue os usuários em base aos conteúdos que lê, as atualizações que compartilha ou quantidade e qualidade de pulsações sobre o botão “curtir”.

Por enquanto, a companhia está armazenando toda esta informação em um depósito independente e posteriormente decidirá sua integração final.


Cabe salientar que, segundo revelações de Edward Snowden, o ex-técnico da Agência Central de Inteligência (CIA pela sigla em inglês), as grandes tecnológicas, como Google, Microsoft, Facebook, foram usados pela NSA em um programa secreto chamado PRISM, que permite o acesso a mensagens e histórico de buscas de seus usuários.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Vírus Flame: Fabricado em Israel?

Vice Primeiro-Ministro israelense, Moshe Yaalon, sugeriu que o país hebreu poderia estar por trás da criação de vírus esplião Flame, detectado recentemente pelo laboratório de segurança informática russo Kaspersky.

"Qualquer um que veja a ameaça iraniana como ameaça poderia dar diferentes passos, incluindo est, para causar-lhe dano (ao Irã)" declarou o político a uma emissora de rádio israelense.

Yaalon também disse que Israel "é um país rico em tecnologia de ponta", acrescentando que "estas ferramentas abrem um leque de possibilidades." 

Algumas das particularidades do vírus Flame publicadas pelo website da Kapersky permitem considerá-lo como uma arma para ciberguerra.

Especificamente, pode fazer screenshot, ativar microfones para gravar conversações sem que o usuário se dê conta, enviar registros de tráfico e redirecionar mensagens instantâneas.

O laboratório não conseguiu identificar os responsáveis pela propagação do Flame, mas destacou em uma mensagem suas similariedades comprogramas como Stuxnet e Duqu, atribuidos por vários especialistas aos serviços de inteligência israelenses. Ambos supostamente aproveitavam uma falha de segurança do sistema operacional Windows para interceptar dados sobre o programa nuclear iraniano.

Esta nova ameaça digital foi detectada no Irã e também em equipamentos palestinos, sudaneses, sírios e norte-americanos.

Entretanto, as autoridades iranianas afirmaram que eles têm um mecanismo para detectar e destruir o vírus. Segundo Teerã, "o antivírus está disponível para órgãos e autoridades que o solicitem." 


Via RT

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Greenpeace chumba "ecologia" dos serviços na nuvem

A Greenpeace publicou ontem um relatório em que avalia, de acordo com critérios ecológicos e de impacto ambiental, os servidores que alimentam a nova vaga de serviços alojados na nuvem. Gigantes como a Apple, Amazon ou Microsoft "chumbam" no teste, mas a responsável pelo iCloud já veio contestar os números da associação.

A Apple é destacada como um dos "piores" exemplos no grupo devido à forte dependência de energias poluentes como o carvão, "e carvão que é extraído das montanhas de Appalachia" (nos EUA), escreve Gary Cook, que assina o estudo, entitulado "How Clean is Your Cloud?".

De acordo com a análise 55,1% da energia usada pelos servidores de serviços cloud da empresa provém do carvão. A este valor somam-se 27,8% de energia nuclear, com a fabricante do iPhone a sair da análise com um "nível de energia limpa" de 15,3%.



Em reação às críticas, a empresa de Cupertino contestou os valores apresentados e disse, em entrevista ao Guardian, que os servidores do iCloud gastam um quinto da energia mencionada no estudo.

Um porta-voz da fabricante do iPhone acrescentou ainda que o seu centro de dados na Carolina do Sul será "o centro de dados mais amigo do ambiente alguma vez construído" e que "eventualmente" cerca de 60% da energia usada será proveniente de fontes renováveis.

Mas a Apple não foi a única "castigada" pela avaliação da Greenpeace. Das 14 empresas, consideradas pioneiras na migração para a computação na nuvem, há mais seis que apresentam "níveis de [recurso a] energia limpa" inferiores a 20%: Amazon, HP, IBM, Microsoft, Oracle e Salesforce.

A Oracle, Amazon e a Microsoft destacam-se também pela forte dependência do carvão. A avaliar pela tabela fornecida com o estudo, 48,7% da energia utilizada pela gigante das bases de dados provêm desta fonte altamente poluente e não renovável. No caso da Microsoft a percentagem é de 39,3 e na Amazon de 33,9%.



É também realçado, pela evolução negativa, o caso do Twitter, que surge com um "nível de energia limpa" de 21,3%, mas 35,6% de utilização de carvão. Os números revelam que a empresa se terá "desleixado" nas suas preocupações ambientais, mudando os seus servidores de áreas onde eram usadas energias renováveis para zonas onde é predominante o recurso a energias fósseis, aponta a Greenpeace.

Via Tek